segunda-feira, 30 de setembro de 2013

NA TELA

NA TELA

Quando Graham Bell inventou o telefone, mal sabia ele que o tal aparelho iria se transformar num utilitário imprescindível na sociedade do século XXI. Atualmente é raro conhecer uma pessoa que não carrega sempre consigo um aparelho celular. E mais raro ainda um que desligue ou mantenha distância considerável dele por mais de cinco minutos.

Toda tecnologia quando chega em nossas mãos, a princípio, assusta. O que costumávamos ver nos filmes de James Bond era inacessível e fazia parte do imaginário cinematográfico. Eram o que chamávamos de coisas de cinema.

Hoje, nas nossas mãos, com o intuito de que as pessoas aproximem seu mundo das outras, o aparato tecnológico tem suas desvantagens. Criam um mundo artificial, superficial, deixando pra trás a realidade e por isso mesmo modificando valores e conceitos muito prezados e cultuados antigamente. Essa prática do “cada um no seu quadrado” não contribui para uma carga, uma bagagem, um aprendizado ou uma troca, até pelo fato de o ser humano tender a se aproximar dos seus iguais, isto é, dos que tem mais afinidade não percebendo assim a diversidade a qual é composto o mundo além das polegadas da tela do computador, tablet  ou do próprio telefone.

O contato vai além da web cam ou das mensagens trocadas pelo celular. Está faltando o olho no olho, o toque, o cheiro, a troca, a reação imediata através da linguagem corporal. O que acontece hoje é o emudecimento do corpo. É preciso afastar esse cale-se e utilizar a tecnologia como aliada e não como algoz. Não devemos e nem precisamos depender totalmente dela, apesar de reconhecer que ela nos auxilia em vários aspectos. Como tudo que é inventado, só tem que vir pra somar e não pra substituir.

Fico imaginando um bate papo descontraído entre o próprio Graham Bell e Steve Jobs. O que eles tem de assunto pra tratar um com o outro deve durar uma eternidade.


Parece pequeno, mas eu tinha no máximo trinta linhas na folha e utilizei vinte e sete na estrutura de redação, ou seja, a primeira linha é o título, pula uma e começa o texto. Apenas duas linhas foram deixadas em branco no final. Sei que esse texto não está grandes coisas, mas devido a pressão da hora não consegui fazer melhor. Isso pelo fato de eu sempre fazer questão em escrever um rascunho antes de ficar definitivo na folha que é entregue.

E só agora, botando ele aqui, eu percebo os erros que cometi. Redação de concurso público não é blog. A começar pelo título, que foi a última coisa que escrevi nessa redação. “Na tela” não caiu bem. Talvez se eu complementasse com “do telefone” ou “ do computador” até poderia melhorar. Cito tela de tablet e menciono até as de cinema, mas esse não é o cerne da questão. Claro que depois de escrito outras idéias de título surgiram. Mas aí já era tarde. Também fiquei na dúvida de como se escrevia Graham Bell. Não sei se é assim e por isso mesmo, ao escrever pela segunda vez o nome dele mantive essa grafia. Outra palavra foi ‘imprescindível’. Nem consultei no dicionário pra não ficar mais apreensivo com o resultado do julgamento da a banca examinadora.


Nesse concurso em específico foram quatro horas de prova. Meu tempo até que foi bem dividido. Levei duas pra responder as sessenta questões, meia hora pra fazer o jogo da loteria, ou seja, marcar no cartão-resposta essas sessenta questões e uma hora e meia entre pensar, rascunhar e passa a limpo essa redação. Ainda preciso cortar alguns vícios que tenho ao escrever, mas pelo menos o tempo eu estou sabendo administrar.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

LOTERIA PÚBLICA

LOTERIA PÚBLICA

Dizem que se você trabalha em uma função que gosta, na verdade não configura um trabalho, mas uma diversão. Eu concordo e compartilho desse pensamento. Não vejo o trabalho como um ato sacrificante e que tem sua compensação uma vez por mês, quando se recebe a remuneração pra tal. Dependendo do cargo que ocupa, isso até pode influenciar negativamente na saúde. Eu faço de um tudo pra não me render a esse estilo de vida. Preciso ter um motivo bom que me faça levantar da cama e dizer: “Que bom que hoje tem.” Não acredito no fazer por fazer. Tem que existir um animo, uma paixão que nos move a trabalhar e não apenas o dia do pagamento.

Esse tempo que eu me dedico a escrever nesse blog, pra mim, é um trabalho dos mais prazerosos, mesmo quando escrevo que não tenho nada pra dizer. Acontece que tanto esse, quanto alguns outros “trabalhos” que eu faço não são remunerados e faço por simples e puro prazer. Digo que meu salário é o sorriso no rosto, é a alegria de ter feito e vivenciado certos momentos. Não há dúvidas de que, caso eu venha a ser remunerado por conta disso eu não precisarei mais “trabalhar”. Concordo com minha mãe quando ela insiste em dizer que eu preciso do meu arroz com feijão, mas o que ela não entende é que eu quero ter o meu arroz com feijão com um sorriso no rosto, sem ficar de cara amarrada por estar fazendo uma coisa que não me agrada muito. Não me imagino, por exemplo, sentado numa mesa de atendimento de um banco ou em pé atrás de um balcão de loja pra lidar com o público. Não tenho talento, dom e nem vocação pra isso.

E é justamente esse fato que me leva a prestar concurso público pros cargos que são mais o meu perfil. Não que eu acho que concurso público é uma maravilha. Faço mais pra agradar a minha mãe mesmo, que como toda mãe se preocupa com o futuro de um filho, mas não saio mais fazendo todo e qualquer concurso que pinta por aí e sim aqueles que quando eu olho digo internamente que aquele concurso em si é a minha cara. Sei que todo e qualquer concurso público é como um jogo da mega sena. Você tem que estar iluminado no dia da prova ter a sorte de marcar as letras certas. Claro que se você estudar a probabilidade de marcar as letras certas aumenta, mas isso não significa que pelo fato de você ter estudado vai necessariamente passar. O fator sorte acho que conta mais que o fator estudo. Pra mim é a mesma coisa que se eu me comparar a um matemático pra apostar na mega sena. Ele, com todos os estudos, probabilidades e arranjos que faz tem mais chance do que eu de ganhar, mas eu posso ter a sorte que ele não teve e levar o prêmio.

Por essas e outras que eu não frequento e muito menos acredito nesses cursinhos preparatórios pra concurso, apesar de já ter feito isso. Conheço, inclusive, professores que dão aula nesses cursinhos, mas comigo não cola mais. Não acho que seja investimento e sim dinheiro jogado fora. Eu prefiro ir na banca, comprar uma apostila e estudar por ela em casa do que gastar dinheiro com mensalidades e passagens pra assistir aula presencial. Eu não tenho mais paciência pra aula presencial. Essas apostilas também são passíveis de falha e as vezes, nos testes que elas propõem ,puxam muito um dos assuntos que vai cair na prova e esquecem dos outros.


O último – até o momento em que escrevo essa postagem – concurso que fiz foi exatamente isso. Duas matérias tenderam mais para um caminho na apostila e para outro na prova. Tanto a matéria de “Noções de Administração Pública” quanto a de “Conhecimentos Específicos”, que era a que tinha mais peso dentre todas, tiveram isso de ruim. As outras duas “Língua Portuguesa” e “Noções de Informática” nem tanto, mas também essas duas não têm muito pra onde tendenciar, por serem mais abrangentes. Além dessas, ainda tive que fazer uma redação. Nisso eu me acho sortudo e não me falta prática. Aliás, vou transcrevê-la aqui na próxima postagem.  

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A VOZ

A VOZ

Acho que atingi o nirvana. Aquele estágio em que você sente o quão perfeita é a natureza, o gozo pleno da vida, aquele momento em que você não consegue enxergar uma coisa mais sublime. Como se você tivesse recebido uma benção e consequentemente fica em estado de alfa, não acreditando no que está se passando naquele momento. Esses momentos são únicos, incomparáveis e indescritíveis.

Passei por um desses no fim do mês de janeiro quando fui assistir a um show no Circo Voador. Aliás, o Circo tem tido uma programação muito boa ultimamente e tem sido a alternativa não só de músicos órfãos do Canecão como de público órfão de qualidade musical. O Circo tem feito esse casamento, essa combinação de modo sábio e inteligente. Juçá, a diretora presidente do Circo, deveria ser canonizada pelos artistas e produtores. Artistas como Rita Lee, Baby Consuelo, Moraes Moreira, Erasmo Carlos, Ney Matogrosso tem mostrado debaixo da lona da Lapa o porquê de estarem na estrada há tantos anos. Espaço pra novatos também tem, afinal é um Circo e tem que ter do palhaço ao trapezista, do domador de leões ao atirador de facas.

Esse show em específico que eu fui, assim que os ingressos foram colocados a venda corri na bilheteria pra comprar , pois sabia que iria lotar e não deu outra. Na semana do show já não havia mais nenhum ingresso a venda. E é um show que desde quando foi lançado na inauguração de uma nova casa de shows do Rio eu estava com vontade de ir, mas na época, o ingresso chegou a custar oitocentos reais. Claro que a casa, vendo que o preço estava exorbitantemente um absurdo depois deu uma equalizada nesses valores. No entanto esse mesmo show passou pelo Terezão e eu também não fui não lembro por qual motivo, mas finalmente consegui ir ao tão esperado show.

Existem artistas que são imperdíveis em disco, mas no palco não agradam muito. Como exemplo disso eu sempre cito o Pavarotti que tinha uma voz extraordinária, mas no palco não era tão expressivo ao cantar ou interpretar uma ópera. Tem também o contrário, que no palco é um espetáculo mas no disco nem tanto. E tem aqueles que vale a pena ter os dois. No meu caso a Rita Lee é um exemplo disso. Compro todos os discos e vou a todos os shows possíveis.

Esse show que eu fui no Circo Voador em janeiro, por estar rolando, por estar em turnê, não era tão esperado – pelo menos não pro local que foi. Me surpreendeu de ter sido lá, mas como eu disse anteriormente, o Circo tem sido o abrigo dos órfãos de Canecão. Claro, tem outras casas como o Vivo Rio, Metropolitan – que já mudou tanto de nome que eu nem sei qual é agora – e até a própria Miranda cuja inauguração foi feita por esse show que assisti.

O disco base dese show chama-se Recanto e as músicas e letras assim como a concepção do próprio show foram do Caetano Veloso que botou a melhor voz do Brasil pra cantar depois de um bom tempo afastada dos discos e dos shows. O disco tem um tom puxado mais pro eletrônico, pro experimentalismo, pro sintetizador. Vejo como uma releitura ou revisita àquela coisa experimental do rock dos Mutantes, por exemplo. No show só havia quatro instrumentos. O chamado Power Trio, baixo, guitarra e bateria incluindo-se nessa última a programação e bateria eletrônica que assessorava o quarto e mais importante instrumento, a voz. Como a própria Rita Lee diz: “isso que é cantora, não é aquela porcaria que eu tenho em casa.”


Pra quem ainda não matou a charada, esse show foi de uma cantora baiana. Não daquelas que ficam pulando como macacas de auditório. Cantora baiana de renome internacional e que segurou uma barra levantando a bandeira do tropicalismo. Falo da melhor voz feminina do Brasil. Me desculpem os “bethanistas”, mas Gal é fundamental.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

NÓS SEMPRE TEREMOS LONDRES

NÓS SEMPRE TEREMOS LONDRES

Londres. O que dizer de Londres? O que dizer da cidade que eu escolhi pra passar uma temporada e que me fez um bem enorme? Ás vezes me pego nostálgico, pensando no que teria acontecido comigo se eu ficasse por lá. Será que estaria melhor do que estou hoje? Será que eu também teria que ter passado pelo que o meu amigo Airton passou pra conseguir o que ele tanto queria? Não sei.

Hoje mesmo vi um videozinho que o Caio fez mostrando a casa que a gente dividia. Inclusive eu também apareço nele. Eu, o Tuco, o Rafa da Bahia, a Débora, a Catarina e a Danila. Saudade daquele tempo. É uma lembrança boa, uma memória gostosa de se resgatar de vez em quando. Pode até ser nostálgico sem ser aquela coisa melancólica. No fundo acho que fiz bem de ter voltado em tempo. Por mais que a vida nos afaste ainda podemos nos manter em contato graças a tecnologia. Todos temos o facebook de todos e assim podemos nos falar a qualquer hora.

Quando estive em São Paulo ano passado e revi o Caio, a Kitty e a Jeysa. Essa última me falou que mesmo se a gente voltasse a fazer o que fizemos naquela época nos dias de hoje, não seria a mesma coisa. E não seria mesmo. Tudo tem o momento certo, o tempo certo pra acontecer. E foi exatamente o que aconteceu as trocas, as experiências,as descobertas a união que tínhamos, a liga que nos juntava, se tentarmos repetir hoje não conseguiríamos.

Gosto de Londres sim. Gosto mesmo, gosto muito e sempre que eu puder vou pra lá. Não com a mesma gana, os mesmos olhos, mas mais ciente, mais centrado, mais responsável, mais consciente de que aquela aventura acabou. Quando voltei lá em 2011, ou seja, dois anos depois, tive a cara de pau de bater na porta da casa que morei e pedir pra entrar. Claro que não vou fazer isso toda vez que eu for. Talvez leve o Airton da próxima vez só pra gente tirar uma foto na frente dela. Afinal, foi lá que tudo se concretizou, foi naquela casa que a gente decidiu morar.

Me lembro como se fosse hoje. Ele tinha feito a mudança dele uns quatro dias antes de mim. Ele se alojou na quinta e eu no domingo. Antes disso, no nosso primeiro encontro real, sentamos pra ver os classificados de aluguel pra gente dividir. Chegamos a visitar alguns quartos, mas nenhum nos apeteceu até que a Aline deu a dica daquela casa. Na mesma rua dela. Santa Aline. Outra que está lá em Londres, hoje casada com o Jonathan.

Aliás, praticamente tudo que diz respeito a Londres, mesmo passado quase quatro anos, me lembro como se fosse hoje. O cheiro, o som, o tom de cinza, a luz do sol, o vento frio cortante de quando eu cheguei lá, nada me sai da cabeça. Fiquei impregnado pela cidade. Ela me tomou de um jeito arrebatador. Também não era pra menos. Fui de peito aberto, sem medo de ser feliz. E fui muito feliz. Mesmo. Ainda almejo em voltar pra lá.

Quando eu voltei pro Brasil tinha enfiado isso na minha cabeça. Correr atrás do meu passaporte italiano, se é que eu tenho direito como acho que tenho. Mas depois essa vontade foi adormecendo. Faria isso só pelo fato de não ter que me aporrinhar com a imigração. Ainda penso se vale a pena fazer isso, dispor de tempo, paciência e dinheiro pra garantir um passaporte que me dá passe livre pra poder entrar lá sem ser importunado.


Rezo na cartilha do John Lennon, um dos mais célebres ingleses que o mundo conheceu. Assim como ele, vocês podem dizer que eu sou um sonhador, mas não sou o único em viver em um mundo sem intolerância, sem fronteiras, sem guerras. Um mundo que a gente pode ir e voltar quando quiser, a hora que quiser e pra onde a gente quiser. Meu destino pode até não ser Londres, mas é lá que que tenho parada certa. Pra sempre.  

domingo, 1 de setembro de 2013

NOVELA BRASIL

NOVELA BRASIL

Tem uma música gravada pelo grupo Titãs que diz que “a televisão me deixou burro demais.” Burro também é exagero, mas que a qualidade dela caiu não há a menor sombra de dúvida. Antigamente, quando não existia praticamente concorrência o que se passava na telinha e preenchia nossos momentos em casa era bem feito. Dada as devidas proporções no que tange o quesito tecnologia, era bem mais prazeroso e inevitável que acompanhasse as novelas dos anos oitenta e início dos noventa.

Atualmente nem no vale a pena ver de novo as novelas que passam prestam. E olha que até eu já fui reprisado no horário vespertino. Dos três anos que fiquei lá dentro e das três novelas que eu mais participei uma, por ter passado no horário as seis, foi escalada pra ser reprisada a tarde. Mas antes passar no vale a pena ver de novo do que no Canal Viva, onde se resgata a memória das novelas globais brasileiras e justamente dessa época em que eu acompanhava novelas.

Da metade dos anos noventa até a metade dos anos dois mil fiquei mais seleto e só passei a ver novela de quatro autores. Gilberto Braga, Agnaldo Silva, Sílvio de Abreu e Miguel Falabella eram quem eu me dedicava em ver o trabalho deles. Do Miguel na verdade só acompanhei as duas primeiras: “Salsa e Merengue” e “A lua me disse”. Quando estreiou “Negócio da China” eu já estava fazendo as malas pra morar em Londres. Quanto ao Gilberto Braga e Agnaldo Silva, as últimas que eu acompanhei coincidentemente foram as últimas que eu participei também “Paraíso Tropical” e “Duas Caras”.

Na verdade me desliguei completamente dessa área televisiva quando fui morar em Londres. Mesmo depois da minha volta não mais me sentia atraído em ligar um aparelho de tevê e acompanhar um folhetim. O mesmo não acontece no Canal Viva que, mesmo eu sabendo que são novelas antigas e por isso mesmo, me dá vontade de acompanhar algumas como foi o caso de “Vamp” e “Que rei sou eu?”. “Vale Tudo”, por exemplo, teve uma grande audiência quando foi reprisada colocando em pauta novamente as palavras,comportamento e atitudes de Odete Roitman a vilã inesquecível interpretada por Beatriz Segall. Logo depois vieram “Roque Santeiro”, “Que rei sou eu” e atualmente outra realeza toma conta desse horário: “Rainha da Sucata”.

O que eu acho que acontece também é que, no meu caso que acompanhava as novelas dos anos oitenta, não vejo nada novo, nada revolucionário, nada de vanguarda. Naquela época podia se ousar mais, arriscar mais e só quem chegava a parear com a Globo os níveis de audiência era a extinta Rede Manchete que também produzia novelas de qualidade, como “Kananga do Japão” e “Pantanal”.

Hoje em dia por uma série de motivos, nada me apetece em termos de novelas. Para os bons entendedores a última novela a ser exibida que fez um pouco de barulho foi “Avenida Brasil”. Realmente teve um quê de inovador, principalmente pelo que se tem visto por aí.  “Cordel Encantado” também foi inovadora, mas talvez por causa do seu horário de exibição não tenha feito tanto barulho. Ainda assim, com autores novos e idéias boas, na minha opinião não são tão ousadas, tão espontâneas, tão arriscadas quanto as novelas que eu via e agora estou revendo.


Tenho amigos atores que no teatro ousaram em fazer uma sátira dessa novela “Avenida Brasil” e mesmo eu, que não acompanhei a novela, gostei muito do resultado. Até pelo fato deles terem evocado e brincado com outros personagens, principalmente vilões, de novelas mais antigas como Tieta, Vamp, Senhora do Destino e Vale Tudo. Começou como uma brincadeira que acabou virando coisa séria e o sucesso não demorou muito a chegar e lotarem o teatro. Quem sabe em breve não os verei numa próxima novela. Creio que não. Afinal não sou mais noveleiro como era na minha infância.