segunda-feira, 30 de junho de 2014

LEVANTANDO VÔO

LEVANTANDO VÔO

Eu adoro voar. Ao contrário de muita gente entrar num avião pra mim é como uma terapia. E ultimamente se vou a algum lugar é só de avião. Existem distâncias que são toleráveis ir de ônibus como Rio – SP , mas mesmo assim a primeira cotação a ser vista é a do avião. Dizem que é a menor distância entre dois pontos, ou a melhor distância entre dois pontos. Ambos estão certos.

Sem entrar na briga de Santos Dumont com os irmãos Wright, ainda na mitologia grega podemos ver o sonho de Ícaro que incentivado pelo seu pai Dédalus foi o primeiro ser humano a ter asas e voar. Asas de cera com penas de pássaro. Infelizmente durante a feitura desse par de asas não tinha um engenheiro físico ou químico do lado deles para orientá-los que por ser basicamente de cera o sol as derreteria e Ícaro não chegaria vivo em terra firme.

Quando eu estive em Paris, em frente a Torre Eiffel tem um gramado lindo que vai do portão da escola militar até a base da torre chamado de Campo de Marte. Fi ali que Santos Dumont entrou para a história fazendo com que o seu 14 Bis alçasse vôo em 1906. Cento e três ano depois eu estava lá imaginando a repercussão da época e tentando visualizar o vôo que não foi tão longo mas consta que foi o primeiro feito pela propulsão do motor, ao contrario dos irmãos Wright que eram catapultados. Não importa quem foi o primeiro de fato ou de direto. O que vale é que sem os dois, sem a soma dos dois estudos não chegaríamos ao patamar que estamos hoje seja na aviação militar ou comercial.

Minha experiência com a militar foi quando voltei de São José dos Campos para o Rio num avião modelo Bandeirante da Força Aérea Brasileira – se é que isso pode ser considerado aviação militar. Era criança, tinha passado uma semana com meus tios e primos lá e ele conseguiu uma vaga pra mim nesse vôo. Estava sozinho, sem família, apenas sendo supervisionado pelos amigos do meu tio que ficaram com essa incumbência até eu ser entregue a minha mãe aqui no Rio. Antes disso, só me lembro de ter ido a Goiânia de avião.

Mas a primeira grande viagem foi as vésperas de completar quinze anos quando fui com meu irmão e minha mãe pra Disney. Descemos em Miami depois de seis horas de vôo. Outra história curiosa e engraçada que já foi contada aqui foi quando perdemos uma conexão por conta de um furacão nessa mesma região, mesmo depois do esforço de trocar o vôo e percorrer todo o aeroporto de Orlando a fim de chegarmos na hora do embarque pro Rio. Entramos num teco-teco movido à hélice que mais pareciam dois ventiladores de teto; as bagagens de mão foram no compartimento de bagagem porque não cabia dentro do avião; nós que estávamos em onze pessoas ocupamos um terço das poltronas e os outros dois terços foram rezados durante o vôo pra que tudo acabasse bem, sem contar outras coisas que observadas com esse afastamento temporal foram engraçadas e ao mesmo tempo apavorantes naquele momento.

Outro momento engraçado pra mim e apavorante para a passageira que estava sentada no banco de trás foi na volta de Washington DC pro Rio quando passamos por uma zona de turbulência e o avião parecia um carrinho de montanha russa. Só faltou fazer looping. Nunca havia passado por uma turbulência daquelas e nunca tinha visto uma passageira tão desesperada também. Esse dia, além dessa emoção, teve também um espetáculo de uma tempestade de raios que eu assisti de longe, da própria janela do avião. Só não lembro se foi nesse mesmo trecho ou no que ia de Charlottesville, na Virgínia, a Washington DC.


Histórias vividas por alguém que gosta de voar, já tentou ser comissário de bordo e continua entrando num avião com a felicidade de uma criança no primeiro vôo.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

MUDANDO HÁBITOS, MANTENDO MANIAS

MUDANDO HÁBITOS, MANTENDO MANIAS

Mania é mais que um hábito. É esse potencializado. Existe mania pra tudo. Umas até são perigosas, outras imorais. Algumas se tornam doenças crônicas, outras são válvulas de escape. Essa mania que eu tenho de escrever é um exemplo da última definição. Não sei se tenho alguma mania que se caracteriza como doença crônica. As imorais é melhor ficarem na penumbra e só serem reveladas no momento e pra pessoa certa, mesmo que seja a errada. É mais do momento mesmo. Uma mania perigosa, por exemplo, é andar na rua sem muito – às vezes sem nenhum mesmo – dinheiro em espécie e sem documento quando vou caminhar na orla da praia ou saio geralmente com a minha mãe. Esse hábito eu peguei na Europa, mas aqui não é tão confiável e seguro andar assim. Aos poucos , pelo menos o documento volta pro meu bolso. A grana nem sempre.

Outra mania é trocar o par de tênis em uso depois do carnaval. Antigamente era um tênis pra tudo. Hoje em dia são dois. Brinco que é um pros dias de sol e outros pros de chuva. Um par durava sim o ano inteiro quando adotei tal marca e cor predominante. O segundo par não precisa ser da mesma marca e muito menos da mesma cor. Pelo contrário. A cor principalmente tem que ser diferente. Mais uma que tenho é o rádio. Antigamente era mais a televisão que continua tendo seus horários e programas com a minha audiência, mas agora, entre os horários dos programas ligo o rádio e ouço a minha estação preferida. Essa mania eu herdei do meu pai que por conseguinte herdou do meu avô. Nossas estações são diferentes. Ele é criado na AM e eu na FM. A estação que escuto é a quinta ou sexta que me habituei a escutar durante toda minha vida. Já fui ouvinte de estações mais rock, mais pop, mas agora no rádio predomina a MPB, enquanto que nos canais de música da SKY quem manda são os standards, grandes vozes do jazz e blues americano.

A mania que eu tinha de tomar um copo de leite com achocolatado quando acordo foi substituída pelo chá preto com um pingo de leite. Apesar da minha nutricionista ser contra o leite é muito difícil cortá-lo radicalmente. Diminui bem tanto o leite quanto os seus derivados, mas ainda não os tirei da minha dieta. A caminhada de noite na praia também é uma mania. Só dois motivos não me fazem caminhar: compromisso e chuva. Sinto falta quando fico um bom tempo sem fazer caminhada e não vejo a hora de voltar a fazer quando isso acontece, ao contrário da musculação que se fico muito tempo sem fazer me dá preguiça e custo muito voltar a fazer. Também não perco a mania do mate. Mesmo diminuindo a quantidade ingerido a pedido da nutricionista , um jarro de dois litros agora dá pra dois dias de modo que preparo a bebida dia sim dia não. A mania do refrigerante aos fins de semana foi cortada essa sim radicalmente, assim como a de ficar um longo intervalo durante as refeições sem comer. Acreditem, eu emagreci comendo, sem passar fome, e adquirindo o hábito que está quase virando uma mania, de beber bastante água.


Em algum lugar do passado eu escrevi sobre esse tema. Quando estava pensando no que falar, me veio a ideia de falar sobre coleções , que também não deixa de ser uma mania. Só que coleção eu tenho muito poucas e restritas a livros e discos. Dois produtos que eu tinha mania de comprar. Perdi essa mania. Não compro mais livros, a não ser que pertença a alguma coleção, e nem discos, com exceção dos poucos artistas que gosto de acompanhar e por isso compro os discos lançados por eles. Mas dentre todas essas manias minhas citadas acima a maior delas é imprimir na memória as sensações e emoções que acumulo. Não sei se existe melhor mania do que essa que não se traduz numa só música, numa única foto, mesmo que elas auxiliem no retorno das lembranças. As manias podem passar com o tempo, mas as recordações ficam pra todo o sempre.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

RETORNÁVEL

RETORNÁVEL

No meu primeiro retorno a Londres, dois anos depois da minha volta ao Brasil, eu resolvi revisitar a casa onde passei a minha temporada. Afinal, aquele cantinho foi o palco de muita coisa boa que eu vivi. Amizades eternas, descobertas, ensinamentos que vou levar pro resto da vida. Tive a cara de pau de bater na porta e pedir para me deixar entrar. A casa tinha sido reformada por dentro. Não fui em outros ambientes, como meu antigo quarto. Só vi a cozinha e fiquei alguns minutos na sala, ambas diferentes da época em que eu era um dos inquilinos dela.

Em novembro passado tive a oportunidade de fazer o mesmo. Não em Londres, mas aqui no Rio. Revisitei outro local de onde guardo lembranças e reminiscências boas no apanhado geral do tempo em que frequentava assiduamente. Essa oportunidade ficou mais latente com o convite de um amigo meu pra estrelar um quadro para o Fantástico. Ele foi o convidado e me chamou para acompanhá-lo. Até tenho outras oportunidades, mas no caso eu teria que correr atrás, pedir. Dessa vez veio como um convite e não declinei.

O trajeto pra lá já consta de várias modificações não só na paisagem, com mais edifícios e construções sendo erguidas, como na própria mobilidade urbana que está acuada pelas obras de tentativa para melhorar o trânsito daqui a alguns poucos anos. De carro eu levava mais ou menos o tempo que foi feito, a exceção do inexplicável e imprevisível engarrafamento – se é que atualmente esses engarrafamentos são inexplicáveis e imprevisíveis em qualquer parte da cidade – na linha amarela. Pouco antes, ainda na ponte, passamos por um ônibus onde vi meu primo que trabalha no mesmo local indo pra lá também. Ele é um dos que poderiam me dar oportunidade de voltar a pisar lá caso eu pedisse. Fazendo as contas, foram cinco anos e meio sem ir lá.

O projac, que foi frequentado por mim durante três anos, recebeu minha visita com toda pompa e circunstância de convidado, mesmo que  acompanhando o convidado de fato. Entrada pela portaria do elenco, carrinho elétrico que nos levou primeiro na lanchonete pra que pudéssemos comer alguma coisa e depois para o estúdio. Na lanchonete algumas pessoas vieram falar com o Serguei, tirar fotos, trocar uma palavra enquanto comíamos um salgadinho e bebíamos algo.

Do elenco eu vi algumas caras conhecidas do público e da produção reconheci uma meia dúzia de pessoas ainda da minha época. Claro que a memória é falha e provavelmente elas nem da minha cara se lembram. Acho que nem rolou da parte dessas aquela coisa do tipo  “aquela pessoa não me é estranha”. Entendo perfeitamente. E a situação ali era outra também. O passado ficou pra trás e por que querer que as pessoas tentem ressuscitá-lo? Naquele caso era totalmente incabível.

Depois desse lanche fomos para o estúdio onde ele passou pelo crivo  da figurinista e da maquiagem e logo entramos no set de gravação. Dois atores conhecidos do grande público ficaram nos bastidores acompanhando a gravação e o Serguei, como sempre reconhece, falou pelos cotovelos. O entrevistador, o ator Marcelo Serrado, volta e meia não conseguia conter o riso de coisas ditas pelo Serguei, principalmente quando o assunto fica em torno do amor e sexo. Opa! Esse é outro programa.


Cinco anos e meio depois revisito o projac. Também não circulei por outros estúdios, outras áreas. Eu estava ali como acompanhante e não sucumbi à minha vontade. Do momento em que a gente chegou até sairmos do projac foram apenas duas horas. Ele ficou feliz por ter ido, revisto alguns colegas, falando com algumas pessoas não necessariamente do elenco e principalmente pelo fato de o diretor e o interlocutor terem gostado das respostas que ele deu. Se surgirem mais oportunidades como essa a gente aproveita, mas prefiro mil vezes ficar voltando a Londres do que ao projac. 

domingo, 8 de junho de 2014

ESTRANHAS ESCOLHAS

ESTRANHAS ESCOLHAS

Quando eu Morava em Londres, alguns amigos meus, brasileiros e estrangeiros, duvidavam um pouco da minha nacionalidade por não ser estereotipado. Das ditas paixões nacionais creio que só o carnaval me apetece, e mesmo assim antigamente eu era bem mais entretido com as escolas de samba. Atualmente meu compromisso nessa época do ano é pura e simplesmente com a folia.

Cerveja também não bebo. Não gosto. Cerveja e uísque são duas bebidas que não agradam o meu paladar. Vinho, espumante, caipirinha (de cachaça) e vodka, que aprendi a beber em Londres por causa do frio e da escassez de cachaça, misturada com alguma coisa me agradam apesar de sempre dar preferência a bebidas não alcoólicas. Mas de vez em quando eu tomo em doses comedidas, geralmente em alguma festa e/ou comemoração noventa e cinco por cento das vezes em família. Refrigerante então tem mais de um ano que não tomo, desde uma vez em que passei mal tomando Coca-Cola depois de quatro meses limpo. Além do chá gelado, água e suco – de preferência natural – ou refresco que enchem os meus copos. Depois que a minha alimentação passou a ser prescrita por uma nutricionista e ela soube dessa história, vai me ter como exemplo pra outros pacientes. Café é outra coisa que eu não faço menor questão de tomar e vivo sem. Ao contrário do chá que tomo até quatro variedades por dia. Se os ingleses estranharam minha falta de hábito de tomar café, herdei deles o fato de gostar e tomar bastante chá. O chá gelado já era comum eu tomar bem antes de morar lá. O chá quente veio um pouco da necessidade de espantar o frio. Gostei e incorporei na minha rotina.

Praia até gosto, mas o que me afasta dela é o sol a pino e o calor infernal que acompanha esse programa. Prefiro frequentar nas primeiras horas da manhã ou depois das quatro, cinco da tarde em se tratando de verão. Quando falo nas primeiras horas da manhã, ao fazer isso, eu não durmo. Sou notívago. Sempre fui morcegão e costumo dormir nas últimas horas do breu da noite. E como a hora que eu gosto de ir a praia é a hora em que a maioria das pessoas costumam levantar acampamento e ir embora, por falta de incentivo, hábito, costume e preguiça prefiro nem sair de casa, a não ser em Saquarema.

Se vou ao cinema, outro programa cada vez mais raro, dispenso a pipoca. Muita gente que conheço não consegue assistir ao filme sem o balde de pipoca no colo. Eu me contento com um drops ou um saquinho de amendoim. Também passo longe do chocolate com a maior naturalidade. Os mais aficcionados me chamam de louco. Não ligo mesmo pra chocolate. Tenho minhas preferências e as como quando tenho oportunidade, mas uma caixa de bombom, por exemplo, dura no mínimo uma semana na minha mão; barra de chocolate vai um quadradinho por dia, se tanto. Gosto de chocolate abiscoitado como Bis tradicional ou Kit Kat Dark além de outros dois que não existem aqui por serem produtos de marcas específicas de dois mercados em Londres.

Uma conhecida uma vez me disse que era impossível que eu fosse feliz sem café e nem bacon. Também não curto bacon. Queria dizer pra ela que de acordo com essa teoria eu já fui muito feliz durante um período da minha vida, lá pelos 16 anos, quando eu comia bacon e bebia café. Falando nisso outra coisa que não curto é cadeia de fast-food e Londres também tem culpa nessa aversão. Lá era tão barato que a frequência nesse tipo de loja era grande e por isso se tornou enjoativo pra mim. De todas as mais conhecidas a minha preferida é o Subway, onde eu posso montar meu sanduíche.


Sem beber café, averso a sol e por isso não frequentador de praia, não consumidor de cerveja, de vez em quando eu me pergunto o que pode ter saído de errado com a minha pessoa. Eu mesmo respondo. Nada. Me sinto bem e feliz com essas escolhas e são com elas que vou continuar a viver.

domingo, 1 de junho de 2014

A REGRA É CLARA

A REGRA É CLARA

Entre 01 e 10 de novembro passado aconteceu o sexto festival Niterói em Cena. É um festival de esquetes, cenas curtas, que tem crescido a cada ano e consequentemente tendo visibilidade. Eu cheguei até a ser convidado pra fazer parte da organização de um ano, acho que do quinto, mas por incompatibilidade de agenda não fomos a frente.

Ano passado eu participei. Não da organização do festival, mas da produção de uma esquete concorrente. Somando a mostra adulta com a infanto-juvenil foram pouco mais de 200 inscrições pra no final cinqüenta serem selecionadas. A que eu estava produzindo foi uma delas. Na categoria adulta foram cinco dias de apresentação, de terça a sábado, e cada dia com oito apresentações. No domingo foi o dia da premiação.

Levamos uma esquete chamada “O Rancho”, adaptação do Gustavo sobre o texto do Roberto Gomez Bolaños - o criador e intérprete do Chaves e Chapolin. Começamos a ensaiar desde antes da inscrição. De início dois atores começaram a ensaiar junto com a gente, mas por problemas de agenda também não puderam seguir conosco e foram substituídos durante o processo por outros de mesmo gabarito. Na apresentação pra banca curadora do festival, onde nos programamos pra apresentar parte da esquete, eles mesmos pediram pra seguir até o final. Vantagem pra gente. Três dias depois saiu o resultado e estávamos classificados. Os ensaios se intensificaram até mesmo por ter sido ali na apresentação pra banca que uma atriz desligou-se dessa montagem.

Nos apresentamos sem muitas perspectivas de concorrer a algum prêmio. Todos nós concordamos que estaríamos lá pra mostrar o nosso trabalho e caso ganhássemos algum prêmio seria uma conseqüência bastante agradável O festival, como todos os outros, tinha um regulamentos. Eramos regidos por aquela “constituição” e pelo menos o meu grupo se restringiu a ela. De acordo com essa carta-régia cada grupo tinha quinze minutos pra se apresentar com tolerância de trinta segundos. O meu grupo considerou essa regra, assim como todas as outras que estavam escritas. Pra gente, vale o que está escrito. Nos ensaios, cronometrávamos o tempo e tivemos que cortar várias falas pra que nós pudéssemos encaixar no tempo previsto. Conseguimos com muito esforço e sacrifício manter a previsão. Corríamos o risco de também ultrapassar esse tempo já que estávamos precisos e qualquer falha nos comprometeria.

Pela contagem de tempo não oficial, a apresentação se deu com quinze minutos e quarenta segundos contando com os agradecimentos que não contavam tempo. Mas foi uma cronometragem não oficial. Poderíamos estar violando a regra. Quem deveria estar fazendo isso era a própria produção do festival.
Horas antes da entrega dos prêmios foi convocada uma reunião com os grupos pra dizer que grande parte deles havia estourado o tempo previsto no regulamento e a questão colocada foi: deixa do jeito que está ou vamos cumprir o que está escrito? Como não se revelou quem ultrapassou o tempo, a maioria quis tirar o seu da reta, ou seja, o que tava escrito não teve valor nenhum e muita gente pode ter sido prejudicada por conta disso. Provavelmente o vencedor de fato pode não ter sido o vencedor de direito. Meu grupo foi absolutamente contra essa decisão, mesmo podendo estar na zona de degola. Se está escrito, se é a lei, cumpra-se a lei. Acho que isso faz com que o festival perca sua credibilidade. É inadmissível mudar a regra do jogo no último minuto.  Nosso esquete não teve uma indicação em nenhuma categoria, não levou nenhum prêmio e não é por causa disso que ficamos revoltados com essa decisão. Como dizia Renato Russo: ninguém respeita a “constituição”, mas todos acreditam no futuro da nação. Que país é esse?