segunda-feira, 25 de abril de 2011

AVENTURAS AMERICANAS (11)

E o outro é o Pentágono, também visto de passagem. Como sempre estava com a máquina em punho e mirando pra tentar, mesmo em movimento, descobrir o melhor ângulo e clicar. Nem isso eu consegui fazer. Um funcionário da empresa que faz esses passeios subiu lá e pediu pra que ninguém tirasse foto. De acordo com ele, não se pode afirmar se foi desculpa dele ou regra do pentágono, era por motivo de segurança. Se o circuito interno da base militar, que também vigia os arredores exernos flagrasse alguém tirando foto, eles iriam atrás, confiscariam o aparelho ou pediriam pra que apagasse a foto e ainda teria que pagar uma multa de mil dólares podendo também prejudicar essa empresa a restringindo ou punindo de alguma forma. Só depois de o ônibus estar afastado um pouco que ele liberou pra fotografar, mas por já estar pra trás do meu campo de visão, só apontei a máquina pra trás e cliquei. Por esse motivo a foto do pentágono não estala grandes coisas, mas pelo menos eu registrei.

O ônibus também ficou um bocado de tempo parado ali perto e o tempo ficava cada vez mais curto pra gente, já que a hora de embarcar no trem de volta estava chegando. Descemos no mesmo ponto que subimos, próximo a Casa Branca e ficamos esperando um ônibus da linha vermelha que nos levaria diretamente para a Union Station. No entanto tínhamos pouquíssimo tempo, a ponto de a gente pegar um taxi. Não era longe, na verdade de onde a gente tava dava pra ver a estação e daria até pra ir a pé se tivéssemos mais tempo. O valor do taxi não barrou os dez dólares. Corremos desesperadamente em direção ao portão de embarque. Como nem tínhamos almoçado, ainda parei no Mc Donald’s da estação pra comprar um sanduiche pra gente comer no trem. O autofalante já informava a que o trem estava pra partir e a gente correndo como dois desesperados. Foi só sentar na poltrona do trem pra que ele começasse a se locomover. Se fizermos as contas, ficamos o mesmo ou mais tempo no trem indo e voltando que na própria capital americana, mas valeu a pena. Melhor que ficar confinado dentro de uma loja.

Quando chegamos na casa da minha prima, ficamos sabendo que houve um atentado lá em Washington. Até hoje não sei se no Pentágono ou na Casa Branca. Bem que eu reparei na própria estação quando a gente chegou que tinham vários policiais por lá, alguns até com cães de guarda, uma coisa um pouco ostensiva, mas pra mim achei até normal por ser o centro do poder americano e tal. O segurança que a gente viu no teto da Casa Branca, do lado da bandeira pra mim fica ali o tempo todo. E essa historinha da foto do pentágono a gente até entende. Eles são meio paranóicos com terrorismo sim. Eu se fosse um deles também ficava. Mas no caso daquele dia, se realmente houve atentado, não foi tão grave assim pra não terem que evacuar nenhum dos dois lugares e nem revistarem a gente que pasou ali perto dos dois. Tanto que só ficamos sabendo quando chegamos em casa que algum maluco atentou contra algum ponto turístico e estratégico.

Dia vinte e um de outubro, quinta-feira, foi o meu dia de mandar nas compras. Pelo menos até um certo ponto. Talvez até por isso estivesse chovendo quando saímos de casa pela manhã. No dia anterior, em Washington, o tempo estava nublado, mas não chegou a chover. Foi o primeiro dia que vimos chuva na Virgínia desde a nossa chegada praticamente uma semana antes. Jana nos deixou num daqueles complexos de loja onde tinha uma das quais me agrada ir. Radio Shack. Só produtos eletrônicos e de informática. Não que eu seja ultra hi-tec, mas eu gosto de novidades nesse sentido e comprei várias coisas. Inclusive uma que não havia necessidade e que voltamos lá pra trocar dias depois. Era uma câmera filmadora. Atualmente qualquer máquina que tira foto também filma. Além disso já temos uma filmadora de mini DVD que fica parada.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

AVENTURAS AMERICANAS (10)

Não que o da Rio Branco também não tenha. Afinal Getúlio Vargas começou sua Revolução de Trinta amarrando seu cavalo ali.

Retratado em vários filmes, esse monumento é realmente enorme a ponto da circunferência da base comportar cinqüenta mastros com bandeiras americanas tremulantes representando todos os estados. E se traçarmos uma reta na geografia da cidade, há um eixo que vai do capitólio até o memorial a Lincoln e esse de Washington é o ponto eqüidistante entre um e outro. O ponto de decida em seguida foi justamente esse, mas não sem antes o ônibus passar pelos outros memoriais como os de Thomas Jefferson e Franklin Delano Roosvelt, já meio que desviando desse eixo. Não me lembro qual, mas um desses dois estava passando por reforma.

O de Lincoln também mereceu pausa para fotos. Vários fatos históricos, como o discurso de Martin Luther King foi feito naquela escadaria. E outras cenas de cinema consagradas também foram feitas ali. Me lembro de duas. Uma do filme “Forest Gump” onde ele discursando pra uma multidão em um protesto contra a guerra do Vietnã, fato real, ouve a voz de uma mulher, reconhece quem é e sai correndo pro meio da multidão onde os dois se abraçam dentro do espelho d’água. A outra cena de filme que me marcou, feita naquele lugar onde há uma estátua enorme de Lincoln sentado numa poltrona é a última cena do “Planeta dos Macacos”, versão nova, quando ele descobre que o planeta dos macacos nunca deixou de ser o planeta dos humanos. Na primeira versão essa descoberta é feita quando o protagonista caminhando na beira da praia descobre meio enterrada na areia a Estátua da Liberdade. O curioso, retratado no único filminho que fiz enquanto estava pisando o solo americano, foi um grupo de alunos de alguma coisa - mais parecia nado sincronizado, mas tinha muita gente pra isso – cada um subindo num mini pilar aos pés da escadaria e a beira do espelho d’água e fazendo a mesma pose pra tirar uma foto.

Outra coisa que achei interessante é o acesso das pessoas com dificuldade de mobilidade ou cadeirantes pra subir o que equivaleria as escadas. Não há uma rampa externa, e sim um elevador, até por que por baixo do monumento existem os banheiros, uma sala de exposição permanente sobre a vida do presidente. E o elevador fica justamente nessa base, no lado interno, pra que as características do monumento não fossem modificadas. Eles estão mais do que certos em manter a grandiosidade original e ao mesmo tempo dar acessibilidade a quem tem dificuldades.

O próximo ponto turístico escolhido para passar um tempinho por lá, tempinho mesmo, foi a Casa Branca. Claro que o ônibus passou por vários outros pontos que, por falta de tempo, não deu pra descer e entrar, tais qual o Museu Nacional de História Americana e o de História Natural. Pelo tempo estar encurtando, pelo aparato de segurança que rondava aquele lugar e por só existir um ponto de maior aproximação com aquele objeto, não nos alongamos muito. Com certeza essa configuração mudaria se o Obama soubesse que eu estaria lá. Em pouco tempo estávamos de volta ao ponto do ônibus. Dessa vez mudamos de rota.

Havíamos descartado logo de cara a rota amarela, mas a azul ainda tinha pontos interessantes pra se ver, masmo que fosse de passagem, que foi exatamante o que fizemos. Não saímos do ônibus pra nada nessa rota, tal qual fizemos na linha verde, se não me engano, em Barcelona. Os dois lugares interessante que o ônibus passava eram o cemitério de Arlington, onde por exemplo, o presidente Kennedy está enterrado e uma chama eterna fica acesa sobre o túmulo dele. Não vi isso, não tinha tempo pra fazer o tour pelo cemitério como eu fiz no de Paris que é bem menor que esse. Só passamos pela porta de Arlington mesmo e continuamos seguindo com o ônibus.

terça-feira, 12 de abril de 2011

AVENTURAS AMERICANAS (9)

E dessa vez o alvo foi a loja TJ MAX, mais uma das grandes, por mais que o espaço físico não fosse tão grande assim. Grande aqui está no sentido de cadeia de loja, que tem em tudo quanto é lugar, desde Charlottesville até a sexta avenida, se não me engano, em Nova Yorque. Como sempre, pra mimha mãe, ficamos pouco tempo lá dentro. Pra se ter uma idéia, não me lembro exatamente se foi dessa vez, mas teve um momento que eu sem querer a apressei por causa do horário combinado com minha prima pra nos pegar e como eu não tinha acertasdo meu relógio para o horário de lá, na verdade ainda faltava uma hora pra minhaprima chegar. Foi quando ela resolveu comprar uma bolsa. E foi exatamente o tempo que ela levou pra escolher e comprar uma. Enfim, coisas que eu não consigo entender e só tava ali pra aceitar.

Terça-feira, dezenove de outubro. O de sempre. Acordamos, tomamos café e fomos pra loja. Não lembro quais, mas a rotina praticamente foi a mesma dos outros dias, com excessão do dia anterior que teve uma longa estrada encarada. Vamos pular esse dia, que acho que não teve nada de relevante, pelo menos não to me lembrando nesse exato momento. O dia seguinte pra mim foi um dos mais importantes de toda viagem. Vamos a ele.

Quarta-feira, vinte de outubro. Esse dia tava combinado de passarmos em Washington DC. Já que não tínhamos animo pra matar esse passeio logo no dia em que a gente chegou, agora, mais descansados e dispostos, fomos até a capital americana. Ainda na casa, no café da manhã, compramos os tiquetes de ida e volta via internet. A de ida era pra dali a meia hora e a de volta era pro mesmo horário que pegamos o trem quando chegamos. Saímos de casa tão em cima da hora que quando chegamos na estação, o trem estava chegando também. Foi só o tempo de passar no guichê, pra checar a passagem e correr pra subir no trem, que praticamente estava dando seu apito.

Quase três horas depois e chegamos a Washington. Por a gente ter ficado bastante tempo na Union Station quando a gente chegou, eu já tinha conferido o preço do passeio turístico. Como o tempo não estava a nosso favor, tanto no cronometro, já que tínhamos entre cinco e seis horas pra conhecer tudo, quanto no que dizia respeito a temperatura por não fazer sol, estar nublado e de vez em quando aquele vento frio soprar, o melhor meio de conhecermos a cidade nessas condições era a mesma que havíamos escolhido em Madri e Barcelona. O ônibus de dois andares que, não tenho a menor idéia, era inglês, não por ser vermelho e de dois andares, mas pela direção ficar na esquerda, fazia três trajetos. Um vermelho, um azul e um amarelo. O amarelo a gente descartou de vez por não nos levar a lugar nenhum que nos interessasse. O que mais me interessava era a vermelha e a azul, de modo que essa última passava por pontos interessantes, mas não a ponto de descermos pra visitá-los.

Rota vermelha, saindo da Union Station, primeiro ponto: o Capitólio. A partir dali começava a minha verve de fotógrafo e como na Europa tentava achar o melhor ângulo pra tirar as fotos. Volta e meia minha mãe surgia no quadro,tal qual Alfred Hitchcok em seus filmes. Mas o bom da máquina digital é que pode-se tirar várias fotos sem gastar o rolo de filme. Depois de esgotada praticamente todas as possibilidades de fotos, fomos pro segundo ponto. Antes de descermos nele, o ônibus passa por uma série de museus, como o do índio americano, museu do ar e espaço e o do holocausto. Todos tendo como patrono a família Smithsonian, com está relatado no livro “O símbolo perdido” de Dan Brown. Mais uma vez estava eu no cenário de um livro dele. Segundo ponto: o monumento a Washington. Que sinceramente não tem nada de mais. É apenas um obelisco como o da Av. Rio Branco, no centro do Rio, só que gigantesco e com uma
carga histórica enorme.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

AVENTURAS AMERICANAS (8)

Segunda feira pela manhã, depois do Diego ser deixado na escola e de ela passar as coordenadas para o Jesse, que iria cuidar do Diego desde a saída da escola até a nossa chegada de volta da loja, pegamos a estrada e rumamos em direção a Washington. Não, ainda não foi dessa vez que conheceríamos a capital americana. Como já disse fomos pra uma loja que fica nos arredores da capital. Essa loja é a mesma que eu fui com o Renan e o Rene lá na Holanda e é uma loja temática de casa, ou seja, só vende utilidades domésticas de todas as áreas, tipos, formas e tamanhos.

O caminho por ser longo e novo pra gente, foi preenchido com paisagens, bate-papo e músicas tocadas no rádio. Eu te confesso que estava meio sonado ainda e fui meio que dormindo. Foram pouco mais de duas horas dentro do carro até chegarmos na loja. Mal comparando (mal pelo fato da qualidade ser menor, do preço ser maior e do espaço não chegar a um quinto deles) é uma loja tipo Tok Stok, que lá é difundida, muito freqüentada e conhecida como IKEA. Na Europa e nos Estados Unidos tem muito dessa loja. Aqui agente tem que secontentar coma Tok Stok mesmo.

Uma diferença que eu achei bacana, é que lá não existe a profissão de montador. Depois da considerada área miúda e de exposição, onde se anota o código do produto e o local onde ele se encontra, a gente passa pela área onde os móveis estão desmontados, encaixotados e empilhados. Pegamos o modelo que havia sido descrito, botamos no carrinho especial e aí sim passamos no caixa pra pagar e sair da loja, de modo que também há no estacionamento uma área só pra carregar as mercadorias no carro. Isso significa que o carrinho no qual a gente carrega a mercadoria não vai até o veículo que vai transportá-lo pra casa, e sim ao contrário. O carro vai até a área e é carregado. Até porque existem ferros que impedem a passagem dos carrinhos de compra pra área do estacionamento.

Tivemos duas etapas dentro desse enorme galpão da IKEA. Uma antes e outra depois do almoço. Claro, ninguém é de ferro, tínhamos que comer. Então, por ser dividido em dois andares. Rodamos o primeiro andar todo de frente, de costas, de lado, normalmente e cortando caminho, enchemos o carrinho e antes de arrematar as compras no andar de baixo, paramos no restaurante para almoçar. Se formos contabilizar, passamos mais tempo rodando no andar de cima que no andar de baixo, até pela quantidade de coisas que estão em cima. Entre um andar e outro, pausa pra refeição. Um filé de salmão gostosinho. Sou fissurado em salmão. Se me tem essa opção e se me é viável eu não penso duas vezes. Me vejo como aqueles ursos que ficam na beira da queda d’água esperando o peixe pular nandando contra a correnteza e aproveita pra abocanhá-lo. Assim sou eu com o salmão. Outra coisa que aqui são poucos os lugares que tem e lá é mais normal é o refil do refrigerante. Lá se paga pelo copo e se toma quantas vezes quiser. Pra mim isso é muito bom de modos que eu adoro beber mesmo e sinto mais falta do líquido do que do sólido propriamente dito.

Os móveis que minha prima comprou pra casa dela, mais precisamente pro quarto dela, foram duas cômodas, que no tempo da minha avó se chamava camiseiro, uma para ela e uma para o marido dela guardar as roupas, já que ainda não havia espaço suficiente para tal. Claro que o trabalho de montá-las ficaria a cargo do Jesse. E quem os botou no carro foi o interloucutor que vos fala. Cada móvel tinha duas caixas de peças desmontadas e bastante pesadas. Pra meu alívio, quando chegamos em casa o Jesse me ajudou a descarregar o carro. E por mais que minha mãe houvesse comprado um monte de quinquilharia, inclusive um jogo de panelas, ela não se conteve e muito menos se cotentou e, mesmo depois de horas de loja e estrada, foi descarregar o carro, descansar por uma meia hora e partir para o ataque novamente. O ataque do vil metal nas lojas.