domingo, 26 de março de 2006

AVENTURAS CURITIBANAS (3)

Tinha também um pouco mais a frente uma livraria mega store que estava fazendo uma exposição sobre a febre do momento que é os anos oitenta onde mais uma vez eu rememorei minha infância.

Voltamos pra casa e no trajeto fiquei amadurecendo a idéia de fazer os dois passeios. Fiquei estudando as possibilidades, analisando os prognósticos, prós e contras e depois, conversando com meus tios, fui aconselhado a não fazer o passeio de trem por causa da constante má anunciação do tempo. O passeio de trem só valeria a pena mesmo se o sol acompanhasse o trajeto do comboio. Com o tempo sempre daquele jeito, em relação ao trem, tratei de tirar o meu cavalinho da chuva, o que é muito difícil lá. Mas, quanto ao ônibus tipo jardineira, o martelo estava batido e, chovesse forte ou fraco, eu iria fazer no dia seguinte.

Naquela noite, com exceção da tia Sandra que estava cansada, saímos todos para jantar fora. Fomos num restaurante padrão churrascaria. Padrão tanto no tamanho quanto na mesa central e sua variedade de coisas para pegarmos para comer. Na verdade era uma churrascaria, mas é que aqui, ou se vai a uma churrascaria ou se vai a um rodízio de massas e lá eles conseguem fazer um tipo de dois em um. Vinham as carnes e as massas também. Eu optei pelas carnes. Apesar do surto de febre aftosa que eliminava cabeças de gado e desperdiçada litros de leite, principalmente no estado que é um dos maiores em criação de gado, não tinham como voltar atrás nas carnes já comercializadas, vendidas para o consumo. E eu as consumi.

O que aqui você teria que desembolsar uma boa quantidade de dinheiro para consumir nesse tipo de estabelecimento, lá com dez reais se paga a conta do rodízio. Mas o que me espantou foi que ao mesmo tempo em que o preço da comida era baixo, as bebidas não seguiam pelo mesmo caminho. Uma garrafinha de vidro de coca-cola custou o mesmo preço que se paga por uma latinha numa boate bem freqüentada nas noites cariocas, por exemplo. É de onde esses donos e restaurante tiram seu astronômico lucro até mesmo, creio eu, para manter os preços baixos da comida e atrair mais consumidores. Tio Sérgio comentou comigo que quando tia Tania esteve lá, eles foram num restaurante concorrente, localizado a alguns metros na frente do que a gente foi. Claro, chovia horrores quando nós fomos pra lá. Na volta ela tinha diminuído bastante, mas o frio continuava cortante.

No dia em que reservei pra fazer o passeio do ônibus tipo jardineira o cinza celeste ficou mais claro. O tempo contribuiu para que não chovesse durante o trajeto do passeio. Acordei às nove. Meia hora depois saí de casa rumo ao Jardim Botânico que era o ponto turístico mais perto de casa. Antes, em frente ao ponto do ônibus, fui numa lojinha para comprar pilhas pra máquina. Troca feita fiquei no aguardo do ônibus. Só existe uma linha que faz a ligação daquele bairro com o centro, ou seja, depois de uma determinada hora o ônibus pára de circular. Desci no Jardim Botânico e a primeira coisa que fiz foi comprar duas garrafas, uma de mate pra consumir ali e uma de água pra ser consumida aos poucos. Depois de beber, minha porção fotógrafo foi aflorada e desci o dedo no botão da máquina focando vários ângulos dos jardins e da estufa que é aquele aramado com três cúpulas. Lá dentro algumas espécies de plantas com seu nome científico e um pequeno caminho traçado para circular. No andar de cima, que não chega a ser um andar, mas sim um mezanino, uma vista por outro ângulo do Jardim. Na verdade do ângulo oposto ao que todos os cartões postais estão acostumados a estampar, de dentro pra fora da estufa. O lugar é muito bonito e ainda tinha uma parte para exposições que eu nem me atrevi a entrar pelo fato de provavelmente ter que pagar pra entrar e um amplo espaço com inúmeras plantas e seus nomes científicos atrás de tudo.
AVENTURAS CURITIBANAS (4)

domingo, 19 de março de 2006

AVENTURAS CURITIBANAS (2)

Guilherme penou um pouco pra poder baixar as fotos devido à incompatibilidade do sistema operacional do computador dele para com a minha máquina digital. Ele teve que pesquisar, achar e instalar o drive da máquina para que se efetivasse a transferência das fotos. Eu levei alguns disquetes pra deixá-las salvas e trazê-las pra casa, mas não deu certo. Aqui em casa elas não abriram, no entanto, graças a inteligência e sagacidade do meu primo ele as deixou também na memória do seu computador, para caso acontecesse o tipo de problema que aconteceu.

Bem, meu primeiro dia em Curitiba, de produtivo, foi basicamente isso. Aliás, dia produtivo naquela cidade só se for dentro de escritórios por que na rua não dá pra produzir nada pelo fato do tempo sempre ser sujeito a chuvas e trovoadas. Agora eu entendo o que a Rita Lee quis dizer com uma música gravada no disco Santa Rita de Sampa intitulada ‘Normal em Curitiba’ onde no refrão ela diz que quer ser normal lá. Nenhum ser humano que se preze é normal numa cidade que só chove. A gente pode constatar essa afirmação pegando como referência a cidade de Londres já que em termos de clima é extremamente parecido. Como a chuva é constante, até a hora que eu fui dormir - e olha que ia dormir bem tarde de modo que antes eu tinha uma meta de leitura a cumprir, já com o livro que o Paulinho me emprestou denominado ‘Q: O caçador de Hereges’ – não parou de chover. Quando acordei, não me lembro, mas, por experiência, é quase certo que também estivesse chovendo. Se não estava, começou pouco depois de eu acordar.

Ou pouco antes da gente sair. Disso eu me lembro nitidamente. Estava pronto pra sair de casa com o André na tarde de terça, logo depois do almoço, prestes a desbravar o bairro, andando pela avenida principal até o pequeno shopping, quando uma nuvem adiou em alguns minutos o nosso plano. Depois que a água caiu e a nuvem passou, eu e meu primo empunhamos um guarda-chuva e fomos até lá. Aos poucos ia descobrindo a cidade. A casa no primeiro dia, o bairro no segundo e assim fui.

Quando acordei no dia seguinte não acreditei no esboço de um dia de sol. Aproveitei para lavar minhas roupas, pois já não tinha mais o que vestir. A Matilde aconselhou para que eu não fizesse isso pelo fato de que com o clima sempre daquele jeito, secar roupa era pouco provável. Mesmo assim me arrisquei. Só foi botar a roupa na corda pro esboço de sol ser apagado. Uma meia hora depois de penduradas, tive que reposicioná-las para a área coberta, já que tinha voltado a chover. Depois parou um pouco. Foi justamente na hora em que o pessoal chegou para almoçar. Disse que iria dar uma volta no centro e o André se prontificou a ir comigo. Era quarta-feira e foi a vez de eu conhecer um pouco do centro da cidade. De cicerone, André foi me mostrando vários pontos, inclusive turísticos, como a rua das flores e a rua vinte e quatro horas. Andamos tudo o que podíamos e nos lugares que ele se lembrava ser nas redondezas. E devo dizer que ele está de parabéns. Não digo o mesmo de mim. Tinha levado a máquina, mas as pilhas tinham acabado e só consegui tirar uma foto rápida da Rua 24 horas. Nessa rua tem um guichê de informações pra turista onde peguei os folhetos mais detalhados sobre o ônibus tipo jardineira que dá uma volta pela cidade e sobre o trem que sai de Curitiba e vai pra Morretes se estendendo até Paranaguá nos fins de semana. Mas fomos a outros lugares também, inclusive o Shopping Estação que antigamente era a estação de trem e atualmente é o museu ferroviário mostrando todos os detalhes da áurea época das locomotivas. Nesse mesmo shopping está o tão badalado centro de convenções da embratel. A gente não subiu, mas uma das entradas desse shopping, que foi a que a gente entrou, é justamente onde ficam o hall dos elevadores. Bem sacado esse local. Um centro moderno de convenções com alta tecnologia no mesmo ponto da estação de trem.

segunda-feira, 13 de março de 2006

AVENTURAS CURITIBANAS (1)

Porto Alegre foi encolhendo até sumir do campo de visão de quem, como eu, estava atento na decolagem do avião. Depois de ter pegado a altura suficiente iniciou-se o serviço de bordo. Não lembro de eles terem dado algo pra comer, mas do suco eu lembro perfeitamente. Era de pêssego daqueles de caixinha. Tomei um copo e depois pedi mais um. Não sei se era o sol incidente ou a regulagem fraca do ar condicionado que me deixou com calor. Cheguei a tirar meu casaco.

De vez em quando, dando uma olhada pela janela, não conseguia avistar Curitiba. Só conseguia ver uma extensa área de nuvens. A preparação pra pouso foi iniciada e, por fim, o pouso foi tranqüilo. Tranqüilidade essa que me faltou ao chegar no saguão do aeroporto e não ver nenhuma cara conhecida a minha espera. Dei uma volta olímpica até avistar meu tio Sérgio na porta do aeroporto terminando de fumar seu cigarro. Ali eu fiquei aliviado. Ele pensou que o avião tivesse adiantado o pouso, mas com a mesma pontualidade que ele saiu de Porto Alegre, chegou naquela cidade. O estranho é que o aeroporto de Curitiba fica numa cidade da região metropolitana chamada São José dos Pinhais. O tempo realmente estava encoberto. Pra não me assustar, meu tio disse que aquele era o normal de Curitiba, ou seja, o tempo todo nublado e com algumas nuvens mais pesadas que volta e meia despejavam água sobre a cidade. É sério. Curitiba é a cidade mais européia em termos de clima que eu já visitei. Parece Londres. Cinza o tempo todo. Uma cidade sem luminosidade nenhuma, onde o sol se recusa a fazer uma apariçãozinha se quer. Ou quando faz, não agüenta ficar firme por dez minutos. Eu ainda dei sorte de pegar um dia com o tempo melhorzinho pra dar um passeio, mas isso é mais pra frente.

Pelo fato e ter chegado de manhã, só encontrei a Matilde, sogra do meu tio, na casa. Tanto meus primos quanto tia Sandra, já tinham saído pros seus afazeres e meu tio iria fazer o mesmo, só tendo tempo de tomar uma xícara de café. Eu, por estar morrendo de fome, comi uns dois ou três sanduíches, tomei leite com chocolate e comi as duas variedades de bolo que lá estavam. Um verdadeiro banquete. Enquanto comia, conversava com ela. Depois de encher a barriga, ouvia o clamor da cama. O cansaço era considerável, visto que havia dormido pouco e mal na noite anterior.

Devidamente saciado, me instalei no quarto de hóspedes. Na casa do tio Sérgio só há um quarto de hóspedes por que a Matilde gosta de pegar seu colchãozinho e dormir na sala mesmo deixando vago um quarto bom, com cama de casal, onde eu dormi como um rei durante aquela semana. E não perdi tempo. Depois que ela arrumou a cama deitei e dormi regularizando meu sono até o início da tarde, quando acordei, para, aí sim, rever minha família e, já que era hora, almoçar.

O Guilherme tinha que ir pra faculdade como ele faz toda santa tarde, com exceção das sextas-feiras e o André estava reclamando de umas dores no joelho decorrente de uma pancada, ou uma queda sofrida por ele na aula de educação física daquela manhã. Preocupada, como toda mãe, tia Sandra resolveu levá-lo num hospital especializado em ortopedia. Foi a minha primeira saída em Curitiba. A visitação de um orto-trauma e a consulta médica com direito a raio-x e tudo. Não houve nada de grave. Apenas uma leve lesão que poderia ser resolvida com algumas compressas de água e alguns comprimidos de antiinflamatório para evitar qualquer agravamento da lesão. Claro que como todo bom adolescente que se preza, o André não seguiu nenhum conselho da médica que o atendeu. Voltamos pra casa onde eu comecei a tentar baixar as fotos de Porto Alegre da minha máquina para ter memória e armazenar as que tiraria ali em Curitiba. Aproveitei para acoplar também a pen drive para que sua carga fosse completada. Quanto baixar às fotos da máquina, tiveram que esperar pelo Guilherme.

quarta-feira, 8 de março de 2006

AVENTURAS GAÚCHAS (15)

Durante a uma hora e meia de exibição de um filme que fala sobre ladrão de carteira e eu o assistindo praticamente trancado dentro de um cofre, tinha a sensação de estar bem protegido, bem guardado como se estivesse personificado em mim jóias valiosas ou notas altas de moedas estrangeiras. Era o bolinho de dólares e euros.

Voltamos pra casa. Aquela seria a minha última caminhada na cidade de Porto Alegre. No trajeto, liguei pro meu primo Tiago que também aniversariava naquele dia. Ele também estava com idéia de ir pra casa do tio Sérgio, só que no feriado do dia quinze de novembro, coincidentemente na época que eu iria quando da idéia concebida. Eu nem sei se ele realmente foi, mas eu antecipei minha estada lá. Chegamos em casa e eu fui logo concluir a arrumação da minha mala. Peguei um telefone de uma cooperativa de táxi e liguei pedindo para que estivesse um na porta às cinco e quinze da manhã. Arrumei a cama, tomei um banho, botei o celular pra despertar às cinco e fui dormir. Na verdade não foi uma dormida descente. Estava preocupado com a hora e já passava da meia-noite quando desliguei a televisão pra descansar.

Às cinco o despertador toca. Como já tinha dormido praticamente pronto, foi só calçar o tênis, arrumar a cama e esperar o táxi chegar. Ouvi o barulho do carro. Só aí que chamei o Paulinho. Ele acordou e desceu comigo. Lá em baixo nós demos um abraço de despedida e de minha parte de gratidão por ele ter me acolhido durante aquela semana. Entrei no táxi. Pra sorte minha o motorista não tinha a mesma conduta do que o outro que nos levou da rodoviária pra casa na volta de Gramado. A minha única preocupação era com o valor da corrida que não podia passar de uma determinada quantia. Durante o trajeto, eu vi a estátua do gaúcho tradicional na própria, se não próximo a, avenida do aeroporto. Queria ter tirado uma foto dessa estátua também. Provavelmente se tivéssemos feito o tour pela cidade, passaríamos por ela. E só agora que eu a vi por que quando eu cheguei, ou a gente tinha pego o ônibus que fez um trajeto diferente e não passou por ela ou realmente eu não prestei atenção. Além disso, a máquina estava dentro da mochila e com a memória totalmente cheia. Quem sabe numa próxima oportunidade eu consiga tirar essa foto. Também não vou desmerecer a viagem por causa desse detalhe. Tem tanta gente que vai a Roma e não vê o Papa, ou vai pra Nova Yorque e não vê a Estátua da Liberdade e curtem o passeio. O mesmo eu fiz lá em Porto Alegre.

Cheguei no aeroporto e fui direto ao balcão da BRA. Depois de apresentar a passagem e a documentação e despachar a mala, comecei a rodar procurando algo para comer, mas logo desisti por que no avião com certeza eles iriam dar, nem que fosse apenas um copo de suco.Esperei dar a hora do embarque para entrar no avião e sentar na poltrona. Ainda dei uma de jeca. Havia um número qualquer no bilhete de embarque e eu perguntei se aquela era a poltrona reservada pra mim. A aeromoça disse que os assentos eram livres, ou seja, poderia sentar em qualquer um. Escolhi ficar nos assentos próximos a porta de emergência, pois justamente essa localidade faz com que a distância ente eles seja maior que o normal e minhas longas pernas ficariam mais confortáveis ali. O avião foi pontual. Na hora marcada ele começou a taxiar na pista do aeroporto se preparando pra decolar. Estávamos decolando na mesma hora em que o sol aparecia. Subíamos juntos ao céu. Chega até a ser uma imagem poética. Porto Alegre é uma cidade poética. O conceito que eu construí da cidade foi de que é uma metrópole do interior. Uma cidade grande, mas pacata, tranqüila, que tem problemas como qualquer grande cidade, mas em proporções muito menores do que os do Rio, por exemplo. Essa foi a imagem que a cidade imprimiu em mim. E extremamente amiga, generosa, acolhedora e simpática. E aqui terminam as minhas aventuras gaúchas.

quinta-feira, 2 de março de 2006

NA APURAÇÃO PERDI VOCÊ

Essa é uma frase de uma música que fez sucesso composta e cantada por Jorge Aragão que a ‘família Beija-Flor’ deve estar cantando desde a confirmação do resultado do carnaval carioca. Depois de três anos com a mão na taça, em 2006 não passou de uma escola de quinta. Quinta colocada.

Outra, que na minha opinião deveria ficar afastada do caneco e do título de campeã e que de fato aconteceu, foi a Mangueira que em relação ao ano passado subiu duas posições conquistando o quarto lugar.

A terceira colocação ficou com uma das que eu apostei e sempre apostarei, até pelo fato de torcer por ela. A Viradouro tá chegando lá. Não foi dessa vez, mas nos últimos dez anos, ou seja, desde que ganhou o carnaval em 1997 apenas ano passado não figurou no desfile das campeãs. Não consideremos as posições. Ora em quinto, sexto ou terceiro ela tem mercado presença no carnaval carioca.

Em segundo lugar vem a escola de Caxias, mais uma da baixada, a Grande Rio. Outra que também se aproxima cada vez mais do título subindo uma posição e conquistando esse ano o vice-campeonato.

Ainda tenho faro pra samba. Dentre as escolas que citei na análise dos sambas além da Viradouro, acertei na mosca, ou melhor, na campeã. A Vila Isabel, que não ganhava nada desde Kizomba de 1988 e tendo problemas caiu pro grupo de acesso, voltando pro grupo especial apenas há dois anos, ou seja, fazendo desse seu terceiro carnaval no grupo especial já conquistou o título. E merecidamente.

Eu estava no sambódromo no dia em que ela desfilou e fiquei maravilhado com o que vi. Não vi todos os desfiles nem do domingo e nem da segunda. As primeiras escolas que abriram os dois dias de desfile, Salgueiro e Porto da Pedra, a Grande Rio e a Portela e apenas parte da Beija-Flor e Império Serrano. Dos desfiles que vi lá no Sambódromo o da Vila realmente foi o melhor e o mais empolgante. Tanto que foi a única que levantou a galera e levou gritos de é campeã do público da arquibancada.
Mais uma vez acertei na escola que rira descer. Mas, como não tinha lido o regulamento esse ano, deveria dar mais um palpite. A Rocinha, por coincidência o primeiro desfile que vi quando pisei no sambódromo, não passou legal. Carros quebraram na dispersão, estourou o tempo, além da nuvem negra de chuva que caiu e bem na hora em que eles estavam passando na avenida, enfim, nada deu certo.

Duas vezes vice-campeã, a Unidos da Tijuca esse ano não agradou o jurados, apesar de ter agradado a mim. Eu, que sou contra escolas cujos componentes não estão ali pra brincar e sim pra apresentar uma coreografia qualquer, não vi esse exagero na escola, apesar de ainda ter reminiscências desse tipo principalmente no primeiro e último carro da escola. Essa marca que o carnavalesco Paulo Barros quer deixar ainda vai levar um bom tempo pra ficar (Tomara que não fique.) Entretanto, por outro lado, o mesmo Paulo Barros foi campeão. A Estácio de Sá volta novamente à elite do carnaval carioca colocando o carnavalesco em sinuca de bico, caindo na própria arapuca. Agora terá que escolher ente Estácio e Tijuca.

Uma novidade – quer dizer, novidade pra mim, mas isso existe há muito tempo – que eu fiz nesse carnaval foi assistir ao grupo de acesso B na terça feira de carnaval. Escolas que já estiveram no grupo especial como a Império de Tijuca, a Lins Imperial ou a Paraíso do Tuiutí desfilaram lá e é legal ver as pequenas crescendo.
No mais meu carnaval começou na quinta e terminou na quarta-feira de cinzas com o Bloco Virtual de Ipanema. Daqui a pouco eu serei mais folião que a galera que passa carnaval em Salvador que também tem dias intermináveis de festa. E ainda tem mais bloco no fim de semana, ou seja, as cinzas estão em brasa ainda.