terça-feira, 31 de março de 2009

AVENTURAS LONDRINAS (12)

Uma vez a Aline me ligou. Essa é uma grande amiga que eu fiz aqui em Londres. Baianinha arretada, Aline é uma pessoa especial que assim como eu também se preocupa com seus amigos, e por conta disso recebi essa ligação dela. Já era noite e ela perguntou pra mim se eu não queria fazer um cleaner (lê-se faxina) no dia seguinte por que ela não podia. Como eu tava precisando de um trabalho, topei na hora. Quando saí da casa do Alê já que estava visitando ele e a Carol, antes de entrar em casa passei na casa dela que fica na mesma rua, quase em frente a minha pra pegar os detalhes. Era por volta de meia noite.

O cleaner era num escritório de uma empresa de arquitetura (ou seria engenharia) e começava às seis da manhã do dia seguinte. Mesmo assim, naquela hora a Aline ligou pra amiga que tinha oferecido a vaga pra ela pra dizer que arrumou uma pessoa que iria no lugar dela. Falei com a Claudia, que pela hora já estava dormindo, e combinamos de nos encontrar na Oxford dali a algumas horas. Dormi, ou melhor, descansei até umas quatro e meia da manhã, peguei a primeira viagem de metrô do dia, desci na estação de Bond Street, que também é perto e andei até o lugar marcado.

Liguei pra Claudia dizendo que já havia chegado e ela pediu pra que eu caminhasse até o ponto do ônibus e pegasse o mesmo que ela estava. Detalhe: eu iria saltar um ponto depois de onde eu peguei. Como a gente combinou, não deu certo. De modo que peguei o ônibus que passou depois do que ela estava, desci no ponto e lá estava ela me esperando. Só lá que a conheci pessoalmente. Fomos juntos pro escritório.

Primeiro dia de trabalho e eu já cheguei atrasado, mas como estávamos em dois o serviço saiu a tempo. Na verdade eram duas horas no total pra se limpar um andar. Não era um andar grande. Uma pessoa sozinha dava conta de fazer o serviço em duas horas tranqüilo. Naquela sexta-feira a Claudia me mostrou o que tinha pra ser feito e basicamente eram três coisas: tirar o lixo, passar o aspirador e o espanador. Quando tinha aquelas marcas de caneca de chá, passar o que eles chamam de mop, que nada mais é do que o spray conhecido genericamente pela gente como o produto de limpeza Veja. Depois tinha que ver a louça na maquina também e guardar no armário. Servicinho tranqüilo. Naquele dia conheci também o Bartolomeu, um polonês que era praticamente o nosso chefe. A Claudia só iria ficar com a limpeza dos banheiros na parte da noite e por isso ela tava passando as instruções pra mim.

Na segunda foi quando encarei sozinho pela primeira vez o andar todo só pra mim. Tudo bem que eu me esqueci da louça, mas era o primeiro dia e eu ainda tava me adaptando, tanto que nos outros dias fiz tudinho. Se bem me lembro foi nesse dia que o chefe do Bartolomeu apareceu por lá e me conheceu. Na quarta a Claudia me aparece por lá novamente. Haviam pedido a ela pra continuar a limpar os banheiros só que na mesma hora da faxina. Quando fui trabalhar na quinta achei que havia algo de estranho. As latas de lixo estavam vazias. Então passei pra segunda etapa, o aspirador. Vi que o chefe do meu chefe entrou na cozinha e começou a cuidar da louça e a Claudia não tinha ido naquele dia, de modo que o próprio Bartolomeu vestiu a camisa da empresa e ele mesmo foi limpar os banheiros.

No final do expediente ele veio dispensar meus serviços, ou seja, fui demitido depois de uma semana. Segundo ele não era nada pessoal, mas eles queriam alguém mais experiente e de preferência mulher. Desde quando precisa ter experiência pra passar aspirador de pó? Eu tenho pra mim que foi por causa da falta de atenção pra louça que eu sempre deixava pra fazer por último, mas fazia. Sempre dizem que a ordem dos fatores não altera o produto, mas nesse caso acho que alterou sim. Poucas semanas depois eles perderam o contrato com o escritório.

segunda-feira, 23 de março de 2009

AVENTURAS LONDRINAS (11)

Ano novo, turma nova. Na primeira semana do ano voltamos às aulas e minha turma era outra. Por eu ter chegado a pouco em Londres e principalmente pelo fado de eu não ter controlado meu tempo no teste de mudança de nível e não ter feito a redação, continuei no mesmo nível intermediário, que a escola classifica como número seis dos nove que ela tem.

Enquanto grande parte da turma começou a aula no nível intermediário avançado, meu avanço dessa vez terá que esperar um pouco. O próprio professor me aconselhou a fazer um teste antes do tempo previsto pra que eu pegasse minha turma novamente, mas dessa vez resolvi acompanhar tudo, detalhe por detalhe, lição por lição.

Não sou nenhum nerd ou cdf como falam no Brasil e às vezes falto aula sim. Principalmente pra poder trabalhar na feira, já que não posso perder essa bocada em ganhar uma grana extra e que por enquanto é a única que tem me sustentado por aqui até arrumar um fixo. Também não quero muito. Já que a grana extra vem da feira, um trabalho que me sustente por aqui, só pra pagar as contas (aluguel, transporte e comida) é o suficiente e a feira fica pra diversão. Esse é o ideal.

Mas voltando ao assunto em pauta, retornei ao curso com professor e turma nova. Na verdade uma professora. Meio fraquinha na didática, mas também a nossa é a terceira turma, ou terceira temporada que ela pega e, por conseguinte tem muito que aprender ainda. Alguns alunos desistiram, uns fizeram o que me foi aconselhado, outros simplesmente sumiram. Mas eu resolvi dar um crédito a ela que custou um pouco até pegar o ritmo da turma e começar a puxar por ela. Não quis fazer o tal teste antes do tempo. Prefiro deixar fluir. Tenho que rememorar muitas coisas ainda e acompanhar a turma sem me afobar em correr tem me ajudado nisso. Aliás, faço minhas anotações em folhas separadas e depois, quando vou estudar, as passo a limpo no caderno. Tudo bem que às vezes demoro horrores pra fazer isso, mas é o meu jeito de estudar. E procuro fazer todos os deveres de casa mandados por ela. Parece que voltei no tempo me sentindo ainda no primeiro grau quando ela pede isso.

O livro, que dessa vez fiz questão de comprar e seguir o bê-á-bá da cartilha, é mais aberto em sala de aula do que em casa. E também quando estudo, abro na lição e mando ver. A turma é bem diversificada e isso que eu acho interessante nesse tipo de curso. Tem gente de toda parte do mundo e as várias maneiras de se falar o inglês é muito curioso. De colombiano a russa, de tailandês a uma pessoa do Turcomenistão a variedade é grande. Uma verdadeira torre de babel caso o objetivo não fosse o mesmo dentro daquela sala de aula e o mais bacana é que bem ou mal todos se entendem, afinal a gente é obrigado a falar inglês por mais que tenha diversidade de sotaques. Claro, tem brasileiro também. Quatro comigo. E mesmo assim a gente evita de falar português, a não ser quando alguém tem dificuldade de entender uma palavra ou expressão. É a única exceção.

De pouquinho em pouquinho vou seguindo com a turma e me inteirando mais sobre a língua, rememorando várias regras e várias palavras pra incrementar ainda mais o meu vocabulário. Geralmente é em torno de três meses que se faz um teste pra mudar o nível e se o último foi na época do Natal, o próximo deve ser perto da páscoa. Espero dessa vez que eu consiga elevar o meu nível de inglês, afinal dessa vez sim estarei mais afiado e preparado para o teste de mudança do sexto para o sétimo nível.

Sem querer comparar e já comparando entre o Marc, o primeiro professor que peguei, e a Abbie, a atual, o Marc desenvolve melhor um assunto, é mais enfático na conversação, por exemplo, que a Abie que se atém mais ao livro apesar de ultimamente ela estar se soltando mais e sendo pouco mais interativa que o cuspe-giz.

terça-feira, 17 de março de 2009

AVENTURAS LONDRINAS (10)

O mês de janeiro, e conseqüentemente o ano, começou com um grande desafio. A frase que me norteia é: ‘Eu tenho que arrumar trabalho’. Sei que cheguei numa época ingrata por dois motivos. Primeiro essa crise mundial que está invadindo o noticiário e assustando todo mundo e segundo que como já cheguei agendado pra trabalhar uns dias no evento de moda, coisa que fiz na semana seguinte a que cheguei, só ficando livre pra correr atrás de trampo há poucos dias do Natal, o que não é de bom tom em nenhuma parte do mundo. Esperei passar as festas de fim de ano pra começar a correr atrás do meu lugar ao sol. Só que sol aqui é coisa rara e dura pouco tempo, pelo menos no inverno.

Eu e um amigo meu que se encontrava na mesma situação, ou seja, desesperado por um trabalho, começamos a combinar de correr as agências de emprego, bater de porta em porta e chegamos a matar alguns dias de aula pra fazer isso. A minha tática era pegar o endereço das agências, ver no mapa via internet onde ficava mais ou menos e anotar numa folha de papel as indicações pra que conseguíssemos chegar até elas. Deu certo, mas cada uma que a gente ia dizia a mesma coisa. ‘Não temos nada no momento, pois o movimento está fraco. Por gentileza torne a nos procurar a partir do próximo mês.’ Ou seja, só em fevereiro.

O meu único problema (ou solução, dependendo do ponto de vista) é que logo na primeira quinzena do ano o gerente da feira de moda me mandou um mail perguntando sobre minha disponibilidade pra fazer o evento novamente nas duas primeiras semanas do mês de fevereiro.
Claro que topei na hora e logo ele retornou o mail dizendo que havia me marcado pra seis dos dez dias de feira. De modo que se eu desse sorte de conseguir um trabalho, já não poderia ir nos dias marcados do evento. O fato então era esperar a feira acabar pra voltar a correr atrás de um lugar a sombra, já que sol por aqui ainda é um pouco tímido em ceder sua propriedade aquecedora. Repito isso pelo fato de eu ainda estranhar isso. E, só por complemento, na semana anterior ao evento me pediram pra trabalhar mais dois dias lá, aumentando assim pra oito minha participação nela.

Geralmente essas agências de emprego contratam mais pessoas pra fazer serviço de garçom, e coisas relacionadas à cozinha, como lavador de prato e etc... Mesmo sendo esse tipo de trabalho a dificuldade em encontrar no mês de janeiro aqui é grande. Recomendo pra quem fizer essa aventura vir depois do carnaval brasileiro, que é quando o ano começa aí abaixo do equador e as oportunidades começam a crescer do lado de cá.

O ideal, que nem sempre é o que a gente tem em mãos, é que eu pegasse um trabalho que me ocupasse quatro horas diárias a que eu tenho direito, ganhando sete libras a hora e continuasse fazendo esse evento que pinta de dois meses e meio em dois meses e meio, dando um total de cinco por ano. No entanto, no estado em que me encontro de procura por qualquer coisa que pinte não dá pra ficar escolhendo o quanto que eu vá ganhar. Ao mesmo tempo em que essa situação me incomoda um pouco e às vezes até me desanima a ponto de pensar em jogar tudo pro ar e voltar pro Brasil, de outro modo acho que quando pintar trabalho vai ser um bom pra minha pessoa, mesmo que seja como garçom. E é isso que anula o outro pensamento, ou seja, o jogo continua no zero a zero e nem cheguei na metade do primeiro tempo.

Claro que quando a gente vem pra cá vem com uma idéia. O difícil, às vezes, é por essa idéia em prática, já que pra isso é necessário se arrumar um emprego. Mas como alguém disse e não me lembro agora quem foi e nem se foi exatamente com essas palavras: retroceder nunca e desistir jamais. É isso mesmo? Terei trabalho de procurar.

segunda-feira, 9 de março de 2009

AVENTURAS LONDRINAS (9)

Tem horas que a cidade de Londres é tão comum e tem horas que é tão diferente que essa polaridade se alternando de forma rápida chega a assustar um pouco. Claro que tudo aqui está sendo diferente, mesmo quando parece que é igual. Não dá pra comparar com cidades do Brasil como Rio ou São Paulo. É diferente. A cultura aqui é outra, os modos são outros, em algumas coisas eles são piores que a gente e em outras a superioridade deles se faz presente.

O clima, por exemplo, é bem diferente. Enquanto que no Brasil se gasta de energia pra refrescar o ambiente calorento, típico brasileiro, aqui é justamente ao contrário. Pra se suportar o frio, energia ou até gás são gastos com os aquecedores que ficam espalhados por todo o ambiente da casa (quarto, sala, cozinha). Já no verão, pelo que me dizem é só abrir a janela e deixar entrar aquele ar fresco. Óbvio que nos escritórios fechados o ar condicionado é ligado. Mas ônibus e metrô não possuem esse sistema.

Nem tudo que reluz é ouro, como diz o dito popular. Eu esperava o famoso Natal branco como se vê em filmes e fotografias, mas infelizmente não foi aqui dessa vez que tive isso. No reveillon não queria neve, afinal queima de fogos não combina com queda de flocos. Mas não tardou muito depois da passagem de ano pra eu ver pela primeira vez na minha vida, ao vivo, de perto e sentindo a tão falada neve. Tudo bem que os flocos eram mínimos e se tornavam gotas assim que chocassem com alguma superfície. Além disso, já era tarde da noite quando começou a manifestação dos céus, ou seja uma chuva cujos pingos eram sólidos. Como pra mim era novidade fui pra rua. Ainda não era a neve dos meus sonhos, mas era a neve que abriu o ano, já que esse fenômeno ocorreu na primeira madrugada de domingo pra segunda desse ano.

Essa neve me reportou pras reportagens que passam nos telejornais vespertinos onde o foco é dado pra geada da cidade de São Joaquim, na serra catarinense. Mesmo assim eu brinquei como criança, afinal era novidade pra mim. Apesar de não ter neve o suficiente pra se fazer uma guerrinha ou um boneco de neve eu gostei daquela noite fria e pegava os mínimos flocos na mão – protegida por luva, claro, porque com o frio que faz só de luva mesmo.

Antes de eu chegar aqui havia nevado no mês de outubro, de modo que foi uma neve atípica, tanto que não nevava em Londres no mês de outubro desde mil novecentos e vinte e sete e alimentaram mais ainda a minha esperança quando os comentários sobre neve começaram a circular, sobretudo dizendo que aquela neve não era nada em comparação ao que poderia cair ainda, e que aquele era o primeiro de alguns dias de neve. Não de neve caindo constantemente como acontece com chuva por aqui, mas esporadicamente.

Realmente janeiro é um mês frio na Europa, e mais ainda na Inglaterra por ficar pouco mais ao norte do continente. E frio não é uma coisa normal pra quem nasceu num país tropical, numa cidade como Niterói. Eu digo sempre que nunca vou me acostumar com o frio, apesar de ser obrigado a me adaptar, o que são coisas extremamentes diferentes. O frio me é mais agradável que o calor, uma vez que se controla devido o número de peças que se coloca sobre o corpo. O calor mesmo nu você pode continuar sentindo. Mas entre o calorão do verão carioca e o frio congelante de Londres eu prefiro ficar com o meio termo.

Ah! E praqueles que querem saber como está o tempo nessa terra, eu vou dizer o que é a mais pura verdade. Existem apenas e unicamente três tipos de temperatura no inverno inglês. A saber: frio, muito frio e frio pra cassete (pra não falar outra palavra de calão inferior).

segunda-feira, 2 de março de 2009

AVENTURAS LONDRINAS (8)

Superstição é o que não falta pra passagem de ano. Cores pra atrair bens, sejam materiais ou não, são os mais discutidos e utilizados por milhares de pessoas que também não acreditam, mas não deixam de usar na hora da virada. A cor branca permanece no topo da lista. Esse ano eu conheci mais uma a qual segui. Na hora da virada tem que estar se usando uma peça de roupa nova, uma usada, uma emprestada e uma azul. Nova foi a cueca amarela pra atrair dinheiro, usada era o resto da roupa mesmo, a calça jeans e o casaco eram azuis – escuros, mas azuis – e emprestado peguei um cachecol não me lembro de quem. Por que não seguir as superstições? Se der errado não foi por causa disso, mas se der certo isso ajudou.

No meu caso, uma coisa que eu tenho percebido e talvez por isso tenha se tornado a minha superstição de réveillon, é que se eu rompo o ano em lugares novos, no sentido de que nunca havia virado o ano ali ou com pessoas que conheci recentemente, novas no meu ciclo de amizade, o ano tende a ser benéfico na maioria dos aspectos. De modo que no balanço final do ano como um todo, o prato que fica mais abaixo da linha média, cujo peso é maior é justamente o prato das conquistas boas que adquiri durante o ano. Esse ano, por incrível que pareça, essas duas correntes se juntaram. Rompi o ano num lugar que nunca tinha estado numa virada de ano e com pessoas novíssimas no meu ciclo de amizades. Se minha simpatia se concretizar, esse deve ser o um dos anos mais ‘realizados’ da minha vida. Vamos ver se é só simpatia ou se realmente tem um que de realidade nessas maluquices.

O réveillon aqui em Londres é completamente diferente do de Copacabana. As pessoas aqui não se confraternizam muito e o pico, o auge é a queima de fogos da London Eye. Em Copacabana também o auge são os fogos, mas o clima é outro completamente diferente. Lá a rua fica toda tomada durante a noite. Aqui não. Acabou a queima de fogos já começa a dispersão. Cada qual vai pra sua festa. Grande parte paga e pra entrar o valor mínimo é de quinze libras só a entrada, fora a consumação.

Como a festa de Natal aqui na casa foi um tremendo sucesso, resolvemos faze outra de réveillon de modo que essa seria menos divulgada. A ceia também foi de acordo com a nossa tradição, assim como no Natal. Uma carne de porco, que fuça pra frente, lentilhas e arroz, além das bebidas – refrigerantes, vinho, vodca pra caipirinha e champanhe, uma delas pra estourar na hora da virada – e das sobremesas. No Rio se compra o bilhete do metrô antecipado e só se pode viajar numa determinada faixa de horário a caminho da praia. A vantagem daqui é que o metrô é gratuito até as quatro da manhã. E a desvantagem é que todo dia dois de janeiro as tarifas sobem. Nós comemos por aqui e em torno de umas dez e meia pegamos o metrô em direção a estação de Waterloo.

A festa começou já no caminho com a alegria contagiante de um bando de brasileiros além do japonês e da francesa, já contaminados pela gente, e de um inglês que no início ficou meio deslocado, mas no fim acabou por entrar no nosso clima. Chegamos lá uns quarenta minutos antes da queima de fogos e a ponte de Waterloo, um dos lugares mais concorridos, já estava tomada. Fizemos outro caminho que nos deixou de frente pra roda gigante. Na verdade de frente pra parte de traz dela. No entanto ela estava lá, inteira na nossa visão. Bonito, diferente e sem comparação. Se os fogos de Copacabana não fizessem muita fumaça... Na volta ainda passamos num pub, um dos poucos gratuitos, entramos, mas não ficamos meia hora lá dentro. Muito cheio.

Decidimos voltar, comemos mais um pouco e passamos o tempo de papo pro ar até o sono chegar. No primeiro dia do ano assumi o fogão. Combinamos de fazer, ou pelo menos chegar perto do que seria uma feijoada. Tremendo sucesso. A virada e a feijoada.