segunda-feira, 29 de setembro de 2014

OUTROS CARNAVAIS

OUTROS CARNAVAIS

Sou folião convicto e assumido. Gosto de carnaval, gosto da festa, gosto do clima e sei que são apenas quatro dias por ano. Quatro dias pra extravasar. Pra mim é o ideal. Não preciso mais do que isso. Até pelo fato de não ter mais pique pra ficar mais do que quatro dias na folia.

Apesar dos dois últimos carnavais terem sido diferentes do que eu estou acostumado a fazer, eles também me fizeram parar pra refletir. Eu já me desiludi há muito tempo do carnaval da Sapucaí. Ano passado tive a oportunidade de desfilar no domingo e assistir ao vivo, da beirada da pista na segunda e, apesar de ter algum faro ainda e acertado no milhar, não vejo mais graça nenhuma mesmo reconhecendo a beleza plástica do espetáculo.

Eu comparo um desfile de escola de samba a um desfile militar de sete de setembro, de modo que os tanques de guerra são os carros alegóricos e os batalhões são as alas. No fundo, tá ficando igual. Um atrás do outro sem desfazer aquela formação. Sempre achei isso um crime contra o folião. Você ficar limitado a im pequeno espaço de um metro quadrado, quando generoso, sem poder ir para os lados. Acho que dentro do limite dessa ala vale tudo e se eu fosse carnavalesco introduzia o chamado cordão. Um pedaço de corda entre as alas pra delimitar o início de uma e o fim de outra e dentro dessas cordas, ou seja, as alas, poderiam ficar livres pros foliões se movimentarem.

Também sou contra a velha guarda ser a última a ntrar. Eu cheguei a assistir desfiles onde a velha guarda fazia o papel da comissão de frente saudando o povo e pedindo passagem. Não sei se foi a primeira, mas a mais remota lembrança de comissão de frente nos moldes que se vê atualmente foi na década de 90 quando a Imperatriz Leopoldinense trouxe uma que trabalhava com leques.

O acesso às arquibancadas também está restrito ao grande povão. Compras só via telefone e no estilo do ligue já que vai acabar. Em cerca de uma hora já está tudo esgotado e não se consegue comprar mais nada. Antigamente a gente ia no banco comprar. Outra mudança, e essa deveria partir da própria escola de samba, deveria ser o próprio samba. Não me lembro de nenhum samba do ano passado, mas se me perguntarem sobre algum de meados da década de 90 pra trás, sou capaz de lembrar e identificar vários dizendo o ano e de qual escola. Tanto pelo fato de ainda serem tocados em rodas de samba quanto por eu ter acompanhado mais esse tipo de carnaval.

Nos anos 2000 descobri o carnaval de rua do Rio de onde não saí mais. Descobria e acompanhava vários blocos e adotava alguns que sempre ia. O Bola Preta era um desses. Esse ano eu estive em Curitiba e ano passado eu fiquei confinado num hotel e pelo que passou no noticiário já desisti de freqüentar o Bola Preta, aliás o próximo carnaval meu vai ser todo reformulado em termos de blocos a serem freqüentados. Blocos totalmente abarrotados onde pessoas passam mal e não tem por onde escapar, enfim, falta de infra estrutura. Isso aconteceu com esse bloco ano passado, esse ano e enquanto nenhuma providência for tomada,vai acontecer sempre.  O Bola preta foi um dos que eu mais me diverti, mas agora não dá.

Não quero curtir o carnaval ficando preocupado mais do que com as preocupações rotineiras. Vamos mudar de ares, mudar de blocos, descobrir novos, em outras áreas da cidade, descobrir os daqui de Niterói e quem sabe freqüentar mais o “Ferimento Leve” e o “Pra lá de Bagdá”, saia ele em que cidade que irá sair, seja Saquarema, Niterói ou Curitiba como calhou esse ano.


É hora de rever os conceitos, de fazer uma folia mais light, mas continuara fazer a folia. Afinal quem nasce pra rei momo, nunca perde a majestade da alegria, da folia. Batendo bumbo atrás do Zé Pereira sempre. Evoeh.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

GAME OVER

GAME OVER

Nunca liguei pra jogos eletrônicos. O único videogame que eu tive foi o atari. Jurássico isso, mas não evoluí muito de lá pra cá. Parei mesmo no tempo. Não conheço e não sei nada desses tipos de jogos hoje em dia. Se em mesa de bar o assunto for esse eu me mantenho calado. Sou uma parva em se tratando de videogames.

Depois do atari, pra não dizer que nnca mais joguei esses tipos de jogos, quando ia pra casa dos meus primos jogava com os dele enquanto tinha paciência pra tal. O meu primo Luis Antônio tinha um tal de TK 85 e depois já veio com o MSX. Quem lê essa sigla hoje já acha que é mais uma empresa falida de Eike Batista. Não é nada disso. Deduzindo, é uma versão digamos experimental da Microsoft pra popularizar os computadores pessoais. Pra se ter uma idéia o monitor era a própria televisão, os programas ficavam armazenados em fitas cassetes. Mas ele também teve videogame. Só me lembro de um queeu jogava mais quando ia na casa dele. Se não me engano era Top Gear cujo console servia para dois tamanhos de fitas e essa compatibilidade que era o diferencial desse videogame.

Ele chegou a parar aqui em casa durante um tempo mas eu nem ligava mais pra jogos eletrônicos. Ficou foi encostado dentro do armário. Durante um tempo também surgiu aqui em casa um MSX. Não me lembro se era o do meu primo também, mas esse talvez tenha sido um pouco mais utilizado que o tal do Top Gear. Quando eu ia pra casa da tia Branca meus primos tinham o Super Nintendo e dentre os vários jogos eu só jogava e gostava do Super Mario Bross. Minha evolução no videogame foi até aí.

Me foquei em outras coisas e particularmente acho videogame uma perda de tempo. Não estou dizendo aqui que todo mundo que passa horas jogando no videogame está perdendo tempo. Tem gosto pra tudo e eu pessoalmente prefiro mergulhar na história de um livro do que em um jogo eletrônico, por exemplo. Sei que esse mercado é um dos que mais ganha adeptos tanto pra confecção de um jogo quanto pra jogá-los.

Em trinta anos eu vejo essa evolução aqui em casa mesmo. Enquanto eu com o atari jogava aqueles jogos clássicos com gráficos não tão definidos, desenhos borrados e com aquele joystick de uma vareta preta e botão vermelho, meu sobrinho tem um tal de X-BOX que pra grande maioria dos jogos, pelo menos que ele mais gosta de jogar, nem de controle precisa. O que existe é um sensor de movimento que capta todos os que ele faz e dealguma forma transformas os gestos reais em virtuais. No jogo de futebol, por exemplo, ele faz o movimento de driblar, de chutar e o personagem virtual ou avatar dele no jogo, na partida, faz os mesmos gestos. Ou seja, nem é preciso mais de fios pra se jogar videogame, além disso, comparado com o atari, o gráfico de qualquer jogo que meu sobrinho jogue é totalmente diferente, mais real, mais nítido, mais perfeito e não aqueles gráficos impressionistas dos joguinhos de atari. E isso não ocorre apenas no X-BOX ou qualquer outro videogame de última geração top de linha.

           No último natal meu sobrinho ganhou um celular. Pra que dar um celular pra uma criança de, na época, cinco anos? Por causa dos joguinhos. Basicamente pra isso. Claro que se ele quiser telefonar vai poder, afinal essa é também a função de um telefone celular. Mas, pra não ter que ficar com os telefones dos pais na mão por conta do joguinhos ele ganhou um pra poder jogar a hora que quiser sem ter que importunar ninguém. Nem vou comentar aqui sobre os gráficos. Pra não dizr que o meu telefone não tem jogo, o único que está lá baixado é um chamado Qranio que é um jogo de perguntas e respostas e que eu já fui mais ativo jogando ele assim que foi baixado. Tenho até que ver se já consigo resgatar meus pontos e trocá-los por alguma coisa. Esse pelo menos tem essa vantagem, se é que eu já não a perdi. Como disse aqui no início, vou voltar a dizer no final: nunca liguei pra jogos eletrônicos

domingo, 14 de setembro de 2014

BOTANDO O BLOCO NA RUA

BOTANDO O BLOCO NA RUA

Eu já disse inúmeras vezes aqui que sou movido a música. Nesse momento, por exemplo, o rádio está ligado. Além disso minha memória é musical. Tendo um violão nas mãos dos que sabem tocar é garantia de roda de viola. Melodias a parte, a alegria é outra característica nossa. Claro que com todos os altos e baixos que a montanha russa nos obriga a sentir e a passar tentamos manter, e até que conseguimos, um alto astral.

Em 2011 minha prima resolveu fundar o bloco carnavalesco da família. Meu irmão é dirigente de um chamado “Ferimento Leve” que também é familiar, já que boa parte dos componentes é a família mesmo. Mas esse é levado mais a sério, desfila e concorre, ganha nota de jurados e a família é uma pequena parte dos componentes do bloco.  A única vez que desfilei nele foi uma vez que eu cheguei dos blocos do Rio e deu tempo de aprender a coreografia da comissão de frente pra poder ter quórum. No ano anterior quase eu pra fazer o mesmo, mas quando desci do ônibus no centro de Niterói os fogos de artifício já pipocavam no ar anunciando a entrada do bloco na Rua da Conceição. Deu pra ver o finalzinho do desfile. Nesse não me envolvo muito, ao contrário do bloco fundado pela minha prima. O “Pra lá de Bagdá” só tem compromisso com a alegria e a diversão e nesse eu faço questão de me envolver.

A princípio esse bloco desfilava pelas ruas de Saquarema no dia seguinte ou anterior ao desfile do “Ferimento Leve” para não haver conflito de datas. O primeiro ano do bloco foi de supetão. Da ideia da minha prima ao dia do desfile em Saquarema já com as pessoas fantasiadas, samba, estandarte, enfim, tudo o que caracteriza um bloco de carnaval, o tempo foi de apenas uma semana. Vi fotos do desfile que foi um sucesso e pelo fato de eu sempre passar o carnaval nos blocos do Rio não participei nem do primeiro e nem do segundo ano do bloco, de modo que nesse segundo ano eu compus o samba.

Ano passado, o bloco inaugurou outra forma de exibição. Como o carnaval em 2013 caiu dia 12 de fevereiro e no dia 13 é aniversário do tio Rodolfo, ele festejou o aniversário na casa dele e ao invés de samba, nesse ano foi a vez da poesia ter tomado conta. Ele dependurou várias de suas poesias num varal improvisado e cada convidado escolhia uma para declamar. Eu levei a minha que no caso seria a letra do samba. Eu tinha feito duas esse ano pra precaver. Uma pra se o bloco desfilasse e outra pra essa forma do concentra mais não sai.

O ano corrente nos preparou outra surpresa e foi a primeira vez que o bloco sai pra fazer farra em outro estado. Sábado de carnaval, dia 1º de março, meu primo Guilherme se casou em Curitiba, o mote pro samba desse ano também de minha autoria. O mais interessante foi perceber pela primeira vez uma música que eu fiz tomar um volume inesperado. A letra foi mostrada pra família na festa de réveillon e dias depois foi harmonizada no violão pelo meu tio Sérgio, pai do noivo. Fizemos uma gravação caseira, pelo celular e só da melodia, já que a letra era uma surpresa pros noivos. Ensaiamos algumas vezes escutando essa melodia e cantando a letra por cima dela.

Nunca imaginei um salão de festas de uma recepção de casamento com centenas de convidados cantando uma música que eu fiz. Até então era uma coisa mais restrita a amigos e parentes, feita pra um bloco de carnaval que só quer se divertir, brincar e curtir. Confesso que esse ano eu fiquei assustado com o vulto que isso tomou, mas ao mesmo tempo eu também curti.
Não tenho a mínima pretensão em me tornar compositor, também já disse isso aqui em algum lugar do passado. Minhas composições são restritas a festas familiares e a mistura do casamento com o carnaval esse ano me tornou familiar pra algumas pessoas em Curitiba.

domingo, 7 de setembro de 2014

CIRCULANDO

CIRCULANDO

Na postagem passada falei sobre as bicicletas, ou melhor, sobre as diferenças entre o sistema de locação daqui e de Londres. Pois bem, no início do ano, num telejornal vespertino, passou uma matéria que constatava que trinta porcento das moedas não circulam. Ficam paradas, esquecidas em algum porquinho ou em algum cantinho da casa que mesmo sabendo, mesmo as vendo lá não damos a mínima bola.

Eu tenho por mania ou hábito não andar com dinheiro vivo no bolso. Na minha carteira me bastam o cartão de crédito, a identidade e o cartão do transporte. Quando eu sei que é bem provável que eu vá utilizar dinheiro em espécie, saco no banco a quantidade aproximada do cálculo que faço de quanto vou gastar. As pratinhas acumuladas, quando as tenho, vão todas para a complementação da recarga do cartão do transporte, viram todas passagem. Mas deixo acumular uma boa quantia. Não é por qualquer cinqüenta centavos que corro pro guichê das barcas e peço pra creditar no cartão.

Agora as barcas estão implantando a automação dos créditos desse cartão. Claro que como tudo aqui nesse país com certas limitações. Por exemplo, essas máquinas aqui, ao contrário desse mesmo sistema em Londres, não aceitam moedas. Apenas notas e cartão de débito. E muito menos dão troco. Só aceitam valores redondos. Os quebrados se forem pagos através do cartão são válidos. Minhas moedas tem esse destino. Faço-as circular de tempos em tempos.

Meu irmão já tem uma outra visão e portanto um outro comportamento quanto às moedas. Ele vai acumulando ao longo do ano as de maior valor (25, 50 centavos e 1 real) até chegar o mês de abril, quando se quebra o porquinho e todo o acumulado do ano vira investimento pra festa de aniversário do meu sobrinho. Claro que não se paga a festa por completo, mas a economia até que é boa. Minha prima também tinha um porquinho. Depois que ela casou e teve um filho não sei se ainda é adepta da cultura de engordar o porquinho. Meu porquinho chama-se poupança que, ao contrário do porquinho do meu irmão, costuma render um pouco, muito pouco, mas rende. Eu devo me habituar a mexer menos nela pro pouco que rende aumentar.

Nessa mesma reportagem apareceu uma máquina dita como novidade . Novidade pros cantos de cá de baixo porque já vi e já me utilizei dela nos Estados Unidos. Em Londres eu não estou bem lembrado pelo fato de alguns mercados terem caixa de auto atendimento e esses aceitarem todo tipo de moeda. Mas a tal novidade que chegou se não me engano num supermercado de Porto Alegre foi a máquina que troca moedas por um voucher com um valor contabilizado que automaticamente é abatido do valor total das compras. Como se fosse uma entrada. Esse sistema é bem difundido por lá e por aqui está chegando agora.

O vil metal como também é alcunhado o dinheiro veio com uma intensão não muito boa, a de acabar com o escambo, com a troca de produtos. Com o valor agregado da mão de obra, do custo de produção e tal, o dinheiro começou a valorizar os produtos e com esse capitalismo tudo começou a degringolar até chegar ao que está vigorando hoje. O fato de faltar moeda no circuito, de trinta porcento delas ficarem presas ou esquecidas em algum canto é também por falta de incentivo de fazer com que circulem. Não conheço uma pessoa que goste de ficar carregando moedas no bolso.

          Essa novidade que chegou aqui agora e a falta de aceitação das máquinas que carregam o cartão de transporte nos auto atendimentos das barcas, por exemplo, podem ser considerados os símbolos de um atraso, ou seja, se as pratinhas não estão circulando é porque até nesse quesito temos que nos contentar com a medalha de prata, já que o ouro nunca vamos alcançar. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

ANDA

ANDA

Em termos de trânsito, atualmente, não sei qual é a pior cidade, se Rio ou São Paulo pra se andar de carro ou de ônibus. No entanto, se você vai pra Vitória escuta os motoristas reclamando e o mesmo acontece em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e se bobear até em Rio Branco, no Acre.

Na primeira segunda-feira desse ano eu tive uma reunião marcada pras sete e meia da noite em Copacabana. Só cheguei lá as nove com a reunião já no meio. Eu saí de casa como sempre faço com quase duas horas de antecedência. Poderia atribuir esse trânsito todo a volta do feriadão do fim de ano, mas já era segunda-feira e pelo horário que eu entrei na ponte esse engarrafamento até poderia se justificar  no sentido contrário. Começou a fluir depois do acesso da Avenida Brasil. Foi uma hora só pra atravessar a ponte.

Nos meus tempos de faculdade era certo uma hora e meia de trânsito. Acordava as sete, saía de casa as sete e meia e chegava na faculdade as nove da manhã. Conforme o tempo foi passando e a distância aumentando, também aumentei o tempo do trânsito. Hoje calculo duas horas de locomoção. É um tanto estranho você levar mais tempo se deslocando dentro da sua cidade ou região do que num vôo de ponte aérea. Mas o fato é esse. Também um dos motivos pra que eu não tenha um carro, que com todas as comodidades que ele pode me trazer de ficar sossegado no meu espaço curtindo uma musiquinha e com ar refrigerado, de qualquer modo eu ficaria preso no trânsito, coisa que não me agrada.

Não entendo o motivo de as pessoas que moram nessa cidade não utilizarem de meios alternativos de locomoção. Se a principal causa é a má qualidade do serviço do transporte público como trem, barca, ônibus e metrô, utilizemos a famosa bicicleta. Essa atitude pode ser muito bem observada em países como Holanda, Bélgica e Alemanha. Paris e Londres também adotaram, e com êxito, a bicicleta como meio alternativo. Aqui no Rio e acho que em São Paulo também essa idéia já chegou. De um modo não muito acessível, mas já está implantada. Tanto aqui no Rio quanto lá em Londres são bancos privados que patrocinam e/ou investem nessa iniciativa. E as semelhanças param por aí. Aqui no Brasil, como de praxe, tudo e mais comum, mais complicado. Não é incomum você avistar pessoas paradas nas estações de bicicletas espalhadas pela cidade com o telefone na mão, ligando pra um número pra pedir a liberação de determinada bicicleta. Ora, se é pra trazer a idéia pra cá que se traga por completo.

Em Londres, quando paga-se a taxa anual de utilização das bicicletas, o que hoje deve estar em torno de R$ 150, o usuário recebe uma chave em formato de pen drive onde consta todas as informações do seu acesso pessoal às bicicletas. Qual e onde foi a última que pegou; em qual estação foi devolvida; quanto tempo de trajeto; se por acaso passou do tempo pré-estabelecido de meia hora... tudo registrado. Outra vantagem dessa informatização é o horário. Aqui no Rio você fica limitado a pegar uma bicicleta até as dez da noite enquanto em Londres não há limitação. Você pode pedalar de madrugada.

           Como eu, desde que voltei de Londres, virei adepto do transporte público de qualidade – e é aí que está a maior dificuldade, o maior obstáculo certamente pela falta de interesse político – começando pelo cartão que implantaram aqui meses depois da minha volta e fiz questão de ter um, entra verão, sai verão, eu sempre penso em me cadastrar no tal banco pra poder utilizar essas bicicletas, mas quando vejo essas pessoas paradas nos chamados quiosques, com o telefone na mão esperando respostas eu desanimo e acabo que não faço meu cadastro. Não sei exatamente até quando essas bicicletas vão ficar enfeitando a paisagem da cidade, mas enquanto não melhorarem esse tipo de serviço vou ficar ressabiado em utilizá-lo.