segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

2011 PASSOU

Chegamos ao último post desse ano de 2011. O próximo somente ano que vem. Não tão “ao vivo” como da semana passada, nem tão adiantada como geralmente são os meus posts, esse eu escrevo cinco dias antes de sua, digamos, exibição e dez dias antes de terminar o ano. Hora de fazer aquele balanço, ver os pontos positivos e negativos, as lições que a gente tirou e o que vamos fazer pra melhorar no próximo ano. Porque eu to falando em terceira pessoa? Não sei se é todo mundo que faz isso.

Bem, o meu ano não foi tão excepcional assim. Também não é daqueles que eu tenho vontade de arrancar do calendário da minha vida, mas poderia sim ser um pouco melhor, tirando, óbvio, o que muito me marcou. A começar pela mudança de apartamento. Os meses de julho e agosto foram totalmente voltados pra isso, preparo e acomodação das novas instalações familiares. O mês de outubro foi outro que me marcou nesse ano. Depois de dois anos eu voltei pra Londres pra visitar meus amigos e a cidade que escolhi pra passar uma temporada da minha vida. É muito bom você fazer isso de vez em quando e a minha idéia é tentar passar entre vinte e trinta dias por ano lá enquanto eu não tomar a decisão de passar mais uma temporada lá.

Esses dois fatos terão um destaque maior nesse meu espaço a partir da semana – ano – que vem. Já adianto que estou preparando a segunda parte das aventuras londrinas, já que a primeira foi há pouco mais de dois anos, e que o primeiro semestre será praticamente todo delas. Isso é o que eu tenho de fato quanto a novidades pro ano que vem.

Em relação a minha pessoa, vou me privar de algumas coisas pra tentar conseguir outras. Traduzindo, vou fazer uma promessa. Reza a lenda que eu não posso dizer pra ninguém qual é a promessa até que eu a comece na primeira segunda feira de janeiro, ou seja, daqui a uma semana.

Agora, pra quem não sabe (nem eu sabia até a minha prima vir com a proposta) esse ano eu até virei compositor de samba pro bloco da família que vai completar um ano no carnaval cujo nome, bem sugestivo por sinal, é “Pra lá de Bagdá”. Ela veio com duas sugestões de tema. A primeira era “Se a canoa não virar, Saquarema vai bombar” e a segunda foi “2011 passou e finalmente Léo casou” A saber: Léo é o irmão dela. Aí eu perguntei a ela: Posso juntar os dois? Eis o que surgiu de minha mente. Feliz 2012.

Olê olé olá ôôôôôô
Tô pra lá de Bagdá
E com muita emoção
Carnaval em Saquarema
Sou eterno folião
Vinho não virou vinagre
Aconteceu um milagre
A Vanessa se casou
2012 promete
Casamento se repete
Nesse assunto eu sou bacharéu
Se a canoa não virar
Dessa vez quem vai pro altar
É Vanessa e Gabriel

Refrão: 2011 passou
Léo finalmente casou
Saquá bombou
E a canoa não virou

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

CONFRATERNIZANDO

Estamos aqui ao vivo, ou melhor, quase. Praticamente. Talvez com um delay de alguns minutos, várias palavras e muitos caracteres. Afinal isso me parece ser um blog e não um twitter. Mas está parecendo último capítulo de novela de sucesso, onde eles gravam às seis da tarde pra ser exibido às nove da noite.

Estamos quase lá. Mais que isso só se vocês acompanhassem dígito por dígito e consequentemente correção por correção, mas ainda não chegamos nesse ponto. Pra mim também está sendo uma volta aos primórdios desse blog, onde cada postagem era feita praticamente dessa maneira até eu descobri a minha fórmula mágica de produzir e postar meus textos que quem me acompanha já deve estar careca de saber como faço.

Isso é o espírito de Natal. Tá certo, Natal mesmo só no próximo domingo e hoje ainda é segunda, ou seja, tem uma semana pela frente. Mas a próxima postagem será depois do Natal e o espírito já deve ter ido embora com Papai Noel, saco vazio e renas cansadas.

Aliás, por falar nisso, fica a dica pra quem quiser saber mais e entender essas tradições e simbologias natalinas. Entrem no blog Sete Ramos de Oliveira, capitaneado pelo meu tio Rodolfo, que por sinal é um major da reserva da aeronáutica, e lá tudo é explicado com uma clareza e nitidez que dá gosto e elucida toda e qualquer dúvida sobre o Natal, sua simbologia e representatividade. Merchand feito.

Tornando a falar sobre o espírito de Natal ele é muito mais visto, materializado, presente aqui no Brasil que, por exemplo, em Londres. Claro que o Natal que eu passei lá, longe da minha família foi no meio de brasileiros que ativaram esse espírito em gélidas terras inglesas. Aqui, todo o preparo da ceia, até a disputa nas lojas pelos presentes e/ou lembrancinhas de Natal tem um clima que lá não tem. Não sei se por serem mais frios eles façam isso pra cumprir tabela ou se realmente eles sintam alguma coisa diferente. Nós começamos de véspera, eles só comemoram no dia. O que fazemos em dois dias (tá, um dia e meio) eles fazem em poucas horas, apenas no tradicional almoço. Pra nós aqui o almoço nada mais é que comer o que não coube no estômago na noite anterior, ou o famoso “enterro dos ossos”.

Outra coisa que volta a minha lembrança nesses tempos natalinos são os famosos jingles de grandes empresas. Uma delas é o da extina Varig. Quem não se lembra da “estrela brasileira no céu azul / iluminando de norte a sul / menssagem de amor e paz / nasceu Jesus chegou o Natal / Papai Noel voando a jato pelo céu / trazendo um Natal de felicidade / e um ano novo cheio de prosperidade”. Santo You Tube. Outro que nunca sai da minha cabeça é o de um coral de crianças que canta enquanto um dos seus componentes corre pra chegar a tempo da apresentação. Esse era atribuído ao também extinto Banco Nacional e a musiquinha era assim: “Quero ver / você não chorar / não olhar pra trás / nem se arrepender do que faz / Quero ver o amor vencer / mas se a dor nascer / você ressistir e sorrir / Se você pode ser assim / tão enorme assim / eu vou crer / que o Natal existe / que ninguém é triste / que no mundo há sempre amor / Bom Natal / um Feliz Natal / Muito amor e paz pra você.” Nessa hora, no vídeo chega a criança atrasada só pra repetir essa última frase “pra você”. Só mesmo um milagre de Natal pra fazer com que aquela criança chegasse a tempo de falar “pra você” cruzando a cidade de bicicleta

Enfim, acho que é isso que o Natal faz com as pessoas, esse espírito de confraternização que, se as atribulações do dia-a-dia não nos perimte fazer com certa constância, essa época é a melhor pra que as confraternizações sejam feitas. E tenho por encerrado esse texto praticamente ao vivo nessa segunda, dia 19 de dezembro de 2011 ás três horas e quinze minutos da manhã, desejando a todos um feliz espírito de Natal.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

FECHANDO CICLOS

Essa postagem encerra um ciclo. Um não, alguns. Essa é a última postagem. Não, não estou encerrando carreira e essas não são as minhas últimas palvras. Na verdade são, mas não pra sempre. Vamos esclarecer os fatos.

Primeiramente, de uns tempos pra cá eu tenho escrito em série, ou seja, por temporada. Acho que já falei isso aqui antes, mas vou ressaltar. Essa temporada, por exemplo, começou dia vinte e cinco de abril e hoje, madrugada do dia primeiro pra dois de julho encerro o ciclo. Pra acabar o ano ainda faltam duas postagens, uma especial pro Natal e outra pro réveillon. Mas agora, em julho, não tem nem clima pra falar sobre o fim do ano. Isso está ocorrendo porque como eu só publico uma vez na semana, geralmente às segundas, a produção dos meus textos é dobrado.
Isso quer dizer que se eu publico um texto por semana, escrevo dois, geralmente às segundas e quintas. O resultado é esse, ter textos e mais textos de frente a ponto de praticamente acabar o ano em julho. Essa temporada se encerra por aqui. Só vou tornar a escrever novamente em outubro, que é o que vocês, caríssimos leitores, vão começar a conferir em janeiro. Fazendo as contas, quando eu voltar a publicar já terei praticamente mais meio ano de textos inéditos. Eu chamo isso de frente, acostumado com linguagem televisiva. Quando em TV se fala que tem programas de frente são vários programas já gravados e que ainda não foram ao ar, é o caso dos meus textos. Esse é um dos ciclos que se fecha.

A outra informação relevante é qwue esse é o último texto que escrevo no aconchego do meu sacrossanto lar. O próximo também será escrito, mas no meu novo sacrossanto lar. Estou de mudança e esse mês de julho foi (será) somente dedicado a isso. Essa é a mudança mais brusca que acontece na minha vida até esse momento. Minha ida a Londres também foi brusca e bastante positiva, mas essa em determinado aspecto barra qualquer outra. Esse talvez seja o ciclo mais longo que eu esteja fechando, afinal são trinta e quaatro anos de existência em um único lugar. Calma, não quero dar um tom macabro a essa informação. Não vou me matar, longe disso, esse é um tempo de mudança, de renovação.

Estamos de mudança de apartamento e com isso meus trinta e quatro anos de vida passados aqui nesse quase antigo apartamento vão ficar plantados aqui. Claro que vou levar as lembranças, as imagens, as recordações, tudo que eu vivi nesse apartamento aqui. Mas, como dizem, ano novo, temporada nova, apartamento novo, tudo novo.

Três gerações da família já passaram por aqui, ou melhor, quatro gerações. Meus avós, meus pais, eu e meu irmão e agora meu sobrinho. Não sei se ele vai ter recordações daqui. Talvez as fotos e os vídeos quando ele vir mais tarde pode até ajudar a lembrar de alguma coisa. Acho difícil, mas depois que minha tia Dora se lembrou de um fato que ela presenciou aos quatro anos de idade, e olha que nem foto e nem filmagem eram tão acessíveis naquela época, tudo pode acontecer, principalmente para essa pequena geração que está crescendo. Esse ano tem sido bom. Pelo menos até agora, inicio de julho tá quase tudo perfeito, mas o balanço final será feito na próxima postagem.

Enfim, estou chegando no fim. No fim de uma temporada, no fim de uma parte da minha vida, no fim dessa postagem, no fim da página... vários são os fins que estão me cercando nesse exato momento. Mas isso tudo é sinal que depois de um fim vem um começo, ou um recomeço. Ao se fechar um ciclo é sinal que tudo está pronto pra se abrir outro. É isso exatamente que eu vou fazer a partir de agora. E vamos ver até quando. Pro momento estou dando um ponto final. Breve aguarde o próximo parágrafo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

NA CALADA DA NOITE

Desde que me entendo por gente, sempre fui notívago. Sempre gostei mais da noite que do dia. Acho que a noite é muito mais fascinante que o dia. Tem aquele ar gostoso de mistério, de dúvida, de apreensão, de desconhecido. O silencio que impera, a certeza de que o telefone não vai tocar, que não tem ninguém acorado, apto pra ajudar, é você e você. Nu e cru ali. Aquele friozinho na barriga quando você olha pros lados pra se certificar que não tem ninguém suspeito ou estranho atrás de você enquanto anda em direção ao ponto do ônibus, por exemplo.

Não que o dia seja menos valioso que a noite. Muito pelo contrário. Tudo praticamente acontece entre nove da manhã e seis da tarde, o que é absolutamente normal, não só aqui, mas em todo canto do mundo. E ao marcar meus compromissos respeito esse espaço de hora e tempo dos seres comuns, esses que dormem a noite, e não dos vampirescos como eu.

Quando eu morei em Londres, uma das nossas diversões era ir a uma boate praticamente toda segunda pelo fato da entrada naquele dia ser gratuita. Inúmeras vezes chegávamos altas horas da noite em casa e eu tinha que dormir até as dez e meia quando eu acordava e ia para o curso. Isso sem contar quando a gente resolvia fazer nossos preciosos jantares na casa e, além dos moradores, chamávamos amigos e vizinhos pra compartilhar a comida e ficávamos horas noite a dentro batendo papo. Era verdade que nós exceíamos um pouco no volume das conversas e/ou das brincadeiras a ponto do landlord ter que bater na nossa porta e reclamar que a vizinhança estava reclamando do volume com o qual nos comunicávamos. Realmente a gente exagerava às vezes, mas outras achei que era mais drama dele.

Pela Grã Bretanha se localizar acima do paralelo trinta norte, o inverno escuro a partir das quatro da tarde e bem mais rigoroso na temperatura se contrasta com o verão claro até as nove e meia da noite com um clima bem mais ameno e agradável (mas ainda sim frio para os padrões tropicais). Não sei exatamente se foi por causa disso, mas em Londres a frequencia de passar noites em claro, sem a menor vontade de dormir aumentou muito. Muitos foram os dias em que eu virava madrugadas conversando ou com o meu companheiro de quarto, quando ele dormia, com alguém através do MSN sem esboçar sequer um bocejo de sono. Não sei por que quando eu voltei essa freqüência caiu vertiginosamente.

Uma das coisas também que caiu foi a minha freqüência nas noites. Eu fiquei um pouco mais seletivo desde que voltei. Não saio mais apenas por sair, escolho os locais e/ou as companhias. Antes de ir pra Londres, frequantava uma festa que um amigo meu defaculdade era um dos DJ`s. A festa se chamava Soundtrack e a proposta era tocar apenas músicas que faziam parte de trilhas sonoras de filmes e enquanto a música rolava, passava trechos de filmes no telão. Essa idéia depois foi aproveitada em outros tipos de festas como a Cliperama que, como o próprio nome diz, passa os clipes das músicas.

Depois de pouco mais de um ano indo a algumas festas, boates, lugares pra me divertir, achei uma festa que é minha cara. Eclética, alternativa, aquela que agrada a grande maioria das pessoas não só pelo clima que fica entre os freqüentadores, mas pelo repertório que os DJ`s selecionam pra tocar. Virada é o nome dessa festa que eu estou falando. Não é tão conhecida, não faz parte de um roteiro noturno definitivo até pelo fato de atualmente estar ainda tentando se firmar num calendário mais favorável a ela. E o lugar não podia ser melhor. Praticamente dentro da baía de Guanabara de cara pro Pão de Açúcar e aos pés do Cristo, ou seja, no lugar mais abençoado do Rio.