segunda-feira, 25 de julho de 2005

FAZENDO BEBÊS

Gente, olha só que coisa interessante. Quando a gente diz que não precisa mais inventar nada nesse mundo sempre tem um maluco que contradiz essa máxima. Essa reportagem foi tirada do Globo Online da última sexta-feira e eu, como não tinha preparado nada até então, resolvi reproduzir pra quem não teve oportunidade de ler. Diz respeito aos melhores hotéis pra fazer bebê, é mole?


22/07/2005 - 19h50m

Agnes Dantas - Globo Online

RIO - Um luxuoso resort na Ilha de Bora Bora foi eleito o melhor lugar para "fazer bebês". Sete mil viajantes de todo o mundo participaram da votação promovida pelo portal de turismo ZoomAndGo.com para eleger os dez hotéis favoritos para quem busca, digamos, muito romantismo.

No topo da lista da pesquisa "Melhores Hotéis para Fazer Bebês" ("Best Hotels for Makin' Babies") está o InterContinental Beachcomber Resort, que fica no paradisíaco cenário de Bora Bora, na Polinésia Francesa. "É uma experiência única na vida", disse um dos viajantes que esteve em um dos bangalôs sobre as águas de tons azul turquesa.


A Polinésia e o Caribe, aliás, ocuparam quase todas as posições no ranking dos locais para a primeira ou mesmo a segunda lua-de-mel. Em segundo lugar ficou o Hermitage Plantation Inn, resort da paradisíaca ilha caribenha de St. Kitts & Nevis, lugar que na lista de atrativos une praias do Caribe com ambientes que reproduzem o glamour do ciclo do algodão, que dominou a região há 300 anos.

Em terceiro lugar na lista da ZoomAndGo.com aparece o Sheraton Fiji Resort, em Nadi, nas Ilhas Fiji, Polinésia, que além de um imenso campo de golfe e de uma área dedicada à realização de casamentos, é conhecido pelas 18 opções de restaurantes. Já o Reefs Beach Club, construído sobre as ruínas de uma fazenda de 1680, nas Bermudas, ocupa o quarto lugar do ranking, com suas 63 suítes de alto luxo com jacuzzi, spa, três restaurantes e uma piscina de borda infinita.

Na opinião dos turistas que participaram da pesquisa, o quinto melhor hotel é o Le Germain, em Montreal (Canadá), também eleito este ano entre os cinco melhores do país. Em seguida, aparecem o Casa Madrona Hotel & Spa Sausalito, na Califórnia (EUA) e o Jumby Bay Island Resort, em Antigua, Caribe. O Crane Beach Hotel, em Barbados, o Four Seasons Resort Bali em Jimbaran Bay (Indonésia), e o Hyatt Regency Resort & Casino, de Aruba, aparecem, respectivamente, em oitavo, nono e décimo lugar.

Quando o plano é aproveitar as férias para lembrar da viagem pelo resto da vida, o turista deve estar preparado para não medir esforços: uma noite no bangalô sobre as águas de Bora Bora custa a partir de US$ 1.740 (o quarto para até três pessoas). Já uma suíte no segundo colocado, Hermitage Plantation, custa a partir de US$ 170 a diária, cerca de 10% do preço do primeiro da lista, enquanto o resort de Fiji cobra US$ 249 pela diária mais barata.

segunda-feira, 18 de julho de 2005

CLIQUE

Eu não gosto de admitir isso, mas nos últimos quase cinco meses eu me sinto uma celebridade, mesmo que somente entre família, amigos e um ou outro conhecido.

Claro que figurante é ralé. Tem que se contentar com o podrão do projac (apelido do restaurante onde almoçam os terceirizados) e encarar algumas situações desagradáveis como larvas vivas misturadas na bandeja da abóbora que nos é servida ou uma gambá correndo pelo local de alimentação ou se alojando sobre o teto do mesmo, sem contar as horas de espera que temos que enfrentar por dia de gravação. E quanto mais figurantes, mais cedo eles marcam a hora da nossa chegada e, consequentemente, o horário da nossa entrada. Teve um dia em que marcaram as nove da manhã na portaria, pra entrarmos as dez e esperar o elenco chegar, cuja previsão era pra eles chegarem uma hora da tarde e a gente gravar de duas até não lembro que horas.

Apesar disso tudo, por dentro, o principal astro da novela sou eu. No início, quando comecei a fazer figuração em março, tentava sempre achar uma brecha e me posicionar de modo que a câmera me focalizasse de qualquer jeito. Hoje em dia só se me pedirem – na linguagem televisiva me marcarem. Ainda assim, bem tranqüilo, despreocupado, me imagino como o galã. Viagem minha, mas uma viagem gostosa. Desde quando galã de novela das oito vai pro projac de ônibus e entra pela portaria quatro? Só eu mesmo.

O bom dessa espera toda pela qual a figuração tem que passar, até pelo fato de as mulheres, principalmente, fazerem o cabelo e a maquiagem, são as conversas, os papos que rolam nos bastidores, a amizade que a gente constrói com as outras pessoas e a afinidade com que algumas pessoas da produção da novela, como figurinistas, produção de arte, assistência de direção, limpeza e até algumas pessoas do próprio elenco tem para com a ralé, ou seja, a gente. É desgastante, é cansativo, mas é muito bom. Eu vou lá pra me divertir. Acho que já disse isso aqui. A gente vai pra lá, passa grande parte do dia conversando sem fazer absolutamente quase nada e ainda ganha um trocadinho pra isso. E como não é um trabalho com remuneração fixa, o dia em que eu me aborrecer, for pra lá sem vontade nenhuma, antes de ficar mal com isso eu largo. Mas, por enquanto, ainda é muito cedo pra eu largar essa minha promissora carreira de figurante e eu me amarro em ir pra lá.

Eu já explanei nesse mesmo espaço há um tempo atrás como que eu fui parar nesse meio. Quem tirou minha foto para o cadastro foi a própria agência. E lá, entre a gente sempre rola um papo de figuração de filmes e seleção para comerciais. Meu contratempo nisso tudo eram as fotos. Não tinha fotos decentes que pudessem circular e cair nas mãos das pessoas certas para outras produções que não a agência na qual tenho o meu cadastro. E tinha posto na minha cabeça que até novembro, mês em que a novela acaba, eu teria que ter um material desse tipo nas mãos. Entretanto, com várias oportunidades que podem surgir nos papos que a gente leva lá, resolvi logo fazer meu book e andar com algumas das minhas fotos a tiracolo.

A fotógrafa foi Elaina, minha prima, que tem uma máquina excelente e profissional (ou semi) e um curso de fotografia, apesar de não ser profissional da área. As roupas foram minhas mesmo escolhidas por ela a dedo. E como ela não tem um estúdio, o cenário foi a paisagem do condomínio. Mais precisamente a casa do tio Tarcísio, a área de lazer, o campo de futebol e a pracinha. O camarim foi na casa da tia Branca. A sessão de fotos foi na última quinta-feira. Foram tiradas cento e dez fotos digitais além de dois filmes de trinta e seis poses num total de cento e oitenta e duas fotos. Agora não podem reclamar que eu não tenho foto pra mostrar ou entregar pra algum tipo de trabalho, apesar de não ter corpo para passar por um galã de novela.

segunda-feira, 11 de julho de 2005

O MEU SANGUE FERVE

Na última sexta-feira fiz um belo ato. Mesmo arredio a agulhas eu doei sangue. O gesto é nobre, mas efetuá-lo pra mim foi um martírio. Qualquer coisa que se mostre aberta pelo médico no corpo humano faço cara feia, mesmo um furo de agulha. Parto, então, acho uma coisa nojenta e fico com engulhos em assistir a um. No entanto, sempre quis me prontificar a ajudar alguém nesse sentido, mas me faltava coragem. Faltava, não. Falta. Mas na sexta eu tive e fui lá doar. Minha mãe foi junto e também foi a primeira vez que ela doou.

Tínhamos que chegar no hospital até as onze e meia. Chegamos lá por volta das onze. Eu me imaginava indo pro abatedouro. Eu não sei o que um bicho sente indo pro abatedouro, mas acho que era a mesma impressão. Só em pensar que iam me furar me deixava mais nervoso ainda. Não sei nem se o sangue doado foi cheio de outros elementos. No entanto, entrar naquela sala pra mim era o fim da picada. E põe picada nisso.

Antes de entrar tem que responder a um questionário enorme onde se perguntava várias coisas, inclusive perguntas que eu não sabia responder, como se eu tinha perdido peso nos últimos três meses e quanto. Isso é pergunta que se faça? Grande parte das pessoas que me vêem esporadicamente comenta que eu estou mais magro que de costume. Como responder a isso? A outra que eu me lembro é se eu tinha bronquite, asma ou tosse. Quando criança era crise atrás de crise e conforme fui crescendo elas foram ficando esparsas até se tornarem eventuais e surgirem às vezes como anos bissextos, ou seja, de quatro em quatro anos ou até mais. Queriam saber se eu dormi bem essa noite. Botei que sim, apesar de ter dormido relativamente pouco, entre quatro da manhã e dez e vinte. Qualidade não está necessariamente ligada à quantidade. Tem dias que durmo pouco tempo e mal, tem dias que durmo muito tempo e mal também. O mesmo acontece quando durmo extensivas horas. Na sexta, eu dormi pouco e bem.

Além desse catatau de perguntas, tinha a tal entrevista com uma funcionária lá do banco de sangue. Aí começa tudo. Perguntas de praxe e o primeiro desafio: medir a pressão. Ate aí nada de mais. Isso eu já fiz outras vezes. Logo depois a primeira agulha pinta na minha frente. Não chega a ser uma agulha. É só uma maquininha manual que tem um tipo de ferrão na ponta e quando adicionada pela enfermeira lá fura o dedo. Pronto, começaram. Ela põe a gotinha de sangue num quase microscópico tubo de ensaio e esse mini tubo vai pra centrífuga. Pouco tempo se passa e ela me diz que a minha taxa de hematócitos é de quarenta e cinco por cento, super elogiado. No entanto, ao responder o que eu comi antes de ir pra lá fazer a doação, que seria só um copo de suco, me puseram pra tomar outro e comer uns biscoitinhos. Enquanto eu comia, minha mãe estava sendo amarrada pra doar o dela. Sentei na poltrona do lado para aguardar os mesmos procedimentos no meu braço.

Não quis nem olhar esses tais procedimentos. Enquanto ele alisava meu pequeno bracinho com aquele tufo de algodão com álcool bem em cima da veia e espetava aquela agulha, eu apertava uma bolinha de espuma com tanta força, que o enfermeiro uma hora deixou o dedo dele entre a minha mão e a bola.

Até que foi rápido. Em pouco tempo (acho que em menos de quinze minutos) enchi uma bolsa de meio litro e minha mãe de quatrocentos mililitros. Lenta mesmo foi a nossa recuperação. A pressão da minha mãe caiu um pouco. Eu levantei rápido e já estava comendo o lanchinho quanto também senti uma tonteira. E o pior não foi isso. No fim de tudo, a enfermeira nos encheu de recomendações do tipo não pode dirigir, carregar peso e fazer esforço. Tudo em vão. Fomos de carro, paramos no mercado e quando chegamos aqui empurramos o carro do meu pai que estava com a bateria fraca.

domingo, 3 de julho de 2005

FAZENDO FUTRICA

A cena foi ao ar na última sexta-feira. Pra quem acompanha a novela ‘América’, foi a cena em que a Inezita, personagem interpretada pela Juliana Knust, aceita o convite da Sol e da Ju (respectivamente Deborah Secco e Viviane Victoreli) para dançar no balcão da boate ‘Bamboleo’. Até então nada demais, apenas uma das muitas cenas exibidas na novela.

O fato foi que essa simples cena gerou uma notícia que simplesmente não existiu. Sabe o bordão do maior fofoqueiro da televisão brasileira, o ‘eu aumento, mas não invento’ do Nelson Rubens? Foi exatamente isso que aconteceu. Eu fiquei estarrecido quando li a notícia no jornal ‘O Dia’ do dia 24 ou 25 de junho e soube que o programa ‘TV Fama’ apresentado pelo já citado acima, também noticiou o tal acontecimento com a mesma ênfase da nota impressa no jornal. Eu estou aqui justamente para desmentir tudo.

Se você viu a cena, reparou que a Inezita estava com uma mini-saia. Foi trocada de última hora, pois quando ela entrou no set de gravação estava vestida com calças compridas. A Deborah Secco comentou com ela que para dar mais verossimilhança à cena, à continuidade do capítulo e ao diálogo que elas acabaram de fazer ela deveria se ‘despir’ mais, colocando ou um short ou a mini-saia. Não que ela não dançasse outras vezes de calça, já que ela, na trama, passará a fazer parte do corpo de baile da boate, mas naquela cena específica, da primeira dança, a Inezita teria que estar mais ‘sensual’. Deborah ainda disse, e com razão, que a roupa que tinham posto na Juliana não representava uma mudança de atitude da personagem da Juliana Knust de modo que a caracterização que ela estava naquele momento era praticamente a mesma que ela usava normalmente na trama e não teria impacto se ela não subisse no balcão de calças. As duas conversaram normalmente numa boa sobre isso, ou seja, não houve um desentendimento. As duas não se estranharam. Só defendiam seus pontos de vista em relação à cena e a Deborah estava com toda razão.

Isso aconteceu na gravação de segunda-feira, dia 20 de junho. Quando eu acessei o jornal ‘O Dia’ pela internet, não lembro bem se na sexta ou sábado, estava lá uma nota sobre esse fato, mas focando de modo extremamente equivocado esse impasse resolvido pelas duas colegas de trabalho. No jornal dizia que as duas tiveram uma discussão feia, um desentendimento brabo, que não se falavam mais e quase chegaram as vias de fato no que dizia respeito à briga, ou seja, quase se estapearam.
Mentira, calúnia. Primeiro por que eu estava lá e presenciei tudo e segundo que nem a Deborah e nem a Juliana, que são amigas, iriam se desentender tão seriamente, a ponto de puxarem o cabelo uma da outra por um motivo tão pequeno e que, mesmo tendo a Deborah razão, só diz respeito a um setor da produção da novela que é o figurino.
Agora, a questão levantada é: como que isso vazou para a imprensa? E o que leva um jornalista a criar e divulgar uma mentira cabeluda como essa? Isso tudo, pelo menos, me serviu pra uma coisa. Descobri como se faz uma futrica. Ainda não sei pra que serve, já que o intuito maior é prejudicar, e como tem público que lê isso e aceita como se fosse a mais pura verdade.

Não só notícias sobre fofocas televisivas, lógico que principalmente elas, mas todo tipo de notícia que sai nos jornais e revistas devem ser lidas com um mínimo que seja de desconfiança, de modo que o dito ‘quarto poder’ que é o poderio dos meios de comunicação pode criar novas notícias e com isso manipular a opinião pública. Aliás, retiro isso que acabei de dizer. Apesar desse poderio todo, acho que essa manipulação é menos evidente em outros assuntos. A não ser em fofocas de televisão e celebridades.