sábado, 30 de novembro de 2002

OCASO PEDRINHO



Não estranhem. Não foi erro de digitação. È ocaso junto mesmo. Ocaso, segundo o dicionário Michaelis que dizer: “1. O pôr do Sol; o desaparecimento de qualquer astro no horizonte. 2. Ocidente, poente. 3. Decadência, declínio, ruína. 4. Fim, final, termo. 5. Morte.” E é sobre justamente isso de que eu vou falar.



Estava relutando pra não falar sobre essa polêmica, mas tá ficando impossível. Todo mundo fala, comenta, é manchete de jornais e revistas, assunto em roda de discussão... Vou dar o meu palpite também. Sem querer tomar partido de algum lado da história, mas já tomando, fico imaginando como é que está a cabeça desse rapaz, o Osvaldo.



Imagina só. Você está em casa um belo dia e abre o jornal. Lendo uma notícia, você descobre que não é filho do sei pai, muito menos da sua mãe que é vista como uma das maiores criminosas do país, que seus irmãos na verdade não são seus, que seu nome não é Osvaldo, mas sim Pedrinho. Como é que você ia ficar? Eu ia pirar de vez. Aí você abre a porta de casa e sofre uma pipocação de flashes na cara, câmeras e microfones praticamente sendo empurrados goela abaixo, pessoas perguntando o que você achava daquilo tudo.



Você? Você quem, cara pálida? Você não é mais quem era e muito menos será quem querem que seja. Arruinaram com todos os seus pilares, o alicerce de dezessete anos despencou como um Palace 2. Estão praticamente te matando e te ressuscitando com outra vida sem que seu coração parasse de bater. Sua vida está acabada, pelo menos durante um bom tempo. Sua liberdade então, nem se fala. Osvaldo Jr. não existe mais, mesmo depois de dezessete anos sendo ele. Agora você é Pedrinho. Filhos de outros pais, irmão de outros filhos, primo de outros primos, sobrinho de outros tios e neto de outros avós.



Não sei vocês sabem, mas tem um coração repleto de sentimentos e emoções vividas com aquela mulher. Como é que se renega uma mãe que te criou durante esse tempo todo? Onde ficam os valores, a educação e o caráter que ela depositou nele. Meio que faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Concordo que ela, a mãe Vilma, não tem valores, educação e caráter, mas ela construiu um ou fez com que Osvaldo Jr., vulgo Pedrinho, formasse um.



Não quero acobertar ninguém. Ela está errada em fazer isso. Sorte de Osvaldo pai ter morrido pra não passar pela humilhação de ter convivido com uma pessoa má. Se bem que pelo visto ele também não era flor que se cheirasse. Ela é má sim. Uma pessoa que pega uma criança do berçário do hospital como quem tivesse pegando um repolho de supermercado é má. O crime foi cometido sim. Tem que ser investigado e esclarecido. Não pode ficar impune e não tem punição maior pra uma mãe do que ficar sem um filho. Mesmo não sendo dela. Também não acho que Osvaldo Jr tem que ser o Pedrinho. Eu veria minha família biológica como amigos com quem eu pudesse contar, mas não conviveria com eles e nem trocaria minha identidade por causa disso. Acho que assim eu ficava mais próximo da minha mãe biológica, que foi quem mais sofreu com essa história toda e da família com a qual fui criado.



Agora tem a suspeita da Roberta, que parece também não ser Roberta, ter sido pega na maternidade do mesmo jeito que Pedrinho, vulgo Osvaldo Jr. A suposta mãe biológica de Roberta é quem está certa. Primeira coisa é esperar o resultado do exame de DNA pra que fosse confirmada a maternidade e depois se ela, a Roberta, quisesse falar com a mãe biológica, tudo bem. Ela, a suposta mãe biológica da Roberta, afirmou categoricamente que não iria criar expectativa em torno desse encontro pelo fato de Roberta já ter outra criação. Isso é que é mãe.

domingo, 24 de novembro de 2002

UMA CASA PORTUGUESA COM CERTEZA



Nessa semana Niterói, minha cidade, comemorou 429 anos. Ou seja, 73 anos e 7 meses depois da descoberta do Brasil, um dos melhores pedaços de terra fica com Araribóia. Como o índio não foi bobo, resolveu ficar de camarote só observando o Rio, do mesmo modo que sua estátua está colocada defronte a estação das barcas. Dizem que ele fica observando quem chega nas terras dele.



Falando em Araribóia, essa semana teve uma discussão pra saber qual seria o melhor símbolo da cidade. Se prevalecia a imagem do índio ou o Museu de Arte Contemporânea, o MAC, idealizado por Oscar Niemayer e inaugurado, se não me engano, em 1996. Sinceramente, acredito que a cara de Niterói é o índio. Niterói já é um nome indígena que significa Águas Escondidas (ou seria Águas Limpas?). E se não fosse por Araribóia, o MAC, não existiria. Ou melhor, poderia até existir, mas não estaria onde está agora.



Não quero tirar o mérito do Niemayer. O museu é uma das melhores obras feitas por ele. O local escolhido foi perfeito. Parece uma nave espacial onipresente e onipotente que paira sobre a orla de Icaraí (outra palavra indígena) e a vista tanto de dentro pra fora quanto de fora pra dentro do museu é um espetáculo à parte. No entanto, nessa mesma semana, foi inaugurado em Curitiba, PR, um outro museu, também idealizado pelo Oscar Niemayer que eu achei parecidíssimo com o MAC pela sua forma arrojada e pelas linhas curvas. Lá, ao invés de disco voador, é um olho.



Araribóia e MAC são a confirmação de que tradição e modernidade podem conviver lado a lado e, de alguma forma, antes deles dois vieram os portugueses. No aniversário da cidade a prefeitura promoveu, como todo ano, ou seja, já virou tradição, um show na praia. Esse ano fez-se brilhar a estrela de Bibi Ferreira. Dona de uma voz potente, no auge dos seus 81 anos, ela interpretou a cantora portuguesa Amália Rodrigues incluindo todos os grandes fados cantados por ela.



Confesso pras paredes também, que fiquei me sentindo o ser mais burro da face da terra. Tinha um certo preconceito com os fados e, pelo que foi apresentado pela Bibi, o fado pode até ser meio melancólico, mas é lindo. As melodias me fizeram ficar boquiaberto. Segundo a história contada durante o show, Amália Rodrigues sempre fez sucesso. Durante décadas ela foi bem quista pelos povos de todos os continentes e adorava o Brasil. Os poucos fados que conheci, devo a Roberto Leal. Certamente ele regravou um ou outro fado de Amália, mas ela continua sendo a maior. E ficou maior ainda na pele e na voz de Bibi Ferreira.



Estou apaixonado por Amália e por Bibi. Tão apaixonado que pensei, em um primeiro momento em prestar uma homenagem pessoal desfilando pela Viradouro, já que é ela o enredo da escola. Foi só num primeiro momento. Depois da homenagem que eles prestaram a ela no fim do show, tive que repensar. Primeiro por a terem deixado esperar um pouco. Pra relembrar alguns sambas. Dois pra ser mais exato. Vê se tem cabimento isso. A homenagem é pra Bibi Ferreira e eles começaram cantando o samba sobre Dercy Gonçalves. Isso é coisa que se faça com uma senhora de 81 anos que acabara de fazer um show? Depois cantaram o samba campeão do carnaval de 97 e por último cantaram o samba sobre a Bibi Ferreira.



Todos sabem que a minha escola é Viradouro, mas o samba desse ano é uma merda. Coitada da Bibi. Merecia coisa melhor. Vamos ver como ela vai se comportar na avenida. Eu não escutei os sambas das outras escolas, mas se for desse nível o carnaval tá acabado em termos de criatividade nas letras dos sambas. Por falar em samba, o Roberto Leal gravou ‘Casa Portuguesa’ em ritmo de samba. É como comer Bacalhau a Gomes de Sá com uma caipirinha.

segunda-feira, 18 de novembro de 2002

NASCE UMA ESTRELA



Na quinta feira, dia sete de novembro de 02, o Jornal Nacional exibiu uma matéria que parecia ser interessante. Justamente nesse dia eu, que assisto ao telejornal assiduamente, não pude parar pra acompanhar o noticiário por completo, já que o Pedro, meu sobrinho-primo (se não existe essa categoria a partir de agora passa a existir até porque eu já tenho cinco, três meninos: Daniel, Pedro e Victor Hugo e duas meninas: Ana Helena e Diana, essa, por enquanto, a caçula. Isso sem contar com o Ricardo da Luciana e do Waguinho, meus primos lá de Vila Velha) estava aqui em casa e eu estava revezando com minha mãe a vigilância em cima dele.

Numa pequena folga minha, parei pra ver a reportagem sobre uma estrela. Pra falar a verdade, não sei se era uma galáxia nova que os cientistas haviam descoberto ou se era sobre a primeira estrela avistada por esses cientistas. Não sei. Mas o que mais me chamou a atenção foi a nomenclatura que deram praquele ponto luminoso.



Todo mundo sabe que cientista é maluco mesmo. E alguns até são pagos pra fazerem estudos que não mudará em nada a nossa vida. Não quero criticar os astrônomos, pelo contrário, acho que eles fazem um trabalho importante em mapear o céu. Quem sabe eles não conseguem fazer contatos imediatos de primeiro grau com extra terrestres. Só acho que minha vida não vai melhorar por causa dessa descoberta. A não ser que o universo conspire a meu favor, mas mesmo assim vou custar a acreditar que foi somente por causa daquela estrela.



E não é pra rir? Sabe qual é o nome da estrela que virou notícia talvez no telejornal mais assistido do país? H10207MENOS5240. O que leva uma pessoa a batizar uma estrela assim? Poderia ter um nome comum como Valter, Jorge ou Lúcio. Eu ficaria honrado se tivesse uma estrela com meu nome.



Tudo bem, serei menos radical. Que se pusesse estrela Dalva ou Vésper. Já existem? Então que se pegasse o nome de outra companhia de telecomunicações. Era muito mais fácil ter uma estrela de nome OI do que H10207MENOS5240.



Ninguém em sã consciência olha pra um céu estrelado, tal qual aquele que se canta em festa de São João, aponta uma estrela e diz sem duvidar:

“Aquela ali é que é a H10207MENOS5240.”



Estou começando a admitir que a carreira de astrônomo deve ser a melhor do mundo. Já imaginou ganhar dinheiro só pra ficar olhando pra cima e inventar nomes como H10207MENOS5240 pra qualquer ponto novo que brilha no céu?

Por falar em inventar. A nossa propaganda é a melhor do mundo. Os comerciais estão ficando cada vez mais criativos e engraçados. E a graça, às vezes, vem das coisas mais inesperadas.



Tem um comercial do jornal O DIA, que eu também costumo dar uma olhada, que não é um grande filme publicitário, mas faz boa propaganda do jornal. Num dos filmes publicitários, o rosto de uma mulher sai detrás do jornal e estampa um sorriso no rosto. Só que os diretores da peça publicitária deram pra ela um jornal cuja manchete não era agradável.



As letras garrafais diziam, não com essas palavras, que o real desvalorizara tanto que estava tendo o mesmo valor que o peso argentino. O que eu gostaria realmente de saber era qual a parte do jornal que ela estava lendo pra aparecer com aqueles dentes arreganhados, já que a situação do país era extremamente preocupante.



Talvez um anúncio classificado erótico prometendo grandes milagres sexuais; a parte das reclamações de buracos numa rua do bairro de Seropédica ou de algum defunto conhecido do obituário que tenha esquecido de convida-la pro enterro.

sexta-feira, 8 de novembro de 2002

Sensações Indecentes



Dia desses, chegando em casa depois de ter dado um serão com s, c, x, ch, ss na estagiária que dá mole pra mim, encontrei com uma santa moça que mora em um bloco defronte ao meu no condomínio ‘Solar da Boa Esperança’ aqui em Belford Roxo.

Digamos que somos vizinhos de janela e, como Adalgisa, minha amada e cornuda esposa, estava na casa do padeiro, um grande amigo nosso, não resisti. Peguei o binóculo para ver mais de perto as entranhas dela.



Era um dia muito quente. Ela, uma loiríssima bastante voluptuosa, saía de seu banho noturno e ia em direção ao quarto com um andar de levantar a imoralidade e os maus costumes de qualquer homem de bem, assim como eu. As mãos dela pareciam duas luvas da mais pura seda; seus olhos, azuis celestiais hipnotizavam e petrificavam aquele que os olhasse profundamente, como a medusa.



Shirley, seu nome artístico, pelo menos como eu a conhecia, entrou no quarto com uma toalha cobrindo o seu corpo gostoso, objeto do desejo masculino, e, com o calor que fazia, deixou a toalha escorregar pelo seu perfeito corpo como folha caindo de uma árvore. Ela pisou na toalha e se esticou até alcançar o que ela queria, o sensual beibidol, e vestiu-se como uma deusa pondo seu manto louvado pelos seus servos.



Sentou-se defronte a penteadeira na qual ela guardava o que mais a embelezava: o seu espelho. Perfumou-se, passou cremes, esfregou as mãos e depois deslizou-as em suas maciças coxias roliças desejando mais o que a esperava.

O seu caminhar, da penteadeira até a cama, era como se estivesse bailando onipotentemente nos pensamentos dos machos da cidade inteira. Deitou eroticamente na cama, pronta para mais uma bela noite. Ao virar-se de lado, botando o seu bumbum de encontro aos raios lunares e aos meus olhares, estupefactuou-se ao vê-lo na cabeceira de sua cama. É, ele estava lá. O maior estivador de toda sua vida.



Por um instante senti ciúme e inveja daquele sujeito que, pra surpresa minha, estava lá ao lado dela. Ela pensou duas vezes, mas não resistiu. Começou a tirar-lhe a roupa de cima para baixo (afinal, do jeito que ela é, não queria perder essa oportunidade).



Começou a rir para ele numa tentativa de seduzi-lo, depois parou e começou a olhá-lo com aquele olhar de medusa. Vadia. Não teve jeito. Cachorra. Ele também não resistiu e ficou louquinho para penetrar na boca dela. Confesso que eu também



Ela agarrou-o e caiu de boca nele, e ele nada mais podia fazer contra as mordidas dela, pois ela era tarada por ele, e ele era apenas uma pobre e indefesa barra de ‘Diamante Negro’.



Numa hora dessas eu penso que seria bem melhor ser uma barra de chocolate, mesmo um ‘bis’, e sentir prazer em ser atacado por uma boca daquela, do que ficar no apartamento de frente só observando e ter que aturar uma Adalgisa do meu lado todos os dias.



Perceberam o que um chocolate pode fazer com uma pobre donzela?



*** Confesso pra vocês que esse texto teve inspiração e base nas colunas dominicais do Agamenon Mendes Pedreira no jornal O Globo. Lógico que o lado dele é mais jornalístico, sacaneando os fatos ocorridos no noticiário da semana. Faça-se justiça também que a coluna do Agamenon é escrita por alguns elementos que compõem o grupo humorístico Casseta e Planeta.

Me desculpem, mas é que fiquei meio sem tempo de bolar uma coisa nova pra essa semana. Foi por uma boa razão. Podem acreditar. No entanto já colhi material pra texto inédito que pretendo postar da próxima vez. Até lá.

sexta-feira, 1 de novembro de 2002

A ESPERANÇA VENCEU O MEDO



Essa deveria ser considerada a frase do ano. Não interessa se foi o Duda Mendonça ou o próprio Lula quem bolou. O fato é ela caiu como uma luva pro momento em que o país está passando e pra minha vida pessoal também.

Fiquei mais entusiasmado depois de domingo. Acho que tanto o país quanto eu estamos no rumo certo. Tenho plena consciência de que faremos, eu e o país, alguns sacrifícios no próximo ano. Será um ano difícil, puxado, mas necessário pra que no final tudo fique (quase) às mil maravilhas.



Acho que ninguém lê esse blog. Tenho esperança, agora mais fortalecida, de que alguém comente ou mande mails e exatamente por isso, e outras cositas mais, não deixarei de digitar essas letras aqui. Vamos em frente. Como diz o Superman ‘para o alto e avante’.



Não sou nenhum tipo de Nostradamus, porém olhem a sinopse da minha mais recente história. Esperança e medo são duas constantes nela:



O relato parte de um fato histórico – o naufrágio do vapor “Buenos Aires” na entrada da baía de Guanabara, em 1890 – e desenvolve-se nos dias atuais, com um breve regresso a 1948. Um casal moderno, com dois filhos pequenos e alguns problemas conjugais tenta reatar a ligação, com o auxílio dos pais do marido. Numa visita que fazem à histórica Fortaleza de Santa Cruz, Flávio – o marido – é sequestrado por um bucaneiro moderno, que dedicara sua vida e fortuna a recuperar um tesouro que seu avô ocultara sob as águas da baía, após o naufrágio do “Buenos Aires”.



Senhor de uma tecnologia futurista, o pirata pode interceptar e manipular qualquer mensagem enviada por meios eletrônicos, dentro de uma certa área. Assim, iludira os comandos costeiros e aportara junto à fortaleza em um navio de guerra disfarçado sob a aparência de galeão antigo. Dois outros navios, sob o mesmo disfarce, aguardavam fora da barra.

Com o refém a bordo, o pirata inicia as negociações com o major comandante da fortaleza, que está impossibilitado de fazer contato com seus superiores. Exige que lhe entreguem o objeto que almeja, descrevendo-o como “uma caixa pequena, com a aparência de um volume de enciclopédia”.



O major decide enviar secretamente um capitão, seu irmão, com a missão de contatar pessoalmente as autoridades. O prazo estipulado pelo seqüestrador é exíguo – apenas 24 horas, e ninguém parece ter idéia de onde encontrar o tal tesouro.



Próximo ao final do prazo, o capitão retorna, informando que o assunto está nas mãos do próprio Presidente da República. Este faz à população um comunicado em rede nacional. O pirata se julga traído, suspende inesperadamente as negociações e parte para a retaliação, ordenando um ataque suicida contra os pilares da ponte Rio-Niterói.



Na fortaleza, o pai do rapaz diz ao major que tem em seu poder uma caixa que corresponde à descrição do tesouro. Ele a encontrara em 1948 ao mergulhar do velho trampolim de Icaraí. Nunca a abrira, e não permitiria que ninguém a abrisse. Quer entregá-la intacta ao pirata em troca da vida do filho.



O major tenta entrar em contato com o pirata. Com os galeões já próximos à ponte, consegue afinal avisá-lo que seu tesouro fora encontrado. O bucaneiro aborta a missão e retorna à fortaleza, onde recebe a caixa, reconhece seu conteúdo e liberta Flávio.

Anistiado, o pirata participa de um churrasco na casa do major e em seguida parte com seus três galeões. No dia seguinte, os jornais noticiam o ocorrido e Flávio se torna um herói popular. É entrevistado por Jô Soares e Marília Gabriela e recebe uma comenda da Prefeitura de Niterói. Em seguida, a família toda viaja em férias para a Califórnia, onde tem a surpresa de encontrar o mesmo pirata, agora regenerado.



Agora a narrativa vai para 2016. Os filhos de Flávio, José Hugo e Ana Júlia, divertem-se na praia de Piratininga com um grupo de colegas de faculdade, saltando de uma grande pedra. Num dos seus mergulhos, José Hugo volta à tona quase sem fôlego, sobraçando uma pequena caixa. Os amigos o socorrem, e Ana Júlia comenta: “Vai começar tudo de novo...”