sexta-feira, 8 de março de 2013

CONVERSA COM MEU AVÔ


CONVERSA COM MEU AVÔ

Hoje eu estava em casa imaginando uma conversa com meu avô. Não convivi muito com meu avô materno. Quando ele morreu eu mal tinha acabado de completar apenas três anos de idade, mas pelo que se joga de vez em quando nas rodas de família, ele era uma pessoa antenada, altamente conectada tecnologicamente falando. Se vivo estivesse, teria hoje noventa e oito anos. Primeiro me espantaria com a presença dele, não iria reconhecê-lo apesar de algumas características físicas não me parecer estranho. Pra mim ele sempre foi parecido com meu tio Rodolfo. Que, dos homens, é o seu filho mais velho. Depois das devidas (re)apresentações e reconhecimento, creio que o papo poderia seguir dessa forma:

- Que tanto vocês ficam com essa maquina de escrever com essa tela de TV na frente?

- Isso é um computador. Hoje em dia eles invadiram as nossas casa e nossas vidas. Quem não tem uma máquina dessa fica atrasado no tempo.

- Os que eu conheci ocupavam uma sala enorme. Mas precisa ficar muito tempo diante dessa coisa?

- Depende da quantidade de coisas que você se programa pra fazer, mas geralmente quando você acaba o que você tem pra fazer inventa de fazer outra coisa e aí acaba ficando muito tempo diante disso. Isso aqui, vô, faz quase tudo que você possa imaginar. Na verdade faz tudo virtualmente falando.

- Virtualmente? Que palavra é essa?

- Virtual é tudo aquilo que não é real. Por exemplo. Uma conversa que eu tenha com alguém por aqui, por mais que seja em tempo real e com respostas reais, é virtual pelo fato de eu não estar frente e frente, pessoalmente falando com a pessoa.

- Então você fala com gente que nunca viu na vida?

- Eu não. Mas pode perfeitamente acontecer. Tem um programa que até dá pra você ver com quem está falando. É, vô, o computador tem vários programas. Um pra você escrever, um pra poder falar com os outros. São inúmeras possibilidades. Eu que me atenho a poucas delas. Nesse quisito seus bisnetos serão muito mais atentos e ágeis do que nós que usamos com mais constância, pelo menos por enquanto.

- Conhece a minha história com sua avó?

- Quem da família não conhece?

- Era numa geringonça desse tipo que também podia conversar sem se ver que eu fazia contato com ela. Mas o aparelho era bem maior que esse.

- Eu sei. Era o rádio amador. Você falava com Minas naquela época. Não sei se é igual ao Skype que eu falo com Londres, Estados Unidos ou qualquer outra parte do mundo.

- Você pode falar com o mundo através desse... como se chama mesmo... computador? 

- E ainda existem os menores que esse.

- Tem computador pequeno?

- Tem gente que nem computador usa direito. Resolve absolutamente tudo pelo celular. Só tem um em casa pra de vez em quando imprimir uma coisa ou outra.

- E o que é um celular?

- Era pra ser apenas um telefone móvel de bolso.

- E você fala de qualquer lugar que você estiver?

- Se tiver sinal, sim.

Sinceramente, acho que ele iria correr pra primeira loja de telefones e muito provavelmente iria comprar o IPhone de última geração.     

quinta-feira, 7 de março de 2013

“COM A FORÇA DO MEU CANTO”


“COM A FORÇA DO MEU CANTO”

No final da turnê do seu disco “Rock and Roll”, Erasmo Carlos gravou um CD/DVD em comemoração aos seus cinqüenta anos de carreira ou, como ele costuma falar e consta na capa do trabalho, de estrada. Projeto também executado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, assim como o parceiro Roberto fez com as mulheres pro seu jubileu, graças ao apoio do Canal Brasil entre outros,          que não os mesmos do Roberto, e foi lançado enquanto a turnê do outro disco de Erasmo, no caso “Sexo”, rodava as praças do Brasil.
Eu vi o “Sexo” do Erasmo no Circo Voador. Tinha adquirido os dois álbuns também . O show tinha como base grande parte do repertório e dos arranjos da turnê anterior, claro, com algumas modificações. Já faz alguma tempo. Pra quem tá lendo, em torno de um ano e no momento em que escrevo, sete meses mais ou menos. Mas pelo que eu me lembro, as músicas que no CD/DVD comemorativo ele cantou com seus convidados Marisa Monte e Roberto Carlos, não entraram no show que assisti. Com a Marisa ele canta “Mais um na multidão” e com o Roberto ele canta “Parei na contra mão”e “É preciso saber viver”.
Entre uma música e outra o Erasmo diz: Quinhentas composições depois, estamos nós aqui”; no que o Roberto rebate: “Que venham mais quinhentas.” Eu fico abismado com a facilidade dessa dupla de compor coisas tão lindas, trilhas sonoras que indubitavelmente fazem parte da vida de todo mundo. Não tem uma pessoa da minha convivência que não conheça uma música deles. Eles marcaram uma geração e estão até hoje, mais de cinqüenta anos, já ainda compondo e cantando. Tem tanto casamento musical que deu certo e presenteou o povo com clássicos da música. Não falo só de Roberto e Erasmo, mas também de Toquinho e Vinícius, ou de Tom e Vinícius Raul Seixas e Paulo Coelho, João Bosco e Aldir Blanc, Rita Lee e Roberto, Cazuza e Frejat, sem contar os trovadores solitários como Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso entre outros. Temos muito o que escutar e agradecer.
Mesmo que as duplas acima citadas eventualmente tenham outros parceiros, o dinamismo vai permanecer em dupla. O Robin pode sim viver e continuar a ser um herói sem o Batman. Pegando o próprio Erasmo como exemplo, tanto no “Rock and Roll” quanto no “Sexo” não há parceria dele com o Roberto, apesar de terem meia dúzia de músicas inéditas que devem ser lançadas no próximo disco de inéditas do Roberto. E creio também que, por mais que façam parcerias, cada um tem seu estilo. O Erasmo, assim como eu, é mais rock and roll. Mesmo assim já compôs e gravou samba, por exemplo.
Particularmente tenho mais discos do Erasmo que do Roberto. Consumo mais o trabalho do Erasmo. Quando digo consumo é no sentido de aquisição mesmo de ir na loja e comprar. Pra se ter uma idéia esse foi o primeiro DVD que eu fiz questão de comprar. O CD eu já ia comprar mesmo e escutei diariamente por três meses entre agosto e novembro. Não sou de comprar DVD pelo fato de que não assisto muito, independente do gênero, seja filmes, seriados, documentários ou shows, principalmente por ter TV a cabo e com um sistema de gravação também. Além disso, existe o you tube, onde eu posso ver e pesquisar vídeos antigos na internet. Do Roberto, que eu me lembre tenho um disco apenas, também de coletâneas.
Sei que posso ser cruxificado pelo que eu vou dizer aqui, mas baixo muita música pela internet e assim recupero álbuns que estão fora de catálogo. Vendo por esse prisma, devo ter mais do Roberto, já que quero ter a discografia completa dele, pelo menos até os anos oitenta, e, por enquanto, só a década de setenta está completa, além dos compactos lançados no início de carreira. Mas é do Erasmo que eu gosto mais.  

MENSAGEM ERRADA (2)


MENSAGEM ERRADA (2)

Dando prosseguimento ao  conto, que por pouco não foi do vigário, na última postagem comecei a descrever uma conversa maluca através de mensagens de celular que acarretou em uma situação no mínimo inusitada. Tudo começou com uma mensagem que dizia: “Eu pensei que aquele beijo tivesse algum significado. Boa noite.” E, naquele dia terminou com um assunto sobre rede, como vocês podem conferir na postagem anterior.

Tentando descobrir quem era, mas sem querer ligar e falar, ouvir a voz, afinal eu tinha que decifrar esse mistério, caso ligasse, pra quem eu estava ligando. No dia seguinte quem reiniciou a conversa fui eu: “Oi. Você tá bem?” “Estou, e você?” – responderam. Sinal de que realmente rolou uma química boa, mas com quem?

“Agora que deitei pra descansar um pouco,” – disse eu numa tarde de domingo, da minha cama. “Fiquei o dia todo te esperando.” – disseram. Pra me esquivar, perguntei: “Me esperando? A gente havia combinado alguma coisa?”. “Você não quis, estava frio, lembra?” Claro que eu lembrava. Tudo era tática, técnica utilizada pra ver se eu conseguia mais pista, mais detalhes sobre a pessoa com quem eu estava trocando essas mensagens, que eu continuava sem ter idéia de quem seria. Tanto que perguntei: “Praia?”

A partir daí a conversa teve um hiato. Não me responderam mais nesse dia. Será que desistiram, viram que não estava pra acontecer nada e por isso pararam de me mandar mensagem. Será que o tal beijo que disse algo e que encantou já havia dito tudo o que realmente era pra ser dito e ponto final? Não. Como botar um ponto final numa coisa que nem começou, ou que, se começou, eu não tinha a mínima idéia de quando e principalmente com quem? De quem era aquele número de telefone? Quem era aquela pessoa. No dia seguinte eu insisti mais um pouco. “Oi. Você tá bem? Nenhuma resposta. Então deixei estar. Se quiser que entre em contato novamente. Foi o que aconteceu no outro dia.

“Desculpe não ter respondido, mas tava sem crédito.” Essa pista não me levava a lugar nenhum, foi apenas uma informação a mais e inútil. Não tem telefone de conta, e sim pré-pago, como se isso fosse de suma importância. “Sem problemas. – respondi – Você tá bem?”. “Claro, meu amor.” Bipolar. Numa hora o tratamento é extremamente carinhoso, em outra mais frio. Só pode ser bipolar, mas não ia deixar por isso. Parti pro ataque novamente. “Quando nos vemos?” “Agora.” “E onde você ta agora?” – perguntei tentando embarcar. “No Jones. Venha pra cá.” “Onde?” – essa pergunta que eu fiz talvez tenha sido a mais sincera de todas. Não só onde ficava esse tal de Jones, como o que seria. Um bar, um restaurante... “No Jones.”

Não resisti e perguntei: “E onde fica o Jones?” Será que foi lá que rolou o tal beijo que tinha algum significado? Mas como rolou um beijo num lugar que eu nunca fui, pelo menos não que eu me lembre? Exatamente nesse momento tudo se esclareceu. Ao invés de retornarem como mensagem, esse mesmo número me faz uma ligação. Agora que eu ia tirar a prova de tudo, que o mistério ia ser desvendado, que eu ia descobrir com quem eu estava falando.

Atendi. “Por favor, a Márcia?” Márcia? Quem era Márcia? Um sujeito troca mensagens comigo, algumas insinuando uma paixão e pensou que eu era uma tal de Márcia. “Não é esse número.” – falei pra desapontamento dele também. Das duas uma: ou ele devia esta muito bêbado e anotou o número errado, ou ela vendo que ele era uma cafajeste deu o número dela errado, de propósito e calhou que foi o meu número. Mesmo assim o sujeito insistiu e depois de ter desligado o telefone me chega uma mensagem assim: “Manda uma foto tua.” Ah! Vai pro cacete. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Atenção: por motivo de viagem, as postagens referentes aos dias 11, 18 e 25 de março, serão publicadas nos dias 5, 6 e 7 de março. A do dia 1 de abril no dia 8 e a do dia 8 no dia 9 de abril. Depois,voltam a ser publicadas normalmente todas as segundas.

MENSAGEM ERRADA (1)


MENSAGEM ERRADA (1)

Vou voltar aqui a falar sobre celular, mas por um aspecto mais cômico. Fato que aconteceu comigo e só agora, depois que concluir esse texto, vou apagar essas mensagens que ainda mantenho em arquivo.

Quando eu morava lá em Londres, peguei a mania de europeu de ficar mandando mensagem via SMS e só fazer a ligação se realmente for necessária e/ou urgente. Mas, assim como a gente pode sem querer discar um número errado, com o chamado ‘torpedo’ pode acontecer o mesmo e também pode causar uma situação engraçada.

Num sábado a noite, do nada, recebi um torpedo assim: “Eu pensei que aquele beijo tivesse algum significado. Boa noite.” Fiquei pensando primeiro em quem possuía o número que eu não tinha registrado no meu aparelho. Tudo bem, depois que eu troquei de aparelho não foram todos os nomes que eu passei pra esse aparelho mais novo, apesar de tê-los anotados todos, alguns até mais de uma vez. Como eu não estava em casa, iria verificar quando chegasse se por acaso eu não tinha anotado. Segundo, o que atenuou muito essa primeira possibilidade, quem é que eu tinha beijado de um jeito que ficou tão gamado em mim e eu nem tinha pego o telefone. Como eu tinha acabado de chegar de viagem de uns quatro dias e o número não tinha o código de área do local que eu estava, não tinha a menor noção de quem seria.

Pra tentar descobrir e fazer um esforço pra tentar lembrar de quem poderia ser, respondi: “E porque não teria?”. A mensagem voltou: “Porque eu te quero.” Nossa. Eu devo ter feito um trabalho que nem galã de novela das oito faz com a mocinha. Pra uma pessoa dizer que me quer desse jeito, fiquei até meio sem graça. Como eu iria retornar a mensagem agora?

Me veio uma luz: “Quanto?”- perguntei. “Muito mesmo.” – responderam. Achei meio vago, evasivo e cafajeste essa resposta. Nessa hora parei com as elocrubrações e tentei partir pra ‘suposta’ (re)aproximação física: “Vamos marcar pra gente se ver?” “Com certeza”. “Quando você pode?” “Amanhã vou a praia. Tá a fim?” Praia? Se realmente passamos algum momento juntos não me conheceu o suficiente pra saber que eu não sou muito chegado a uma praia, não é um dos meu programas favoritos. Praia eu só vou ou quando vai um bando grande da minha família, ou quando estou em Saquarema, geralmente também com a família. Além disso estava um pouco frio.

Foi o que eu disse pra dar a desculpa: “Com esse frio?”. “Eu esquento você. - engraçado, eu às vezes falo isso também – Você tá aonde?” Já estava querendo saber muito, mas como eu ainda não sabia de quem se tratava, fui dando linha na conversa: “Numa festa. E você?” “Em casa, na rede.” Fiz uma pergunta meio de loira burra, mas sempre na tentativa de saber com quem eu estava falando: “Rede internet, ou rede que balança?” “Que balança.” – responderam. “Rede de dormir.”- concluí. “Sim, mas cabe nós dois.” “Assim que é bom.” – disse eu. Naquele dia a conversa se encerrou ali e eu com a pulga atrás da orelha ainda.

Eu não ia telefonar mesmo. Se a pessoa que diz que tá super a fim de mim não me telefonou, não falou comigo, não ouvi sua voz pra que eu tentasse identificar, descobrisse de vez quem era e acabar com essa brincadeira, mas não. Porque ao invés de ficar mandando mensagem não ligasse logo? Enfim, cada um com seu cada qual.

O papo continuou no dia seguinte, mas como o espaço aqui tá no fim, vou deixar pra continuar na próxima postagem. Deixo aqui o famoso gancho que existe nos folhetins e novelas. Aguardem a próxima mensagem, ou melhor, aguardem a próxima postagem. Isso se não tiver boi na linha, se o sinal não cair ou se a operadora telefônica não for multada pela ANATEL. 

EU NUNCA MAIS VOU TE ESQUECER


“EU NUNCA MAIS VOU TE ESQUECER”

Adoro música. Sempre gostei. Desde pequeno. Acho que a minha geração foi a última que teve o privilégio de acompanhar especiais televisivos voltados ao público infantil. Quando a televisão era única, não existia a concorrência da TV a cabo ou a internet e muito menos os jogos eletrônicos eram facilmente disseminados, a televisão produzia especiais como Pirlimpimpim, Verde que te quero verde, Arca de Noé, Plunct Plact Zum, Casa de Brinquedos, cujos artistas que se apresentavam nesses especiais eram grandes nomes da MPB na época. Nomes como Ney Matogrosso, Clara Nunes, Elis Regina, Moraes Moreira, Simone, entre outros. Cresci ouvindo esses artistas e muitos outros cujos discos rolavam na vitrola dos meus pais. Caetano Veloso, Chico Buarque, João Nogueira, Emílio Santiago, Maria Bethânia entre inúmeros outros artistas, inclusive internacionais.

Além disso, meu avô paterno adorava cantar músicas do tempo dele. A saber: Francisco Alves, Aracy de Almeida, Silvio Caldas, Orlando Silva entre outros. E minha família por parte de mãe, sempre que se junta e tem um violão sobrando destrincha um repertório bem eclético de músicas que variam do tempo do meu avô até os dias de hoje. Claro que tenho minhas preferências e existem estilos que eu não consumo mesmo, mas também não julgo, não condeno, acho que tem espaço pra tudo, seja bom ou não, que eu goste ou não.

Há alguns anos elegi uma rádio pra ser a fixa do meu dial. Desde quando surgiu a MPB FM na faixa 90,3 não mudo mais de estação. Acho que a gente passa por fases da vida como pelas estações de rádio. Já fui ouvinte assíduo da 98, Transamérica, JB FM, Rádio Cidade e Alvorada FM. Algumas não existem mais. De um tempo pra cá é a vez da MPB, e olha que pelo visto, vai custar um pouco pra que eu mude de estação. Acho um privilégio ter uma rádio que valoriza a música brasileira e faz dela a sua bandeira. Não que a música estrangeira não tenha seu valor. Também gosto de rock, música francesa, italiana e minha escolha dos canais de música da SKY é o ‘standards’ com grandes músicas e vozes do jazz e do blues.

Como ouvinte assíduo, também participo de promoções feitas pela rádio. E, às vezes, sou contemplado. Assisti a algumas peças de teatro, como uma que contava a vida de Vicente Celestino e a alguns shows também. Um desses, que me surpreendeu foi o do Moacyr Franco. O repertório dele remete muito a década de sessenta, mas nada que uma boa pesquisa na internet não nos ajude a descobrir as gravações dele da época. Até tenho algumas aqui no meu acervo pessoal de mp3, e as que eu mais ouço ele cantou na apresentação que fez no teatro Rival.

O Moacyr era um multimeios daquela época. Jogava, e ainda faz isso com maestria, em todas as posições. Compõe, canta, escreve, atua e é humorista e os filhos seguiram alguma dessas facetas. O Guto, talvez seja o mais velho deles, até uns anos atrás era diretor do programa do Renato Aragão e o João Vitor, que adotou o nome artístico de Johnny Franco, com apenas dezoito anos apresentou sua banda cantando um repertório de rock and roll, mostrando, além de músicas cantada por Elvis Presley , uma composição própria também em inglês e que lembra Beatles em início de carreira.

Eu devia ser um dos mais novos naquela platéia. Da minha faixa etária deviam ter uma meia dúzia. Provavelmente noventa e cinco por cento do público tinham mais de sessenta anos. E ele levou o show como uma grande festa, um grande encontro que relembrava seu auge como líder das paradas de sucesso. Seu lado humorista não ficou de fora, contava histórias engraçadas, piadas, conversava com os senhores, tirava as senhorinhas pra dançar, um simpatia total. Totalmente surpreendente que até me fez viver, reviver, lembrar ou relembrar de uma época que eu sequer não existia.