segunda-feira, 28 de junho de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (46)

Essa rota é a mais recente até pelo fato de ser a parte mais nova da cidade, parte que começou a se desenvolver também por causa das olimpíadas, onde era a vila olímpica e hoje se tornou um bairro moderno e avançado em relação a parte da cidade que nós estávamos. Essa volta foi bem rápida e nem descemos do ônibus pra ver nada de interessant. Primeiro por que não tinha e segundo que já era noite.

Em algum momento desse dia, não me lembro bem qual, minha mãe resolveu tomar um café. Eu lembrei que lá na lojado seu Emílio, o mesmo que atendeu a gente no almoço tinha uma máquina de café. Chegamos lá novamente. Claro que ele lembrou da gente. Até viu se meu olho estava melhor. Foi pedido o café, perguntamos o preço e ele disse que não era nada. Olhou pra minha cara e ofereceu cerveja. Disse que não gostava de cerveja. Na mesma hora ele me saiu com um copo de sangria. A gente queria pagar e ele recusou a receber. Maluco ele.

Tentei desesperdamente falar com o Danilo novamente, mandava mesnsagem, ligava e ele não atendia. Enfim, não nos encontramos naquela noite de terça, mas ainda restava a esperança da noite de quarta. Depois de rodarmos um pouco mais nas Ramblas, sempre as Ramblas, voltamos pro hotel e dormimos.

O dia seguinte era o último. Já não tinha muito o que fazer na cidade. Andamos de golondrina que nada mais é que um catamarã a céu aberto que saia da marina, passava pelo porto, ia ate as praias e voltava. Um trajeto que durava cerca de uma hora e meia e a gente fez não só pra ver a cidade de um outro ângulo, mas pra matar o tempo também. Uma coisa que me preocupava era o peso da mala. Teria que ser diminuído já que seria a primeira vez que eu viajaria pela Ryanair, já que a Easy Jet não ia pra Dublin, e o peso máximo exigido era de quinze quilos, e não de vinte como de praxe. Minha mãe ainda teimava em comprar lembrancinhas e coisinhas pra levar. Sempre alertava ela sobre a questão do peso. Mais pra frente eu conto sobre o que aconteceu em relação a isso.

Das golondrinas fomos andar por aí, pela área gótica da cidade, na região da catedral que foi a primeira coisa que a gente visitou. Não tínhamos pressa pra nada. Ficamos vagando pela cidade ainda com o livreto de descontos na mão pra comprar um eventual sanduiche, incluindo o Mc Donald’s, como a gente fez. A essa altura, nas trocas de mensagens com o Danilo, descobri que ele não havia me respondido no dia anterior por ter esquecido o telefone no trabalho dele e que naquele, que seria nossa última chance, ele não poderia se encontrar comigo porque estava com a garganta ruim e de cama com febre.

Me lembro que nossas últimas fotos de Barcelona tiramos na praia. Andamos até lá novamente só pra tirar foto. Aproveitei pra ver a temperatura da água. Morna. Na volta pro hotel, checamos o preço do ônibus que nos levaria pro aeroporto e perguntamos o preço de um taxi pra lá. Sairia mais ou menos a mesma coisa, cerca de trinta euros, então decidimos ir de taxi até o aeroporto no dia seguinte. Confirmamos se tínhamos que reservar com antecedência ou poderíamos pedir na hora. A segunda opção foi validada. No quarto acabamos com a comida perecível que ainda tínhamos em estoque pra não sobrar nada mesmo.

O dia seguinte foi só acordar, tomar o café do hotel mesmo, que custava cinco euros, chamar o taxi e esperar. Até que ele não demorou, mas por pouco não saímos logo dele. Motivo: o valor. Em Barcelona existem dois aeroportos. O de Giordano e o de Reus. De modo que esse último era de onde o nosso avião iria decolar. Não sabíamos que Reus era o aeroporto mais longe.
AVENTURAS EUROPÉIAS (45)

Eram várias lojas espalhadas pela cidade. Pesquisamos e achamos ali mesmo nas Ramblas uma lanchonete que tinha uma promoção bacana e diferente do que a gente se acostuma a fazer, tipo comer em cadeias de fast food. Não me lembro do nome do lugar, mas a situação pela qual a gente passou foi meio inusitada.

Esse dia foi o primeiro que minha lente deu problema e irritou meu olho esquerdo. Em Salamanca tive uma irritação mais branda na vista direita, mas logo foi contornada. Essa da vista esquerda foi muito mais bruta, violenta e meu olho ficou bastante irritado que eu nem queria tirar os óculos escuros e só o fiz mesmo quando o sol baixou, ou, ás vezes, quando entrava em lugares pouco iluminados. Nessa lanchonete eu tirei os óculos.

Tudo isso pra dizer que quando a gente chegou lá e pediu a promoção do livretinho fomos muito bem atendidos pelo seu Emílio. Diz ele que é psicólogo e morou no Brasil durante dois anos sendo professor das universidades federal e estadual do Ceará. Se auto-denominou cabeça-chata. A promoção eram dois sanduíches, dois refrigerantes e uma batata. Ele, muito gentil, nos cedeu outra batata, feita de outro jeito. Ou seja foram duas completas. Quando ele viu o meu problema na vista, recomendou um colírio e disse que encontraríamos na farmácia. Que ele mesmo também usava lentes, mas ali, enquanto trabalhava usava os óculos por causa do excesso de poeira que se acumulava na rua. Minha mãe ainda perguntou onde ela poderia encontrar roupas baratas e ele indicou lá um lugar, mas acabou que a gente nem achou. Saimos dali e fizemos o que ele recomendou, fomos na farmácia comprar o tal colírio que eu pingava de vez em quando.

Voltamos pra fazer a outra rota do ônibus. Essa sim, passava pelo estádio olímpico e a gente foi andando, curtindo, olhando e fotografando o que dava. Lá no próprio montjuic tem uma espécie de vila, de cidade cenográfica construída pra uma feira internacional e que agrupa produtos e artesanatos de todas as regiões da Espanha, o chamado ‘Pueblo Espanhol’. Chegamos lá vinte minutos antes do pavilhão fechar. Como qualquer cidade espanhola, a entrada é a praça maior, depois, lá pra dentro tem umas biroscas, umas ruelas, mas como meu foco era outro e eu queria entrar no estádio olímpico, não adentrei muito no pavilhão indo só nos arredores da praça, mas acabei ficando sentado na praça esperando minha mãe acabar de encerrar a visita dela. Dali esperamos o ônibus e fomos até o estádio olímpico.

Aí me realizei. Foi a primeira vez na minha vida que eu entrei no palco de abertura e encerramento de uma olimpíada. Fui no Maracanã, no pan americano, o que é bem diferente. Um estádio pra abrigar partidas de futebol, sede da final da copa do mundo de cinqüenta que foi adaptado pra receber outro tipo de evento. Não é um estádio que foi construído pra receber os jogos olímpicos, como o de Barcelona que a gente até vê a pira olímpica lá no alto, construída, e não uma coisa improvisada como no Maracanã.

Lembrei na hora da polêmica que surgiu na abertura, do cara que atira a flecha acesa e acerta a pira, fazendo com que o fogo olímpico queimasse durante os jogos e depois tentaram provar que tudo não passou de um efeito especial televisivo, que na verdade o cara não acertou nada e a flecha caiu fora do estádio. Histórias olímpicas.

O estádio estava vazio. Tinha só uma meia dúzia de gatos pingados brincando de tirolesa, se jogando por intermédio de uma corda de lá de cima da arquibancada até o gramado, além, é claro, do pessoal que fazia a segurança. Saimos de lá com o sol já baixo. Deviam de ser pouco mais de oito da noite e corremos pra fazer a terceira rota, mas também fizemos só pelo fato de que tínhamos direito e não podíamos disperdiçar.

terça-feira, 15 de junho de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (44)

Construído ali pras olimpíadas de Barcelona em noventa e dois. Não foi dessa vez que a gente chegou a ir ao estádio. Muito pelo contrário. Eu nunca tinha estado ali e minha mãe só uma vez com minha tia a um tempo atrás e ela não sabia ou não se lembrava de como chegar ao estádio do ponto em que o teleférico deixava a gente.

Deixamos então pra descobrir como chegávamos lá no dia seguinte. Subimos de teleférico e descemos pela escadaria. Voltamos a pé pro hotel. Nesse tempo todo, desde a hora em que eu coloquei crédito no meu telefone, fiquei caçando o Danilo, um amigo meu dos tempos de Projac que estava por lá desde o início do ano. Acabou que a gente se acertou na marcação do nosso reencontro dali a algumas horas.

Enfim, voltamos do teleférico pro hotel, mas antes passamos no mercado pra comprar alguma coisa pra gente comer tanto naquela hora que seria o nosso jantar, quanto no café do dia seguinte, já que na diária isso não estava incluído. Depois de comer, me arrumei e fui encontrar com o Danilo. Não o via desde algumas semanas antes de viajar quando por acaso eu o encontrei no Botafogo Praia Shopping e ele comentou comigo que era bem provável que ele fosse pra Europa também. Só que ainda não estava certo e ele não sabia dos detalhes. Acabou que ele conseguiu. A gente ainda deixou pré-marcado um novo encontro pro dia seguinte. Tinhamos além daquele, mais dois pra gente se encontrar. Era segunda e na quinta pela manhã bem cedo estávamos a caminho de Dublin, ou seja, ainda tínhamos dois dias pra curtir Barcelona.

O dia seguinte tiramos pra fazer o tal tour do ônibus. Diferentemente de Madri, Barcelona tinha uma rota a mais. Eram três rotas. Uma azul, uma vermelha e uma verde. E não fizemos o mesmo de modo que já havia algumas paradas que certamente eu queria descer. A primeira foi a Igreja da Sagrada Família, obra idealizada por Gaudí, o arquiteto de Barcelona, morto em vinte e seis e que até hoje está inacabada, apesar de estar constantemente em obra. A verdadeira obra de igreja. Dá pra perceber na estrutura a diferença de coloração provocada pelo tempo do que foi construído recentemente e das obras mais antigas. Reza a lenda que essa igreja, atração da cidade, é financiada através de doações e da cobrança de ingressos pra visitar essa obra e por isso a demora na conclusão das obras. Eu disse pra minha mãe que só entraria lá depois da obra concluída, o que acredito ser no centenário de morte do arquiteto. Se é que eles têm mesmo a intenção de concluir aquela obra. Demos uma volta no entorno da igreja, paramos no Mc Donald’s pra fazer xixi e comprar uma coca pra comer com a batata que levamos, pegamos novamente o ônibus e fomos pro segundo ponto pré-definido.

Claro que a máquina disparava assim que um prédio bonito ou uma paisagem de mais destaque na minha concepção se apresentava a mim durante o trajeto. E como em Madri, lá estvam os oito canais pra escutar a explicação nas diferentes línguas. No meu caso ás vezes revezava entre português e inglês, mais português, porém volta e meia passava pro inglês também. O segundo ponto visitado foi a casa do Gaudí, onde ele costumava se experimentar, ser a própria cobaia e fazer suas obras de arquiteto-esculturas no seu próprio quintal. Realmente aquele espaço dos mosaicos e os suportes dos jardins suspensos são incríveis. Além da vista maravilhosa que aquele terraço proporciona. Inclusive podia se ver a própria igreja.

Em Barcelona também tem um edfício em formato de bala de revólver. Outros acham que lembra um ovo de páscoa, mas enfim, é diferente, com um formato mais arrojado, mais moderno que também dava pra ver do terraço. De lá pegamos o ônibus e não descemos em lugar nemhum. Terminamos a primeira rota no mesmo lugar em que pegamos o ônibus, perto das Ramblas. Fomos comer alguma coisa. Quando a gente compra a passagem do ônibus ganhamos um livreto cheio de promoções e descontos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (43)

Eis que pisamos na capital da região catalã. E já chegamos meio perdidos. Primeiro a gente subiu num elevador que só descia. A gente tinha que pegar o metrô, só não sabia qual. Não lembro se fui eu ou ela que reservou o hotel, mas a gente sabia qual era a estação que a gente tinha que descer.

O hotel escolhido era um bem modesto, mas que ficava na principla, ou numa das principais avenidas da cidade. Las Ramblas é a espinha dorsal de Barcelona, ponto bastante conhecido dos turistas,essa avenida que começava numa praça, que se não me engano também tinha o nome de praça de Espanha, e acabava numa espécie de marina e é constituída de duas vias, uma em sentido diferente da outra com um largo calçadão no meio e onde se vê de tudo, bastante semelhante ao Largo da Carioca, no Rio. Em suma, a espinha dorsal da cidade, pelo menos da parte turística da cidade.

Saímos do metrô na estação que tem lá e começamos a procurar a rua. Sabíamos que era uma das transversais, de acordo com as indicações. Perguntamos a uma das bancas de revistas e souvenirs e o cara indicou. A rua tinha uma peculiaridade, ou melhor, duas. Uma era que a rua tinha dois nomes. Até um certo ponto era um e depois virava o nome que a gente procurava. E não tinha nada, nenhuma curvinha, nenhum acidente geográfico, nenhum degrau diferente que indicava que a rua mudava de nome. Só as placas afixadas na parede. A segunda é que esse hotel ficava literalmente na zona. Obrigatóriamente vindo das Ramblas, que era o único caminho que a gente conhecia pra se chegar no hotel, tínhamos que passar pelas putas que faziam ponto quase que no saguão, independente da hora. Qualquer hora que se passasse por ali tinha sempre duas ou três colegas de trabalho tentando ganhar o pau nosso de cada dia.

Chegamos no hotel antes da hora de entrarmos no quarto. Fizemos a ficha, largamos as malas lá e fomos pra rua. Primeiro fomos mum lugar lá que lembrava o mercadão de São Paulo, na própria Ramblas. Eu, mais uma vez ansiava por créditos no meu telefone, até que achamos uma loja da Vodafone e essa minha preocupação cessou até a volta pra Londres dali a seis dias. Depois fomos pra catedral de Barcelona que também ficava nas redondezas, do lado oposto ao do hotel que a gente estava.

Confesso que eu já estava ficando de saco cheio em entrar em igrejas, principalmente depois de Roma, mas todas as cidades que visitei, se pudesse entrar sem pagar eu entrava, justamente pra da próxima vez que por ventura visitar a cidade novamente, não perder tempo apreciando um monumento praticamente imutável. Se o seu contra argumento for: “Mas o Cristo e o Pão de Açúcar também não mudam.” Concordo. A diferença é que no caso dos monumentos do rio, o que muda é a vista que nunca vei ser a mesma dada a constante transformação urbanística da cidade. Vai ter sempre um prédio novo em algum ponto da cidade.

Descobrimos ali nas Ramblas mesmo um Carrefour pra fazer as famosas comprinhas pra estocar no quarto e depois procuramos um lugar pra gente almoçar. Não era nem meio dia e a gente já tava roxo de fome. Almoçamos comida, nada de sanduiches naquela refeição. Também, nossa última foi o café da manhã improvisado no trem, e além disso, depois desse almoço a gente ia voltar pro hotel pra finalmente subir com a malas, tomar um banho e descansar um pouco. Um banho e um cochilo só pra recompor as energias e voltar a bater pernas.

De tarde descemos as Ramblas até a marina. Uma coisa que eu achei interessante lá é que primeiro se chegava na marina e depois, contornando, se chegava a praia de barceloneta. Nós fomos andando até a praia, pois havia um teleférico para o Montjuic, a pequena montanha famosa pelo estádio olímpico.

terça-feira, 1 de junho de 2010

AVENTURAS EUROPÉIAS (42)

E só voltamos pra pegá-las na hora de irmos pra estação de trem. Em Madri existem duas rotas feitas pelos ônibus. Combinamos que iríamos circular direto pra ver em quais pontos iríamos descer. Descemos em alguns pontos, como no mercado das pulgas que funciona só aos domingos até as duas da tarde, e era uma e meia, e no Museu do Prado. Não entramos no museu. Estávamos sem tempo. Naquela área a gente comprou umas camisas. Por enquanto tudo certo, a questão do peso era só no vôo de Barcelona pra Dublin.

A segunda rota não tinha nada de interessante. Só me fez constatar que praticamente a Europa inteira estava embrucada. Em qualquer cidade, principalmente nas capitais, sempre tinha alguma coisa em obra. Roma é hours concours nessa área. Acho que a única que não tinha uma obra foi Enschede, na Holanda. A única dificuldade que eu tive nessas rotas desses ônibus foi o fato de tirar fotos.

Como estávamos sempre andando, se o objeto a ser fotografado passasse, já era. Foto perdida. E não tinha essa de ficar parado, focalizando, dando zoom, detalhando objetos. O negócio era apertar o botão e ver que bicho que dava. Ou então dar a sorte de pegar um sinal fechado pra ter mais tempo de prepara a foto, o que chegava a ser raro, mas as vezes dava. Essa idéia de ficar sentado no ônibus também serviu pra gente meio que descansar um pouco pra viagem. Tudo bem que a gente ia sentar no trem, dormir e acordar em Barcelona, mas se em avião eu não durmo direito, imagina em trem.

Enfim, o passeio no ônibus tinha acabado. Na segunda rota, não vimos nada de interessante, nada que pudesse prender nossa atenção a ponto da gente descer do ônibus e explorar mais o lugar escolhido. Uma coisa bacana que eu achei desse passeio foi a quantidade de fone de ouvido que eu peguei depois. Durante um bom tempo eu não preciso comprar fones de ouvido e se alguém tiver precisando pode falar comigo.

Tinha o do avião ainda, o que veio com meu MP3, que eu usei até a Alemanha onde comprei outro e é o oficial e atual e agora tinha o que eu usei, o que minha mãe usou no ônibus, enfim, vários fones de ouvido. Caro que o de melhor qualidade sonora é o que veio com o meu MP3, e exatamente por isso, pra não estragá-lo com o uso contínuo, o substituí. O motivo dos fones de ouvido nos ônibus de turismo é que neles existem oito canais de idiomas diferentes onde você pode acompanhar a história do lugar por onde o ônibus está passando. O português que tinha em Madri, era o de Portugal. Em Barcelona a gente pegou um que o era misturado.

Falando em Barcelona, nosso trem se atrasou um pouco, uns quinze minutos e entramos na nossa cabine jntamente com uma família que estava dividida em duas, parte na nossa e parte duas cabines a frente. As crianças ficaram por lá, com um adulto responsável e pra sorte nossa, dormiram rapidinho.

Não eram exatamente camas. A cabine que estávamos tinham quatro poltronas de cada lado, posicionadas de frente umas pras outras e os assentos deslisavam até praticamente fecharem a cabine. Parecia uma barraca de acmpamento e nós dormíamos feito sapatos em caixa. E na hora em que sedeita, tem quedividir seu espaço com outro, ou melhor, com as pernas no outro. Pra exemplificar, os pés da minha mãe serviam praticamente de travesseiro meu. Tirando a primeira e a última hora de viagem, foi praticamente assim e com o trem parando de estação em estação. Se comprássemos o trem normal, de alta velocidade, em duas horas chegaríamos em Barcelona, mas pra economizar uma diária de hotel, fizemos isso. Pouco antes de sairmos do trem tomamos nosso café improvisado, sanduíches que fizemos pra levar e uma garrafa de guaraná que minha mãe achou num mercadinho em Madri.