terça-feira, 30 de outubro de 2012

O MAL


O MAL

Tem um trecho de uma música cantada pela Baby, na época Consuelo e atualmente do Brasil e pelo também na época marido dela, o Pepeu Gomes que diz que o mal nunca entra pela boca de um homem, que o mau é o que sai pela boca de um homem. Hoje em dia realmente tudo o que for falado tem que ser policiado e isso é uma espécie de censura.Velada, mas é. Aquela história que a gente vê nos filmes americanos onde os policiais dizem que tudo o que você disser pode e deve ser usado contra você no tribunal, aqui não vale apenas pra hora em que se é preso, mas pra qualquer hora em que você eventualmete fala alguma coisa que é interpretada de modo errado por quem te escuta e geralmente tira a frase ou a palavra de um contexto.

Voltando ao trecho da música, na minha concepção o mal não é o que sai da boca do homem mas o que entra no ouvido do homem com todos os filtros e interpretações que o ouvinte possa colocar sobre o que está ouvindo. Somos sim responsáveis pelo que dissemos, mas não pelo que os outros entendem e aí sim está o perigo. O politcamente correto está tolindo muita coisa principalmente na área criativa. O humor está mudando, está ficando menos engraçado. As pessoas estão ficando mais ranzinzas, mais sisudas e isso a longo prazo não faz bem a ninguém.

Onde nós vamos parar eu não tenho idéia, mas que não será num lugar agradável, disso eu tenho certeza. Será que é legal viver num lugar sóde aparências, onde a realidade não pode ser falada? Será que ultimamente a verdade dói mais que antigamente? Por que maquiar, tornar uma coisa falsa, mascarada? Está me vindo a memória nesse exato momento o gênio do Nelson Rodrigues que magnificamente escrevia “A vida como ela é”, onde ele naquelas histórias maravilhosas ele revelava o lado considerado na época, podre do ser humano. Todos os desvios de caráter, de comportamento de pessoas consideradas normais na sociedade da década de 50 eram por ele destrinchados nos seus contos,crônicas e peças teatrais. O choque que Nelson Rodrigues provocava, de certa forma está voltando.

Tanto o politicamente correto, quanto as cotas universitárias pra negros e índios é um retrocesso na evolução desse país. Essa proteção, essa maquiagem é perjudicial pro crescimento e desenvolvimento do ser humano. Esse tipo de solução nunca foi tomada em nenhum outro país do mundo. Sem falar da lei da ficha limpa, ou seja, o que é o certo agora tem que ser legalizado. Antes de qualquer coisa uma pessoa pra se candidatar a qualquer cargo, seja do executivo, legislaivo ou judiciário tem que estar quite com a justiça, sem sequer uma passagem pela polícia ou, de modo que se fizer uma busca, uma pesquisa nos sites dos tribunais de justiça não apareça, não seja mencionado o nome em nenhum processo, podendo ser excetuadas as pequenas causas e assim mesmo dependendo da gravidade da ação.

O país nunca vai ser um grande país enquanto formos governados por um bando de merdas que se acham os reis e têm um pensamento, uma mentalidade mesquinha e retrógrada. Chega a ser revoltante ver um país que tem problemas socioestruturais gravíssimos estar mais preocupado com a pontualidade da entrega dos estádios de futebol para a Copa do Mundo do que com projetos realmente necessários na saúde, educação, transporte, segurança e habitação. De que adianta passar a Inglaterra e se tornar a sexta economia do mundo se não se tem a educação britânica, se a desigualdade aqui continua díspare? Grande merda ser a sexta economia do mundo. Enquanto o povo tiver passando fome, tiver morrendo nas filas do hospital, tiver que voltar pra casa por falta de professores na escola ou porque os vagabundos resolveram se revoltar e cair de tiro pra cima da polícia impedindo assim mais um dia de aula, esse país não vai pra frente. E mais, o mal desse país é a famosa lei de Gérson, onde só quer levar vantagem.   

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

QUE PROGRAMA!

QUE PROGRAMA!

Depois de ficar cara a cara com uma das duas artistas que mais venero no início do ano, o último dia de abril foi o dia em que mais uma vontade minha foi feita. Desde os primórdios do “Programa do Jô”, ainda no SBT, quando se chamava “Jô Soares 11:30” tive vontade de participar da platéia e acompanhar a gravação de um dos poucos programas que ainda assisto em TV aberta. Acho que além dele só mesmo a Marília Gabriela no SBT aos domingos e quartas, além dos noticiários.

Eu basicamente assisto dois canais fechados Globonews e Viva, pra assistir as novelas antigas. O GNT também pra assistir a Gabi e, caso eu esteja zapeando, volta e meia paro nele pra ver o Saia Justa, mas não com a freqüência que eu via na primeira temporada do programa onde Rita Lee, Marisa Orth e Fernanda Young dividiam o sofá com a atual única remanescente dessa época, Monica Valdwogel. Atualmente os três programas que eu faço questão de assistir passam em sequencia no domingo. As dez da noite a Gabi no GNT, as onze o Manhattan Conection na Globonews e meia noite a Gabi novamente no SBT. Depois disso, quarta torna a ter a Gabi. Esses eu sigo mesmo, assisto até as reprises quando não dá pra ver no horário. O da Gabi no SBT, se eu perco, no dia seguinte já está disponível na internet na íntegra, ou seja, esse a gente assiste em qualquer parte do mundo.

Voltando pro Jô, por mais que digam que ele é arrogante, prepotente, que não deixa o convidado falar e tal, e as vezes realmente isso se faz aparente, seja sem querer ou propositalmente, sempre gostei dele desde o Viva o Gordo, programa de humor onde ele protagonizava vários quadros. Quando foi pro SBT, já nessa intensão do programa de entrevistas, ainda fazia o programa de humor até consolidar o talk show. Os bate papos na sua grande maioria são sempre interessantes, descontraídos e o Jô é um gênio. Ator, diretor, humorista, pintor, escritor, compositor, músico, ou seja, multimídia, além de ter uma bagagem cultural gigantesca por toda sua história de vida. Assim como a Rita Lee e a Marília Gabriela, gosto de acompanhar o que o Jô faz. Menos que as duas supracitadas, mas também  o acompanho.

Dia 30 de abril saio eu aqui de casa por volta das 9 da manhã e vou direto ao aeroporto Santos Dumont. Passagem a R$ 65 talvez por estar bem no meio de um feriadão, mas não me atrevi a comprar a de volta por não saber a hora que eu ia sair do estúdio. Cheguei lá por volta do meio dia e fui direto pro camarim. Não, eu não seria o entrevistado, até por que quem bancou a passagem fui eu e não a produção do programa. Ainda não cheguei a esse ponto apesar de achar que já tenho histórias boas suficientes pra sustentar pelo menos um bloco de entrevista. O Serguei seria o entrevistado. Mais uma vez.

Aquela computava a décima em todos os anos de programa, incluindo o tempo do SBT. Praticamente uma entrevista a cada ano e meio de programa. A última que ele deu foi em agosto de 2009. Eu estava em Portugal e vi tudo pela internet. Eu só vi a gravação do programa em que ele participou apesar de outros programas, dois se não me engano, terem sido gravados no mesmo dia. Um foi com o Emílio Santiago. Tanto que quando ele foi gravar o musical o Serguei foi lá falar com ele. O Serguei gravou dois números musicais “Born to be Wild” que foi exibida durante a entrevista e “Hells Angels” que praticamente encerrou o programa.

Apesar da espera, que é como se faz televisão, o musical foi gravado por volta das 4 da tarde e a entrevista as 7 da noite, o dia valeu a pena e realmente eu não ia pegar a última ponte aérea pelo mesmo preço, já que estava marcada pras 9:30. De lá fui pra rodoviária e peguei o ônibus de volta as 11:20 da noite, chegando em casa as 7 da manhã. Ainda ia encarar a festa de 4 anos do meu sobrinho pela frente.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A RITA

A RITA

A Rita levou meu sorriso no sorriso dela desde a primeira vez em que a vi pessoalmente no lançamento e/ou divulgação do seu disco  “Santa Rita de Sampa” em uma tarde do ano de 97, na extinta rádio carioca RPC. A partir de então meu assunto começou a convergir nos outros trabalhos, na carreira e, por ser uma pessoa pública, na vida dela também. Claro que sem a voraz curiosidade jornalística e fanática. Ela me cativou de uma forma avassaladora e eu passei a querer protege-la de todos os jeitos. Ai de quem a atacasse.

Ela levou junto com ela todo meu carinho, apoio, respeito e admiração, ou seja, tudo que eu acho que um artista merece sem ultrapassar a barreira do non sense. Tem gente que não tem noção e pede uma foto ou um autógrafo quando o artista está no meio de uma refeição ou um velório. O máximo que eu faço é fazer isso depois de um show, mas isso eu acho normal, assim como também entendo quando por vezes o artista não pode ou não quer receber as pessoas no camarim. E o que me é de direito continuará sendo. Consumir os discos e os eventuais shows, se ela tornar a fazê-los.

Ela arrancou-me do peito toda caretice, toda babaquice que um jovem podria ainda trazer consigo. Foi o ponto de partida para a minha anarquia. E tem mais, as letras das músicas compostas por ela com esse cunho político-social demonstra uma realidade ainda muito encruada na nossa sociedade. Me lembro que esse primeiro contato foi idealizado por uma grande amiga minha que fingiu estar passando mal no trabalho e me ligou aos sussuros. Ela levou seu retrato, seu trapo, seu prato e tudo mais que ela tinha sobre Rita Lee e ainda contou uma história que não era mentirosa para entrarmos no auditório da rádio e ficar cara a cara com Rita Lee.

Na verdade eu fui o portador desses badulaques todos. Passei na casa dela como ela me pediu aos sussuros pelo telefone e peguei tudo. Nos encontramos num ponto estratégico e ela me jogou dentro de um taxi sem me falar nada até chegarmos na rádio. Que papel valeria mais pra minha amiga naquele momento do que uma capa de disco autografado pela ídola dela eque apartir dali se tornava minha também.

Essa minha ídola tem o poder de Midas. Torna precioso tudo o que toca dela. Se sai em defesa da causa dos animais, se torna uma imagem de São Francisco, se lança um disco novo esse geralmente recebe boas críticas e se compara tanto aos gênios que foram os Beatles e um bom disco de Noel.

A Rita matou nosso amor ao traduzir nossos mais primitivos sentimentos em melodias como Mania de Você e Doce Vampiro. Não há amor sincero, leal e verdadeiro que resista, que persista às palavras já proferidas e profetizadas pelas suas músicas. De vingança, muitas aparecem e são efêmeras pois nem herança deixou, ao contrário do legado de mais de 40 anos de carreiraque ela tem.

Consta que no início de tudo não levou um tostão porque não tinha não, mas causou perdas e danos. Taí a Mamãe Natureza que até hoje é sua fonte da juventude mesmo com seus 67 anos como ela diz ou 64 como nos documentos oficiais. Levou os meus planos. Não os faço mais a longo prazo. Estabeleços metas e tenho sonhos. Planos não mais. Meus pobres enganos ainda os cometo. Não sou perfeito. Os meus vinte anos foram absolutamente especiais por conta desse encontro. O meu coração sempre vai ter um cantinho especial praquela lá que carinhosamente chamo de Tia Rita.

E além de tudo me deixou mudo um violão. Instrumento esse que nunca tive e nem faço questão de ter. Tenho vários primos que tocam e tocam bem. Deixo pra eles essa função. Mas em se tratando de musica, mesmo se eu soubesse tocar alguma coisa, não me atreveria a competir com gênios como Rita Lee e por conseguinte não me atreveria a compor uma musica. Não tenho capacidade de chegar ao patamar dela. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CASA DA MÃE MIRANDA

CASA DA MÃE MIRANDA

Em vinte e três de março desse ano mais uma nova casa de shows foi inaugurada no Rio. Com o encerramento das atividades do Canecão, vítima de um processo litigioso já a alguns anos, o Rio ficou dividido entre Vivo Rio e Metropolitan (que sinceramente mudou tanto de nome que eu não sei como se chama atualemente). Enquanto o Vivo Rio se localiza praticamente no centro da cidade, bem próximo ao aeroporto Santos Dumont, o Metropolitan fica no subsolo do shopping Via Parque, na Barra da Tijuca.
Enquanto público, minha estréia no Vivo Rio, se não me falhe a memória, foi pra ver um show da Rita Lee. Ia dizer que no Metropolitan também, mas agora eu me lembro que quem me fez pisar lá pela primeira vez foi o Jô Soares. A Rita me fez pisar mais vezes. Me lembro muito bem da minha primeira vez com a Rita na casa da Barra. Pra se ter uma idéia, nem a linha amarela existia ainda. O Canecão sempre teve uma história, um glamour em torno dele e ainda é a casa que eu freqüentei mais vezes. Essa escassez fez com que um palco considerado alternativo tivesse um upgrade, mas mesmo assim sem perder suas características anárquicas. O Circo Voador, na Lapa, volta e meia abriga shows dos órfãos do Canecão, como Ney Matogrosso, Erasmo Carlos e Rita Lee, que decretou sua aposentadoria dos palcos no único show que fez lá em janeiro desse ano.

A nova casa de shows não é tão ampla quanto as outras, pelo contrário, ela é mais intimista. Devem caber umas duzentas pessoas e não sei se por ser nova ou por ficar sob a arquibancada do estádio de remo da lagoa, ponto nobre da cidade, cobra tão caro pelo preço de um ingresso. Eu gostaria muito de ter ido no show de inauguração, mas pagar R$ 800 pelo ingresso, mesmo eu gostando muito não tem condições. No entanto, pros desligados e desavisados, esse preço pode ser reduzido pela metade se for efetivado o cadastro no site da casa. Mesmo assim, R$ 400 só pra entrar sentar e assistir ao show ainda não faz partes dos meus planos. A saber: o nome dessa casa de shows é Miranda e quem inaugurou ela foi Gal Costa. Sou louco pela voz da Gal a acompanho há quase vinte anos. Nem a Rita que acompanho a pouco menos tempo que a Gal, mas com mais cara de fã eu daria esse valor no ingresso, principalmente por ainda restar opções mais accessíveis para shows.

Um mês depois da inauguração da Miranda, recebi um par de convites pra ir numa feijoada com direito a três horas de show de samba com um set com um sambista que está se destacando cada vez mais. Apesar de ser feijoada, a canja quem deu foi o Leandro Sapucahy. Chamei minha mãe que aceitou o convite. Como meu irmão foi para o jogo em que o Vasco decidiu uma vaga na final do segundo turno do campeonato carioca, minha cunhada e meu sobrinho também foram. Por ele ser criança, ainda não havia feito quatro anos, o ingresso dele foi livre. Já o da minha cunhada teve que ser pago. Pelo pacote show+feijoada, o valor sai a R$ 80, o que eu particularmente não acho caro, visto que um rodízio de comida japonesa, ou uma churrascaria sai também por mais ou menos esse preço. As bebidas são a parte e a preço de casa noturna, custando uma latinha de refrigerante o valor de R$ 5.

Achei interessante e um ambiente gostoso, bem a minha cara. É um lugar que eu gostaria de freqüentar mais e só não faço isso por considerar os preços um tom acima da média. Será que é por isso que o slogan da  casa é esse? “Miranda – Um tom acima”. Quem sabe se eles me contemplarem mais com esses pares de ingresso eu não me torne um freqüentador assíduo. Não sei se pra shows eles ousem fazer isso. Pelo menos enquanto a casa está dando seus primeiros passos. A feijoada será muito bem recomendada, pra quem não tem opção de restaurante pros almoços de domingo.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

“O FRIO DE SÃO PAULO ME FAZ TRANSPIRAR”

“O FRIO DE SÃO PAULO ME FAZ TRANSPIRAR”

Eu adoro São Paulo. Não canso nunca de passear por lá. E facilmente moraria por lá. Acho a cidade de São Paulo uma coisa de primeiro mundo que se assemelha muito a Nova Iorque e Londres, por exemplo, mas que não consegue chegar lá justamente por estar encravado no Brasil. Ou seja, além dos problemas bastante comuns a grandes cidades mundiais, São Paulo traz consigo os problemas de administradores e políticos brasileiros. Se não fosse por esse detalhe, a cidade seria também de primeiro mundo.

É fato que a cidade não dorme, diferentemente do Rio que por estar a beira mar tem que dar aquela cochiladinha, tirar aquela sesta. Tem alguns locais da cidade que eu não canso de visitar, que eu passaria um dia inteiro sem reclamar. A Avenida Paulista é um desses locais. Sempre que eu passo por ali eu fico imaginando os casarões dos barões de café que ocupavam aqueles espaços onde hoje os prédios se fazem imponentes. E ali tem de tudo praticamente noite e dia.

Uma das vezes que eu estive por lá, passeando pela Avenida Paulista, mais pro lado da estação Paraíso do metrô, eu encontrei uma loja de livros usados, um sebo, mas que não tinha cara de sebo, ou melhor, até tinha, mas era tão organizado que parecia uma ‘Saraiva’ da vida. Com direito a sessão de cd’s e vinis também. Tinha até uma caixa dedicada a vinis de trilha sonora de novelas e algumas eu tive na minha infância e/ou adolescência. Além de um pequeno café e uns espaços pra se sentar e ler ali mesmo. Não me lembro o nome da loja, mas se eu tivesse tino comercial abriria uma dessas pro lado de cá da Via Dutra. Eu me sinto muito bem na Paulista e redondezas (Augusta, Bela Cintra, Consolação...).

Outro lugar que me agrada muito é a Estação da Luz. Construída pelos ingleses aquela já foi considerada uma das portas de entrada da cidade. E dá pra se reportar a grande maioria das estaçoes de trem na Europa. Me lembra muito a de Amsterdam e algumas na própria Londres. É linda, e dá pra ficar horas vendo não só a construção, o acabamento, a estrutura da estação quanto as idas e vindas dos trens, as chegadas e partidas das pessoas. O parque do Ibirapuera com seu espaço verde no meio da selva de pedra e o mercadão municipal com seus famosos sanduíche de mortadela e pastel de bacalhau, além de todas as frutas possíveis e imagináveis do mundo todo são outros lugares imperdíveis pra quem vai visitar São Paulo.

Na verdade existe muitos lugares imperdíveis, a cidade toda é imperdível, praticamente. Mas eu estou mais habituado a andar pelo centro, tanto o anitgo quanto o atual, ou o que eles chamam de financeiro, que é justamente a região da Paulista. Na vejo, não sinto, nunca senti a tal rivalidade entre paulistas e cariocas. Claro que de vez em quando pinta um comentário, uma brincadeira ou outra, mas nunca percebi um tom mais ofensivo ou mais impositivo deles.

São Paulo já foi muito cantada, desde Alvarenga e Ranchinho até a mais famosa canção de Caetano Veloso. Confesso que no meu coração não acontece nada quando eu cruzo a Ipiranga com a São João. Cansei de passar lá e a única coisa que acontece é a minha mente automaticamente puxar a música do acervo da minha memória. E me considero fã de duas paulistas de nascimento e paulistanas por opção e de coração. Uma delas, inclusive escreveu a música cujo verso eu peguei emprestado para dar título a essa postagem.

Caso alguém me faça uma proposta indecente, ou receba um convite para trabalhar na cidade de São Paulo não vou pensar duas vezes antes de aceitar. Como já disse, São Paulo é uma quase Londres. Como diz a música: “Eh São Paulo/ Eh São Paulo/ São Paulo da garoa/ São Paulo de terra boa.” Eu adoro São Paulo.