sexta-feira, 17 de março de 2017

O TELEFONE TOCOU NOVAMENTE

O TELEFONE TOCOU NOVAMENTE

Finalmente consegui atingir um objetivo que almejava há algum tempo. Pra ser mais específico desde quando fiz meu primeiro cruzeiro em 2013. Comprei um telefone celular da marca Samsung. Fiz isso porque o meu LG, esse que ficou comigo desde esse cruzeiro até o final de maio do ano passado, começou a dar problema no fim do ano retrasado.

Eu não conseguia ouvir no modo normal do telefone, apenas no modo viva voz. Mas do mesmo jeito que o problema chegou ele foi embora. Do nada parou de funcionar e do nada voltou a funcionar. Ainda fiquei mais alguns meses com ele até que o mesmo problema aconteceu novamente. Além disso eu já sentia que estava ficando complicado de trabalhar com ele. Os aplicativos custavam a abrir e às vezes não funcionavam direito, travavam e tal. Mas enquanto ele funcionou novamente eu continuei com ele.

Da segunda vez que o mesmo problema voltou a atacar o aparelho e não se recuperou no prazo que ele se deu da primeira vez de uma semana eu comecei a pesquisar pos outros tipos de aparelhos para substituir o LG e fique em dúvida entre três: Sony, Motorola e Samsung.

O modelo da Sony era o Aqua, não por ser esse modelo específico, mas mais pela configuração que eu selecionei dessas três marcas que era mais ou menos a mesma. Eu já tive vários modelos de Sony. No meu ranking tem dois Nokia, três Sony e agora além de um LG, um Samsung. No caso com o Sony eu voltaria praticamente às origens. É uma marca que sempre gostei de usar. Já o Motorola foi conselho do meu primo Pedro que comprou um última geração pra ele e recomendou, mas por outro lado tive amigos que não aconselharam a pegar o Motorola porque tiveram peroblemas com ele. Telefone novo custa a dar problema, mas quando dá dor de cabeça a reclamação é muito maior que o problema. Como eu nunca tive um Motorola deixei como última opção dos três. Já o Samsung era um sonho de consumo há um bom tempo. Um amigo meu que recém comprara um modelo Samsung J7 falou maravilhas do aparelho e a Samsung além de especialista e eletrônicos é a concorrente direta da Apple. Há tempos estava querendo algum Samsung pra mim. No início era o Galaxy Note que eu queria adiquirir, mas quando fui na lojaem Tenerife o vendedor empurrou aquele LG pra mim. Depois foi o tablete também em Tenerife e eu e minha tia decidimos pelo tal do Fujicell. Conclusão: o dela pifou e eu não me acostumei com aquilo e vendi o meu pra ela.

Dessa vez não perdi a oportunidade até pelo fato de ser a única pessoa da família a não ter um Samsung. Meus pais, meu irmão e até meu sobrinho tinham um na época que eu comprei o meu. Foi etrerna emquanto durou a minha relação com o LG. A princípio queria vender, mas nenhuma loja compra aparelho antigo . No entanto ele mesmo ruim serviu pra alguma coisa.

Ainda da primeira vez que ele pifou o meu sobrinho perguntou se eu podia daro aparelho pra ele quando comprasse outro. Eu disse que sim, mas como ele voltou a funcionar normalmente, não foi dessa vez que ficou com ele. Só quando comprei o Samsung e coloquei tudo o que eu queria no aparelho foi que eu dei o meu LG pro meu sobrinho. Isso pra que ele não pegasse mais o da minha mãe ou o do meu irmão pra ficar jogando. O que interessa pra um menino na idade de quase nove anos são os jogos que os aparelhos celulares disponibilizam pra essas crianças. Aliás eles disponibilizam todos os tipos de aplicativos e jogos pras pessoas de todas as idades.

          Eu não tenho nenhum jogo no meu celular e meu sobrinho tem a consciência de não pegá-lo. E pensar que meu primeiro celular foi um Nokia azulzinho, tinha um joguinho que eu jogava dado os poucos recursos perante a tecnologia atual. Aquela serpente comeu muita maçã.

sexta-feira, 10 de março de 2017

MALES PRO BEM

MALES PRO BEM

No início do ano passado plantaram uma nota no jornal dizendo que o Serguei estrava passando fome e com dificuldades financeiras. Conheço o Serguei e sei que ele não faria isso nunca. Orgulhoso como ele só jamais iria fazer isso de vontade própria. Quem fez isso foi um oportunista que queria promover um projeto até bacana que tem para o Serguei, mas ele usa o Serguei conforme lhe convém e até que conseguiu fazer uma propaganda do próprio projeto. Como ele conseguiu? Simplesmente atraindo a rede Record de televisão que através do programa do Gugu foi na casa do Serguei em Saquarema, o entrevistou e mostrou a situação dele claro que com todo o sensacionalismo peculiar do programa.

Se o tal oportunista, que de certa forma conseguiu promover seu projeto, ganhou algum dinheiro exibindo as imagens do projeto em canal aberto, em rede nacional como direito de imagem eu não sei, mas que o Serguei foi ajudado pelo Gugu isso não posso negar. As três promessas que ele fez ao Serguei foram cumpridas. A primeira foi quitar uma divida no banco que foi criada não com um golpe de uma pessoa que ajudava o Serguei quando ele baixou o hospital com anemia profunda cerca de quatro anos atrás como foi espalhado. A realidade é que essa dívida foi contraída por terem ativado no cartão do banco dele a função crédito e não saberem como lidar com isso e dívida de cartão é um absurdo nesse país. Eu fui no banco e negociei o pagamento dessa dívida em parcelas que iriam terminar em janeiro do ano que vem ceifando do pagamento delecerca de duzentos reaismensais. Essa dívida foi quitada e ele recebe o pagamento integral, a não ser pelos cortes do governo, mas aí é outra história.

A segunda promessa foi a questão do abastecimento de água e aí o tal oportunista até ajudou, mesmo que pra se mostrar dizendo que ajuda sempre, tirando as infiltrações da parede dele. A responsabilidade do programa foi com a interrupção desse vazamento, dessa infiltração e o conserto do chuveiro pra que a água quente funcionasse quando ele quisesse. A emissora contratou um bombeiro hudráulico da região mesmo que foi lá e fez o serviçoe volta e meia vai lá dar uma olhada se tá tudo bem, se eventualmente precisa de um reparo ou não duranto um determinado tempo, o tempo do contrato que acho que foi de oito meses. Missão cumprida.

A terceira promessa foi a mais demorada pra ser cumprida por questão de tramites burocráticos. Um cartão contendo dez mil reais que teoricamente seria pra ele comprar os remédios e algumas compras básicas pra casa como café, sabão em pó, essas coisas. Pergunta se ele conseguiu se conter. Que nada. Serguei não pensa no dia de amanhã. Se tem alguma coisa que o incomoda, que tá faltando na casa, por exemplo, e ele tem dinheiro na mão pra comprar  ele não pensa duas vezes vai lá e compra e que se dane o resto.

No início eu e a Jô, vizinha dele, tentamos controla-lo com esse dinheiro. Com a mania de falar que tudo que ele esquece ou perde foi roubado, o cartão nem chegou a ficar com ele até porque isso é muito moderno pro serguei. Outra mania dele é andar com dinheiro vivo no bolso. Afinal ele representa a era hippie da década de setenta e parou por lá.


A Jô era a detentora, ou melhor, a guardiã do cartão, e o que poderia ser perfeitamente programável pra durar no mínimo um ano, se chegou a três meses foi com muito jogo de cintura e paciência coim ele que reclamava horrores por não ter acesso ao dinheiro dele, por ele querer gastar com o que desse na telha e não apenas comprando remédios e compras básicas, que dinheiro é feito pra gastar e não pra ficar guardando e que ele não tem mais idade pra poupar. Talvez pensasse o mesmo no lugar dele. Mas eu sou diferente.

segunda-feira, 6 de março de 2017

UM PÉ LÁ OUTRO CÁ

UM PÉ LÁ OUTRO CÁ

Às vezes eu penso em sair do país novamente. Não na mesma situação que fui quando me mudei pra Londres, como estudante e passando os mesmos perrengues. Ou se for nessas condições, um outro pais que não seja a Inglaterra. De qualquer forma os perrengues serão os mesmos.

Será que eu ainda conseguiria fazer isso? Será que eu encontraria um outro Airton em quem me apoiei enquanto morei lá? Como seria a receptividade? Quase nove anos depois ainda teria coragem de largar tudo e ir pra lá? Acho que sim. Dependendo do que se apresentasse pra mim por que não? Por outro lado eu teria que largar tudo e todos aqui e é isso que eu mais vou pesar nessa minha decisão. Me privar do que gosto de fazer, de onde gosto de trabalhar, dos meus amigos. Isso vai doer como doeu da primeira vez.

Me lembro que fui em direção a sala de embarque chorando por estar me afastando de forma voluntária e temporáriada minha família e dos meus amigos. Da mesma forma na volta entrando no avião chorando por estar deixando principalmente o Airton lá em Londres e estávamos nos falando naquele momento por telefone ele chorando de um lado e eu de outro. Talvez a tristeza fosse por não estar mais junto fisicamente.

Se eu tive um aprendizado enorme em Londres devo isso não só a minha força de vontade e coragem de largar tudo e ir pra lá, mas também ao apoio que tive do Airtone vice versa. Ele ficou sem chão durante as primeiras semanas da minha ausência. Depois ele recuperou. Eu também ficaria desse jeito se a situação fosse inversa. Mas e agora, como seria? Eu teria que ter muito mais coragem pra voltar a fazer isso. Ou uma proposta muito interessante que me motivasse a largar mais uma vez o Brasil, seja de trabalho ou de casamento mesmo, por que não oras? Mas é claro que não quero ficar dependendo de ninguém ao voltar a morar no exterior.

Fico tentado a fazer isso pelo caos que é morar nesse país, mas ao mesmo tempo minha vida basicamente é aqui. Família, amigos, trabalho e eu teria que abrir mão disso tudo pra morar fora. Não sei se é pelo fato da gente estar amadurecendo, pra não dizer envelhecendo, que colocamos isso tudo na balança e consequentemente pisamos no freio ao perceber esses impulsos repentinos. O que tenho feito de vez em quando que atende duas as necessidades é ir pra lá passear. Geralmente vou no mínimo pra dois lugares. Um que não conheço e o outro sempre será Londres pelo menos enquanto o Airton ainda estiver morando por lá.

Não sei se vou ou se fico, não sei se fico ou se vou . Tudo tem que ser muito bem pensado e  pesado. Que me dá vontade de voltar a morar lá fora dá. Que me dá vontade de continuar aqui fazendo o que eu gosto e rodeado de amigos que gostam de mim e me querem bem, também dá. Mas eu não quero me precipitar. Vou dar tempo ao tempo e esperar pra ver o que a vida me reserva seja aqui ou lá fora.


Quando digo lá fora falo basicamente da europa. Não que eu vá perder uma oportunidade ao saber que ela seja nos Estados unidos, mas a minha preferência sempre será a europa. Ir ou não ir, eis a questão. Não agora, mas se pintar oportunidade. Gosto das coisas de lá, gosto das pessoas aqui. Se eu casasse o trabalho que eu faço com a companhia dos meus amigos, se eu fosse um Noé e pusesse alguns numa arca e embarcasse com eles a trabalho – meu enquanto eles se divertissem e até trabalhasse também – seria o ideal, o sonho, a realização da vida. No entanto por enquanto a gente tem que trabalhar com o que tem a nossa volta, com a nossa realidade, com o que temos às nossas mãos e assim viver a vida até quem sabe pintar uma surpresa que balance essa minha vontade de me aventurar novamente e com uma certeza maior.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

FESTA (NÃO MAIS) DO INTERIOR(em 27 jun 2003)

FESTA (NÃO MAIS) DO INTERIOR(em 27 jun 2003)

Junho é o mês dos santos. Quer dizer, na verdade todo dia é dia de santo, mas em junho três deles se destacam. Santo Antônio no dia 13, São João no dia 24 e São Pedro no dia 29. Como o Brasil é um país festeiro e predominantemente católico, tudo é motivo de comemoração e pra esses santos, mais ainda.

Santo Antônio é o famoso santo casamenteiro. São João eu acho que é aquele apóstolo de Cristo, não sei. Atenção para os conhecedores bíblicos. O São João de junho é quem? E São Pedro é o apóstolo, disso eu não tenho dúvidas porque é quando a colônia de pescadores de Jurujuba faz aquele festão. O pessoal de Itaipu (pra quem não conhece, Itaipu e Jurujuba são dois bairros de Niterói que têm colônias de pescadores) não é tão metódico. Fazem festa também, mas geralmente é em um fim de semana e menos tradicional no sentido do espírito da festa. (Me parece uma heresia em falar de espírito quando se trata de festa junina.)

As duas festas são tradicionais. Não estou desmerecendo a de Itaipu, mas a de Jurujuba conserva mais as tradições de uma festa do interior apesar de estar quase descaracterizada. Mas tenho observado que isso não acontece só em Niterói. Pelo que tenho visto através dos noticiários, as festas juninas, assim como o carnaval, deixaram de ser tipicamente regionais pra serem mais globalizadas. Mesmo lá pro Nordeste onde a tradição é mais forte, as quadrilhas mais parecem alas de passo marcado das escolas de samba. A brincadeira de dançar quadrilha virou coisa séria, pra concurso onde há um julgamento e uma quadrilha vencedora. Campina Grande e Caruaru se espelharam, suponho que erradamente, na disputa entre Rio e São Paulo pra ver quem é que faz o melhor desfile.

As roupas que são apresentadas são fabricadas especialmente para aquela ocasião, como uma fantasia da Sapucaí. Não são mais os remendos que a gente fingia em botar na calça jeans, a camisa de flanela quadriculada com um lenço vermelho e uma caixa de fósforos imitando uma gravata e o dente pintado de preto representando a própria ausência dele.

A gente aqui (eu pelo menos) ainda confunde, quando se trata de festa junina, que nem sempre é feita em junho – eu mesmo já fui a uma festa junina em agosto – se o personagem principal é do interior do Nordeste ou do interior de Minas. ‘Nóis puxa uma prosa como se fosse minero, mas dança forró como se fosse do nordeste.’ Afinal, de qual parte do país vem o caipira? Se bem que agora não importa mais. Atualmente não vem de lugar nenhum e ao mesmo tempo vem de todos.

O caipira não é mais o matuto que o Mazaroppi fazia nos seus filmes do Jeca, não está mais representado nas vozes de Alvarenga e Ranchinho, ou Tonico e Tinoco, nem mesmo na do Gonzagão se a gente for mais pro nordeste e muito menos se come como um caipira. Onde já se viu festa junina com pizza, que é comida típica da Itália e cachorro quente americano. Se é uma festa genuinamente brasileira e tradicional, as adaptações que tinham que ser feitas, já foram. Não adianta querer inovar. Aliais inovaram tanto que a festa do interior já não é a que ardia aquela fogueira que me esquentava a vida inteira eterna noite.

Não tem nem fogueira pra esquentar o frio do inverno. Os ecologicamente corretos não dão trégua nem em noite de São João. Balão, então, eles apagaram todos. O céu não fica mais pintadinho de balão. Fogos de artifício parece que só ficaram restritos ao reveillon e decisão de campeonato de futebol.


Eu se fosse Antônio, João ou Pedro, pedia pra mudar o mês já que desconfiguraram toda a tradição, e pedia um dia no meio do carnaval. De preferência numa terça-feira gorda. Até a próxima!!!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

PINTANDO QUATRO CINCO ANOS DEPOIS

PINTANDO QUATRO CINCO ANOS DEPOIS

Ano passado completamos cinco anos morando nesse apartamento novo. Oficialmente eu conto como dia primeiro de agosto, mas no mês de julho foram feitos alguns retoques finais no ap antes de a gente efetivamente habitá-lo. Cinco anos depois a minha mãe resolve pintar o apartamento. Já que fica mais difícil modificar a configuração dos móveis dos cômodos ( Talvez o quarto reservado ao meu irmão tenha mais essa mobilidade porque o meu não tem grandes coisasa fazer, então tá do mesmo jeito todo esse tempo) muda-se algumas cores das paredes.

Pintura de parede cai na classificação obra. Talvez seja a mais branda área dessa classificação, mas ainda assim fica complicado o acesso as coisas e até mesmo a locomoção dentro de casa com tudo revirado e de pernas pro ar. O que mais me irritou com isso tudo foi o fato de o pintor interditar dois cômodos ao mesmo tempo. Teve um dia que eu cheguei em casa e meu quarto tinha sido invadido por rolos e brochas que nem podia ter acesso ao meu armário. Arredei a cama pra dar um espaço pra eu não ficar impossibilitado de mexer nele. Isso porque o quarto dos meus pais estava coberto com o plástico preto e eles não podiam ainda voltar a usufruir do cômodo deles. Se bem que dessa vez eu tive a sorte de dormir no meu quarto, mesmo todo bagunçado, durante essa fase em que ele estava sendo pintado. Não descentralizei também nada durante esse período. Ele só voltou ao normal uns cinco dias depois quando eu o ajeitei afastando um pouco mais os móveis da parede.

Antigamente não existia uma palheta de cores tão diversificada quanto hoje em dia e poucas pessoas pintavam a casa tão colorida . Dessa vez o branco não é um branco qualquer e sim um branco mashmelow. O branco do meu quarto é o branco branco mesmo. Outra parede é vermelha, a outra é cinza amadeirado, a outra é cascalho, uma das paredes do quarto do meu irmão é verde, enfim uma série de nuances que fazem a harmonia de um ambiente.

Tudo isso foi feito em pouco mais de duas semanas de modo que por três dias eu fiquei com o meu quarto de pernas pro ar e nem televisão tinha. Como na época eu estava em cartaz às sextas e sábados e a bagunça foi feita numa quarta em que fiquei fora de casa tanto na quarta quanto na quinta o dia tododeu pra ele pintar sem que eu atrapalhasse o trabalho como um todo. Meu cômodo foi o segundo a ser pintado, depois ele foi pra sala concomitantemente com o quarto do meu irmão.

Com obra e pintura nós estamos acostumados. No apartamento antigo volta e meia minha mãe aprontava alguma coisa. De obra grande acho que a primeira que eu lembro foi a da cozinha quando o pequeno espaço da área de serviço foi banida e a cosinha totalmente ampliada. Outra obra que reformulou totalmente um cômodo foi a do banheiro onde até uma banheira foi instalada. Me lembro que tinha que tomar banho na casa de vizinhos amigos meus ou mesmo no banheiro dos porteiros do prédio.

Como o chão do apartamento antigo era de taco, volta e meia tinha que fazer sinteco. Carpete, folhas de tábua corrida também já foram pisados pela gente lá no velho ap. Aqui é piso frio e desse mal a gente não vai sofrer mais. Acredito que aqui só será uma tintazinha de tempos em tempos. Provavelmente no mínimo de cinco em cinco anos. Só temos que verificar se a palheta de cores vai aumentar e até a próxima vez que que esse ap for pintado minha mãe vai querer modificar alguma cor de alguma parede. Eu continuarei batendo o pé pra deixar o meu quarto todo branco e por enquanto sem quadros pendurados na parede por que lugar disso é no museu.

           Mas pode ser que dê a louca na minha mãe e ela querer fazer obra mesmo, quebrar paredes e modificar a configuração da planta do apartamento. Mas aí já será caso de internação.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

BREXIT

BREXIT

Ano passado a Grã Bretanha saiu da União Européia. Na verdade a Grã Bretanha nunca entrou com os dois pés na União Européia. A condição que ela impôs pra fazer ou dizer que fazia parte do resto da Europa foi a de não trocar suas libras esterlinas pelos euros. Ela não quis entrar nesse acordo monetário pra não perder a soberania da cara da rainha em seu rico dinheiro.

A livre circulação de pessoas e mercadorias do continente se manteve até que a quantidade de refugiados que tentavam entrar principalmente via Malta e Grécia começou a assustar. As imagens mostravam a quantidade monstruosa e assustadora de pessoas que se arriscam a até morrer naqueles barcos na água pra não morrer de bombardeio em terra.

O continente não está preparado pra receber tanta gente e os acondicionar junto ao sistema de previdência dos países aos quais se destinavam. A Grã Bretanha já foi a galinha dos ovos de ouro de quem imigrava de algum ponto da europa. Principalmente os poloneses. Quando eu morei lá os poloneses só perdiam pros indianos em termos de comunidade estrangeira que habitam em Londres. Os brasileiros ficavam logo atrás em terceiro lugar. Foi exatamente por causa do aumento do número de refugiados que a maioria optou pela Grã Bretanha deixar a União Européia.

Segundo o meu amigo Airton a população não ligou pro mais importante. Sabendo que os refugiados rondavam suas casas, com medo de serem atacados, terem suas casas invadidas, os eleitores mais do interior optaram pela saída. Já a Escócia , que ano retrasado fez um plebiscito pra definir se continuava atrelada ao Reino Unido e continuou justamente por causa dos benefícios econômicos que a União Européia trazia pra ela, juntamente com a Irlanda do Norte votaram contra a saída. No entanto, no geral o Brexit venceu e agora é esperar mais um ano e pouco para que seja definitivamente efetivada a saída da Grã Bretanha da União Européia.

A Escócia já pensa em fazer outro plesbiscito pra sair do Reino Unido já que esse saiu da União Européia, ou seja, a rainha perdendo seus domínios por conta desse referendo. Veremos se isso vai ou não acontecer. Daqui a pouco mais de um ano vai sair o resultado dos acordos que hão de se estudarpra que nenhua das duas partes saia tão prejudicada. Se bem que eu acho que quem saiu perdendo foi somente a Grã Bretanha. Espero que não ocorra nada em relaçãoaos que já vivem por lá. Se bem que sabemos que a xenofobia vem crescendo não só na Grã Bretanha, mas em outros países da europa.

A minha relação com Londres não vai mudar. Foi ela que escolhi pera viver um período da minha vida e é pra ela que eu volto sempre que passo pela europa. Sempre a coloco no meu roteiro e principalmente enquanto o Airton estiver por lá é pra lá que irei sempre que possível preferencialmente de dois em dois anos.

A Grã Bretanha dentro ou fora da União Européia pra mim não faz diferença nenhuma. Meu passaporte é brasileiro e vou pra visitar meus amigos, passar uns dias, matar a saudade e depois eu volto pra casa. Como eu já fui e voltei várias vezes eu tô acostrumado. Só espero não ser barrado pela polícia de controle de fronteira, meu medo sempre. Desde a primeira vez que pisei lá, mas descobri um macete pra não ficar tão tenso. Só não entrar pelo aeroporto onde eles apertam mais o cerco.


Usando essa técnica minha tensão diminui um pouco mais. Eu acho uma pena que a Grã Bretanha tenha saído. Acho que nessa separação ela pode se machucar mais, mas com o tempo vai saber se reerguer mesmo se ficar mais afastada, mais isolada, mais ilhada do que já é. Mas vamos deixar o tempo correr e ver qual será o veredito do julgamento que a história fará do brexit.

sábado, 28 de janeiro de 2017

DEMÔNIO DO MUNDO (publicado em 3 out 2002)

DEMÔNIO DO MUNDO (publicado em 3 out 2002)

Acerca de 17 anos - foi em 1985 e nunca fui bom em matemática – ganhei um presente de aniversário da minha madrinha. Um disco de vinil. Até então, tudo bem. Sempre gostei de música. Mas esse disco tinha uma causa especial por detrás da gravação. Diversos artistas americanos, se não me engano liderados por Michael Jackson, se uniram para gravar uma canção de solidariedade aos paises africanos que enfrentavam o problema da fome. E a maioria continua enfrentando. O nome desse disco e o da faixa título é ‘We are the world’ que em português significa ‘Nós somos o mundo’.

Mais recentemente há mais ou menos 10 anos, foi exibida uma novela sobre vampiros cujo papel principal – noveleiros de plantão, me corrijam se minha memória estiver falhando – era da atriz Cláudia Ohana, onde ela interpretava uma cantora, estrela da música pop nacional e por acaso vampira, de nome Natasha. Por conseqüência do sucesso do folhetim, ela, Natasha, estourou com duas músicas na parada de sucessos – pelo menos dos que eu gosto de ouvir. Uma foi ‘Quero que vá tudo pro inferno’ de Roberto e Erasmo Carlos, e a outra se tratava de um sucesso dos Rolling Stones ‘Sympathy for the devil’, cuja tradução seria mais ou menos uma afeição a um demônio ou gênio do mau.

Fiquei sabendo alguns dias atrás – roqueiros de plantão, me corrijam se estou faltando com a verdade – da história da composição dessa música. Numa das suas primeiras visitas ao Brasil, fins de 60 ou início dos 70, eles visitaram um terreiro de macumba e surgiu a inspiração pra essa música.

Mas vamos falar de outra história, a que nós estamos vivenciando agora, ao final de 2002. A pergunta que eu faço é: o que tem a ver ‘We are the world’ com ‘Sympathy for the devil’? Deixa que eu mesmo respondo. Aliais dá pra convergir a resposta em um ponto ou um nome em se tratando dos dias atuais. George W. Bush. Por que? Pela afeição que ele tem em um terrível gênio do mau, Saddam Hussein. Isso porque ele e o Tony Blair acham que ele é um demônio. Tudo bem, concordo que ele não é uma flor que se cheire, mas daí a rotulá-lo como o inimigo mundial número um já é demais.

O ditador iraquiano já abriu as portas de algumas das supostas fábricas de armamentos químicos destruidores de massa em potencial, concordou com a volta dos inspetores das nações unidas ao país para fazerem uma checagem e nada do Bush recuar. A Organização das Nações Unidas, com exceção da Inglaterra, está contrária a invasão americana. Várias manifestações estão sendo feitas por toda parte para que esse perigo iminente não deixe de ser apenas iminente. Porém ele próprio em declaração bombástica – pra quem quer uma guerra essa palavra pode ser um estouro – disse que quer atacar o Iraque por razões pessoais. Provavelmente tem o dedo do papai Bush e reminiscências da Guerra do Golfo.

Pela frustração de não ter achado Osama Bin Laden, Bush tratou de arrumar um inimigo e apontar todas as armas pra ele. Sobrou para Saddam. E ainda diz que quem não está a favor dele, está contra. A ONU faz de tudo para que o estopim não seja estourado por livre e espontânea vontade de Bush.

Acho que agora é hora da entrada em cena da Organização Mundial da Saúde pra que seja colocada uma camisa de força no Bush. Enquanto ele é amarrado, grita aos quatro ventos: “O inimigo do mundo é ele. Estão internando o homem errado. A América só quer fazer o bem pro mundo. O mundo tem que derrotar o inimigo. Nós somos o mundo. Nós somos o mundo.”


Vamos ver quem será o louco que poderá impedir a loucura do presidente da maior potência mundial.