sexta-feira, 21 de abril de 2017

LIVRAI-ME DOS LIVROS

LIVRAI-ME DOS LIVROS

Como já disse aqui inúmeras vezes – prometo que essa será a última – não consigo ainda me desapegar dos meus discos, apesar de já estar evoluindo nesse quesito, mas dos livros desapego fácil. Tenho poucos livros só de alguns autores que eu gosto e os mantenho comigo além de algumas coleções (acho que duas). Esses ainda vão ocupar o meu armário durante algum tempo.

Mas tem outros também encaixotados que eu quero me desfazer e não consigo. São os meus mesmos, de minha autoria que estão guardados em duas caixas de sapato e uma de sabão em pó. Não a caixa em si, mas aquelas que estocam as caixas de sabão nos mercados. Com certeza tem mais de cem exemplares  pra eu me desfazer, mas não sei como. Acho que eu vou dar de presente, mas pra quem? Nesse mundo virtual será que tem gente que para pra ler ainda? Será que as pessoas tem tempo pra ler? Será que aleitura faz parte da rotina, do dia a dia? Será que livro ainda é um bom presente?

Pra mim já foi. Hoje em dia não é mais não. Não pelo fato de eu não querer ler. Eu adoro ler. É o meu passatempo favorito e sempre vai ser. Minha birra com livros é ele fisicamente. Eu não quero ter mais o livro em si, quero ter as histórias  e as memórias que ele conta e pra isso não precisa tê-lo nem virtualmente. Quero que ele ocupe espaço na minha memória e não no meu armário e nem no meu HD. Se bem que se for pra ter um livro vque seja no virtual.

Ultimamente eu pego um livro emprestado, leio e devolvo. Sou um dos poucos que devolve livro. Já perdi vários assim, mas o que mais me marcou foi a soberba da coleção plenos pecados onde cada autor escreveu sobre um pecado e dos sete eu fiquei com seis. Essa, por exemplo, foi uma coleção que me desfiz justamente por conta desse desfalque.

Mas o que fazer com os meus? Doar pra quem? Presentear a quem? Tá me dando agonia ver tantos exemplares virando comida de traça nessas caixas e eu não consigo dar um fim neles. No caso desse específico foi o primeiro que fiz por uma editora justamente pensando que o estoque ficaria com eles e não o contrário. Mas por eu ser inexperiente apostei e investi nisso.

Nessa época meu lado Paulo Coelho falava mais alto e minha produção literária estava a mil. Com o tempo a realidade foi ficando mais competitiva e as inspirações foram sumindo. Hoje não tenho mais tempo nem vontade de escrever outro romance. Não vejo mais ineditismo no que fazer. Espero já ter resolvido esse problema, ou parte dele, no tempo do hiato que existe entre a escrita e a postagem desse texto. Caso eu tenha resolvido isso, esqueçam tudo o que escrevi, como disse um presidente ao ser indagados sobre os livros enquanto escritos na época em que fora professor de sociologia.


Meu primeiro livro escrevi pra saber se eu tinha capacidade de desenvolver e segurar uma história do início ao fim. Por mais absurda e surreal que ela fosse, meu primeiro desafio foi cumprido. Tentei dar uma continuidade a história, mas acabei me perdendo e deixei pra lá. Todo escritor se não dominar suas personagens acaba sendo engolido por elas e se perde na história que escreve. Meu best seller não foi publicado e presenteei com cópias xerox apenas a minha família que leu e aprovou com louvor. Esses pouquíssimos tiveram a oportunidadede ler.  Inspirado nos ataques terroristas do onze de setembro criei uma história cujo cenário é Niterói, as personagens são pessoas da minha família e uma pesquisa histórica que abre o livro no capítulo um. No memso ano escrevi esse que ocupa essas caixas. Por último foi o relato do meu mochilão pela Europa. Continuo tendo vergonha quando alguém diz que sou escritor, mas como esse ano é o último desse meu espaço, tô rasgando o verbo.    

sexta-feira, 14 de abril de 2017

TEM QUE SUAR?

TEM QUE SUAR?

Não sei se quando essa postagem for ao ar eu ainda estarei fazendo o que eu faço enquanto a escrevo. Não sei se renovo o meu contrato com a academia que venceu agora em março.

Depois de um bom incentivo e torcida eu voltei pra academia. Não é uma atividade que eu goste de fazer, mas atualmente acho um mal necessário. Não a academia em si, mas uma atividade física além da aeróbica que eu fazia caminhando na praia. Por conta de um empurrão que eu tava querendo e precisando e de uma combinação que não deu muito certo com uma amiga que nos primeiros dias eu chamava , mas a preguiça a vencia, comecei a ir com a cara e a coragem.

Ambiente de academia não é uma coisa que me agrada muito. Sabe-se que mal ou bem você fica permanentemente sob os olharesjulgadores principalmente dos outros frequentadores. Eu por exemplo no meu íntimo aprovo e dou força pros gordinhos como eu que aparecem lá com um foco, com um objetivo que é emagrecer. As pessoas acham que eu não estou gordo, que eu estou bem. Até a minha nutricionista não quer que eu atinja meu objetivo de chegar aos noventa quilos. Ela acha que noventa e cinco é o ideal. Mas se eu chegar aos noventa com uma cara, um corpo mais saudável, mais definido eu vou ficar além de gostoso, irresistível.

Brincadeiras a parte, quanto mais o tempo passa mais me parece que eu fico longe do corpo que eu desejo pra mim. Na verdade o corpo é esse mesmo, só que um poico mais duro, mais rígido e por mais que eu fosse quase todo dia pra academia, incluindo fins de semana, e passasse em torno de duas horas lá dentro, sendo uma pra musculação e uma pra ergometria, exceto fins de semana que o tempo era reduzido pela metade, meu corpo não chegou ao meu ideal.

Vou citar a frase que eu sempre digo pro instrutor quando entro pra uma academia e/ou volto a malhar. Quero endurecer sem perder a ternura. Esse é o meu objetivo nunca alcançado e é o que me desanima, me faz parar de frequentar a academia. Aqui no meu prédio tem uma sala de ginástica que posso frequentar a hora que eu quiser, mas não faço porque o espaço é mínimo. Quatro pessoas já lota. Além disso a variedade dos aparelhos e consequentemente dos exercícios é bem limitado.

O primeiro mês foi de adaptação e condicionamento do meu corp à atividade física. Tinha marcado com minha amiga de irmos às seis da manhã. Acordei, liguei pra ela e ela transferiu pras oito da noite. Depois ela desmarcou e eu fui sozinho. Chegando lá fiz a matrícula e comecei a ser instruído a fazer os exercícios. No dia seguinte e durante essa primeira semana eu ia bem cedo, mas como minha amiga sempre declinava da parceria pra dormir mais um pouco eu procurei um outro horário pra ir, já que entre seis e nove da manhã fica bem cheio.

Adotei o horário das onze da manhã que quando tá cheio vai esvaziando rapidamente. Por volta do meio dia que era quando ia fazer a parte ergométrica  já tinha menos gente que quando chegava lá. Claro que havia exceções e volta e meia tinha que ir mais cedo e só fazia a parte da musculação por conta de algum compromisso que eu tivesse num determinado dia. E também adotei uma pessoa só pra me acompanhar com a série de exercícios. Não foi a que me passou da primeira vez que eu apareci lá. As pessoas do turno da noite são outras e dificilmente eles estão como instrutores pela manhã, a não ser quando fazem personal ou quando dão uma de cliente e malham também. Nos fins de semana a gente pode ver essa troca de horários, mas aí dependia da escala de plantão.


Eu ainda não sei se vou continuar a frequentar a academia, mas sempre vale uma temporada lá, mesmo que seja depois de algum tempo.

sábado, 8 de abril de 2017

AH, O AMOR

AH, O AMOR

Nos anos anteriores eu evitei ao máximo falar sobre esse assunto, mas por esse ser o último ano eu vou me arriscar a falar nele que é muito cantado, tem muitas histórias bonitas e tristes e mesmo assim continua sendo um assunto complicadíssimo de se tratar. Vou falar de um sentimento lindo, nobre e que às vezes machuca por não ser completamente compreendido na sua essência, dependendo do ponto de vista. Várias músicas falam sobre ele, as novelas se baseiam nele também, os romances que minha tia lia quando adolescente, as Julias, Sabrina, Biancas das bancas de jornal giravam sempre em torno dele. As idas e vindas da vida, os altos e baixos resvalam um pouco nele também. Volta e meia a pergunta é dúvida e a resposta varia muito.

Você faria tudo por amor? Eu sinceramente não sei. Talvez no início, na paixão, pra agradar eu faria, mas logo eu cansaria de ceder se eu não visse o mesmo da outra parte. Aliás a gente sempre põe a culpa na outra parte e nem sempre é assim. Existem vários fatores pra que um relacionamento dê certo e esses mesmos fatores também podem fazer com que não dê certo. Se a primeira impressão é a que fica, a segunda nem sempre agrada.

Só o amor constrói? Sim. Acho que o amor é capaz de mover montanhas desde que ambas as parte, os envolvidos,  se esforcem e concentrem suas energias pra tal. Porque quando um não quer, dois não brigam e a montanha fica parada. Outra frase clichê diz que quem ama não mata. Atualmente discutir essa frase fica difícil, mas fazendo o recorte em termos de relacionamento volto a repetir que fica difícil discutir isso. Não se mata amando ou não. Não se mata e ponto. É um dos mandamentos “Não matarás”. Sei que o amor é cego e isso pode provocar mortes somando-se à cólera, à ira da pessoaapaixonada que comete esse tipo de atrocidade. Não estou defendendo ou amenizando nada nem ninguém. Acho que matou tem que ser julgado e cumprir a sentença expedida pelo juiz seja ela qual for.

Outra pergunta: Amor com amor se paga? Isso já foi até título de novela do início da década de oitenta. Pra mim tudo com amor se paga. A inveja, a descrença, a intolerância, o preconceito. Amor é a moeda mais forte de todos os valores que a gente aprende ou que pelo menos deveria ser aprendido. Sei que promover isso é muito difícil e requer um desapego muito forte de sentimentos. Uma evolução humana quase sublime. Mas sei também que é possível. Só o fato de não odiar já é um grande desenvolvimento interior.

Vamos a outra: O amor transforma. Acredito. Desde que essa transformação não vire exigências, não vire condições pra se amar ele pode ser o motivo, a mola mestra pra muita coisa boa que as pessoas que amam se propõem a fazer para com seus respectivos amados.

Agora vou filosofar um pouco. O amor tem que ser o sentimento mais puro, mais nobre e mais real que existe. Quando fatores externos começam a bombardear o sentimento na mais profunda essência , a luz que o amor emana vai sendo ofuscada até que ela praticamente se apaga , mas não foi por conta da lâmpada que queimou e sim por causa das impurezas do cotidiano que formaram uma crosta em torno do bulbo. Cada um tem um conceito, cada um vê de uma forma, cada um entende de um jeito.


Não há nem nunca vai ter uma formula matemática pro amor. Sempre digo que meu avô cantava uma música que diz que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Isso é fato. Quando bate o sentimento é difícil não querer. Sentimos borboletas na barriga, como diz um amigo meu. O que estraga é o que vem de fora, seja a pessoa a qual a gente tá gostando  ou seja das circunstancias mesmo. Mas acho que o amor constrói.

sexta-feira, 31 de março de 2017

ACORDA

ACORDA

Mais uma vez eu vou entrar nessa discussão aqui e por esse ser o último ano desse espaço é bem provável que eu não volte mais a tocar nesse assunto. Ano passado construí uma rotina pra mim que eu conseguia conciliar as atividades físicas com as laboriais sem que uma atrapalhasse a outra. Claro que um dia ou outro elas coincidiam e a atividade física ficava pra trás, ou então, o que era mais difícil, mas também acontecia, batia uma preguiça e deixava de lado normalmenteas atividades físicas. Lê-se academia quando escrevo atividade física.

Influenciado por um amigo e incentivado por outro, em março do ano passado me matriculei na academia e faltava pouco. Como a atividade laborial dava pra fazer geralmente depois do almoço eu acordava geralmente às dez da manhã, ia as onze pra academia e voltava aproximadamente duas horas depois  - a excessão eram os fins de semana que eu reduzia pra uma hora – pra tomar banho e descansar um pouco até a hora que eu ia almoçar. Mesmo botando o despertador pra tocar as dez da manhã, pra mim foi um grande avanço e tem sido toda vez que acordo antes do meio dia sem o despertador.

Só como exemplo, a primeira vez que fui na nutricionista eu disse a ela que acordava ao meio dia e ia dormir as quatro da manhã e nesse interim quais os alimentos e o melhor horário para ingerí-los que me fizesse bem. Fomos nos acertando e desde o carnaval do ano passado que eu acordo antes do meio dia. Ainda sim parece tarde acordar as dez. Pra quem se envolve com atividade laborial noturna – leia-se teatro – é uma boa hora pra se levantar. É da minha natureza dormir e acordar tarde e não vejo nada de errado nisso desde que eu durma bem. Mas tem gente que segue a fio o dito popular “Deus ajuda a quem cedo madruga”, ou seja, tem que acordar cedo pra fazer dinheiro.

O que me motivou a escrever isso tudo foi uma mensagem de um amigo meu, o que mais me influenciou a entrar na academia, me enviou dizendo que se eu não mudasse essa minha rotina eu não vou ganhar dinheiro, que eu poderia já estar comprando um carro ou dando entrada num apartamento. Cheguei ao ponto onde queria chegar. Eu não tenho esse tipo de ambição tão aflorada de bens materiais.

Claro que eu quero ter um carro e um apartamento só pra mim, mas por enquanto eu não me esforço, não tenho esse foco e muita gente vê isso com defeito. Não que eu discorde de quem se preocupa comigo, mas eu penso um pouco diferente. Minha ambição não é material. Eu me preocupo mais com os outros que comigo mesmo. Não sou ambicioso, não sou consumista. O meu cantinho me basta. Querer ser feliz não pode ser considerado uma ambição? Me contento com pouco e só almejo ser feliz .
Não que eu vá manter essa rotina pelo resto da minha vida. De acordo com as ofertas que aparecerem pra mim, como já fiz, acordo com prazer de madrugada. Acho que a palavra certa é essa: prazer. Minha motivação é o prazer. Se eu não sinto prazer na atividade laborial eu não tenho porque trabalhar com pessoas que me desmotivem, que não me querem bem, que não querem que eu seja feliz. Será que essa visão de mundo , de vida é tão horrível assim?


Às vezes acho que pensar assim é crime. Me sinto marginalizado por não ser ambicioso, por querer ser feliz do meu jeito, por tentar sobreviver do que eu gosto, do que me dá prazer em fazer. Se essa é uma visão deturpada da vida , se pensar assim é pensar de forma totalmente equivocada que você me perdoe, mas assim como eu tem muita gente que pensa assim e que consegue viver assim, Sou da teoria de que se você faz aquilo que gosta como profissão você nunca mais vai trabalhar na vida. Eu quero trabalhar sem trabalhar. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

SEU NOME É GAL (publicado em 2 ago 2004)

SEU NOME É GAL (publicado em 2 ago 2004)

Gostaria de situar o caro leitor de que escrevo essas linhas hora e meia depois de ter chegado em casa da mais famosa casa de espetáculos do Rio de Janeiro, o Canecão. Ela foi a terceira artista, com exceção de Rita Lee, a me fazer deslocar de Niterói para Botafogo e se deliciar com o repertório escolhido para ser apresentado por ela. O show ‘Todas as coisas eu’, título também do seu mais recente trabalho, foi um dos espetáculos mais lindos em termos e concepção e mais comoventes em termos de emoção que eu me lembre de ter visto pelo menos nos últimos três anos. A saber, os outros dois artistas foram Ney Matogrosso quando acompanhei minha mãe e minha tia no show que fez do disco ‘Um Brasileiro’ sobre a obra de Chico Buarque e Marisa Monte na temporada da última apresentação que lá fez, exibindo seu trabalho chamado ‘Barulhinho Bom’. Confesso que foi depois desse show que comecei a acompanhar melhor o trabalho dela. Quanto a Rita Lee, bem, essa é uma outra história.

A minha relação com o trabalho da Gal data de quase dez anos. Ela estava dando uma entrevista para o Jô Soares a respeito do disco ‘O sorriso do gato de Alice’ e cantou uma composição do Djavan chamada ‘Nuvem Negra’, presente no disco, pela qual fiquei encantado. Dias depois adquiri o disco. Sobre esse mesmo trabalho, ela causou polêmica durante o show no extinto ‘Imperator’, uma casa de shows que havia no bairro do Méier, por mostrar os seios. (Não me recordo se na hora da execução da música ‘Vaca Profana’ do Caetano ou ‘Brasil’ do Cazuza, mas pela polêmica guardo essa foto até hoje no encarte do CD.)

Lá se vai algum tempo. A partir de então era ela lançar um disco e eu correr nas lojas para comprar. O gato de Alice, além do sorriso, me abriu os ouvidos para uma voz maravilhosa e inconfundível que me agrada e cativa a cada tom, bemol ou sustenido. Sempre falo isso e vou repetir. Se o Brasil tem as quatro damas da música, em termos de voz, são Gal, Bethânia, Elis e Marisa Monte.

Com um repertório fabuloso de canções que eu não conhecia, talvez pelos meus vinte e sete anos, ou por não terem sido resgatadas por ninguém até então, e outras mais conhecidas, principalmente pelas gerações anteriores a minha, é surpreendente e cativante. Os quatro músicos que a acompanham são espetaculares, os arranjos sensacionais, por mais minimalista que pareça, no palco, se torna grandioso, magistral.

O fato de ela ter posições pessoais no que diz respeito a tal senador baiano e que não agrada a alguns formadores de opinião, simplesmente desaparece diante do talento dessa mulher e da potência que carrega na sua garganta. O dia em que a voz for vista como um instrumento musical, a Gal será o mais valioso instrumento do mundo.

Sempre quis ir a um show de Gal Costa por ser um consumidor assíduo dos trabalhos dela, mas sempre me faltou oportunidade. Salvo uma vez, na praia de Copacabana, quando ela se apresentou ao lado de Bethânia, Caetano e Gil, numa reedição dos ‘Doces Bárbaros’. (Assistir ao vivo ela desfilando pela Mangueira em 94 conta? Acho que não.) A partir de agora, depois desse show que reportou minha memória a meu avô, responsável por eu saber grande parte das letras das canções apresentadas por ela, sempre que ela vier soltar a voz, estarei lá, todo ouvidos.

Temo em ser repetitivo quando, na verdade, quero ser enfático. O show é sensacional, os músicos são espetaculares, a concepção do espetáculo é um primor, a escolha do repertório é comovente e a Gal é a Gal. Não tem adjetivo que a qualifique. Ela já é superior, divina, diva.


Agora, tenho mais um motivo para que minha ida de Niterói para Botafogo compense o valor do ingresso, qualquer se seja ele. Mais uma cantora na certeira lista de shows. Além de Rita Lee, o Canecão terá o prazer de me receber nos shows de Gal.

sexta-feira, 17 de março de 2017

O TELEFONE TOCOU NOVAMENTE

O TELEFONE TOCOU NOVAMENTE

Finalmente consegui atingir um objetivo que almejava há algum tempo. Pra ser mais específico desde quando fiz meu primeiro cruzeiro em 2013. Comprei um telefone celular da marca Samsung. Fiz isso porque o meu LG, esse que ficou comigo desde esse cruzeiro até o final de maio do ano passado, começou a dar problema no fim do ano retrasado.

Eu não conseguia ouvir no modo normal do telefone, apenas no modo viva voz. Mas do mesmo jeito que o problema chegou ele foi embora. Do nada parou de funcionar e do nada voltou a funcionar. Ainda fiquei mais alguns meses com ele até que o mesmo problema aconteceu novamente. Além disso eu já sentia que estava ficando complicado de trabalhar com ele. Os aplicativos custavam a abrir e às vezes não funcionavam direito, travavam e tal. Mas enquanto ele funcionou novamente eu continuei com ele.

Da segunda vez que o mesmo problema voltou a atacar o aparelho e não se recuperou no prazo que ele se deu da primeira vez de uma semana eu comecei a pesquisar pos outros tipos de aparelhos para substituir o LG e fique em dúvida entre três: Sony, Motorola e Samsung.

O modelo da Sony era o Aqua, não por ser esse modelo específico, mas mais pela configuração que eu selecionei dessas três marcas que era mais ou menos a mesma. Eu já tive vários modelos de Sony. No meu ranking tem dois Nokia, três Sony e agora além de um LG, um Samsung. No caso com o Sony eu voltaria praticamente às origens. É uma marca que sempre gostei de usar. Já o Motorola foi conselho do meu primo Pedro que comprou um última geração pra ele e recomendou, mas por outro lado tive amigos que não aconselharam a pegar o Motorola porque tiveram peroblemas com ele. Telefone novo custa a dar problema, mas quando dá dor de cabeça a reclamação é muito maior que o problema. Como eu nunca tive um Motorola deixei como última opção dos três. Já o Samsung era um sonho de consumo há um bom tempo. Um amigo meu que recém comprara um modelo Samsung J7 falou maravilhas do aparelho e a Samsung além de especialista e eletrônicos é a concorrente direta da Apple. Há tempos estava querendo algum Samsung pra mim. No início era o Galaxy Note que eu queria adiquirir, mas quando fui na lojaem Tenerife o vendedor empurrou aquele LG pra mim. Depois foi o tablete também em Tenerife e eu e minha tia decidimos pelo tal do Fujicell. Conclusão: o dela pifou e eu não me acostumei com aquilo e vendi o meu pra ela.

Dessa vez não perdi a oportunidade até pelo fato de ser a única pessoa da família a não ter um Samsung. Meus pais, meu irmão e até meu sobrinho tinham um na época que eu comprei o meu. Foi etrerna emquanto durou a minha relação com o LG. A princípio queria vender, mas nenhuma loja compra aparelho antigo . No entanto ele mesmo ruim serviu pra alguma coisa.

Ainda da primeira vez que ele pifou o meu sobrinho perguntou se eu podia daro aparelho pra ele quando comprasse outro. Eu disse que sim, mas como ele voltou a funcionar normalmente, não foi dessa vez que ficou com ele. Só quando comprei o Samsung e coloquei tudo o que eu queria no aparelho foi que eu dei o meu LG pro meu sobrinho. Isso pra que ele não pegasse mais o da minha mãe ou o do meu irmão pra ficar jogando. O que interessa pra um menino na idade de quase nove anos são os jogos que os aparelhos celulares disponibilizam pra essas crianças. Aliás eles disponibilizam todos os tipos de aplicativos e jogos pras pessoas de todas as idades.

          Eu não tenho nenhum jogo no meu celular e meu sobrinho tem a consciência de não pegá-lo. E pensar que meu primeiro celular foi um Nokia azulzinho, tinha um joguinho que eu jogava dado os poucos recursos perante a tecnologia atual. Aquela serpente comeu muita maçã.

sexta-feira, 10 de março de 2017

MALES PRO BEM

MALES PRO BEM

No início do ano passado plantaram uma nota no jornal dizendo que o Serguei estrava passando fome e com dificuldades financeiras. Conheço o Serguei e sei que ele não faria isso nunca. Orgulhoso como ele só jamais iria fazer isso de vontade própria. Quem fez isso foi um oportunista que queria promover um projeto até bacana que tem para o Serguei, mas ele usa o Serguei conforme lhe convém e até que conseguiu fazer uma propaganda do próprio projeto. Como ele conseguiu? Simplesmente atraindo a rede Record de televisão que através do programa do Gugu foi na casa do Serguei em Saquarema, o entrevistou e mostrou a situação dele claro que com todo o sensacionalismo peculiar do programa.

Se o tal oportunista, que de certa forma conseguiu promover seu projeto, ganhou algum dinheiro exibindo as imagens do projeto em canal aberto, em rede nacional como direito de imagem eu não sei, mas que o Serguei foi ajudado pelo Gugu isso não posso negar. As três promessas que ele fez ao Serguei foram cumpridas. A primeira foi quitar uma divida no banco que foi criada não com um golpe de uma pessoa que ajudava o Serguei quando ele baixou o hospital com anemia profunda cerca de quatro anos atrás como foi espalhado. A realidade é que essa dívida foi contraída por terem ativado no cartão do banco dele a função crédito e não saberem como lidar com isso e dívida de cartão é um absurdo nesse país. Eu fui no banco e negociei o pagamento dessa dívida em parcelas que iriam terminar em janeiro do ano que vem ceifando do pagamento delecerca de duzentos reaismensais. Essa dívida foi quitada e ele recebe o pagamento integral, a não ser pelos cortes do governo, mas aí é outra história.

A segunda promessa foi a questão do abastecimento de água e aí o tal oportunista até ajudou, mesmo que pra se mostrar dizendo que ajuda sempre, tirando as infiltrações da parede dele. A responsabilidade do programa foi com a interrupção desse vazamento, dessa infiltração e o conserto do chuveiro pra que a água quente funcionasse quando ele quisesse. A emissora contratou um bombeiro hudráulico da região mesmo que foi lá e fez o serviçoe volta e meia vai lá dar uma olhada se tá tudo bem, se eventualmente precisa de um reparo ou não duranto um determinado tempo, o tempo do contrato que acho que foi de oito meses. Missão cumprida.

A terceira promessa foi a mais demorada pra ser cumprida por questão de tramites burocráticos. Um cartão contendo dez mil reais que teoricamente seria pra ele comprar os remédios e algumas compras básicas pra casa como café, sabão em pó, essas coisas. Pergunta se ele conseguiu se conter. Que nada. Serguei não pensa no dia de amanhã. Se tem alguma coisa que o incomoda, que tá faltando na casa, por exemplo, e ele tem dinheiro na mão pra comprar  ele não pensa duas vezes vai lá e compra e que se dane o resto.

No início eu e a Jô, vizinha dele, tentamos controla-lo com esse dinheiro. Com a mania de falar que tudo que ele esquece ou perde foi roubado, o cartão nem chegou a ficar com ele até porque isso é muito moderno pro serguei. Outra mania dele é andar com dinheiro vivo no bolso. Afinal ele representa a era hippie da década de setenta e parou por lá.


A Jô era a detentora, ou melhor, a guardiã do cartão, e o que poderia ser perfeitamente programável pra durar no mínimo um ano, se chegou a três meses foi com muito jogo de cintura e paciência coim ele que reclamava horrores por não ter acesso ao dinheiro dele, por ele querer gastar com o que desse na telha e não apenas comprando remédios e compras básicas, que dinheiro é feito pra gastar e não pra ficar guardando e que ele não tem mais idade pra poupar. Talvez pensasse o mesmo no lugar dele. Mas eu sou diferente.