segunda-feira, 29 de agosto de 2005

FURACÃO

Há algum tempo atrás relatei aqui que numa das viagens que fizemos à Disney, na volta, perdemos o vôo entre Miami e Rio por causa de um furacão que tinha sido formado nas redondezas da Flórida. A gente não passou por aqueles procedimentos que os americanos fazem de correr para o abrigo e tal. Não foi preciso já que o olho do furacão não estava vigiando exatamente a gente, no entanto houve conseqüências drásticas, tanto que nós perdemos o vôo.

Na última quarta-feira, eu entendi mais ou menos o que é estar no olho do furacão. Tudo falso, mas que parecia real graças ao pessoal do efeito especial. Foi letreiro explodindo, vidro quebrando, coqueiro caindo, placas e papéis voando, sem contar a chuva que caiu depois.

Também há algum tempo atrás, relatei que pela primeira vez gravei em duas frentes da novela. Dessa vez não foi diferente. Na parte da manhã, para a qual eu realmente fui escalado, fizemos a boate. Também com confusão, pois a polícia invadiu o local atrás da protagonista além de outras cenas. Como começou cedo, antes das nove da manhã já estávamos no set gravando, acabou cedo também, na hora do almoço. Comentei com um ‘colega de trabalho’ que eu ficaria pra ver a cena do furacão. Ele se animou e também quis ficar pra ver como que se fazia uma furação de mentira. Antes, como não poderia deixar de ser, falamos com a nossa produtora, e lá no set perguntamos ao assistente de direção se haveria algum problema de a gente ficar lá pra assistir e possivelmente participar, o que aconteceu pra nosso gosto.

É bastante interessante. A gente pensa que é só ligar aquele ventilador que mais parece uma turbina de avião, mas não. Primeiro que não é só um ventilador daquele, mas no caso da novela, foram dois. Um era um pouco menor que o outro, mas tinha a vantagem de, além do vento, jogar e, consequentemente, direcionar água também pra cena da chuva. Fora o material de cena que eles guardam pra jogar na frente do ventilador e voar na nossa direção.

Não sei se foi proposital, mas as cenas da chuva forma feitas quando a gente não tinha mais claridade natural, ou seja, consideradas noturna, enquanto apenas o vento foi feito às claras. Nessa parte das cenas noturnas de chuva, coube a mim de fazer um policial. Na verdade tinham dois, mas um teve que ir embora em virtude das aulas da faculdade e acabou sobrando pra mim. Vesti a farda preta, coloquei o cinto de mil e uma utilidades com algemas, revólver, munição e cassetete, um rádio intercomunicador de plástico e estava pronto.

Confesso que fiquei meio perdido, sem saber o que fazer, já que nunca na minha vida enfrentei um furacão de verdade, muito menos sendo um policial. Eu estava mais gesticulando como um guarda de trânsito tentando controlar o estouro de boiada com as pessoas correndo em minha direção. Na verdade elas iam e vinham o tempo todo e por causa do barulho ensurdecedor dos ventiladores não dava pra escutar o gravando do diretor e consequentemente o que valia para a cena, mas toda vez que eles corriam em minha direção eu fazia o mesmo gesto conduzindo-os para um único suposto lugar. Numa dessas idas e vindas uma das meninas caiu e eu e meu parceiro, como bom policial que ajuda a sociedade fomos solícitos e a ajudamos a levantá-la e conduzí-la sem a afobação do desespero que tomavam conta das pessoas.

Só espero que nos dois meses que faltam para o fim da novela, não criem, pelo menos lá em Miami, outros fenômenos da natureza tipo terremoto, maremoto, tsunami e outras catástrofes, apesar de geralmente não atingir a cidade americana. Apesar de não acompanhar a novela no ar, ficar fazendo o que eu faço às vezes de entrar em duas frentes só sendo muito ‘loco por ti, América’.

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

POLÊMICA NO AR

Mais uma dos bastidores de América para não perder o hábito. Tudo começou com um encontro para gravação num set, mais precisamente na boate. O Edson e a Cléo (desculpem, mas é a força do hábito chamá-los pelo primeiro nome ou apelidos afetivos, no caso, Edson é o Celulari e Cléo é a Pires) entrariam na boate justamente onde eu estava marcado para fazer a cena. Entre os ensaios para marcação de câmera, luz e posições, comentei com a Cléo que aquela boate era a única que eu freqüentava com apenas quatro músicas de repertório. Ela comentou que em toda novela é assim. Não entendi muito bem, mas concordei e deixei rolar.

Nesse mesmo dia algumas pessoas, incluindo essa pessoa que vos fala, foram selecionadas para fazer duas cenas no aeroporto – que não passa das entradas dos estúdios E e F camuflados como saguão. A primeira cena do aeroporto, das duas que a gente gravou, quem encontro lá? O Edson e a Cléo. Ela me reconheceu como ‘o amigo da boate’ e comentou isso com o Edson que também me cumprimentou.

Num outro dia de gravações com os dois novamente lá também, de novo ela falou comigo. O Edson chegou a brincar perguntando: ‘Você por aqui?’ e eu respondi que estava sempre por ali. Aproveitei pra voltar aos meus velhos tempos de perguntador oficial e soltei uma. Lógico que eu me atrapalhei na hora em dois momentos: um na hora de fazer a pergunta e a outra na hora de dizer o autor da frase que peguei como base para o questionamento. Vamos à pergunta: Edson, tem uma frase de Oscar Wilde que diz que a única maneira de se livrar de uma tentação é ceder. Você acha que o seu personagem, o Glauco, está seguindo isso à risca? Bem, na hora eu esqueci da frase ma logo depois lembrei. Não sei se disse exatamente com essas palavras, mas dei esse sentido e na hora disse que a frase era do Orson Wells. Lancei a polêmica pra ele e ele disse que iria pensar sobre só pra me dar um crédito. E, no fundo, eu gostei disso.

Mais um dia de gravação. Dessa vez a cena era deles dois andando de patins. O Edson completamente sem jeito e nem entrosamento com os patins, andava meio desequilibrado. Perguntei se ele queria ajuda. Disse que não e se sentou no banco junto com a Cléo. Quando ele me viu disse que ainda não tinha pensado na frase de Shakespeare. Disse que não era dele. Ele corrigiu dizendo ser do Orson Wells. Disse que também não era frase dele, e sim de Oscar Wilde. Ele, por sua vez, disse que eu havia dito que era do Orson Wells. Eu afirmei isso e disse que errei, que a frase era mesmo do Oscar Wild. Ele repetiu a frase, ou o sentido que ela tem, e a Cléo entrou na discussão dizendo que então não havia resistência, visto que há a cessão. Infelizmente não deu pra continuar o papo, já que eles inda tinham que gravar a cena.

Infelizmente, no nosso último encontro, nessa última quinta-feira, o assunto já tinha esfriado e eu não tive coragem de trazê-lo à tona novamente. Mas confesso que já tenho outro em mente, agora com relação ao personagem da Cléo em perspectiva ao do Edson. Deixa chegar mais pra frente.

Não foi a primeira vez que fiz isso. Numa outra oportunidade, também dentro do set da boate, perguntei pro Caco Ciocler, que interpreta o personagem Ed, sobre a questão da polêmica da distribuição da verba para se fazer cinema, já que havia um racha entre várias pessoas do próprio meio, uns defendendo a pulverização dos recursos enquanto outros achavam melhor a concentração da verba em filmes de porte grande para dar mais impacto no lançamento e exibição atraindo assim um elevado contingente de freqüentadores das salas além de atrai mais investidores para a sétima arte.

Enfim, estou revivendo a minha parte de perguntador e levantando perguntas para os meus colegas de trabalho para meu desejo e satisfação única e exclusivamente e para que minhas curiosidades fiquem se não totalmente, parcialmente saciadas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

EXCURSÃO PARA O CASÓRIO

Todos os casais que tomam a decisão de consolidar o casamento passam pelo processo do duplo casamento. Com meu primo Artur não foi diferente, apesar desse procedimento já estar sendo considerado ultrapassado de acordo com o novo código civil. Acho que agora o documento do casamento religioso serve para a constatação no cartório civil. Advogados de plantão acudam-me se estiver falando bobagem.

O fato é que ele também casou duas vezes. E, pasmem, com a mesma mulher. O que é raro hoje em dia. Se bem que entre um casamento e outro foram exatos sete dias de diferença. Sete dias depois de assinarem os papeis eles fizeram a cerimônia religiosa. E é nessa parte que a família entra. Oficialmente maior desde o dia trinta de julho, foi somente no último sábado, seis de agosto, que perante a sociedade, as alianças foram colocadas nos dedos anulares de ambos. E para assistirmos a esse enlace matrimonial, como não poderia deixar de ser, nos embrenhamos estrada a fora, rumo a Guaratingueta-Aparecida para presenciarmos ao vivo e em cores tal acontecimento.

Pra não ter aquele papo de fulano vai com beltrano e por fim ir um comboio de meia dúzia de carros para o mesmo lugar, decidimos alugar um microônibus. Uma novidade, já que por três vezes o ônibus nos serviu e em um caso fomos de van. Microônibus foi a primeira vez. Mesmo desfalcado de última hora por tia Branca e Cláudio que ficaram para tomar conta de Thaís, acamada por causa de catapora; Victor Hugo que desistiu na última hora; Luiz Cláudio, Aline e Ana Helena por motivos familiares e tio Tarcísio e tia Teresa por razões óbvias, o ônibus partiu com o resto do pessoal. Salvos Elaina, que teve aula no sábado até o início da tarde, e Marcelo e Luis Antônio, Sara e Pedro que foram de carro. Mas também, se fossem todos eles, aí sim o ônibus seria a solução ideal.

Fomos os últimos a ser pegos pelo motorista aqui em casa por volta das dez da manhã. Para adiantar, tia Tania veio aqui pra casa pra daqui irmos sem paradas, a não ser em Resende para o xixi e o almoço do motorista. Dentro do ônibus, duas caixas de cerveja, quatro litros de refrigerante, alguns copos de água e minha mãe ainda fez pastinha e levou pão e frutas pra gente comer durante a viagem.

Chegamos lá por volta das duas da tarde e o almoço estava literalmente servido e quentinho a nossa espera. Almoçamos num restaurante onde se pagava um preço e se comia à vontade. Além de tio Marcos e companhia, tio Sérgio, tia Sandra e André, que haviam chegado na noite anterior também nos aguardavam no restaurante. Eles tinham almoçado lá e estavam apenas nos esperando. Como eles também foram de ônibus pra Guará, lá eles também pegaram carona no microônibus pra onde quer que a gente fosse.
Tia Dôra, Lívia e Diana ficaram na casa do Márcio. Tio Rodolfo e sua turma, na casa da Lia e o resto, por causa do desfalque de última hora da tia Branca, ficou no mesmo hotel, inclusive o pessoal que foi de carro.

À noite teve a cerimônia do casamento e logo depois a festa. Tudo em Aparecida. A comemoração foi até as três horas da manhã e nós aproveitamos tudo até o acender das luzes. O difícil foi ter que acordar relativamente cedo no dia seguinte, já que o café da manhã estava marcado na casa do tio Marcos as onze da manha e o combinado seria sair do hotel por volta das dez e meia. Nem todos estavam acordados e/ou prontos na hora combinada e, por isso, tio Rodolfo e sua turma tiveram que ser pegos primeiros pra depois o microônibus voltar pro hotel e resgatar os outros. Mesmo assim Gustavo e Maurício ficaram pra trás.

Pouco depois de uma hora da tarde saímos da casa do tio Marcos. Resolvemos voltar em Aparecida e fazer uma breve visita à basílica no intuito de apenas fazer uma oração para aquele que ultimamente tem precisando muito. Depois da reza, a volta.

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

DIÁRIO DA SEMANA

Sei que esse espaço está virando praticamente um diário de bordo das minhas participações nas gravações da novela, mas, como eu disse semana passada, não dá pra competir com os comentários de profissionais sobre os depoimentos que estão tomando o lugar das sessões da tarde.

Dessa vez aconteceu uma novidade não tão nova. Teve uma vez em que eu fui chamado de última hora para gravar umas cenas de aeroporto lá no projac mesmo, mais precisamente na entrada dos estúdios E e F – pra quem não sabe os estúdios do projac são geminados, ou seja, cada dois têm a mesma entrada, com exceção do G, H, I e J que são menores onde são gravados Xuxa, Casseta, e parte de outros programas – e quando eu cheguei lá fiquei sabendo que eu iria entrar com um carro. Dito e feito. No entanto a minha atitude foi só entrar com o carro no set, visto que não precisei passar de carro na cena.

Por causa desse fato, quando a gente foi gravar as cenas noturnas na última terça-feira, novamente me colocaram um carro na mão. Da outra vez foi um Pejô. Dessa, foi um Audi daqueles tipo banheirão com bancos de couro, ar condicionado (que ficou ligado durante pouco tempo, já que a noite estava fria) e rádio com CD, ou seja, tudo que era acessório bom pra meu uso. O carro era tão macio de se dirigir que eu até fiquei com medo de passar a segunda marcha. A única coisa que me incomodava um pouco era que como nós teríamos que ficar sempre no vai e vem os motoristas dos outros carros assim que saíam do quadro da cena davam um jeito de fazer a manobra no fim da cidade cenográfica. Eu era o único que seguia em frente e fazia o balão normalmente. Achava muito mais prático e rápido. Só na outra ponta, na divisa do cenário de Miami Beach com Miami subúrbio que não tinha como se fazer o balão e eu tinha era que dar a marcha ré mesmo.

Essa gravação acabou por volta da meia noite e como eu já estava escalado para voltar lá no dia seguinte e fazer as cenas da boate nem voltei pra casa. Dormi no já afamado espigão, conjunto de prédios que fica ao lado do Rio Centro, que também chamo de anexo do projac já que grande parte das pessoas que fazem figuração na Globo vindas de outras cidades e outros estados se alojam lá. È o caso do grupo de pessoas com quem ando lá dentro. Pernoitei por lá e às seis da manhã do dia seguinte estava eu de pé pronto pra mais um dia de trabalho, ou melhor, de diversão por que eu vou lá pra me divertir.

A gravação da boate rolou praticamente o dia todo. Eram apenas sete cenas, mas eram cenas elaboradas e demandavam muito tempo para serem feitas. Os destaques vão para o take da farra, onde a figuração praticamente aloprou, a mando do diretor, e subiu no balcão fazendo uma festa enorme; o Renan, mais conhecido como o punk de Miami, que mais uma vez, agora sem fala, teve participação ativa numa cena com a Lúcia Veríssimo e o Murilo Benício; e uma pequena cena entre a Cíntia Falabella e a Déborah Secco na qual este interlocutor que vos fala passa rapidamente descortinando a protagonista. Confesso que da primeira vez eu passei entre as duas, mas, como não tinha sido válida, na segunda vez, além do pedido do diretor para eu passar um pouco mais devagar, a própria Déborah me deu a dica de, ao invés de passar ente elas, passar na frente delas. Sinceramente, eu não sabia que teria diferença. Provavelmente não tinha mesmo, mas como ela é muito mais tarimbada em televisão que eu, obedeci e a cena valeu. Só espero que consiga vê-la quando for ao ar. Eu nunca sei quando vai ao ar, mas geralmente tem sido mais ou menos com uma semana de diferença entre a gravação e a exibição.

Bem, por hoje eu fecho a minha semana de participação em ‘América’.

segunda-feira, 1 de agosto de 2005

EM FRENTE

Eu sei que tem tanta coisa pra ser dita, discutida, debatida; tantos rolos, maracutaias e cambalachos que fazem as máquinas dos parques gráficos dos jornais e revistas gastarem suas tintas; tantas pessoas que falam sobre os assuntos que pautam o jornalismo de modo que eu seria mais um a dar o meu palpite e fazer minhas previsões e possivelmente provocar uma discórdia em um ponto, talvez, ou mais. Por outro lado, essa fase que estou passando na vida, fazendo ponta em novela, e que já rendeu vários textos por mim aqui postados vem mais uma vez à tona. A insistência nesse assunto é um fator que me incomoda, já que com tanto pra ser discutido, com tantas manchetes que podem servir de pauta também pra esse espaço, eu estou me atendo em apenas um assunto de cunho mais particular. Portanto, apesar de não me sentir bem em focar tal fato e novamente falando dele, enquanto a poeira estiver levantada em Brasília, possivelmente as melhores novidades particulares, e geralmente sobre essa fase, serão postas neste espaço.

Esse mês de julho foi fraco de gravações. Não só eu, mas a maioria do pessoal que se reúne nos inícios das manhãs na portaria quatro da Central Globo de Produções e que figuram em Miami assim como eu, reclamou que não fechou o mês com um número bom de gravações. No meu caso em particular, comparando os meses de junho e julho, houve um decréscimo de três dias, caindo assim de nove para seis, marca atingida em abril, meu primeiro mês de gravação da novela. Há esperança, certamente, de que tudo vai melhorar. Eu tenho uma meta quanto a isso. Chegar, a princípio, em dez gravações por mês e depois subir essa meta.

Na última sexta-feira quebrei uma regra. Quer dizer, não sei se é uma regra, mas ninguém, que eu saiba, fez isso por livre e espontânea vontade. Participei de duas frentes de gravação. Essas frentes geralmente são gravadas em dias diferentes, mas calhou de ser no mesmo dia. Mais pro final eu explico o que é uma frente em novela.

Quem foi escalado pra fazer a frente de Ocean Drive, ou seja, Miami Beach, foi marcado para chegar ao Projac até às seis e meia da manhã, o meu caso. A galera que foi selecionada pra fazer a boate entrou lá às oito da manhã. Pouco depois disso efetivamente começaram as gravações na minha frente. Como a protagonista estaria nas duas frentes, as gravações da boate só iriam começar depois que acabasse as gravações da primeira frente, que foi a que eu estava efetivamente escalado. Quando as gravações dessa frente acabaram estava na hora do almoço e coincidiu de o pessoal que estava esperando para gravar a boate também ir almoçar. A primeira coisa que me passou pela cabeça é de continuar lá pra ficar com a galera da boate. Só que eu não podia fazer isso sem antes consultar minha produtora. Como ela me deu carta branca fui eu lá.

De certa forma, quem foi escalado para a frente da boate se deu mais mal. Chegou lá pouco depois que eu e ficou esperando até mais ou menos às quatro da tarde pra começar a gravar. Só quase às oito da noite que as gravações da frente da boate terminaram. E a protagonista ainda tinha que gravar algumas cenas no estúdio que encerra as atividades às nove da noite.

Toda vez que eu chego no estúdio vejo afixado no mural, além das cenas que serão gravadas naquele dia, um quadro especificando quem serão os diretores e assistentes de cada frente durante a semana. Geralmente são cinco. Estúdio, estúdio extra, externas um, dois e três. No caso, externa é tudo o que não é estúdio; seja cidade cenográfica ou locação alugada. Nem sempre todas as frentes são feitas todos os dias, mas esse é o esquema de novela. Frente é pelo fato de mobilizar toda uma equipe de figurinistas, camareiros, iluminadores, arte, maquiadores, continuístas entre outros para cada uma das especificações organizadas e afixadas pela produção da novela.