quinta-feira, 23 de julho de 2009

AVENTURAS LONDRINAS (30)

Em sua música de apresentação que acabou repercutindo no mundo inteiro, Susan Boyle dizia que há sonhos que não podem ser e tempestades que não podemos prever. É a mais pura verdade. Eu fui pra Londres pra, além de reforçar o inglês, tentar fazer um pé de meia. Trabalhar e juntar um pouco de dinheiro, pelo menos fazer alguma coisa que desse pra pagar as contas da semana. Infelizmente não foi possível. Cheguei no auge da crise financeira e do inverno frio.

Até consegui, graças ao Alê, o bico da feira, mas era só pra ser bico e não o principal. Uma vez, como contei aqui até trabalhei como cleaner durante uma semana, mas fui demitido. Treinamento também fiz alguns na esperança de conseguir alguma coisa. Não digo que foi em vão por que sempre aprendi coisas novas, mas não foi o suficiente pro que eu queria. As pessoas que eu conheço que conseguiram algum tipo de trabalho foi por indicação. Fulano que falou com Beltrano que ouviu a conversa de Cicrano que alguém estava precisando de gente pra trabalhar. Infelizmente não aconteceu isso comigo. Bater perna atrás de emprego em agencias que contratam pessoas pra trabalhar de garçom foi o meu forte. Também era só bater na porta literalmente por que nenhuma delas abria com uma boa notícia. Sempre diziam ‘a gente tá quieto agora e volta daqui a duas ou três semanas’. Era sempre assim. E assim não dá.

Como eu sabia desde o início que era uma temporada, fui com essa mentalidade pra lá, indo sabendo que iria voltar, não deu pra estender essa temporada como queria fazer por mais seis meses e voltar em fevereiro pro carnaval. Meu visto expirou no dia trinta de junho e eu tinha que dar um jeito de bolar alguma coisa. Como a feira terminou no dia vinte e oito e a próxima é só na segunda quinzena de setembro, por que não rodar. Gasta-se grana do mesmo jeito, mas eu não fico parado em Londres e conheço outros países, povos e culturas. Foi isso o que fiz. Na verdade já iria fazer isso caso continuasse em Londres, apenas iria fazer em outra época, entre dezembro e fevereiro, antes de voltar. Então combinamos, eu e minha mãe, de montarmos um roteiro de viagem bom e bastante econômico pra que eu possa curtir e voltar pra Londres em setembro pra fazer a feira lá. Aliando-se a isso os três amigos que moram por aqui pela Europa foram devidamente contactados e avisados que em algum momento eu estarei pousando na casa deles.

Agora é botar a mochila nas costas e o pé na estrada. Quanto os meus amigos de Londres, não houve uma despedida e sim um até breve. Foi muito bom essa vivencia, essa experiência de morar fora, de construir amizades sólidas e verdadeiras com gente de várias partes do Brasil, de Londres e do mundo. Pessoas que marcaram minha vida, viveram minha história e deixaram marcas inesquecíveis e irrasuráveis (se é que existe essa palavra). Pessoas que eu vou manter pelo resto da minha vida. Mas agora é chegada a hora de voar. De tentar angariar mais pessoas pra escreverem o livro da minha história. Sei que é difícil pelo fato de albergues terem uma rotatividade bem maior do que a casa que morei durante meses. Mas a gente tenta. Mundo novo, portas novas, gente nova é tudo que eu quero. Minha missão em Londres foi cumprida.

Infelizmente uma tempestade atrapalhou um pouco, mas nada como um dia após o outro pra que as nuvens se dissipem e o sol torne a sair e brilhar novamente. Agora em outros ares. Ainda europeus, não mais exclusivamente londrinos. Sei que é clichê falar isso, mas, como diz a boa e velha música de Roberto Carlos ‘são tantas já vividas, são momentos que não esqueci / amigos eu ganhei, saudades eu senti partindo / sei tudo que o amor é capaz de me dar/ eu sei já sofri, mas não canso de amar / se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi’. Todas graças as sólidas amizades que construí nesses sete meses em que fiquei em Londres.
AVENTURAS LONDRINAS (29)

Me lembro que uma das primeiras postagens que fiz foi sobre ele. Falando mal, claro. No decorrer desses quase sete anos que me dedico semanalmente a esse espaço devo ter mencionado o nome dele algumas vezes também. (Não me lembro de todos os textos que postei aqui. Os tenho arquivados, mas também não vou correr meus olhos em mais de trezentas páginas pra confirmar essa informação.)

O fato é que ele se foi. Deixou um legado enorme e tal como Elvis Presley, também chegou a ser considerado um rei. E realmente foi. Os anos oitenta foram dele. Acho que ninguém teve mais músicas na parada de sucesso do que ele naquela época. Foi um sucesso atrás do outro.

E no ano passado se comemorou os vinte e cinco anos do lançamento do álbum que alavancou a carreira dele de tal forma que o botou no topo, e a meu ver o vídeo clipe como se vê atualmente deve muito a esse álbum. Aquela coisa temática, uma historinha com começo meio e fim, com caracterizações e efeitos especiais foi ele quem criou. Quem não ficou chocado quando viu aquela magia de zumbis saindo de suas tumbas e dançando a mesma coreografia de modo a assustar uma pobre, doce, sonhadora e indefesa donzela naquele que seja talvez o principal vídeo clipe da carreira dele. Eu, por exemplo, quando vi aquilo não dormi, mas apenas pelo fato de ser criança e me impressionar com certas coisas desse tipo, ou seja, medo mesmo. Depois, já grande e começando a entender o mundo como ele é reparei e percebi na grandeza, na dimensão e na maestria com que aquele trabalho foi feito.

Acho que já disse isso. O último grande trabalho que ele fez foi o disco ‘Black or White’, uma contra partida das críticas que recebera por estar clareando sua pele devido ao tratamento de vitiligo. De lá pra cá a queda dele como artista e como pessoa, sendo acusado de pedofilia entre outras coisas, foi vertiginosa. Tentou uma jogada de marketing se casando com uma anônima e depois uma famosa, ou vice versa. Dizem que tem dois filhos legítimos, mas reza a lenda que é por inseminação artificial. Aliás, lenda em torno dessa pessoa é o que não falta. E se a gente começara listar aqui não acabamos com isso hoje.

O mais curioso é que a pouco tempo atrás ele provocou um alvoroço e um estardalhaço quando numa aparição relâmpago esteve em Londres pra anunciar aquela que poderia ser a sua última turnê, ou seja, já pensava em se aposentar. Não sei se apenas em Londres ou se ele pensava em rodar mesmo alguns países com esse show. Os ingressos foram esgotados em dois tempos e os que sobraram ficavam nos piores lugares. Agora tem que saber como esse pessoal todo vai ter seu dinheiro de volta.

No Brasil, além de fazer os shows, ele chegou a pedir permissão pro chefe do tráfico de drogas no morro Dona Marta, em Botafogo, no Rio, pra gravar parte de um clipe, outra parte foi mo bairro do Pelourinho, em Salvador, na Bahia. O clipe era ‘They don’t care about us’ que traduzindo seria ‘Eles não cuidam da gente’ o que não passa de outra crítica. O cara era bom no que fazia. E admito, dançava muito, servindo até de exemplo e referencia pra alguns dançarinos profissionais.

Agora Michael Jackson não está mais no meio de nós. O feitiço virou contra o feiticeiro. Ao invés dele convocar os mortos pra ressuscitar e dançar com ele, dessa vez ele acompanha seus coleguinhas de túmulo. E tenho pra mim que o clipe que ele segue dessa vez é uma mistura de Thriller com Bad, mas na verdade o refrão da segunda música sofreu alteração e ao invés dele cantar ‘I’m bad’ (Sou mau) agora deu lugar a ‘I’m dead’(Estou morto). Estrela desde os áureos tempos dos Jackson’s Five, agora até pode estar apagada, mas a luz que ela iluminou em uma boa fase dos seus apenas cinqüenta anos de vida, vai permanecer reluzente por gerações e gerações.
AVENTURAS LONDRINAS (28)

Outro lugar que eu aproveitei pra ir foi Brighton. Essa é a praia mais perto de Londres. Fica a duas horas de ônibus – daquela mesma companhia que vai pra Escócia – o que deixa a viagem mais suportável um pouco. Fomos numa sexta feira – de novo a sexta – no entanto, por ser mais perto, fomos e voltamos no mesmo dia.

Fui com um outro super grande amigo meu. Claro que por ser cedo dormimos a viagem inteira. No meu caso, já expliquei, isso é modo de dizer. Chegamos lá e a estação do terminal de ônibus, que não passa de três baias pra que os ônibus possam estacionar e desembarcar ou embarcar os passageiros fica bem na beira da praia. Questão só de atravessar a rua.

Uma das atrações de Brighton, além da distancia com Londres é o píer. Não que eu não tenha ido a praia sem píer. Na Califórnia quase todas elas tem, mas não me lembro de um píer que tenha um parque de diversões. Um píer que agüenta uma montanha russa entre outras atrações tem que ter uma base sólida, apesar de estar dentro do líquido. E o bicho é grande, longo, extenso. Foi a primeira coisa que fizemos. Dar uma volta nesse píer que, por estar cedo, as atrações do parque de diversões não estavam abertas a público. Apesar da vontade eu não andei na montanha russa.

Depois começamos a andar no calçadão que também não é como se conhece no Brasil. É completamente diferente do de Copacabana e da grande maioria do litoral brasileiro. Há sim um calçadão e ao longo dele rampas de acesso para descer pra praia. Na verdade a gente caminha por sobre os bares e restaurantes que ficam no nível do mar, digamos assim. Há também em frente a um desses pubs um carrossel que fica tocando aquelas músicas irritantes. Passamos por ele quando estávamos procurando um lugar pra botar nossas coisas à beira mar e ficarmos um tempo por lá.

A areia não é areia, e sim aquelas pedrinhas que podem machucar o pé de quem não tá acostumado com praia de pedra. Por um lado é bom que não suja muito e quando a gente deita meio que massageia o corpo. Por outro, ao correr pra cair na água a pisada pode ser dolorida. Sim, cair na água. Depois de meses sem saber o que tomar banho de mar experimentei a dor e a delícia de me banhar em mar britânico. A água estava gelada e o tempo não tão quente. Mas nadei, mergulhei, dei cambalhota, pintei e bordei e fiquei o maior tempo possível dentro da água. O chato era aturar o vento frio quando a gente saia dela. Tinha que se enxugar rápido e botar uma roupa.

Estava um mormaço normal, até bom pros padrões britânicos. Como a gente tinha algum tempo e comida o suficiente pra nos manter até a volta não estávamos preocupados com nada, a não ser com a hora de pegar o ônibus de volta e que ainda estava longe. Resumo. Estendemos nossas toalhas, as mesmas que nos enxugamos e dormimos. Pra que. Eu acordei todo ‘camareônico’, como quando não passo protetor ao ir numa praia no Brasil. Por estar de camisa, bermuda, meia e tênis, as partes que ficaram expostas ao sol ficaram completamente vermelhas a ponto de descascar depois e demorar um pouco pra pele voltar ao tom normal. Meses sem praia já viu.

Algumas horas depois do sono fomos rodar um pouco a cidade e tirar fotos. Aliás, fotos foram o que a gente mais tirou. Até eu que não gosto muito de tirar fotos em certas horas fui convencido a modelar em algumas. E teve um lugar lá, um centro de artes e biblioteca da cidade que mais parece um Taj Mahal que foi um bom cenário pra fotografias. Demos mais uma volta pela cidade, apenas de um lado dela e não muito longe do nosso ponto de referencia, voltamos a ficar sentados na praia, voltamos a dar a volta no píer gigantesco, e o curioso é que na hora que a gente voltou as atrações já tinham sido fechadas por causa da hora e partimos de volta pra Londres. Depois de um longo dia na praia e com direito a banho de mar.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

AVENTURAS LONDRINAS (27)

Minha última semana de aula foi a primeira semana de junho. Mais um ciclo foi encerrado. Vinte e quatro semanas de curso e mais três de pausa (Natal, Réveillon e Páscoa). No geral gostei do curso, apesar de alguns contratempos que já contei aqui, mas o interessante é que a mistura de nacionalidades, a torre de babel era legal. Claro que a gente se enturma primeiro com os conterrâneos e depois procura pelo resto.

No meu último dia e aula a professora chegou e perguntou se a gente continuaria as lições do livro ou se faríamos alguma coisa diferente. Votei logo na segunda opção, até pelo fato de ter levado, pra celebrar o encerramento dessa fase, refrigerante, batata e chocolates pra turma. E até por se tratar de uma sexta-feira a turma concordou comigo. Três filmes foram colocados em votação. Os três eu já tinha visto, mas dessa vez fui voto vencido e o meu James Bond perdeu pro Casamento Grego.

Ficamos assistindo o filme. Achei meio estranho que na hora do intervalo ela parou o filme pra fazer o break. Teve um dia que ela não pode dar aula e a gente também viu um filme, mas a gente não parou. Foi direto. Aproveitei o intervalo pra começar a servir o pessoal. Tinha até levado alguns CD’s e ousei botar algumas músicas no intervalo também. Rita cantando Beatles pra eles conhecerem o trabalho maravilhoso que ela fez e um samba enredo pra ensinar a Paula, venezuelana, a sambar. Claro que ela não aprendeu, mas adorou e chegou até a fazer um vídeozinho com a máquina dela.

Por falar em máquina, no final tirei foto de quem tava lá da turma, e das professoras, tanto da Nisha quanto da Abbie, já que do Mark eu havia tirado no na confraternização de Natal. Essa fase do curso estava sendo dado como matéria muito vocabulário, já que estrutura de tempo verbal e outras coisinhas, apesar de a gente também usar o tempo todo, já tava mais batido. De modo que eu ainda sinto certa dificuldade com os phrasal verbs e o vocabulário se não for muito bem praticado se perde com rapidez. Tô até pensando em fazer conversação só pra fazer a manutenção do inglês quando eu voltar pro Brasil.

No entanto, devo confessar uma coisa. Na véspera, na quinta, faltei aula. Mas foi por uma boa causa. Tem uma atração turística aqui que se paga um valor que não sei exatamente qual, mas que eu fui de graça. O amigo de um amigo meu arrumou cortesia pra gente dar uma volta na London Eye, a super roda gigante. Se você pensa em vir pra Londres e acha o máximo dar uma volta nela, eu confesso que não tem nada de mais. E me arrependeria em ter gastado dinheiro pra andar naquilo. Como era de graça e era novidade fomos nós três dar uma volta. Grandes coisas ver Londres de cima. Eu prefiro mil vezes ir ao Corcovado e ter a visão do Rio de cima do que a que eu vi aqui em Londres dentro daquela gaiola que lembrava um pouco o bondinho do Pão de Açúcar. É igual o museu de cera. Que graça tem ficar vendo uns bonecos só por que são idênticos a algumas celebridades, personalidades ou heróis de filmes como Hulk e Homem Aranha? Mas, enfim, tem turista pra tudo. E aquele dia eu tirei pra fazer programa de turista.

Mas, voltando pra sala de aula, foi muito bacana tudo que eu passei naquela escola. Fato que estão cada vez mais apertando o cerco pra estudante vir pra cá. A toda hora eles mudam as regras e as dificuldades só aumentam. E a London Study Centre, que é a minha escola, ou melhor, foi até aquele dia não é de fachada. Por que tem escolas aqui – o número está sendo drasticamente reduzido, mas a gente ainda encontra uma ou outra – que só se matriculando já basta. E se a gente se propõe a vir aqui pra estudar, e não pra migrar, que nunca foi o meu caso apesar de sempre querer um emprego fixo e regulamentado pra, no máximo estender o meu visto por mais uma temporada, não tem o porquê de ficar a toa.
AVENTURAS LONDRINAS (26)

Londres é cosmopolita. Isso é fato. E outra coisa que eu acho interessante é que nem muito longe desse caldeirão de gente vinda de todas as partes do mundo a gente pode visitar e conhecer lugarezinhos, uns já bem falados, outros nem tão conhecidos. Eu resolvi me aventurar por essas bibocas. Principalmente nessa ilha que se vai com uma facilidade de um lugar para o outro e é tudo relativamente perto em se comparando ao Brasil.

Só pra reforçar a memória, essa ilha comporta três países: País de Gales, Inglaterra e Escócia. Foi justamente pra esse último pedaço ao norte da ilha que em meados de maio resolvemos ir. Edimburgo, na Escócia, foi o nosso destino e a viagem foi aquele verdadeiro bate-volta. A passagem mais barata que a gente encontrou custava 40 libras (20 por perna) e de ônibus. Foi o que a gente fez. De trem é mais caro e de avião também não compensava muito.

Compramos o bilhete da National Express, uma empresa conhecida e que junto com a Euro Line, se bobear, faz a conexão Londres – Inhaúma e a gente ainda não sabe. Falando sério, tem mais destinos que a bolsa de um carteiro, mas o nosso já tava definido e decidimos não desperdiçar tempo nem dinheiro com albergues, ou seja, pela viagem durar oito horas dormimos no ônibus que não é grandes coisas. Pra falar a verdade, que saudades do 1001 (Rio- São Paulo). Os ônibus aqui são absolutamente desconfortáveis, os bancos mais estreitos que os de avião e os encostos se se reclinam cinco centímetros é um luxo. E outra. Quando você compra não tem lugar marcado e onde sentar, sentou. Claro que com essas condições de sardinha em lata tive que viajar no corredor pra botar minhas pernas pra fora e encarar as quase oito horas de estrada.

Como em qualquer viagem rodoviária havia as famosas paradas na estrada pra quem quisesse comprar alguma coisa. Como havíamos levado um bom estoque de comida e bebida pra evitar gastar ao máximo eu aproveitava somente para ir ao banheiro e dar uma checada assim por alto nos lugares. Nada que um Graal também não tenha. Se não me engano foram três paradas nessas quase oito horas. Enfim, ‘dormimos’ em Londres na sexta a noite e ‘acordamos’ lá na Escócia no sábado pela manhã. E fizemos bem. O principal de Edimburgo dá pra se conhecer em apenas um dia. A atração principal é o castelo, sem dúvida nenhuma, mas paga pra entrar e eu não fiz isso. Só tirar as fotos já ficou legal. Existe também o museu do whisky, bem perto do castelo e alguns pontos altos da cidade que vale a pena visitar. Chegamos e, claro, a primeira coisa que fizemos foi comer. Depois disso começamos a sessão fotos e caminhada. Sei que por volta das duas da tarde já tínhamos visto praticamente tudo. O Samuca, meu amigo, fez questão de ir vestido a caráter, como um escocês, de saia cujo nome oficial é kilt e tudo. Fez um pequeno sucesso com algumas pessoas que até pararam ele e pediram pra tirar fotos como se ele fosse uma atração também.

Por falar em atração, além da imponência do castelo, no espaço onde há o observatório da cidade, há também várias construções antigas (olha a redundância aí) e inclusive um canhão português que foi parar por lá. Numa praça, aos pés do castelo há uma fonte maravilhosa e os jardins em torno dela altamente bem cuidados. Uma das igrejas se tornou um centro de artes e inclusive tem um restaurante dentro também.

No fim da tarde resolvemos ir à praia. Praia que mais parecia um rio, mas era de água salgada mesmo. Salgada, fria e extremamente poluída. E na verdade não era praia como a gente conhece. Tava mais pra uma marina. Mas é que depois de algum tempo sem ver um sinal que fosse de mar, tivemos que passar um bom tempo contemplando aquilo que chegou mais perto de uma praia até aquele momento. Mas valeu a pena ter andado o dia todo pra conhecer um pouco de Edimburgo e da Escócia.