terça-feira, 30 de agosto de 2011

HABITUÊ

Adiquiri um hábito europeu. Na verdade alguns deles, mas um sobressai mais. Eu não gosto de andar com dinheiro vivo no bolso. Questão de segurança. Se eu for roubado fica mais difícil pra quem me roubou ficar com meu dinheiro por não conseguir sacar. Do mesmo modo que pra mim a dificuldade também será maior por ter que ligar para inviabilizar o uso daquele cartão, pedir outro, desbloquear esse outro e poder utilizá-lo novamente até ser roubado novamente. Carrego ás vezes uma pequena quantidade pra estabelecimentos que ainda não aceitam cartão, os mais atrasados ou, por exemplo, uma festa num local improvisado.

Outro hábito europeu, pelo menos o que é utilizado em Londres é o Oyster, ou cariocamente chamado de riocard ou bilhete único (esse último também nomeado em São Paulo). Claro que ainda falta muito pra chegar ao que é lá. Digamos que atualmente é o jeitinho brasileiro de andar de ônibus. De modo que as desvantagens daqui começam tendo poucos postos de recarga, o que acarreta uma fila enorme pra se carregar um cartão e também pela diferença de valor e utilização. Lá se carrega por semana. Há um valor fixo para quem quiser andar ou só de ônibus, ou de ônibus e metrô pra região mais central, ou ônibus e metrô também pras demais áreas. Cada um desse tem um valor fixo e dentro daquele prazo (pode-se carregar pra um mês caso queira) a permissão pra rodar por dentro da cidade é irrestrita. Aqui se carrega por um valor e a medida que se passa o cartão na maquininha o valor da passagem é descontado até que se carregue novamente.

No caso da capital e região metropolitana ainda existe uma vantagem, um abatimento, um desconto de, dependendo do destino, atualmente, praticamente um real. Dentro da cidade do rio, com o cartão, o preço da passagem é um só pra quem tem que pegar dois ônibus num prazo de duas horas ou duas horas e meia. Para sair da região metropolitana e ir para a capital, ou vice-versa, o valor, claro, é um pouco maior, mas com a vantagem sobre o pagamento em dinheiro vivo, vale a pena obter o cartão. Eu não sei nem o porquê de estar falando isso aqui agora, o tema que eu queria propor era outro e que vai ficar pra próxima. Mas já que comecei, vamos até o fim, que não está muito longe.

Nesse quesito lá tem outra vantagem. Todos os bairros são acessíveis e não se depende de uma ou outra empresa pra fazer aquele itinerário. Até pelo fato de lá não ser concessão e sim transporte público no amplo sentido da palavra, ou seja, tanto para atender a todos os públicos, quanto custeado pelo estado inglês e não por uma empresa privada que presta um serviço público. Outra coisa. Aqui no Rio já aconteceu comigo uma vez apenas e espero que eles implantem em todos os carros de praça, como eram chamados antigamente, o sistema de cobrança tarifária via cartão de crédito ou débito. Aliás, como eu voltei com o hábito de passar o cartão pra tudo e atualmente a facilidade em se ter uma máquina cadastrada no nome do estabelecimento é grande e, por mais que se pague uma taxa de manutenção, ou seja lá que nome leva, o volume de compras com cartão também tem aumentado pela ascensão das classes antes menos favorecidas aos créditos.

Estou levantando a bandeira, não da administradora dos cartões, mas da utilização dos mesmos pra tudo. Dinheiro de plástico, dinheiro virtual utilizado pra pagar tudo e somente ir ao banco quando estritamente necessário, só pra checar o saldo da conta, coisa que já dá pra se fazer também via internete, mas quanto a isso eu ainda não confio. Por falar em banco, era justamente sobre isso que eu queria falar e que vai ficar pra próxima postagem. Uma cena que me deixou pasmo quando outro dia fui fazer um favor num banco para minha mãe utilizando um cartão. Começei a falar de cartão, mas o assunto descambou pra outro viés que explorei e termino de falar aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O BUM DO BIN

Mal William e Kate terminaram de distribuir os pedaços de bolo, brigadeiro e cajuzinhos pra alta sociedade britânica, dois dias depois do casamento real, o presidente norte americano em cadeia de rádio e televisão anunciou que o terrorista mais procurado e temido no mundo acabara de sucumbir ao poder de fogo dos Estados Unidos e teria sido morto pela tropa de elite americana numa mansão em Abbottabad, perto de Islamabad, capital do Paquistão. O inimigo número um do considerado país numero um, depois de quase dez anos de busca, finalmente foi alvejado. E não foi através de dois aviões, mas sim por um helicóptero que levou a tropa até o esconderijo depois de uma bem sucedida intervenção de estudos da CIA.

Osama Bin Laden foi quem arquitetou o ataque ao World Trade Center por duas vezes. Uma não tão poderosa quando por volta de seis pessoas foram mortas e mil e quarenta e duas feridas em vinte e seis de fevereiro de mil novecentos e noventa e três. Mesmo que não constasse o nome de Bin Laden na lista de culpados diretos pelo ataque, a organização terrorista Al Qaeda era comandada por ele. Oito anos e alguns meses depois o mais bem tramado, o mais bem arquitetado e o mais bem executado plano de ataque levou abaixo as torres gêmeas em Manhattan, Nova Yorque. Torres que foram construídas pra suportar o impacto de um avião do mais moderno, para a época da sua construção, um Boing 727. O edifício não evoluiu, mas a aviação se modernizou e dois Boing 767 atravessaram as torres as fazendo derrubar matando mais de três mil pessoas. Foram dois nas torres gêmeas, um que caiu no Pentágono, o edifício onde se concentra o departamento de defesa americano, e um que caiu na Pensilvânia antes mesmo de atingir seu alvo.

De lá pra cá os Estados Unidos fizeram a reeleição do Bush, invasão no Iraque, guerras no Afeganistão, combate ao regime Talibã, caçada, julgamento, e execução de Sadam Hussein entre outras medidas de política exterior e combate ao terrorismo altamente discutível pela sua legalidade. Por falar em discutível, agora com a queda de Osama Bin Laden a discussão muda de foco. Não é por causa da morte dele que os ataques devem parar de acontecer. Como organização bem preparada, a Al Qaeda já deve estar se articulando para rever sua estrutura de penetração nos países do mundo e onde e como serão seus próximos ataques. Europa e Estados Unidos estarão sempre em alerta agora. Consta que eles já estavam planejando ataques ao sistema ferroviário americano no décimo aniversário do ataque, em setembro próximo. Semanas antes do anúncio da morte do Bin Laden, Barack Obama havia praticamente lançado sua candidatura a reeleição americana. E logo após o anúncio a população comemorou como se tivesse ganhado uma Copa do Mundo.

Talvez a batalha principal tenha sido ganha, mas a guerra vai continuar e não vai acabar tão cedo e todos terão que estar preparados pras conseqüências provenientes desse fato. Um fato que também parece ser estranho de modo que o corpo do terrorista logo foi escondido, dizem que jogado ao mar, ou desfeito de imediato para que não houvesse um certo tipo de idolatria para com o terrorista. Bin Laden era um sujeito rico morando num lugar pobre. Quem quiser saber mais sobre a relação entre Bin Laden, sua fortuna e os Estados Unidos, vale a pena ver um documentário feito pouco depois do atentado terrorista das torres gêmeas pelo maior contestador-cineasta (ou vice-versa) Michael Moore, chamado “Farenheit 9-11” Vale a pena ver pra entender a contextualização e até, por que não ousar dizer, a razão dos ataques. Não que eles se justifiquem. E não confundir islâmico ou muçulmano com terrorista. Religião é uma coisa e visão política é outra completamente diferente. Temos que ficar de olho aberto nos próximos acontecimentos e conseqüências que isso irá acarretar.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

THE ROYAL WEDDING

“E viveram felizes para sempre.” Essa frase é o clichê que encerra se não todas, a maiotia dos contos de fada, das histórias que ouvimos e aprendemos a gostar na nossa infância. Histórias que atravessam gerações e volta e meia são representadas em desenhos, principalmente os da Disney, e até em filmes. Mas seria esse clichê uma máxima também? Esse romantismo vem sumindo com o passar dos anos, das gerações, apesar de ainda encontrar certas resistências. Eu, por exemplo, faço parte dessa resistência.

Na última sexta feira do mês de abril, um conto de fadas saiu dos livros de história e fez com que o mundo parasse por algumas horas para ver sua concretização. Uma das poucas, mas mais famosa família real do mundo oficialmente ganhou mais uma integrante, condecorada como a Duquesa de Cambridge. É público e notório os contos de fadas, quando trazidos pra realidade, não são fiéis às histórias escritas. Principalmente em se tratando da família real britânica. Da última vez aconteceu o que a gente já sabe. No início da década de oitenta, o primogênito da rainha, herdeiro legítimo e direto do trono, se casa com uma moça comum, mas com ar aristocrático e não viveram felizes para sempre. Pelo contrário, foi talvez o mais escandaloso casamento dos tempos modernos de realeza, com separações, segundas núpcias de ambos até culminar com a morte da princesa de Gales – pode ter acabado o casamento, mas ainda permanecia a condecoração recebida – num túnel em Paris, perseguida pelos paparazzi que não desgrudavam do pé dela.

Antigamente, e põe antigamente nisso, as princesas, rainhas, príncipes e reis eram mortos principalmente por seus cônjuges, filhos, e parentes justamente pra se tomar o poder, principalmente se houvesse uma insurreição, uma insatisfação por parte dos próprios membros da corte. E esses tipos de escândalos eram bem mais comuns. Outros tempos. Hoje seria inaceitável se Charles matasse a rainha Elizabeth e se William matasse Charles pra ficar com o poder. Já não basta todos os escândalos da família, não só por Charles e Diana, mas por outros membros como o Andrew, Anne, Sara Fregson, ou seja, só a rainha tenta se manter sóbria, calma, elegante e controlar as peculiaridades, escândalos e excentricidadas da família real. De perto, nenhum inglês é normal, nem a rainha.

Uma multidão se aglomerou na porta tanto da Abadia de Westminister quanto no Palácio de Buckingham pra acompanhar o que já chamaram de casamento do século. Sinceramente, acredito que antes do século terminar outros príncipes e princesas irão nascer e outros casamentos reais irão acontecer, mas mesmo assim aqueles contos de fadas que estamos acostumados a ouvir enquanto crianças não vão sair do papel e consequentemente da imaginação.

Só espero que todo aquele romantismo que essas mesmas histórias pregam se façam valer mais. Que todo o casamento seja real, que não haja uma jogada política ou marqueteira por traz disso, que realmente haja amor entre os dois e não só uma conveniência ou uma fachada. Sei que o ‘pra sempre’ sempre acaba, como diz a música e que o ‘viver feliz’ é o ideal pra todos nós, se não juntos a alguém, sozinhos mesmo, mas feliz na maior parte do tempo.

Contos de fadas não existem nem mesmo pra quem nasceu príncipe ou se transformou em princesa, mas eu ainda acredito e invisto no romantismo das histórias e procuro transferir dos livros, filmes e desenhos, para a vida real, para a minha vida pelo menos. Que William e Kate sejam felizes enquanto o amor deles durar, de preferência pra sempre.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A LÍNGUA É MINHA PÁTRIA

Uma das minhas frustrações durante meu tour pela Europa em 2009, foi a minha chegada na Alemanha. Desci do avião, me dirigi a estação de metrô (diferentemente daqui, como eu estava comentando na postagem anterior, a grande maioria das cidades européias têm uma acessibilidade maior de mobilidade para o aeroporto que não apenas uma rua ou avenida cujo carro é o único meio para que se chegue ou saia de lá) para seguir a orientação dada pelo site em que eu reservava os albergues. Deacordo com eles, havia uma estação em que eu fazia baldeação. Até então tudo bem, já que todas as reservas eram feitas na língua inglesa, que eu domino razoavelmante bem. Só esqueceram de falar ou fazer isso nas maquininhas de auto-atendimento pra se comprar o bilhete do metrô pra não nativos. Levei em torno de meia hora até que uma alma caridosa percebesse a situação em que eu me encontrava e, com um inglês macarrônico, veio me ajudar a adiquirir o bilhete.

Aqui no Brasil logo se desconfiaria de um assalto, de um integrante de quadrilha, de seqüestro relâmpago, já que infelizmente se parte do presposto que todos são suspeitos até prova em contrário. Se uma pessoa se aproxima pra perguntar as horas automaticamente suspeita-se de uma segunda intenção que geralmente não é benévola.

Graças a essa pessoa, juntamente com as indicações que estavam na impressas no papel da reserva do albergue consegui chegar onde queria. Outra sorte que dei na Alemanha foi que o recepcionista do albergue era português de Porugal. Segundo ele, o pai dele vivia ou viveu um bom tempo no nordeste do Brasil, não me lembro bem. E por mais que falássemos a mesma língua sendo de lugares diferentes aconteceu um ruído de comunicação, mas rápidamente contornado apesar do instante de constrangimento para ambas as partes visto que o entendimento não se converteu pra um só significado.

Mas tanta sorte pra uma pessoa só era de se desconfiar. Foi o único lugar que mexeram nas minhas coisas e me roubaram cem euros e um cartão de boa viagem que a Emma, minha amiga francesa, tinha escrito pra mim. O dinheiro estava dentro do envelope do cartão e nem tiveram a sensibilidadede, pelo menos deixarem o cartão. Mas, vivendo e aprendendo.

Foram apenas seis dias em Berlim, minha segunda parada depois de dez dias na Itália e antes de quinze na casa do Renan, na Holanda, mas tempo suficiente pra tomar uma decisão pra quando eu tivesse de voltar dali a um tempo. Claro que não foi de imediato. Entre a minha chegada e o começo desse projeto pessoal levou quase um ano, mas comecei no final do ano passado a fazer cursos de línguas.

Meu foco é mais na conversação e no ‘como se virar’ em algumas situações como a que eu passei chegando na Alemanha. Por isso o descarte das aulas presenciais e a aquisição daqueles cursinhos de áudio-livro do tipo ‘aprenda tal língua em três meses’ ou ‘quinze minutos tal lingua’que é o cursinho que eu faço. Claro que os quinze minutos são transformados em uma hora diária. Não sigo a risca a proposta do curso. Quero ir mais além, e como tenho essa possibilidade, a utilizo.

Esse curso é dividido em doze temas diferentes e cada um com quatro aulas e uma revisão. Doze semanas de aula equivalendo a três meses para se aprender o básico. Com a flexibilização que eu faço, estendo por mais uma ou duas semanas no máximo para fazer revisões gerais e parciais. A primeira língua que comecei a estudar por esse método foi a língua francesa no fim do ano passado, passando por revisões mensais até o carnaval. A partir do mês de abril comecei a fazer o mesmo com a língua alemã. Claro que por já ter noção do francês foi muito mais fácil aprender e memorizar em relação ao alemão. Na lista ainda tem o italiano e o espanhol. Árabe, chinês e japonês é muito difícil de engressarem na lista, mas em caso de extrema necessidade, quem sabe um dia.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

SERÁ QUE VAI?

O dia dois de outubro de dois mil e nove ficou marcado para o povo da cidade do Rio de Janeiro. Não só pelo fato de ser o dia em que esse que vos escreve ter chegado de uma temporada de dez meses na Europa – agradeço a faixa de bem vindo e o tapete vermelho estendido para minha passagem na saída do aeroporto, cujos festejos foram conduzidos pelas minhas tias Dôra e Tania – mas também pelo anúncio oficial da cidade ter se tornado a sede dos jogos olímpicos de 2016.

O Brasil, como bola da vez, já tinha conquistado o direito de sediar também a copa do mundo de 2014. O que acontece é que festa é o nosso principal know how. Já se passaram quase dois anos desse anúncio e quais foram as melhorias da cidade?

Talvez somente uma, assim mesmo não por completo, mas também pela sua repercurssão mundial, a curto prazo foi um feito que por enquanto tem surtido certo efeito. As Unidades de Polícia Pacificadora, principalmente a implementada no Complexo do Alemão, dão a sensação de maior segurança a cidade e, pelas estatísticas oficiais, que podem e devem ser argüidas e duvidadas de todos os jeitos e maneiras, a criminalidade nas suas diversas vertentes caiu, mas não se encerrou. Crimes bárbaros e brutais ainda aparecem no noticiário policial, a luta conta o tráfico de drogas continua incessante e pelo visto infindável, mas convenhamos que não mais do jeito que estava nos governos antecessores. Como disse acima, a sensação, a curto prazo, de segurança está sendo boa.

Pelo menos nesse ponto, está parecendo que há uma evolução. Mas e quanto aos outros pontos? Copa e Olimpíadas requerem uma mobilidade de atletas, jornalistas e torcedores e o que foi feito para que isso tenha avançado?

Alguém pode levantar a bandeira e dizer que no bairro de Copacabana, depois da implementação do sistema BRT que impede que carros de passeio trafeguem em duas faixas exclusias para ônibus e taxis o trânsito desafogou. Tudo bem, mas isso é pontual. O engarrafamento continua nas vias expressas, ponte, linhas vermelha e amarela toda manhã sem sequer uma previsão de melhoria ou de implantação de meios alternativos, não só do transporte em si, mas também de rotas.

Por que não fazem como na Holanda, Bélgica ou Alemanha, onde a bicicleta é bastante utilizada e, se o trecho entre origem e destino é muito longo, a bicicleta também anda de trem ou metrô? Existem soluções, mas é por puro interesse político que elas não são implementadas. Não querem construir linhas novas de metrô por ser muito caro e a curto prazo não há retorno financeiro esperado. Mentalidade tacanha a dessas pessoas. É a famosa lei de Gérson que enquanto vigorar nesse país nada vai pra frente como deveria ser.

Pras olimpíadas ainda há tempo pra se resolver e/ou encontrar soluções, mesmo que temporárias, pra diversos segmentos da sociedade. Mas, pra copa do mundo, o maior evento do futebol mundial, a situação está ficando mais crítica. O custo das obras que já se inicaram estão aumentando e o das que nem começaram estão indo pelo mesmo caminho do superfaturamento.

Além disso, e o mais grave de tudo é a situação limite atual que se encontram os aeroportos. Ultimamente eu tenho freqüentado muito a ponte aérea e se percebe nítidamente que, principalmente em São Paulo, o aeroporto de congonhas não comporta mais a quantidade crescente de passageiros e nem de aeronaves. Voar pra congonhas é querer estar engarrafado. Ou na avenida que leva pro aeroporto – e não há outro método, não há uma estação de trem ou metrô que leva ao centro da cidade, já que fica um pouco afastado – ou na própria pista de decolagem. Já levei uma hora do momento em que entrei no avião, até quando o comandante diz: “Decolagem autorizada.”