terça-feira, 28 de agosto de 2012


NADA POR MIM

Não é a primeira vez que sou acometido por esse espasmo. Da última vez que isso me ocorreu eu disse que todo escritor top de linha, autores de Best Sellers, também já passaram por isso. E como eles têm por ofício o ato de escrever e expressar suas opiniões em bem traçadas linhas, eu, que sou um mero aspirante, um blogueiro qualquer sem nenhuma representatividade, também passo pelo mesmo. No fundo somos todos iguais. Com os mesmos problemas. E o fantasma de qualquer escritou volta a me atacar.

Esse fantasma é branco como um Gasparzinho e está aqui na minha frente e tem por denominação página. Na verdade ela está e sempre estará aqui na minha frente, mas não são todos os dias em que nos enfrentamos que eu sempre saio ganhando. Hoje por exemplo é um desses dias em que a batalha é uma vantagem que ela tem, mas que por mais que esteja forte, no fim eu sempre acabo ganhando. Basta ver como essa guerra começou.

Na verdade a página em branco não tem muito a ver com isso tudo, mas no final é sempre ela que paga o pato. A culpa não é dela diretamente. O que acontece é que há todo um processo, um mecanismo uma engrenagem que é passível de falha, apesar dela ser bem rara. Tenho a página em branco, minhas mãos que em resposta ao comando do meu cérebro digitam essas palavras que preenchem a ágina em branco e, também na área da minha caixa craniana, pensamenos e opiniões que quero expressar as codificando em palavras e inserir preenchendo a brancura da página. Sei que é muito pouco ter chegado até aqui e, sinceramente, não sei se terei como continuar. Mas vamos tentando.

É curioso como com tanta coisa acontecendo no mundo eu não tenha idéia sobre o que dizer nessa postagem. Esse hiato entre minha opinião sobre tal coisa e a hora de colocá-la aqui me incomoda um pouco. Me irrita não ter o que dizer quando muita coisa tem que ser dita. Mas isso também é fruto do sistema que adotei para meu maior conforto e comodidade aqui nesse espaço. Todo assunto que eu por ventura discorrer sobre, estará certamente defasado. O que pode se manter inédito em cinco meses, período compreendido entra a escrita e a postagem desse texto? Pensei em tanta coisa que pode ser atemporal, como uma música, ou um artista. Principalmente pelo fato de que na semana em que escrevo esse texto, o Brasil perdeu dois de seus grandes talentos: Millôr Fernandes e Ademilde Fonseca. Na última postagem já falei de Chico Anysio. Posso ficar aqui me lamentando, dizendo que “Deus decretou o outono dos neurônios e a genialidade está perdendo suas pétalas” como escreveram pra mim, mas sinceramente eu não sei o que dizer. Podia dizer sobre o que está acontecendo no cenário político brasileiro, ou falar, como todo bom brasileiro, com certa categoria, sobre o cocô ou a bomba atômica. A única coisa que eu tenho certeza nesse momento é a de que eu tenho que preencher esse espaço em branco que ainda resta pra acabar com esse fantasma da página em branco. Creio que estou conseguindo.

No final eu sei que eu sempre saio ganhando e consigo encher de palavras a página em branco. Mesmo que no fundo elas não digam nada, que é o que justamente está acontecendo hoje. Agora que está me vindo a cabeça o título pra essa postagem, sem contar que ainda falta fazer a formatação. Escrevo tudo direto, sem parágrafos, mancha única como se diz em gíria de algum segmento que trabalha com escrita, e só depois que divido. Claro que eu sei onde o parágrafo vai entrar. Voltando ao título, pensei em ‘nada por mim’, título de uma música da Marina. Me veio porque hoje não saiu nada por mim. Pronto. Já colou. Agora é só escrever alguma coisa pra preencher essas linhas que ainda restam no rodapé da página. É só pra decretar minha vitória na guerra da falta de idéia e da página em branco. Ganhei.  

segunda-feira, 20 de agosto de 2012


PRA VIVER É MELHOR SEMPRE RIR

A morte de Chico Anysio, em vinte e três de março, me fez pensar no futuro de um gênero essencial e primordial da característica do ser humano, o humor. Chico foi um dos pensadores e criadores do humor característico brasileiro que é o esquete. Com os mais de duzentos personagens pinçados da observação do cotidiano e da política feita no país ao longo de sua vida, ele foi um dos últimos pilares desse tipo de humor que, por conta da evolução e globalização está se acabando e se tornando mundialmente padronizado pelo chamado stund-up comedy, gênero inclusive que o próprio Chico aqui no Brasil foi um dos percussores. No entanto ele fazia questão de distinguir suas apresentações teatrais de seu show televisivo. Particularmente não vejo outro programa, além da “Praça é nossa” que ainda sustenta esse tipo de humor, criado no rádio em quarenta e oito.

De um tempo pra cá o humor tem sido cerceado pelas patrulhas ideológicas, uma censura velada. A piada não pode ser simplesmente dita ou escrita sem antes passar por um “colegiado de consciência” para que não afete ou ofenda um ou outro grupo radicalmente defensor do seu direito de existir como tal. Um dos casos mais polêmicos e comentados foi o do humorista Rafinha Bastos que foi suspenso e demitido da emissora que trabalhava por fazer uma piada com a cantora Wanessa Camargo. Onde está a liberdade de expressão fundamental pra que o humor se desenvolva? Desde o início dessa polêmica eu estou do lado do humorista.

Fico imaginando como ficaria a situação do Ary Barroso, por exemplo, se ele lançasse a música “Boneco de piche” nos dias de hoje, o que poderia causar os versos “sou preto e meu gosto ninguém me contesta, mas há muito branco com pinta na testa” ou então o Braguinha com “Branca é branca, preta é preta, mas a mulata é a tal” ou o João Roberto Kelly com “Olha a cabeleira do Zezé/Será que ele é”. Será que eles também seriam achincalhados por essa onda do políticamente correto, por essa patrulha demagogicamente moralista e altamente insensível.

O humor é sim responsável pelo que expressa, mas não pelo entrendido de quem recebe a mensagem. Ou seja, o preconceito não está em quem conta a piada, mas em quem a escuta e a interpreta, e talvez daí podemos perceber que as pessoas estão ficando cada vez mais sérias, com menos senso de humor, menos risonhas, mais infelizes, rabugentas. Isso afeta inclusive a saúde. A gargalhada é a melhor forma de exercício pra alma e o humor, a graça, é a melhor academia pra esse tipo de exercício.

Defendo arduamente a liberdade de expressão e concomitantemente as conseqüências, principalmente humorísticas, que venha a acarretar. Mesmo as expressões mais esdrúxulas e absurdas no meu ponto de vista acho que tem que ser ditas pra que eu possa formar a minha opinião sobre e fazer sim uma brincadeira, uma piada, uma graça em cima. Eusou uma pessoa bem humorada e sei distinguir uma piada de uma ofensa.

No entanto, se a palavra incomoda muita gente, ou é interpretada de maneira errônea por um número cada vez crescente de pessoas que cada vez mais reduzem seu nível de senso de humor, não há exemplo maior do que a de outro gênio do humor que através de um único personagem também fez piada, graça e por que não dizer também denúncia sem pronunciar nenhuma palavra. Em outros tempos, o personagem Carlitos, de Charlie Chaplin, fez muito em mostrar uma sociedade no início do século passado através do seu humor. Gênios como o próprio Chaplin, Oscarito e agora Chico Anysio, onde quer que estejam estão fazendo piada com a nossa cara, rindo dessa caretice humana, dessa patrulha ideológica, desse politicamente correto, enfim, dessa palhaçada que está acontecendo entre os que ainda vivem.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012


AVENTURAS LONDRINAS 2 (24)

A Thelma ia encontrar com a gente na estação que ela pegaria o trem e a Emma na estação que a gente desceria. Dito e feito. Passeamos pelo parque, almoçamos juntos, mas o Airton tinha um compromisso. Tinha marcado com a Mariana de ir em uma instrução de mergulho. Ele e o tal do Grupon.

Ficamos eu, Thelma e Ema juntos. Fomos pra West Hampstead, perto da casa da Thelma, num pub que tinha lá perto da estação. Lembrei de uma passagem que eu vivi na minha temporada longa lá. Naquela mesma rua, alguns estabelecimentos à frente eu cheguei a fazer um teste pra garçon numa cadeia de hambúrgueres que não deu muito certo. Não ficamos por muito tempo, duas horas no máximo. Me despedi da Thelma ali mesmo e peguei o trem com a Emma. Outra despedida.

Fui pra casa do Airton e fiquei esperando por ele enquanto falava com minha mãe pelo Skype decidindo as encomendas dos perfumes. Eu estava com um pouco de fome e fui no indiano comprar um biscoito. Já tava contando as moedinhas. Estava frio, bastante frio e chovendo. A impressão que eu tinha olhando contra os postes de luz e os faróis de carro, era de que pequenos flocos de neve estavam caindo, mas só se percebia visto daquele jeito. Acertei tudo com a minha mãe. Ainda ia fazer as comprinhas de última hora. Airton chegou e foi tomar um banho. Depois eu tomei o meu. Nossa última noite juntos.

No dia seguinte, como sempre, ele acordou mais cedo para ir trabalhar. Combinamos de almoçarmos juntos. Eu acordei, arrumei a minha sacola de mudas de roupa que levava pra cima e pra baixo e me encaminhei pro hotel. Minha mala, guardada dentro de um armário num quarto no subsolo que não tinha fechadura, portanto não poderia ser alugado, ainda tinha que ser arrumada com os perfumes e com o paraquedas que o Ale pediu pra eu trazer. Mas antes disso tudo eu liguei pro Pawel e ficamos meia hora falando ao telefone. Só depois que eu fui comprar os perfumes. Ainda tive que voltar no hotel pra pegar meu passaporte, exigencia para que a venda fosse efetuada. Tirei um tênis novo que eu comprei da caixa e coloquei lá todos os perfumes. O paraquedas foi só no almoço que o Ale me deu. Almoçamos eu, o Airton e o Ale no Café Rouge. Me despedi do Ale e fui pro hotel arrumar a mala. Na verdade eu queria voltar com uma mala só, mas como eu havia comprado algumas coisinhas a sacola que eu levava pra cima e pra baixo com minhas mudas de roupa se tornou minha segunda mala e que só vei transportando roupas sujas, ou seja, se fosse extraviada o prejuízo era menor.

Claro que meus olhos marejaram ao dar aquele último abraço no meu melhor amigo. Os dele também. Nossa segunda despedida, não tão sentida quanto a primeira, mas comovente do mesmo jeito. Fui andando puxando minha mala em direção a estação de Paddington pra de lá pegar o trem de volta ao aeroporto. Eu não podia perder um minuto sequer, mas como acontece o trem atrasou pelo fato de um vagão não ter as portas fechadas. Isso me fez lembrar um pouco os trens da Central do Brasil. Saímos todos do trem e trocamos de plataforma para embarcar em outra composição que substituiu a anterior.

Cheguei esbaforido no balcão da TAM pra fazer meu check-in. A sacola com as roupas sujas nem cadeado tinha. Pedi pro atendente botar um lacre no zíper dela e foi o que ele fez. Quase que perco o vôo. Fui o último a chegar na fila pra entrar no avião, que estava enorme. Corri muito no interior do aeroporto de Heathrow pra essas duas etapas trem-balcão e balcão-portão de embarque. Cheguei de volta algumas boas catorze horas e cinco filmes depois. Mas dessa vez não teve faixas nem tapete vermelho. Vinte e cinco dias não têm o mesmo peso no calendário e nos sentimentos do que dez meses.                                             

terça-feira, 7 de agosto de 2012


AVENTURAS LONDRINAS 2 (23)

O restaurante ficava dentro de uma estufa de plantas no meio de uma florália. E estava bem movimentado. De lá ainda andamos até alguns lugares que o Airton queria me mostrar, mas estávamos correndo contra o relógio. Airton e relógio são duas coisas que não se batem, não se entendem. Tudo isso pelo fato do Danny ter conseguido entradas para um concerto de piano. Ainda tínhamos que ir pra casa pra nos arrumar. Circulamos um pouco, tirmos algumas fotos e voltamos.

Passamos em frento ao que teria sido um dia a casa do Mick Jagger, hoje um edifício residencial. Sim, de casa passou a ser edifício com vários apartamentos. Não sei se houve uma reforma estrutural pra tal transformação e nem se aquela foi um dia a casa dele, mas reza a lenda que sim. Ainda fomos em outro parque ali perto que nos dava uma visão de cima e de uma perspectiva completamente diferente da que a gente já conhecia. Se bem me lembro naquele parque ele também não tinha estado, ou se esteve foi uma vez só. A luz caiu e tihamos poucas horas pra passar em casa e nos arruarmo pro concerto de piano. Como sempre esse intervalo foi às pressas, correndo, mas deu tempo de chegar e encontrar com o Danny antes do concerto começar.

O concerto era de um brasileiro chamado Marcelo Bratke e a idéia dele era colocar em um ‘espelho’quatro compositores americanos (George Gershwin, Aaron Copland, Samuel Barber e John Cage) diante de quatro brasileiros (Claudio Santoro, Heitor Villa-Lobos, Ernesto Nazareth e Tom Jobim) e mostrar as semelhanças que eles têm dentro do estilo que cada um criou. Foi muito interessante esse recorte que ele deu. No primeiro ato os americanos e no segundo os brasileiros, cada um com cerca de uma hora sem contar o bis. A platéia estava cheia e aplaudiu muito o pianista Marcelo Bratke no final de tudo.

Fico pensando em como a cultura faz diferença. Eles estão acostumados a ir e assistir recitais de piano desde pequenos, aqui dizem que é coisa de elite, pra grã-fino. Claro que também tem toda uma conjuntura financeira-economica por traz que gera esse certo tipo de preconceito. Mas aqui o que falta é a acessibilidade das pessoas ao que há de bom e o excesso de propagação do que há de ruim. Mas isso é uma outra discussão.

Voltemos a Londres. Aquele seria o nosso último encontro, meu e do Danny. Ele estava embarcando para Los Angeles no dia seguinte para divulgar seu novo trabalho cinematográfico e por lá ficaria quase um mês. Reforçando, o Danny foi em quem o Airton se apoiou depois que eu voltei de Londres. No início, nos dois primeiros meses ele ficou desnorteado, mas depois que conheceu o Danny que fez as vias de minha pessoa, tudo voltara ao normal.

O Danny não foi jantar com a gente, pois ainda tinha que arrumar as malas. Nos despedimos ali mesmo e fomos atrás de comida. Se bem me lembro, nesse dia fomos a um restaurante perto da casa dele, onde ele tinha pedido um pato pra comer e eu acho que fiquei na massa mesmo. Pra variar o garçon era brasileiro, mas só descobrimos isso depois que fizemos o pedido. O restarante era bem transado também, bacana. Aliás, o Airton só me levava nesses tipos de restaurante, bem a cara dele mesmo.

            O dia seguinte foi de mais um ineditismo. Era meu último dia em Londres. Combinamos de encontrar com a Thelma e a Emma. Duas pessoas que moraram na mesma casa, mas não na mesma época. E a Thelma era a única pessoa que eu ainda não tinha visto dos meus amigos que ficaram e estavam em Londres. Acordamos, nos arrumamos,e fomostomar café numa padaria que tinha lá perto da casa do Airton, onde eu comi um sanduíche e tomei um chocolate quente diferente de todos os outros. O Airton me disse que aquele era estilo francês e que era barra de chocolate derretida mistura da com leite. De lá partimos pra encontrar com as meninas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012


AVENTURAS LONDRINAS 2 (22)

Nem eu e nem o Airton víamos ela desde aquela época. Eu soube que ela tinha voltado pra Paris, ficado um tempo, e voltado pra Londres nesse período de pouco mais de dois anos. Quando eu voltei da viagem pela Europa ela não estava maisna casa, aliás com excessão da Rose, do Rapha da Bahia e do próprio Airton, ninguém morava mais na casa.

Marcamos com ela em Shoredict, um bairro boêmio, quase uma Lapa de Londres, com muitos pubs. O Pawel também foi se encontrar com a gente. O primeiro que fomos era um bem transadinho, que parecia uma lanchonete americana dos anos cinqüenta e tinha uma curiosidade bastante peculiar. O acesso ao subsolo era feito através de uma geladeira. Não entramos numa fria. O pub era muito legal. Ficamos um bom tempo lá. Tinha um casal amigo do Pawel lá também. Mas logo eles foram embora e eu, a Emma e o Airton fomos fazer um tour, uma via sacra boemia, entrando em vários pubs e ficando um pouco em cada.

Um episódio engraçado que aconteceu foi o do banheiro. Eu estava apertado pra fazer xixi e tinha um banheiro público daqueles que abrem com a moedinha. Eu não gosto de fazer isso na rua, a não ser em casos extremíssimos. Mas sempre procuro todas as possibilidades de banheiro disponíveis antes. Esse erao problema. Aquele não estava disponível, não por estar ocupado, mas por ter engolido moedinhas e a porta não ter sido aberta. Eu botei, o Airton botou e a Emma botou moedinha e nada do banheiro funcionar. No total foi quase uma libra pra não fazer xixi.

Pegamos um ônibus que servia tanto pra nós, quanto pra Emma. Ainda íamos encontrar com a Emma naquele fim de semana, apesar de ainda não termos marcado efetivamente nada. Fomos pra casa do Airton dormir. No dia seguinte outra saída noturna. Dessa vez com a Danila, a Aline e o John. Eles foram pra um pub e me chamaram tanto pra me reverem, quanto pra se despedirem de mim.

O Airton não pode ir, pois ele dava plantão no hotel nas noites de sexta. Falando nisso, essa também foi a última noite que eu teria um quarto disponível pra mim no hotel. Mas só estaria disponível pelo fato da porta estar sem a fechadura. Fiquei umas horinhas com as meninas, afinal, desde o jantar que a Aline ofereceu na casa dela que a gente não se via. O pub ficava no final da Oxford Street, ou seja, pelofato de jáestar acostumado,já não achava tão longe e fui andando do hotel até lá. Não ficamos até muito tarde. A Danila queria voltar de metrô e antes que fechasse saímos de lá. A Aline e o John ficaram mais um pouquinho. E do mesmo jeito que eu fui, voltei.

Na volta ainda passei no Mc Donalds. Confesso que tenho trauma dessa cadeia. E pelo que me lembro não tornei a comer nela desde então. Mas, por outro lado, isso é um termômetro também pra indicação econômica de um país. Sabe-se que o preço das coisas, principalmente comida, aumentou quando o preço do sanduíche aumenta também. De 3.60 foi pra 4.40 libras. E só comi pelo fato de, além de estar com fome, eles darem um copo com o logotipo da Coca-Cola de mil e novecentos, bem retrô, bem vintage. Cheguei no hotel, tomei um banho e fui dormir. O Airton me prometera mais uma novidade, mais um ineditismo.

Uma sessão de quiropraxia, um tratamento pra coluna que ele adquiriu pelo Grupon. Não, eu não fiz, só assisti. E de lá fomos dar uma boa e longa volta nesse canto de Londres que pra mim era novo, desconhecido. Richmond foi o lugar que ele escolheu pra me levar no sábado. Um lugar bem longe do centro, zona quatro e mesmo assim na beira do rio Tâmiza. Um lugar bastante agradável, aprazível, tranqüilo, até um pouco bucólica, mas com um clima muito bom. Andamos muito por ali e almoçamos uma comida caseira, que me lembrou muito a mineira num lugar, no mínimo, inusitado.