domingo, 31 de agosto de 2003

Caríssimos, aguardem a próxima semana. Depois a paradinha para acertos - que espero ter conseguido e a princípio me parece que sim - inéditas virão. Até a próxima!!!

sexta-feira, 29 de agosto de 2003

Até lá!!!
Esqueci de botar o acento na palavra próxima. Agora sim.
Parece que a acentuação foi resolvida. Mas a prova dos nove só será tirada na proxima postgem. Até lá!!!
Tenho pela Urca o maior carinho, pois fui um apaixonado urcaniano, como foi também Arnaldo Jabor e como continuam sendo Ricardo Cravo Albin, Técio Lins e Silva, Amauri de Souza, Ana Lecticia, Roberto Carlos. Morei dez anos lá, onde meus filhos foram nascidos e criados. Com eles pesquei nas pedras, brinquei na praia e vi Mario Vianna, já velho, jogando dupla de vôlei na areia.



No meu simpático sobrado da Otavio Correia, 34, em que não havia chave na porta (era só empurrar o vidro, enfiar o braço e abrir o trinco; os amigos já sabiam e os ladrões só não sabiam porque não existiam), reunia-se uma turma da pesada, sem falar no melhor, que eram os campeonatos de futebol de botão (até Gato Barbieri jogou no meu campo). Desconfio que foi depois de perder uma partida para Ziraldo que Carlos Leonam criou a expressão “esquerda festiva”.



Lá, Glauber Rocha e Leon Hirszman discutiram interminavalmente “O capital”, de Marx, que um não tinha lido e o outro, lido mal. Foi na varanda da frente, durante uma festa, que Paulo Francis e Fernando Gabeira travaram um acalorado debate ideológico, em meio ao qual se ouviu a frase que ficaria famosa — “do caos nasce uma nova ordem” — atribuída a Gabeira, mas que não confirmo, pois convenientemente eu não estava por perto. Lá também se ouviu, nessa ou em outra noite, Milton Temer (na época, no Partidão) lançar sobre Gabeira (já sonhando com a luta armada) uma maldição em forma de presságio: “Você ainda vai estar à minha direita”. O tempo adora fazer humor.



Numa tarde chuvosa, uma jovem cantora levada por Norma Pereira Rego, uma certa Gracinha, dedilhou uns acordes de violão e cantou algumas músicas. Seu nome depois foi Gal. Em outro dia, Jabor e eu saímos pela vizinhança recolhendo colchões velhos, roupas de cama, qualquer coisa para levar de Kombi até a PUC, base da campanha de ajuda aos desabrigados da enchente e desabamentos daquele verão de 1966, acho.



Mudei-me da Urca há uns quase 30 anos, quando era mais fácil comprar um apartamento barato aqui do que lá. Adoro Ipanema, sou um ipanemense convicto, mas isso não impede que, de vez em quando, eu tenha acessos de nostalgia urcaniana. A sua experiência dá o que pensar. Sei que há outras áreas de Apacs com resultados diferentes. Tudo bem. Mas se a Urca não for um exemplo a ser copiado, deve ser pelo menos uma lição a ser estudada, nesse momento em que muitos acham que preservação é sinômino de atraso e obscurantismo.

Mais uma bateria de teste. Pode ser que sejam os últimos. E ainda não sei como colocá-las aqui. Tô falando das fotos.

quinta-feira, 28 de agosto de 2003

Mais um teste. Será que dessa vez dá?
como eu ponho uma foto aqui?
04/08/2001



Uma lição: a,e,i,o, Urca



Foi preciso o faro de uma repórter, a Joana Ribeiro, para introduzir um pouco de informação e memória nesse choque de opiniões apaixonadas em que se transformou a discussão sobre as Apacs (Ã?rea de Proteção do Ambiente Cultural), dividindo as pessoas em preservacionsitas e derrubacionistas, como se não houvesse possibilidade de construir um pouco de razão e bom senso no meio.



O que ela fez? Simplesmente descobriu que a Urca tem Apac há 23 anos, a primeira do Rio, e foi lá verificar o que aconteceu com o bairro depois de 1978, quando um decreto determinou a preservação de vários imóveis, impedindo que eles fossem demolidos ou modificados.



Tudo bem que a Urca não é o Leblon, como já se alegou, e que cada lugar tem suas peculiaridades, mas o fato é que 23 anos de proteção ambiental fizeram muito bem ao bairro, sem que acontecesse lá o que muitos temem vir a acontecer no Leblon ou em todas as áreas atingidas pelas Apacs.



“Quando o decreto foi assinado�, explicou a presidente da Associação dos Moradores da Urca, “houve quem achasse que sua casa seria desvalorizada, mas foi justamente o contrário. Todos os imóveis, mesmo os que são preservados, foram bastante valorizados�.

terça-feira, 19 de agosto de 2003

DIRIGINDO NO ESCURO



Quem não se lembra de um inverno que nós, brasileiros, tivemos que economizar energia elétrica porque o sistema de gera��o de energia perigava entrar em colapso? Aquelas metas de conta de luz cuja adapta��o foi complicada pra quem n�o estava acostumado � economia, as amea�as e corte, as sobretaxas e principalmente os riscos de apag�o que chegamos a sofrer por duas ocasi�es. Segundo a declara��o da ministra das minas e energia, Dilma Hussef, atualmente o nosso sistema de distribui��o de energia j� est� bem melhor com os investimentos feitos dessa �poca, que n�o � muito remota, pra c�. No entanto ela n�o ousou afirmar que o risco de acontecer tudo novamente, apesar de ser bem menor, ainda existe.



Devido ao intenso e descomunal calor que tem feito no ver�o europeu, onde a temperatura chega a equivaler com a do ver�o dos tr�picos, com o aumento no consumo de ventiladores e ares condicionados, o velho mundo come�a a racionar �gua para que n�o ocorra tamb�m um colapso de energia.



O mesmo n�o aconteceu com Nova Yorque na semana passada. Foram mais de trinta horas no escuro e a cidade conhecida, entre outras coisas, pelas suas luzes passou um dia apagada do mapa. Nada funcionava. Muita gente teve que ficar na rua por n�o ter como voltar pra casa. E aqueles que tinham como voltar pra casa, praticamente n�o voltaram. Quer dizer, at� voltaram, mas ficaram horas, mais do que de costume, nos longos, mais do que de costume, engarrafamentos para chegarem a seus lares que tamb�m estavam no escuro. Com os sinais de tr�nsitos apagados as filas quilom�tricas de carros e �nibus os motoristas dirigiam no escuro.



Bem que esse poderia ser uma fonte pro pr�ximo filme do Woody Allen. Esse �ltimo que ele lan�ou, �Dirigindo no escuro� conta a hist�ria de um diretor de cinema que durante as filmagens do filme que � a retomada da sua carreira, fica cego e sua cegueira � escondida dos produtores do filme que apostam alto nele.



Seria, o escuro, uma profecia do Woody Allen pra sua Manhattan querida? N�o s� para Manhattan como para outras cidades e estados dos Estados Unidos e algumas do Canad�. De quem � a culpa? Houve um jogo de empurras e alguma autoridade do Canad� lan�ou uma d�vida deixando no ar esse sentido de indaga��o: E os Estados Unidos assumem alguma coisa de errado que eles fazem?



Esse black-out que teve foco mais importante em Nova Yorque mais uma vez refor�ou o terror paran�ico em que a cidade vive desde os ataques terroristas de onze de setembro. A possibilidade de a cidade estar sendo novamente v�tima de algum grupo terrorista foi a primeira a ser cogitada pela popula��o, cuja tens�o s� foi aliviada com a confirma��o da not�cia de apag�o.



N�o sei se nesses momentos de tens�o aumenta mais a desconfian�a ou a solidariedade da popula��o nova iorquina. Se um espirro dado por um transeunte qualquer aciona outra pessoa a dizer sa�de ou a sair correndo pensando que o que espirrou seja um terrorista bioqu�mico que est� espalhando um v�rus mortal. Paran�ia minha? Cartas para a reda��o.



Que os pr�ximos apag�es que acontecerem nos Estados Unidos n�o sejam no escuro, mas sim embaixo de uma claridade cujo �nico �rg�o que n�o enxerga � o governo, em ver que eles est�o implantando um c�ncer no mundo. A superpot�ncia norte americana se imp�e pra dirigir o mundo na escurid�o da ideologia do governo que l� est�. At� a pr�xima!!!



*****



P.S. � Aten��o! N�o ser� protesto, mas na pr�xima semana n�o haver� texto. Estarei utilizando o espa�o no blog pra fazer uma experi�ncia que h� muito estava querendo.

terça-feira, 12 de agosto de 2003

PROTESTO



Como ninguém lê esse blog, pelo menos é isso que eu acho visto que não há retorno nem pelos comentários e nem por e-mails, meu protesto passou em branco.



Por falar em protesto, semana passada eu vi dois completamente diferentes um do outro. Um foi mais grave. Aconteceu em Brasília no dia da votação da reforma da providência onde várias pessoas avançaram de encontro ao Congresso Nacional e demonstraram atitude de vândalos, quebrando vidraças e destruindo o patrimônio público, quando participavam de manifestação ‘pacífica’ – reforma da previdência é um assunto que tem rondado a minha pauta e provavelmente irá ganhar espaço depois que a poeira baixar. O outro protesto foi mais divertido. Lá em Nova Yorque tem um bando de maluco que protesta sem causa própria. Eles se dividem em três grupos espalhados pela cidade, recebem uma missão e se juntam para executá-la. Por exemplo: um protesto numa loja de brinquedo. Entra aquele número excessivo de pessoas na loja, para tensão dos vendedores, se dirigem a um dinossauro em tamanho mini-natural e ficam reverenciando esse bicho e depois saem de lá como se nada tivesse acontecido. Um protesto não por um direito ou outra coisa senão por um protesto simplesmente.



Pois bem, voltemos ao meu protesto particular. Eu protestei contra mim mesmo. Simplesmente não postei semana passada. Não que eu não tinha nada pra dizer, ou não estava inspirado... Nada disso. Não postei porque não quis postar. Em protesto.



O motivo do protesto? Pode parecer uma coisa boba, mas pra mim é de fundamental importância. Toda vez que eu posto um texto, desde que houve uma reformulação da página do blog, meu escrito não sai na íntegra. Há sempre uns pontos de interrogação que aparecem nas palavras acentuadas e eu estou ficando desesperado por não saber como retirá-los para que se obtenha um texto normal, sem nenhuma interrupção tecnológica.



Bem, para resolver esse problema ‘irresolvível’ – até palavra nova estou inventando – ao menos por enquanto, decidi destruir com todas as palavras acentuadas. Não quero comprar briga com a gramática e nem com professores de língua portuguesa, mas enquanto perdurar minha revolta com os pontos de interrogação que invadem os meus textos na postagem do blog, os acentos não vão aparecer. Porém, para indicar que aquela palavra é acentuada, ao lado dela haverá uma indicação com as letras a e c dentro de um parêntese.



Adotarei essa medida até o ponto em que minha paciência se esgotar. Talvez nos próximos textos eu tenha a dedicação de me policiar para que tudo seja o mais direito possível. Mas com o tempo tudo vai voltar como era antes, ou melhor, até agora. Isso se eu não conseguir a fórmula do elixir para a postagem do texto perfeito do blog.



Ou então mudar de endereço. Ir para o blogger brasileiro, aquele que tem um br no final. Também estou pensando nisso. Mas nesse caso eu teria que me reacostumar com tudo de novo. Eu ainda vou tentar acertar esse pequeno deslize que está me causando uma ira descomunal com o hospedeiro dos meus textos, uma negociação. Não se assustem se por acaso aparecerem textos repetidos na página. Eles irão surgir com a palavra teste ou experiência ao lado o título caso isso tenha que ocorrer.



Sei lá. Pode ser que nada disso aconteça visto que eu acho que ninguém lê o que eu escrevo mesmo. No entanto uma coisa é certa, eu ainda continuarei dando os meus pitacos nesse cantinho. Foi criado por mim pra isso e essa função não vai desaparecer jamais.



Confesso que meu protesto foi um pouco doloroso, mas agora tá feito e espero não ter que repetir esse gesto de me calar por livre e espontânea vontade contra míseros pontos de interrogações. Não se preocupem com eles. Deixe pra mim. Até a próxima!!!