sexta-feira, 17 de novembro de 2017

EMBARCANDO NAS COMPRAS

EMBARCANDO NAS COMPRAS

Uma coisa que me deixou impressionado e percebi que é uma tendência mundial é a shoppinglização dos aeroportos. Sei que essa palavra não existe e nem tô aqui querendo criar um neologismo, mas chega a ser assustador.

Todo e qualquer aeroporto que são abastecidos com voos internacionais agora parecem grandes shopping centers com as marcas que são vendidas e consumidas nos free shoppings da vida. Além disso as lanchonetes e restaurantes que são abertos dentro do aeroporto podem fazer o passageiro perder o voo. E o mais estranho é que é um novo mundo que se abre pra você. Vou tentar explicar isso melhor.

Se você leva alguém no aeroporto, se despede dele por lá, dá as costas e volta embora não sabe o que acontece com a pessoa que embarca. Primeiro que está ficando tudo automatizado. Pra sair da área comum do embarque e entrar pro reservado agora tem que encostar o seu bilhete de viagem no leitor ótico pra se abrir a porta da esperança e você passar pra próxima etapa. Esse bilhete de viagem você só pega no balcão se você quiser. Agora existe o totem onde você escaneia o seu passaporte e imprime o seu bilhete. No balcão você só passa pra despachar mala caso haja necessidade. Se só tiver levando mala de mão o problema, se houver vai ser com a segurança.

Convergendo o ponto, a partir da passagem pela porta da esperança vem a etapa do streaptease. A hora em que se deve colocar tudo que tem a possibilidade de apitar na bandeja e passar pelo raio-x. Desse ponto em específico até o seu portão de embarque o que se vê é um temendo shopping center com todas as lojas vendendo todas as coisas que se pode comprar de última hora antes de embarcar. É difícil eu fazer isso no aeroporto de embarque. De desembarque também, a não ser que haja uma encomenda que eu não tenha conseguido achar ou que me pedem de última hora como foi o caso de um perfume em específico que eu não achei e nem tive tempo de procurar em Londres e tive que comprar no aeroporto de Heatrow. E em São Paulo, por ser o ponto de entrada do meu vôo e eu ser obrigado a fazer a alfandega lá, ao sair do avião fui pra esteira retirar minha mala e logo depois vem esse espaço enorme cheio de mercadorias. Tinha outra encomenda que era comprar uma caixa de uísque e foi o que fiz. Dali a gente passa pela receita federal e sai no saguão.

Da outra vez que eu fiz esse mesmo itinerário eu saí do finger e fiquei na sala de embarque esperando o vôo da conexão, mas não era esse esquema ainda em 2011. Naquela época se esperava que o serviço melhorasse pra Copa de 2014 e alguns aeroportos já estavam em reforma.

Tive que procurar a fila de conexão da companhia aérea pra despachar novamente a mala e agora a caixa de uísque também. Pela primeira vez vi como se embarcam os materiais frágeis. Eles tem um balcão especial pra se deixar essas coisas e, ao contrário das malas,  não as colocam de qualquer jeito no bagageiro do avião. Tanto que as garrafas de uísque chegaram todas inteiras. Pra retirar também esses materiais são colocados num balcão específico e não na esteira como outra mala qualquer. E só as colocam nesse balcão depois que todas as malas forem pra esteira.


Todo e qualquer tipo de produto é encontrado atualmente nesses aeroportos. E não são lojinhas como num comércio onde cada uma tem o seu espaço físico. É tudo misturado. Talvez seja dividido por categorias e não por marcas. Tem área de perfumes, cosméticos, bebidas sem contar as cadeias de restaurantes e lanchonetes que se proliferam na área destinada a isso. Viajar se tornou um negócio bem mais lucrativo não só pras companhias aéreas mas pras marcas e lojas que conseguem abrir e se manter em atividade no aeroporto. Acho que a gente paga taxa de aeroporto pra gastar mais lá.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

DERRADEIROS RELATOS (PARTE 1)

DERRADEIROS RELATOS (PARTE 1)

Minha última viagem - última até o momento em que escrevo esse rascunho – foi pra Dinamarca. Obviamente passei por Londres depois. Sempre que der farei isso. Passarei por algum lugar antes de parar em Londres. Mas porque a Dinamarca? O que me atraiu pra ir pra Dinamarca? Em primeiro lugar a visita a um amigo. É bom ter esses tipos de amizades internacionais pra poder revê-los de vez em quando sempre que eles vem pra cá e eu por ventura vá pra lá. Pelo menos me desloco na cidade com um local e não fico tão perdido. Se bem que perdido eu nunca vou ficar. Tô craque nisso. Mochilar é comigo mesmo e não me aperto por nada. Mas é sempre melhor alguém que conheça e que pode me dar dicas de tudo e se for possível me acompanhar também.

Em segundo lugar eu não conhecia a Dinamarca e é mais um país que eu posso dizer que eu já visitei, mais um pra minha lista e mais um carimbo no meu passaporte. Nem todos os países me carimbaram o passaporte, mas eu tenho registros principalmente fotográficos de que já passei por eles. Por não conhecer a Dinamarca a minha vontade de explorar era bem maior e com esse amigo que me ciceroneou impecavelmente contribuiu pra que tudo beirasse a perfeição.

O primeiro dia nem conta muito. Aliás os dias da chegada e da partida não contam muito por causa da função da viagem. Eu cheguei numa terça a noite. Lá, no inverno, a noite começa às quatro da tarde, que foi mais ou menos a hora que eu desembarquei no aeroporto. Claro que houve um breve desencontro até pelo fato de eu estar sem comunicação, já que o wi-fi do aeroporto não conectava com meu telefone. Nada além daqueles quinze minutos de agonia que pareciam não acabar nunca, só pra dar o susto inicial e começar com o pé direito do desencontro. Assunto resolvido, encontro sucedido, era hora de irmos pro apartamento.

Eu não consigo dormir em avião e estava esgotado e precisando descansar. O que faço pra me manter distraído durante o voo é ver filmes. Entre o Rio e Amsterdam, onde eu fiz a conexão, foram seis filmes. Café Socity do Wood Allen; A Garota Dinamarquesa porque falava também da Dinamarca; Procurando Dory, o desenho animado que vi pra dar aquela aliviada; Nina, sobre os últimos oito anos de Nina Simone, uma cantora que eu gosto; Nixon e Elvis que contou a história do histórico encontro entre os dois na Casa Branca e pra finalizar um filme brasileiro com Aline Moraes e Lázaro Ramos que se chama O Vendedor de Passados. O que eu mais queria naquela minha chegada era tomar um banho, comer e dormir. Foi o que eu fiz, mas não sem antes dar uma saidinha com meu amigo por que ele precisava comprar um presente que estava na promoção somente naquele dia. Só depois comemos, fizemos um roteiro básico do que fazer no dia seguinte e fomos dormir. Isso foi na terça dia vinte e dois de novembro do ano passado.

          Dia vinte e três finalmente fui conhecer algumas das atrações da cidade, a começar pela estátua da Pequena Sereia. Aí você me pergunta: Aquele desenho da Disney? Quase isso. A história na qual os estúdios Disney se inspirou pra fazer aquele desenho foi escrita por um dinamarquês chamado Hans Christian Andersen, que além da Pequena Sereia também escreveu o Soldadinho de Chumbo, O Patinho Feio, A roupa nova do Rei entre outras. Para homenageá-lo, fizeram uma estátua da Pequena Sereia – não muito grande, como o nome sugere - em cima de uma pedra e assim como o Rio tem o Cristo, Copenhagen tem essa estátua. Se um dia você for lá esperando encontrar uma estátua grandiosa não é nada disso. A foto comprova isso. Tal qual a Monalisa no Louvre é pequena, essa estátua também é, mas vale a pena tirar foto dela, assim como da Monalisa. E acertaram o local onde a expõem. Na beira da água, local nativo de uma sereia. Não lembro bem se aquele local é um rio ou já é considerado mar. Veja a foto.





sexta-feira, 3 de novembro de 2017

ÚLTIMA E DERRADEIRA (OU QUASE)

ÚLTIMA E DERRADEIRA (OU QUASE)
                         
Cheguei na última e derradeira. Não na última e derradeira postagem. Ainda faltam algumas semanas pra que o último e derradeiro de fato seja postado. Mas a última e derradeira folha de rascunho dos meus textos.

De alguns anos pra cá eu rascunho numa folha de caderno o que eu quero dizer e depois passo a limpo pro computador. Isso foi uma forma que eu encontrei pra não ficar desprevenido caso aconteça o bug do milênio onde todas as informações podem sumir da tal nuvem. É o meu backup até a postagem se realmente efetivada. Esse rascunho, já disse aqui em algum lugar do passado, é uma agenda que ganhei no fim de 2013, portanto de 2014, cuja função da agenda cedeu espaço pra uma espécie de caderno de rascunho dos meus textos.

No inicio a configuração dessa agenda me fez formatar o rascunho de um jeito, depois, quando acabou a parte “calendário” e começou a parte “anotações” mudou a configuração que me remeteu a quando eu usava folhas de caderno soltas como rascunhos pro meu texto. Esse eu posso considerar como mais um motivo pra que eu finalmente realize de vez o blog esse ano. O término do rascunho.

Por mais que folhas de rascunho não faltem aqui em casa e as vou usar pra completar o ano – ou não, talvez escreva diretamente no computador, o que me faz gastar mais tempo, mas pelo menos fica diretamente gravado no pen drive – não volto atrás na minha palavra e só ficarei ocupando esse espaço ate dezembro. É um ciclo que se encerra. Um caderno que se fecha, uma tinta de caneta que também esta prestes a se acabar. Enfim, realmente é o fim, ou por enquanto o prenúncio de um fim que esta próximo. Eu ainda tenho que fazer as contas pra saber quantas postagens faltam  pra terminar o ano, mas sei que são poucas.

Vou dar uma de Rita Lee quando encerrou carreira. Sabendo que ainda havia compromissos de agenda a cumprir, considerou o show que fez no Circo Voador como o último e derradeiro. Eu também considero essa postagem aqui como a última e derradeira. Claro que eu volto na próxima semana ainda, mas vou voltar já sem um norte, sem um rumo, sem que eu vire a página e encerre a minha escrita na linha vinte como eu vou fazer daqui a duas linhas. Eu já estava acostumado a pegar esse caderno, ou melhor, essa agenda, abrir na pagina em branco e começar a preencher ate chegar no ponto previamente estipulado por mim.

Já virei a pagina e agora faltam 19 linhas de rascunho pra preencher. Geralmente não modifico nada ao passar do papel pro computador. Prefiro seguir a risca o riscado por mim. Creio que de vez em quando acrescento ou corto dependendo do tamanho do rascunho. Me empolgo escrevendo e depois pra caber no formato final tenho que cortar alguma coisa desde que não modifique o sentido do que eu quero dizer. Esse é o mais comum de acontecer. Poucas vezes tive que acrescentar algo, mas era só questão de ajuste entre o rascunho e a tela do computador. Agora é o fim. Ainda não sei como proceder nas próximas postagens, nas poucas que me restam, mas não se preocupem que vão sair. Depois eu conto como.

Agora só me falta o apagar das luzes. Terminar o meu último rascunho aqui . Fechar essa agenda, esse caderno, enfim, esse porta rascunho, digamos assim, e guardá-lo. Guardá-lo? Sim. O guardarei até que todas as postagens estejam ao menos passadas a limpo. Inclusive as próximas. Na última e derradeira postagem vou falar o que vai acontecer com esses rascunhos manuscritos. Vão saber o destino deles, espero lembrar de falar sobre isso.


E agora vamos a ele. O último e derradeiro ponto final depois de pouco mais de uma centena de textos aqui inéditos antes de transferidos pra nuvem. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

AMIGO DE FÉ (publicado em 7 fev 2012)

AMIGO DE FÉ (publicado em 7 fev 2012)

É fato que minha vida se divide entre antes e depois de Londres. Sempre aconselho a quem quer que me pergunte que vale a pena passar uma temporada fora caso haja oportunidade. É bom você passar por esse tipo de experiência de se jogar no mundo e arcar com todas as conseqüências e experiências, boas ou ruins, de modo que no final quem sai ganhando é você. Conhecer pessoas de todos aos tipos, gêneros, idiomas e cultura diferentes é edificante e abre e/ou muda completamente a visão de mundo que você tem.

Na minha experiência particular em ter passado dez meses na Europa eu aprendi muito. Imergi em vários países diferentes absorvendo um pouco do modus operandis de cada um deles. Durante as rápidas passagens por diversos países em quase três meses de tour não deu pra fazer muitas amizades por conta da alta rotatividade, não só dos albergues em que eu ficava como do meu tempo curto de não mais que seis dias neles.

Em compensação, em Londres, cidade que eu escolhi pra ficar uma temporada maior, de sete meses, não faltou oportunidades de fazer amigos. Assim como nos albergues, a casa em que eu morei, também tinha essa alta rotatividade. Claro que as temporadas que as pessoas passavam lá não eram de seis dias, mas era tempo suficiente pra que construíssemos verdadeiras amizades e fossemos confidentes dos nossos co-habitantes.

Guardo todos eles com carinho e procuro manter contato com o maior número possível. Confesso que o feedback é bom e sempre sabemos eu deles e eles de mim. Não frequentemente. Geralmente leva semanas e até meses pra que um contato seja estabelecido, mas o bom é que é estabelecido não importando o tempo que leve. Todos esses meus amigos que conviveram comigo em Londres, sabem que eu tenho uma afinidade maior com uma pessoa. Todas têm o seu valor, mas temos afinidades maiores com algumas pessoas.

Eu me apeguei a uma, por quem eu tenho um carinho mais do que especial e até hoje, mais de três anos depois de nos conhecermos e da distância estar nos afastando geograficamente, me sinto espiritualmente (não sei se essa é a palavra certa) ligado a ela, de modo que eu não me vejo mais vivendo sem ela, não tomo grandes decisões sem ouvir os conselhos dela, continuo reportando os passos que dou na vida a ela. Essa pessoa é muito mais que um amigo, é praticamente meu irmão. Um irmão que adotei e que, queira ele ou não, vou continuar a tratar ele como um irmão pro resto da minha vida. Faça o que fizer, esteja onde estiver e com quem estiver ele nunca vai estar desamparado por que sabe que dentro de mim ele tem uma cadeira cativa e de destaque. Dificuldade todos passam, problemas todos têm, mas amigo igual e esse meu é muito raro de encontrar perambulando pelo globo terrestre. Sou mesmo um privilegiado.


Tem uma música que nada mais é que uma declaração de amor e eu choro pensando nele toda vez que a escuto. Você meu amigo de fé, meu irmão camarada / Amigo de tantos caminhos e tantas jornadas / Cabeça de homem, mas um coração de menino / Aquele que está em meu lado em qualquer caminhada / Me lembro de todas as lutas, meu bom companheiro / Você tantas vezes provou que é um grande guerreiro / O seu coração é uma casa de portas abertas / Amigo você é o mais certo das horas incertas / As vezes em certos momentos difíceis da vida / Em que precisamos de alguém pra ajudar na saída / A sua palavra de força, de fé e de carinho / Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho / Você meu amigo de fé, meu irmão camarada / Sorriso e abraço festivo da minha chegada / Você que me diz a verdade com as frases abertas / Amigo você é o mais certo das horas incertas / Não preciso nem dizer / Tudo isso que eu lhe digo / Mas é muito bom saber / Que você é meu (que eu tenho um grande) amigo.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

FIRME E FORTE ATÉ QUANDO?

FIRME E FORTE ATÉ QUANDO?

Ano passado voltei a frequentar a academia. Como escrevo de algum lugar do passado ainda frequento, mas não sei se quando essa postagem foi pro ar estarei frequentando mais. Academia é esporádica. Frequento por um periodo, paro por uns anos, volto a frequentar por mais um tempo e assim tem sido desde quando voltei de Londres.

Entrei em março do ano passado. Em abril já fiz um upgrade de exercícios, em maio fiz outro e a partir daí de dois em dois meses eu renovava a série. No inicio eu também ia de domingo a domingo. Depois fui relaxando mais um pouco. Tinha dias que eu não tinha como ir mesmo e outros por pura preguiça, principalmente aos fins de semana. Em setembro tudo mudou. Seis meses depois de me matricular, depois do meu corpo ter um certo condicionamento e uma certa resistência, a série de exercícios invés de ficar em duas, criou-se uma terceira via. De somente A e B passou pra A, B e C. Ao invés de vinte exercícios passei a fazer trinta – dez pra cada dia. Isso sem contar a parte de ergometria que eu faco por conta própria e sempre depois de uma série de exercícios.

Esse mês criou-se também um hiato na modificação . Foram duas semanas de atraso na data da troca dos exercícios por conta de trabalho e viagem. Me lembro que foi numa quinta-feira que a série A foi passada pra mim. Na sexta a B e a parte ergométrica cortada pela metade e no sábado a C só com umas pedaladas depois. No domingo acordei dolorido das pernas e nem fui pra academia. Mas tudo é uma questão de hábito e costume e com o tempo, assim como nas séries antigas, as cargas, os pesos foram aumentando gradativamente, ou mesmo o esforço pra poder sustentar aquele peso que no início parecia impossível, já se torna atingível, se é que existe essa palavra.

Minha intenção em frequentar academia e fazer musculação é uma só. Ficar definido. Não ficar musculoso e nem emagrecer por que quanto a isso eu já desisti. Todos dizem que eu estou bem, mas eu não acho. Estou na media dos 100kg e quero chegar aos 90, com o mesmo peso que voltei de Londres, mas a minha nutricionista diz que 95 já tá de bom tamanho e também músculo pesa mais que gordura então vamos tentar desenvolvê-los e eliminar as gorduras.

Sei que já escrevi sobre academia aqui nesse espaço esse ano, mas estou abordando de uma outra forma, uma possibilidade que se abriu pra me deixar mais irresistível. Sempre brinco dizendo que gostoso eu já sou e a academia me deixa irresistível. Minha ideia, já disse aqui, não e me tornar o mais novo concorrente a mister universo, mas ter um pouco mais de força, de resistência, de tônus muscular, de não ter mais vergonha de tirar a camisa. Gordo tem disso. Hoje não tenho tanta vergonha disso, mas depende mais do ambiente e das pessoas que estão em volta. Sou gordo sim. Posso não ser mais na aparência, mas minha cabeça pensa e calcula como um gordo.


Graças ao acompanhamento da minha nutricionista não como mais alimentos impróprios, coisas erradas e nem sou mais um compulsivo. Tudo bem, as vezes as impróprias e as erradas eu como, mas não como antigamente. Estou mais regrado, mas isso não quer dizer que sigo essas regras a risca. Saio sim, principalmente aos fins de semana, até pelo fato de saber que o meu objetivo inicial de transformar o meu corpo como o de um Deus Grego sera bem difícil de ser atingido, mas pelo feedback dos meus amigos estou seguindo o caminho certo. Eu só não sei se eles falavam isso pra me agradar, pra me incentivar ou se realmente eles estavam vendo uma diferença boa que nem eu mesmo percebia depois de alguns meses malhando, suando a camisa pra um resultado que se vai ainda um dia chegar sei que vai demorar um tempo maior que o que eu queria que levasse. Se tudo fosse tão mais rápido, mais fácil, mais decisivo e não tivesse que passar por um processo seria melhor. Será que ainda chego lá?

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

ESTIMADO ANIMAL

ESTIMADO ANIMAL

Sempre morei em apartemento e em pouco mais de 30 anos o prédio que eu morava não permitia a criação de animais nas suas unidades. A não ser animais que podiam ficar engaiolados como hamsters ou passarinhos, agora cachorros e gatos estavam fora de cogitação. Depois da mudança pra um prédio mais novo e moderno, qualquer tipo de animal de estimação desde que respeitadas as regras de circulação com eles são bem vindos.

Agora eu não tenho mais vontade de ter um bichinho pra mim. Gostaria muito de ter um cachorro, mas acho uma judiação confinar um animal que precisa de espaço num lugar que o que menos existe é espaço. Por mais que esse apartamento seja maior ainda assim creio que o animal necessite  de uma área de circulação bem maior ao que o ser humano se adapta. Isso que eu disse e apenas uma opinião minha. Não quer dizer que eu seja contra os cachorros  dos meus vizinhos. Pelo contrario, gosto de circular com eles no elevador. Só acho o espaço meio inadequado.

Mesmo se o cachorro for pequeno que parecem ser de brinquedo. Ainda bem que aqui pelo menos por enquanto o bom senso ainda se sobrepõe entre os moradores. Ate hoje não vi nenhum labrador, pastor alemão ou dálmata no elevador. Cachorro precisa é de espaço pra circular. Espaço grande como um quintal, por exemplo. Quando eu era menor ate tinha vontade de ter um cachorro, mas como onde eu morava era proibido e meus pais não gostam de cachorro essa ideia ficou bastante reprimida, mas eu me aliviava com os cachorros dos meus primos. Quando eu ia pra casa deles brincava com os cachorros deles e a vontade que eu tinha de ter um próprio foi diminuindo.

Talvez se futuramente eu vier a morar em uma casa, quem sabe ainda terei cachorros pra cuidar. Eu sei que dá trabalho. Eu sei que é preciso bastante cuidado e gastos com ração e veterinário por exemplo e isso é outra coisa que me tira a vontade de criar um cachorro. E quase como se fosse um filho. Tem gente que diz que e um filho de quatro patas. Só tenho vontade de ter um cachorro. Não gosto de gatos, por exemplo. Não que eu os maltrate, mas acho que o gato e mais esnobe, mais metido, mais independente, mais interesseiro, mais dono de si e se julga mais esperto que o próprio dono.

Na minha família já se criaram vários tipos de animais de estimação. Cachorro foi o mais comum deles. Não vou lembrar o nome de todos, mas já existiu o Astor, a Raiza, Moleque, Joe 1 e 2, a Java, a Lua, o Banzé e outros que povoaram as casas dos meus primos. Eu brincava com eles. Mas também já circularam outros tipos de animais. Reza a lenda que meu tio Rodolfo andava com um lagarto no bolso e o apresentava a todos com o nome de Gilberto. A cobra que ele tinha, não sei se na mesma época era a Catarina. Falando em cobra, meu primo Gustavo teve uma cobra também,  mas doou ao serpentário do Instituto Vital Brazil se não me engano quando a sobrinha dele, a Lis, nasceu.

Passarinho, papagaio, periquito. Acho que meu irmão já criou periquito, mas foi por um curto período de tempo, assim como peixinho de aquário também. Houve uma época que tinha muita feira de animais exóticos no estacionamento do Plaza Shopping e que no final se a gente quisesse poderíamos levar de brinde ou um peixe pra botar no aquário – acho que foi isso que fez ele ter um aquário – ou um pintinho. Se a gente pegasse um pintinho a gente ate cuidava nos primeiros dias, mas depois dava pra um vizinho nosso que criava galinha e coelho no terreno ao lado.


Isso me fez lembrar quando tia Rosely deu um frango pra tia Dora cuidar num galinheiro improvisado na casa dela. Por algum tempo ela criou o galo até que acho que ela se desfez do galinheiro. Me lembro que o frango virou galo. Seu nome era Free. 

domingo, 8 de outubro de 2017

CANTA, CANTA, MINHA GENTE

CANTA, CANTA, MINHA GENTE

Não sou consumista, mas sou musical. Digo isso pelo fato de ter conhecido muitos produtos, e ainda lembrar deles através de seus jingles. Alguns nem devem mais existir, nem produtos e principalmente as músicas que os caracterizavam. Tinha vezes que os slogans eram musicados e só uma frase já deixava a marca do produto. Não sei o que houve com a cabeça desses publicitários que não fazem mais propagandas com jingles. São eles que marcam as marcas que anunciam. Eu mesmo não consumindo o produto lembro de vários deles. São eles que pegam o espectador pelo pé e não há melhor mensagem subliminar do que essas músicas de propaganda.

Não sei se foi a evolução da tecnologia e o surgimento dessas várias plataformas que fizeram os publicitários recuarem sobre esse aspecto e acharem uma outra via para anunciarem seus produtos. Antigamente era só a TV e a minha geração por não ter outras opções ficava assistindo ao que se passava nela. Talvez tivesse mais criatividade por causa disso também e a onda de jingles pegou. É um recurso de fácil absorção que gruda na mente e volta e meia se sai cantando um ou outro. Quer melhor divulgação do que essa, do que alguém cantando a marca de um produto?

Hoje é mais difícil, mas quando eu vejo um baleiro daqueles antigos, com balas sortidas em cada compartimento me reporto imediatamente as balas de leite kids. Nem sei se ainda existem e nem sou consumidor delas, mas até hoje me lembro da musiquinha da propaganda. Um exemplo do slogan musicado era do Nescau “energia que dá gosto”. O Nescau eu sei que existe até hoje e tem aqui em casa, apesar de eu ter tido uma preferencia pelo “sabor que alimenta”. Esse era do Toddy. Quem nunca comeu “a coisa mais gostosa desse mundo”? Não sei se as crianças de hoje em dia comem mingau de cremogema. Eu só tô comentando a parte de alimentação. Talvez por eu ser gordo e essa parte me chamar mais atenção.

Mas existiam outros slogans e jingles que fazem parte da minha memória. Alguns tiveram a sacação de pegar uma música antiga e fazer uma adaptação ao produto. Não sei de quem é a autoria mas me lembro nitidamente dos Trapalhões cantando a música “Pedalando”e adaptando pra fazer a propaganda da Caloi no programa deles que ficou assim: “pedalando com a Caloi a poupança nunca dói”.

Outra marca que me marcou bastante pelos seus comerciais nem eram feitas por jingles e sim por trechos de músicas americanas que ficavam conhecidas por aqui. Os sucessos que os cigarros Hollywood faziam com o seu repertório musical eram grandes e chegavam a lançar compactos com as músicas exibidas nas suas propagandas que eram repletas de esportistas praticando seus esportes radicais. O que é uma contradição, pois todos sabemos o mal que o cigarro faz.

Hoje acho que está proibida a propaganda de cigarros na tv aberta ou fechada. Já as bebidas alcoólicas tem uma restrição de horário. Acho isso uma palhaçada. Eu via os anúncios da Hollywood e nem por isso me deixei influenciar e me tornei um fumante, assim como também via os de cerveja e eu não bebo cerveja. Atualmente nem o apelo da Coca Cola é isso aí. Pra mim não é nada mais. Não me refresca já vai pra quatro anos e não me dá a menor vontade de retomar esse hábito mesmo com toda propaganda e patrocínio que ela exerce sobre o mundo. Nunca consumi nem cigarro e nem cerveja e tô livre da Coca-Cola e similares. Se eu consegui sobreviver a essas propagandas qualquer um consegue.   


Volta e meia alguns produtos trocam os seus jingles, quando ainda tem, e slogans, mas tem sempre um que fica marcado com “pensou cerveja pediu Brahma Chopp”. Deviam voltar com os jingles de propaganda. Pelo menos o consumidor ficaria mais alegre e cantante.