terça-feira, 30 de março de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (33)

A estação mais perto do albergue foi a que eu desci quando cheguei lá, o que ficava a duas quadras, e na volta passei num dos poucos mercadinhos abertos, esse específicamente gerenciado por indianos, como em Londres, e fiz o esquema da coca. Foi o último produto que consumi em Paris. Voltei e fiquei na porta do albergue conversando com o pessoal, tomamdo minha coca e esperando o casal que ia comigo para o aeroporto.

O casal não apareceu na hora combinada e eu fiquei com medo de perder o último metrô pro aeroporto. Como já havia comprado meu bilhete, peguei minha mala e fui. Fui pensando em voltar. Paris foi a segunda cidade que visitei que me deu o gosto de quero mais. É maravilhosa e se torna mais ainda quando se tá acompanhado. Em suma, Paris é a cidade ideal pra se passar a lua de mel.

Cheguei no aeroporto Charles de Gaule próximo da meia noite e procurei logo um lugar pra eu acampar por algumas hora. Na procura, percebi que não tive uma idéia original e várias outras pessoas estavam fazendo o mesmo. Achei uma carreira de poltronas perto de um banheiro e foi lá que eu fiquei de stand by, meio que dormindo, meio que acordado esperando chegar a hora de fazer o check-in e embarcar pra Portugal.

Quatro dias em Lisboa. Não daria pra ver outras cidades como Porto, Cintra, Caiscais, Algarves e outros pontos bacanas de Portugal. Só fiquei em Lisboa e adorei. Cheguei num domingo e na quinta iria pra Espanha. Pela primeira vez a língua não foi uma barreira e eu poderia falar com todos que seria entendido perfeitamente. Saí do aeroporto e peguei o ônibus que o albergue indicou.

Cheguei lá novamente pela manha e minha cama só estaria liberada no início da tarde. Dei entrada, deixei minha mala no locker e fiquei fazendo hora pra entrar em definitivo no albergue. Não sei se foi sorte, se foi sobra, se foi por terem gostado de mim, mas por algum motivo me serviram o café da manha sem mesmo estar oficializada a minha entrada. Um café a mais, que não estava previsto e nem programado, mas que eu acabei ganhando e comendo. Até a hora de entrar no quarto, tinha que fazer hora.

Trocada a roupa, com a máquina em punho fui eu mais uma vez começar a desbravar um lugar desconhecido pra mim. A começar pela estátua do Marques de Pombal. Rodei ali por cima, pela área do parque Eduardo VII, fui até uma arena de tourada e em outros lugares até dar a hora de eu poder conseguir ir pro meu quarto no albergue. Antes eu dei uma passadinha na porta do mercado pra localizar onde fazer as compras. Corri também atrás de uma farmácia pra comprar um soro fisiológico pras minhas lentes, jáque o meu acabou em Paris, mas aos domingos as farmácias fecham. Só fica aberta uma por bairro ou região que se revesam aos domingos. Em todas elas há um cartaz avisando quais naquele domingo, estariam de plantão. Deixei pra comprar na segunda, no dia seguinte.

Apesar de naquele albergue também poder cozinhar, dessa vez não foi o macarrão, mas uma lasanha que ficou como jantar. A lasanha tinha quase um quilo e eu a dividia em dois ecomiametde num diae metadeno outro. Fiz isso por ter achado barata, pouco mais de três euros. Também comprei as outras coisas pra abastecer, não muito. Seriam poucos dias e qualquer coisa o mercado estava ali do lado.

Voltei com as sacolas na mão, guardei as compras tomei um banho e dormi. Já tinha rodado nas redondezas e tava cansado até pelo fato de não ter dormido direito naquela noite. Quando deu a minha hora de entrar no quarto não pestanejei. Foi exatamente o que eu fiz.

terça-feira, 23 de março de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (32)

Guardei a máquina, mas com meu companheiro inseparável de viagem, fiquei muito tempo lá em cima, admirando a paisagem e escutando as músicas. Desci da torre pouco depois das onze da noite e voltei pro albergue.

Lá chegando um grupinho me convidou pra sair. Eles estavam indo pra uma festa meio que como penetras. Na verdade, uma das meninas tinha conhecido um nativo no metro e a convidou pra tal festa. Quando eu voltei, eles estavam tentando entrar em contato com esse menino pra que a lista de convidados aumentasse. Esse era o impasse.

Eu fiquei com eles até a decisão. Eles iriam e lá na porta veriam o que acontecesse. Eu resolvi ficar. Tinha que arrumar as malas e me recuperar melhor por que o dia seguinte iria ser puxado pra mim. Eu não fui.

No sábado, tive que deixar o quarto e consequentemente o albergue. Deixei tudo no locker, pois eu só iria deixar Paris a noite. Aproveitei o dia pra sair com a galerinha do albergue. Fomos andando pela cidade e jogando conversa fora. Três brasileiros e uma argentina. Almoçamos juntos, num restarante do quartier latin. Estávamos em dois casais e uma das brasileiras depois do almoço, o que deveria ser umas três da tarde, teve que voltar pro albergue e fazer o mesmo que eu faria dali a algumas horas. No caso dela era trem e não foi pra Portugal. Não me lembro se era pra Suíça ou Alemanha. Eu, o outro brasileiro e a argentina continuamos nosso passeio andando pelas ruas de Paris.

Estava sol, mas não muito quente, pelo contrário, o clima tava até ameno pro verão. Procurávamos pelo local onde o brasieliro iria fazer um curso e fomos andando. Pois ninguém tinha o que fazer mesmo então por que não gastar minhas últimas horas de Paris perambulando com meus novos amigos pela cidade. Paramos no Jardim de Luxemburgo, atrás do Senado francês(não sei se ainda ativo, ou do prédio antigo, mas que estava escrito que era Senado, estava). Era um ponto que eu não tinha ido ainda. Isso é que foi sorte. Acho que era o único ponto turístico ou um dos mais conhcidos da cidade que eu ainda não tinha ido. E naquele momento eu estava lá. Foram as últimas fotos de Paris que tirei.

Depois, andando bem devagar voltamos pro albergue. Me lembro um dos assuntos abordados nos nosso papos foi música e por fim a argentina ficou encantadíssima com a letra da música de Erasmo e Roberto “Como é grande o meu amor por você” que a gente cantou exaustivamente tentando ensinar a letra pra ela.

O dia tava terminando, a noite começando a cair e tava quase na hora de eu partir. Combinamos de jantar também mas enfrentamos um problema. Apesar de ser domingo parecia que era feriado lá e grande parte dos estabelecimentos estavam fechados.

No albergue até encontrei um outro casal brasileiro que iria fazer o mesmo esquema que eu, o de dormir no aeroporto, mas eles iriam para Itália e eu pra Portugal. Combinamos de irmos juntos pro aeroporto. Disse a eles que os esperaria ali mesmo no saguão e que estava indo jantar naquele momento e não iria demorar muito. Eu ainda tinha que comprar o meu bilhete do metrô cuja tarifa era diferente, já que eles já tinham feito isso e eu iria acompanhá-los.

A argentina acabou desistindo de jantar e fomos só nós dois, eu e o outro brasileiro. Fomos num restaurante chinês. Seis dias em Paris sem comer a um prato da cozinha francesa. Massa no almoço e no jantar – se levarmos em conta que miojo também é massa – acompanhado de duas garrafinhas de coca-cola. Um absurdo que eu achei foi ter pago três e trinta euros numa garrafinha de coca e gastar dois euros no mercadinho por uma de dois litros. Depois do jantar ficamos novamente na porta do albergue conversando com um pessoalzinho que tava lá, incluindo outros brasileiros.

terça-feira, 16 de março de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (31)

A Vênus de Millus, por exemplo, também pensei numa foto que ninguém tem, ou seja, ela de costas. Mas não consegui ficar muito tempo lá dentro, primeiro pelo fato de ser uma multidão que perambula por aquelas alas e corredores que chega a ser sufocante, segundo que o Louvre tem um defeito, ou uma estratégia que foi o que não me fez bem.

Sinceramente, eu não vi nenhum lugar por entre os corredores pra que a gente pudesse sentar e descansar muito menos sentar pra comer. A não ser nos restaurantes do próprio museu. Juro que tentei conciliar os dois. A única saída que vi foi comer o que eu levei num restaurante. Mais ou menos na hora da minha primeira pausa comecei a caçar lugar pra sentar e comer. Como eu não encontrava resolvi entrar nm restaurante.

Pedi um croissant e comecei a comer o meu biscoitinho. Devo ter comido uns dois ou três palitos quabdo o garçon pediu pra que eu não comesse os biscoitos ali. Tudo bem. Eu já havia pedido o croisant mesmo, daqui a poico ele chegaria e o comeria numa boa. Isso se minutos depois o mesmo garçon não tivesse vindo novamente dizendo que aquela era a hora do almoço e que não me serveria o meu pedido. Levantei e saí do restaurante.

Ainda rodei mais dentro do museu, mas quando deu quatro da tarde saí de lá. O George Pompidou ficou pra próxima. Ainda fiquei umpouco deitado no gramado defronte ao museu pra ver se melhorava, mas sentia que eu não estava bem, resolvi voltar pro albergue e fazer o meu macarrão. Tonto, zonzo, talvez tenha sido uma crise de hipoglicemia, fiz meu macarrão. Exagerei no sal pra ver se melhorava. Tomava suco de laranja e Coca Cola e ia me equilibrando, segurando nas coisas. Não deu outra, duas garfadas depois ponho tudo pra fora, e o pior, em cima do próprio prato. Não deu nem pra guardar a comida pra mais tarde, foi tudo pro lixo.

Depois daquilo tudo tomei um banho demorado e caí na cama pra só levantar no dia seguinte e bem, como se nada daquilo tivesse acontecido. Tanto que a primeira etapa do dia, ou seja, entre o café e o que eu considerava almoço, fiquei no lobby do albergue só na internet, selecionando fotos e as colocando no Orkut, falando no MSN, vendo mails. Só mais tarde que me arrumei e saí.

Fui até Notredame pra entrar na igreja que até então não tinha entrado, depois cheguei a ir no George Pompidou, mas não fiquei uma hora lá. Era sexta-feira, e o dia seguinte seria o meu último em Paris. E eu tinha que fazer uma coisa imprenscindível. Fui a Roma e não vi o Papa, mas Paris sem subir na torre não é a mesma coisa. Ao caminhar em direção a torre, encontrei duas senhoras brasileiras. Duas nordestinas, uma que mora na Alemanha há 18 anos e a irmã dela que estava visitando. Elas estavam numa excursão e aquela era a tarde livre que elas estavam aproveitando pra visitar certos lugares. Pra uma delas, Paris não era novidade, de modo que a que morava na Alemanha já tinha ido lá anos atrás. Pra irmã dela, que mora no Brasil era novidade, assim como pra mim. Volta e meia elas paravam pra tirar fotos de algum lugar. Em algumas até eu que astinha conhecido há minutos atrás, servi como modelo também.

O esquema que eu tava tentando fazer quase deu certo que seria subir com a luz do dia e descer com a luz da noite. Mas a fila do segundo para o terceiro estágio tava tão grande que a noite caiu e eu ainda estava na fila, ou seja, lá de cima só vi a cidade a noite, o que não tirou sua beleza, já que aquela é a cidade luz.
Por que é que certas coisas acontecem quando não são pra acontecer? E dessa vez não tive como contornar a situação. Mais uma vez a pilha da minha máquina acabou quando eu estava no pico da torre, fazendo um pequeno vídeo de lá de cima.

terça-feira, 9 de março de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (30)

De lá andei até Belleville, onde se passa a história de um desenho engraçadinho que chegou a concorrer ao Oscar, chamado ‘As bicicletas de Belleville’. Tinha uma espécie de camelódromo no calçadão central da avenida que andei, um mercado de pulgas onde se encontrava de tudo. Meio suspeito. Depois peguei o metrô e fui tentar achar o Moulin Rouge. Ou seja, em plena luz do dia fui na zona de Paris. Porque se hoje não é tanto, há anos atrás foi. Rodei um pouco esse dia, e de metrô. Acabou que fui parar novmente no arco do triunfo e na Champs Eliseé.

Naquele dia resolvi fazer um programa muito comum por lá e diferente pra mim. Fui pro albergue mais cedo, antes passei no mercado e comprei uma garrafa de vinho. Comi e tomei um banho. Peguei a garrafa de vinho e a levei pra frente da torre pra assistir ao espetáculo. Por mais que seja uma coisa comum, corriqueira, que os próprios parisienses devem estar de saco cheio de ver e até de fazer, pra quem é turista e nunca esteve lá antes é uma novidade.

Na época que eu fui, primeira quinzena de agosto, costuma escurecer tarde pros padrões brasileiros. Aqui, mesmo com horário de verão, o máximo que a claridade fica aparente é até mais ou menos oito da noite, lá as luzes acendem as nove da noite. Em Londres, por se localizar mais em cima geograficamente falando, nessa época a noite é muito curta ficando realmente escuro entre dez da noite e quatro da manhã. Mas vamos voltar pra França.

O espetáculo ao qual me refiro é o acender das luzes da torre. Arrumei um lugarzinho no gramado, no Champs de Mars, pedi emprestado um saca-rolha, abri a garrafa de vinho e fiquei tomando e apreciando a Torre Eiffel acesa e piscando de hora em hora. Meu companheiro fiel e inseparável MP3 com uma seleção de músicas francesas, as poucas que ali são encontradas, mas de excelente qualidade como Piaf, por exemplo, entrando no meu pavilhão auricular. Nada mais romântico do que aquilo. Ali eu decidi que em Paris eu vou passar minha lua de mel. E se eu não casar, um dia eu voltarei pra lá e repetirei o feito. Sozinho.

O dia seguinte, quinta-feira, talvez tenha sido o pior de toda a minha viagem. É, existe coisa pior do que ser cagado pelos pombos do Vaticano. Passar mal e não aproveitar a cidade por um período de tempo. A minha programação incluía visita a dois museus. O primeiro seria o Louvre e depois o museu de arte contemporânea George Pompidou. Acordei normal, afinal uma garrafa de vinho não deixa ninguém de ressaca, a não ser se o vinho for de péssima qualidade, mas qual vinho na frança é de péssima qualidade? Mesmo os não tão famosos, de renome, tem o seu valor degustativo.

Comi o café no albergue normalmente, peguei o meu kit sobrevivência e caminhei rumo ao Louvre. Cheguei lá por volta da 11 da manhã e procurei ir nos pontos principais, nas peças de maior atração. A principal talvez seja a Monalisa de Leonardo da Vinci. Pessoas do mundo inteiro vão no Louvre só pra vê-la. Eu já tinha sido avisado quanto ao tamanho dela. E nas fotos não dá pra negar. A gravura é pequena. Existem vários livros sobre arte espalhados pelo mundo cuja reprodução da figura é maior que a original exposta lá.

Prapeito de segurança, redoma de vidro, uma superproteção com seguranças pra que não haja novamente o roubo da tela, fato esse que ocorreu décadas atrás. Mas qual é o reles mortal que quer roubar aquela merdinha, só por que foi i Da Vinci que pintou? Acho que tirando os ladrões profissionais que roubam quadros, ninguém quer aquilo. É muito mais fácil, barato e menos perigoso comprar uma reprodução numa das lojinhas de lembranças do que se arriscar a levar a original. Além disso, é bem capaz de se comprar uma Gioconda boa, grande e não aquele cartão postal que as pessoas idolatram.

terça-feira, 2 de março de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (29)

A torre foi fotografada de todas as distâncias que eu a via. Quanto mais me aproximava, com a ilusão de ótica, mais ela crescia. Até que cheguei na base dela, no meio dos quatro pés e tirei uma foto que ninguém pensou ou tirou.

Só teve um lugar que eu me lembro de ter visto aquela imagem. Foi quando o Christopher Reeve na pele do Superman salvou a Lois Lane no primeiro filme da série. Acho até que foi a primeira aparição dele pra ela.Na cena, o elevador que liga o segundo estágio ao pico da torre despenca e ele com toda rapidez e habilidade de um super herói e apaixonado pela moça voa e a salva evitando a queda brusca e fatal do elevador. E a foto da torre bem debaixo dela ficou miuto boa (vide Orkut).

Rodei por ali por perto. Tem uma escadaria e uma praça do outro lado da torre, depois que se atravessa o rio Sena de onde também se tira boas fotos da torre. Ou seja, a torre foi o foco da minha atenção no momento que eu cheguei. Por ficar a beira do rio, margeei até certo ponto. Também tava chegando ali agora. Não podia queimar todos os cartuchos de uma vez só. Tinha seis dias pra passear por lá. Mas aquela área da torre eu vasculhei, até por que o albergue ficava a dez quinze minutos dali. Até pela Champs Eliseé eu badalei um pouco.

Na hora liberada voltei pra lá, levei minhas coisas pro quarto e fui ao mercado comprar meu estoque praqueles dias. Naquele eu podia cozinhar. Comprei o tradicional macarrão, mas ao invés do atum foi um vidro de molho de tomate com legumes que regaram minha massa. Na verdade o macarrão foi dividido pra quatro dias, de terça a sexta. Naquele dia eu comi outra coisa que não lembro o que foi e sábado era o dia que eu tinha que deixar o albergue pra ir pra Lisboa e não podia mais cozinhar já que eu tinha que deixar o albergue pela manhã e só ir pro aeroporto de noite.

Começamos a terça-feira com o já famoso e tradicional free tour pra começar de fato íntimo da cidade e da história. Não só da área da torre, que já considerava o quintal de casa. Quando acabou eu ainda tive o despautério de andar mais e pro outro lado da cidade, pra igreja do Sagrado Coração, lá em cima da montanha. Estava fechada, não deu pra entrar, mas a multidão que estava ali fora assistindo aos espetáculos populares, desses que também têm no Largo da Carioca, era enorme. Artista popular lá é bem mais valorizado que aqui. Edith Piaf, por exemplo, começou cantando pelas ruas de Monmatre. Talvez por isso a quantidade de gente que tava lá. Mas tudo bem, as fotos da fachada da igreja, pelo menos, foram garantidas.

Acompanhando o mapa dado pra mim no albergue, desci por uma avenida que cortava tanto o munumento da república quanto o da bastilha. O outro ponto mais longe era o cemitério. Essas coisas são engraçadas. Aqui no Rio eu nunca fui pro São João Batista pra ver o túmulo dos nossos famosos, mas lá em Paris fiz questão, até mesmo por ainda estar envolvido na atmosfera do filme e da vida de Piaf. Claro que vi outros túmulos, mas fui mais pra vê-la e também o Jim Morrison.

Já pulei pra quarta. Quarta foi o dia das almas. Foi uma das poucas vezes que peguei metrô, mas era longe. Na verdade fui andando até o cemitério e de lá que fui pra outro lugar de metrô, mas andei um bocado mesmo. Era o que eu mais fazia nas cidades. Minha história no cemitério também foi um pouco cômica. Na porta dele tirei foto do mapa, até porque eu não vi ninguém distribuindo o mapa do loteamento, pra tentar descobrir os túmulos que queria ver. Mas como pela foto ficou difícil, o que eu fazia era sair perguntando pras pessoas com o mapa na mão onde ficava a tumba de fulando ou beltrano. Depois que eu vi que eu não tinha entrado pela porta principal do cemitério, onde podia se pegar os mapas – acho que eram pagos – mas naquela hora não precisava mais.