segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012, PERDEMOS


2012, PERDEMOS

Esse ano foi um ano bom pra mim. Claro que já tive melhores, mas também já tive piores. No entanto sempre tenho a esperança de que o ano vindouro será melhor. Não faço nenhuma simpatia de fim de ano, não acho que pular sete ondas, comer uva e jogar os caroços pra trás por sobre o ombro direito ou romã e guardar o caroço na carteira (nem carteira tenho) faça com que oano seja bom, apenas traço metas a serem cumpridas. Planos são longos, metas são mais curtas. E caso eu não atinja alguma, as esperanças sempre são renovadas. Me lembro que comecei o ano em grande estilo, no camarim da minha artista predileta Rita Lee, lá em Saquarema no sétimo dia desse ano.

Por falar em sete dias, quem sobreviveu foi o próprio mundo. Pelo menos hoje completam dez dias do anúncio da sua morte, do seu fim, porque esse ano também foi o ano do fim do mundo. Desde que eu me entendo por gente o mundo já se acabou umas três vezes. Na passagem do cometa Halley, na virada do milênio, o chamado bug do milênio e agora, semana passada, pelo calendário maia. Apesar do mundo não ter acabado, pelo menos foi esquisito em alguns aspectos.

Perdemos alguns gênios insubstituíveis, pessoas que não só vão fazer falta, mas que sabemos que vai levar tempo pra que alguém atinja ao menos um terço da genialidade dos que foram, ou seja, foi embora uma geração de mestres, de ícones dos quais não há profissional que chegue perto. Pesquisei na internet e selecionei alguns nomes que nos deixaram esse ano.

Vamos começar lá por fora. Quem não se embalou num sábado a noite ao som de Robin Hugh Gibb, um dos fundadores e integrantes dos Bee Gees. Digo o mesmo pra Donna Summer e Whitney Houston. Já Etta James com sua voz fantástica cantando jazz deixa um legado de gravações sensacionais pra ficarmos curtindo eternamente.

Voltando pro patropi, perdas irreparáveis sofremos também. Jorge Goulart, a voz do rádio que provavelmente apresentou em alguma ocasião as vozes de Carminha Mascarenhas, Carmélia Alves e Ademilde Fonseca, a rainha do chorinho. Ainda na seara da música, João Mineiro e Tinoco representando a verdadeira músicade raiz, sertaneja, que também vem sofrendo influencias, interferências e alterações que perdem a sua verdadeira característica defendida por esses dois.

Mais na área urbana Peri Ribeiro, filho de Dalva de Oliveira e Herivelton Martins. O casal mais vulcanesco(?) que a música brasileira já teve. Ele foi o mestre de cerimônia da Garota de Ipanema, fez a primeira gravação da música que encantou o mundo, mostrando a beleza da praia e das suas freqüentadoras. Quem mostrava a beleza da periferia, do subúrbio e seu cotidiano bem humorado e que nos deixou foi o Dicró. Já a sogra dele não sei se ainda está viva. Provavelmente sim. Quem atingia os corações mais populares e românticos a ponto de receber calcinhas em troca era o obsceno do Wando.

Perdemos também a primeira dama da televisão brasileira, a mulher que por pouco não entoou o hino da televisão, deixando essa tarefa a cargo da amiga Lolita Rodrigues. Hebe Camargo morreu dois dias depois de assinar o contrato em que voltava pra “casa” (SBT) de onde saiu pra se aventurar pela RedeTV por um ano e pouco. No campo do humor o mestre Chico Anisio, criador de mais de duzentos tipos e personagens também apagou sua estrela aqui pra brilhar em outro lugar. Assim como o jornalista, cartunista e também humorista Millor Fernandes.

Ao apagar das luzes do ano, nesse mês, no início o quase imortal e centenário Oscar Niemeyer e no dia de Natal a também quase imortal e centenária Dona Canô, mãe de Caetano e Bethânia também findou sua existência aqui no plano terrestre. Que em 2013 percamos pouco e ganhemos mais. Mais alegria, mais dinheiro, mais vida.                        

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012


TROCA TEMPORÁRIA DE Q.G.

Agora são duas e meia da tarde. Hoje é dia vinte e quatro de dezembro de 2012. Esse é o único post do ano que eu chamo de ao vivo. Assim que eu acabo de escrevê-lo, publico no meu blog. Essa é a única semana do ano em que não há uma defasagem de tempo já que hoje é véspera de Natal e essa semana ainda escrevo o post de ano novo pra ser publicado na próxima semana.

Dentro de algumas horas estarei reunido com a minha família por parte de pai, como em todo ano. Natal é tradição e todo ano é a mesma coisa. Acho que o único ano em que passei Natal fora de casa foi quando morei em Londres. Mas sempre com a parte de pai. Quando eu era pequeno, até os meus dez anos mais ou menos, o reveillon era certo com a família por parte de mãe. Depois que minha avó morreu essa tradição se desfez. Até pelo fato da família ser um pouco maior que a do meu pai e ter gente que não mora em Niterói.

Coisa que não acontece com a família do meu pai que só tem quatro irmãos e todos moram relativamente perto. De longe só a Jana que mora nos Estados Unidos e nem sempre dá pra ela passar o Natal com a gente, mas ainda bem que existe o Skype. A Bela está morando em Viçosa (MG) e agora o Ruizinho passa a semana em Petrópolis trabalhando. E mesmo com a morte dos meus avós paternos não deixamos a peteca cair.

Se não me engano, os primeiros três anos o nosso quartel general passou a ser na casa da tia Roseléa, depois tio Roberto virou o anfitrião do Natal, até pelo espaço da cobertura dele, que cabe todo mundo sem ficar comprimido. Esse ano vamos voltar a fazer a ceia de Natal na casa da tia Roseléa em virtude da perda de D. Amália, sogra do tio Roberto que nos deixou há uns três meses. É justo que a Andréa tenha seu momento de luto, afinal, as festividades geralmente na casa dela contava com a presença da mãe. Esse vai ser o primeiro natal dela sem a mãe, nada mais justo que o tempo dela seja respeitado. Não sabemos quando esse tempo vai acabar, nem qual será a reação dela mais tarde. Esses casos só o tempo mesmo.

Esse ano mais uma vez vamos nos utilizar da tecnologia. Olha o Skype aí de novo. Dois anos atrás tia Roseléa e Belinha passaram o Natal com Jana lá nos Estados Unidos e o Skype ficou conectado a noite toda. Ano passado Jana veio pra cá, mas esse ano ela não pode vir, ou seja, a conexão vai ficar online direta novamente, principalmente por esse ano ser na casa da mãe dela. Natal é isso, é tradição, é família, é todo ano a mesma coisa. É um especial do Roberto Carlos. Não tem mais o que inventar. Se bem que essa troca de sede vai ser bom pra mexer um pouco com as estruturas. Quem sabe ano que vem não seja aqui em casa, ou na casa do tio Rui. Só na casa da tia Rosely que não dá pra fazer. Primeiro que ela ainda mora na casa que meus avós moraram, segundo que por ser sozinha não tem estrutura suficiente pra que a família toda baixe lá. A volta da ceia natalina pra casa da tia Roseléa é diferente. Por mais que ela também esteja sozinha, a infra estrutura que ela tem é de quando as filhas ainda moravam com ela. E volta e meia elas, quando vem pra cá, ficam lá. O espaço não é grande, mas é só uma noite. É provisório. Ano que vem a gente volta pro tio Roberto. Ou não. Até lá muita água vai rolar, tem um ano inteiro pra passar e muitas decisões a serem tomadas. Mas a nossa noite de Natal, seja onde for é sempre uma noite animada, uma verdadeira noite feliz.

E é isso que eu desejo a todos. Que essa noite de Natal realmente seja uma noite feliz, de paz, de luz. Que sejam feitas as reflexões, que as rusgas, quem as tiver, sejam pelo menos amenizadas nessa noite, que as preocupações só retornem no dia vinte e seis e que elas voltem em pouco volume e não cresçam muito. Esses são meus sinceros votos pra esse Natal. Três e meia da tarde. Vou publicar esse texto agora. Ao vivo.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ÚLTIMA?


ÚLTIMA?

Essa é a derradeira. Se dessa vez as profecias estiverem certas – elas tem errado muito ultimamente, mas vai que dessa vez calha de ser  a correta – essa semana é a última. Não digo do ano, mas de toda a nossa existência. O mundo está pra acabar. O mais interessante é que a data que eles dizem, dia vinte e um de dezembro é daqui a quatro dias, numa sexta-feira, ou seja, já é um motivo pra prolongar o fim de semana independente do local para que todos nós vamos, seja céu, inferno, paraíso ou purgatório.

Imagino as pessoas mais corajosas, que vão se atrever a trabalhar em meio ao caos mais caótico que de costume e ao sair, se conseguirem, vão ligar pra casa dizendo que assistirão ao espetáculo da destruição do mundo num barzinho, ou de frente pra praia, ou num dos meus locais preferidos que é a pedra do arpoador. Se o fim do dia, o por do sol é aplaudido lá, o fim do mundo deve se comparar a uma final de copa do mundo. Copa essa que seria no Brasil e que não vai existir. Talvez eles não queiram falar, mas as obras estão atrasadas de propósito e só serão realmente aceleradas caso o mundo não acabe.

Essa história até já foi cantada por Carmem Miranda na música “E o mundo não se acabou”, cujo primeiro verso diz que ‘anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar’. Eu acho que é exatamente isso que vai acontecer. O mundo não vai se acabar. Dizem os mais místicos que essa data marca o começo de uma nova era, onde uma revolução lenta e silenciosa que vem das minorias vai se fazer valer. Fico pensando que por aqui no Brasil, onde muita coisa tem que entrar nos eixos em termos principalmente de política no que diz sentido ao fim da corrupção e a benefícios para o cidadão até acho válido que essa tal revolução astral ocorra. Mas e em países onde praticamente não existe isso como a Noruega, a Finlandia, a Suécia? O fim do tédio com as cenas de destruição do mundo deve ser comemorado como uma grande festa lá pra eles.

E eu? Vou acabar junto como mundo ou ainda vou penar um pouco mais? Aliás, tenho que programar alguma coisa pra quinta-feira pra curtir minha última noite no mundo. Infelizmente não vou conseguir reunir meus amigos,visto que todos vão assistir ao fim do mundo de locais diferentes do meu. O Airton lá em Londres deve ir, como todo londrino pra beira do Tâmisa assistir ao bombardeio dos meteoros sobre a London Eye, o Big Bem e a Tower Bridge. Jana, na Virgínia, deve pegar o carro e ir pra Washington pra grande festa popular que os Estados Unidos também devem promover, inclusive comercializando lembrancinhas pra comemorar o fim do mundo. Todos lá assistindo aos monumentos a Washington e Lincoln sendo estilhaçados também.

Aqui no Rio o espetáculo e as apostas deverão se voltar para o Cristo. Se ele cai do pedestal do Corcovado por inteiro e vai se despedaçando montanha abaixo, se vai se deteriorar lá mesmo e cair esquartejado, primeiro a cabeça, depois um braço e assim por diante, ou, como acreditam os mais fiéis, já que ele está lá por cima mesmo é mais rápido e fácil que aconteça uma ascenção até ele sumir em meio a catástrofe que estará acontecendo. Já os ateus vão debater se isso não teria sido uma estratégia de retirada e nem Cristo aguentou ficar até o último minuto se recusando a salvar a humanidade pela segunda vez. Sabe lá.

E já que esse pode ser  minha última postagem vou parar de fazer elocubrações e aproveitar esse pouco espaço que me resta para me despedir e agradecer a paciência e a perda de tempo de quem tira alguns minutos da preciosa semana para ler essas bobagens que aqui ponho. Dez anos de blog, mais de quinhentos textos e eu ainda insisto em continuar a escrever. Mas agora,com o fim dos tempos, o fim do mundo, nada mais me resta a não ser finalizar também esse meu espaço aqui. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

DIVINA RAINHA


DIVINA RAINHA

Estou aqui pensando qual seria a minha reação ao encontrar a rainha da Inglaterra. Como eu iria agir, qual o protocolo a seguir, como me comportar? Eu que cresci num país presidencialista, apesar de ter vivido uma temporada nas terras dela, não tenho a mínima idéia se só um aperto de mão bastaria ou se ainda é válido, dentro das normas da socila, me curvar diante da coroa, ou melhor, da pessoa que está carregando uma coroa na cabeça.

Talvez, por estar já a sessenta anos no trono, completando seu jubileu de diamante, a própria rainha já não ligue muito pra essas formalidades, desde que não seja quebrado o tal do protocolo. Aliás, a rainha, ou melhor a corte real, a família e os agregados que circulam no palácio de Buckingham pra mim não passam de meros bobos da corte, já que em termos de governo mesmo eles pouco dão pitaco. Figura importante e emblemática, mas mera figurante em termos de política, há sessenta anos Elizabeth reina sobre aquela ilha. Infelizmente, no tempo que eu passei lá, não esbarrei com ela.  Se esbarrasse não teria a mínima idéia do que fazer. Provavelmente olharia pros lados e imitaria alguém que tivesse por perto. E se não tivesse ninguém? Ficaria estático, só olhando ela e/ou a corte passar. Pelo menos essa é a minha reação principal.

Quando estive no início do ano frente a frente da rainha do rock brasileiro falei o mínimo possível. E só teci elogios com o pouco que falei. Em maio tive o privilégio e o prazer de ficar frente a frente com outra rainha. Reclusa por natureza, ela só sai de casa pra trabalhar ou pra prestigiar alguns colegas da classe artística, que foi o que ela fez no dia em que nos cruzamos. Digo isso porque provavelmente ela já não se lembra de que se dirigiu a mim. A ocasião do encontro foi no dia da primeira apresentação do espetáculo do Tom Cavalcanti no Vivo Rio.

Fui com meu amigo Serguei prestigiar o ex-patrão dele. Chegamos, trocamos o ingresso, ele deu entrevista para imprensa, entramos, fomos ao banheiro e na saída eis que a rainha do teatro brasileiro estava entrando no foyer da casa. Passei a informação pra ele e ele se dirigiu efusivamente a ela com arroubos de carinho misturado com uma boa pitada de tietagem. Só aí o tal protocolo já teria sido quebrado. Não se beija nem  se abraça uma rainha quando não se tem intimidade com ela. Eles trocaram meia dúzia de palavras  carinhosas e ambas as partes foram elogiadas.

Nos encaminhamos pra nossa mesa e sentamos pra assistir ao espetáculo. Passadas duas horas mais ou menos, juntando o tempo de espera com o tempo da apresentação, ficamos no aguardo para falar com o Tom. Conforme manda as normas sociais, pelo menos assim deveria ser em todos os lugares, as damas em primeiro. Esperamosa rainha subir para subirmos na segunda leva das pessoas que foram pro camarim. Nessa hora, enquanto estávamos lá dentro o Serguei se lembrou de me apresentar a rainha.

Eu deveria me reverenciar, me curvar diante dela como todos os súditos, mas não, a única coisa que eu fiz foi apertar a mão dela e dizer que era um prazer. Ninguém chamou a minha atenção para o que eu estava fazendo, nenhum lord, nenhuma lady, ninguém me lembrou que eu deveria me agachar perante tal figura. Só depois que eu me atinei pra isso. E ela, com toda a delicadeza, a elegância e a postura de uma rainha aceitou o humilde cumprimento. Fernanada Montenegro é simplesmente divina. Uma verdadeira diva. Uma rainha mesmo.

Rainha por rainha, por mais que rotulem as várias que até eu já citei em uma postagem anterior, além da rainha Elisabeth do Reino Unido, só mais uma aparece em minha mente. Tereza Rachel interpretando a rainha Valentina na novela “Que rei sou eu”, recém reprisada pelo canal Viva. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

REAL ENCONTRO


REAL ENCONTRO

A matéria prima essencial do mundo está sendo modificada em suas relações. Estamos tendo escassez de gente. Não na quantidade de pessoas, mas na qualidade das relações entre elas. As pessoas estão se afastando cada vez mais umas das outras, estão se isolando, se retendo apenas a telas de computadores e celulares. O diálogo, o olho no olho, o som da voz ,essas formas básicas de todo e qualquer relacionamento estão se perdendo conforme um encurtamento da proporcionalidade do espaço-tempo que age sobre nossas vidas atualmente.

Na minha opinião, uma conversa via skype, um bate papo virtual não substitui a conversa ao vivo. Facilita sim pela distância. Afinal, não dá pra ir sempre a Londres, por exemplo, pra olhar e bater um papo com meus amigos que ainda vivem lá. Mas, se for possível, procuro sempre substituir o virtual, estar sempre ao vivo, cara a cara, com meus amigos. Estou numa fase de “desmaquinização” – olha o neologismo ai – da minha vida. Na verdade estou reduzindo o numero de acessos a minha pessoa, a fim de limitar, de restringir apenas a três ou quatro tipos de acesso indireto, ou seja, via aparelho, seja celular ou computador.

Gosto da tecnologia, na verdade, gosto da agilidade que ela nos dá. Tanto que minha ultima aquisição telefônica foi um celular com dual sim, o qual o principal e o chip do Rio e o secundário e o de São Paulo, de modo que a partir desse eu tenho acesso a internet do próprio aparelho celular. Posso ficar mais tempo conectado se eu quiser. Mas isso será mais útil pra uma viagem ou quando tiver realmente necessitando de falar com mais urgência com alguém que vive online no facebook, enfim, pra alguma eventualidade cujo computador não pode ser acessado de imediato. Sei que chega a ser uma contradição obter um aparelho desse pra quem diz que esta se “desmaquinizando”. Mas realmente sinto que tenho passado menos horas na frente do computador, e quando fico estou sempre com os acessos a mim, as vezes não todos, mas o principais, abertos pra quem quiser falar comigo e pra quem quiser marcar um encontro fora da rede social.

Apesar disso, confesso que e por elas que fico sabendo de vários eventos, encontros e reuniões. No mês de maio, por exemplo, soube que a mãe de uma amiga minha dos tempos de escola iria lançar um livro infantil na tarde de um domingo na Livraria da Travessa em Ipanema. Por mais que ela também seja a minha amiga no facebook, tanto a mãe quanto a filha, essa seria uma bela oportunidade de eu reencontra-las, assim como boa parte da família, já que estudamos juntos no segundo grau – no meu tempo se chamava segundo grau, hoje eu acho que tem o nome de ensino médio – e  em dois períodos da faculdade. E como  o tempo é escasso, nos vemos muito raramente. Sempre sabemos o que estamos fazendo, pra isso serve o bate papo do facebook, mas nada substitui a felicidade delas ao me ver, os sorrisos, os abraços carinhoso, os beijos. Não há máquina que tenha a capacidade de fazer isso além da própria máquina humana.

Conversei com minha amiga por pouco mais de uma hora. Precisávamos botar o papo em dia, falar das nossas vidas, por mais que soltássemos algumas coisas nos sempre rápidos papos do facebook. Por mais que a tecnologia encurta o espaço, não significa que as relações humanas também se aproximem.

E preciso estimular os sentidos humanos. O toque, o cheiro, o som, o gosto, e a visão nunca será a mesma pra uma pessoa que esta do outro lado da tela em relação a pessoa que esta ao seu lado. Facilitar não e substituir. O ser humano é a matéria prima do próprio ser humano. O que será de nos se cada um perder o contato humano real e ficar apenas no virtual, o que será se cada um ficar no seu quadrado e evitar ao máximo sair dele? A tecnologia é uma faca de dois gumes. Eu já escolhi o gume que quero.