segunda-feira, 28 de abril de 2008

FALANDO MERDA

Tirei o dia hoje pra jogar merda no ventilador. Vou te alertar pra tapar o nariz e segurar a ânsia de vomito de modo que quem impera hoje nesse espaço são as secreções e excrementos. O assunto é escatologia, coisa que todo mundo faz, mas ninguém assume e tem verginha de falar sobre. Ta na hora de soltar o verbo e as outras coisas também.

Começamos pelo catarro. Acho uma coisa chata, enjoada e até indelicada, dependendo da ocasião, ter que ficar assoando o nariz o tempo todo quando se está congestionado, entupido, apesar de se fazer necessário por que mais irritante que isso é ficar escutando a sinfonia do funga funga.

Os ouvidos têm que estar preparados pra época do inverno. E por falar em ouvido, uma vez um médico me disse que a cera era um artifício de defesa do organismo, próprio pra proteger o pavilhão auricular, ou seja, que a limpeza só era necessária se não se escutasse mais nada. Isso que ele disse pra mim entrou por um ouvido e saiu pelo outro de modo que quando acho necessário meto o cotonete lá e tiro. Mas de uma coisa eu gosto. Bolotinhas de cera que pingam de dentro do ouvido. É uma aflição que me dá, um arrepio, uma comichão prazerosa. Quando eu estou deitado na cama com a cabeça no travesseiro que sinto que vai cair uma bolotinha de cera espero pacificamente pra ver o tamanho dela. Ta virando um vício. Não deixar a cera entupir o ouvido, mas essa sensação de queda da bolotinha. Ao sentir que ima vai rolar orelha abaixo entro em transe até a operação ser efetivada.

A cera é a meleca do ouvido. Gancho pra falar dela. A meleca. Eu prefiro as mais durinhas. São mais fáceis pra fazer bolinhas. As mais molengas até ficarem no formato de bolinhas demora, são mais pegajosas e deixam gosminha nos dedos. Nesse ponto, o maior contingente de melequeiros é visto nos sinais de trânsito. Se você pára o carro no sinal vermelho e olha pro lado tem no mínimo um enfiando o dedo no nariz, cutucando até tirar uma meleca Já até vi uns comendo o resultado dessa pesquisa de campo. Ah, é nojento e tal, mas quem nunca fez isso que atire a primeira meleca. Eu volta e meia me pego comendo uma ou outra, não dentro do carro, mas na intimidade do meu lar e, claro, sem ninguém ver. Também não faço banquetes e seja um adicto comedor de melecas, nada disso. Faço isso sem pensar, sem notar, sem perceber, quando vejo já está na boca.

E quando o que a gente come não cai bem? Sai mal, muito mal. Ou por onde entrou ou por onde tem que sair mesmo. A pior coisa em matéria escatológica pra mim é o vômito. Tenho pena de pessoas bulimicas pelo fato de ser a pior sensação. O vômito é horrível. Detesto.

Por outro lado, literalmente, adoro quando meu lado planta aflora e tenho que ficar no vaso o tempo todo me esvaindo em águas. Claro que não sou idiota de comer iogurte estragado pra provocar uma diarréia, mas quando acontece por mais estranho, esquisito que possa parecer, eu gosto. Se eu estiver em casa. Se calhar de acontecer estando eu na rua xingo até a quinta geração do cachorro que atravessar o meu caminho.

Uma vez estava conversando sobre esse assunto com uma amiga minha que adora falar disso também que levantou uma questão. Ao acabar de obrar você olha pra merda ou dá descarga sem ver a obra? Eu olho a minha. Acho que tem que ver a cor, o aspecto. Por ela a gente pode perceber se há algo realmente de podre no ‘reino’ da Dinamarca. Outra tirada dela que eu achei hilária e sensacional foi quando disse sábia e seriamente que rolos de papel higiênico que antes se limitavam ao cinza lixa cu e o branco neve macio do Alfredo e passaram a ter cor e perfume não podem ser marrom. Afinal, como distinguir a merda do papel. Tá mais que certa.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

É OU NÃO É

A grande questão que paira sobre a família essa semana é: será? O caso é o seguinte: já se sabe até pelo fato de eu ter escrito e consequentemente anunciado nesse espaço que minha cunhada – ou se preferirem a namorada do meu irmão visto que o ‘fato’ não foi consumado – está grávida. Euforia, alvoroço, felicidade e preocupação pra contrabalançar foram o que essa notícia causou. O que se vai fazer? Bem, quem pariu Mateus que o embale. Não é isso o que a sabedoria popular diz? Aí vêm as primeiras consultas, as primeiras ultra-sonografias e a primeira previsão do parto do primeiro filho deles caindo na primeira quinzena de maio.

Todos dizem que o primeiro parto sempre acontece antes da previsão do médico, ou seja, o primeiro filho sempre adianta, mas como era pra primeira quinzena de maio não ia calhar de nascer no mês festivo aqui de casa, período compreendido entre 21 de março e 21 de abril. Pelo crescimento da barriga acompanhado por especialistas familiares, ou seja, as mulheres a criança seria um monstro de enorme, maior inclusive que eu que nasci com quatro quilos e pouco mais de cinqüenta centímetros. No início do mês passado a confirmação.

As contas do médico não estavam de acordo e a previsão caiu da primeira quinzena de maio para o dia vinte e cinco de abril, o que deixa mais próximo do nosso mês festivo. Como gravidez na verdade são vinte e oito luas, meu irmão viu no calendário a lua mais próxima é a lua nova do dia 20 de abril. Ta formada a expectativa. Voltemos pra pergunta do início. Será? Imagina só a coincidência. Eu nasci no dia 21 de abril, um ano depois nasce o meu irmão no mesmo dia e agora a expectativa do filho dele nascer exatamente no dia que ele faz 30 anos é enorme.

O nome da criança, se eles não mudarem lá na hora do registro, a princípio será Enrico – o mesmo nome do pai é falta de criatividade – Abramo Martins – sobrenome da mãe – Leão – um dos nossos sobrenomes. Os pais são eles e eu não tenho nada a ver com isso, mas, primeiro, o nosso nome de batismo é Barcelos, que vem da minha mãe e D’Amato Leão que vem do meu pai. Então eu acho o correto o Leão está acompanhado do D’Amato, senão desconfigura o que meu pai quis fazer que seria formar um novo galho da arvore genealógica dele já que o D’Amato era da mina avó e o Leão do meu avô. E ainda nesse assunto, o ciúme é grande em se tratando de nome de família de modo que a parte do Barcelos também exige seu quinhão nesse pequeno latifúndio e força a barra para que o nome entre também.

Fico é com pena da criança se forem acatadas todas as idéias. Teria nome de príncipe. Enrico Abramo Martins Barcelos D’Amato Leão. Eu não digo nada. Só o apelido que foi instituído por mim a partir de um comentário da minha mãe. Um avô se chamava Eurico – quase igual – e era chamado carinhosamente de Quiquinho. Já colei esse apelido no meu sobrinho.

A partir de agora o momento é de tensão e expectativa. A sorte está lançada e a bolsa de apostas cresce cada vez mais. Apostem suas fichas que a roleta está girando e breve a bolinha branca será jogada. Que dia que essa criaturinha vai nascer? Se realmente coincidir da criança nascer no dia 21, quem diria, trinta anos depois quem vai passar o aniversário num hospital é meu irmão. Eu passei parte do meu de um ano por causa do nascimento dele e agora é ele que pode passar por conta do filho dele.

E agora? Quiquinho nasce ou não no dia 21? Coincidências existem? Acaso ou destino? Perguntas que não querem se calar. Respostas que ainda não estão e provavelmente nem serão definidas. Apenas aceitas como respostas de uma explicação sem o mínimo de lógica e cálculo matemático. Mistérios inexplicáveis da natureza. Aguardemos e veremos o que acontecerá durante o decorrer dessa semana.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

ABRE O OLHO

O que existe de teorias de conspiração não está no gibi. É tanta tese comprovada cientificamente ou não que nem dá pra relatá-las por completo aqui. Concordo com algumas e acho outras completamente absurdas. E as inusitadas então chegam a ser engraçadas como a das canetas bic que não passam de seres alienígenas que deixam suas marcas e desaparecem. Realmente as canetas bic têm um poder enorme de sumir. Assim como há a teoria dos guarda-chuvas que ao serem perdidos, deixados ou esquecidos em algum canto vão direta e automaticamente pra uma outra dimensão, caem num buraco negro. Guarda chuva é um objeto próprio pra ser perdido e raramente se encontra um, principalmente em bom estado.

Eu tenho ou concordo, se é que ela já existe, com a teoria conspiratória, não tão conspiratória assim devido suas evidências, de que a China vai dominar o mundo.

Só abrindo um parêntese, no fim do mês passado foi acesa a tocha olímpica e houve um protesto de manifestantes que eram contra o governo chinês que baixa o cacete nos tibetanos e não querem dar a independência praquele território.

Mas, voltando à teoria de que a China vai dominar o mundo, o império americano realmente está em declínio. A China apesar de ainda se manter comunista e seu povo não ter liberdade democrática, tem se infiltrado por várias esferas em vários países. Há pouco tempo atrás ouvi especialistas dizendo que as próximas grandes potencias econômicas seriam a Índia, o Brasil e a China. Se isso realmente procede a China já saiu na frente.

Quando eu era menor tinha medo dos mórmons. Ainda sinto um receio ao passar por eles. Hoje, além dos mórmons os arrepios me atingem quando passo por um chinês esteja ele engravatado ou não. Por essa minha teoria todos eles são espiões mandados pelo governo pra começar a fazer células e, num futuro próximo, se espalharem como pragas até fazer com que o mundo esteja totalmente envolvido por eles.

São dois os tipos de agente. Os nômades e os sedentários, essas creio que mais perigosos no sentido de ofensivos em se tratando do domínio propriamente dito. Os nômades parecem inofensivos, mas tenha certeza que não são. Aqueles que vivem perambulando pelas ruas carregando uma espécie de bandeja que nada mais é que o mostruário e ao mesmo tempo a mercadoria, ou seja, canetas, chaveiros e óculos escuros que acho que contém um chip de identificação em cada material por eles vendido. Já na parte sedentária da máfia dos olhos puxados é mais do que comprovado que a invasão já começou com a quantidade de abertura de lojas comerciais principalmente em se tratando de pastelarias. Atualmente é muito difícil entrar numa pastelaria onde o gerente ou o atendente não tenha os olhos puxados e fale com sotaque de língua presa. Só espero que eles não monopolizem ou ‘achinelizem’ o caldo de cana.

Mas não é só na parte gastronômica que eles se infiltram. O tradicional comércio popular da Saara, onde há uma convivência pacífica entre árabes e judeus também está se rendendo aos chineses não só pelas mercadorias expostas e vendidas nas lojas, mas pelas próprias lojas cujos donos também são orientais, ou seja, árabes, judeus e chineses. Isso se eles não tiverem de conluio com uma dessas partes Aí sim seria dominação total.

Longe de mim ter um retrato de Mao Tse Tung pendurado no meu quarto, mas que é fato que o mundo está se tornando literalmente um negócio da China não resta a menor sombra de dúvida.

Faz anos que eu e uma colega minha quando nos encontrávamos esporadicamente dizíamos um para o outro de brincadeira: ‘abre o olho’. Agora parece que em se tratando de chineses temos que realmente abrir o olho. Sem brincadeira.