domingo, 27 de dezembro de 2015

BALANÇANDO EM 2015

BALANÇANDO EM 2015

Tô eu aqui na ressaca do Natal escrevendo sobre o ano novo. Na verdade não é sobre o ano novo, mas o ano velho. A gente sabe que 2015 não foi um bom ano em termos conjunturais. Temos uma presidente que tá balançando no cargo assim como o representante maior da câmara dos deputados, estamos vendo que cada vez mais pessoas estão envolvidas no escândalo de corrupção que nunca antes na história desse país veio à tona tanta maracutaia, tanta falcatrua, tanto cambalacho e uma inflação tão alta que há anos não ultrapassava dos dois dígitos. Por conta disso tudo e algo mais não podemos afirmar que esse ano foi um ano bom e pode piorar ainda mais no ano que vem. Sobre outro aspecto eu não tenho do que reclamar.

Trabalhei bem e trabalhei no que eu gosto. De janeiro a outubro desse ano me envolvi em várias produções teatrais esse ano e, ao contrario da atual conjuntura do país, pra mim pessoalmente os índices estão apontando um crescimento positivo para o próximo ano. Comecei com os ensaios de “Quem matou Laura Fausto?” em janeiro pra estrear em 11 de março no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea com meus amigos do grupo Objetores. No dia da estreia o produtor na época a frente do Teatro Popular Oscar Niemeyer me ligou nos chamando pra fazer uma curta temporada em Niterói e logo que acabamos a temporada da Gávea, em 15 de abril, ocupamos durante dois fins de semana (18,19,25 e 26) o teatro pra nos apresentar aqui em Niterói. Concomitantemente, se as quartas eu ia pro Teatro das Artes, às quintas ia pro Teatro da Uff fazer o “Um não sei o que que nasce não sei onde” durante quatro semanas.

Com duas produções em cartaz fui chamado pra fazer assistência em “Eu odeio Cassia Eller” às sextas e sábados de abril e maio no Solar do Jambeiro e durante toda a temporada as datas dos dois últimos sábados que coincidiram com o Laura Fausto eu não pude fazer. No último dia desse espetáculo, no fim de maio, o idealizador do “Capitães da Areia – o musical” foi nos assistir e chamou a mim e a uma atriz pra compor a equipe dele que havia feito uma última reestruturação e nos incluiu nessa última leva.

Foram três meses de ensaios, ralação e aprendizado até a estreia em 21 de agosto no Municipal de Niterói. Depois de duas semanas em cartaz, no inicio de setembro, surgiu o convite pra ajudar na produção local de um grande musical da Broadway que iria estrear em outubro no Rio, mas antes iria fazer um esquenta de duas semanas no mesmo Teatro Popular que apresentamos o Laura Fausto e que na semana anterior da entrada pra montagem deles o Cassia Eller também se apresentou lá por um fim de semana só. E nesses três dias de apresentação eu debutei no palco, ainda fazendo figuração como o dj/operador de som do espetáculo que atuava em cena. Esse musical grande da Broadway ainda faz uma temporada de verão entre terça e quinta até o carnaval no Terezão – Teatro Net Rio pros novatos – depois vão pro Imperator antes de desembarcarem pra temporada paulista.

Além disso teve a temporada de dois fins de semana do infantil “Mario, Mar e o Amor” do NEPAC no Municipal, no fim de semana anterior e no da estreia de Capitães. Tive a proeza de estar na produção de dois espetáculos no mesmo teatro e em agosto praticamente ocupei o Municipal de Niterói, fora as apresentações esporádicas de projeto escola.


Agora em janeiro a mesma equipe do Laura Fausto vai se juntar novamente pra um novo produto. E não é teatro. Nosso desafio agora vai ser rodar uma web série. Quer dizer, web se nenhuma emissora quiser abraçar e nos ajudar dando suporte técnico e exibir também. Se é pra sonhar, vamos sonhar alto. Não é crime almejar espaços maiores. Crime mesmo é usar de atos inescrupulosos pra alcançar esses objetivos.                                                                                                                                                               

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

JÁ É NATAL?

JÁ É NATAL?

Agora eu posso falar. De que? Adivinha? Qual é o noticiário que está em pauta no Brasil? A disputa na seara política fica entre a Dilma e o Cunha. No caso dela o processo já teve início, já foi aberto. No caso dele está quase se abrindo, mas olha que dia é hoje? Segunda feira dia 21 de dezembro de 2015. Quinta feira já é noite de Natal, ou seja, vai acontecer o recesso judiciário, parlamentar (caso deputados e senadores não sejam convocados pra trabalharem extraordinariamente nesse recesso que vai até o carnaval e receberem por isso) e nada vai ficar resolvido pelo menos até semana que vem quando muda o ano.

Isso é sinal de que o término de 2015 vai se dar lá pra fevereiro do ano que vem. Como o carnaval é bem no início do mês, teremos uma extensão de dois meses. Imagina se fosse no meio ou no final. Essa incerteza ainda vai rondar a gente por algum tempo. O Levy já caiu sexta passada e o novo ministro toma posse hoje. Não acho que nesse caso vai adiantar muita coisa. A nota do Brasil foi rebaixada mesmo. Se bobear pode cair mais. E o dólar continua nas alturas. Eu já tô cogitando minha viagem pra Europa no fim do ano que vem e não no primeiro semestre como eu tinha esperanças que acontecesse. Já mudei pra outubro e em último caso dezembro, pra passar o réveillon. Nem que seja dia 30 de dezembro, vou fazer de tudo pra viajar pra fora em 2016.

Quanto a minha opinião, sou mais pela saída do Cunha do que da Dilma. Acho que atualmente ele é mais nocivo a nação do que a Dilma. Não que ela seja uma santa e se realmente houver provas legais, que estejam de acordo com a constituinte que é a lei maior desse país – pelo menos deveria ser, já que lei por aqui se burla – ela deve sair sim. Na verdade acho que a chapa deveria ser destituída do cargo para o qual foram eleitos, ou seja, presidente e vice, mas essa manobra acho bem difícil e, sinceramente, temo o Temer no poder. Não confio nele. Não confio em nenhum presidente de nenhum dos três poderes. Não livro nem o judiciário que dos três creio que atualmente tem sido o mais sensato, mas ainda dá suas escorregadinhas.

Me desculpem o desabafo, mas essa é a única postagem do ano que realmente eu posso falar dos fatos e acontecimentos que marcaram a semana. Todas as outras são escritas em um determinado período do ano e que eu vou postando aqui semanalmente. Só a da semana que vem que tradicionalmente é um balanço do ano e que ainda vou escrever essa semana. Vamos deixar a cobertura do noticiário político pra mídia qualificada e vamos falar do Natal.

Quando se pensa em Natal, se pensa em família e quanto a isso esse ano vem mais gente por aí. A família tá aumentando e as bolsas de aposta estão crescendo pra saber quem será a próxima a ficar grávida. Duas crianças estão confirmadas até agora. Sei que tem tantas famílias que estão brigadas por algum motivo e que quando se encontram no Natal se aturam pelo menos na noite de Natal, as vezes nem isso e acabam por brigar. Eu nunca passei por isso. É um privilégio . Tanta gente queria ter uma família como a minha. Temos nossas rusgas de vez em quando e qual família que não tem, mas tudo se resolve e nada fica pra trás com mágoas e ressentimentos. Acho que esse espírito de Natal perdura pela minha família o ano inteiro.

           É isso que eu desejo no Natal. Que todas as famílias que por algum motivo estejam com as relações interrompidas se recomponham enquanto família e não só pro Natal, mas pra vida inteira. Sei que é clichê, mas família é a base de tudo e se a gente não solidificar essa base com os valores certos, as medidas justas, os ensinamentos corretos vamos nos tornar cada vez mais um país cujo comando vai estar nas mãos de Dilmas, Temers, Renans, Cunhas. Posso até estar exagerando, mas tem um fundo de verdade nisso tudo. Tenham vocês uma noite feliz e de muita paz e luz.

domingo, 13 de dezembro de 2015

TORNANDO DIFERENTE ESSA COISA SEMPRE IGUAL

TORNANDO DIFERENTE ESSA COISA SEMPRE IGUAL

Essa postagem vai ser diferente. Estou voltando aos velhos tempos em que escrevia direto, sem que eu rascunhasse alguma coisa no papel antes de passar pra essa tela. Pra falar a verdade ainda faço isso duas vezes por ano que, pelos meus cálculos serão as duas próximas postagens, referentes ao natal e ao ano novo. Não que tenha me acabado o papel, pelo contrário, ainda vou rascunhar muito e quando acabar a agenda onde rascunho virão outros blocos e agendas pra que eu continue fazendo o mesmo.

Essa postagem não passa de uma questão de estética. Pelo que está rascunhado na minha agenda, essa temporada de 2015 terminaria na primeira folha referente ao mês de setembro, mas, pra que não avançasse e não ficasse o mês de setembro só com uma folha das 5 escritas resolvi mudar hoje. Isso ia me incomodar. Quase um TOC. Então decidi que essa última postagem da temporada fosse escrita diretamente aqui. Fica na minha agenda um espaço pros 18 primeiros textos de 2016, o equivalente a 4 meses de agenda, de setembro a dezembro. Pras outras postagens depois dessas 18, tem a parte das anotações dessa mesma agenda que tem um número maior de páginas que o próprio calendário da agenda. Um outro desafio pelo qual eu irei passar já que é um outro tipo de configuração e terei algumas postagem as quais vou me adaptando no espaço do manuscrito, mas isso eu deixo para a próxima temporada.

Pra refrescar a memória, essa agenda é uma que ganhei do meu tio no fim de 2013 e é referente ao ano de 2014 que eu dei essa finalidade de ser o rascunho dos meus escritos pra esse blog só pra não virar comida de traça. Confesso que estou tendo uma certa dificuldade em preencher essa página. Perdi completamente a mão aqui. Nas postagens de fim de ano eu tenho sobre o que falar, afinal são as postagens que eu chamo de ao vivo, escrevo e logo em seguida posto. Essa não. Essa é um capricho meu. Por isso estou um pouco perdido. Sei que é fim de temporada, e outra revelação que deixo feita aqui é que mesmo que seja da temporada 2015, pra mim, que sempre escrevo de algum lugar do passado, o ano apenas está começando, nem completou a primeira quinzena ainda. Estou quase um ano adiantado, mas agora vou dar um tempo. Longo tempo suficiente pra tocar meus outros projetos até voltar a escrever aqui pra temporada do próximo ano.

Engraçado que conforme ia escrevendo as postagens, ia fazendo uma lista paralela sobre os temas que escrevia pra não ser repetitivo nos assuntos e esse ano não falei sobre a síndrome da página em branco. Não sofri desse mal. Não deu tempo, era muita coisa pra ser falada. E ainda tem muita coisa pra ser falada, mas vou deixar pro próximo ano. Talvez por estar condicionado a rascunhar antes de passar a limpo, exatamente nesse momento eu esteja sofrendo dessa síndrome, até por que também estou quase um ano luz na frente da publicação dessa postagem e não tenho muito sobre o que falar. Tive que chegar na última postagem da temporada pra dizer que não tenho nada o que dizer. Até tenho, mas, como diz Copélia, personagem de Arlete Sales no antigo humorístico “Toma lá dá cá”, prefiro não comentar.

Agora só me resta preencher esse espaço que falta até o fim da página e esperar estar recebendo no momento em que posto essa postagem os louros que esse ano reservou pra mim. Pelos prognósticos esse ano era pra ter sido bom em vários aspectos, em vários setores da minha vida. Se foi ou não, só se saberá nas próximas postagens, mas prometo que antes do fim do ano.


Com todas as postagens completas, agora sim dou por encerrada a temporada de 2015. Vou manter anotado os temas que foram aqui desenvolvidos durante esse ano. Dependendo da situação posso voltar a elas ou não, no entanto o ano não acabou e ainda restam as duas últimas postagens que, ao contrário dessa, tem muito o que dizer.  

domingo, 6 de dezembro de 2015

DISPONDO

DISPONDO

As vezes olho pra disposição do meu quarto e me dá vontade de mudar tudo. Não trocar os móveis, mas as posições em que eles se encontram. Não sei se adiantaria muita coisa visto que o espaço é relativamente pequeno.

Tenho um armário grande de 3 portas que esse não tem como mexer e encostado em outra parede acho que perderia mais espaço. Esse só vai sair do quarto depois que não tiver mais condições de se sustentar. Entre o armário e a parede da janela tem um vão onde eu fiz uma espécie de cantinho de mídia. Comprei 2 mesinhas de centro, coloquei uma sobre a outra e na de baixo ficou o rádio enquanto na de cima está a TV.

Na parede oposta eu coloquei a minha escrivaninha que nada mais é que uma mesa de mais ou menos 4 palmos meus com um gavetão pra guardar as coisas, inclusive esse caderno-agenda onde escrevo esses rascunhos. Quando escrevo aqui fico de costas pra TV e pro aparelho de som. E na mesma parede em que a escrivaninha está encostada, bem aqui na minha direita está a minha cama. É uma cama normal de casal que por ser box pode-se guardar coisas embaixo dela.

Essa disposição está assim desde quando eu me mudei pra cá, em agosto de 2011, ou seja, tem pouco mais de 4 anos. Não consigo visualizar outro tipo de arrumação, ou melhor, até consigo, mas acho que eu iria perder o pouco espaço livre que tenho. A configuração não ia ficar boa. Preciso de uma visão de especialista em decoração pra isso.

As paredes do meu quarto estão limpas, livres, lisas, brancas ainda – a não ser por conta das pequenas sujeirinhas que de vez em quando aparecem e ficam – sem nenhum penduricalho. Já pensei em imprimir e emoldurar algumas fotos que eu tirei pra pendurar nelas, mas eu tenho um pouco de trauma de parede esburacada. Talvez com aquela fita dupla face que cola o quadro na parede sem que fique nenhum buraco ao ser removido eu pense em retomar essa ideia.

Uma vez, numa das ideia escabrosas da minha mãe de querer pintar o apartamento e transformar os ambientes em uma palheta de cores – já começou botando de vermelho o hall de entrada e uma parede do quarto do meu irmão de verde, sem contar um pedaço da sala que está pintado de amarelo – ela me perguntou de que cor eu gostaria de pintar o meu quarto. Ela ficou murcha quando disse que eu queria o branco. Não vou colorir o meu quarto. Já tenho pouca coisa nele propositalmente. Estou a um bom tempo numa fase minimalista, de quanto menos coisas e informações melhor.

Pra guardar, só as gavetas do meu interior. Prefiro pendurar os fatos nas paredes da minha memória, dos meus sentimentos do que nas do meu quarto, por exemplo. Passei a guardar coisas nos meus espaços virtuais aliviando cada vez mais os físicos. Quando vejo que as gavetas estão começando a ficar abarrotadas de roupas, todo fim de ano pego aquelas que não estou mais a fim de usar e doo. Não só camisas, mas qualquer outro tipo de roupa. Basta eu estar enjoado delas pra saírem fora. Sem perdão. Tem muita gente por aí que está precisando delas mais do que eu.   

          É bom renovar, respirar, buscar novos caminhos, novas propostas sem perder o foco, sem deixar de sonhar. Mas isso tem que acontecer internamente, de dentro pra fora. Não é uma cor ou uma modificação na disposição do meu quarto que vai me fazer agir ou pensar diferente. São as minhas vivencias, as viagens que eu faço, os amigos que tenho, as histórias que acumulo. Isso é o mais importante. Com a cama onde está ou em outro lugar o sono continuará o mesmo e os sonhos vão continuar vindo. Mesmo que passe pela minha cabeça em modificar alguma coisa aqui no meu cantinho, só passa pela minha cabeça. Do mesmo jeito que vem, vai. Como uma onda no mar. Até chegar um tsunami e forçar a mudar tudo.

domingo, 29 de novembro de 2015

O FUTURO JÁ COMEÇOU

O FUTURO JÁ COMEÇOU

Outro dia me dei conta de que o futuro já começou, pelo menos ele já chegou. Pra quem como eu gosta da saga, da trilogia “De volta pro Futuro” esse ano de 2015 tem um significado diferente. É justamente o ano em que Marty McFly para, vindo de 1985. Ele viaja 30 anos pro futuro e chega onde nós estamos.

Alguns elementos que aparecem no filme continuam sendo futuristas. Eu até hoje não vi nenhum DeLorean voador passando pela varanda do meu apartamento. Aliás nem DeLorean e nem carros mais populares. Esses não voam, pelo contrário, ficam parados nos intermináveis congestionamentos das cidades andando a 40 por hora. Também não inventaram aquela jaqueta que se ajusta automaticamente ao corpo e além disso a função secagem está embutida nela. Aqueles skates flutuantes parece que estão em testes em algum laboratório científico – tomara que não seja o do doutor Brown – e as rodas ainda estão presentes nas pequenas pranchas de madeira. A minipizza que se põe no micro-ondas e se transforma numa pizza gigante também está longe de ser criada. Já o garçon que aparece numa tela de TV e serve o refrigerante que surge do balcão é outro efeito de ficção.

E não adianta os luminosos painéis e letreiros da Times Square ou da Piccaddilly Circus se o anuncio do filme não se transforma em holograma e interage com a pessoa. A personagem do filme se borrou de medo quando o tubarão o atacou. A imagem parecia real pra ele que não estava acostumado com isso. Essa tecnologia do holograma agora que está sendo difundida com as aparições de Elvis e Michael Jackson mundo afora. Por enquanto os tubarões que assustam são os de verdade quando próximos a banhistas. Já a cena da vídeo conferencia onde há a discussão dele com o patrão e o fax notificando a demissão dele tem um contrassenso pra gente. Fax não existe mais. Talvez fosse tão novo em 1985 que eles imaginavam que em 2015 seria comum. Não chegou a ser comum e já é obsoleto, ultrapassado. Quanto a videoconferência o Skype está aí pra isso. É assim que eu ainda falo com Londres e com os EUA. Pelo menos uma coisa tem em comum.

A cidade de Hillvalley em 2015 é muito mais avançada tecnologicamente do que qualquer outra ao redor do mundo. Se chegamos no futuro, o futuro não chegou na gente. Pelo menos não como a gente imaginava. Avançamos muito em algumas áreas, em outras tartarugas correndo estão bem na frente de nós. Se por um lado o futuro já chegou, por outro o passado não sai daqui. Alguns setores avançaram 30 anos, outros nem 3. E assim caminha a humanidade. Chegamos a 2015 sem que 2015 chegasse na gente tendo como referencia o filme de 30 anos atrás – quase 30 já que estamos falando do segundo filme da série. E como será daqui a mais 30 anos, lá pro ano 2045? Em que teremos avançado e em que ainda estaremos estagnados? Será que dá pra fazer esse tipo de previsão?

É melhor nos concentrarmos nas previsões e prognósticos pro ano que vem que já está batendo a porta do que arriscar a falar sobre daqui a 30 anos. Se já é difícil prever alguma coisa pra amanhã, imagina pra 30 anos. Será que no meio dos cientista que habitam o planeta tem algum iluminado como o doutor Emmett Brown que por ter sofrido uma queda no banheiro e batido com a cabeça visionou o capacitador de fluxo e a partir daquela imagem calculou e desenvolveu a viagem no tempo?


Pra encerrar, outro ponto que a gente não conseguiu atingir foi fazer com que os carros sejam movidos a lixo. Aí estaríamos matando vários coelhos com uma cajadada só, ou seja, combatendo vários fatores que levaram nosso mundo a chegar nesse futuro que estamos vivendo. Se conseguíssemos chegar nesse estágio,  gerações futuras veriam como anedota o nosso petrolão.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ECONOMIA DE COTOVELO

ECONOMIA DE COTOVELO

Sabe aquela regra de etiqueta de apoiar o braço na mesa do jantar? Estou utilizando em outro setor também. Essa convenção diz que nunca se deve apoiar o cotovelo sobre a mesa; já o antebraço às vezes, mas o mais certo e o que sempre é valido é apoiar os pulsos. Daí vem a tríade nunca, às vezes e sempre pra posição do braço numa mesa de restaurante, por exemplo.

Resolvi adotar esse sistema pras minhas economias. Desde quando voltei de viagem em meados de novembro do ano passado eu tinha que economizar pra próxima que, no caso, torço pra que seja agora em novembro também. Mas pra quem ganha pouco e não tem uma regularidade, ou seja, é instável ganhando bem em uma época e nada em outra, esse foi o método que achei bastante aplicável. Chamo isso de economia de cotovelo.

Trata-se de dividir o seu dinheiro em três partes. A que você não vai mexer nunca, a que às vezes vai te socorrer e a que sempre vai estar a sua disposição. Claro que nunca mexer em dinheiro é uma meta praticamente inatingível. No meu caso esse nunca é pra ser quebrado uma vez por ano, justamente pra pagar o capricho de uma viagem à Europa. Esse dinheiro só vai servir pra isso, e por isso fica rendendo em algum fundo de investimento até a hora de começar a utilizá-lo pra pagar as despesas da viagem. Não se mexe nessas economias a não ser em caso de vida ou morte. Deixa ele lá quietinho, só acrescentando mais valores a ele, só fazendo crescer o montante, não só com o rendimento, mas também com o que se deposita lá.

A parte do às vezes, que é quando se apoia o antebraço à mesa, eu chamo de caixa 2. É o dinheiro que está no meu colchão e não levei pro banco. Esse também tem uma finalidade que é mais a curto prazo e não renderia tanto se botar em algum fundo de investimento. Então guardo ele comigo e tenho a consciência de que vou lançar mão dele em pouco tempo. Por exemplo, o primeiro caixa 2 desse ano foi uma viagem pra São Paulo. Aquele valor foi o meu orçamento e dentro dele montei a viagem. A partir daquela quantia vi se podia ir de avião pra lá, se podia pernoitar em hotel e coisas desse tipo. São pra caprichos como esses que eu tenho meu caixa 2.

E o pulso ainda pulsa, mesmo que esteja sobre a mesa. Esse dinheiro que sempre se usa pra pagar um show, um teatro, um jantar ou qualquer outro capricho que seja mais imediato fica lá na conta e sempre é mexido.

Confesso que é difícil dividir o pouco dinheiro que se ganha em 3. Mas com esforço e sacrifício assim tenho feito e conseguido e com isso meus caprichos são atendidos. É um bom exercício e quem sabe com uma grana mais regular e mais estável eu consiga diversificar e aplicar em mais caprichos como um carro ou um apartamento. Vai demorar um pouco, mas sonhar não custa nada, por enquanto. Enquanto o sonho não se transforma em realidade vamos continuar trabalhando com o que temos.

As cartas estão sobre a mesa, ou melhor, os braços e o dinheiro estão sobre a mesa. Cabe a mim ser extremamente educado, gentil e cuidadoso com os meus braços e o dinheiro que me compete. Como tudo, existe os dois lados da moeda e o sacrifício de agora tem suas compensações no futuro. Tendo foco, fé, força de vontade e perseverança tudo se resolve. Quem não testou ou não teve tempo de parar pra pensar nessa possibilidade de economizar, fica a dica. Pra mim, por enquanto, isso tem dado certo.

Nunca tinha testado minha capacidade de economizar com essa nova regra. Às vezes pensava sobre, mas aplicar que estava sendo difícil. Até que eu foquei e consegui. Sempre vai ter alguma coisa pra que eu destine meu dinheiro. Não importa quanto tempo vai levar pra que seja utilizado de forma consciente e satisfatória pra mim. 

domingo, 15 de novembro de 2015

GAFES

GAFES

Todos nós ao menos uma vez na vida cometemos gafes. Lembro que uma vez um amigo meu me chamou pra ir ao aniversário de uma amiga dele que eu não conhecia. Chegando lá dei os parabéns pra menina que abriu a porta pra gente. Claro que não era a aniversariante. Não sabia onde enfiar a cara, mas mantive a pose e continuei na festa mesmo depois de consertar o erro. Talvez essa tenha sido a pior, ou a mais marcante até a que eu vou contar agora.

No interregno entre o natal e o réveillon, ano passado, eu fui assistir ao musical do Chacrinha e lá ganhei dois ingressos pra ver o filme “Os caras de pau e o misterioso roubo do anel.” A promoter que me deu esse par de convites, depois que eu preenchi um cadastro lá que não serviu de nada, a não ser pra que eu ganhasse os ingressos, me atentou para quais cinemas não aceitavam o panfleto. Conferi se na relação estava incluído o cinema de Niterói e vi que não estava. No dia seguinte fui pra Saquarema, voltei, passei o réveillon com parte da família e quando foi no primeiro domingo do ano, resolvi gastar aqueles ingressos.

Entrei no site das salas de cinema, vi se ainda estavam em cartaz por aqui, gravei os horários que são exibidos e decidi ir na sessão das sete da noite. Cheguei lá, entrei na fila e vendo novamente a filipeta que percebi um outro aviso além daquele dos cinemas que não aceitavam os flyers. Dizia que era válido de segunda a quarta-feira em todos os cinemas onde o filme estiver sendo exibido e sujeito a lotação da sala.

Esse teria sido um outro problema se não tivesse essa cláusula escrita. Praquele domingo e praquela sessão já estava lotado. Teria que tentar pra sessão posterior que começava pouco depois das 9 da noite e eu não queria voltar muito tarde. Mesmo assim cogitei essa hipótese. Já que estava lá não iria perder a viagem. Foi justamente nessa hora que reparei no aviso limitando os dias pra utilizar aqueles ingressos. Não sabia onde enfiar a cara novamente. A viagem perdida foi o que mais me deixou fulo. Me preparei, me arrumei, perdi meu tempo indo até lá e por pouco a gafe não foi maior. Não foi preciso o atendente dizer na minha cara o que estava escrito ali. Teve esse atenuante de eu mesmo me tocar e sair da fila antes de acontecer o pior.

Não lembro se eu já tinha lido e não prestado atenção a ponto de eu não gravar esse detalhe, mas acho que não. Pelo menos eu teria me lembrado de alguma coisa e me atinado pra essse detalhe, pra esse aviso. Eu não teria ido pra porta do cinema se tivesse prestado atenção nisso. Por que isso aconteceu comigo? Sei que minha memória é seletiva e não guardo detalhes de coisas que eu não quero guardar justamente pra sobrar espaço praquilo que me interessa. E o filme me interessava desde a hora que eu ganhei os ingressos. Talvez se a promoter me dissesse também que havia limitações de dias eu teria gravado melhor na minha memória.

Isso é cometer uma gafe; ser traído pela memória e ao mesmo tempo não ter tempo hábil pra sair da saia justa, da sinuca de bico que nós mesmos nos metemos. Não é sempre que eu faço isso, pelo contrário, tem sido cada vez mais raro eu cometer gafes. Por isso que essas me marcaram tanto. Pode até ter mais gafes que eu tenha cometido, mas eu não me lembro ou não foram tão relevantes como essas.


Lembrei de outra. Eu era criança, devia ter uns 10 anos de idade e aquele era o meu primeiro ano estudando no turno da manhã. Não lembro de detalhes. Só sei que acordei às 5:30 e fui me adiantar pra ir pra escola. Estranhei a empregada estar lá aquela hora e quando ela me viu colocando a calça jeans perguntou onde eu ia. Estava quase na hora de eu ir pra escola. Até que ela me avisou que eram 5:30 da tarde. Bem que eu achei cedo demais pra ela estar lá. A primeira gafe a gente nunca esquece, a não ser quando se comete com frequência e já é quase orgânico. Não é o meu caso.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

SIGNOS

SIGNOS

Quando alguém me pergunta qual é o meu signo eu respondo que não sei. Todos tem signo. Bastou nascer que já se sabe qual dos cavaleiros do zodíaco é o seu regente. Mas existe a legião dos sem signos, ou melhor, signos não definidos, a qual eu faço parte. É claro que eu tenho um signo, só não sei qual é ele. Meu irmão e eu, que nascemos no mesmo dia, e outras pessoas mundo a fora viemos ao mundo no dia da mudança de signos. No nosso caso de áries para touro e pra saber qual dos dois nos regem tem que fazer mapa astral.

Uma vez uma amiga minha curiosa nesse assunto fez um pra mim e tentou sanar essa questão. O resultado deu touro com ascendente em áries. Eu sinceramente não sei o que quer dizer isso e somente uma pessoa estudiosa, especialista no assunto pode me mostrar o caminho. De modo que nunca me preocupou, nunca me tirou uma noite de sono e não sinto e nem vejo interferência disso na minha vida. As pessoas que conversam comigo me dizem que eu sou mais pra taurino do que pra ariano.

Eu nunca entendi esse lance de horóscopo e acredito que que aqueles tijolinhos que saem nos jornais nada mais são que um sorteio que eles fazem. Já deixam aquelas frases prontas e só distribuem entre os signos. Consta que o nosso jeito de encarar a vida, de agir é muito influenciado pelo signo. Eu vou além. Pode até ter alguma coisa a ver mas acho que o meio também influencia; a forma como você é criado. Será que eu falo alguma bobagem?

Pensando bem eu e o meu irmão fomos criados da mesma forma mas somos completamente diferentes nos nossos jeitos. Isso quer dizer que temos signos diferentes? Bem, se até agora isso não me afligiu eu vou continuar  a levar a minha vida sem interesse em desvendar isso. Não estou aqui denegrindo os profissionais da astrologia. Acredito que muita coisa pode ser resolvida ou ao menos entendida através dos mapas astrais. Só estou dizendo que pra mim já não faz mais diferença descobrir qual é o meu signo. Parafraseando a música, eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim. Se o meu jeito tem a ver com o signo que me rege, se áries ou touro, já não me interessa mais.

O zodíaco como a gente conhece é representado por alguns bichos como touro, peixes, capricórnio, escorpião e leão, ;por exemplo. E existe um outro tipo de horóscopo que é todo representado por animais. Rato, cabra, serpente, cavalo, coelho... é o horóscopo chinês. Se eu não sei o meu signo em português como vou saber qual é ele em chinês? Mas parece que há um atenuante, ou seja, não é pelo dia do nascimento, mas pelo ano. Acho esse bem mais fácil e se eu pesquisar, saberei qual é o bicho que me rege pelo horóscopo chinês e o que isso significa. Será que a leitura feita é a mesma ou são outras características? Será que são complementares ou não tem nada a ver um com o outro? Alguém tem respostas pra essas perguntas? 


Nós, da legião dos signo interrogativos, não vamos nos rebelar se não tivermos essas respostas. Pelo menos eu e o meu irmão não. Isso é um assunto que por eu não entender eu nem abordo, nem pergunto pros meus amigos, não entro no mérito da questão. Também não me vejo repelindo uma amizade promissora por causa do signo, se o da pessoa não combina com o meu. Como não vou fazer isso se nem eu sei qual é o meu signo? É impossível eu repelir alguma amizade, principalmente por causa disso. Que a astrologia continue seus trabalhos, seus estudos, sua ciência e que cada vez mais tenham pessoas interessadas em saber, em descobrir mais sobre os signos, o horóscopo, apesar de não me apetecer muito. Quem sabe depois de uma resposta mais concreta, mais objetiva, depois de realmente saber o que sou eu, o meu interesse também aumente e comece a procurar mais sobre o assunto. Deve estar escrito nas estrelas.

CABELOS AO VENTO

CABELOS AO VENTO

Conta a história que quando Dalila cortou os cabelos de Sansão ele perdeu a força. Eu sofro dessa síndrome. Toda vez que chega a hora de cortar o meu cabelo eu perco não a força, mas um pouquinho de ânimo. A minha auto estima baixa  um pouco e preciso de uns 10 dias pra tudo voltar ao normal. Não fico depressivo. A vida segue seu curso normalmente. Só tenho a sensação que está me faltando alguma coisa. E realmente está. Os cabelos.

Meu amigo Airton que mora em Londres sofre dessa mesma síndrome. Ele chega ao ponto dele mesmo de vez em quando cortar o próprio cabelo quando vê que ninguém deixou do jeito que ele pedia. Eu não me atrevo a fazer isso. Baixaria ainda mais a minha auto estima. Deixo um profissional fazer isso. O mesmo de anos.

Deve ter mais de 20 anos que frequento a mesma barbearia e mantenho o mesmo corte de cabelo. Ainda assim não gosto de estar com o cabelo cortado nos primeiros dias. O que me alivia é que cabelo cresce. Essa barbearia que eu frequento, o meu avô frequentava e meu pai chegou a frequentar por um tempo. Me lembro que eram três pessoas que atendiam lá. Seu Antônio, seu Euclides e o Rogério que ainda se mantém por lá e é quem corta o meu cabelo atualmente. Os outros dois ficaram lá até o fim das suas vidas.

E foi só em setembro do ano passado que eles mudaram de endereço apesar de permanecerem no mesmo complexo de lojinhas da esquina. Se mudaram pra vinte metros ao lado. O Rogério e um outro que não me recordo o nome no momento são quem cuidam da barbearia agora. Mesmo que eu chegue lá e o Rogério esteja atendando, eu faço questão de esperar, afinal ele já tem a mão certa de tantos anos de corte. Nesse tempo todo de corte, só me lembro de outras duas pessoas que cortaram o meu cabelo.

Uma foi lá dentro do projac. Quando eu figurava em novela de época, às vezes eles tinham que fazer a bainha, o pé do cabelo e volta e meia eu aproveitava para cortar mesmo. Não saia do padrão do corte e a Laide também tinha mão boa pro corte. Não foram tantas vezes, umas duas talvez. E é claro na temporada que eu passei em Londres tendo as abençoadas mãos do Paulo que eu brincava que era a única pessoa que me fazia perder os cabelos. Em Londres eu arrisquei, ousei e por conselho e consentimento do Paulo, confiei nele um corte mais radical, mais fora do meu padrão. Ele é outro que tem uma mão boa pra corte de cabelo. Apostei e gostei do resultado. Tanto que me senti órfão dele quando voltei. Queria tentar manter o mesmo estilo e fiquei meses tentando achar alguém que chegasse próximo ao que ele conseguia fazer, mas depois de três tentativas percebi que só o Paulo mesmo pra cortar daquele jeito, naquele estilo.

Ainda quero ousar, fazer outro tipo de corte que saia desse tradicional, mas só em imaginar que pode não sair do jeito que eu quero minha auto estima pode baixar ainda mais. Se o cabelo é considerado a moldura do rosto, prefiro uma mais clássica, mais tradicional e vou mantendo os cortes com o Rogério até ele se aposentar ou até eu criar coragem de mudar o meu estilo. As duas últimas vezes que fui pra Londres, numa eu queria que o Paulo cortasse o meu cabelo, mas não encontrei com ele na semana que passei lá e da última nos encontramos pra tomar um café. Dessa ao contrário da anterior, eu já tinha cortado o cabelo antes de viajar e não fui com esse intuito.


Tenho épocas certas pra cortar o meu cabelo. O intervalo é de três meses e sempre que muda de estação é a hora de ir pra barbearia. Dizem que a lua influencia. Dependendo da fase em que ela se encontra o cabelo cresce mais rápido, mais devagar, com mais volume ou não. Nesse caso eu sou mais solar. É a proximidade do sol com a terra que me faz cortar o cabelo quatro vezes por ano.

sábado, 24 de outubro de 2015

PRETÉRITO DO FUTURO

PRETÉRITO DO FUTURO

Uma vez vi naquelas tv’s que ficam em ônibus que cientistas já admitem que podem avançar no tempo, mas que voltar é mais difícil. O mote do filme “De volta pro futuro”, no que dizem os cientista, é falho. A máquina do tempo pelo visto só tem a passagem de ida. Se você entrasse numa máquina dessa, sem volta, o que você faria? Eu sinceramente não sei. Preferiria mil vezes voltar ao passado e modificar certas coisas pra que não chegasse ao ponto em que estamos hoje. De outra forma, apenas indo pro futuro, tentaria entender onde eu chegar o porque de estar daquele jeito. Será que o futuro vai ser pior? Será que vamos evoluir no nosso convívio, na nossa tolerância, nos nossos princípios?

Eu tenho medo de entrar numa maquina dessa. Como esse tipo de transporte ainda não é difundido, não é de massa, a gente não vai pro futuro como quem pega um ônibus pra ir ao dentista, eu prefiro crer no presente pra que o futuro chegue do jeito que eu quero que chegue. Sei que não é fácil e nem vai chegar do jeito que eu quero, mas a gente vai tentando daqui, ajeitando dali e por aí vai. Pro passado é mais fácil viajar e realmente existem pessoas que não saem de lá. Esses são conhecidos como os nostálgicos. Arqueólogos da própria vida pregressa ainda vivem em anos que fizeram diferença e procuram não evoluir, ou quando o fazem é com passos de formiga. Esse tipo de viagem eu faço de vez em quando, mas eu volto. Sempre volto. O novo sempre vem mesmo que você não simpatize com ele.

É bom lembrar. Recordar é viver e se o passado pode condenar, o futuro certamente te absolve. Taí uma boa ideia pra fazer no futuro quando eu for pra lá. Ser absolvido. Se bem que eu não tenho um passado condenável. Fiz sim algumas besteiras, mas quem não faz? Nada que seja uma tragédia. Aliás, vendo com essa distância, algumas podem até ser consideradas comédias. Voltar pro passado é relembrar dos fatos e experiências bacanas que se viveu. Mas já passou, já estamos em outra e não acho válido dizer que tal época foi melhor que a que estamos vivendo no momento. Tem passagens interessantes tanto no passado como no presente também.

Tem gente que pra ir ou tentar ir ao futuro recorre ao tarô, às cartas, aos búzios, a astrologia, ao horóscopo, mas nada disso adianta. Aos mais religiosos, o futuro a Deus pertence, mas tem gente que gosta de brincar de Deus. Eu tenho pra mim que a melhor forma de se definir o futuro vem da terra. Quem planta, colhe. O futuro é sim consequência e reflexo do presente. Eu não tenho dúvidas quanto a isso. Sabe trabalho de formiguinha que pegam pedacinhos de folhas e levam pra toca, pro ninho e vão estocando pra passar o inverno abastecidas? É isso. O resultado vem, se vê. As vezes demora mais do que é pensado ou até premeditado, mas sempre vem. Pode não vir do jeito que a gente pensa, mas vem. O futuro é benevolente com quem está sendo benevolente agora . É um espelho com reflexo que se mira ao longe.


Eu não conseguiria sair da minha zona de conforto pra dar um pulo no futuro, principalmente se não puder voltar. De qualquer forma isso me instiga. Lembro de quando eu cheguei em Londres. Estava instigado em saber o que aquela cidade me ofereceria e hoje, anos depois, eu não tenho do que reclamar. Não sei se na época havia chegado diretamente ao meu futuro, mas atualmente muito o que sei da vida, do que aprendi e do que faço devo ao meu passado londrino. Não sei se dizendo isso tô viajando pro passado ou pro futuro. Não sou curioso com o futuro, visito de vez em quando meu passado, mas é no presente que eu foco, que é o que me importa. Como diz um famoso samba da Ilha, lá do passado e sempre lembrado nas rodas de samba do presente: “Como será o amanhã / Responda quem puder”. Inclusive os cientistas que acreditam que podemos viajar no tempo fisicamente. 

domingo, 18 de outubro de 2015

HUMANA MÚSICA

HUMANA MÚSICA

Enquanto rascunho esse texto escuto um disco com as mais clássicas vozes do jazz americano. Cantores como Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Peggy Lee, Tony Bennett e Nat King Cole dentre tantos outros, cantando as não menos clássicas canções do jazz com suas vertentes românticas. Posso identificar várias músicas cantadas por essas pessoas ao contrário da geração que hoje ocupa a programação das rádios mais populares.

Eu só escuto uma rádio atualmente. Já passei por tantas, mas nessa estou estacionado a um bom tempo. Ela é até versátil com os cantores brasileiros, mostrando um pouco de tudo e de todos que por aí caminham, a exceção de alguns rótulos como o funk, o sertanejo e alguns baianos, mais precisamente aqueles de micareta e carnaval. Me consideram uma pessoa de bom gosto. Claro. Gosto do que é bom. Sinto falta na programação das rádios o resgate do que um dia foi sucesso.

Uma vez um amigo meu deu uma entrevista dizendo que há um gap, um buraco entre a história da música  da década de 30, com Noel Rosa até a década de 60 com a Bossa Nova. Segundo ele, os criadores da Bossa Nova e logo depois da Tropicália beberam muito da fonte dos cantores esquecidos no buraco negro  das décadas de 40 e 50. Cauby, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Angela Maria, Linda e Dircinha Batista, Isaurinha Garcia, Lúcio Alves, Silvio Caldas entre outros inspiraram de certa forma cantores como Elis Regina, Caetano Veloso, Chico Buarque, Roberto e Erasmo, Rita Lee, por exemplo. Por isso que ele pesquisa e biografa esses cantores. Recentemente ele lançou um livro contando um pouco sobre a vida e a carreira da Angela Maria.

A rádio deveria dedicar um horário, mesmo que fosse de madrugada, pra executar os sucessos que esses cantores perpetuaram. Poucas pessoas resgatam essas músicas em seus trabalhos. Um que faz isso com muito carinho e cuidado é o Ney Matogrosso. Os discos dele ora revêm esses sucessos antigos, ora lançam músicas de compositores não tão conhecidos ainda. Eu cheguei a ver ano passado um show da Angela Maria e Cauby Peixoto com a casa lotada e fiz coro em algumas músicas.

Gosto de clássicos. Seja de jazz, mpb, baladas românticas... clássicos são clássicos mesmo sendo mais populares como o Garçon do Reginaldo Rossi ou das músicas que tocavam no Chacrinha. Gosto de música de um modo geral e como todo mundo tenho minhas preferencias. O funk, o sertanejo e os baianos de micareta que não tocam na rádio que escuto entram por outras vias. Ou programas, ou reportagem de jornal e revista, ou quando meu irmão liga na rádio que ele escuta, ou quando viajo pra algum lugar principalmente em navio.

No cruzeiro que fiz ano passado, praticamente toda noite depois do jantar eu ia a um lounge onde tocava uma banda que tinha dois tipos de repertórios, uma mais pop internacional e outra mais nacional onde ela incluía tudo e fazia uma miscelânea. Era totalmente previsível. Assim que eu entrava no salão já sabia qual seria a linha que a banda ia seguir e algumas músicas eu só ouvia por lá, conheci com ela cantando, nem sabia da existência até então. E também não vou escutar por um bom tempo. Enjoava fácil das músicas desconhecidas.


Atualmente tá tudo formatado pra ser sucesso. Não que em outras épocas também não fossem assim. Mas, como meu amigo falou nessa mesma entrevista, pras músicas que tocam atualmente nas rádios tá faltando muita coisa, principalmente poesia e tesão. Não há mais construção de clássicos como esses que gosto de ficar escutando. Não fazem mais músicas pra serem atemporais, pelo contrário. A música tem um tempo de vida e é feita pra vender, se tornou comercial, mercadoria que logo é esquecida. O disco de vinil fabricava clássicos com muito mais facilidade. 

domingo, 11 de outubro de 2015

ALTA FIDELIDADE

ALTA FIDELIDADE

Sou fiel. Fiel a mim mesmo, aos meus preceitos, às minhas amizades e às minhas convicções enquanto não as transformo em outras convicções. Sou fiel com quem eu gosto e com o que eu gosto de fazer. Fidelidade é um conceito complicado. Talvez a lealdade seja mais fácil de ser trabalhada, mesmo assim ainda me acho fiel em alguns aspectos e para algumas coisas.

Um exemplo disso é a minha fidelidade para alguns programas de televisão. Não me sinto traindo se na hora da exibição eu não tiver assistindo, o que é raro visto que não há nada melhor de se ver no horário do que aqueles programas. Se forem os dominicais eu os programo pra gravar e depois os assisto. Já os de durante a semana se eu os perco não uso do mesmo artificio.

De um tempo pra cá tenho sido fiel a uma marca de arroz integral que preparo pra compor minhas refeições, assim como procuro ser fiel a dieta passada pela minha nutricionista durante a semana. Em compensação fim de semana não tem disso.

Sou fiel aos meus cantores que quando lançam trabalhos novos procuro adquiri-los e assisti-los em shows e apresentações; a minha equipe de trabalho onde tal qual um corpo humano cada um tem a sua função e há uma certa dependência entre os organismos para que tudo funcione bem; com os meus amigos que mesmo sem ter contato constante sabem que podem contar comigo, enfim, eu sou fiel.  

Sou fiel a uma companhia aérea. Se for pra comprar passagem é só por ela, apesar de nem sempre utilizá-la quando não sou eu que compro a passagem ou se utilizo pontos de milhagens das minha mãe, por exemplo.

No fim do ano passado me fidelizei em um supermercado que é o mais próximo daqui de casa. Ele já mudou de bandeira tantas vezes que essa última que ele ergue, por ser uma rede conhecida e ter em várias partes do Rio ou de São Paulo, resolvi aderir ao cartão fidelidade. Do mesmo jeito que com a companhia aérea quanto mais se viaja, mais chance de um upgrade de classe ou de uma viagem de graça se tem, com o mercado é a mesma coisa. Quanto mais compras, mais pontos e quanto mais pontos, mais vantagens e benefícios.

Eu já percebi que não terei uma frequência grande no resgate desses pontos,caso faça compras pessoais. Não sou de estocar coisas. Prefiro ir uma vez por semana ao mercado e comprar o necessário pra semana, como eu fazia em Londres. Mas, como eu não moro sozinho e minha mãe adora um mercado ou ela também adere ao programa de fidelidade ou se utiliza do meu numero na hora de passar as compras no caixa.

Essa cultura de fidelização é bastante difundida lá fora. Eu só não fiz a do mercado de Londres porque fiquei somente alguns meses. Outra coisa que tem bastante lá fora são os cupons desconto. Não vejo muito esse subterfúgio aqui, mas isso geralmente se refere a fast food. Não que não tenha de outros tipos. O mais circulado lá são os descontos das refeições em cadeias de fast food. Foi graças a esses cupons e a Aninha que carregava na bolsa um catalogo deles que comi no Burguer King quando cheguei em Dusseldorf. Não sou fiel ao Burguer King ou de outra cadeia de fast food. Minha preferencia é o Subway, mas daí a ser fiel é outra história.

Outros dois cartões fidelidade que tenho comigo são da rede Saraiva de livrarias – livros e discos só compro lá – e da companhia de navegação MSC Cruise – ainda não naveguei pela concorrência.


Ser fiel tem as suas vantagens. Estou sendo fiel há muito tempo com esse espaço aqui, por exemplo, reclamando, criticando, elogiando, satirizando e espero continuar por muito e muito tempo sendo fiel a quem perde tempo lendo essas bobagens, às vezes interessantes, que eu posto aqui. 

sábado, 10 de outubro de 2015

SALADA DE FRUTA

SALADA DE FRUTA

Sempre que me perguntam qual é a minha fruta preferida respondo de pronto que é o abacaxi. Realmente eu adoro, mas curiosamente fica em segundo lugar num ranking geral. É que o abacaxi tem uma versatilidade maior. Se for uma fruta pra se comer, no meu caso, fica atrás da banana e se for pra fazer suco fica atrás da laranja. Mas é uma fruta que serve pras duas vertentes.

A laranja não se come, se chupa e joga o bagaço fora e a banana não se extrai o suco dela. Até pode ter alguém que tome suco de banana, mas eu nunca vi, nunca tomei e nem gostaria de experimentar. Não acho que banana se mistura com água. Eu sempre tomei banana batida com leite. Acho um casamento mais palatável. Literalmente. Assim como eu não me lembro de ter tomado abacaxi com leite apesar de saber que essa combinação é mais comum do que a da banana com água.

O abacaxi é altamente digestivo. Quando eu frequentava churrascarias, praticava a técnica do abacaxi. Consistia em depois de me satisfazer, comer algumas fatias de abacaxi, esperar fazer efeito do ácido contido na fruta ajudar a dissolução da carne pra dali a um tempo eu poder comer mais. Depois que aprendi a comer comida japonesa, churrascaria é local raro de minha presença.

Existe até uma sobremesa no restaurante japonês que costumo frequentar que é a banana empanada com calda de chocolate e uma bola de sorvete. Eu só não peço essa pra fugir do chocolate. Sempre que houver a opção de alguma sobremesa frutada, que não leve chocolate, é essa que vem primeiro. Por exemplo, se houver uma porção de de mousse de maracujá e outra de chocolate, sem dúvida eu ataco primeiro a de maracujá.

Uma fruta que é mais comum na região norte-nordeste é o cupuaçu. Eu nunca comi a fruta em si, mas o suco, o sorvete, o doce e até o bombom me dão água na boca. Em Ilhéus eu fiz questão de provar e aprovar o suco de cacau. Uma delícia. Existe uma loja na praia mais badalada de Dubai chamada Fruteiro do Brasil onde você pode combinar os sucos de várias frutas. Eu tomei dois copos da segunda vez que fui naquela praia, debaixo daquele calor. Foi uma forma de me refrescar um pouco, matar a sede e bem ou mal me alimentar um pouco. As frutas tem vitaminas diversas e necessárias pro bem estar do nosso organismo.

Por recomendação da minha nutricionista as frutas tem estado mais presentes na minha alimentação. Durante a semana tenho dado preferência às frutas no lanche que faço pouco antes das minhas caminhadas. E a noite, pouco antes de dormir como duas bananas amassadas com e misturadas com aveia e um pouco de mel.  É como se fosse a minha cota de doce do dia. Depois que cortei o refrigerante de vez do meu cardápio, a inserção de refrescos e sucos aumentaram bem apesar de ainda ficar atrás da água e do mate.

Ainda vou comer todas as frutas que o Alceu Valença canta na música “Morena Tropicana”. Essa mistureba toda nem no turbante da Carmem Miranda a gente via. Talvez ela tenha apresentado ao mundo o que estava no nosso quintal. As frutas, por incrível que pareça, estão ligadas a nossa música não só pelos exemplos citados acima, mas por uma escola de samba das mais famosas ter o nome de sua árvore e cujo intérprete mais famoso e longevo ter como apelido o nome de outra fruta. Além disso a cantora famosa da era de ouro do rádio brasileiro é conhecida também por Sapoti. Lembrei de outro samba enredo de uma outra escola de samba que contava a história da chegada do sapoti no Brasil Colônia e que, segundo o samba, vira tuti-fruti.


Todas as frutas, algumas mais exóticas que outras, doces, azedas, populares, regionais é o que dá o cheiro e o sabor da diversidade de um país tropical abençoado por Deus e comestíveis por natureza.

domingo, 27 de setembro de 2015

YOU MUST REMEMBER THIS

YOU MUST REMEMBER THIS

 Quando toca a música “As time goes by” automaticamente os cinéfilos e quem conhece sabe que essa música é do filme “Casablanca” com  Humphrey Bogart e  Ingrid Bergman, um clássico dos anos 40. Essa música só tem a representar o filme mesmo porque a cidade em si não merece uma música tão bonita quanto essa.

A umas postagens atrás eu disse que o Marrocos merecia um relato a parte. Ano passado, no cruzeiro que eu fiz, uma das paradas do navio foi Casablanca, no Marrocos, famosa até então pelo filme citado acima. E garanto que a Casablanca da ficção é bem melhor que a realidade mesmo que a ficção seja dos anos 40. Casablanca foi o porto que o navio ficou mais tempo parado, só saindo pra dar continuidade a navegação às 10 da noite. Isso porque algumas excursões do navio foram pra Marrakesh e outras fizeram as “Luzes de Casablanca” onde se podia ver a cidade a noite. Nós, como na maioria dos portos, combinamos o preço com um taxista pra que esse ficasse algumas horas a disposição da gente nos levando pra alguns pontos turísticos específicos.

Pra começar a negociação foi com um sujeito que era tipo um atravessador. Parecia que era o chefe de alguns motoristas e fechamos dois táxis com ele para um total de 14 pessoas. Sete em cada carro. Os carros eram duas Mercedes velhas. Bem velhas e má conservadas. Se andar de Mercedes é questão de status, em Casablanca foi pura falta de opção. Não havia outro tipo de carro que comportava sete pessoas. Poderia até desmembrar em outros carros, mas esses também não eram tão bem conservados. Nenhum carro lá é bem conservado e tem uma boa explicação pra isso. O trânsito é um caos.

Se aqui a gente reclama dos engarrafamentos, lá o trânsito não tem regras. A exceção do sinal vermelho que eles as vezes respeitam, nada mais é seguido ou cumprido em termos de normas e convenções. É gente andando no meio da rua, atravessando fora da faixa, carros que param fora de local apropriado, ou seja, é um lugar que parece que os condutores não fazem aula de auto escola e qualquer um pode pegar o carro e sair dirigindo por lá. É raro ver um carro que não esteja com algum arranhão ou amassado. Daí os carros que pegamos – sim, as Mercedes – caindo aos pedaços. Era vidro que não descia, maçaneta que não funcionava, banco que não reclinava... era um caos tanto dentro quanto fora do carro, no trânsito. As Mercedes acho que de Mercedes só deveriam ter o símbolo na lataria do carro.

Motivo de piada pro nosso grupo de 14 pessoas, pegamos os carros e encaramos o tour. Eu que fui na frente, ao lado do motorista, fiquei espremido. Se eu fosse sentado nos bancos de trás onde eram 3 pessoas em cada banco inteiriço e as pernas ficavam misturadas, as minhas não iriam caber no espaço destinado a elas. Do porto passamos primeiro pela fachada do suposto piano bar mencionado no filme. Não saímos do carro e não tiramos fotos. Achei tão xinfrin que nem me apeteceu em registrar aquele momento.

De lá partimos pra mesquita. Pra mim foi a única parada que fizemos que prestou. A mesquita é linda e enorme, considerada a segunda maior do mundo só perdendo pra Meca. Se por fora é monumental, por dentro a gente não conseguiu ver. Fomos barrados na porta. Deve ser linda também. Passamos por uma praia, paramos na outra ponta pra ver a mesquita de frente, seguimos por outra orla, paramos pra ir ao banheiro e comprar uma água. Depois fomos numa espécie de farmácia de especiarias e pra finalizar no mercadão popular. O camelódromo da Uruguaiana dá de cem a zero no mercado deles.


Foi bom pra conhecer, mas não volto pra lá por livre e espontânea vontade. Ao contrário do fim do filme, eu correria pra entrar naquele avião e fugir logo dali. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

CONDUTOR

CONDUTOR

Não tenho carro. Já tive um que vendi e com o dinheiro fui morar em Londres. Voltei de lá encantado com a prontidão da cidade para o funcionamento do transporte público de qualidade e de como os métodos alternativos também . Tá, de qualidade é um pouco duvidosa já que como em qualquer cidade do mundo ele também fica lotado em horários de pico e os ônibus a mesma coisa, mas certamente são mais eficientes que os nossos.

Não compro carro. O trânsito está cada vez mais insuportável, as ruas estão cada vez mais cheias de carros e os trajetos que levavam 15 minutos no passado, hoje levam no mínimo 30. Não quero comprar carro pra ficar preso no transito gastando gasolina e desgastando o motor a toa. Por mais que não seja tão eficiente e cheio de problemas eu sou adepto do transporte público e não penso tão cedo em comprar um carro pra mim. Até o momento em que rascunho esse texto essa ideia não passa pela minha cabeça.

Não tenho carro, mas de vez em quando dirijo. Levar o meu sobrinho na escola, levar elenco e cenário pra fazer projeto escola em Caxias, por exemplo, ou seja, quebrar um galho como motorista eu faço. Sempre com o carro de terceiros. Eu particularmente gosto de fazer tudo a pé, aqui por perto mesmo, sem precisar de carro pra nada. Não tem essa necessidade. Carro dá muita despesa. Se eu tivesse um, trocaria de cinco em cinco anos, assim como o prazo da habilitação.

No final do ano passado eu quebrei um galho como motorista pra um tio meu. Ele estava com um carro em Paraty e pediu pra que eu o buscasse lá. Por ele estar sem carteira e ter que enfrentar a estrada lá fui eu trazer ele e o carro. Saí daqui de Niterói num ônibus que partia às 3:20 da tarde e segundo constava no site, levaria 5 horas até chegar em Paraty. Cinco horas depois ainda estávamos chegando em Angra, e o trecho entre Angra e Paraty foi percorrido em cerca de uma hora e meia. Eu não tinha ideia de que levaria o mesmo tempo que uma viagem pra São Paulo. E Paraty nem fica em outro estado. Cheguei lá e por alguns minutos revi a cidade que eu não pisava há mais ou menos uns 20 anos. Não me lembro de muita coisa da última visita, mas a cidade antiga, o centro histórico não mudou nada. Os inquilinos dos casarões com certeza não eram tão sofisticados como atualmente, mas como estrutura, como cenário, acho que não muda desde a época do Brasil Colônia. Aquelas ruas de pedras irregulares continuam lá. Sorte que os carros são proibidos de passar por elas. A não ser duas que estão liberadas. E eu passei por elas com o carro do meu tio. É um excelente teste de suspensão.

Logo depois de ele falar com um conhecido numa rua dessas, pegamos a estrada. Meu tio havia recém adquirido o carro que era hidramático e ele ainda não havia se adaptado ao carro. Eu já havia dirigido um de outro tio meu, mas dirigir um por tanto tempo foi a primeira vez. Não sei se ele não gostou do meu jeito de dirigir, mas pouco antes da gente entrar no arco metropolitano ele pegou a direção. Não existe o pedal da embreagem nesse tipo de carro e ele querendo dar trabalho pra perna esquerda, deixava o pé no freio pensando que era a embreagem e por conta disso o carro dava os solavancos até ele se dar conta de que não era um carro normal. Eu achei o carro macio, talvez por ser novo, e muito bom pra se guiar. E outra; em relação ao ônibus o tempo de viagem diminuiu em pouco mais de 3 horas. Saimos as 11 da manhã e chegamos por volta de 3 e pouca da tarde em Niterói.


Gostei de ter dirigido um carro hidramático. Se por acaso um dia eu mudar de ideia e quiser comprar um carro, se a diferença do valor total, incluindo seguros e impostos não for tão grande, eu acho que vou comprar um hidramático pra mim. Apesar de tudo eu gosto de dirigir, principalmente em estradas. Na cidade tenho menos paciência. Só que pra ter fon fon terei que trabalhar, trabalhar.

domingo, 13 de setembro de 2015

COMIDINHAS

COMIDINHAS

Sempre que viajo e conto minhas aventuras pras pessoas algumas me perguntam sobre a comida. Eu não tenho nada a dizer sobre. Os lugares que visito são tão globalizados que tudo que tem lá tem aqui. Não sou daqueles que sai do trivial só porque estou em lugar diferente. Geralmente compro comida no mercado e faço onde fico quando dá pra fazer . Não sou daqueles que vai a restaurante duas vezes por dia, uma no almoço e outra no jantar, por exemplo. É claro que um dia ou outro até almoço ou janto num restaurante, mas não é sempre. Talvez a excentricidade aí se encontra nos restaurantes nada a ver, ou seja, aqueles que representam outros países diferente daquele que estou visitando no momento.

Nessa última viagem, uma vez em Dubai almoçamos numa réplica de pub irlandês. Não sei qual é e nem se tem comida típica em Dubai, mas eu garanto que não comi. Em Luxemburgo teve um dia em que almoçamos num restaurante português onde descobri uma sobremesa chamada baba de camelo que nada mais é que mousse de doce de leite. Falando em camelo dizem que em certas partes de Dubai servem como iguaria a carne desse animal. Ainda bem que passei longe desse local. Partindo desse princípio o dia em que eu for pra Austrália também não terei que provar da carne de um canguru.

Em Málaga fiz uma estripulia que é bem raro pra eu fazer. Havia acabado de chegar no hotel, estava com fome e pela hora se houvesse um mercado por perto já deveria estar fechado . Então entrei num Mc Donald’s pra comer. Isso tem em toda parte do mundo assim como o Burger King e o Subway, que era o que eu procurava e só fui encontrar no dia seguinte. Aquela noite foi a última vez no ano passado que pisei num Mc Donald’s. E o almoço do dia seguinte foi num restaurante italiano comendo um espaguete em plena terra da paeja.

No Marrocos não tive coragem de comer em lugar nenhum. O Marrocos necessita de um relato a parte não pela comida especificamente, mas pelo conjunto da obra. Em Tenerife foi um misto quente, em Fortaleza um caldo de cana com pastel. Em Ilhéus foi um estrogonofe na praia e um sorvete de Cupuaçu e outro de Tapioca e em Búzios acho que foi um pastel também. Em qualquer parte do mundo, nas grandes cidades, se come comida de qualquer outra região do mundo, ou quase todas.
Agora, o outro lado da moeda. Existem coisas, principalmente na área de guloseimas que não tem ou é muito difícil de se encontrar.  Na segunda e última noite que passei em Málaga, comprei pra comer no hotel além do sanduíche do Subway, cinco unidades de três doces diferentes dos que conhecemos por aqui. Não me pergunte o nome que eu não sei. Foi a minha sobremesa daquela noite e tão cedo não vou comer aqueles doces específicos, assim como ainda não vi por aqui certas coisas  que só compro e como quando vou pra Londres.

Uma delas é o Jaffa Cake que já tem várias versões, mas a minha preferida é a original com a geléia de laranja entre a base que lembra um pão de mel e a cobertura de chocolate. A outra eu já achei três fabricantes – e aprovei os três – que é o Polar, o Aero ou o Club, dependendo do mercado que se compra. É um abiscoitado com cobertura de chocolate e por dentro um quê de menta. Dessa vez experimentei a versão bubble de um desses três, se não me engano o Aero que eu não gostei. É melhor ficar no tradicional mesmo. Lembrei de outra agora. A torta trufada de morango.


Veja que em Londres as comidas que mais me atrai são os doces. Doces que não tem ou estão chegando agora por aqui. Não há dieta que resista a isso. É uma vez por ano, quando tanto e alguns dias, mesmo que não todos os da temporada, mas em algumas ocasiões eu ingiro esses doces e satisfaço minha vontade de comer algo diferente.

domingo, 6 de setembro de 2015

QUENTE E FRIO

QUENTE E FRIO

Quem conhece sabe que o verão brasileiro é quente. Em se tratando de um país tropical a temperatura fica mais elevada que o normal durante a estação mais esperada e cultuada do ano. Eu não gosto do verão. Não gosto do calor que faz no verão. O clima entre as pessoas que essa estação promove me agrada, mas o calor, a temperatura nem um pouco. Por isso procuro sair de casa depois que o sol baixa. É um contraste eu que nasci a beira mar não gostar muito de sol. Prefiro mil vezes o rigoroso inverno de Londres que o alto verão do Rio.

Por outro lado, sinto falta do mar, do cheiro do mar, das caminhadas que faço na orla de vez em quando. Em Londres o máximo que pode atingir nesse sentido é uma caminhada beirando o tamisa. Quem não conhece, Dubai é bem mais quente que o Rio no alto verão. Lá sim fica mais insuportável até de fazer caminhadas na orla mesmo a noite. E um bafo que impera dia e noite. Também lá um dia, não faz muito tempo, era deserto. De qualquer forma é quente, inclusive o mar que banha a cidade. Esse foi um dos fatores que não me agradou quando fui pra lá.

Não sei se isso é fato ou só uma teoria inventada por mim, mas cada vez que vou pra Londres sinto menos frio, uso menos roupa pra andar nas ruas. Quando cheguei lá era luva, gorro e cachecol além do casaco grosso e pelo nenos duas camisas sendo uma de manga comprida por baixo, fazendo o meu momento cebola. Agora não é mais assim. Na época fui me acostumando e fui tirando o gorro primeiro, o cachecol depois e por último as luvas. Atualmente sempre que vou visitar Londres, por mais que na mala até possa ter camisas de manga comprida, é raro de eu usá-las. Geralmente eu saio às ruas só com um casaco não tão grosso quanto o que usei logo que cheguei lá e uma camisa normal por baixo. Me adapto melhor a lugares frios, mesmo sendo criado a beira mar e ter passado minhas férias quando criança em Saquarema, região dos lagos do estado do Rio. Pelo fato de eu ter uma pele bastante alva e bem propícia pra câncer de pele, outro fator que me afasta do sol e do calor, e também ser uma pessoa notívaga, creio que daí pode vir minha preferência pelo frio.

Não gosto de sentir calor, de sentar num lugar ou mesmo de andar e sentir aquela gota de suor escorrendo pelas costas. Já o frio é mais controlável. Conforme você se aquece vai monitorando sua temperatura . No calor não dá pra fazer isso. Mesmo nu não dá pra amenizar o calor. O ventilador até ajuda e o ar condicionado te deixa confinado em um ambiente fechado. Assim o calor pode ser controlado se estiver dentro de uma sala fechada com uma temperatura agradável. Mas vai sair da sala pra ver o que acontece. O derretimento dos poros do seu corpo.

Quando a gente é criança de vez em quando brincamos de quente e frio. Quando queremos achar algum objeto que não sabemos onde está ou esconderam da gente e ficamos quente ao nos aproximarmos do tal lugar onde se encontra o objeto e frio quando nos afastamos dele. Eu fico nessa brincadeira quando vou viajar. Escolho os lugares mais frios que o Brasil. Volta e meia passo num ou noutro que regula com a gente, mas sempre vou preferir ficar num mais frio que o nosso. Que eu me lembre, de países que visitei e me incomodei com o calor foram Dubai e a Itália, mais especificamente Roma, em julho.


Outra coisa que essa história de quente e frio me reporta é a música da Marina que diz vem chegando o verão. Quando ela fez essa música provavelmente a temperatura recorde do verão devia de ser no máximo de 35 graus. Eu até me animava porque era sinônimo de férias escolares. Hoje em dia ao tocar na rádio eu já me desanimo pelo fato que os 35 graus já se elevaram pra mais de 40 e com a sensação térmica mais acima ainda. Como eu adoro uma neve.  

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

PRIMA DONA DA MUAMBA

PRIMA DONA DA MUAMBA

Se a gente pudesse classificar uma das atividades que minha mãe exerce seria muambeira light. Muambeira pelo fato de ser uma consumista inveterada que fica no limiar da insanidade de tanta coisa que ela compra enquanto viaja e principalmente se essas compras não tem uma utilidade funcional pra ela a não ser o próprio prazer de comprar. Light pelo fato de dar utilidade a essas coisas inúteis que abarrotam as malas dela. Ela não encara isso como uma profissão, mas como um hobbie. Ela não precisa fazer isso pra viver, mas é uma maneira de se ocupar, já que é aposentada.

Sabemos que aqui no Brasil boa parte do valor de um produto corresponde a impostos e taxas e esse mesmo produto fora do país custa bem mais barato mesmo se o dólar e o euro estiverem em alta. Ela apenas revende o produto, seja ele perfume, roupas, maquiagens ou acessórios pelo preço que ela compra lá fora, que é bem mais barato do que qualquer loja importadora que além de taxas e tributos também visam o lucro.

Isso é crime. Se formos ver ao pé da letra pode ser, mas crime maior é o governo arrecadar o absurdo de impostos, não devolver nada de descente pra sociedade e todo momento abrir o jornal e ver notícias de corrupção e impunidade. Ela não lucra muito com isso porque mesmo que ela ponha mais vinte por cento do valor liquido ainda assim é barato e vale a pena pra quem quiser adquirir esses produtos importados. Por mais que a velocidade de saída dessas mercadorias seja mais lenta que a de entrada, a exceção dos perfumes que são os primeiros a acabar, sempre pode sobrar uma coisa ou outra pra dar de presente a alguém. E além disso outras ideias surgem para que ela se desfaça dessas mercadorias mais rápido.

Provavelmente, seguindo os dois últimos anos, em dezembro, próximo ao Natal ela deve fazer um bazar e expor as mercadorias que ainda restarem no estoque, por mais que esse aumente a cada viagem, pra serem vendidas. No ano passado não foi tão sucesso assim como foi no primeiro. Foram apenas seis pessoas fora da família das quais apenas uma não tinha viajado no navio conosco. Por mais que as mercadorias estivessem a venda, rolou um churrasco que juntou a família – afinal qualquer coisa é motivo de evento nessa família – e os interessados em comprar algo foram duas pessoas que foram com a gente e a que não foi. Essas compraram alguma coisa.

Minha tia Tania também aproveitou para expor os artesanatos dela, dividindo a mesa da exposição das mercadorias com as muambas da minha mãe. Eu também não fiquei de fora. Peguei um exemplar do meu livro e deixei ali num cantinho da mesa quase que embaixo de tudo. Havia levado apenas quatro exemplares e nessa época ainda tinha uns dez pra serem vendidos. Levei porque no ano anterior havia levado e conseguido vender apenas dois. Dessa vez levei o dobro.

Como apesar de bem divulgado no facebook somente essa meia dúzia de pessoas foram e mais pra rememorar os bons momentos que passamos no navio. Dos quatro exemplares apenas um foi vendido. Como não havia uma pretensão de vendê-los, já que o foco do bazar era outro, fiquei no lucro. Não sei se em indo outras pessoas, mais pessoas eu poderia ter vendido os quatro exemplares que levei.

           O ano está passando rápido e não demora muito daqui a pouco dezembro chega e é bem provável que se realize outro bazar com as mercadorias que estão abarrotando os armários e gavetas da minha mãe. Hora de recuperar o dinheiro investido e reverter novamente em passagem aéreas e consequentemente mais compras de mercadorias pra alimentar esse ciclo de circulação e o distúrbio de compulsão que minha mãe tem em adquirir essas quinquilharias, mesmo que ela consiga se desfazer seja vendendo aleatoriamente ou num bazar de Natal.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A GARANTIA É ELE

A GARANTIA É ELE

Às vezes tem certos programas que me proponho a fazer e que quando estou fazendo bate aquela pergunta: “O que eu tô fazendo aqui?” São os chamados programas de índio. Um exemplo. No fim do ano passado os pais da turma do meu sobrinho se cotizaram pra fazer uma festinha de fim de ano só praquela turminha, fora da escola, uma coisa mais privada e simples. Como foram os pais, acabou sendo um churrasco onde cada um levava sua bebida, mas no rateio estavam inclusas a comida e os doces que fizeram tanto pras crianças, como brigadeiros e gelatinas, quanto pros adultos, pavês e mousses além das tortas.

Era uma festa de confraternização entre alunos, pais e professores do meu sobrinho. Que eu fui fazer lá? Até hoje me pergunto. Tenho que pensar bem antes de topar em ir pra alguns tipos de programas como esse. Pensei mais no meu sobrinho. Acho que ele gostaria de me ver por lá e de saber de alguma forma que eu estou participando da vida social dele. Por outro lado ele estava mais era querendo curtir os amiguinhos dele e as brincadeiras com eles e me deixando um pouco de lado. Não que esse desprezo me faça mal. Ele está na idade de curtir com os amiguinhos da escola, mas será que lá na frente essa minha pequena figuração nesse encontro vai valer alguma coisa, vai ter algum valor sentimental pra ele.

Criança se adapta mais fácil com as ausências. Mas não sei até que ponto essa ausência pode influenciar e até prejudica-lo lá pra frente, quando ele tomar conhecimento de que a vida é bem mais complexa do que a que ele vive com os amiguinhos da escola. Me lembro da vez em que cheguei de volta de Londres e ele tinha pouco mais de um ano. Ele me olhou meio ressabiado numa primeira vez, me dando aquela escaneada. Parecia que tava se perguntando: “Então esse é o meu famoso tio Rafa? Vou ver qual é a dele.” Pode não parecer mas foi um gesto que me marcou muito e mesmo que ele não se lembre de certa forma isso repercutiu dentro de mim. É isso que eu tento fazer com ele. Estar sempre que possível nas festa, celebrações, comemorações, ou seja, acompanhando os momentos que ele fica solto e alegre, que ele olhe pro canto e me veja mesmo que totalmente isolado, desconectado das outras pessoas. Mas eu estarei sempre ali e ele pode contar comigo quando quiser, é só ele pedir, se aproximar que meus braços estarão sempre abertos. É um sacrifício que eu faço por ele e não tenho a menor ideia se vai ter um fruto bom no futuro.

É estranho você ir pra um lugar que não conhece ninguém e tão raro de se encontrar com essas mesmas pessoas em algumas ocasiões e ficar lá por duas intermináveis horas pra poder ver um sorriso estampado no rosto do seu sobrinho . Essa recompensa é gostosa e vou tentar estar nos momentos mais agradáveis pra ele sem que haja uma expectativa correspondente. Isso é o mais estranho e prazeroso. Se eu analisar friamente, ir ou não ir a esse encontro não tinha a menor diferença. Eu não iria por mim apenas. Não sei quem mora no edifício cuja área estava sendo ocupada pelas crianças, não sei quem é o pai ou a mãe de quem, não falei com ninguém que eu não conhecia a não ser por educação, fiquei sentadinho quieto no meu canto acompanhando as peripécias e travessuras do meu sobrinho.


Pra mim foi um tédio e santo celular com Messenger e whats app que volta e meia eu checava. De resto ficava só assistindo meu sobrinho. Não sei se isso vai encurtar meu caminho pro céu, se estou pontuando no cartão do juízo final ou se foi só uma perda de tempo mesmo, mas enquanto eu puder acompanhar e ver o meu sobrinho com um sorriso estampado no rosto, posso ser capaz de tudo, inclusive de me transformar no homem invisível em eventos que só tem a ver com ele. Um sorriso de criança é a coisa mais gratificante de se ver e sacrifícios por ele valem a pena.

domingo, 16 de agosto de 2015

DESVIANDO EM TENERIFE

DESVIANDO EM TENERIFE

Tanto no cruzeiro que fiz em 2013 quanto no ano passado o navio parou, fazendo parte do roteiro, em Santa Cruz de Tenerife. Uma das ilhas do arquipélago das Canárias que fica na costa da África mas pertence a Espanha; zona franca, ou seja livre de impostos. Pela segunda vez eu fui atrás de um produto, mas acabei adquirindo outro.

Da primeira vez estava atrás de um telefone da Samsung e acabei ficando com um da marca LG. Me lembro que perguntei ao vendedor se esse fazia as mesmas coisas que o da Samsung fazia. Como resposta ele me disse que era só baixar os aplicativos. Não me arrependo e só vou trocar o aparelho quando esse pifar. Talvez eu volte pra Sony, já que tem um aparelho pelo qual me interessei, o que está me fazendo tirar a Samsung da mente. Mas vou esperar o tempo de vida desse acabar pra decidir com qual eu fico.

Meu primeiro aparelho foi um Nokia, depois passei a comprar Sony até uma vez que dois pifaram no intervalo de um ano e meio. Fiz o orçamento pra reavê-los, mas dava cerca de 300 reais. Comprei outro Nokia que me serviu até comprar esse LG e acabei por vende-lo pra um amigo meu. Quanto aos pifados, o que custou 100 reais eu pedi pra consertar e o outro joguei no fundo do armário e lá deixei. O consertado quando pifou da segunda vez me desfiz dele e o outro anos depois resolveu ressuscitar como se nada tivesse acontecido e o utilizo como meu telefone auxiliar ou de emergência, com um chip que tenho de São Paulo pra manter ele funcionando. E caso esse LG venha a pifar, até a aquisição de outro esse vai estar como o coringa.

Ano passado, da segunda vez que pisei lá, o foco foi um tablet. Também queria um da Samsung. Estava quase desistindo de comprar quando entrei numa loja com minha tia Branca, que também procurava por um tablet preferencialmente da Samsung. O vendedor, além do da Samsung, deu a opção da gente comprar um da Fujicell. Conheci a Fuji como fabricante de máquinas de retrato e filmes de rolo. Nem imaginava que ela tinha se reinventado e abraçado essa área tecnológica. Sinceramente, pra mim ela tinha falido. Como tia Branca sempre gostou dessa área tecnológica e até fez faculdade disso, perguntei a ela se era uma boa escolha, visto que a loja anterior queria nos empurrar um da marca da própria loja, mas, segundo eles, fabricado e com a garantia de um produto Panasonic. Achei aquilo meio fajuto e ela também. No entanto ela disse que a Fuji nesse aspecto é bem confiável.

Resolvi testar e fiquei, ou melhor, ficamos com ele. Ela também comprou um. Pedimos também uma capa que tivesse um teclado. A finalidade dessa capa-teclado é pra acabar de vez com a utilização do meu lap top que já tem 7 anos. Hora de aposentá-lo. Mas eu acho que o ciúme dele com o tablet foi tão grande que assim que tentei liga-lo pra trabalhar com as fotos ele se recusou e pifou de vez.

Com um teclado lincado no tablet eu posso escrever meus textos nele. Claro que teve uma adaptação pra que eu acostumasse com o teclado  e a princípio utilizava de outros computadores pra pelo menos passar esses rascunhos a limpo. Me acertando com o teclado, instalando um bom e fácil gerenciador de arquivos foi o suficiente pra deixar do modo que eu quero. Talvez até mantenha ao menos esses textos do blog sendo escritos não no tablet, mas no computador mesmo por causa da formatação do texto.


Não sei quando volto pra Tenerife e nem se até la estarei interessado em outra plataforma tecnológica e muito menos se vou novamente atrás da Samsung. Mas quem vai a Tenerife tem a vantagem de comprar eletrônicos pelo menor preço da Europa. Em comparação com os EUA, estou por fora, mas como não sou consumista e vou apenas atrás de um ou outro que me interesse. Ali eu já me satisfaço no universo dos eletro eletrônicos. Quem sabe minha próxima escolha não seja desviada do foco inicial.