segunda-feira, 28 de julho de 2008

AVENTURAS NOVA IORQUINAS (4)

Nessa pracinha, como na maioria delas e principalmente no Central Park, havia no gramado os famosos esquilinhos. Eu me abaixei próximo a um, estendi a mão e ele veio como um mineiro, desconfiado, mas chegando perto. A crueldade era que a minha mão estava vazia, mas ele veio e encostou o fucinho na minha palma. Outra curiosidade é que depois da sessão foto filmagem, quando eu estava esperando o sinal fechar pra atravessar a rua, um senhor de meia idade, bem apessoado e carregando uma pasta a tira-colo colou uma etiqueta, dessas bem pequenas que a gente faz no computador, protestando contra a guerra do Iraque. E foi procurando outros postes pra fazer o mesmo.

Dali nós fomos subindo a quinta avenida, que terminava na própria Washigton Square Park. Em Nova Iorque, principalmente no verão escurece tarde, mais tarde que de costume no verão daqui. Pelo menos essa foi a impressão que eu tive. E como era o primeiro dia em que estávamos registrando em vídeo, já que a máquina de foto saiu da loja pronta pra atirar em todas as direções, nosso passeio, tinhamos que encerrar o dia novamente no burburinho da Times Square para que todas aquelas luzes fossem eternizadas. Mas antes resolvemos jantar ali perto mesmo, numa pizzaria. Como a fome era grande, visto que só haviamos comido defronte ao buraco do WTC, pedimos logo uma gigante.

Nos Estados Unidos tudo é muito exagerado. Pra se teruma idéia, o refrigerante médio nosso, de meio litro pra eles é o pequeno. Imagina então o tamanho o tamanho que veio essa pizza. O pedido feito era meia peperone com champignon e meia de abacaxi com presunto. Viram oito pedaços. Oito generosos pedaços. Tanto que comemos quatro, um de cada saborpra mim e o mesmo pra minha mãe, e os outros quatro nós deixamos pro almoço do dia seguinte. Seguimos então praquele cantinho efervescente.

Não é que ao chegarmos lá havia realmente um fato acontecendo? Enquanto eu dava uma de cineasta minha mãe foi praticar o esporte preferido dela. Compras. Ela se enfiou na farmácia – farmácia lá vende de tudo, até remédio – enquanto eu percorria a Broadway. Tudo registrado no vídeo, aqueles telões iluminados, luzes pra todos os cantos e, veja você, uma gravação. Isso mesmo. No meio da Times Square tava tendo a gravação de uma tal Hanna Montana. Depois que eu vim a descobrir o que era aquilo. Hanna Montana é tipo uma Malhaçãoda vida, um seriado pra adolescentes também do mesmo estilo High School Musical. Não fiquei nem meia hora de filmadora em punho tentando pegar os melhores takes e ao mesmo tempo ajustando os macetes de usuário principiante da câmera. Até pelo fato de meia hora ser o tempo total de gravação do dvd.

Me encontrei com a minha mãe que terminava sessão de compras e voltamos pra casa de metrô, como sempre. O dia seguinte, a quinta feira, estava determinado que seria o dia da concretização do motivo da viagem, ou seja, a compra do laptop. Fomos na Best Buy da própria avenida Lexington, vimos o modelo e como naquela loja só havia o modelo exposto eles indicaram a loja da rua vinte e três, onde havia o modelo em estoque. Enfim, o laptop foi comprado. E consequentemente um mochila também. E com o passar do tempo as sacolas de compras iam aumentando, quando a gente parou pra almoçar os outros pedaços de pzza que haviam sobrado da noite anterior. Realocamos as compras na mochila. Tudo o que coubesse fomos colcando dentro dela.

O único gasto que tivemos no almoço foi o copão de coca-cola que eu comprei no Subway até mesmo para que a lata que estava com a gente também fosse utilizada. Tivemos um típico almoço amricano comendo pizza na praça com direito a foto e tudo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

AVENTURAS NOVA IORQUINAS (3)

Talvez por isso que ela seja tão intrigante e fascinante, pela sua sinuosidade, pela sua luminosdade, pelo seu visual ao mesmo tempo charmoso e moderno. Eu fiquei babando com tanta luz, tanta informação visual. Nunca tinha visto aquilo ao vivo. Mal comparando eu deveria ter ficado assim também quando pisei pela primeira vez na Disney. Agora ali é a minha Disney. Comemos uma massa ali mesmo num restaurante chamado Sbarro. Ainda rodamos um pouco por ali e exatamente as dez da noite, nove lá, ligamos pro Brasil.

Enquanto minha mãe falava com meu pai, um pouco antes dela passar o fone pra mim, uma negra americana meio gordinha, tipo aquelas que cantam em igreja, me elogiou. Sem reação, eu agradeci. Ela me perguntou de onde eu era, respondi, ela me disse que era de lá mesmo, se tocou que eu ia falar ao telefone e foi embora. O que ela viu de bonito em mim eu realmente não sei. Tinha chegado há poucas horas, descansado pouco, devia estar cheio de olheiras com cabelo desgrenhado e pra ela eu estava bonito. É um conceito que eu não vou dicutir. Voltei pra casa maravilhado com Times Square.

No dia seguinte combinamos de ir até o sul da ilha e subirmos andando até onde a gente aguentasse. Dito e feito. Descemos até o porto de onde correm as barcas para os outros lados fora da ilha, inclusive a ilha da estátua. Eu não quis pegar a barca. Já vi a estátua e não precisava chegar perto dela, além diso o zoom da câmera aproximou a minha visão da estátua. Tá no vídeo. O passeio de barco pra mim representava perda de tempo. Fotos e filmagens dos locais perto da estátua, tipo o memorial da segunda guerra e o monumento aos imigrantes que construiram aquela terra. Depois fomos na entrada da ponte do Brooklin e começamos a subIr a Broadway.

Primeira parada, o touro bravo da Wall Street onde tirei uma foto surreal meio que sendo cagado pelo bicho. Tinha que fazer uma palhaçada pelo menos. Essa foi a única. Aliás, uma das minhas ‘brigas’com a minha mãe era que eu não quria tirar foto. Foto na qual eu seria o foco. Aquelas fotos tradicionais de turistas que ficam na frente das coisas. Eu queria tirar foto só das coisas. Por isso as fotos com a minha cara emburrada. Eu já não gosto de tirar foto. Contra minha vontade então, ficava pior ainda.

Perto do touro ficava Wall Street. A rua mesmo. Da bolsa de valores de Nova Iorque onde passam as grandes transações financeiras mundiais. Perto dali, um pouco mais pra cima, o grau zero onde jazem os escombros das torres gêmeas. Paramos ali pra almoçar no Burger King de onde tirei uma foto no pavimento superior na qual dá pra se ter uma idéia do estrago que foi feito no ataque terrorista de onze de setembro. Mesmo lá na frente do buraco eu não consegui imaginar a dimensão do pânico que uma pessoa que estivesse no mesmo lugar que eu na hora dos ataques sentiu. O que realmente é impressionante é que os prédios ao redor estão intactos. E continuamos subindo a Broadway.

Minha mãe cismou em me levar a Chinatown. Eu fui. Ela ficou meio chateada por eu ter passado batido, mas, apesar de ser Chinatown, parecia a rua da alfândega cheio de lojinhas que vendem produtos falsificados vendidos por chineses que mal falavam o inglês. Só estranhei o fato deles ainda não terem a brilhante idéia de abrirem uma pastelaria por lá. Provavelmente os gastos com a importação da cana não valeriam a pena a não ser que a demanda fosse muito grande o que eu, particularmente, acho que seria, pelo menos enquanto novidade. Um pouco acima de Chinatown tem uma região chamada Little Italy que eu nem passei perto. Andamos em direção ao outro lado em busca de outra vizinhança chamada Greenwich Village. Passamos por uma área da New York University e chegamos numa pracinha que se eu não me engano era a Washington Square, perto do Noho.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

AVENTURAS NOVA IORQUINAS (2)

Duas criosidades desse tour era que o motorista pareca ser cubano e mal falava o inglês e que um dado momento a passageira da frente, uma judia que pelo visto acabara de chegar de Jerusalém pediu pra parar por estar apertada pra ir ao banheiro e foi atendida.

Saimos do shuttle carregando as três malas de modo que uma pequena estava dentro da grande, ou seja, fisicamente era uma grande e uma pequena. Tocamos no número oito e o Carlos atendeu brincando que pensava que não iríamos mais chegar de tanto que a gente demorou. Isso já era em torno de onze da manhã e olha que entramos na fila da imigração as seis. Descarregamos as malas. Ficamos na expectaiva das cópias das chaves pra não ter que ficar pertubando ele com isso, aliás era o que menos queríamos fazer já que ele estava cedendo o espaço pra gente. Ele já havia tirado esse dia de folga pra nos esperar e só teria outro no domingo, dia em que nós viajaríamos de volta.

Chegamos lá e ele tava se arrumando pra ir ao dentista. Como só tinha uma chave, resolvemos esperar ele voltar e aproveitamos para descansar da viagem. Um sono curto, mas precisado. Cerca de duas horas. Acordamos e a primeira coisa que a gente tinha que fazer era comer, pois eu já estava ficando com dor de cabeça de fome. Passamos na Best Buy ali perto pra sondar os preços dos laptops e logo em seguida fomos comer no primeiro Subway que vimos. Um mega sanduíche acompanhado com um saquinho de batata frita que eu, mesmo com tamanha fome, dispensei por aquele momento.

Dali a gente desceu a rua até a quinta avenida beirando o Central Park e fomos caminhando pela mais badalada avenida de Manhattan onde as lojas de marca estão todas concentradas. A começar por entrar na loja da Apple toda feita com entrada e escada de vidro pra descer. É, a loja fica embaixo. Mas ali a gente só entrou mesmo pra ver o preço dos I-pods, mp3 e mp4. Claro que bem mais barato que aqui. Arredondando sai em torno de trezentos reais um mp4 de oito gigas. Saímos dali e fomos andando até encontrar uma loja que vendesse uma máquina de retrato, pois não havíamos levado e tínhamos que registrar nossa viagem.

Na própria quinta avenida tinha outra Best Buy e logo do lado uma Circuit City que foi a loja que entramos. Ali também eu sondei os laptops, mas ficamos encantados com uma câmera de vídeo que grava em mini dvd por trezentos dólares. Dezesseis anos atrás gastamos seicentos com uma vhs e ficamos controlando a grana pelo resto da viagem. Sorte que o pacote Disney já estava garantido.

E saiu por cem a máquina digital Kodak 8.1 mega pixel. Eletônicos lá saem bem mais barato que aqui. Por exemplo, na Casa e Video, uma camera e video desse tipo tá dois mil e trezentos reais e essa máquina digital sai por seicentos reais. É uma diferença enorme. Já saimos da loja com a máquina em punho e as primeiras fotos que fiz questão de tirar foram da própria quinta avenida. Esperei o sinal fechar pra fazer os cliques no meio da rua. De lá descemos mais a quinta até chegarmos perto do Empire State na altura da rua 35. Sinceramente mesmo com aquela altura toda achei baixo. Talvez se eu subisse teria uma outra opinião. Mas eu havia acabado de chegar na cidade e poderia um dia ir lá em cima também. Dependeria de váiros fatores.

Como Carlos tinha outro compromisso marcado além do dentista e um pouco mais tarde, marcamos com ele pra chegarmos depois das nove da noite. E por estarmos mais pra downtown, minha mãe me levou pra conhecer o bico da panela de pressão de Nova Iorque que é Times Square, a praça dos letreiros luminosos, o cruzamento da Broadway com a Sexta. Aliás, a Broadway é a única avenida que não é reta.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

AVENTURAS NOVA IORQUINAS (1)

E imaginar que uma simples idéia de realizar um desejo pode mudar uma visão de mundo e consequentemente uma vida. O desejo era de eu ter um laptop. Desde o início do ano, aliás a idéia é pertinente desde antes, o desejo se intensificou até mesmo pelo que eu tava vivendo lá na Globo. Depois teve a guinada, a chutada de balde, mas a idéia tava lá firme e forte, inabalada. O preço estava em torno de dois mil reais de acordo com as configurações que eu queria.

Até que um dia minha mãe pediu pra ver os preços dos laptops similares em sites de grandes lojas norte americanas especializadas em eletrônicos. Pasmem, enos da metade do preço já com a moda convertida. Daí surgiu a pergunta: “Se eu conseguir passagem a preço de agente de viagem, vamos a Nova Iorque comprar?” Claro que a resposta foi positiva. Um ‘convite’ desse é irrecusável, no entanto pra tudo se concretizar de fato, dependia de outra série de fatores que foram se encaixando como peças de lego nas mãos de quem sabe montar uma figura qualquer e não aquelas coisas amorfas, que eu jurava que era uma nave espacial ou um navio pirata. As datas da viagem só poderiam ser entre dezesseis e vinte e dois de junho. Eu ainda tinha esperança de ficar menos tempo.

Nunca tive vontade de conhecer a tão falada e badalada Nova Iorque, que pra gente se resume a ilha de Manhattan. Sempre achei, dada as devidas proporções, que era igual a São Paulo e realmente, se há uma cidade brasileira que se assemelha a efervecencia de Manhattan é São Paulo. Bem, o que mais saiu em conta foi que com o preço da passagem arrumada juntamente com o preço do laptop, ou seja, se eu pegasse o avião, fosse na loja, comprasse o laptop e voltasse, sairia o mesmo preço que eu pagaria aqui. Restaria apenas acertar a hospdagem que nos foi oferecida pelo Carlos, conhecido da minha mãe e amigo da Liddy, morador de Manhattan há alguns anos e que diretamente nos ajudou a gastar mais nas compras e economizar menos sem exageros, logicamente falando. Malas prontas, partimos.

Saimos de casa às três da tarde de uma cinzenta segunda feira dezesseis de junho. Elaina deixou o carro aqui e foi trabalhar de manhã já com a idéia de a gente passar no trabalho dela, pegá-la e ela nos deixar no aeroporto. Foi o que fizemos. Minha prima é mesmo show de bola. No aeroporto ficamos naquela lenga-lenga de check-in. Depois fomos tomar alguma coisa, já que comida de avião é uma surpresa. Entramos na sala vip e praticamente fomos direto pro avião. Nem deu tempo de passar pra ver as ofertas do free shop e fazer uma eventual reserva de produto. O avião decolou por volta das seis e meia de São Paulo. No nosso caso teríamos que sair e entrar na mesma aeronave. De qualquer forma teríamos que sair do avião e dar uma volta no aeroporto pra voltar pro mesmo lugar. Até tentamos ver alguma coisa, mas os freeshops são diferentes e apesar do nome em comum não tem nada a ver m com o outro. Embarcamos novamente no avião e desa vez só iriamos parar no aeroporto de Nova Iorque.

Pouco mais de oito horas de vôo e aterrisamos no JFK. A fila da imigração estava enorme e da saída do avião até a saida do aeroporto foram quase três horas. Pagamos pouco mais de trinta dólares por um shuttle, que nada mais é que uma van que faz a lotada e sai do aeroporto destinado a deixar os passageiros nos endereços desejados. Fomos os priimeiros a entrar na van e depois de rodar pela ilha quase toda, o que pra mim foi maravilhoso por se tratar de um city tour mesmo sem ter esa intensão, fomos os últimos a sermos deixados no nosso endereço. Avenida Lexington com rua noventa e sete. Na verdade entre noventa e sete e noventa e oito. Tanto que pra nossa facilidade havia uma estação de metrô na Lexington com a noventa e seis.