domingo, 19 de fevereiro de 2006

NA PALMA DA MÃO 2006

A cada ano que passa eu fico mais velho e mais exigente com os sambas que de modo geral vem caindo de qualidade. Depois paro pra pensar e acho que essa evolução do tempo acoplada à tecnologia que vem tirando a qualidade dos sambas que se apresentam. O interesse maior não está em cativar o publico com um bom samba e sim com o conjunto da obra, principalmente com os apetrechos tecnológicos que os enormes carros alegóricos entram na avenida. Fumaça, neon, maquinaria e o destaque ou sambista some no meio daquele cenário ambulante que deixa todo mundo embasbacado. Alguém me diz um samba bom que tenha marcado o carnaval nos últimos seis anos, por exemplo, com exceção, claro, dos repetecos que fizeram ultimamente. Eu não me lembro de nenhum. Agora, dos mais antigos, tipo Mocidade 85 com Ziriguidum 2001, Império 82 com bumbum paticumbum prungurundum, Ilha 91 com de bar em bar (hoje eu vou tomar um porre/ não me socorre/ que eu tô feliz) ou Salgueiro 93 com peguei um ita no norte (explode coração/ na maior felicidade) todo mundo conhece. É exatamente isso que ultimamente tem faltado ao carnaval carioca. Um samba que ficasse na boca do povão e não um refrão que cola só durante o ano vigente e depois é esquecido.

Bem, como meu papel aqui é analisar os sambas que vão imperar na próxima semana durante o reinado de Momo e de modo totalmente parcial, vamos seguir por ordem alfabética. A primeira – também nos últimos três anos e detentora do título – é a Beija-Flor. Parece que encontrou a fórmula do campeonato e faz um samba do mesmo jeito das outras vezes. Com o enorme título “Poços de Caldas, derrama sobre a terra suas águas milagrosas – do caos inicial a explosão da vida – água, a nave-mãe da existência.” reinventa um enredo sobre a água bancada pela cidade de Poços de Caldas. Longe, muito longe de Chuê Chuá as águas vão rolar da Mocidade em 91. O refrão é ‘Sou Beija-Flor/ Poços de Caldas é a referência/ Do caos inicial à explosão da vida/ Sou água, a nave-mãe a existência’. Que os jurados não dêem mais um título a ela.

A Caprichosos de Pilares que perdeu o intérprete Carlinhos, importante pilar da escola nos anos 80, há muito na onda do enredo patrocinado, vem com “Na folia com o Espírito Santo: O Espírito Santo caprichou”. Provavelmente uma parceria do governo do estado com a fábrica de chocolates Garoto, de modo que o samba faz inúmeras referências a ela. Veja só: ‘Espírito Santo caprichou/ É chocolate na avenida/ Numa serenata, Pilares canta/ Feliz da vida’. A brincadeira é boa, mas muito fraca.

A Grande Rio é outra que vem patrocinada. Dessa vez pelo estado do Amazonas. “Amazonas, o eldorado é aqui” é o título e o refrão é ‘Sou Grande Rio...amor! Amzonense/ A minha floresta...tem o poder de curar/ Amazonas.../ Teu nome do mapa... ninguém vai tirar.’ Só vendo o desfile mesmo. Não dá pra tirar conclusões precipitadas. Dona da medalha de bronze e cheia da grana pode surpreender novamente.

A Imperatriz Leopoldinense vem com “Um por todos e todos por um”. Ela faz o link do escritor Alexandre Dumas de Os Três Mosqueteiros com a história de amor entre Giusepe e Anita Garibaldi que deduz-se que ele também tenha escrito. O refrão é ‘A alegria tomou conta da cidade/ Vou me acabar/ De verde e branco, cheio de felicidade/ Até o sol raiar.’ Nunca se esquecendo que essa é a escola de Rosa, a Perigosa.

‘O meu Império é raiz, herança/ E tem magia pra sambar o ano inteiro/ Imperiano de fé não cansa/ Confia na lança do santo guerreiro/ E faz a festa porque Deus é brasileiro’ é o refrão do Império Serrano que tem como tema “O Império do Divino” e trata das festas religiosas no Brasil durante o ano. Arlindo Cruz é um dos compositores desse samba e talvez por isso seja o mais bem estruturado da safra, apesar de não ser muito empolgado. Tomara que cresça na avenida.

A Mangueira não morreu e vem injetada pelas águas do Rio São Francisco e uma molhada de mão pelo estado do Ceará. A estrutura do samba está igual aos últimos anos. Um refrão bom e uma letra enorme. Coitado do Jamelão que se esforça pra segurar a escola na sua voz. O bom é que no fim ele consegue apesar da idade. “Das águas do velho Chico, nasce um rio de esperança” vem com o refrão ‘O sertanejo sonhou/ Banhou de fé o coração/ E transbordou em verde e rosa/ A esperança do sertão’. Pode ser que seja superstição, mas os dois últimos anos que a Mangueira levou o título foi em ano de copa como esse. Será que ela ganha? Espero que não.

A Mocidade comemora seus cinqüenta anos de existência e comemora contando sua história de forma diferente do Salgueiro uns dois anos atrás. Trata mais de sua caminhada que de seus desfiles e glórias. “A vida que pedi a Deus” é o título e o refrão segue assim: ‘A vida que pedi a Deus/ A Mocidade me proporcionou/ São cinqüenta anos de história/ Uma linda trajetória/ Lembranças que o tempo não levou.’ É uma boa hora da Mocidade também levar o título pra comemorar seu meio século de vida. Essa também é uma das minhas preferidas. O único receio que eu tenho é dela levar o título esse ano e ficar como a Imperatriz ou Beija-Flor, anos e anos como campeã. Pelo menos subir a colocação e sair do nono lugar pra cima.

Depois do fiasco do ano passado onde quase caiu pro grupo de acesso ficando em décimo terceiro lugar, a Portela tenta dar a volta por cima e com o samba apresentado acho que vai conseguir. “Brasil, marca a tua cara e mostra para o mundo” é o recado que ela deixa com o refrão que tem tudo pra pegar. ‘É o povo que faz a marca desse país/ Risonho, capaz, feliz/ Com os olhos da águia/ Eu vejo a nossa inspiração/ Raiando o dia num azul de emoção’. Essa, pra mim, é uma das escolas que deveriam ficar nas cabeças.

“Bendita és tu entre as mulheres do Brasil” é a homenagem que a Porto da Pedra faz à beleza, às curvas, à graça, ao charme, à garra e às outras coisas da mulher. Pra refrescar a memória, ela ocupa o sétimo lugar do ranking conquistado com a releitura de ‘Festa Profana’ originalmente da União da Ilha em 89. O refrão do samba desse ano é ‘Bendita mulher!/ Meu Porto da Pedra explode em prazer/ A essência do universo/ É você.’ Será que eles conseguem garantir uma boa colocação com um samba sem muito apelo popular como no ano passado que todos sabiam a letra? Veremos o resultado na avenida.

Pra Rocinha a “Felicidade não tem preço”. Com o refrão ‘Eu quero é viver, a vida gozar/ Saber ser feliz e aproveitar/ Rocinha encanta e mostra a verdade/ Dinheiro não compra a felicidade.’ Trata de um tema se não polêmico, ao menos conflituoso pela situação geográfica em que se encontra a favela. Seria esse um recado subliminar pros moradores de São Conrado e adjacências? Conquistando espaço para desfilar pelo grupo especial, é a escola iô-iô do ano e vai tentar se manter entre as grandes, o que eu acho difícil, mas vamos ver.

O Salgueiro bisbilhota o “Microcosmos: o que os olhos não vêem, o coração sente” e tenta explicar como tudo conspira, tanto no micro quanto no macrocosmos, em favor da gente. ‘Na batida de um coração/ Tem mistérios e emoção/ Ecoa no ar um canto de amor/ A academia do samba chegou’. É um samba gostosinho, mas não muito empolgante como a escola tem feito nos últimos anos. Ano passado tocou fogo na avenida e ficou em quarto lugar. Se a sorte se aliar à competência no que vai mostrar é bem capaz de se manter por essa posição.

A bi-vice Tijuca fala da música em nossas vidas. “Ouvindo tudo o que vejo, vou vendo tudo que ouço” e o refrão é ‘Ouvindo o que vejo, vejo o que ouço/ Na ópera do carnaval/ Bravo, Unidos da Tijuca/ Faz do seu canto visão sem igual’. O primeiro vice foi por causa da criatividade de misturar carro alegórico com gente. Ano passado, no segundo vice campeonato, já tava muito exagerado. Não gosto de desfile assim, cheio de coreografia e tal. O integrante não brinca. Fazer em um carro e uma ala ou outra é uma coisa, agora, voltar no ano seguinte e botar todos os carros e várias alas com coreografia aí já é exagero. O bi-vice já ta de bom tamanho. Agora só falta ficarem com pena e darem o campeonato pra ela. Me recuso a aceitar tal feito.

A Vila Isabel traz a latinidade à tona. ““Soy loco por ti américa”: A Vila canta a latinidade.” tem como refrão ‘Para bailar La Bamba, cair no samba/ Latino-americano som/ No compasso da felicidade/ Irá pulsar mi corazón.’ Tem uma proposta boa. Quando eles cantaram o povo africano em Kizomba ganharam. Vamos ver se nuestros hermanos vão ajudar a escola a ficar nas cabeças. Essa é mais uma em que eu aposto no samba.

De acordo com o dito popular os últimos serão os primeiros e nessa ordem coincidiu (?) de terminar com a Viradouro. “Arquitetando Folias” mostra a evolução das construções no Brasil. “De vermelho e branco, amor, vou sambar/ Seja onde for, terra, céu e mar/ De braços abertos, que emoção!/ A Viradouro mora no meu coração!’. Refrão bobinho. Aliás, além do nome da escola se a gente pegar os últimos cinco anos a palavra amor está em todos eles. Cada ano que passa sinto que é mais fácil compor um samba. Claro que ela tem que voltar no desfile das campeãs, não me interessa em que posição. Qualquer uma. Em primeiro então seria delírio total, mas não faço essa questão. Voltando no sábado das campeãs pra mim ta ótimo. Desde quando ganhou o título em 97, apenas ano passado ficou de fora dessa festa.

Reforçando a lembrança de que as escolas não foram pra avenida ainda e só analisando os sambas os meus palpites pra quem volta no sábado é: Vila Isabel, Império Serrano (que já rola boatos de que tá cotada pra cair), Portela, Mocidade e Viradouro. E quanto quem vai cair será a Rocinha. Ano passado apostei na Tradição e deu certo. Esse ano talvez seja mais difícil acertar na previsão. Quando assisti o desfile do grupo de acesso ano passado saí clamando aos quatro ventos que quem estava na disputa eram Rocinha e Ilha. Não deu outra A Ilha ficou em segundo lugar. Esse ano bem que ela poderia subir novamente. Mas, sabe como é. Vai entender cabeça de jurado, né?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

AVENTURAS GAÚCHAS (14)

O Paulinho até me ofereceu um hambúrguer pra ver se dava uma segurada. Duas ou três mordidas foram o suficiente pro meu estômago me sinalizar que não queria mais nada dentro dele. Mantive minha compostura até entrar em casa. Fui direto ao banheiro e vomitei tudo o que tinha e não tinha comido naquele dia. Paulinho que tem mais experiência nesse assunto do que eu, me auxiliava dando copos de água pra beber. Mas nada que uma boa noite de sono não curasse. E foi o que eu fiz. Arrumei a cama e mesmo sentindo um pouco a cabeça pesada, permaneci deitado até o sono chegar, o que confesso não ter demorado muito.

No dia seguinte acordei bem e disposto, principalmente, a curtir o meu último dia em Porto Alegre. Era domingo, dia de referendo nacional e eu, mais uma vez, iria justificar o meu não voto, visto que no segundo turno das últimas eleições eu também estava fora do Rio. Acordamos, nos arrumamos e fomos ao famoso BRIC. Não sei se é assim que se escreve e nem o significado dessa legenda. O BRIC, nada mais é do que uma feira que acontece na rua da frente do parque redenção. Uma feira de tudo. Tem desde sebo de livro, revistas e discos até móveis, lustres antigos e quadros. Tem de tudo que se possa imaginar. Foi lá que eu cheguei a uma conclusão. Todo bebê gaúcho quando nasce ganha como presente uma cuia com o canudinho que eles chamam de bomba e uma garrafa térmica com água quente pra eles irem tomando o tradicional chimarrão. A quantidade de gaúchos que andam por aquela feira tomando chimarrão é muito grande. Lá eles estão acostumados a fazer isso. Por isso que a gente se espanta quando anda pelas ruas de Porto Alegre, principalmente num domingo de manhã primaveril. Depois de andar muito, fui acometido por uma pequena dor de cabeça. Não sabia se era ressaca ou fome. Provavelmente as duas coisas juntas. Almoçamos por ali mesmo num restaurante de comida diferente, creio que indiana. A comida me fez revigorar, e se minhas pilhas já foram recarregadas pelo sono noturno, com esse almoço elas tomaram uma carga alcalina. Me senti bem melhor.

Voltamos pra casa. O Paulinho resolveu dormir mais um pouco. Eu não. Fui pra lan house até porque eu tinha que confirmar o meu vôo pra Curitiba cujo horário havia sido alterado, mas pelo menos seria a primeira viagem efetivamente pela BRA, além de deixar recados para a galera no orkut e mandar mail pro meu tio e meus primos informando o novo horário da minha chegada lá. Gastei uma hora lá dentro, pois ainda teria que ir com o Paulinho justificar o voto. Saí, voltei e ele ainda estava dormindo. Uns vinte minutos antes do horário de encerramento da votação que a gente apareceu por lá. E ainda demos sorte por termos pegado os últimos formulários para justificativa. Teve gente que foi lá pra isso também e ficou sem. Até que foi rápido. Voltamos pra casa e dessa vez quem quis passar na lan house foi o Paulinho. Meia hora seria suficiente para ele ver o que tinha que ver. Eu, mais uma vez, voltei lá. E pra surpresa minha havia algumas respostas já dos recados deixados mais cedo. Meia hora depois voltamos pra casa pra decidir o que faríamos. Era certo que naquela noite não sairíamos para beber. Ele por não estar a fim e eu por ter que dormir pra madrugar no aeroporto.

O Paulinho sugeriu uma sessão de cinema. O filme era um francês antigo, em preto e branco, chamado ‘Batedor de Carteira’, no centro cultural do Banco Santander onde havíamos estado dias atrás vendo a exposição da bienal do mercosul. O horário do filme era as sete. Saímos de casa uns vinte minutos antes. Eu achava que não iria dar tempo de pegar o filme desde o início, mas, a experiência do Paulinho falou mais alto e deu tempo da gente chegar antes das luzes serem apagadas. O cinema era interessante por ficar dentro do antigo cofre da instituição. É uma sensação estranha, apesar de ter várias saídas, de assistir a um filme dentro de um cofre.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

AVENTURAS GAÚCHAS (13)

A loja de chocolates era o último ponto de parada do passeio. De lá cada um teria que tomar seu rumo. Como era caminho, a gente pediu pro motorista fazer um pequeno pit-stop no albergue só pra gente pegar nossas mochilas e devolver as chaves dos armários e seguir até a rodoviária de Gramado. A van foi deixando as pessoas, passou no escritório que tínhamos ido no dia anterior e pegado as informações desse tour e nos levou, eu, o Paulinho e a dupla de meninas até (o que se diz) a rodoviária. Chegamos lá por volta das sete da noite e estávamos atrás do primeiro ônibus que fosse para a capital, mas uma das meninas desistiu e alegou querer comer antes de voltar. A parceira dela queria voltar o quanto antes, visto que já estava escurecendo e ela tinha receio de viajar de noite. O próximo ônibus saía às sete e quinze da noite e elas tiveram pouco tempo pra decidir. A nossa estava garantida. Acabou que elas voltaram separadas e uma delas voltou no mesmo ônibus que a gente.

Durante o trajeto deu pra descansar um pouco. Eu ainda descolei um banco duplo na traseira do ônibus só pra mim e foi lá que eu fiquei até chegar numa cidade que não me lembro o nome. Só vi a silhueta do Paulinho levantando completamente perdido e indo lá na frente perguntar ao motorista se era Porto Alegre. Nessa hora sentei em outro banco duplo do outro lado. Minha poltrona mesmo ficava no corredor e era dividida com um desconhecido. Como tinha poltrona dupla vaga atrás, depois que o ônibus já estava na estrada corri pra trás.

Por fim, chegamos na capital. Por eu estar atrás, não vi a menina que veio com a gente descer do ônibus e por isso não me despedi dela. Não sei se aconteceu o mesmo com o Paulinho que sentou próximo a ela. Como ele está a mais tempo lá, não achava prudente da gente voltar pra casa do mesmo modo que fomos pra rodoviária, ou seja, a pé. Passava das nove da noite e aquela área não merecia confiança. Pegamos, então, um táxi. Também não merecia confiança. Arriscamos a nossa vida do mesmo jeito. Já de cara, logo assim que ele arrancou e saiu do ponto de táxi quase que se enfia debaixo da traseira de um ônibus. Isso fora as outras barbeiragens que ele fez, como fechar alguns outros automóveis. Depois de chegarmos em casa, são e salvos, ilesos e sem nenhum arranhão o Paulinho ainda me passa a informação de que o motorista daquele táxi não era o mesmo que estava na foto, na licença que todo táxi tem exposto no canto inferior esquerdo do pára-brisa.

Desfizemos a mochila e tomamos banho enquanto comíamos o salame e o queijo comprados em Canela. Fome não estávamos sentindo. O strudel ainda forrava nosso estômago e foi por causa disso que eu me dei mal. Claro que a gente saiu. Afinal, aquela seria a minha última noite para curtir. O Paulinho chegou a ligar pro Diogo, mas ele declinou do convite alegando outro compromisso. Saímos e eu, como sempre, pedi a generosa caipirinha. Nem me lembro pra qual bar que a gente foi, mas tenho quase certeza que foi o do tiozinho colorado. Também não lembro se tomei um ou dois copos naquele momento. Só sei que saímos dali e começamos a rodar pelo bairro. Chegamos a ligar pro Léo, assim que passou da meia noite, pra dar os parabéns a ele. Encontramos o Diogo sentado e rodeado de amigos em um dos bares. Era aniversário de uma conhecida dele. De nada adiantou ele declinar do convite, pois se juntou à gente no circuito dos bares até pelo fato de já estar se retirando, não só ele quanto os outros da mesa também. Ele só se precipitou e foi o primeiro. A gente andou até parar em um bar. Acho que foi o Bells. Eu só sei que eu estava ficando mal a cada hora que passava. Mas, consciente de que não havia comido o suficiente para beber uma quantidade de caipirinha considerável, mantive a compostura e não dei vexame na rua.