terça-feira, 30 de dezembro de 2003

HOJE A SAIA É JUSTA, HOJE A FESTA É NOSSA



O ano de 2003 termina no próximo dia 31 de dezembro, como todo ano. E também, como em todo ano, pipocam na programação televisiva vários especiais de fim de ano. Isso significa que, além do ano estar acabando, todos voltarão seus olhos para o calor insuportável do verão. Sol, praias, corpos malhados... Depois da fartura da ceia de Natal os corpos se ajustarão para o carnaval. E durante esse período frutas e líquidos terão mais prioridades do que aquelas comidas pesadas tipo rabada, feijoada, macarronada e outras ‘adas’ da gastronomia internacional.



Aviso aos navegantes que durante o mês de janeiro descansarei desse meu prazeroso lavor semanal. No entanto, enquanto o mês de janeiro persistir em imperar no ano de 2004, nos emanando raios ultravioletas de todas as espécies em graus mais intensos do que de costume, abençoarei vocês com quatro textos inéditos, escritos ao longo do ano, em ocasiões diferentes e que expressam minha opinião sobre quatro mulheres diferentes.



Me refiro as apresentadoras do programa Saia Justa, que é exibido todas as quartas-feiras à noite no canal a cabo GNT (Globosat/Net), a saber: Fernanda Young, Rita Lee, Marisa Orth e Mônica Valdwogel. O especial Saia Justa, elaborado por mim, irá ao ar semanalmente durante o primeiro mês do ano. A data em que eu criei os textos vêm no pé da página e as ocasiões nas quais eles nasceram, revelarei a seguir. Mas antes gostaria de ressaltar que todos os quatro textos foram enviados para a produção do programa para serem repassadas as suas respectivas homenageadas. Particularmente, acho que não foram entregues. Saberão o motivo dessa minha tese mais tarde.



A primeira vítima e/ou homenageada foi a Fernanda Young. Foi escolhida a primeira pelo foco de câmera. Se focalizarem o estúdio em plano geral ela é a ‘saia’ que tem seu posto na primeira poltrona vista da esquerda pra direita, e por se tratar de uma escritora, ótima por sinal, essa definição que eu fiz segue a mesma premissa de uma leitura, onde nós, que não somos orientais, lemos da esquerda para direita. E a inspiração para o texto em homenagem a ela foi a bienal do livro que havia se encerrado há pouco e suas próprias obras.



Seguindo a ordem tem Rita Lee. Na época ela estava concorrendo ao Prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria de melhor cantora. Não levou. Utilizando minha criatividade e originalidade, essa última nem tanto, resumi a entrega do prêmio em uma letra com base na música de autoria dela chamada ‘Arrombou a Festa 2’ que foi feita em cima da música ‘Arrombou a Festa 1’.



Marisa Orth recebeu uma em que eu debatia sobre a relação das máscaras. Agora a revelação sobre a minha suspeita. No mês passado ela veio participar de um debate em um evento chamado Araribóia Cine Festival onde só era exibido filmes em curtas-metragens. Pois bem, perguntei a ela se tinha recebido o texto e ela me disse que não. Não sei se só não repassaram pra ela ou não foram repassados pra todas, como eu acho. Mas, enfim, tirei uma foto com ela e pouco me preocupei se os textos chegaram nas mãos de seus destinatários. Eu já havia mandado e não iria fazer isso novamente pra não parecer chato, apresar de eu achar que enchi muito o saco dela. Publicamente, se eu causei essa impressão, peço perdão pra ela e agradeço pela sua atenção e simpatia.



Pra Mônica o jornalismo foi a pauta principal do texto. E ela só vem a somar na minha galeria de jornalistas femininas que tem a Marília Gabriela como a ícone, principal e insubstituível líder dessa categoria no meu ponto de vista.



Agora é só acompanhar as postagens de janeiro pra conferir o especial Saia Justa. Até a retomada de inéditas em fevereiro. Desejo um ótimo ano novo cheio de sucesso pra todo mundo. Sucesso em todos os caminhos que a vida fizer você escolher.

terça-feira, 23 de dezembro de 2003

MEDO DA IDADE





Outro dia minha tia Dora fez um comentário que foi uma boa sugestão de pauta. Ela tem medo de deixar Diana, sua neta, fazer algumas estripulias. No entanto, essas mesmas estripulias que teme por Diana, eram feitas pelos seus filhos quando na idade da menina.



Parando pra analisar percebe-se que esse medo se encontra em dois fatores. O primeiro é a idade. Quanto mais velhas ficam as pessoas, mais medos elas vão adquirindo. Uma outra tia minha, tia Tânia, por exemplo, cerca de dez anos atrás saia de Niterói às dez horas da noite e ia pra Ilha do Governador ensaiar com a bateria da União da Ilha, pra voltar no primeiro ônibus pra Niterói. Por mais que ela ainda tivesse conhecimento do pessoal de lá, hoje ela não faria mais isso. Talvez sim, uma vez ou outra, mas não com a freqüência que ela fazia antigamente. Tinha outros exemplos pra dar que eram da minha avó, mas eu vou poupar esses visto que ela era hipocondríaca e exagerava nos medos dela.



O segundo é o tempo e suas circunstâncias. Eu estou querendo dizer que o medo do tempo, tempo atual, os dias de hoje, é um agravante para a temeridade em relação à proteção da Diana e da maioria dos infantes que povoam esse mundo. Digo em termos de violência, falta de segurança e desconfiança entre as pessoas.



O mais curioso é que comigo, pessoalmente, aconteceu o contrário. À medida que fui crescendo o medo foi diminuindo em relação inversamente proporcional. É claro que o medo coletivo, aquele que todos temos de ser assaltado ou nos vermos repentinamente no meio de um fogo cruzado, eu também sinto em proporções que eu considero normais diante das condições normais de temperatura e pressão. Nada que lembre uma síndrome do pânico, longe disso. A preocupação é natural.



Sabe com que idade eu andei pela primeira vez de montanha russa, daquelas que dá looping? Dezoito anos. Tinha medo. Ficava admirado, olhando lá debaixo aquele carrinho indo a toda velocidade e fazendo o itinerário louco dele até tomar coragem e entrar em um. Também, a primeira vez em que andei de montanha russa que dá looping não foi uma qualquer que a gente vê em parques tipo ‘pague para entrar e reze para sair’. Minha estréia foi na ‘Kumba’ no Bush Gardens, em Tampa, na Flórida (EUA). Gritei na primeira metade do circuito, já na segunda metade tinha perdido a graça e o medo e tinha deixado com uma pessoa que ficou me olhando de lá debaixo.



A coragem com uma pitada de inconseqüência e irresponsabilidade não é a mesma se compararmos as idades. Esse tipo de coragem é uma aos vinte anos e outra completamente reestruturada aos sessenta, por exemplo. A coragem precavida toma o espaço da coragem desbravadora conforme o ganho de idade. Não é medo, conforme eu escrevi no título de hoje, mas creio que isso é uma conseqüência natural da vida que pode até se assemelhar com medo e assim como minhas tias, eu e quaisquer outras pessoas podemos adquirir esses ‘medos’. Eu ainda não temo por nada devido a minha pouca idade. Não cheguei nessa parte da vida em que a idade trás seus medos.



O ano está acabando e tem gente que adquiriu mais uma temeridade. Um medinho a mais pra entrar a lista do que a gente não vai fazer de jeito nenhum a partir do ano que vem, geralmente por causa de alguma experiência mal sucedida pela qual passamos. Em compensação, as crianças, elas sim, e também os bêbados, pelo que diz o ditado popular, têm anjos da guarda de reforço. E partindo dessa premissa, não há idade, caso seja criança ou bêbado, para ter medo de nada. Eles, os anjos, de alguma forma, seguram e guiam essas duas categorias de seres humanos.



Vamos ver qual será o medo que vamos adquirir com o ano vindouro. Ou será que ele só vai fazer reforçar um medo antigo? Aguardemos, logo após o reveillon.

terça-feira, 16 de dezembro de 2003

ACABOU?



No último fim de semana não se falou em outra coisa senão sobre a captura de Saddam Hussein pelas tropas aliadas em um esconderijo, no Iraque. O aspecto dele, barbudo e cabelos desgrenhados, se assemelhava ao de um mendigo de rua.



Pelo visto não houve resistência na sua descoberta e dessa vez foram dispensados até os seus sósias. Segundo os noticiários, quando viu que não ia mais ter jeito, ele disse “Não atirem. Sou Saddam Hussein. Presidente do Iraque.”



Presidente é modo de falar. O Iraque viveu quase trinta anos sobre seu punho de ferro. É mais do que sabido que o próprio ‘Tio Sam’ teve sua parcela de contribuição na formação ditatorial do Iraque ao fomentar Saddam contra os aiatolás iranianos. Mas será que com essa prisão o Iraque se tornará uma democracia de fato? Não se sabe.



Existem várias questões que ficaram pendentes diante desse fato e as respostas pra elas começarão a se revelar agora. Como será restabelecida a democracia no Iraque? A ONU terá papel fundamental na ‘organização da casa’ já que foi menosprezada na decisão do ataque? Os focos de resistência e apoio a Saddam irão parar com os ataques às tropas americanas ou, ao contrário, a elaboração e efetivação de um ataque com proporções semelhantes ao do World Trade Center deixarão o mundo e, principalmente, a América do Norte com a paranóia da apreensão para uma nova catástrofe?



Saddam não teve a mesma sorte que Osama Bin Laden, o procurado mais sumido do mundo. Poderia ter tido umas dicas dele. Uma palestra intitulada ‘Por onde anda você’ ministrada pelo Bin Laden deve render uma boa grana. A maior certeza sobre a vida de Osama é a dúvida.



O que mais aflige a mim é que essa captura tem a possibilidade de dar margem a várias facetas que não são agradáveis aos meus olhos e creio que aos olhos do mundo.



A primeira, e pior de todas, foi que a prisão de Saddam aconteceu no início da corrida pra campanha eleitoral e Bush, que é maluco, mas não é burro, usará esse fato como uma das bandeiras para sua permanência na Casabranca. A segunda é que o próprio Bush, com toda a insanidade que impera naquele cérebro, poderá usar esse mesmo fato para argumentar a favor de intervenções militares contra outros ditadores e/ou países cujos planos não o agradam muito. Essa é a minha dúvida. Será que acabou mesmo ou só acabou, aparentemente, no Iraque?



Os países que George W. Bush considera como fazendo parte do tal ‘Eixo do Mal’ terão seus dias de Iraque e Afeganistão, ou esses foram dois momentos isolados de invasão americana dentro da história recente do mundo? Se a captura de Saddam se tornar um pretexto pra outras invasões, tomadas militares e guerras entre os Estados Unidos e um outro país qualquer o mundo se tornará, mais do que já está, um pandemônio. Já pensaram, caso isso venha acontecer, na situação de Cuba guerreando contra os Estados Unidos, logo ali em cima do Brasil? E aqui do lado, na Venezuela, do jeito que as coisas vão com o Chaves, nem chamando o Chapolin pra tentar evitar que o país entre na lista negra. Pode ser que haja um exagero da minha parte, mas que não se pode prever o que se passa na cabeça de um louco, disso eu estou certo.



Por essas e outras, agora, mais do que nunca, vou me filiar, se é que já existe, se não, vou fundar um comitê de combate à reeleição do Bush. Fazer campanha contra sua permanência na cadeira mais importante do poder hegemônico, tirar do alcance das suas mãos aquele botãozinho vermelho capaz de destruir o mundo não sei quantas mil vezes. É difícil, mas torço para que o povo americano que é acostumado a ir as urnas não vá com sentimento nacionalista, de melhor do mundo por ter pegado Saddam e coroe novamente com louros esse caipira estúpido do Texas pra maiores sofrimentos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2003

MARCHA NUPCIAL



Os enlaces matrimoniais estão dando nó. O casamento sobrevive, ao decorrer do tempo, tal qual um animal em extinção. O vestido de noiva, o véu e a grinalda, a combinação básica, é, nos dias de hoje, o que menos passa na cabeça de uma mulher moderna.



Antigamente, o ‘casório’ era um jogo de interesse familiar em que, na sua maioria, os noivos noivavam em seus berços prometidos um ao outro, e a mulher, mesmo que não o quisesse era obrigado a aceitá-lo e a fazer a atividade que lhe cabia, dando margem a promiscuidade masculina nos prostíbulos. Chiquinha Gonzaga abriu alas para a opinião feminina, que à época pouco importava, e foi a pioneira no movimento feminista. Ponto para a Rosa de Ouro.



Vão-se os dedos e ficam-se os anéis. Essa frase cai como uma luva nos tempos contemporâneos. O casamento não duradouro deve-se ao fator único de que é a incompreensão que acarreta na decadência do respeito e, principalmente, do amor. A troca de alianças não tem mais o valor que deve ser dado. O ‘sim’ do altar é a palavra que mais tem que ser discutida, debatida e analisada antes de ser confirmada.



A mulher, cansada de ser submissa e/ou de ver seu castelo de sonhos desmoronar, e por estar ganhando espaço na sociedade, põe o casamento em último plano. A prioridade está no bolso, no contracheque e na conta bancária. O trabalho estafante, no caso inclui-se os dois sexos, também não dá tempo pra pensar nesse tema ínfimo que é o matrimonio.



O laço só é laço quando é dado com amor. A força motriz do casamento está sendo devastada pelas queimadas da rotina e o tempo de viagem está ficando mais longo do sonho á concretização. Se alguém tem algo contra, fale agora ou cale-se para todo o sempre.



Fico imaginando uma cena de um casal que chega em casa logo depois da festa e já começam a cavar a separação.



- Enfim sós.

- Graças a Deus. Não agüentava mais ficar com aquela cara de coringa do filme do Batman sorrindo praquelas pessoas. Tinha umas caras lá que eu nem sabia quem eram.

- Deviam ser o pessoal lá da firma.

- Aqueles cachaceiros. Bem que não largavam o copo. Você os chamou?

- Claro. Trabalham comigo.

- Porque você quer. Tens a capacidade de pleitear um cargo melhor numa firma mais bem conceituada. Mas isso não é hora e nem lugar pra gente discutir isso. Eu vou tomar um banho e quando voltar a gente começa.

- Quer que eu prepare algo pra gente beber?

- Mais? Pra que? A gente já bebeu tanto naquela festa. Falei pra papai que essa quantidade toda era exagero. É capaz até de sobrar.

- Então qual é a sua sugestão pra gente entrar no clima da nossa noite de núpcias?

- Noite de núpcias? Então eu acordo cedo e fico o dia inteiro me arrumando pra entrar na igreja e fazer a recepção e você ainda pensa nisso?

- Você mesma disse que a gente iria começar...

- ... a arrumar as malas. Ou se esqueceu de que a gente tem que pegar o vôo das oito da manhã pra Fortaleza pra gente passar a nossa lua de mel.

- Fortaleza? Não era Maceió?

- Era, mas quando mamãe foi comprar as passagens ela viu uma promoção muito mais em conta e comprou pra gente. Foi surpresa até pra mim. Ela não é um doce?

terça-feira, 2 de dezembro de 2003

AMIGO OCULTO



Dezembro já está aí. O clima das festas de fim de ano já está se armando e com ele a preocupação de que tudo se converta numa noite feliz de Natal, com ceia e presentes pra todos, aumente. É tempo de pegar lápis e papel, fazer as contas do décimo terceiro – quem consegue receber – pra ver se sobra alguma coisa e se essa ‘alguma coisa’ dá pra, pelo menos, comprar uma lembrancinha, nem que seja numa loja de R$ 1,99, para os parentes.



Crescente também, a cada ano que passa, é a brincadeira do amigo oculto, ou secreto, como quiser. É só papai Noel começar a aparecer na televisão para que se proliferem as listas de nomes que participam desse jogo. E não há quem não tenha participado e/ou não participe de no mínimo uma atividade com essa característica.



A primeira etapa é juntar o nome de todos que vão participar. Seja do setor em que você trabalha numa grande companhia, numa pequena empresa, entre professores de escola, amigos de uma mesma turma ou família. Depois sorteia-se e aí cada grupo define valor e/ou tipo do presente. Basicamente uma brincadeira de amigo oculto se resume a isso.



Até agora eu já entrei em três. O tradicional da minha família, onde eu sempre ganho o mesmo presente – esse ano será o décimo – que é o CD das escolas de samba, em que se estipula um valor médio e cada participante escolhe o que irá ganhar; elaborado no último sábado. O da turma do meu prédio, cuja definição do valor, R$10,00 e da data de entrega dos presentes, dia quatro de janeiro, foram discutidas na última sexta feira, e aí o presente fica a critério de quem sorteou. Quanto a esse, houve uma pequena evolução em relação ao valor. O último que a gente fez foi com presentes de 1,99. Esse ano a gente abriu um pouco mais a mão.



Há ainda um terceiro, cujo valor é o equivalente a uma barra de chocolate. Esse é o tipo de presente e ainda é o único que eu não tenho a mínima idéia do que eu vou pedir. Confesso que pra esse não tive escolha e fui obrigado a participar. Achei um pouco estranho quando fui informado que estava dentro. Não pelo jogo em si, mas justamente pelo tipo de presente que serei obrigado a comprar e consumir. Chocolate é pra época de páscoa e não de natal. No entanto, o que vou pedir? Penso naqueles bombons da Kopenhagen (?) que tem recheio de cereja ou licor. Mas o preço dele não equivale ao de uma barra de ‘Diamante Negro’, por exemplo. Então vou optar por um pacote de ‘Sonho de Valsa’ ou mesmo uma caixa de bombons comuns sortidos. Mas, enfim, transformemos o coelho em veadinho e, apesar do chocolate numa época de calorão em que há um risco total e absoluto de derretimento, entremos, se conseguir, em clima de natal.



A brincadeira do amigo oculto não faz jus ao nome. Não existe amigo secreto. Você conhece quem você sorteou e tudo indica que essa pessoa é seu(a) amigo(a). A única vantagem, ou desvantagem, dependendo do ponto de vista, e que faz a graça da brincadeira, é que esse segredo não pode ser revelado pra ele(a), principalmente, e pra quem está participando. O amigo não está e nem fica oculto nunca. Apenas não compartilha de uma de suas alegrias que é tê-lo sorteado nesse jogo.



Não recebi – e espero não receber – mais convites pra esse tipo de brincadeira esse ano. Acho que não tenho quorum de amigos suficiente para executar outra. Até tenho, mas eles, como eu, não ligam muito pra isso. Eu até participo de amigos ocultos, mas o único do qual eu realmente faço questão de participar, até por já ser tradição, é o da família. Não estou me desfazendo dos outros grupos que também fazem amigo secreto e que casualmente faço parte, mas esses amigos, fazendo ou não o jogo, nunca serão, estarão ou ficarão secretos. Exponho todos eles na galeria dos meus sentimentos.