segunda-feira, 27 de setembro de 2004

OLGA BUSCA OSCAR



Eram nove filmes concorrentes. Quatro deles, de diretores estreantes. O escolhido pelo Ministério da Cultura para a corrida a uma vaga na indicação hollywoodiana para representar o Brasil na categoria de filme estrangeiro foi a fita “Olga” do diretor estreante Jaime Monjardim.



A escolha foi certa. Não pelo filme propriamente dito, mas pela estrutura narrativa que ele apresenta. A espinha dorsal é que agrada a Academia de Cinema de Los Angeles. O tema abordado também. Os ianques têm certa queda pelos filmes que tratam do holocausto e suas variações. Como exemplo, temos a derrota do filme ‘Central do Brasil’ para o italiano ‘A vida é bela’ que tratava do assunto. Sem contar outros, que não me recordo se ganharam prêmios, tais quais ‘A lista de Schindler’ e ‘O Pianista’.



‘Olga’ é um filme bem tratado, bem acabado onde destaca-se, principalmente, a direção de arte, visto que foi totalmente rodado no Rio de Janeiro. Os atores que fazem os papéis principais, Camila Morgado como a Olga Benário e Caco Ciocler como Luís Carlos Prestes, estão simplesmente magníficos em suas interpretações. Isso é ponto pacífico.



O fato de o diretor ser consagrado em suas produções televisivas talvez tenha condenado a confecção do filme devido os meios serem completamente diferentes. Muito se escutou da opinião pública, expectadora do filme, que sua semelhança com a teledramaturgia é bastante gritante. De fato é. No entanto, em sendo seu primeiro filme e com a qualidade com que esse foi tratado, está razoável. Há muito que aprender com a sétima arte.



Outra polêmica discutida demasiadamente foi o fato da história ter sido romantizada. Houve uma certa inversão nos planos ficando em primeiro o romance entre eles e em segundo a saga política dos dois. Obviamente os dois planos se entrelaçam de forma bem atada. Os valores aprendidos e apreendidos dos livros de história enfatizam, e por essa razão captamos mais, a parte de lutas e embates sofridos pelos dois personagens. No entanto, todos os personagens secundários envolvidos na história são mostrados no filme, talvez não com o devido merecimento, mas ao menos tiveram menção.



Em minha opinião, vale a pena ver o filme. Apesar dos contras, é uma história bem contada. Além do mais, caso a película seja indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro, apesar de não ter essa bola toda, terá minha torcida garantida. Isso prova que a qualidade dos filmes nacionais atingiu patamares técnicos de nível internacional. È necessário que grandes corporações como a Petrobrás Distribuidora mantenham a parceria e o apoio às produções nacionais e cada vez haja mais incentivo governamental e braços de emissoras de televisão, a exemplo do que ocorre com a Fox, Universal, Warner e Sony, agarrem esse filão. De certo, que temos que evoluir e criar uma ‘indústria cinematográfica’, no puro sentido da palavra. Temos potencial para tal. Porém somos uma ‘Brastemp’ se compararmos o cinema nacional feito no início da retomada e o que nos é apresentado atualmente.



*****



Na próxima semana estaremos entrando no mês de outubro, aniversário desse blog. Para comemorar os dois anos no ar, postarei um texto, dividido em quatro partes, que meu amigo Jéferson escreveu, guiado por outro texto repassado a ele por mim e enviado a mim pela minha tia Tania, sobre o filme ‘Cazuza’. Ele aproveitou e incluiu suas análises e comentários.



Desde já, agradeço por estarem comigo nessa jornada rumando ao terceiro ano.

terça-feira, 21 de setembro de 2004

O CABALÍSTICO NÚMERO SETE



Recebi esse mail há algum tempo e fiquei com a pulga atrás da orelha para criar uma nova história em cima do tema. Claro que a abrangência é maior. Aqui só vai uma parte.



7 são os dias da semana

7 foram as Chagas de Cristo

7 são as Divindades que comandam a Natureza

7 são as Cabeças da Hidra

7 são os Chacras entéricos

7 são os Plexos na matéria

SETH (7) era o nome do irmão de Osíris (Egito Antigo)

7 = Moisés deixou 5 livros e a lei se resume em 2 testamentos

São 7 os altares, 7 os bezerros e 7 os carneiros de Balac

7 anos gastos na construção do Templo de Salomão

7 casais de cada espécie de animal postos na Arca de Noé

No 7o mês a Arca de Noé repousa no Monte Ararat

O Candelabro de 7 braços

Os 7 castiçais de ouro

As fases dos 7 Anos

As 7 notas musicais

Os 7 palmos das sepulturas

Os 7 Planetas Sagrados

7 são as dores de NOSSA SENHORA:

a) A perda do menino Jesus no Templo

b) A fuga para o Egito

c) O encontro com Jesus na rua da amargura

d) A Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo

e) A morte de Jesus Cristo

f) O Filho morto é colocado em seus braços

g) O sepultamento de Jesus

Os 7 Arcanjos ante o trono do Criador:

a) Gabriel

b) Rafael

c) Joriel

d) Miguel

e) Samuel

f) Ismael

g) Iramael

7 Cores refratadas pelo Prisma:

a) Violeta

b) Amarelo

c) Anil

d) Verde

e) Laranja

f) Azul

g) Vermelho



Tem muitos outros setes rondando a nossa atmosfera, perto ou do lado da gente que passam despercebidos. O meu conselho é: antes de fazer qualquer coisa pense sete vezes e em sete conseqüências que pode acarretar a concretização do ato.

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

EVENTO



Na semana que passou teve um feriado. Mais um dentre tantos – que bom que é assim – que habitam as famosas folinhas. Quedou-se numa terça-feira. Dia, juntamente com a quinta, que faz um feriado melhorar, pois se ‘enforca’ na segunda e sexta, quando há possibilidade.



Esse último foi o dia da independência. Dia em que a pátria se tornou livre politicamente de Portugal. No entanto, as relações familiares entre o rei de Portugal e o imperador do Brasil, casualmente pai e filho, continuaram como antes. Ou seja, mudou, mas não muito. O fato se tornou mais um evento, propriamente dito, que uma independência propriamente feita.



Por falar em evento, relações familiares e feriado de independência, o mesmo aconteceu aqui em Niterói. Não, a cidade não se tornou independente do Rio. O evento que teve aqui foi uma reunião de família. Da minha família. Que quando se reúne por completa (ou quase, visto que fica mais difícil um encontro de família na sua totalidade) é um evento.



O principal motivo para esse evento é que num intervalo de um mês, entre 24 de agosto e 23 de setembro, dois aniversários são comemorados e, esse ano, as idades se arredondaram. Tia Dora fez sessenta e tia Branca completa os mesmos cinqüenta sustentados pela minha mãe até março desse ano. E para que elas passassem a ser independentes de idades da década que deixaram pra trás, o rito de passagem durou quatro dias. Como já disse, o feriado foi prolongado.



No sábado foi a comemoração do aniversário da Tia Branca com uma pequena recepção para amigos íntimos e, claro, familiares, incluindo o longínquo Tio Sergio, recente curitibano. Domingo foi aquele churrascão, comidas acompanhantes, carnes à vontade, caixas de cerveja e refrigerantes diversos e uma boa roda de viola. Tudo que um típico churrasco precisa para ser um típico churrasco. Típico no conceito da nossa tradição familiar.



Domingo também foi reservado para a primeira mostra de um esboço do que virá a ser o ‘Memorial da Família’ sabiamente organizado pelo Tio Marcos. Ele está reunindo fotos de todas as épocas e ramos genealógicos para condensá-las em um catálogo de imagens e textos a fim de perpetuar a memória. Um gesto nobre e louvável, já que o tempo é implacável e a memória é passível de falhas e lacunas.



Segunda, para variar um pouco, foi feito um almoço. Sabe aquele almoço que começa às duas da tarde e não acaba. Foi o de segunda. Não acabou. Sobrou muita comida e como arremate ainda teve salgadinhos fritos lá pro início da noite. Isso sem contar as duas variedades de sobremesa distribuídas em quatro receitas de cada, ou seja, oito travessas de sobremesa. O movimento foi das duas da tarde até mais ou menos meia-noite.



Esse almoço de segunda, só foi acabar mesmo na terça, dia do feriado, e na casa do Tio Rodolfo. Foi o enterro dos ossos. No nosso caso já era a exumação deles, já que ninguém agüentava mais ver comida na frente. E não satisfeitos, para fechar com chave de ouro, o dia terminou com um jantar em estilo japonês na casa do Luis Antônio. Os anti-peixe cru, como eu, dividiram uma simples e humilde pizza. Tudo isso para aproveitar ao máximo a presença sempre marcante e rara do Tio Sérgio que viajou de volta a Curitiba, dando uma pequena parada em Guaratinguetá, na quarta-feira, visto que era feriado na cidade de origem, ou destino naquele determinado dia.



Independente de aniversário e datas festivas ou comemorativas, a reunião da minha família é sempre um evento, um acontecimento digno de uma grande família. Enormidade que pode ser vista tanto no número de pessoas quanto na qualidade delas.

segunda-feira, 6 de setembro de 2004

ATENTADOS DA SEMANA



Três atentados marcaram a semana que passou. Verdadeiros atos que infringiram a integridade de suas vítimas.



O primeiro foi uma lástima. Como a Grécia, que investiu tanto em aparatos de segurança para que os jogos olímpicos corressem na mais perfeita ordem, permitiu que acontecesse um atentado contra o maratonista brasileiro. Última prova das olimpíadas e a mais tradicional delas teve um ato falho e imperdoável de segurança.



Faltavam poucos quilômetros para ele cruzar a linha de chegada e, com a vantagem que possuía sobre os outros concorrentes, por mais apertada que fosse, a possibilidade da medalha de ouro era grande. Isso aconteceria se não fosse um irlandês maluco que surgindo do meio da multidão, foi em direção ao Vanderlei, o maratonista brasileiro, e o agarrou de tal forma que os dois caíram no chão. Seria cômico se não fosse trágico.



O bom senso das pessoas que estavam em volta, assistindo lá, ao vivo, fez com que, pode até ser instintivo, elas se mobilizassem para tirar o irlandês de cima do Vanderlei. Disseram que essa foi a mesma pessoa que invadiu uma vez uma corrida de fórmula um protestando contra alguma coisa. Enquanto esse ato se desenrolava, dois concorrentes o ultrapassaram e, num ato de coragem, força de vontade e glória, Vanderlei se refez recuperando todo o preparo físico, tempo de respiração, marcação de passada e etc. sendo ovacionado ao chegar ao estádio olímpico e conquistando a medalha de bronze. Por esse motivo, agindo como um esportista, ganhou reconhecimento do mundo todo, uma medalha de honra do comitê olímpico internacional e a quantia em dinheiro prometida pelo seu patrocinador caso ele ganhasse o ouro. O comitê olímpico brasileiro recorreu no caso e tudo depende dos tramites legais e burocracia, para que o bronze de ouro do Vanderlei se transforme realmente em ouro.



O segundo atentado, também lastimável, foi mais chocante. Não é a primeira vez que acontece, mas foi a primeira em uma escola. Separatistas chechenos ligados ao terrorismo invadiram uma escola na cidade de Beslam, Rússia, e fizeram crianças e professores como reféns durante três dias. O final desse atentado terminou com mais de trezentos mortos sendo mais de cento e cinqüenta crianças. As que sobreviveram, relataram que quem estava lá dentro não podiam beber água ou ir ao banheiro. A última tragédia desse porte aconteceu num teatro e teve um número de vítimas equivalentes a esse. O presidente russo Wladimir Putin declarou que o terrorismo declarou guerra ao país. Sabe qual o maior bem financeiro da região da Chechênia? O petróleo. Preciso explicar mais sobre o motivo da Rússia não querer que aquela região se separe.

O terceiro e último atentado que vou mencionar aqui, não é lastimável e muito menos trágico. Vamos raciocinar juntos. Imagina que por um compromisso profissional você tenha que viajar com cerca de mais trinta homens. Até aí, nada de mais. Isso é passível de acontecer. Agora, imagina se a namorada de um aparece e fica de abraços, beijinhos e carinhos. Isso não é um atentado com quem deixou família e filhos para trás? Principalmente se a namorada desse um for a Daniela Cicarelli.



Não sou contra as namoradas, esposas e casos acompanharem os jogadores de futebol em concentrações. Eu só acho que esse direito deva ser igual para todos. Não é pelo fato de ser a Cicarelli que o Ronaldo tem que ser uma exceção. Mas, aparecer uma beldade como ela no meio de um bando de homens e sendo exclusiva de um é um atentado, isso é. Atentado contra a moral, os bons costumes e o pudor de muitos marmanjos por aí.



Que esses atentados não sirvam de exemplo para os próximos que estão por vir.