segunda-feira, 27 de maio de 2013

E SE FOSSE NA COPA?(2)


E SE FOSSE NA COPA?(2)


Um povo que é habituado a ser direto, objetivo, certinho, metódico aceitaria o jeitinho nosso? Sim pelo fato deles não terem alternativa a não ser abaixar a cabeça. Cinco horas depois do horário marcado vôo levanta do galeão e cerca de uma hora depois pousam em Curitiba.

Preocupados já em assistir ao jogo da seleção de futebol do país natal, esses noruegueses serão obrigados a passar a noite em Curitiba, dormindo num hotelzinho no próprio aeroporto que mais parece um conjunto de apartamentos japoneses, onde o banheiro é coletivo, apesar de separado por gênero, e os quartos só comportam uma bicama e um espaço mínimo, do tamanho de uma mesa de mais ou menos três palmos de largura. Imagina o espaço de manobra que agente tem num banheiro de avião, só que do comprimento de uma cama. Pelo menos com isso a companhia aérea vai arcar, além de dois vouchers por pessoa pro lanche, devido a hora em que chegam em Curitiba, no início da madrugada e pro café da manhã antes de embarcarem e dar continuidade a saga, ao programa de índio em que foram se meter. Voar hoje é mesmo um programa de índio. Estresse e desgaste certamente já contam no momento em que a passagem aérea chega as mãos de quem vai viajar.

Imagino que os noruegueses sejam safos e espertos no que diz respeito a bagagem de mão e levem consigo pelo menos ma muda de roupa pra, se quiserem, tomar um banho e trocar pra continuar a viagem no dia seguinte. Graças a hospitalidade e a boa vontade do brasileiro, provavelmente as duas ou três pessoas que também vivem o mesmo drama desse grupo de noruegueses que só queriam assistir a uma partida de futebol e que conseguem, mesmo com o inglês gestual, se comunicar com eles e até arriscam a aprender algumas palavras naquela língua diferente. Os nórdicos sabem pelo menos as quatro palavrinhas mágicas em português: por favor, com licença, me desculpa e obrigado.

O primeiro vôo que sai com destino a Londrina e com a finalidade de completar essa odisséia decola as nove da manhã. De modo que agora com uma novidade que até então ninguém tinha dito, no caso, um pouso rápido em Maringá. Depois disso, finalmente o avião desce em Cuiabá. Mais uma barreira tem que ser quebrada. Agora o que causa estranhamento e até mal estar é o clima. Se no dia anterior o tempo fez com que o aeroporto doméstico fosse fechado no Rio, em Cuiabá o calor que habitualmente faz nõ é digno de um nórdico europeu. A essa altura o hotel reservado já não constava com o nome dos hóspedes no sistema e até resolver mais essa pinimba é chegada a hora do jogo. Pra completar o dia, além de chegarem no estádio após o início da partida, a seleção da Noruega é derrotada em três a zero pela seleção rival.

Não precisa ir muito longe. Com algumas adaptações essa história foi vivenciada por mim em meados de novembro do ano passado. Na verdade o vôo não foi pra Cuiabá, e sim pra Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Do mesmo jeito que um avião levou quase dois dias pra sair da pista do aeroporto de Viracopos, em Campinas, também desencadeando um efeito dominó onde houve atrasos e cancelamentos, dessa vez não foi tão diferente.  Por mais que digam que vão dar um jeito, nunca é satisfatório o que eles tentam fazer. Eventos do porte internacional como uma Copa do Mundo tem que ter uma infraestrutura digna de país de primeiro mundo, com acessibilidade, clareza de informação pra todos, segurança, transporte coletivo eficiente, rede hoteleira de qualidade dentre vários outros fatores.                    

           Logo logo começa a tal da Copa das Confederações e a gente continua sem estrutura pra carregar massas de torcedores país a dentro. Vejamos como será o primeiro fiasco já que falta pouco mais de um ano pro pontapé inicial do verdadeiro caos. 

domingo, 19 de maio de 2013

E SE FOSSE NA COPA?(1)


E SE FOSSE NA COPA?(1)

Vamos supor que a Noruega seja uma das sessenta e quatro seleções classificadas pra disputar a copa do mundo do ano que vem aqui no Brasil. A Noruega é só um exemplo. Pensei logo num país cuja língua não lembra nem de longe a nossa. E vamos supor também que o grupo que a seleção norueguesa caiu tem como sede a cidade de Cuiabá, no estado do Mato Grosso.

Como sempre, grupos de torcedores compram pacotes turísticos pra que esses possam assistir ao vivo aos jogos de seus respectivos países. Com os noruegueses não deve ser diferente. A atração turística de Cuiabá é a Chapada dos Guimarães, uns cinqüenta quilômetros da capital, mas de certo que esse tal pacote turístico, comprado a preços exorbitantes, inclui uma rápida passagem pela cidade do Rio de Janeiro, coisa de três dias antes de ver o primeiro jogo da seleção norueguesa numa quarta as cinco da tarde, por exemplo. Os noruegueses chegam no sábado pela manhã, passam o domingo e a segunda visitando o Rio e na terça vão embarcar pra Cuiabá. Como a copa sempre cai por volta de junho, julho, a estação predominante é o inverno, o que não vai significar nada pra quem vem da Noruega e o calor que eles vão sentir  ficará estampado na pele que de branca já vai estar rosada.

Ainda na base das suposições, todas essas fundamentadas no que vemos ocorrer constantemente, o dia em que eles embarcariam  pra pegar o voo no Santos Dumont é um dia chuvoso e cinzento em que o aeroporto é obrigado a fechar. Como noruegueses, não têm o hábito de viajar em excursão, ou melhor, com guia de turismo, mas se assemelha ao mochilão. Em grupo sim, mas sem ninguém caracterizado como líder do grupo, mais sábio e experiente. O voo, comprado antecipadamente via internet, com o menor preço e maior número de paradas é Rio – Curitiba – Londrina – Cuiabá e de uma companhia aérea que pretende ser de baixo custo. Previsto pra decolar do Santos Dumont as seis e vinte, e com os noruegueses no aeroporto desde as quatro da tarde, eles ficam receosos com o caos em que o aeroporto vai se tornando, mais gente entrando e nada acontecendo, um pessoal se revoltando, botando o dedo na cara dos pobres dos agentes de aeroporto e eles sem nada entender ficando acuados no meio daquele campo de batalha. Pra sorte deles uma boa alma explica o que está acontecendo e eles não entendem o porque de não os mandarem logo para o aeroporto auxiliar, no caso o Galeão, que fazerem esperar pra nada. Porque a companhia aérea, assim que eles se identificaram no check-in escutando aquele inglês macarrônico que quase não entenderam nada, já não providenciou isso pros passageiros? Que coisa mais estranha que acontece nesse país não menos estranho.

Já no Galeão, eles se deparam com uma fila enorme que vai desde a entrada do corredor de ligação entre os dois terminais até o até a entrada do embarque nacional do terminal um. Lá dentro, como todos os vôos partindo do Santos Dumont foram concentrados num só lugar, a calamidade estava bastante visível, ou seja, os noruegueses saíram do purgatório para o inferno, tornando uma simples viagem de lazer e diversão em uma das experiências mais traumáticas das vidas deles. Ninguém sabia de nada, informava nada e quando informava era na base do grito, mas eles não sabiam o que estava se falando ali. Ninguém da companhia aérea dava a atenção necessária praquele grupo de turistas e mais uma vez, uma alma bondosa explicou o que estava acontecendo. Os funcionários das companhias aéreas estão completamente despreparados pra esse tipo de situação. Provavelmente pra outros tipos também. Como explicar pra um grupo de turistas o que está acontecendo? E o pior, como esse grupo de turistas vai entender e aceitar uma situação caótica de aeroportos?   

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O REI, ROBERTO


O REI, ROBERTO

Outro dia mesmo falei sobre Erasmo e Roberto Carlos e as músicas que eles ao longo da vida compuseram juntos e quase todas conhecidas. Numa tarde primaveril de domingo fui encontrar dois amigos no parque do Flamengo. A princípio marcamos no largo do Machado, mas quando cheguei lá eles já estavam em outro lugar. Num quiosque, num ponto eqüidistante entre o castelinho do Flamengo e o palácio do Catete, nos encontramos pra bater um papo.

Um dos assuntos jogados na mesa foi o próprio Roberto, já que o som que rolava era só do rei principalmente nos primeiros anos de carreira. E uma das coisas ditas e certas que se falou é que não existe no Brasil nenhuma pessoa primeiro que não conheça pelo menos uma música de Roberto, segundo que ao menos uma do vasto e extenso repertório dele já fez parte de algum momento da vida de qualquer um e terceiro que ele é um dos poucos a botar melodia, letra e música, em várias coisas que gostaríamos de dizer durante um relacionamento. É um gênio, sem dúvida.

Não é qualquer um que tem esse dom. Eu bem que gostaria de ter, mas já desisti. Acho que em termos de música já temos muitos e bons letristas, arranjadores, compositores, seara essa que eu não me encaixo. A única música que compus na vida foi um sambinha pro bloco carnavalesco “Pra lá de Bagdá”, que é da minha família mesmo, e além do mais ganhei a dispute de samba por WO. Só o meu foi apresentado e bem aceito pela diretoria do bloco, ou seja, minha prima.

Voltando ao quiosque, quando cheguei lá estranhei aquela música alta e o repertório que rolava, quando um dos meus amigos me disse que poderia estar muito pior. Concordei. Antes um Robertão do que, sei lá, um funk pornográfico. Mas não se tocava outra coisa que não Robertão, não davam chance nem mesmo pro Erasmo. Parecia que estavam escolhendo o repertório pro especial de fim de ano de tanto que ele tocava na “vitrola” do quiosque e variando das mais conhecidas as mais esquecidas.

Acho que aqui no Brasil o Roberto exerce o mesmo poder, dada as devidas gerações, que Elvis, Beatles, Madona e Michael Jackson. E realmente o carisma quele conquistou ao longo da carreira é inegável. Uma prima do meu pai ao fazer oitenta anos declarou que só não estava mais feliz com a festa dela por conta da ausência do Roberto Carlos. Só não sei até que ponto isso foi uma brincadeira, ou pela idade, um lapso de senilidade. Mesmo uma pessoa anterior a dita “Jovem Guarda" tem um carinho especial por ele.

Existe aquela picuinha que alguns falam de que o título de Rei foi dado por ele não levantar nenhuma bandeira principalmente durante a ditadura militar, que o Chico, o Caetano compunham  melhor que ele, com mais ênfase, mais paixão. Acho que cada um tem o perfil diferente e o Roberto é mesmo o mais romântico dentre tantos. Não que o Chico ou Caetano não sejam românticos. Todos tem pérolas do cancioneiro popular brasileiro, mas o jeito com que eles abordam são completamente diferentes.

Mesmo sendo isso tudo, Roberto é pouco perto dos artistas internacionais no que diz respeito a marketing. Que eu tô querendo dizer com isso? Por exemplo, se você vai a Londres, na Baker Street, rua onde vivia o detetive mais famoso do país, Sherlock Holmes, que por sinal tem até um museu sobre ele, bem ao lado desse museu existem duas lojas. Uma que só trata do Beatles e outra que só trata do Elvis. Do outro lado da rua existe a de rock em geral, que aborda todas as bandas de rock de todos os tempos. A gente aqui no Brasil não tem uma marca Roberto Carlos. A excessão de produtos audiovisuais não existe uma loja onde se possa comprar uma camisa, um boton, uma caneca, um quebra cabeça ou uma roupa que seja cópia de um figurino que ele já usou. Será que ele não quis, que isso vai contra os princípios dele?

segunda-feira, 6 de maio de 2013

“A MORTE, O DESTINO, TUDO”


“A MORTE, O DESTINO, TUDO”

A única certeza que a gente tem da vida é a morte. No entanto a gente cisma em não pensar nela e faz de tudo pra retardá-la o máximo de tempo possível, como se a gente tivesse o controle disso. Sim, é chato, é ruim, é doloroso perder um ente querido, um amigo, mas o que a gente pode fazer quando a fatídica hora chega. Lembrar dos momentos bons que se passa junto.

Claro que eu acho que a gente demora mais tempo pra se conformar com a fatalidade quando as ordens ditas naturais são invertidas, como um pai perder um filho ou um irmão mais velho enterrar o mais novo, principalmente dependendo dos fatores que podem ter levado ao óbito; uma bala perdida, um acidente de carro principalmente quando não provocado pelo condutor, ou mesmo um infarto fulminante, mesmo sabendo que isso é causado por uma série de fatores onde algum deles podem ser evitados ou ao menos amenizados.

O fato é que a gente nunca está preparado pra perder alguém do nosso ciclo de amizades, que naturalmente aumenta com o passar dos anos. E mesmo sabendo que um enfermo pode não passar dessa noite, a gente está habituado a depositar todas as forças na esperança. Dizem que ela é a última que morre. Nesse caso morre junto. Eu já freqüentei vários velórios e enterros. Confesso que não é um programa que eu gosto, mas na vida nem tudo são flores.

O primeiro e talvez o mais marcante foi o da minha avó, mãe da minha mãe, quando eu tinha 11 anos. Criança, eu não tinha a maturidade pra entender, aceitar, me conformar  e passei bastante tempo chorando muito. Depois o tempo sabiamente cicatrizou as feridas da alma. Aliás, o tempo sempre será o melhor remédio, principalmente em se tratando desses casos.

Um caso curioso foi que eu também já fui convidado pra ir a um velório. Não era de parente, nem de amigo íntimo. Na verdade foi de uma conhecida, amiga de um amigo meu com quem falei algumas vezes ao telefone e tive um contato pessoal apenas uma vez onde passamos algumas horas juntos. Quando nos falamos ao telefone pra saber se ele já sabia da notícia, disse que foi avisado cedo e me chamou pra ir com ele ao velório. Não tinha muita intimidade com a família; fui mais pra dar força pra esse amigo.

Engraçado que a gente só pensa na morte nessas ocasiões. É muito raro você escutar, por exemplo, na mesa de bar ao lado da sua uma rodinha de amigos falando no que vão querer que seja feito quando morrerem. Acho que a única excessão se dá com Noel Rosa quando ele fez aquela música “Fita Amarela” onde ele diz que quando morrer não que nem choro nem vela. Mas esse papo sempre surge em velórios. Enterrado, cremado, doado, cada um pensa de uma forma. Agora, eles mesmos nunca vão saber. Depois de morto, os maiores interessados não estarão presentes – pelo menos não estarão animados, vivos – pra ver o que realmente vai acontecer. Se as vezes o que a gente planeja em vida não dá certo, em morte também pode não dar, apesar de na maioria das vezes a família tentar respeitar ao máximo a vontade do defunto.

Eu choro. Não adianta. Sempre rola uma lágrima dependendo do meu contato particular e pessoal com o féretro. Há situações em que eu me debulho mesmo, sem vergonha nenhuma de expressar o que to sentindo, e respeito os sete dias de luto, onde fico mais introspectivo, mais devagar no meu ritmo. E só. Depois, é vida que segue.

Lembrei de outra música, essa da Dolores Duran chamada “A banca do distinto”, cuja mensagem é pra não ser tão arrogante, prepotente na vida, com os outros, por que “todo mundo é igual quando o tombo termina, com terra por cima e na horizontal.” Deixa eu jogar uma pá de cal nesse texto agora. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

VISTO NEGADO


VISTO NEGADO

Meu primeiro passaporte foi tirado quando eu tinha catorze anos. Na ocasião, eu, minha mãe e meu irmão fomos pra Disney pra comemorar os meus quinze anos. Como todo bom turista não só a confecção do passaporte, mas o pedido de visto também fazia parte do pacote, aliás, pacote foi o que a gente fez, uma excursão com tudo o que tem direito, passagem aérea, ingresso pros parques, hotel, traslado do hotel pros parques e aeroporto e guia de turismo acompanhando tudo. Foram apenas dez dias. Os primeiros dez dias que eu passei em outro país diferente.

Completamente diferente do requerido hoje em dia o passaporte parecia um caderninho de anotações, maior que o atual e ainda verde com o brasão dourado da república e com as informações pessoais anotadas a mão, esse meu primeiro tinha a validade de seis anos, dois a mais que o visto, valido apenas por quatro anos. Tanto que a renovação do visto ainda se deu com esse mesmo passaporte que já tinha o primeiro carimbo de noventa e dois, o segundo de noventa e cinco e o terceiro que se deu após a renovação do visto em noventa e sete.

A partir de noventa e oito tive que passara viajar com dois passaportes. Esse por contado visto que ficou válido entre 1997 e 2002 e o passaporte novo, válido entre fevereiro de 1999 e 2004. Nesse segundo passaporte constam os carimbos de entrada de 1999 e 2002. Com esses dois já computam cinco entradas lá. Ah é! O visto renovado em 2002 também está nesse segundo passaporte. Esse visto ficou válido até maio de 2012. Ainda fiz mais dois passaportes. O terceiro, válido entre 2004 e 2009, é o que contém o visto pra Londres, mas meses antes de ir pra lá, voltei aos Estados Unidos em 2008. Quando voltei de Nova York que comecei a consolidar a idéia de passar uma temporada fora do país e acabei escolhendo Londres para isso. Ou seja, constam os carimbos de Londres e de Nova York.

Em 2009, pouco antes de sair de Londres, fiz mais um passaporte novo, como iria rodar a Europa e é recomendável que o passaporte tenha um prazo pra caducar de seis meses pra cima – o meu iria expirar em cinco – fiz antes do ainda válido expirar. Imaginei que fossem carimbar esse meu passaporte em todos os países pelos quais eu iria passar, pelos oito que eu visitei, mas não, só a entrada no continente por Milão, a saída do continente por Barcelona e o carimbo da Irlanda me dando a permanência de estadia pelos três dias que fiquei lá. A validade desse vai até ano que vem, até a Copa do Mundo e além desses ainda tem, por enquanto, o carimbo de quando fui visitar minha prima em Charlotesville, na Virgínia, em 2010.

Como já disse, ano passado o meu visto venceu no dia primeiro de maio. No final de outubro dei entrada no formulário do consulado para o pedido de renovação do meu visto. Hoje são dois dias que leva pra se fazer o visto. No primeiro dia é marcado uma visita no Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto (CASV) onde se faz a foto e a biometria – tomada das impressões digitais. Eu fiz isso também quando fui pra Londres. No segundo, munido do seu passaporte, você é entrevistado pelo agente consular onde esse te enche de perguntas. Nas minhas duas outras renovações de visto eu nem  passei por essa etapa, ou seja, não fiz essa tal entrevista. Dessa vez não. Fui eu pra fila do interrogatório. Resultado: visto negado . Eu não convenci o agente consular de que eu voltaria depois de passar mais uns dias com a minha prima. Pra eles, segundo a carta que eles me deram, TODOS os solicitantes de visto são imigrantes em potencial. Outra coisa que contribuiu muito para essa negativa foi o fato de eu não ter nada que me prenda aqui como um imóvel, um bem no meu nome, matrícula em faculdade,emprego fixo, filhos e tal. Mesmo com meu histórico de vinte anos com visto e sete visitas aos Estados Unidos eles acham que ainda assim se eu for, não volto mais.