terça-feira, 29 de maio de 2012


AVENTURAS LONDRINAS 2 (13)

Foram mais ou menos vinte minutos de caminhada, mas como o papo estava bom, ninguém sentiu o tempo passar. Estávamos indo atrás da Ana que era a única de nós três que sabia do caminho, ou melhor, dos atalhos do caminho. Antes de a gente dormir, o Hugo estava me falando mais ou menos das regras do rugby, um esporte que ele gostava de acompanhar os jogos pela TV. Claro, que eu já me esqueci de todas elas. Acho que é falta de prática. O Hugo dormiu no quarto comigo, na mesma cama que o Airton havia dormido na semana anterior. No dia seguinte acordamos.

Eu fui pro meu último dia de trabalho daquela semana e o Hugo tomou o rumo dele. Lá no trabalho eles me perguntaram se eu tinha saído. Eles sempre querem saber o que eu faço ou fiz nos dias em que eu estava por lá. Respondi que tinha ido ao pub com meus amigos e que tinha conseguido pegar as minhas roupas na véspera. Agora eu estava mais tranqüilo.

Depois do trabalho no domingo, algumas pessoas da equipe do trabalho, inclusive eu, o Alê e a Carol que tiveram a idéia, fomos a um pub lá perto. Fazendo parte de uma cadeia de pubs, que se não me engano, se chama Coronet. O lugar é um antigo cinema que ainda tem aquele ar galmuroso e várias fotos de artistas consagrados do fantástico mundo de Hollywood. Imagina um cinema desses de rua. Ah! Esqueci que aqui não existe mais cinema de rua, que infelizmente eles estão fechando e dando lugar a igrejas e lojas. Lá os poucoscinemas desativados se tornam pubscomo aquele. É um lugar altamente agradável, bem distribuído, bem servido quando se pede a comida que também é gostosa. Muito bacana. Eu me apaixonei por aquele lugar. Depois ainda fomos todos andando até a casa da Carol e do Alê. Eles subiram pro flat, masdali mesmo tomei meu rumo e o metrô de volta pro hotel pra poder tomar um banho e descansar.            

O dia seguinte, uma segunda-feira era o dia combinado para que a gente fosse jantar na casa da Aline. A Ana, a Danila e a Marina também foram. Aline preparou uma comida já adaptada ao nosso cardápio. Não é inglesa e muito menos brasileira. Não sou cozinheiro, mas tenho quase certeza que, pelo nome, essa iguaria seja russa. Strogonoff. Com direito a saladinha de entrada, arroz e batatinha. E ainda havia uma sobremesa. Acho que duas. Se não me falhe a memória – afinal eu to recordando coisas de meses atrás, ou seja, por mais que eu me lembre, não será de tudo e muito menos com os detalhes, e a tendência e cada vez mais lembrar de menos - uma torta de chocolate e outra que parecia com um cheesecake. Como eu não ligo muito pra chocolate, comi da outra.

Marina se distraia com os vídeos da Galinha Pintadinha, o que deixava Danila mais solta pra falar com a gente. Foi meu primeiro contato com a linda da Marina e creio que nos demos muito bem, pois no meu colo ela ficava calminha. Até então só acompanhara o crescimento dela através das fotos que Danila postava pela internet. Linda e fofa. Nossos papos rolavam meio em inglês, meio em português, pois o John, marido de Aline é inglês e não entende ainda muita coisa da língua portuguesa. E eu ainda acho bem gostoso ouvir a Aline falar em inglês com sotaque baiano. Fica bastante interessante essa mistura de chá com acarajé. Ainda fizemos cartazes pra uma sessão de fotos que tiramos pra mandar pra outra grande amiga nossa, a Kalina, que também fazia parte do nosso grupinho, apesar de não morar na nossa casa, e não estava mais entre nós em Londres.

Aline mora ao sul do sul de Londres. Tivemos que pegar um trem na estação de Victoria e descer numa estação lá que nem me lembro do nome, mas acho que ainda era zona dois, pois meu cartão de transporte não sofreu nenhum débito indevido. 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

AVENTURAS LONDRINAS 2 (12)

O Alê me deu a chave dele e depois de ter pegado minhas roupas fiquei na casa dele até ele e a Carol chegarem.

Nós, eu e o Airton, havíamos combinado de nos encontrarmos com o Hugo. Mais um pra eu poder rever. Conheci o Hugo através do Airton. Eles trabalharam juntos logo assim que o Airton chegou em Londres, num pub famoso chamado Walkabout. E de lá pra cá a gente nunca perdeu contato. Tecnologia serve entre outras coisas pra encurtar distâncias. Salve facebook, skype e MSN. Esses são os três santos mais requisitados ultimamente. O São E-Mail é outro que não perde a força e nem a fé e cada vez mais é requisitado.

Enfim, deixando o sagrado de lado e voltando pro profano, fui direto do meu trabalho pra casa do Airton. Eu e minha superpoderosa sacola de muda de roupa, dessa vez todas lavadas. Lá ficamos esperando até a Ana chegar. O pubzinho ficava na esquina da casa dele. Não era preciso nem atravessar a rua, só andar uns cinqüenta metros.

O Hugo não estava morando mais em Londres. Ele pegava um trem da cidade dele que é afastada uma hora, além de pegar um ônibus da estação de Victoria pra Nothing Hill, onde estávamos. Isso era fácil. O ônibus de número cinqüenta e dois fazia justamente esse trajeto. Era o ônibus que eu mais costumava pegar, concorrendo com o noventa e oito, na época em que eu morava lá. Por ser à noite, costuma demorar um pouco mais do que durante o dia. Mas nunca falta.

Enquanto o Hugo percorria a via sacra dele, eu e o Airton ficamos esperando a Ana, enquanto isso ele se arrumava. Pra ele era mole, estava do lado de casa, poderia levar o tempo que fosse, e isso pro Airton é certo. Atraso é seu sobrenome. De modo que entre a distância do Hugo e o atraso do Airton, dessa vez quem ganhou foi o Hugo, que tem uma justificativa mais plausível, concreta e aceitável que o Airton. E olha que a Ana chegou enquanto ele estava se arrumando. Pra isso ele barra qualquer noiva.

Abrindo um parêntese – isso eu aprendi no curso lá em Londres – existem dois lugares cuja pronúncia e diferente da escrita e do inglês que a gente aprende a falar. Southbank, um pedaço que fica na margem do rio Tâmisa e Nothing Hill. Nesses dois casos o ‘th’que a gente fala fazendo o famoso ‘sanduíche de língua’, ou seja, projetando a língua um pouco pra fora e a prendendo entre as arcadas dentárias, se pronuncia como t mudo, quase inaudível.

Quando pronto, nós três fomos pro pub. Era um pub mais chique, mais bem decorado, mais moderno e não aqueles tradicionais que a gente conhece de filmes. Servia comidas em pequenas porções e bebidas das mais variadas. Até tinha mesinhas na calçada, mas o verão já tinha ido embora e o frio inibia as pessoas de ficarem ao relento. Havia algumas corajosas ou mais acostumadas, mas se contava nos dedos de uma mão.

O lugar era legal, Montgomery era o nome. Só tinha um problema. A música era alta pro pouco espaço que tinha. O lugar não era amplo e a música dita de ambiente, pro espaço das vibrações das ondas sonoras, era bastante forte fazendo com que nós, meros freqüentadores, projetássemos a voz ou falássemos mais próximo do ouvido um do outro. O repertório musical até condizia com o ambiente, era agradável, mas alto. Passamos algumas horas agradáveis e divertidas ali, apesar da barulheira. Eu não podia exagerar muito, pois o dia seguinte ainda era de labuta.

           Depois de algum tempo fomos embora. O Airton teve a bondade de nos levar no ponto do ônibus, na rua de trás, mas decidimos ir a pé. Ele voltou pra casa e eu, a Ana e o Hugo fomos caminhando e conversando até o hotel.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

AVENTURAS LONDRINAS 2 (11)


 Tinhamos direito a pedir uma entrada, um prato principal, a sobremesa e pra acompanhar uma bebida. Enquanto isso conversávamos sobre várias coisas e curtíamos o som mecânico que rolava lá por enquanto. Até que o DJ anunciou que dentro de poucos instantes dois “professores” iriam dar aula de samba. Essa eu queria ver. Os nativos aprendendo a dançar o samba, coisa que naturalmente nasce com o brasileiro restando a esse a desenvolver individualmente ou não. Essa é a minha teoria.

Claro que os professores eram brasileiros apesar das aparências dos dois deixarem um pouco a desejar. Mas que cara que tem o brasileiro. Eles começaram com passinhos do tipo dois pra lá e dois pra cá, cheio de firulas com as pernas e os braços. Aquilo ali mais parecia um salsa, uma rumba do que o samba propriamente dito. Teve uma hora em que eu não agüentei, me levantei e comecei a sambar do meu jeito junto a mesa em que estávamos.

Não fui pro meio dos nativos que se divertiam com aquela dança estranha que tentavam aprender. Garanto que qualquer um deles que porventura vierem ao Brasil e começarem a dançar aquilo dizendo que é samba, certamente serão zoados. E, provavelmente, caso venham a visitar um ensaio de escola de samba ficarão acanhados,com vergonha e se sentindo lesados e enganados. Enfim, dei aquela minha sambadinha básica pouco antes da gente voltar pro hotel.

Conforme eu combinara com o Airton, durante o meu trabalho eu iria ficar na casa do Alê e da Carol, não só por visitá-los, mas por eles morarem mais perto do trabalho e também trabalharem lá no fim de semana. Fiz minha mini mala. Levava roupas pra casa do Alê e da Carol tanto pra usar quanto pra lavar, além do presente e da encomenda que eles pediram pra levar (os dois quilos de feijão e os caldos de picanha) além das paçoquinhas que levei pra distribuir entre os meus amigos. Na quinta-feira, antes de sair pra trabalhar, deixei tudo pronto pra, caso precisasse, o Airton tirar a qualquer momento minhas coisas daquele quarto. Cheguei no trabalho, guardei a bolsa no armário onde penduramos os casacos e assumi o meu posto.

No primeiro dia da semana feminina, fiquei lá em baixo no guarda volumes. O primeiro, por mais que seja aberta apenas para a lista de convidados, é um dia longo. São dez horas abertas ao público e mais quarenta e cinco pra fazer as arrumações de última hora, tipo passar um aspirador, checar o banheiro, limpar os espelhos, essas coisas de lojista, apesar de não ser uma loja exatamente. Depois de um longo dia fui eu pra casa do Alê e da Carol. Antes, liguei pra eles pra ver se queriam algo do mercado e um chocolate chamado Galaxy foi a pedida da Carol. Aproveitei pra comprar umas coisinhas pra mim também, pra não ficar abusando mais do que eu estava lá na casa deles.

Cheguei lá e perguntei se a máquina de lavar do prédio deles estava funcionando, pois meu estoque de roupas já estava acabando e se eu não lavasse até sábado eu não teria mais roupa para ser usada. Teria que optar por outra alternativa e uma loja especializada em lavagem de roupas, a famosa laundry, próximo ali foi a solução encontrada a não ser por um pequeno probleminha que eu tive que contornar. Na sexta, por sair sem margem de tempo e não ter achado de primeira a lavanderia, voltei pra casa, larguei a sacola lá e fui trabalhar. De sábado não poderia passar.

           O Alê me levou lá e deixei a roupa pra pegar mais tarde. Esse era o probleminha. Tanto o trabalho, quanto a lavanderia terminavam o expediente as seis da tarde. Ou seja, eu teria que sair alguns minutos mais cedo pra correr e pegar minha sacola de roupas, agora todas lavadas e cheirosinhas. Depois de contar esse pequeno probleminha pra minha supervisora ela falou com a chefe geral e fui liberado minutos antes do horário.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

AVENTURAS LONDRINAS 2 (10)

Tanto que as sacolas vêm com essa outra marca estampada. Tenis, camisas de time, calças, camisas pólo, e mais alguma coisa que eu não to lembrando agora (ou não) enchi a notinha fiscal no valor de cento e sete libras. De lá ainda rodei mais alguns pontos turísticos pra tirar fotos.

Por estar literalmente a pé, não podia ir muito longe, apesar de pra alguns já estar, afinal estava hospedado atrás do Hyde Park e depois de passar na loja em Picadilly Circus fui parar lá no Parlamento, no Big Ben, na Abadia de Westminister, e tinha que voltar aquilo tudo a pé também.

Até poderia pagar um metrô ou um ônibus, mas não quis. Quanto menos gastar com transporte melhor. E outra, por mais que eu carregasse o oyster praquela jornada, eu teria que carregar em definitivo pro dia seguinte. A segunda proposta que me fiz quando fui pra Londres dessa vez estava para começar no dia seguinte.

Quando você não quer, aí sim o tempo passa mais rápido. Já era quarta-feira dia dezenove e já estava se passando uma semana desde o dia em que embarquei no avião para essa minha visita a Londres. Voltar a trabalhar no mesmo local, com a mesma equipe-base, onde conheci várias pessoas legais, interesantes e sabendo que nem todas estavam por lá ainda me deu um misto de nostalgia e novidade. Sabia que iria fazer a mesma coisa, mas nesse caso seria diferente.

Dois anos depois eu estava de volta. Me lembro de ter decido do metrô e feito o trajeto para o local do trabalho na expectativa de como seria a minha recepção. Foi conforme o que eu esperava. Uma festa, do modo inglês, ouseja sem arroubos de carinhos e afagos como se faz muito aqui no Brasil e em aíses latinos de um modo geral, mas, do jeito deles, foi muito bom. Eles adoraram a minha presença lá. Revi muitos e conheci outros vários. É como aquela música da praça que diz: “A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim / Tudo é igual” É mais ou menos essa situação. Trabalhei feliz da vida, cantando o refrão da música “Love is all”, sucesso na voz de Malcom Roberts. Nem sabia se eles lá conheciam essa músicae esse cantor, mas foi assim que passei meu dia.

Teoricamente aquele dia de trabalho era computado de nove e meia da manhã até as seis da tarde, de modo que por ser apenas o dia em que a gente receberia as mercadorias e deixaria tudo arrumado pra que se abrisse ao público no dia seguinte, não eram nem cinco da tarde quando fomos dispensados. O Airton mesmo levou um susto quando eu cheguei de volta no hotel aquela hora.

Eu havia combinado de jantar com a Ana no Guanabara, uma casa brasileira, tipo um Canecão em miniatura. O Airton não foi por dois motivos. A Ana tinha agendado um jantar pra dois. Era até pra ela ter ido com o namoradinho dela, mas ele já tinha voltado pra França então ela me chamou, ou seja, eu era o convidado dela e em segundo, toda quarta-feira entre sete e dez da noite o Airton é voluntário de uma igreja em South Kensington, o bairro nobre que fica do outro lado do Hyde Park não podendo ir nem que ele quisesse. Combinei com a Ana de encontrá-la na estação de Holborn, pois ela não iria do hotel direto como eu fui.

Na época em que eu morei por lá, só fui ao Guanabara uma vez, que eu me lembre, justamente na segunda feira de carnaval pra aliviar um pouco minha depressão. Estava realmente muito down na época do carnaval por não estar curtindo os blocos e o Guanabara era o único lugar que tocava, pelo menos na segunda, sambas e marchinhas, dando aquela pincelada de carnaval no frio inverno londrino. Naquele dia, coincidência ou não, o samba também era a atração musical da noite. A gente chegou lá por volta das oito e meia e a apresentação do samba de mesa começaria por volta das dez da noite.

quinta-feira, 3 de maio de 2012


AVENTURAS LONDRINAS 2 (9)

Começamos num quarto e terminamos no outro.  O Danny e o Airton comandavam a cozinha. Eu estava indo a forra vendo o Airton tentando cozinhar. Tivemos um belo jantar com salada e ovo. Nós quatro comemos e jogamos conversa fora nas tréguas que o Airton fazia quando não reclamava do corte de cabelo. Depois que o Danny foi embora ainda ficamos eu, a Mariana, que ainda não tinha me visto e o Airton. A Mariana também dormiu lá naquela noite, só que ela ficou no quarto da festinha e não no meu. Aliás, os dois dormiram lá e eu subi mais um lance de escada pra ir pro meu quarto.
Chegou a segunda-feira e aquilo já estava meio que virando rotina pra mim. Por mais que eu acordasse seja lá a hora que fosse, ficava no quarto até dar a hora do almoço do Airton pra eu acompanhá-lo e tentar cumprir a minha proposta de passar o maior tempo possível do lado dele. A gente voltava do almoço, eu ainda subia no quarto pra escovar os dentes e pegar algumas coisas pra dar a minha volta vespertina, geralmente eu chegava uma meia hora antes do término do horário de serviço dele pra dar uma relaxada e depois ficava por conta dele. Nesse dia não carreguei a maquina comigo, também não tinha muito o que fazer, já que o roteiro era praticamente o mesmo todos os dias.
Às vezes ia por um caminho diferente, às vezes voltava, mas basicamente era a mesma coisa. Ia a pé não só pra desgastar o almoço e tentar emagrecer, ou pelo menos manter o peso, mas também pelo fato de ainda não ter carregado o oyster que é o muso inspirador do riocard. Claro que tem suas diferenças e que o de lá é bem melhor em termos de logística inclusive. Mas não vamos discutir sobre isso e sim voltar ao foco.
Creio que foi nesse dia em que eu conheci o Mathew (acho que é assim que se escreve) o affair francês da Ana que passou pela gente quanto estávamos quase saindo pra almoçar. Eles estavam lá ainda, se recuperando da viagem de fim de semana pra Grécia e tenho quase certeza que nesse dia, depois do expediente do Airton, nós fomos até o quarto dela e ficamos de papo também. Por estar viajando a Ana também não tinha me visto ainda. Ficamos lá vendo fotos, falando da viagem e botando a conversa em dia. Quando vimos já era tarde, o tempo já tinha passado e já tava na hora do Airton voltar pra casa pra dormir. Eu fui pro meu quarto também pratomar um banho e cair na cama. Não sem antes dar a tradicional checada no mail, no skype e no facebook pra ver e possívelmente falar com quem estivesse online e disposto a conversar comigo. A diferença de fuso já tinha caído de quatro pra três horas. Eu estava três horas na frente em relação ao horário de Brasília, mas por poucos dias.
Nesse meio termo o meu aparelho de telefone resolveu aparecer. Eu pensava que não, mas sim, havia levado pro outro hotel na sexta-feira a noite. E com a confusão de deixar a sacola com as minhas coisas na casa do Airton e de a gente ficar juntos, ele só me trouxe a sacola na segunda e só nesse dia que pode verificar e constatar se havia perdido ou não o aparelho. Troquei o chip e o prmeiro telefonema que dei foi pra ele justamente pra que ele gravasse o meu número. Alivio. Não teria que comprar outro aparelho.
Terça-feira foi o dia em que eu tirei pra fazer compras. As minhas compras, coisas que eu fui com a intensão de comprar. Na Primark, a loja mais barata de Londres eu peguei uma toalha de banho, um jogo de cama, três camisas e dez cuecas. Mas isso acho que já havia feito isso na sexta. Ou seria na segunda? Enfim, naquele dia, com certeza fui na Liliwithe, uma das minhas lojas preferidas em termo de roupa esportiva e/ou casual. Ela, em algumas outras partes da cidade tem outro nome. Chama-se Sports Direct. Só muda mesmo o nome, a loja é a mesma.