segunda-feira, 24 de junho de 2013

CAIXA DE ENTRADA

CAIXA DE ENTRADA

Não costumo fazer isso, é uma coisa rara, mas às vezes tenho que ceder esse meu espaço a criatividade alheia. Recebi esse mail, o qual reproduzo parte aqui, no fim do ano passado e de lá pra cá nada mudou. A internet continua sendo essa faca de dois gumes que resulta em coisas que até podem ter acontecido com um ou outro , mas querem fazer disso uma via de regra. Quantos absurdos a gente já leu. Não subjulgando a capacidade humana, tanto para o bem quanto para o mal, que é esse caso, mas realmente se parar pra pensar e seguir a risca tudo que falam ninguém vive.

        
 “Quero agradecer a todos pelos e-mails educacionais  que tenho recebido. foram  muito   eficazes , principalmente os que modificaram a minha dieta que, graças a eles,  hoje, é a base de farinha de maracujá, linhaça, chá de alpiste, chá de folha de bambu,  limão, vitamina E, mamão papaya, graviola (anona), jabuticaba, aspargo, alho, azeite, pimenta, abacate, alecrim, light, diet, sem gordura trans, sem sódio, conservantes, estabilizantes, corante e coincidentemente sem graça e sem gosto!
            Eu não abro mais a porta do banheiro sem usar uma toalha de papel nas mãos; não bebo mais refrigerante com rodelas de limão ou laranja sem me preocupar com as milhares de bactérias na casca; eu não consigo mais usar o controle remoto em quartos de hotel porque não sei o que a última pessoa estava fazendo enquanto navegava nos canais adultos; eu tenho dificuldade em apertar a mão de alguém que estava dirigindo porque o passatempo predileto de alguém dirigindo é escarafunchar o nariz; eu não consigo pegar numa bolsa de mulher com medo que ela a tenha colocado no chão de um banheiro público; eu tenho que mandar um agradecimento especial para quem me mandou uma mensagem falando do cocô de rato na cola de envelopes porque agora eu uso uma esponja úmida para cada envelope que precisa ser selado.. Pela mesma razão, escovo vigorosamente cada latinha antes de abri-la; eu não tenho mais economias porque dei para uma menina doente (Penny Brown) que está para morrer pela 1.387.258 vez; eu não tenho mais dinheiro, mas isto vai mudar quando eu receber os 15.000 dólares que o Bill Gates/Microsoft e AOL vão me mandar por participar no programa especial de e-mail; eu não me preocupo mais com minha alma porque eu tenho 363.214 anjos olhando por mim, e a novena de Santa Theresa atendeu a todos os meus desejos; eu não posso mais beber um drink num bar porque posso acordar numa banheira cheia de gelo sem meus rins; eu não posso mais usar desodorantes, cancerígenos, mesmo fedendo como um búfalo num dia quente; eu não abasteço mais o carro sem ter alguém vigiando o carro para que um serial killer não entre no banco de trás enquanto eu estou abastecendo; eu não bebo mais Pepsi ou Fanta porque as pessoas que produzem esses produtos são ateístas e se recusaram a colocar nas latinhas "Feito por Deus"; eu não vou mais ao cinema porque me disseram que eu posso ser picado por um alfinete infectado com AIDS, quando eu sentar; eu não vou mais a shopping centers porque alguém pode me drogar com uma amostra de perfume e me roubar; eu não recebo mais pacotes da UPS ou FedEx porque na realidade os entregadores são agentes disfarçados da Al Qaeda; eu não atendo mais telefones porque alguém vai me pedir que disque um número pelo qual eu vou receber uma conta com chamadas para a Jamaica, Uganda, Singapura e Uzbekistan; eu não dirijo mais meu carro porque comprando gasolina de algumas empresas, estou apoiando a Al Qaeda e se comprar das outras companhias, estou apoiando os ditadores sul-americanos; eu não mexo mais no meu jardim porque tenho medo de ser picado pela aranha madeira e minha mão vai cair; e estou guardando a escova de dentes no meu quarto, por causa das bactérias do banheiro. E a última é que o filtro solar engorda; não sei como vou me salvar neste próximo verão mas já estou me orientando para sobreviver!”  
E infelizmente tem gente que ainda acredita nisso tudo. 

terça-feira, 18 de junho de 2013

TÔ PAGANDO

TÔ PAGANDO

A coisa está muito esquisita. Tem uma onda aí que eu particularmente não gosto muito e o pior, posso ser processado se falar contra. Hoje em dia aquela frase que a gente ouve nos filmes americanos quando um policial prende um bandido e lê os direitos do detido vale aqui também. Aliás, acho que está tendo mais valor aqui do que lá, porque lá é só quando se é preso que isso existe. Aqui não. Tudo o que você falar poderá e deverá ser usado contra você.

As pessoas estão cada vez menos tolerantes, impacientes, mal humoradas e principalmente mal educadas. Tudo bem, a gente sempre teve uma defasagem no que diz respeito a educação, nossas escolas não são bem equipadas, nossos professores não são bem remunerados, mas isso também não significa que as pessoas sejam má educadas. Pode não parecer, mas educação que eu falo é aquela que vem de berço, de casa. Atualmente os pais acham que a escola é um depósito de crianças e que tudo que elas aprendem, ou deixam de aprender, é culpa da escola. A gente sabe que com a vida atribulada nem sempre damos conta de tudo em vinte e quatro horas, mas no momento em que se decidiu ter um filho – o que eu acho loucura com o mundo do jeito que está, tenham os pais estrutura ou não – há um compromisso, uma obrigação dos pais de cuidar do rebento até que ele tenha maturidade, condições e estrutura pra se virar sozinho no mundo. A escola talvez seja o meio mais importante pra aprendizagem e socialização do indivíduo. É lá que se sente as primeiras dores e delícias de como ser um indivíduo que vive num meio social.

O Brasil está se firmando como uma potência econômica. Passamos a Inglaterra no ranking mundial, mesmo assim a desigualdade aqui ainda é grande e a infra estrutura ainda deixa a desejar. Particularmente isso pra mim não quer dizer nada. Eu morei na Inglaterra e acho que em muitos aspectos lá é melhor que aqui. Estamos com essa bola toda, mas só pra inglês ver mesmo. Uma coisa é inegável. O brasileiro está com um maior poder aquisitivo, ou seja, podemos comprar mais. Só que, pelo fato da má educação, as pessoas ainda crêem que o dinheiro traz junto com ele o poder. Pode até trazer financeiramente falando, mas educação não é um artigo que se compra em qualquer gôndola das Lojas Americanas, ou um eletrodoméstico que se paga no carnê das Casas Bahia.

E por mais preconceituoso que possa parecer, por mais que a pessoa tenha dinheiro, ela pode ser extremamente pobre no quesito educação. Claro que isso não é uma regra, mas quanto mais rico, mais prepotente, mais arrogante as pessoas má educadas ficam. É como aquele bordão do programa de humor “Tô pagando”. Não é só por ter dinheiro, por “estar pagando” que a pessoa tem o direito de ser má educada. Um exemplo disso foi o que o meu amigo Jeferson escreveu uma vez no blog dele, o “Notícias Herméticas”.

Uma vez ele foi na escola da filha dele, assistir a uma daquelas apresentações que as crianças fazem pra mostrar aos pais. No caso dele, a Mariana foi dançar com as coleguinhas de classe. De acordo com o relato dele, tinha uma das mães extremamente má educada a ponto de constranger não só aos outros pais, mas provavelmente também a filha dela simplesmente pelo fato de ter um IPad de última geração e utilizar tal aparelho em função de câmera de vídeo e máquina fotográfica atrapalhando a visão de todos os outros pais que estavam ali pelo mesmo motivo e queriam fazer o memso que ela. Ou seja, a pessoa pode ter o que for de valor, manusear um IPad de útima geração, comprar e dirigir uma Ferrari, mas se não tiver um mínimo de educação, de respeito ou pelo menos de bom senso, vai continuar a ser pobre pro resto da vida. E antes que me processem, isso não é preconceito e, como tudo nesse país, tem jeito, basta querer

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A CÉSAR O QUE É DELE MESMO

A CÉSAR O QUE É DELE MESMO

Ultimamente tenho sido mais seleto nas decisões que tomo no que diz respeito ao meu divertimento. Na verdade, o tipo de diversão atualmente pesam menos que as companhias que vão comigo ou que vou encontrar nos lugares que freqüento. Não importa onde vou, me importa quem vai comigo ou quem vou encontrar lá.

Há exceções como toda regra. Claro que busco companhia pra um programa que posso fazer sozinho, como ir a um teatro ou cinema, ou mesmo ir pra festa que adotei como sendo a minha. Nesses casos eu posso ir sozinho sem grilo nenhum, mas gosto de pessoas, de ter amigos em volta, de poder trocar, de conhecer pessoas novas sempre apresentadas por quem eu conheço ou mostrar novidades a velhos amigos.

Recentemente, no fim do mês de novembro, recebi em casa o César. Lembro perfeitamente o dia e o local exato em que o conheci. Ele foi a primeira pessoa com quem eu tive contato em Londres. Obviamente estou desconsiderando o Alê e a Carol que me receberam por um período. Cheguei em Londres no dia vinte e seis de novembro de 2008, uma quarta feira. No dia vinte e sete passei o dia todo em casa, só saindo a noite com o Alé pra comprar umas coisinhas urgentes que eu precisava, como um adaptador de tomada e um telefone celular. Apenas na sexta que realmente botei a cara pra fora de casa pra enfrentar a cidade. Aproveitei pra ir na escola e ver quanto tempo eu levava, quais linhas de metrô eu teria que pegar e lá fazer o teste de nivelamento de turma que, numa graduação de um a nove eu caí no nível seis e há poucos dias da prova de fim de trimestre pro nível sete, que eu não passei por não saber controlar o tempo. Meu professor me disse que se eu tivesse feito a redação certamente eu passaria de nível.

Cheguei lá bem perdido, e, por um acaso ou destino, o Cesinha estava lá esperando pela declaração de conclusão de curso dele. Era o último dia de aula dele e o meu primeiro seria na segunda-feira. A partir de então começamos a nos falar e nos encontrar com alguma freqüência até ele ir morar - por motivos de força maior, alheios a vontade dele de sair de Bermondsay -  onde eu estava morando, que a essa altura já não era mais com a Carol e o Alê em Islington, mas já com o Airton em Willesden Green. Depois de Bermondsay, ele ainda teve uma passagem não muito agradável por Elephant and Castle até baixar lá em casa.

Outra coisa interessante é que por mais que ele tenha ficado pouco tempo dividindo a casa com a gente, uma hora, algum dia, as pessoas saem de lá por vários motivos. Quando chegou a vez dele, uma outra pessoa, o Caio, chegou para ocupar a vaga que ele tinha deixado lá na casa. Anos depois, já aqui no Brasil de volta os dois, eles trabalharam na mesma equipe na IBM. De acordo com o Cesinha, quando ele foi adicionar o Caio no facebook viu que tinha um amigo em comum, no caso eu, e começou a perguntar sobre a nossa amizade. Isso é sinal de que o mundo é bem pequeno.


Foi a primeira vez dele aqui no Rio. Chegou numa quarta a noite. Como tinha outros amigos dele que iam embora na sexta, na quinta ficamos todos juntos. Praia, pizza, samba na Sapucaí e fechando a nouite na Lapa. Sexta ele quis subir o corcovado, pôr do sol no arpoador e caminhada no calçadão de Copacabana e no sábado fomos pro cento do Rio ver a exposição do Museu D´Orsy sobre os impressionistas que ficou em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil entre outubro e janeiro. No domingo ele foi embora mais sedo que o previsto. Ia uma e meia da tarde, mas conseguiu antecipar pras oito e quinze da manhã. Diz ele que aproveitou bastante. Pra apenas três dias, foi o que deu pra fazer e sempre respeitando a vontade dele. Durante esses quatro dias ele imperou sobre a minha vida e rotina. Ave César. 

domingo, 2 de junho de 2013

NOITE DE ASTRO. DIA DE REI

NOITE DE ASTRO. DIA DE REI

Grandes astros e estrelas interrnacionais quando vem divulgar um trabalho ou se apresentar na cidade do Rio ficam em dois hotéis da cidade. Atualmente a rivalidade nesse aspecto fica entre a tradição e o glamour do Copacabana Palace e a modernidade e a simpatia do Fasano, em Ipanema. Geralmente quando o Mick Jagger passa uns dias aqui ele prefere ficar no Palace, já estrelas como Lady Gaga e Madona ficam no Fasano.

Em novembro passado eu tive a opotunidade de me sentir uma dessas estrelas que se hospedam no Fasano. Na verdade eu estava acompanhando um astro. Tudo bem que é um astro que não está no auge da sua carreira, mas tem uma popularidade ainda bem grande e conhecida. Sim, falo do Serguei que completa oitenta anos no fim desse ano e ainda se apresenta pelo Brasil a fora de vez em quando. Nesse dia ele foi convidado a participar da apresentação  de uma banda que está começando agora e se apresentou no bar, que lembra muito um pub, no lobby do hotel. Claro que eu fui pra acompanhar ele e quando cheguei lá por volta das oito horas da noite ele me deu a grata informação de que eu também poderia pernoitar por lá. Adorei a idéia, lógico. Quem não ia gostar de receber uma notícia assim?

Mesmo assim, sabendo que teria um quarto onde eu poderia dormir depois da apresentação do Serguei, não pensei duas vezes e fui logo comprar um salgadinho na esquina pra comer ali no ato e logo depois passei no mercado pra comprar algumas coisas pra comer quando o show terminasse eu subisse pro quarto. Tem gente que vai dizer que isso é coisa de pobre. Tenho plena consciência de que não me hospedaria ali, já que atualmente a minha realidade não é condizente com o padrão de qualidade e excelência daquele hotel, mas tenho postura e educação pra me hospedar lá.

O quarto é muito bem organizado, uma cama enorme que quando se deita praticamente é engolido pelo colchão. Três travesseiros por pessoa  - cama de casal, seis  - também no mesmo esquema de afundar a cabeça quando nele se deita. O banheiro tem uma porta deslizante geralmente com uma foto grande. A do quarto que eu fiquei por coincidência tinha a foto do trampolim da praia de Icaraí. Quando se entra, bem na frente tem a pia. Na esquerda tem uma portinha onde se tem um bidê e a privada. Na direita uma outra portinha onde está o chuveiro. Isso eu não pude aproveitar. Como fui pego de surpresa, não levei nem uma muda de roupa comigo. Só fiquei com a roupa do corpo, que eu tirei na hora de dormir.

Por se tratar de uma apresentação, o camarim estava cheio de bebidas a vontade. Água, cerveja, drinks feito principalmente com vodka e a minha bebida preferida pra qualquer ocasião, o espumante. Mais uma vez o Moet Chandom fez a  minha alegria até o ponto que eu já me sentia alegrinho e comecei a beber água mesmo. Depois da apresentção, que durou cerca de quarenta minutos, o Serguei entrou no palco, cantou as duas músicas combinadas e ainda fez uma pequena festa improvisando mais umas duas antes de deixar o palco. Um outro amigo dele, o Kaveira com a esposa Élida também foram assisti-lo e depois da apresentação fomos dar uma volta pelo Leblon e paramos no Jobi pra comer uma pizza, ou melhor, pra eles comerem já que tinha passado no mercado e garantido o meu que esperava lá no quarto. Essa volta terminou em torno das cinco da manhã, a hora em que chegamos de volta ao Fasano.


Como o dia seguinte era feriado, o café seria servido atá as onze da manhã. Acordamos as dez pra descer e tomar o café. Quando o garçon disse o valor do prerço de um café colonial procurei saber se estava incluído na diária. Pra sorte minha estava. As onze a gente subiu e ao meio dia deixamos o quarto. Uma hora o carro ia passar pra nos buscar e trazer de volta. Dia de rei não é todo dia, mas se eu casar um dia, além de passar a lua de mel em Paris, antes ficarei duas noites no Fasano. Haja grana.