quinta-feira, 27 de junho de 2002

Não vi o jogo contra a Turquia. Estava dormindo e fiquei com preguiça de levantar. Ouvi os foguetórios e a vibração da torcida no gol de Dentucinho, o fenômeno. Acompenhei pelos telejornais ao longo do dia os momentos marcantes do jogo. Ganhamos. Estamos em mais uma final, a sétima. A seleção germânica da Alemanha também. Apesar de não ser paranormal ou vidente e odiar funk, e de acordo com a declaração do Bira, baixista do Programa do Jô, que diz que a Alemanha perde até do Flamengo, como a torcida é muito grande e como torcedor brasileiro, serei otimista mesmo estando com o (*) na mão: "nós com os 'alemão' vamos 'se' divertir".Será??? Tomara que sim. Até depois da final.

sábado, 22 de junho de 2002

Deus, salve a rainha.





Que sufoco!!! Mas acho que valeu a pena ficar acordado até as 5:30 da manhã pra ver o jogo contra a Seleção Britânica Real da Inglaterra. O mais incômodo do jogo foi a narração do Galvão, mas isso já é praxe global principalmente pela Vênus Platinada deter todos os direitos de transmissão dos jogos da copa. Eu ainda tinha a opção de assistir pela SPORTV, mas fiquei, como os 90 milhões de amigos da Rede Globo em ação, acompanhando a partida.



Nossos canarinhos pisaram no campo de guerra tranquilos. Uma família Scolari bem comportada, sem ninguém segurando na mão de ninguém como nas copas anteriores. (A de 94 eu tenho certeza, mas na de 98 teve essa palhaçada? Respostas para o mail.) O hino nacional é um momento mágico. E verdade que 'Ouviram do Ipiranga às margens plácidas' as vezes se transforma em 'Ouvirumdum ipitanga as pargens flácidas', mas é o momento que meus olhos enchgem d'água. Não sei se tenho um patriotismo forte ou um coração de manteiga.



Viram a tradução do hino inglês? Era mais ou menos assim: Deus salve nossa rainha/ Nossa vangloriosa rainha/ Deus salve a querida rainha da Grã-Bretanha. Que coisa horrorosa. Parece que Betinha está passando por maus bocadosem Londres, a beira da morte e sem chegar aos 100 anos. Se eu fosse rei da Inglaterra a primeira atitude que iria tomar era trocar o hino. Iria ser um rock da pesada. Estou pensando em 'Simpathy for the Devil' dos Stones ou 'Lucy in the Sky whit Diamonds' dos Beatles. É a cara deles, né? Tem o Elton John, mas esse eu descarto logo porque iria enfeitar a melodia com perfumes e cor-de-rosa choque, e hino é um ponto sério, um pavilhão a ser defendido.



Vamos ao jogo. O juiz apita a saída de bola. A partir daí o apito não saiu da boca dele. Parecia que tinha engolido. Qualquer coisa era motivo pra ser apitado. Nem o Ciça, mestre de bateria da Viradouro, apita tanto quanto esse mexicano. Desde que eu pisei na Califórnia tomei raiva de mexicano. Não sei se vocês sabem, mas alegria de mexicano, principalmente do pessoal de Tijuana, cidade fronteira a San Diego, é cruzar a linha e levar muamba de volta para o México. Era difícil encontrar um caixa de mercado que fosse legítimo americano. Não se escutava outra coisa além do apito. Tossir, espirrar, engasgar, arrotar, tava lá o mexicano -prííííí´.



E o Spice Beckham Boy. Que figura! É muito estrelismo. Chuteira diferente, cabelo diferente, salário diferente... Não fui com a cara dele e não achei que ele joga tanto quanto dizem. Tudo bem, estava diante da Azulada Seleção Canarinho, que eu também não levava fé até esse jogo. Continuo não levando muita fé, mas vou passar a torçer fervorosamente. Faltam só dois. Quem sabe...



Quanto a expulsão do Dentucinho Gaucho logo depois do segundo gol, diga-se de passagem um golaço dele mesmo, não achei que fosse pra expulsão. O mexicano não deu nenhum cartão, quando levanta o primeiro faz merda. Pra compensar, depois ele amarelou um alemão. Foram os únicos que eu me lembre. O Arnaldo César Coelho, comentarista que se diz árbitro de futebol, disse que faria o mesmo. Ele conhece as regras e provou por A+B que era lance de expulsão, mas o garoto não foi na maldade. Como dizem que o que vale é a intensão, o vermelho foi exagero.



Foi apertado. Foi gostoso pela virada. Mostramos a eles que o chá das 5 é muito mais energizante quando tomado às 5:30 da manhã, que nossa rainha tem muito mais jogo do que a deles. Ela, corintiana e torcedora fanática dos canários brasileiros, tem o poder de transformar 'A Hard Day's Night' em samba-rock e 'I wanna hold your hand' em forró. Foi o que aconteceu ontem.



O impasse em que eu me encontro agora é que parte tomar caso o próximo jogo for contra o Senegal. É minha segunda seleção nessas quartas de final.



Beijos a todos e bom final de copa com ou sem penta.



PS - perdão pelos erros. joanaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 17 de junho de 2002

De repente Califórnia.

Assim como Lulu Santos, eu também fui à Califórnia. Vivi parte sobre as ondas. Literalmente. O que não falta nas praias de lá é pier pra ser visitado.Quanto a ser artista de cinema, infelizmente nenhum agente me viu andando por Bervely Hills ou pela Hollywood ou Sunset Boulevard. Se o meu destino é ser star, será aqui no Brasil. Demos uma boa volta. Queríamos (eu e minha mãe) ir até San Francisco, mas, por falta de tempo e dinheiro, a cidade mais ao norte que conseguimos ir foi Santa Bárbara que fica praticamente na metade do caminho. Foi um mergulho no escuro nos aventurarmos por aquelas veredas, principalmente as desconhecidas por Jana, minha prima que mora lá. 'Sartamos' de banda quando alguns preços nos assustavam. Na Califórnia é diferente, muito mais cara do que na Flórida, por exemplo. Mas dá pra ir além do sonho se você quiser correr atrás. A vida não passou tão lentamente. Quando eu estava me acostumando já era hora de voltar. Vinte dias voa... Tão de repente que se sente saudades do que já passou.

Se alguém quiser perguntar alguma coisa de lá, estamos aí. (rafabarcelos@zipmail.com.br)

Beijos e até a próxima.

PS. Esqueci como se corrige o texto. Caso ache algum erro de português, me desculpe e me avise. (Joana, socorro.)