segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MAIS UM ANO VAI

Quando a gente se dá conta, acabou. Passa muito rápido. Eu não sei por que motivo as vinte e quatro horas estão aparentemente valendo menos que as mesmas vinte e quatro horasde vinte anos atrás. Com isso o ano também passa rápido. Esse, por exemplo, já acabou. É impressionante, mas o ano já acabou. Estamos entrando em dois mil e onze daqui a alguns dias. É hora de fazer aquele balanço e traçar as metas pro ano vindouro. As metas eu ainda não as tenho, até pelo fato de começar a executá-las depois do carnaval, pois até lá, até mesmo pelo calor que costuma fazer nessa época e também com tendência a aumentar e ficar cada vez mais insuportável, o país vai funcionar a meio mastro. Ou seja, as metas tem um prazo para serem traçadas ainda. A não ser por uma que já vim da Europa com ela em mente e ainda não a desenvolvi, mas essa, com certeza tá como uma da minhas metas. A busca de documentos pra dar entrada, se possível, no meu passaporte europeu.

Já o balanço, vamos a ele. Considerando que esse meu ano teve dois meses a mais por levar em conta a data da minha volta da Europa em outubro do já quase ano retrasado, a retrospectiva que farei será a partir daí. Dez meses fora dá tempo de acumular saudade de praticamente tudo. De modo que esses dois primeiros meses foram o início da fase de readaptação e matança de saudade. Até que chegou um dia em que tinha que ocupar meu tempo ou seria vitima do banzo. Aí tentei unir o útil ao agradável e depois de algumas conversas com parentes e amigos, decidir me tornar um caixeiro viajante moderno, ou seja, investir na carreira de comissário de bordo pra poder trabalhar com prazer de voar, de conhecer gente e lugares novos, como fiz enquanto estava pela Europa. Esse cursinho durou cinco meses e de dezembro até o mês de maio me dediquei exclusivamente a isso. Na verdade esse curso era preparatório pra uma prova que somos obrigados a fazer para pegarmos nossa licensa permanente de vôo. Prova essa que fiz logo depois da Copa do Mundo.

É, esse foi um ano de Copa e até as quartas de final o Brasil parava pra ver a seleção jogar até que a Holanda interrompeu a medíocre caminhada da seleção rumo ao hexa. A mesma Holanda que ficou pela terceira vez na história das copas em segundo lugar, perdendo para a Espanha no principal jogo do torneio.

Soubemos durante o curso que não seria fácil, que mesmo depois da prova iríamos penar pra conseguir um emprego e que no mínimo quatro meses depois de distribuirmos o currículo que poderíamos ter algum tipo de resposta. Essa talvez seja a parte mais agonizante da distribuição de um currículo, a ausência de alguma resposta positiva ou negativa que seja, mas poderiam dar uma posiç ao. Por conta disso eu prorroguei esse prazo até o carnaval, apesar de ter aplicado os currículos no ínício de agosto.

Outros projetos pessoais que executei esse ano foram a academia de ginástica e o curso de língua. Desde o início do ano, a primeira idéia foi ter entrado em janeiro, queria ter entrado na academia, mas aí fui postergando, até pelo fato de não conhecer ninguém em quem eu pudesse confiar e que pudesse fazer um trabalho direcionado comigo. Até que no carnaval me animei mais quando reencontrei um grande amigo dos tempos de escola que é fisioterapeuta e instrutor de academia. Mas entre o carnaval e a minha entrada efetiva, ele passou por duas academias e se passaram sete meses desde esse primeiro encontro num bloco de carnaval. E quanto ao curso de línguas, comprei na livraria um cursinho do tipo “aprenda francês em três meses”. Claro que não vou sair falando tudo fluentemente, mas pelo menos o básico eu já estou tendo uma noção.

E como especial de janeiro, a partir da semana que vem postarei o auto de Natal que escrevi pra família atuar durante a nossa ceia no ano passado. Que 2011 seja ímpar.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

DRÁGEAS

Hoje me deu uma vontade de fazer algo diferente. Vou botar aqui algumas frases soltas. Uns chamam de pílulas. Eu vou chamar de cápsulas ou drágeas, o que não faz muita diferença medicinalmente falando. Algumas de minha autoria, outras que eu vi ou ouvi em alguma lugar, algumas sei os autores. outras nem tenho idéia. Algumas são ou já foram lemas de MSN, outras são trechos de músicas. Enfim, um apanhado de ditos e dizeres.

- Pode chegar que a festa vai é começar agora. (Gonzaguinha)

- A alegria de ver e entender é o mais perfeito dom da natureza.

- Sempre tem aquela pessoa especial que fica na dela, sabe seu potencial e mexe comigo, isso é um perigo.

- Meu único defeito é não ter medo de fazer o que gosto. (Rita Lee)

- Um homem precisa ser um pouco louco, senão ele nunca vai ousar se soltar e ser livre (Zorba, o Grego)

- Tudo vale a pena se a alma não é pequena. (Fernando Pessoa)

- Nós somos o que pensamos (só não penseque você é um super herói e não tente voar)

- Dentre as centenas, se uma lei cair em desuso, o Brasil finalmente vai dar certo. Essa lei é a de Gérson. Uma das poucas que dá certo e atravanca o progresso do país.

- Só deixo meu coração na mão de quem pode.

- Há aqueles que querem esquentar o meu corpo e há aqueles que eu quero que esquentem o meu coração. Desses eu corro atrás.

- Você só sabe que eu te amo tanto, mas na verdade meu amor não sabe o quanto. E se soubesse iria compreender razões que só quem ama assim pode entender. (Roberto e Erasmo)

- Consideramos justa toda forma de amor. (Lulu Santos)

- A perereca da vizinha tá presa na gaiola. Xô perereca, xô perereca. (Dercy Gonçalves)

- E o povo, já pergunta com maldade. Onde está a honestidade? Onde está a honestidade? (Noel Rosa)

- Toda loucura é bem vinda.

- Porque essa vida é muito louca e loucura pouca é bobagem. (Rita Lee)

- Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres. (Chico Buarque)

- Tô na lona sem trocado, to mais duro que cimento armado. (Serguei)

- Eu queria ser uma abelha pra pousar na sua flor. Haja amor. Haja amor (Luis Caldas)

- O meu sangue ferve por você. (Magal)

- Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas, com tamanha intensidade, que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata. (Mário Quintana)

- Jamais mude o seu jeito de ser para satisfazer as pessoas que você gosta, pois quem gosta de você não te muda, apenas te completa.

- Nojento (Tião Macalé)

- Tá chegando a hora. O dia já vem raiando meu bem, eu tenho que ir embora. (uma musiquinha aí)

Agora, pra encerrar, uma frase de minha própria lavra e autoria como umas outras que aí em cima estão:

- Quando a gente deixa de reclamar de uma coisa que incomodava é evolução. Quando a gente começa a reclamar de uma coisa que não incomodava é velhice.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

‘GAUCHE’ PERSONALIDADE

Numa bela tarde do ano de mil novecentos e noventa e sete recebo um telefonema da minha amiga Joana que, falando em tom baixo e um pouco estranho me transmitiu o seguinte recado: “Passa na minha casa, pegue todos os meus discos da Rita Lee, minha maquina Xereta e vem correndo pro centro do Rio. Te encontro no Centro Cultural Banco do Brasil.” Tentei tirar mais infomações dela, mas não consegui. Ela desligou o telefone logo. Eu obedeci.

Na época ela morava no meu prédio, num andar abaixo do meu e sabendo que eu era um estudante pré-vestibular, estaria a tarde em casa. Ela, estagiária de jornalismo, trabalhava numa revista de economia e negócios e estava pra fazer sua monografia. O tema: Rita Lee. Ela adorava a rainha do rock e realmente qualquer disco que saísse da cantora, fosse de carreira ou coletânea, ela adquiria.

Chegando lá, não deu tempo nem pra respirar. Fui seqüestrado. Ela me colocou dentro de um taxi e pediu pra seguir até a rua do Riachuelo, na sede do jornal ‘O Dia’. Sempre que eu perguntava o que estava acontecendo ela me respondia que eu iria ver. Simulou um mal estar no trabalho pra fazer aquela loucura. Até aquele momento, só ouvia falar das histórias malucas que fãs aprontavam pra ficar perto dos seus ídolos, mas aquela era a primeira que eu tava presenciando e vivenciando. Finalmente chegamos no endereço.

Na recepção ela disse que era estudante de jornalismo, mostrou a carteirinha, disse que estava fazendo um trabalho sobre Rita Lee e que gostaria de tirar algumas fotos da apresentação que ela estava fazendo na extinta rádio RPC. Fui seqüestrado pra ver uma apresentação de Rita Lee para um público bastente restrito, praticamente um pocket show, onde ela lançava o disco Santa Rita de Sampa. A partir desse momento Rita ganhava mais um fã. Joana me contagiou com o fanatismo dela.

Hoje posso dizer que sou adicto em Rita Lee e Joana me levou para um caminho sem volta, uma doença que apesar de ser controlada é incurável. Claro que conhecia e admirava o trabalho, as músicas da dupla Rita e Roberto, escutava no rádio, nas trilhas das novelas, masdaí a querer me aprofundar mais nacarreira e na vida dela, havia uma lacuna,um hiato pra que isso acontecesse, e talvez me faltasse mesmo esse empurrãozinho de Joana. Se hoje sou fã de Rita, devo muito a Joana. Principalmente pelo fato do meu contato visual com a Rita ter sido feito dessa maneira repentina, num ambiente mais aconchegante do que um show propriamente dito, e nos intervalos do programa ela parava pra falar com a gente, atendia um a um, tirava fotos, ou seja, além das músicas a simpatia cativante dela fez com que meu interesse pelo trabalho e carreira dela surgisse, como se eu tivesse sido enfeitiçado por ela. E fui.

Todo e qualquer show que ela faça aqui no Rio eu vou. Depois que eu conheci o Serguei e promovi um reencontro dos dois que me deu acesso a ela, mas mais ainda ao Beto Lee, filho dela, procuro depois do show tentar sempre ir ao camarim pra falar com eles. Nem sempre é possível, principalmente quando o Serguei não pode me me acompanhar nos shows, mas permaneço até o fim, até a saída dela apostando tudo na esperança. Às vezes dá certo, às vezes não dá, mas tudo faz parte apesar de às vezes a “entourrage” não simpatizar com esses gestos de gente como eu, que me considero fã, e outras pessoas muito mais fãs que eu.

Geralmente ela costuma abrir turnê pelo Rio. Em janeiro ela encerrou a turnê de “Pic-Nic”,onde ela comemorava os tantos anos de carreira. Mal ela encerrou uma, abriu outra “ETC...” que passou pelo Rio em setembro último e, como de praxe, eu estava lá fazendo a minha festa, curtindo mais um show da rainha do rock. E mesmo não lançando disco de inéditas desde dois mil e três, a casa estava lotada, merecidamente.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

AS QUARTAS, FEIRA

Outro dia fiquei pensando no que o meu sobrinho, hoje com dois anos e meio, daqui a trinta anos vai recordar da infância dele. Esse pensamento me veio a cabeça pelo fato de eu ter passado no meio de uma feira. Mas não era uma feira qualquer, era a feira que eu ia quando criança com minha mãe. Ela resiste até hoje apesar de não ser a mesma coisa.

Toda quarta-feira, na parte da manha, interditam uma rua aqui perto de casa e montam as barraquinhas pra que sejam expostas e vendidas as mercadorias. Poucas são as barracas, em relação ao tamanho da feira que eu ia quando criança. Não pelo fato de que eu era menor e a feria parecia grande, mas a extensão dela foi reduzida a um quarto do tamanho original. Vendia-se de tudo lá, de frutas, legumes e verduras até peixes, biscoitos e doces. Confesso que essa barraca de biscoitos e doces era a minha preferida. Pessoas que cultivavam na horta de casa, traziam seus produtos pra vender aqui. Quantos pedaços de frutas, punhado de biscoitos eu comia de graça.

Hoje em dia tá tudo diferente, os grandes supermercados praticamente tiraram as feiras da rua, e mais recentemente, com mercados mais voltados para os ‘hotifruti’ poucas são as pessoas que compram nas feiras. Os garotos com seus carrinhos de rolimã, ajudando as senhoras com as compras, a barganha natural da feira livre, aquele carrinho que minha mãe tinha com uma divisória e sempre preocupada em botar o mais pesado no compartimento de baixo e os mais leves por cima.

A evolução e o desenvolvimento mundial fazem com que algumas coisas só fiquem na lembrança. E as quitandinhas de esquina? Aqui perto ainda existe a mercearia do seu ‘Manel’, que hoje nem pertence mais a família dele e depois da venda o ‘lay-out’ do lugar foi completamente mudado e além de não ter mais graça, continua sendo caro e um lugar só pra comprar um quebra galho. Outro dia, por exemplo, o açúcar havia acabado. Tive que recorer a quitanda pra comprar um quilo. Só assim mesmo. Na infância, a turminha do prédio cansava de fazer altas excursões pra lá pra comprar bala, chiclete, pirulito, chocolate e sorvete. Uma turminha de dez pessoas que achava o máximo andar por cem metros em bando pra botar doce na boca. Conforme a gente foi crescendo, os lugares que descobríamos e fazíamos tais excursões ficavam mais longe.

Outro lugar que me remete a infância que hoje não existe mais era a coperativa. Uma espécie de mercado pra quem, como minha mãe, era funcionária do Banco do Brasil e tinha uma espécie decarteirinhade sócia, quehoje se vê em vários estabelecimentos comerciais, alguns deles fazem até cartão de crédito, mas no caso era apenas uma carteirinha parecendo a de um clube. Época de inflação, remarcação constante de preços e compras grandes com a finalidade de estoque pro mês. E as frurase legumes que tinham um tempor de perecividade bem menor que um quilo de açúcar, por exemplo, eram comprados na feira.

Eu me considero um privilegiado por ter vivido e acompanhado essa mudança toda. No meu tempo, o ‘Google’ era bem mais trabalhoso pois tínhamos que ir até uma biblioteca para fazer uma pesquisa, pegar vários livros que falavam do mesmo assunto e resumir. Acredito que meu sobrinho nem deve ler em livro de papel, mas nesses leitores digitais que estão começando a ser divulgados e vendidos agora. Daqui a algum tempo, como tudo que a tecnologia faz, quem não tiver um é demodê, obsoleto, quadrado. Alguém sempre pergunta: ‘Como é possível você ainda não ter um. Isso é uma mão na roda.’ Tudo que a tecnologia faz é uma mão na roda, senão eu não estaria por aqui, e sempre vai haver um foco de resistência por menor que seja. Apesar da roda-viva do mundo, pra quem quiser, resistindo, as quartas tem feira aqui perto de casa. E aproveita, freguesa, por que tá acabando. Está praticamente na hora da xepa.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PROJETO VERÃO 2011

Acho que desde minha pós graduação não tenho mais paciência pra ficar por longo tempo em sala de aula. Se eu começo um curso, a primeira coisa que eu vejo é a duração do curso e a segunda é o dia que acaba. Ultimamente só começo uma coisa se eu sei que vai terminar um dia, e que esse dia seja breve.

Foi exatamente por isso que desde setembro eu comecei o meu projeto verão 2011. Na verdade era pra começar no verão de 2010, mas fui postergando até que no fim do inverno desse ano finalmente fui fazer meu ‘projeto verão’. Tudo bem que estou um pouco atrasado, mas no verão de 2010 eu tava chegando da Europa e focado em outro projeto, mas mesmo assim tudo que eu planejei em fazer nesse ano de 2010 eu tenho cumprido.

Duas semanas antes de começar a preparar meu corpinho pro verão, também comecei a estudar por conta própria a língua francesa. Como disse anteriormente, a sala de aula não me atrai mais, e língua, pelo menos o aprendizado básico, pra quem tem facilidade de aprender como eu, dá pra se estudar. Comprei um cursinho daqueles de livraria do tipo ‘quinze minutos francês’ de modo que cada semana se foca num tema ou situação diferente com quato aulas com áudio e a quinta seria uma revisão. Claro que não sigo essa estrutura e ao invés de quinze minutos por dia, multiplico por quatro dando uma hora de estudo e escutando cinco vezes todo dia as quatro aulas. Acho que eu fixo melhor desse jeito. E o mais legal é que eu mesmo faço meu horário sem ficar atrelado ou dependendo de algum professor. Claro que volta e meia surgem algumas dúvidas, as quais na primeira oportunidade as tirarei, ou, com o tempo, e com a prática, serão sanadas. Pra complementar esse estudo com cd de pronúncia e base de conversação, ainda ligo a TV durante um tempo na TV5 Monde que é um canal francês focado na América Latina. Apenas pra ver um filme ou o telejornal na língua. Claro que não entendo todas as palavras, mas dá pra pelo menos sacar o contexto. O filme pelo menos é legendado. Mesmo assim eu já me atrevi a assistir a um filme em francês com ma noção menor ainda da que eu estou tendo agora. Estava na Holanda e as legendas eram em holandês que pedi pra não serem exibidas, já que eu tenho um sério vício de ler legendas, mesmo se está no mesmo idioma falado no filme.

Nunca fui ligado a esportes, a praticar esportes. O único que eu gostava e fazia era a natação, mas na escola, por exemplo, educação física era uma matéria que eu sempre contestava o porquê da obrigatoriedade na grade curricular. De alguns anos pra cá eu, também por conta própria, resolvi andar no calçadão. No início era um pouco mais de uma hora, até o dia que decidi estender e há um bom tempo caminho cerca de duas horas por dia. Quanto a alimentação também fiz uma espécie de reeducação alimentar sem conslta a nutricionista. Não sei até que ponto isso me prejudicou, mas percebi o resultado. Não só eu, mas todos que me conhecem. É óbvio que ainda não estou aquele filé, mas quem de cento e vinte quilos passa a pesar noventa e cinco já sobe de qualidade.

Agora, pelo menos até dia dez de dezembro, estou na academia. Com dia certo pra acabar e percebendo que dá pra fazer um trabalho bacana e intensivo com o corpo, não pra virar mister mundo, mas pra chegar no menor ponto possível de um corpo descente pra ser exibido nas praias no verão, sem as gordurinhas que sempre me acompanharam durante a vida (como se isso fosse o ápice da minha malhação – nem a praia eu vou, até pelo fato de eu ser bem notívago e não me dar bem com sol). É só pra definir, só pra dar forma e, é claro, pra ficar um pouco mais gostoso do que já to. É pena que nessas obras de construção civil não trabalhem mulheres, pois iria passar na frente de uma todo santo dia só pra escutar um elogio e sentir o ego inflando um pouquinho.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O SAMBA SAMBOU

Durante muito tempo da minha vida, acredito que uns vinte anos – tenho trinta e três – Natal era uma tradição aqui em casa. Ainda é, ainda se reúne a família e aquelas coisas todas de Natal. Mas pra mim particularmente, além disso, era a certeza de que eu iria sair dali com um presente na mão. A família inteira já sabia que na lista de amigo oculto, minha opção sempre era única, e ai daquele que não a seguisse. Já era praticamente sinônimo, ou seja, eu criei uma tradição dentro da tradição.

O Natal era o ponto de partida pro carnaval, não importando se esse caísse no início de fevereiro, quando o tempo era curto pra decorar os sambas, ou na metade de março, atrasando assim também o real início do ano. É fato que entre Natal e carnaval as coisas não andam a pleno vapor, pelo contrário, o vapor produzido pelo calor do verão deixa todos a meia velocidade.

Não lembro exatamente quando foi implementada a lista de amigo oculto no Natal aqui de casa, mas tenho uma vaga lembrança que antes de implantar a minha tradição de pedidos cheguei a pedir agendas de lojas da moda na época, tipo Redley e Cantão e Company, mas isso eu devia ter uns oito ou nove anos. Como eu sempre gostei de carnaval, até hoje, acho que com meus dez ou onze anos comecei a pedir o disco das escolas de samba. Já que existia uma lista de opções, a minha surpresa não era o presente, até pelo fato de eu não botar opções, e sim quem seria a pessoa que me entrega o presente. Me lembro de uma vez minha avó ter embrulhado o disco, na época era vinil, com o plástico da loja e tudo, ou seja, do memso jeito que ela trouxe da loja ela embrulhou no papel de presente e me entregou. Não se tocou nem em tirar o preço.

O primeiro baque na tradição foi quando minha avó morreu. Onde continuaríamos a tradição natalina. Eu mantive a minha. Por uns três ou quatro anos foi na casa da tia Roseléa e desde então, há um bom tempo é na casa do tio Roberto onde há mais espaço. Em dois mil e sete resolveram inventar uma coisa nova e abolir a lista. Foi a primiravez em que temi que minha tradição fosse quebrada. Pra sorte minha e alívio da minha prima, ganhei o último disco de escola de samba.

Mediante esse quadro e até pelo que aconteceu depois, resolvi por conta própria quebrar a tradição. Não que eu não ligue mais pra carnaval, ainda é a festa que eu mais curto, só não ligo mais pra escolas de samba. Pra se ter uma idéia o carnaval que eu passei em Londres fiquei tão deprimido que o pessoal que morava comigo na casa chegou a estranhar meu humor. Um pouco antes de eu viajar pra Londres me desfiz de todos os meus discos de samba, claro que não sem antes passá-los todos pro meu lap. Se é pra quebrar uma tradição vamos querbrar bem quebrado. Não queria resquícios físicos deles aqui comigo. Foi bom até pra dar espaço pros outros discos na caixa onde os guardo. Dei a coleção completa pra um amigo meu que na época tinha um programa sobre samba numa rádio comunitária em Nilópolis.

Como os mantive todos na memória do lap e como a extensão de arquivo é WAV, ou seja, ocupa mais espaço que um arquivo MP3 e também pelo fato de nunca escutá-los nem em época de carnaval – a única excessão foi em Londres – estou fazendo uma faxina e escolhendo quais os que ainda merecem permanecer no set list do meu lap, mesmo com a famigerada extensão de arquivo. Claro que das dezesseis músicas de um disco eu só fico com cinco ou seis, dependendo da safra do ano. Parece até vinho, mas é verdade. Tem anos que os sambas tem uma safra boa e tem outros que muitos poucos se salvam. Ë difícil dos sambas atuais virarem clássicos, serem lembrados eternamete como a Aquarela Brasileira de Silas de Oliveira defendida pelo Império Serrano em sesenta e quatro. E outra, o critério que eu uso é se eu gostei, eu mantenho, se não deleto. Mas vou te contar, tem uns sambinhas que chegam a atravessar de tão fraquinho.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

RESISTÊNCIA EM FESTA

Quando eu tinha Orkut, tinha também um lembrete de aniversários, recurso esse que também há no Facebook, mas nem todos que estavam no meu Orkut ainda não se adaptaram ou não aderiram a essa nova rede social, a qual eu agora tenho como única e exclusiva. O twitter também é uma rede social, mas não segue a linha do Facebook. São as duas únicas que eu sigo.

Cheguei a fazer também um My Space, mas esse era para os fãs do Serguei que, ao contrário do twitter, nunca foi falso de modo que ele sabia de tudo o que rolava lá. Como a banda também fez um pra ele e como é o Alex, baterista e praticamente empresário dele montou outro, também me desfiz do site. Sabe como é, muito cacique pra pouco índio, então já que ele tomou parte disso e tem dado certo, ou seja, a partir da chegada da banda, meses antes de eu embarcar pra morar em Londres, houve uma certa levantada que tanto foi bom pra banda quanto pro próprio Serguei, é mais que sabido que ele está em boas mãos.

Meu movimento inicial, que até deu certo, foi tirar ele um pouco de Saquarema, levar pra reencontrar pesoas, amigos dele de longa data como por exemplo Rita Lee. Dizem quequem não é visto, não é lembrado. Ele meio que nega essa afirmação. Mesmo antes, ele sempre foi lembrado, principalmente pelos vários “Programa do Jô” que ele fez. Até hoje por enquanto nove. Acho que ele só não bate o recorde do Ziraldo que já foi incontáveis vezes também.

Ainda continuo dando uma espécie de assessoria pra ele. Agora menos, mas sempre que for necessário, até mesmo por tudo que a gente já passou juntos, por todas as alegrias que proporcionei a ele e que ele proporcionou a mim, pela amizade que foi construída nesses três anos. Mesmo morando lá fora, uma vez por mês eu ligava pra ele pra saber de tudo o que se passava com ele. E foi justamente nessa época em que eu estava lá fora que rolou gravação do disco, apresentações em vários lugares e inclusive a última, até agora, entrevista no Jô.

Agora, com o contrato praticamente assinado com Record pra ficar gravando o Show do Tom e depois de uma exposição maciça também no canal Multishow em virtude da entrega do Prêmio Multishow de Música Brasileira a ponto culminar com um programa também em um canal fechado, cujas primeiras gravações estão começando agora para começar a ser exibido no fim do ano ou início do ano que vem, ele (re)conquista um espaço bacana, uma visualização legal de mídia, o que faz crescer a popularidade e a curiosidade por aqueles que nunca o viram ou escutaram sequer seu trabalho.

Eu ainda tenho um sonho. Imagino a gravação de um DVD dele e banda com convidados, gravado no Circo Voador numa noite estrelada, com a lua dando aquele show. Com o Multishow na jogada, vou até sugerir ao canal pra abraçar essa idéia e tentar seguir adiante com isso. Chegaram até a começar a gravar um documentário com ele, mas parece que a idéia não vingou muito. Não sei onde foi parar a equipe e nem que finalidade eles deram pro material já registrado.

Volta e meia, quando os integrantes da banda por algum motivo não podem acompanhá-lo a São Paulo para a gravação do Tom, lá vou eu com ele. Confesso que me divirto muito quando estou com ele, não só em São Paulo quanto em qualquer lugar que a gente esteja juntos. Mas uma viagem sai um pouco do lugar comum.

Em cima do palco não se pode negar que ele dá show, cresce, se transforma e pode estar com a perna doendo, por exemplo, que naquele momento não sente nada. É a magia do palco. Magia essa que há quase quarenta e cinco anos o tem conservado e vem mantendo, acreditem vocês ou não, há setenta e sete anos feitos no início desse mês.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

INFÂNCIA ANIMADA

Tem uma certa fase da vida, que no meu tempo foi bastante duradoura diga-se de passagem, em que nós adoramos sentar e assistir a um desenho animado. Depois passam a ser filmes, novelas, programas comuns de nossa preferência, mas a primeira coisa que atrai uma criança é um programa infantil, não pelo programa infantil, mas pelo desenho animado que entremeia o programa infantil. Na minha época “A turma do Balão Mágico” e logo em seguida o “Xou da Xuxa”, sem contar o programa do palhaço “Bozo”, faziam a minha diversão e animavam as minhas manhãs.

Não que eu ficava em casa o tempo todo grudado num aparelho de TV. Apesar de ser criado em apartamento, a turminha do meu prédio era bastante ativa e criativa e perdíamos horas brincando juntos. Sei que do meu tempo pra hoje muita coisa mudou. Há algumas semanas atrás li uma notícia que a internet já superou a TV em termos de passatempo. No entanto continuo me tomando como ponto de referência e até então as opções eram restritas, daí também creio que vem a queda da qualidade dos programas infantis de canal aberto. Não pensam na criança enquanto criança. Não se faz mais especiais como Pirlimpimpim, Plunct Plact Zum, Arca de Noé, Casa de Brinquedos; talvez esses são os mais lembrados pela minha geração.

Em contrapartida as TV’s a cabo com canais propriamente voltados pradeterminadas faixas de idade da chamada primeia infância, ou seja, com foco bem restrito, os DVD’s e agora a própria internet com seus joguinhos estão atraindo cada vez mais crianças e as tirando da frente da TV. A não ser ainda por um único motivo. O desenho animado. Esse ainda consegue acolher e apreender a atenção de uma criança na frente de uma tela.

Claro que os desenhos também têm sua fase. E geralmente o consumo deles estão em constante mudança. Falo de moda. Como tudo que se consome, a moda do desenho animado passa. A não ser pelos desenhos clássicos. Não me lembro de outro desenho depois dos Simpsons, que tá há mais de vinte anos sendo exibido, que tenha me atraído.

Recentemente acompanho um desenho chamado “Family Guy” cuja classificação etária é catorze anos, ou seja, não é pra criança tão criança. Não que eu seja daqueles que não perde nenhum episódio, mas geralmente quando estou em casa e sei o horário do desenho ligo a televsão e assisto. Um fato engraçado acontece em determinada hora que esse desenho passa. Pouco depois que começa o meu sobrinho chega do coléginho, vai direto na caixa de DVD’s e pega o que ele mais gosta no momento. Pede pra botar, aí eu peço pra ele esperar só um pouquinho até que acabe o ‘meu’ desenho que não passa de meia hora de exibição contando com os intervalos.

Meu sobrinho tem dois anos e meio e o DVD que ele corre pra pegar quando chega, por incrível que pareça, é um dos que eu ponho entre os dez mais dentre os clássicos, que também fez parte da minha infância. O clássico quando é clássico é atemporal. Anos e anos vão passar e ele vai continuar lá, eterno. E criança tem uma facilidade enorme pra pegar as ações dos desenhos, mesmo sem compreender muito bem o enredo da história. Ele sabe qual é o primeiro episódio dos dezesete apesar de, como toda criança, não ter paciência pra assistir todos. Porém, os primeiros cinco ele ja sabe a sequência completa dos fatos e eventos que se passam na história.

É no mínimo inusitado essa ‘competição’ nossa pela posse da TV na hora do desenho e eu querendo ver o novo enquanto ele só conhece o clássico. Claro que na maioria das vezes eu jogo a toalha e nem acabo de ver o meu pra ele ver o dele. E Tom e Jerry é muito mais comprensivo pra ele do que qualquer outro desenho já que é um desenho basicamente de ação, sem diálogo nenhum. Já já ele vai começa a diversificar.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

E AGORA, JOSÉ?

Tenho que confessar uma coisa. Nesse exato momento em que digito esses caracteres eu não tenho a mínima idéia de assunto pra expor aqui. Acho que isso acomete os grandes escritores também. Imagino o Veríssimo, o João Ubaldo ou o Caetano, ambos os três com colunas em jornal, como deve ser agonizante pra eles essa tela branca e o assunto não vem.

O problema não é nem a falta de asunto em si, mas o que ainda pode ser assunto duradouro, já que meu ritimo de produção é acelerado e geralmente tenho muito tempo de frente. Um exemplo concreto é esse aqui. Quem estiver lendo esse blog agora não tem idéia de que esse texto está sendo escrito no fim de agosto. Acho até que já falei sobre esse assunto aqui há algum tempo atrás. Quanto tempo? Não me faça esse tipo de pergunta.

Depois de oito anos no ar, postando toda semana nesse formato é claro que não vou me lembrar das mais de trezentas postagens. É verdade. Não parece, mas há oito anos eu comecei com esse formato de blog e nunca mudei. Tive que estabelecer esse padrão pra não ficar aquela coisa irregular, um dia um testamento e no outro, três ou quatro frases, ou seja, praticamente um twitter. Aliás, quem tiver vontade e paciência pode me seguir no meu. Acho que também já disse isso aqui há poucas semanas atrás. Acabei de confirmar. Disse sim.

Quem me deu a idéia de fazer um foi minha amiga Joana que um poucoantes havia feito o dela, mas ela mesma decretou o fim do blog dela um ano depois que fez. Ná época eu estava pra viajar pra Califórnia e desde a volta, em junho, até setembro eu só fiquei no teste. Em outubro, oficialmente, o primeiro texto foi postado. O alvo da crítica foi o Bush. Sei disso porque toda vez que abro o arquivo pra escrever um texto e postar aqui, ele é o primeiro que aparece. É. Tenho praticamente todos os textos que postei aqui na memória. Claro que perdi um ou outro, mas noventa e nove por cento tá aqui comigo, guardadinho.

Agora, voltando pro assunto em pauta, ou seja, nenhum, mais recentemente, me lembro que as aventuras européias forma escritas durante minha viagem, e, as vezes, quando dava tempo, escrevia praticamente uma por dia. Isso eu fiz na Espanha e em setembro doano pasado, já tinha postagem pra até o fim do ano. Quando cheguei de volta ao Brasil, no início de outubro, complementei as aventuras escrevendo tudo direto até o carnaval. Um pouco mais tarde separei algum material e o meu único trabalho era postar. Só em agosto – hoje pra mim na verdade é dia trinta de agosto por volta de quatro horas da tarde – que tornei a escrever em escala de produção, ou seja, toda segunda e qunta eu tenho que escrever sobre alguma coisa até fechar ao menos o calendário do ano, já que pra janeiro já decidi o ‘especial de verão’ do blog, a saber em tempo.

Pelo menos até o fim do ano vou ficar produzindo assim. Não sei até quando eu vou, mas se em quatro semanas eu produzo oito textos, em vinte e seis semanas, se eu continuar nesse rítimo, os cinqüenta e dois textos postados no ano estariam prontos. Até o fim do ano, contando a partir de hoje, faltam dezoito semanas para o Natal, quase quarenta textos. Olha, foi praticamente um ano inteiro de aventuras européias. Quem sabe nesse exato momento eu não esteja trabalhando, voando pra algum canto e vivendo outra aventura pra contar aqui.

Revelado o segredo do meu blog, segredo esse que já contei várias vezes, não tenho nada mais a fazer por aqui agora. E olha que tá sobrando um espaço e eu não tenho a mínima idéia do que fazer com essas poucas linhas que me restam. Como o Veríssimo, o João Ubaldo e o Caetano se saem quando isso acontece com eles? Acabou.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ÔRRA MEU

Em agosto aconteceu a entrega do Prêmio Multishow de Música Brasileira. Uma premiação que é predominantemente popular. Popular pra quem paga TV a cabo e tem acesso a internet, mas, de qualquer forma, não há nem uma escolha prévia. No primeiro estágio o voto é livre, ou seja, dentro das onze categorias pré-estabelcidas pelo canal de TV. Depois a eleição é decidida entre os cinco mais votados dentre os já votados.

Já há dezesete anos eles fazem essa premiação e esse ano um dos resgates que eles fizeram foi ter o meu amigo Serguei como garoto-propaganda e apresentador da categoria ‘experimente’. Categoria novata que premiou os mais novatos e que ainda não alcançaram a grande mídia da indústria fonográfica que passa por uma séria reforma desde a descoberta dos downloads de música e trocas de arquivos.

Eu mesmo sou a favor disso, acho que até já comentei isso aqui. Pra mim o pirata é quem comercializa, quem lucra com o trabalho de músicos e equipes que produzem o disco. Baixo música para ter, e além do mais, como garimpar raridades e músicas de discos que já saíram do catálogo das gravadoras há anos? Ainda mais eu que sou bastante eclético. Outro dia queria saber mais da obra do Vicente Celestino. Será que em alguma loja de cd vende um cara que gravava em setenta e oito rotações? Não. Então o E-Mule serve pra que? Tanto pra baixar os top hits de hoje quanto, se achar, baixar as quinquilharias melódicas do tempo da vovó. E não obtenho nenhum lucro por conta das minhas mais de três mil músicas arquivadas no computador, incluindo a discografia completa dos Beatles.

Bem, mas não estou aqui pra falar disso. O prêmio entregue em agosto revelou que por mais que haja sempre cantores ou grupos novos, há um bom tempo não há nada de novo e essa foi a observação do Serguei que na época causou tanta polêmica. Ele disse que os atuais grupos que se dizem de rock na verdade cantam letras de pagode com batida de rock e dizem que é rock. Eu concordo com ele. Se eu fico atrás de Vicente Celestino, considerado a voz orgulho do Brasil na década de quarenta, é justamente pelo fato de que nenhuma banda me faz mover um músculo pra saber mais do trabalho que está realizando.

Ainda de acordo com o Serguei, o rock não é essa coisa formatada com todos os grupos cantando essas letras de pagode, vestindo o mesmo estilo de roupas, com os cabelinhos todos cortadinhos iguais achando que aquilo que é sonzeira. Na época o jornal ‘O Globo’ pegou essa declaração que parece que ele disse diretamente ao Fiuk, filho do Fábio Júnior, e jogou para uma enquete comseus leitores cujas opções eram: a) o Serguei está certo, não há nada de novo no rock; b) o Serguei está com inveja do sucesso das bandas novas e c) Isso é uma ofensa aos pagodeiros. A opção mais votada foi a primeira, ou seja, não só o roqueiro mais velho do Brasil quanto oitenta porcento dos leitores do Globo que votaram nessa enquete acham a mesma coisa.

Não há novidade no cenário musical brasileiro. Estamos numa mesmice só. Raros se destacam por fazer uma forma não padronizada e ao mesmo tempo comercial de música. Aliás, o comercial mudou muito da época de Vicente Celestino pra hoje. Mas isso é assunto pra outra discussão.

Pra se ter uma idéia da não unanimidade desse prêmio das onze categorias, por mais que em algumas delas os artistas concorriam a dois ou três prêmios diferentes, ninguém recebeu troféu de melhor em duas categoras diferentes, ninguém se destacou mais de uma vez. Onze categorias, onze premiações diferentes. Não teve aquele ‘E o vento levou’ou ‘Titanic` que levaram quase todos os Oscars. No entanto, isso também pode ser sinal da pulverização da música, do modo como ela se mostra atualmente e da não concentração e detenção dos artistas nas grandes gravadoras. Outra discussão.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ENCONTROS E REENCONTROS

Diz o dito popular que recordar é viver. Claro, se a gente não vive, não tem o que recordar. Uma das coisas que eu gosto de fazer e me reunir com um amigo que seja e gastar horas numa boa conversa, mesmo que seja só pra falar besteira. Semana passada falei das maravilhas do skype e MSN. Serve pra substituir esses encontros pessoais, são artifícios que podemos utilizar se nosso interloucutor estiver longe da gente. Mas de fato o mais gostoso é estar de frente com, cara a cara com alguém.

Quando morando em Londres, por estarmos no mesmo barco construímos amizades sólidas e leais. Depois de um ano de volta e promessas de visitas aos quatro cantos do Brasil pra encontrarmos com essa turma, me sinto até um político da linha promete mas não cumpre, mas é pelo fato de que quando a gente volta, adquirimos outro ritimo de vida que obrigatóriamente nos faz afastar das nossas “promessas”ou postergá-las por um bom tempo. Mas é sempre bom rever os amigos que ganhei.

Digo que tive três gerações naquela casa. As pessoas que estavam quando cheguei, as pessoas quechegaram quando eu estava e as pessoas que lá estavam quando cheguei do tour pela Europa. Tudo bem que nessa fase eu fiquei numa casa na rua ao lado, mas só ia lá pra dormir. A primeira pessoa que eu vou destacar é justamente dessa fase. A Olívia. Minha vizinha aqui de Niterói. Nunca a tinha conhecido antes e só fui conhecer em Londres. Coisas que só acontecem em Londres mesmo. Aqui, como disse, por causa dos afazeres quase não nos vemos, mas volta e meia, pelo menos uma vez por mês, a gente marca alguma coisa pra botar o assunto em dia.

No fim do ano, três meses depois da minha volta, a Rose, uma das três pessoas que se mantiveram na casa na minha terceira fase, veio passar o fim do ano aqui no Rio comigo. Fomos assistir os fogos de Copacabana no réveillon, claro que encontramos com a Olívia também. Logo depois do carnaval, quem passou um fim de semana no Rio foi a Kitty que veio de São Paulo com o namorado e mais um casal de amigos e, obviamente, me ligou pra gente se encontrar. Fomos na Lapa um dia e acho que no dia seguinte, ou dois dias depois tivemos juntos num happy hour de uma domingueira no Forte de Copacabana. Dali eles passaram no hotel, pegaram as malas e foram direto pra São Paulo Lá pro mês de maio foi a vez da Laís, também da terceira geração, saiu de Itabuna, na Bahia, pra passar uma semana no Rio e, é claro, que oportunidades como essa a gente não perde nunca. A encontrei uma vez no arpoador e dois dias depois ela estava nos visitando – eu e a Olívia – quando fizemos um happy hour na mais recente zona gastronômica da cidade, que por sinal é aqui perto.

Em junho foi a minha primeira locomoção para, dentre outras coisas me encontrar com mais elementos da turminha de lá. Marquei um almoço com a Nathy, a Kitty,o Cesinha e o Caio que acabou não indo. Passamos uma tarde de sábado agradabilíssima no centro de São Paulo, comemos comida Tailandesa por recomendação da já paulistana Kitty, já que o Cesinha e a Nathy são da região de Campinas. Por mais que eu tivesse ficado mais do que o previsto lá em São Paulo, não consegui ver o Caio.

O Caio por sua vez já havia passado uns dias com a Débora e a Catarinna, segunda geração, que também fizeram umarápida passagem aqui pelo Rio no fim de agosto. Infelizmente, também pelo tempo corrido, só as encontrei horas antes do embarque delas pra voltar pra João Pessoa no próprio aeroporto Santos Dumont, num domingo. As duas vieram comemorar o aniversário da Roberta, outra companheira de casa, moradora insular, que também não tínhamos nos visto desde o retorno dela.

Sempre estamos pra fazer alguma coisa mas a vida nos joga pra outros lados. Não há de ser nada. Aguardem Helena, Paty, Ju, Gui, Marcão, Lu, Pri, Rafa e londrinos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A REDE

Sim. Foi proposital. O título é o mesmo de um filme com a Julia Roberts, se não me engano. E é justamente sobre a grande rede de comunicação que cobre o mundo. Afinal, se não fosse ela, esse texto não estaria sendo lido por você agora. Estou falando isso por que vou abordar as maravilhas da tecnologia. Acho estranho falar tecnologia moderna porque todas as tecnologias para serem modernas tiveram que passar pela fase arcaica também.

Sempre comparei a internet de hoje com o radio-amadorismo de ontem. Claro que dada as devidas proporções a finalidade das duas é a mesma. Se hoje a gente ainda acha um pouco estranho relacionamentos que deram certo pelos parceiros terem se conhecido via internet, minha existência em parte se deve a um encontro desse tipo acontecido há cerca de setenta anos atrás quando, depois de tantas rodadas de radio amadorismo, que hoje a gente tem por MSN ou Skype, meus avós se conheceram realmente depois de um ano de bate papo virtual.

Hoje é mais fácil encontrar gente que não vemos há um bom tempo, gente que nunca vimos e amigos de amigos através de redes de relacionamento e suas ferramentas, tais como My Space, Orkut, Facebook, Twitter e etc.

Durante todo o tempo em que morei na Europa, bati o pé dizendo que não iria fazer outro profile pra mim, bastava o Orkut, que, além do MSN, era o meu veículo de comunicação com família e amigos que ficaram no Brasil. De modo que a população de lá só tem Facebook e alguns amigos por conta dessa minha teimosia, poderiam ficar sem contato comigo. Mesmo assim cumpri minha palavra e só abri um perfil no Facebook depois de ter voltado pro Brasil. Conclusão: depois de um ano eliminei o Orkut da minha vida e só fico linkado ao Facebook. Há dois meses atrás também aderi a moda do momento e fiz um twitter pra mim. Ainda bem que são só cento e quarenta toques e não dá pra escrever muita coisa. A besteira é pouca.

Talvez o fato mais legal da internet é você poder se transportar pra onde quiser. Um exemplo disso vivi duas vezes com a mesma pessoa. Uma foi no mínimo inusitada. Eu já ouvi falar em casamento por procuração, mas casamento virutal eu só presenciei um, que por sinal foi um dos melhores casamentos que fui. Geralmente a noiva atrasa, sua entrada é a expectativa da noite. Nesse casamento foi o contrário. O noivo não pode comparecer fisicamente por motivo de força maior, então o reverendo fez a cerimônia normalmente com a cara dele numa tela de computador, através do skype. Enquanto ele e o cunhado etavam sós numa casa nos Estados Unidos, nós aqui, incluindo a mãe e as irmãs dele, nos divertíamos ao som de DJ, num quiosque na beira da praia, numa das melhores festas de casamento, apesar da chuva e do frio.

Essa idéia ficou incutida na nossa imaginação. Uma coisa tão comum em escritórios, a videoconferência, pelo menos pra minha família, está se tornando motivo de reunião, já que minha prima, uma semana depois do casamento, estava voltando a morar nos Estados Unidos. Dois meses e meio depois a situação se repetia, mas dessa vez ao invés de casamento era aniversário. A festa rolando solta na casa da minha tia com bolo, guaraná e muito cachorro quente pra gente aqui enquanto lá nos Estados Unidos ela chegava de um jantar com o marido o filho e a sogra. Detalhe: aqui fizemos festa surpresa. Ela havia combinado com minha tia das duas se falarem pelo Skype, mas não sabia que a família estaria toda lá. Quando a gente apareceu no vídeo foi um susto pra ela e uma alegria também.

Eu quero adotar essa idéia e ficar falando não só com ela nos Estados Unidos, mas com meus amigos de Londres, São Paulo, Porto Alegre ou em qualquer outro lugar do mundo. Se não posso estar fisicamente com eles, virtualmente estou em toda parte.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O TEMPO VOA

Essa semana faz um ano que voltei da Europa. A gente descobre que o tempo voa quando depois que acabam os dez meses que se passa lá fora já são passados doze meses que você tá aqui de volta. De volta há mais tempo que se foi. Tá na hora de sacudir, de fazer tudo novamente. Não estou dizendo específicamente voltar pra Europa, apesar dessa ser a minha meta pra 2012, mas de sair de casa, de Niterói, do estado do Rio e me embrenhar em outro ou outros buracos.

Ao voltar pro Brasil, a certeza de que ficaria por aqui uma temporada era evidente. Arrumar subterfúgios para encurtá-la é meu objetivo. E um dos caminhos que percebi que poderia traçar é o de correr atrás da minha cidadania italiana. Sei que isso vai me dar trabalho pois levantar documentação dos meus antepassados e escalar a minha árvore genealógica não será tão fácil quanto parece. Voltei de Londres com isso na cabeça e cheguei a ir no consulado italiano pedir informações. Ainda nessa fase inicial não consegui fazer evoluir esse projeto devido a um outro que pulou a frente de todos.

Quando a gente volta de um lugar como a Europa, a nossa mentalidade é outra e só assim a gente percebe o quanto que esse país ainda tem pra evoluir e chegar no ponto em que a Europa está. Claro que tudo tem seus prós e contras, inclusive viver na Europa. Na minha opinião os pontos positivos podem ser resumidos em três, a saber: acessibilidade, transporte e segurança e dos negativos o que se destaca bem é a comida. O primeiro mês de volta foi uma festa. Rever família e amigos depois de dez meses afastado é sempre bom, mas por outro lado a impressão que eu tive é que o tempo parou aqui durante o tempo em que estive lá fora. Talvez por isso no segundo mês o desejo de fazer alguma coisa, seja ela o que fosse, pra movimentar a vida e descaracterizar o tédio que começava a se mostrar no meu cotidiano.

O fato de eu rodar a Europa e passar uns dias aqui, outros ali, alguns acolá fez brotar em mim o desejo de me tornar um caixeiro viajante e viver desse jeito. De modo que ao colocar isso pra minha família a resposta e a aceitação foi imediata desde que atualizada. Não existe mais essa profissão, pelo menos com esse nome, e talvez os similares, ou seja, os trabalhos que mais se aproximam da extinta profissão são o conciérge de navio ou o comissário de bordo. Entre esses dois o escolhido por mim foi o comissariado e exatamente dois meses depois de ter pisado de volta ao Brasil estava eu sentado numa sala de aula aprendendo e absorvendo conhecimentos e me qualificando para fazer uma prova que garante uma licença de vôo.

Ficar cinco meses absorvendo novidades, todas voltadas para a aviação com uma turma pequena, de oito pessoas, unida, concisa, com o mesmo objetivo, pensando na mesma finaldade foi outra experiência muito legal. Cinco meses depois estávamos nos formando e essa passagem só terminou depois de passar pela banca examinadora da Agência Nacional da Aviação Civil, órgão que regulamenta a aviação brasileira.
Apesar das confusões que só costumam acontecer devido a falta de organização que assola esse país, como o fato de eu ter que esperar o meu nome ser publicado no site da agência e ele nunca sair devido a um número trocado do meu CPF, dois meses e meio depois da formatura – um foi de Copa do Mundo – fui aprovado.

Um ano depois de voltar pro Brasil, a conclusão que chego é de que estou morrendo de saudades da Europa, mais especificamente de Londres e dos amigos que lá deixei, quase saindo pra explorar outros cantos, ou seja, morar em outro lugar como em São Paulo, por exemplo; querendo ser empregado em qualquer companhia aérea como comissário de bordo e começando a correr atrás da cidadania italana. Resumindo, isso tudo me aconteceu durante esse primeiro ano aqui ano e meu foco tem sido esses.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

COISAS QUE NÃO SABEMOS OU LEMBRAMOS (4)

As Datas de Casamento
1 ano Bodas de Algodão
2 anos Bodas de Papel
3 anos Bodas de Trigo ou Couro
4 anos Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos Bodas de Cristal
20 anos Bodas de Porcelana
25 anos Bodas de Prata
30 anos Bodas de Pérola
35 anos Bodas de Coral
40 anos Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos Bodas de Platina ou Safira
50 anos Bodas de Ouro
55 anos Bodas de Ametista
60 anos Bodas de Diamante ou Jade
65 anos Bodas de Ferro ou Safira
70 anos Bodas de Vinho
75 anos Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos Bodas de Nogueira ou Carvalho

Os Sete Anões
Dunga - Zangado - Atchin - Soneca - Mestre - Dengoso - Feliz

Você Sabia?
• Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: 'O Killed' (zero mortos). Daí surgiu a expressão ' O.K.' para indicar que tudo está bem.
• Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao referirem-se a São José, diziam sempre ' Pater Putativus', (ou seja: 'Pai Suposto') abreviando em P.P. Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os ' José' de 'Pepe'.
• Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história: Espadas: Rei David (Israel) - Paus: Alexandre Magno (Grécia/Macedónia) - Copas: Carlos Magno (França) - Ouros: Júlio César (Roma)
• No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito ' é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus '. O problema é que São Jerónimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra ' kamelos' como camelo, quando na verdade, em grego, 'kamelos' são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A ideia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?
• Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, assustaram-se ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio repetia ' Kan Ghu Ru', e portanto adaptaram-no ao inglês, 'kangaroo' (canguru ). Depois, os linguistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: 'Não te entendo'.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

COISAS QUE NÃO SABEMOS OU LEMBRAMOS (3)

Os Quatro Elementos e os Signos
Terra Touro - Virgem - Capricórnio
Água Câncer - Escorpião - Peixes
Fogo Carneiro - Leão - Sagitário
Ar Gémeos - Balança - Aquário

As Musas da Mitologia Grega - a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes
1 - Urânia astronomia
2 - Tália comédia
3 - Calíope eloqüência e epopéia
4 - Polímnia retórica
5 - Euterpe música e poesia lírica
6 - Clio história
7 - Érato poesia de amor
8 - Terpsícore dança
9 - Melpômene tragédia

Os Sete Sábios da Grécia Antiga
Sólon, Pítaco, Quílon, Tales de Mileto, Cleóbulo, Bias, Períandro

Prefixos
Exa deriva da palavra grega 'hexa' que significa 'seis'
Penta deriva da palavra grega 'pente' que significa 'cinco'
Tera do grego 'téras' que significa 'monstro'
Giga do grego 'gígas' que significa 'gigante'
Mega do grego 'mégas' que significa 'grande'
Hecto do grego 'hekatón' que significa 'cem'
Deca do grego 'déka' que significa 'dez'
Deci do latim 'decimu' que significa 'décimo'
Mili do latim 'millesimu' que significa 'milésimo'
Micro do grego 'mikrós' que significa 'pequeno'
Nano do grego 'nánnos' que significa 'anão'
Pico do italiano 'piccolo' que significa 'pequeno'
Femto do dinamarquês 'femten' que significa 'quinze'
Atto do dinamarquês 'atten' que significa 'dezoito'
zepto e zetta derivam do latim 'septem' que significa 'sete'
yocto e yotta derivam do latim 'octo' que significa 'oito'

Os Dez Números Arábicos
Os símbolos tem a ver com os ângulos:
o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
o número 4 tem 4 ângulos
o número 5 tem 5 ângulos
o número 6 tem 6 ângulos
etc...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

COISAS QUE NÃO SABEMOS OU LEMBRAMOS (2)

As Sete Cores do Arco-Íris
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
Vermelho - Laranja - Amarelo - Verde - Azul - Anil - Violeta

Os Dez Mandamentos
1º Amar a Deus sobre todas as coisas
2º Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º Guardar os sábados
4º Honrar pai e mãe
5º Não matar
6º Não pecar contra a castidade
7º Não furtar
8º Não levantar falso testemunho
9º Não desejar a mulher do próximo
10º Não cobiçar as coisas alheias

Os Doze Meses do Ano
Janeiro: Homenagem ao Deus Janus, protector dos lares
Fevereiro: Mês do festival de Februália (purificação dos pecados) em Roma;
Março: Em homenagem a Marte, Deus guerreiro;
Abril: Derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
Maio: Acredita-se que se origine de Maia, deusa do crescimento das plantas;
Junho: Mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
Julho: No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
Agosto: Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;
Setembro: Era o sétimo mês. Vem do latim septem;
Outubro: Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
Novembro: Vem do latim novem (nove);
Dezembro: Era o décimo mês.

Os Doze Apóstolos
Simão Pedro - Tiago (o maior) - João - Filipe - Bartolomeu - Mateus - Tiago (o menor) - Simão - Judas Tadeu - Judas Iscariotes - André - Tomé
Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.

Os Doze Profetas do Antigo Testamento
Isaías - Jeremias - Jonas - Naum - Baruque - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Abdias - Habacuque - Amos

Os Quatro Evangelistas e a Esfinge
Lucas representado pelo touro Marcos representado pelo leão
João representado pela águia Mateus representado pelo anjo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

COISAS QUE NÃO SABEMOS OU LEMBRAMOS (1)

Esse também foi um mail que recebi de um amigo e que merece ser divulgado. Essas coisas que sempre falta um pra lembrar e completar a lista ou que até se sabe, mas não o propósito ou a finaldade. Dedicarei quatro postagens a esses detalhes.

Os Três Reis Magos
O árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
O indiano Belchior: trazia ouro, significando a sua realeza.
O etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade.

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo
1 - As Pirâmides do Egipto
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilónia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso (ou o Túmulo de Máusolo em Éfeso)
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.

As Sete Notas Musicais
A origem é uma homenagem a São João Baptista, com seu hino :
Ut queant laxis (dó) Para que possam
Re sonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Sol ve polluit apaga os erros
La bii reatum dos lábios manchados
Sancti Ioannis Ó São João

Os Sete Pecados Capitais
Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo
Gula - Avareza - Soberba - Luxúria - Preguiça - Ira - Inveja

As Sete Virtudes
Para combater os pecados capitais
Temperança - Generosidade - Humildade - Castidade - Disciplina - Paciência - Caridade

Os Sete dias da Semana e os 'Sete Planetas'
Os dias, nos demais idiomas - com excessão da língua portuguesa - mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilónios:
Domingo dia do Sol
Segunda dia da Lua.
Terça dia de Marte
Quarta dia de Mercúrio
Quinta dia de Júpiter
Sexta dia de Vénus
Sábado dia de Saturno

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

QUARENTA MOTIVOS PARA SE CASAR COM UM JORNALISTA

Uma conhecida minha, jornalista – claro – mandou pra mim e achei interessante a ponto de dar espaço pra isso.

1 - Jornalista geralmente é criativo, ele vai surpreender você quando menos esperar;
2 - São curiosos e antenados, você sempre ficará por dentro de tudo que acontece;
3 - Eles não ganham bem, mas isso é bom porque vocês podem aprender a economizar
dinheiro;
4 - No Natal, Ano Novo, Carnaval… eles provavelmente estarão na redação. Mas, pense pelo lado positivo: antes trabalhando do que vagabundando;
5 - E outra! Trabalhando muito, eles não têm tempo de se interessar por outra pessoa;
6 - Eles não são bons de matemática, mal sabem somar e subtrair; mas, para que saber isso se são os mestres da escrita?
7 - Acostumados com pautas, são bem organizados e planejam bem as coisas antes de fazê-las;
8 - Como é fissurado por fontes, quando você tiver uma ótima idéia, não vai dizer aos amigos que foi coisa da cabeça dele. Dará todas as honras para você!;
9 - Como vivem numa rotina corrida, não tem muito tempo para opinar nas coisas da casa. O que você fizer, ele vai achar lindo;
10 - Tudo é um grande brainstorm (tempestade de ideias). Monotonia não vai entrar na sua casa!;

11 - Quando vocês brigarem, ele não vai achar que a opinião dele é a melhor. Tem que ouvir todos os lados de um fato, ele saberá analisar a situação!;
12 - Em coberturas de grandes eventos, você poderá entrar de gaiato. Cada final de semana em um lugar diferente: jogos de futebol, avenida de escola de samba, lançamento de livros…;
13 - Mantêm revistas e jornais no banheiro. Você nunca ficará olhando para o vácuo enquanto faz suas necessidades fisiológicas. Ganhará conhecimento!;
14 - Idolatram pessoas totalmente desconhecidas (o seu Zé, a Dona Maria, o Juquinha…) Todos com ótimas histórias de vida que vocês podem usar no cotidiano também para se tornarem pessoas melhores!;
15 - Não vai faltar café na sua casa. Café e jornalista são praticamente sinônimos;
16 - Ele pode escrever os votos matrimoniais da sua irmã, criar o conteúdo do site de negócios do seu pai, ensinar sua mãe a tirar fotos das amigas nos eventos do bairro. Ele aprende de tudo um pouco e gosta de compartilhar!;
17 - Tudo para o jornalista tem uma explicação. Eles nunca vão se contentar com a primeira versão de um fato. Você sempre terá uma resposta, mesmo que demore;
18 - São ótimos investigadores. Se alguém no trabalho passar a perna em você, rapidinho ele descobre quem é!;
19 - Como trabalham muito, não tem tempo para beber demais, fumar, se envolver com drogas… Você terá um companheiro saudável!;
20 - Tá bom, vai… eles não costumam comer coisas muito saudáveis. Mas se você for legal e fazer comida para ele levar ao trabalho, isso se resolve rapidinho, não é? =);

21 - Suas viagens nunca serão monótonas! Se acontecer qualquer movimento estranho, ele vai logo querer saber o que é e infiltrará você junto para desvendar o problema;
22 - Amam roupas leves e simples no dia a dia. Você não vai gastar muito dinheiro com isso;
23 - Mas também sabem se arrumar bonitinhos para os eventos. Você terá um parceiro que sabe ser simples, mas também sabe arrasar. Tudo vai depender da ocasião;
24 - A agenda é o seu melhor amigo. Mas, não fique com ciúmes! Pense pelo lado positivo, nunca vai esquecer nenhuma data importante, porque tudo fica rigorosamente descrito lá;
25 - Eles não ficam irritados com “nãos”, afinal, estão acostumados com assessorias de imprensa que não querem divulgar os bafões. Você não terá um companheiro irritado, mas, em compensação ele não vai desistir até conseguir o que quer. Mas só de não se grosso já vale, não é!?;
26 - Como são antenados, também sempre ficam sabendo das novidades tecnológicas primeiro. Às vezes, até ganham de presente para testar a ferramenta. Você terá tudo em primeira mão na sua casa;
27 - Eles não se importam com calor, chuva, trovões… afinal, precisam estar onde a notícia está! Você poderá ir na praia com 50 graus tranqüila ou aquela viagem dos sonhos pode se tornar um pesadelo no caos de São Paulo que ele não vai blasfemar. Ainda vai dar risada da situação;
28 - Acham que podem salvar o mundo com uma matéria. Olha que sensibilidade!;
29 - Eles sempre sabem tudo todo o tempo;
30 - Gostam de música para acalmar;

31 - Leem livros raros, histórias para crianças e semiótica… Seus filhos serão super dotados se depender dele;
32 - Sua vida social é infinitamente grande. Você nunca poderá reclamar que não conhece gente nova;
33 - Eles estão acostumados com coisas chatas e sabem contorná-las muito bem. O casamento nunca vai virar algo monótono;
34 - Eles gostam de camisas com estampas de alguma brincadeira sobre algo atual. Suas amigas vão ficar com inveja do seu companheiro inteligente;
35 - Eles sempre têm uma opinião sobre qualquer coisa na face da Terra. Durante uma conversa entre amigos, vocês nunca ficarão apagados;
36 - A maioria gosta de virar psicólogo, técnico de futebol e médico às vezes. Você terá um companheiro mil e uma utilidades;
37 - Por causa da profissão, são forçados a aprender mais de um idioma. Você vai ouvir “Eu te amo” em, pelo menos, umas três línguas diferentes;
38 - A primeira coisa que seu filho vai aprender é que a informação é a alma do negócio. Com dois anos, sua fofurinha vai saber o que é aquecimento global, mercado financeiro e já saberá criticar políticos;
39 - Gostam de mudar de cidade, estado e até de país. Você conhecerá muitos lugares!;
40 - Assistem documentários e vão a museus o tempo todo, não importa o que seja. Ô cultura!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

DOZE LEIS DA ATRAÇÃO

Mais um mail recebido e, por conta do humor e da veracidade, exposto aqui. Divirta-se.

1- LEIS BÁSICAS DA CIÊNCIA MODERNA:
Se mexer, pertence à Biologia.
Se feder, pertence à Química.
Se não funciona, pertence à Física.
Se ninguém entende, é Matemática.
Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.
Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido, é INFORMÁTICA.

2- LEI DA PROCURA INDIRETA:
O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra.
Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

3- LEI DA TELEFONIA:
Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver
papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.
Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.
Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.

4- LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:
Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito menos em você...

5- LEI DA GRAVIDADE:
Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação.

6- LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:
80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu e os outros 20% será baseada no único livro que você não leu.

7- LEI DA QUEDA LIVRE:
Qualquer esforço para agarrar um objeto em queda provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.
A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.

8- LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:
A fila do lado sempre anda mais rápido.
Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.

9- LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:
Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

10- LEI DO ESPARADRAPO:
Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

11- LEI DA VIDA:
Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.

12- LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:
Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

(COISAS QUE SE ATRAEM SEM ESFORÇO NENHUM):

Olhos e bunda
Pobre e funk
Mulher e vitrines
Homem e cerveja
Chifre e dupla sertaneja
Carro de bêbado e poste
Tampa de caneta e orelha
Moeda e carteira de pobre
Tornozelo e pedal de bicicleta
Leite fervendo e fogão limpinho
Político e dinheiro público
Dedinho do pé e ponta de móveis
Camisa branca e molho de tomate
Tampa de creme dental e ralo de pia
Café preto e toalha branca na mesa
Dezembro na Globo e Roberto Carlos
Show do KLB e controle remoto (Para mudar de canal)
Chuva e carro trancado com a chave dentro
Dor de barriga e fina l de rolo de papel higiênico
Bebedeira e mulher feia

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

MEMORY

No dia dos namorados do ano passado que eu tava lá em Londres, minha amiga Catarinna espalhou pra gente esse texto de Vinícius de Moraes chamado “O Haver”

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
Perdoai!eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo que existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens

domingo, 8 de agosto de 2010

ANDRÉ E TATI

Há um ano aconteceu um casamento e eu não pude ir. Segue abaixo o recado que eu mandei pros noivos, mas que infelizmente não chegou em tempo nas mãos deles por fatores que não serão comentados aqui. Mas pelo menos eles tiveram consciência da existência do texto antes mesmo da minha volta pro Brasil. Lá vai:

André e Tati. No exato momento em que escrevo esse pequeno recadinho me encontro num vagão de segunda classe do trem saindo de Enschede na Holanda e indo pra Bruxelas na Bélgica. Tenho duas conexões pela frente além de, em Bruxelas, pegar outro trem pra Gent. Depois ainda me restam Paris, Lisboa, Espanha (Salamanca, Madri, Toledo e Barcelona) e uma rápida passagem por Londres novamente pra rever e me despedir dos meus amigos de lá, pegar minhas coisas e voltar pros amigos daí.

Infelizmente eu não posso estar em todos os lugares que eu quero. Afinal o tele transporte é realidade só nos filmes de ficção. Pra sorte nossa existe o e-mail e a gente não precisa mais ficar dependendo da boa vontade dos correios. Só a do Martin pra imprimir e levar essa mensagem pra vocês. Espero que ele o tenha feito.

Tem uma música que diz que “tristeza não tem fim; felicidade sim”. Eu discordo porque vendo vocês dois juntos e imaginando como devem estar sendo esse momento (vamos trocar muitas figurinhas; vocês mostrando as fotos e vídeos do casório e eu da viagem) acredito piamente que a felicidade é uma constante de modo que estamos em constante aprendizado, seja sozinho numa viagem desbravando o velho continente e descobrindo o mundo, ou seja, a cada dia descobrindo novidades sobre a pessoa que você escolheu pra passar o resto da sua vida. Claro que tem momentos que agente balança. Quantas vezes eu aqui do outro lado do atlântico me pego de saudade da minha família, do meu sobrinho que já fez um ano e dos nossos momentos de alegria e descontração. Peraí que chegou a hora da primeira baldeação.

Pronto. Só espero que eu tenha pegado o trem certo. Já pensou eu perdido na Holanda? Hahahaha. De acordo com a tabelinha agora são duas horas e meia direto. Depois mais uma e depois mais meia. É trilho que não acaba mais. Bem mais que o ramal central-japeri. Onde é que eu tava mesmo? Ah tá. Lembrei.

Eu não sei se eu sou estranho, mas pra mim a felicidade não é uma soma de momentos alegres. E se algo te deixa pra baixo tenha certeza que o que te faz levantar tem muito mais força. É inversamente proporcional a lei da gravidade. E essa força tem muito mais energia quando tem uma pessoa do seu lado. Principalmente se essa pessoa tem uma afinidade enorme contigo a ponto de quererem passar o resto da vida juntos e buscando sempre o mesmo frescor das primeiras vezes.

Peguei o trem certo mesmo. Não se preocupem, não estou perdido.

Eu acredito na força do amor, na felicidade eterna que a gente só lê nos finais dos contos de fada. Acho que somos capazes sim de viver felizes para sempre. E essa celebração que vocês estão fazendo hoje é a prova viva de que o amor vence tudo.

Quando a gente fica sozinho assim fora do país, longe das pessoas que gosta a gente acaba revendo alguns conceitos da vida. Eu aprendi muita coisa com essa experiência. É uma vivencia que ninguém vai tirar de mim e espero revê-los a partir de outubro pra dar pessoalmente o beijo, o abraço e o carinho que vocês merecem acrescidos da puta saudade. Que vocês dois sejam mais felizes para sempre. E tenho coragem e orgulho suficiente pra encher o peito e dizer em alto e bom som – escrito com letras garrafais – EU AMO VOCÊS.

Deixa eu parar por aqui que eu não to mais conseguindo segurar minhas lágrimas. Felicidades hoje e sempre. Um super beijo do super amigo Rafa.
PS: Se forem passar a lua de mel em Paris me avisa pra gente se encontrar.
A VOLTA

Antes de passar a régua nesse incrível, inesquecível e marcante afastamento que durou dez meses em seu total, tenho a obrigação de destacar um fato que eu vivi na minha volta. Contratamos um taxi, apesar de saber que o metrô em Londres chega ao aeroporto, pelo fato de carregarmos muita mala. Duas por pessoa mais a bagagem de mão. Meu amigo, meu irmão, meu apoio, enfim, meu tudo e queridíssimo Airton chegou a cogitar de ir conosco pra se despedir, mas como se atrasou, não por culpa dele e sim pelo fato do metro ficar parado duas estações anterior a que a gente pegava – lá também acontece isso e ninguém fica revoltado - não chegou a tempo de pegar carona com a gente.

Algumas malas e minha mãe foram atrás. Eu fui na frente com o motorista. Era a primeira vez que andava de carro em Londres e como lá a mão é invertida a sensação era diferente. Por mais que já tivesse me acostumado com os ônibus o carro era estranho. Novidade nas últimas horas da cidade. Juro que tentei me segurar, mas não adiantou. Todas as minhas memórias vieram a tona e o filmezinho desses dez meses começou a passar na minha mente.

Um misto de vitória e derrota se fundiu na minha cabeça. Tanta coisa poderia acontecer se eu batesse o pé e ficasse por lá, mesmo que clandestino, ilegal. Poderia dar um outro rumo na minha vida me arriscando a ficar lá e recomeçar do nada em um lugar estranho, correndo sérios riscos, e como derrota eu tava a caminho do aeroporto voltando pro Brasil, como se tivesse jogando por água abaixo um sonho. Por outro lado a vitória de tomar coragem e encarar dez meses pela Europa, desses sete e meio em Londres e dois e meio rodando por oito países e dezoito cidades no total, encubando uma experiência que ninguém nunca mais vai tirar de mim, abrindo minha cabeça mais ainda pra idéias e vivências que até então por falta de oportunidade, preconceito ou algum outro fator não eram assimiladas por mim, mas que depois de conhecer outras culturas se tornaram bem vindas e até normais em minha vida.

Comecei a chorar. Um choro que vinha em ondas e que se agravou na sala de espera do embarque quando pela última vez, ainda em território britânico, o meu Airton me liga pra se despedir. Era ele chorando de casa e eu chorando na fila, tendo que apresentar passaporte, bilhete de embarque sem desgrudar do aparelho por nada nesse mundo. As palavras de apoio, as juras eternas de amizade incondicional e as promesas de novos encontros vindos de uma voz chorosa e com um sentimento puro e verdadeiro me fazem até hoje ficar comovido e encher meus olhos de água até hoje e praticamente toda vez que ligo pra ele lá em Londres.

O vôo correu bem, sem maiores intempéries, absolutamente normal. Vi o filme ‘Anjos e Demônios’ cuja história se passa em Roma e eu passei praticamente por todas as locações utilizadas no filme, identificando todos os locais de acão das cenas. O avião não estava cheio e minha mãe sentou numa ponta e eu na outra dacarreiado meio que tinham quatro poltronas. Dormimos igual a sapatos em caixa.

No desembarque mais comoção. Sei que a mobilização da minha família seria maior se eu chegasse fim de semana, mas tornei a pisar em solo brasileiro na sexta-feira dia dois de outubro de dois mil e nove e fui recepcionado pelas tias Dora e Tania, além do meu pai e do Eduardo, o taxista da família. Cada uma, fantasiada, segurava uma ponta da faixa de “Enfm você voltou. Seja bem vindo Rafa” e com direito a tapete vermelho e tudo. Todo o carinho e a saudade acumulados nesses dez meses da minha família por mim estavam representados ali por elas duas. Estar com a família é muito bom, mas agora, depois disso tudo que vivi, a cada dia que passa eu fico mais convicto de que eu voltei a um lugar que não me pertence mais, apesar de ser o meu porto seguro.

terça-feira, 27 de julho de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (50)

O aeroporto de Dublin é grande. Chegamos lá na hora certa e dessa vez não deu problema de peso de mala. A divulgação de qual portão seria o nosso embarque demorou um pouco. Comemos alguma coisa lá mesmo, pois saímos do hotel praticamente sem nada no estomago. Já na porta do finger – aquele braço que é acoplado no avião praentrada dos passageiros - uma moça estava fazendo uma pesquisa tipo ibope e eu com ajuda da minha mãe respondi a um questionário enorme sobre segurança, acessibilidade, instalações do aeroporto e etc..

Entramos no avião e em uma hora estávamos em Londres. Diz o dito popular que um bom filho a casa torna. Londres me tinha de regresso por mais dezoito dias, entre treze de setembro e primeiro de outubro. Desses, dez eu iria trabalhar. Chegamos no aeroporto, liguei pro Dominic, o landlord, pra avisar que já estávamos na área. Pegamos o ônibus no aeroporto e descemos na estação de Goldens Green. De lá pegamos o ônibus de linha até o ponto da casa. Foi até mais fácil. Pois a idéia seria ir até a estação de Victoria, mas não houve necessidade de irmos até o centro pra voltarmos. Estávamos sem o oyster e pagamos ao motorista as duas libras referentes a passagem.

Infelizmente não fiquei na mesma casa que habitara durante a temporada anterior ao tour europeu. A Osborne 38 não tinha uma vaga pra mim e minha mãe de modo que ficamos na Chapter 127, que não deixava de ser a poucos metros da outra, ou seja, eu praticamente vivia na que eu considerava, e considero até hoje, minha casa em Londres só indo pra atual hospedagem apenas pra dormir. Chegamos num domingo e fomos ao mercado nos abastecer de pronto. Enquanto isso ligava pros meus amigos pra avisar que já estava de volta. Depois das compras peguei a mala que havia ficado e levei pra casa. A recepção foi calorosa. A noite, um jantar foi oferecido pra mim. O pessoal da casa fez um strogonoff. E olha que do meu tempo só o Airton, a Rose e o Rafa da Bahia que permaneceram firme e forte habitando a casa. Os outros já tinham se mudado todos, mas mesmo assim o astral continuava alto.

O dia seguinte foi a vez de eu fazer o jantar e botar de volta no cardápio da casa o tradicional macarrão a carbonara que sempre fez sucesso e deixou saudade em alguns. Também foi o dia de mostrar a minha mãe o caminho das pedras, ou melhor, das compras. Ensinei a ela como se fazia pra chegar na Oxford Street já que na quarta ela teria que se virar sozinha, pois eu iria voltar a trabalhar e durante alguns dias ela teria que se virar sem mim. Nessa primeira semana, tento o meu quanto o passe da minha mãe foi carregado só nos dando direito a andar de ônibus. Depois somente o meu foi carregado também com o metrô e nos dias que restavam, por ser mais barato e não ter necessidade do metrô e só utilizarmos em alguns dias, esse meio de transporte foi abolido do meu passe.

Esses dias que me restavam forma marcados pelas despedidas. Tentei fazer o máximo pra rever todas as pessoas que por algum motivo passaram pela minha vida durante essa temporada que vivi lá. Por algumas horas ou por cinco minutos não importava, tinha que revê-los todos e pelo que me lembro, da casa, só a Emma, minha amiga francesa que não consegui ver, mas de resto, tanto os novos que conheci depois de voltar, quanto os que me acompanharam durante a jornada foram revistos. Meus amigos da feira, no último dia, abriram uma garrafa de vinho e brindaram desejando minha volta.

Dessa vez fui consciente que seria uma temporada. Gostaria de estendê-la, mas pela falta de um trabalho fixo não consegui. Mas saí de lá com certeza de voltar um dia. O prazo eu já me dei. O ano será 2012. Esse é o meu limite aqui.

terça-feira, 20 de julho de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (49)

Nesse primeiro dia tive uma decepção. No tal guia que não me lembro se a gente pegou em algum lugar ou minha mãe levou com ela havia a foto de uma bola. E nessa ânsia de comprar uma mala de mão, numa das lojas que a gente passouvendo preços e malas havia um brasileiro trabalhando. Perguntei pra ele se por acaso ele sabia onde ficava a tal bola. Com sua quase certeza, disse que estava no Trinity College, a universidade mais famosa e concorrida da Irlanda. Nas nossas andanças fomos até lá.

Numa recepção improvisada, onde grupos se juntavam pra conhecer o interior da faculdade, pergutei ao rapaz que lá estava onde ficava a tal bola. Ele me explicou e perguntou omotivo de euestar indo atrás da tal bola. Aquilo deveria ser algo no mínimo inusitado pra ele. E de fato era. O motivo é que a tal bola é uma escultura de um arquiteto de nome Pomodoro. O nome da bola em si eu não sei, mas essa escultura, essa bola, pra mim só existia em três lugares, a saber: na Organização das Nações Unidas, em Nova Yorque – e eu já tginha passado por lá em junho de dois mil e oito - no Museu do Vaticano – e eu tinha estado lá a cerca de dois meses antes de passar por Dublin, no início de julho daquele ano, dois mil e nove – e justamente no Vaticano, uma daquelas guias que levam grupode excursão comentou que no mundo só existiam três bolas daquela; nesses dois lugares já citados e no Trinity College em Dublin, na Irlanda – onde eu estava naquele momento.

Qual não foi minha frustração naquele momento quando o rapaz me disse que não só nesses três, mas também em Israel, Califórnia e outros lugares também tinham aquela bola. Eu crente que completara ali o ciclo das três bolas agora tenho que ter oportunidade de correr atrás das outras bolas restantes espalhadas pelo mundo. De qualquer forma fui lá pra tirar foto da bola e eu tirei indicando que aquela era a terceira bola que eu tinha visto.

O dia seguinte tiramos pra fazer o free tour. Em Dublin também tem e de todos que eu fiz, por minhamãe estar me acompanhando, foi o único que eu fiz em língua espanhola, pra ela também poder entender o que se falava, até porque eu só um péssimo tradutor simultâneo, de modo que se eu ficasse traduzindo tudo o que a guia falava, eu memso iria perder o fio da meada e a explicação viria pela metade. Haviam dois turnos pra fazer o tal tour como em todas as outras cidades, mas preferimos pegar o primeiro tour, das onze da manhã, afinal, aquele seria nosso último dia lá e no dia seguinte partiríamos pra Londres, então tínhamos que aproveitar ao máximo.

Histórias lendárias e fantásticas ouvimos a guia contar. O maior assentamento vicking já descoberto e o esquema dascabanas que eles viviam desenhadas no chão, as igrejas que se entravam por portas falsas em fundo de bar originando assim o nome do bairro de Temple Bar, o antigo porto que hoje não passa de um parque com umdesenho celta no chão, o dono do hotel que mandava um grupo de rua calar a boca e hoje o líder desse grupo é o dono desse hotel - falo de Bono Vox e o U2 – os dois anos de fome e miséria total, as lutas intermináveis e intolerantes entre protestantes e católicos, enfim, histórias e estórias que só nesses tours ou lendo algum livro passamos a conhecer.

Bendita informação me passada pela Sabrina em Portugal e confirmada pelo Rafa da Bahia, que morou comigo lá em Londres, se não Dublin não teria entrado no meu roteiro e não teria conhecidos outras histórias que aconteceram séculos atrás e não são muito conhecidas por nós que moramos em terras tupiniquins, quentes e tropicais.

Saímos do hotel ainda de madrugada, pois tínhamos que pegar o primeio ônibus pro aeroporto mais ou menos onde nós descemos. Um taxixista passou e se ofereceu pra nos levar. Pra nosso alívio ele não fez igual ao taxi de Barcelona e nos cobrou o preço que pagaríamos se fossemos de ônibus. Em poucos minutos estávamos no aeroporto.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (48)

Dublin em termos de beleza e arquitetura não é tão diferente de Londres não. Aliás, acrecenta-se aí o clima também. O tempo é tão frio quanto lá. A semelhança é muito grande. E olha que estávamos na Irlanda independente, e não na do Norte que faz parte, assim como a Escócia e o País de Gales, do Reino Unido propriamente dito. As lojas eram as mesmas. As vezes mudavam de nome, mas só no letreiro. Pegando as peças de roupa até a etiqueta era igual.

Mas, como dizia o esquartejador, vamos por partes. Pegamos um ônibus direto pro ponto mais perto do hotel. Claro que ficamos meio perdidos. Era nossa primeira vez lá. Descemos no ponto certo e de acordo com o mapinha que nós tínhamos (que não me lembro bem se minha mãe tinha levado ou pegamos no aeroporto) estávamos perto. Só não sabíamos a direção certa. Até por quelá também adota-se a mão inglesa. Conclusão. Tive que perguntar pra um senhor que muito prestativo me explicou detalhadamente como se chegava lá no hotel. Fomos andando. Quando chegamos na rua certa, pegamos a esquerda ao invés da direita. Andamos mais um pouquinho, como de praxe. Enfim chegamos. O hotel era bem bacana e funcionava paralelamente a um albergue. Eram duas entradas diferentes mas num único edifício. Subimos pra deixar as coisas lá e partimos pra comer. Afinal, o café corrido de Barcelona pelo tempo que levamos pra chegar no aeroporto e o tempo de vôo já tinha se desmilinguido há muito tempo. Santas barrinhas de cereais.

Custamos a achar um lugar pra comer. Além disso estávamos atrás de um supermercado, e tinha um ali perto do hotel e outro um pouco mais afastado, dentro de uma galeria cheia de lojas. E outro agravante era minha mãe de olho nas vitrines das lojas e novidades expostas. Novidades pra quem é daqui. Coisas que lá são bastante comuns. Não me lembro se foi logo nesse primeiro dia, mas dessa vez até eu adquiri uma mercadoria do jeito que eu queria. Uma carteira pra substituir a que eu usei durante toda minha temporada européia, que por sua vez substituiu uma que eu gostava muito, mas por estar muito velha e gasta não levei comigo pra Londres. Ao custo de cinco euros a carteira nova nunca foi e nem será muito usada aqui no Brasil. A não ser em viagens interestaduais.

Minha mãe estava atrás de uma mala de mão pra substituir a big bolsa que ela levou e fez vias de mala de mão. É impressionante, mas qualquer viagem que ela faça pra fora sempre volta com uma mala nova. Foi a única coisa que ela comprou. Havia mais uma perna de viagem e o volume e o peso não podiam ser alterados ainda. Mas a mala de mão até cabia ser adquirida. Não tão de imediato. Ainda havia dois dias pra se pesquisar por uma.

Demos uma volta na cidade, apreciando seu entardecer. Seguimos a margem do rio. Sempre tem um rio banhando a cidade. Comemos, fomos ao mercado, voltamos pro hotel. No dia seguinte acordamos, decemos pra tomar o café, subimos pra terminar de nos arrumar e fechar asmalas pra, de mapa em punho, desbravar a cidade. Fomos andando mais ou menos na mesma direção do dia anterior. Dublin não é tão grande. Bem, pelo menos a parte que a gente ficou e andou não era tão grande e espalhada como Londres. E era a parte mais central da cidade. E fizemos tudo a pé. Nesse ponto minha mãe é igual a mim. A única diferença é que ela reclama das dores nos pés no final do dia. E como o rio era perpendicular a avenida principal, andamos praticamente só pro lado do rio. O outro nem foi tão explorado pela gente.

O primeiro dia inteiro, completo estava acabando. Só fizemos andar, conhecer, explorar, e fotografar, além das inevitáveis lojas. Ainda havia o segundo e no terceiro era só levantar acampamento e enfrentar pela última vez um avião antes da volta.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (47)

Só chegaríamos nele dali a mais ou menos uma hora e que em termos de preço pra uma corrida de taxi morreríamos em cerca de cento e cinqüenta euros. E foi justamente o que aconteceu. Minha mãe ficou desesperada, pois iríamos entrar na Irlanda no mínimo cem euros mais pobres. Mas agora também não adiantava mais nada. Se fizéssemos algo, tomássemos outra providência, perderíamos o vôo. Por outro lado, foi bom pra gente aprender a lição. A passagem de Barcelona pra Dublin até que foi barata, mas o acesso ao aeroporto que encareceu tudo. Aliás, o taxi foi mais caro que avião. Pode isso? Na Europa sim.

Chegamos lá e começamos a travar mais uma batalha. Não, o aeroporto não estava um caos, pelo contrário, por ser tão longe tava até vazio. E a gente ainda chegou na hora em que o check-in estava abrindo. Nossa guerra era contra a balança. Em todos os vôos que peguei até então, a companhia aérea com a qual eu viajava exigia o peso máximo de vinte quilos. Essa companhia era outra, pois era a única de característica de baixo custo que voava pra Dublin, na Irlanda, e o peso máximo que ela exigia era de quinze quilos, ou seja, cinco a menos que eu estava acostumado. Eu já sabia disso e sempre prevenia minha mãe quanto a isso também, mas pra uma pessoa que é altamente consumista quando viaja essa limitação é um martírio. Se bem que ela soube se controlar. Mesmo assim a gente teve que tirar, remanejar e realocar várias coisas nas nossas malas até chegar ao peso satisfatório pra companhia poder colocar nossas malas no porão do avião.

Eu já havia jogado uma calça jeans fora e na lixeira do aeroporto ficaram ainda três camisas. O meu momento cebola ficou por conta da calça de tactel que vesti por cima da de jeans só pra passar pelo raio-x e depois voltar pra dentro da mochila que também havia passado um pouco do peso máximo exigido. Isso por que minha mãe enrolou minha toalha de banho por dentro do meu casaco pra levar ele no colo, além da mala de mão que não passava de uma bolsa enorme que ela tem e onde ela botou todas as coisas possíveis, imagináveis e passáveis no departamento de segurança dos aeroportos.

Mas o mais curioso é que pelo excesso de peso da mala dela, ao invés de fazer o que eu fiz de se desfazer de peças de roupa mais usadas, ela foi ao banheiro e saiu mais pesada do que entrou. Geralmente quando se vai ao banheiro se volta mais leve. Naquele dia e naquelas circunstâncias foi ao contrário. Não foi uma ou dias, mas sim oito. Eu disse oito blusas e das mais quentes e pesadas que ela vestiu só pra aliviar o peso da mala e passar pelo raio-x. Tudo se desfez dentro do avião. O vôo, se não me engano, durou cerca de três horas e logo descíamos na Irlanda.

Como eu disse anteriormente, esse destino foi escolhido de última hora somente pra que eu voltasse mais sossegado pra Londres. Em compensação a imigração da Irlanda também me encheu de perguntas. Que a gente foi fazer lá, porquanto tempo, onde ficaríamos, quando sairíamos de lá, por quanto tempo estávamos viajando, pediram pra ver a reserva do hotel e a passagem de saída de lá, enfim, um interrogatório que nos deu a permissão de ficar somente os três dias programados. Entramos. E a partir dali eu tinha a certeza de que não teria problema nenhum em retornar pra Londres, mas mesmo assim mantive comigo todos os comprovantes de passagem e albergue por via das dúvidas. Afinal, por mais que se faça um roteiro e tal, uma viagem, seja pra qualquer ponto da Europa, mesmo estando já dentro dela, quanto ali pra Saquarema, por exemplo, pode acontecer fatos completamente imprevisíveis ao nosso planejamento. E outra, como diz o ditado popular: “o seguro morreu de velho.” Então melhor guardar uns papéis por um tempo maior que depois não ter como provar algo caso fosse exigido.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (46)

Essa rota é a mais recente até pelo fato de ser a parte mais nova da cidade, parte que começou a se desenvolver também por causa das olimpíadas, onde era a vila olímpica e hoje se tornou um bairro moderno e avançado em relação a parte da cidade que nós estávamos. Essa volta foi bem rápida e nem descemos do ônibus pra ver nada de interessant. Primeiro por que não tinha e segundo que já era noite.

Em algum momento desse dia, não me lembro bem qual, minha mãe resolveu tomar um café. Eu lembrei que lá na lojado seu Emílio, o mesmo que atendeu a gente no almoço tinha uma máquina de café. Chegamos lá novamente. Claro que ele lembrou da gente. Até viu se meu olho estava melhor. Foi pedido o café, perguntamos o preço e ele disse que não era nada. Olhou pra minha cara e ofereceu cerveja. Disse que não gostava de cerveja. Na mesma hora ele me saiu com um copo de sangria. A gente queria pagar e ele recusou a receber. Maluco ele.

Tentei desesperdamente falar com o Danilo novamente, mandava mesnsagem, ligava e ele não atendia. Enfim, não nos encontramos naquela noite de terça, mas ainda restava a esperança da noite de quarta. Depois de rodarmos um pouco mais nas Ramblas, sempre as Ramblas, voltamos pro hotel e dormimos.

O dia seguinte era o último. Já não tinha muito o que fazer na cidade. Andamos de golondrina que nada mais é que um catamarã a céu aberto que saia da marina, passava pelo porto, ia ate as praias e voltava. Um trajeto que durava cerca de uma hora e meia e a gente fez não só pra ver a cidade de um outro ângulo, mas pra matar o tempo também. Uma coisa que me preocupava era o peso da mala. Teria que ser diminuído já que seria a primeira vez que eu viajaria pela Ryanair, já que a Easy Jet não ia pra Dublin, e o peso máximo exigido era de quinze quilos, e não de vinte como de praxe. Minha mãe ainda teimava em comprar lembrancinhas e coisinhas pra levar. Sempre alertava ela sobre a questão do peso. Mais pra frente eu conto sobre o que aconteceu em relação a isso.

Das golondrinas fomos andar por aí, pela área gótica da cidade, na região da catedral que foi a primeira coisa que a gente visitou. Não tínhamos pressa pra nada. Ficamos vagando pela cidade ainda com o livreto de descontos na mão pra comprar um eventual sanduiche, incluindo o Mc Donald’s, como a gente fez. A essa altura, nas trocas de mensagens com o Danilo, descobri que ele não havia me respondido no dia anterior por ter esquecido o telefone no trabalho dele e que naquele, que seria nossa última chance, ele não poderia se encontrar comigo porque estava com a garganta ruim e de cama com febre.

Me lembro que nossas últimas fotos de Barcelona tiramos na praia. Andamos até lá novamente só pra tirar foto. Aproveitei pra ver a temperatura da água. Morna. Na volta pro hotel, checamos o preço do ônibus que nos levaria pro aeroporto e perguntamos o preço de um taxi pra lá. Sairia mais ou menos a mesma coisa, cerca de trinta euros, então decidimos ir de taxi até o aeroporto no dia seguinte. Confirmamos se tínhamos que reservar com antecedência ou poderíamos pedir na hora. A segunda opção foi validada. No quarto acabamos com a comida perecível que ainda tínhamos em estoque pra não sobrar nada mesmo.

O dia seguinte foi só acordar, tomar o café do hotel mesmo, que custava cinco euros, chamar o taxi e esperar. Até que ele não demorou, mas por pouco não saímos logo dele. Motivo: o valor. Em Barcelona existem dois aeroportos. O de Giordano e o de Reus. De modo que esse último era de onde o nosso avião iria decolar. Não sabíamos que Reus era o aeroporto mais longe.
AVENTURAS EUROPÉIAS (45)

Eram várias lojas espalhadas pela cidade. Pesquisamos e achamos ali mesmo nas Ramblas uma lanchonete que tinha uma promoção bacana e diferente do que a gente se acostuma a fazer, tipo comer em cadeias de fast food. Não me lembro do nome do lugar, mas a situação pela qual a gente passou foi meio inusitada.

Esse dia foi o primeiro que minha lente deu problema e irritou meu olho esquerdo. Em Salamanca tive uma irritação mais branda na vista direita, mas logo foi contornada. Essa da vista esquerda foi muito mais bruta, violenta e meu olho ficou bastante irritado que eu nem queria tirar os óculos escuros e só o fiz mesmo quando o sol baixou, ou, ás vezes, quando entrava em lugares pouco iluminados. Nessa lanchonete eu tirei os óculos.

Tudo isso pra dizer que quando a gente chegou lá e pediu a promoção do livretinho fomos muito bem atendidos pelo seu Emílio. Diz ele que é psicólogo e morou no Brasil durante dois anos sendo professor das universidades federal e estadual do Ceará. Se auto-denominou cabeça-chata. A promoção eram dois sanduíches, dois refrigerantes e uma batata. Ele, muito gentil, nos cedeu outra batata, feita de outro jeito. Ou seja foram duas completas. Quando ele viu o meu problema na vista, recomendou um colírio e disse que encontraríamos na farmácia. Que ele mesmo também usava lentes, mas ali, enquanto trabalhava usava os óculos por causa do excesso de poeira que se acumulava na rua. Minha mãe ainda perguntou onde ela poderia encontrar roupas baratas e ele indicou lá um lugar, mas acabou que a gente nem achou. Saimos dali e fizemos o que ele recomendou, fomos na farmácia comprar o tal colírio que eu pingava de vez em quando.

Voltamos pra fazer a outra rota do ônibus. Essa sim, passava pelo estádio olímpico e a gente foi andando, curtindo, olhando e fotografando o que dava. Lá no próprio montjuic tem uma espécie de vila, de cidade cenográfica construída pra uma feira internacional e que agrupa produtos e artesanatos de todas as regiões da Espanha, o chamado ‘Pueblo Espanhol’. Chegamos lá vinte minutos antes do pavilhão fechar. Como qualquer cidade espanhola, a entrada é a praça maior, depois, lá pra dentro tem umas biroscas, umas ruelas, mas como meu foco era outro e eu queria entrar no estádio olímpico, não adentrei muito no pavilhão indo só nos arredores da praça, mas acabei ficando sentado na praça esperando minha mãe acabar de encerrar a visita dela. Dali esperamos o ônibus e fomos até o estádio olímpico.

Aí me realizei. Foi a primeira vez na minha vida que eu entrei no palco de abertura e encerramento de uma olimpíada. Fui no Maracanã, no pan americano, o que é bem diferente. Um estádio pra abrigar partidas de futebol, sede da final da copa do mundo de cinqüenta que foi adaptado pra receber outro tipo de evento. Não é um estádio que foi construído pra receber os jogos olímpicos, como o de Barcelona que a gente até vê a pira olímpica lá no alto, construída, e não uma coisa improvisada como no Maracanã.

Lembrei na hora da polêmica que surgiu na abertura, do cara que atira a flecha acesa e acerta a pira, fazendo com que o fogo olímpico queimasse durante os jogos e depois tentaram provar que tudo não passou de um efeito especial televisivo, que na verdade o cara não acertou nada e a flecha caiu fora do estádio. Histórias olímpicas.

O estádio estava vazio. Tinha só uma meia dúzia de gatos pingados brincando de tirolesa, se jogando por intermédio de uma corda de lá de cima da arquibancada até o gramado, além, é claro, do pessoal que fazia a segurança. Saimos de lá com o sol já baixo. Deviam de ser pouco mais de oito da noite e corremos pra fazer a terceira rota, mas também fizemos só pelo fato de que tínhamos direito e não podíamos disperdiçar.