segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

FALANDO NISSO

FALANDO NISSO

O telefone celular chegou pra ficar. O que há vinte anos era apenas visto nos filmes de James Bond, hoje faz parte do nosso dia a dia. Os primeiros aparelhos que chegaram no Brasil eram verdadeiros tijolões. Hoje em dia existem aparelhos tão pequenos e discretos que temos que atinar que aquilo é um celular.

Será que Gramm Bell, quando inventou o telefone imaginava que no futuro seria assim, com praticamente um aparelho móvel por pessoa no mundo, que a comunicação chegaria a esse ponto em que um simples aparelhinho que cabe na palma da sua mão pode fazer quase de tudo, entre tirar foto, mostrar mapas e direções, armazenar dados e inclusive falar com quem tá do outro lado da linha?

Minha história com celular é recente. Eu já estava na faculdade e era resistente a idéia de ter um aparelho comigo. Tenho quase certeza que meu irmão adiquiriu o dele antes de mim. Na época a ATL (hoje conhecida como Claro) tinha a proposta de um plano de cem minutos por mês pra quem fazia parte do quadro de funcionários ativo ou inativo do Banco do Brasil, e por ela ser ex-funcionária ela achou sensato fazer um pra mim. Foi justamente na época em que eu e minha turma de faculdade saíamos bastante aos fins de semana. Meu primeiro aparelho foi um Nokia, daqueles antigos, azulzinhos, ainda com a antiga tecnologia TDMA. Na mudança para a nova tecnologia GSM, mudei a marca do aparelho e passei a ter fidelidade com a Sony Ericcson até ano passado.

Acontece que em pouco menos de um ano e meio, dois aparelhos da Sony pifaram e como eu também tenho um chip com um número de São Paulo e não encontrei nenhum aparelho da Sony que tenha lugar pros dois chipes, comprei outro da Nokia. Agora eu também posso acessar a internet do meu aparelho, mas é raro que eu faça alguma coisa através dele, a não ser apenas checar e apagar os mails indesejados – acho que até hoje, com nove meses de utilização desse aparelho novo só enviei três mails – ou permanecer por um tempo no bate-papo do facebook, mas daí trabalhar através do telefone, como tirar e enviar fotos, encaminhar mail ou postar alguma coisa no próprio facebook, só mesmo através do computador.

Uma vez uma amiga minha me mandou o link de um aplicativo onde eu poderia conversar via mensagem sem acréscimo de tarifa com pessoas de qualquer parte do mundo, mas o modelo ainda não é capaz de armazenar os aplicativos. Talvez o próximo aparelho que eu adquirir será um pouco mais evoluído, como tudo que envolve a tecnologia. O meu irmão também tá nessa era tecnológica com o Samsung Galaxy dele, que fica mais nas mãos do meu sobrinho. Mas como esse é uma espécie de genérico do IPhone, pode ser até que eu me renda a outra marca que não Nokia ou Sony Ericcson. Mas até lá tenho tempo pra pensar, se não pifar.

É que eu não sou muito ligado em tecnologia, apesar de ser uma das áreas em que eu tenho maior interesse, mas gosto de saber que existe, que tem essa possibilidade. Daí ser a minha mais nova aquisição tem um hiato muito extenso. Esses aplicativos como o What’s up ou o próprio Skype no telefone é só pra estreitar mais a minha comunicação, o meu contato com meus amigos de Londres. Com isso não ficaria dependendo tanto do telefone convencional, esperando o melhor dia ou hora pra falar com eles de viva voz e não via mensagens de facebook. Se bem que o What’s up também seria via mensagem, mas mais de imediato, sem esperar pela boa vontade de um acesso ao facebook.

A gente sempre quer que os aparelhos celulares, os quais fazemos aquisições, tenham inúmeras e múltiplas funções, mas esquecemos do básico. O telefone celular tem o princípio de Gramm Bell, ou seja, foi feito pra falar, pra se comunicar. E por incrível que pareça ele também e ainda.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

“COMO UMA ONDA NO MAR”


“COMO UMA ONDA NO MAR”

De acordo com a letra de Nelson Mota e Lulu Santos “A vida vem em ondas como o mar. Num indo e vindo infinito.” Ultimamente venho pensado muito nisso. A praia pode ser a mesma, o mar igual sempre que se olha, ora mexido, ora mais calmo, com águas turvas ou mais claras e aquelas ondas que fazem o mesmo movimento sejam elas fortes ou mansas. Essas alterações dependem da luas, tempos e tal. O movimento das ondas são cíclicas como a vida. São fases pelas quais a gente passa querendo ou não.

Na minha humilde visão, faço a analogia desses ciclos com os nossos ciclos de vida e amizade. A primeira e eterna, por razões óbvias, é a família. Por mais que haja brigas, contradições, família vai ser sempre família e pelo menos uma vez por ano, no Natal, há o reencontro e a possibilidade de conciliação. Particularmente, nunca passei por isso e nem pretendo. Esse ponto, com a minha família, não existe.

Depois vem os ciclos com as pessoas que moram na mesma rua, no bairro, no edifício, na vizinhança. A turminha que você encontra pra brincar pra conversar, pra criar juntos um mundo de imaginação e fantasia, quando todos embarcam numa mesma aventura. Paralelamente tem a turminha da escola. Aquela que também há uma obrigação do encontro diário, mas pra te acompanhar no seu crescimento intelectual. E alguns ainda te acompanham por mais tempo.

Quem muda muito de escola ou de vizinhança leva tanto a vantagem de fazer novos companheiros, novas amizades, como a dificuldade de manter uma conexão de amizde mais sólida, mas que atualmente pode ser amenizada pelos encontros virtuais nas redes sociais. Da escola pula-se pra turma de faculdade. Outros tipos de descobertas, mais um ciclo, mais um rito de passagem. E a vida continua. Trabalho, eventualmente uma transferência e um novo começo.

E assim vamos montando nossa vida como surfistas que deslizam nas cristas e ao chegar perto da arrebentação volta pra descobrir, curtir e aproveitar ao máximo a onda que vem atrás. É comum também, enquanto surfistas da vida, cairmos da prancha ou fazer uma manobra mal feita e até tomarmos uma soca, caixote, vaca ou qualquer outro nome que se dê para o momento em que você e a onda se torna uma mesma massa corpórea.

O que fica, o que a gente leva pra vida toda são as boas lembranças das boas ondas que pegamos, como a experiência de outras que nos fazem escorregar e cair da prancha. Gosto de reunir, de fazer um ‘luau’ com quem surfou comigo, pegou a mesma onda que eu em determinadas épocas da minha vida. De certo que a vida nos afasta, que cada um vai deslizar na onda que bem lhe couber e que nem sempre será a mesma que a nossa, mas que é bom relembrar de vez em quando de algumas surfadas com companhia, isso é.

Sabemos que o momento é outro, que as ondas são outras e cada um toma seu rumo, que ‘tudo muda o tempo todo no mundo’, mas se são as lembranças boas de determinada época que ficam, por que não reunir pra uma sessão nostalgia e recriar o clima de ondas passadas? Afinal, não há nada mais presente do que o passado.

A maré das amizades continua o seu ciclo. O caminho das águas se faz sempre. Outros certamente vão nadar contigo e serão bem vindos. Cabe a nós, meros surfistas coadjuvantes, aproveitarmos o melhor desses ciclos e sempre que possível saber dos companheiros de marolas, e por que não, os encontrar de vez em quando. Afinal de contas, como diz a sabedoria popular, recordar é viver. De qualquer modo é bom sempre tomar cuidado com algumas ondas já que a onda que te leva na crista também pode te afogar. Ainda bem que eu sei nadar.