domingo, 22 de fevereiro de 2015

FESTINHA

FESTINHA

Escrevi aqui que a minha família contribuiu para o aumento da população mundial. Ano passado foi a hora de começar a celebrar os aniversários de um ano deles, a começar em julho pela Júlia e em seguida Caio, Felipe, Maria Laura e fechando agora no mês de fevereiro o Davi.

Em se tratando do primeiro aninho, a festa é mais dos pais que das próprias crianças que quando crescem não se lembram da festa a não ser por fotografias e relatos das pessoas que estiveram lá.

Como tudo no mundo, as festinhas infantis evoluíram e viraram um seguimento lucrativos como as festas de casamento. Uma época atrás houve o boom da casa de festas. Há ainda, mas talvez em menor escala. Aqui perto de casa tem uma e volta e meia vejo movimentação também nos dias de semana à noite. Algumas são verdadeiros miniparques de diversão indoor com rodas gigantes e outras atrações. Tem pais que se divertem mais que os filhos quando vão a uma casa de festas como essa.

Pra quem não curte muito isso, pode se contratar também uma empresa em festas infantis e deixar tudo nas mãos dela. Só dar o endereço do salão de festas e aproveitar. Acho que esses dão mais ênfase às novidades gastronômicas do que na própria casa de festas. Como há jogos, brinquedos e brincadeiras, a tradicional culinária festiva se mantem com aqueles salgadinhos básicos (quibe, coxinha, risole e bolinha de queijo) além do já incorporado cachorro quente, pizza e pipoca. Assim como os salgados, os doces também são os mais conhecidos (brigadeiro, cajuzinho, beijinho de coco e e tem aquele que eu adoro feito com leite em pó). As bebidas não mudam independente do local da festa. Cerveja pros adultos e refrigerante e água pras crianças. Quem não é adepto nem da cerveja e nem do refrigerante, pode ter a sorte de encontrar um suco ou mate na bandeja. Já as comidas, essas sim podem sofrer variações.

Nas festas contratadas é muito mais comum encontrar uma variedade maior de doces e salgadinhos que chega a ser estranho olhar pra mesa do bolo e não detectar um docinho tradicional. É tanta novidade e tanto detalhe que eu chego a ficar zonzo e um pouco curioso também em saber o que é aquilo tudo. Quando eu era criança, como todo gordinho que se preze, comia tudo. Mas atualmente com mais variedade de oferta, discernimento intestinal e compostura – qualidade em que 99,9% das pessoas deixam de depois de cantado o parabéns pra atacar a mesa e carregar a maior quantidade possível de doces na mão – pego somente um de cada pra provar. E aquele que eu mais gostei, repito a dose. Tem uns doces que são mais detalhes do que doces e outros que parecem uma coisa mas são outras completamente diferentes. Há também aqueles que você nem imagina que existe como o bolo de seringa.

É uma seringa grande e grossa que dentro havia uns três andares de bolo do tamanho de um bem casado e a cada camada comida tinha que apertar o êmbolo da seringa pra fazer subir a camada de baixo. Foi a primeira festa em que vi uma coisa dessa. Imagina o trabalho que deve dar pra botar os pedacinhos do bolo dentro dessa seringa? Aliás, imagina o trabalho que dá em fazer todos os detalhes de massa americana em cada docinho, cada cupcake? Tinha que se tornar uma indústria mesmo. Aposto que já existe alguém especializado em botar bolinho na seringa.

Não me lembro de quando fiz um ano. Lembro que nos anos seguintes, e essa “tradição”segue nas festas de aniversário do meu sobrinho, era a minha mãe , ajudada pelas minhas avós e minhas tias que enrolavam todos os docinhos, fazia o bolo, preparava o cachorro quente, encomendava os salgadinhos, botava as bebidas no gelo...


A cada ano uma novidade aparece nesse ramo. Vamos ver o que vai surgir quando essas crianças completarem seus dois, três, quatro, cinco ... anos.  

domingo, 8 de fevereiro de 2015

SUCESSO DO LIVRO

SUCESSO DO LIVRO

Quando eu era criança tinha um pouco de receio de cruzar na rua com aquela dupla de missionários, geralmente de aparência americana, que vestiam uma calça preta, uma camisa branca de manga curta e gravata, carregando uma plaquinha presa no bolso da camisa onde estavam escritos seus nomes de guerra. Assim como Henrique VII na Inglaterra criou a religião anglicana pra poder se casar com Ana Bolena, teve um americano que desenterrou ums placas com palavras nos quais Jesus teria dito e mostrado pra esse americano disseminando e propagando assim o Livro dos Mórmons.

Essa historinha pode ser vista num musical de muito sucesso na Broadway que aqui pelo Rio os alunos da Unirio montaram como parte de uma disciplina universitária das artes cênicas e se tornou uma febre. Por ser universitária, todas as apresentações tinham que ser gratuitas. Eles conquistaram um público cativo que enfrentaram filas pra ver e se divertir com as trapalhadas de um integrante do grupo mórmon que assim como os demais tem que levar a palavra do livro pra algum lugar do mundo e acaba caindo na África juntamente com seu par que sonhava em ficar em Orlando. Pra nível universitário a montagem está bem profissional. Os estudantes realmente deram um show e se vê que eles estão prontos pra esse recente filão do mercado teatral que são os musicais.

Os espaços, que não são muitos, quando não ocupado pelos musicais são ocupados pela comédia. Há comédias e comédias, como há musicais e musicais. Mesmo não concordando muito com algumas temáticas de musicais, como o “Se eu fosse você”, ainda assim quero que esse tipo de musical tome mais conta da área que os musicais importados. Não sei se foi pelo fato de colegas meus estarem no elenco, mas vi poucos musicais importados e dos que vi gostei mais do “Quase Normal” e desse que mesmo universitário me surpreendeu.

Tomara que esse pessoal que está sendo criado no musical não se viciem e partam pra outros gêneros dramatúrgicos com a mesma facilidade com que cantam e representam ao mesmo tempo. Minha cisma sempre foi e sempre será com os musicais importados que eu acho muito melhor, mais fino, mais chique assistir em Londres ou Nova York na sua língua original. Já aconteceu aqui, por exemplo, de traduzirem ABBA em “Mama Mia”, ou as músicas cantadas pela Liza Minelli em “Chicago”.

Eu sou a favor de disseminar e propagar somente o que é nosso. Mesmo que haja uma cascata de musicais biográficos como Tim Maia, Elis, Cazuza, Gonzagão, Milton, Cassia Eller, Rita Lee, ao menos é coisa nossa, brasileira. Não estou aqui menosprezando os profissionais que fazem os musicais importados. Acho que tudo é válido pra se acumular experiência. Só quero que eles parem de olhar um pouco lá pra fora e procurem aqui por dentro o que ainda pode ser explorado. Tem tanto tema e tanta gente que podem render um musical.

Uma peça, aí sim, mesmo sendo de autores estrangeiros concordo que elas devam ser montadas com ou sem os incentivos de lei. Tantos autores bons espalhados por esse mundo afora e deve ter tanto texto bom perdido por aí e por aqui também, que deveríamos vasculhar mais o que nos cerca e o que cerca o resto do mundo. Quem sabe não encontramos algo de bastante interessante, instigante, envolvente e emocionante, por exemplo, na África.


Se o mórmon atrapalhado do espetáculo transformou a vida da população de uma aldeia inventando histórias absurdas, mas com base no livro o qual ele deveria apenas repetir o que estava escrito, por que não encenar uma peça com esses ensinamentos deturpados. Iria ser um sucesso. Menos pra quem lê e acredita no que está escrito no livro dos mórmons.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

TEM QUE SUAR

TEM QUE SUAR

De algum tempo pra cá comecei a freqüentar academia. No início era profissional. Acordava cedo, ia pra lá fazia minha hora de exercício praticamente com personal e voltava pra casa. Foi assim durante um ano mais ou menos. Meses depois de eu ter voltado de Londres. Queria dar uma repaginada no meu formato. Se bem que quando eu voltei eu estava bem magro, com cerca de noventa quilos. Pra quem tem quase dois metro de altura, minha aparência era de um sílfide. Depois tornei a ganhar peso e/ou massa muscular e o efeito sanfona começou a fazer parte da minha vida. 

Depois que me mudei, pouco mais de três ano atrás, a academia que passei a freqüentar foi a sala de ginástica do meu prédio. Não tem tanta variedade de aparelhos como numa academia profissional, mas meu primo me passou uma sequência de exercícios que até hoje mantenho. O certo é de tempos em tempos trocar ou aumentar a carga deles. No meu caso paro. Fico um tempo sem fazer e quando volto lá está a mesma sequência a ser feita. Ano passado, por exemplo, eu fiz durante o verão e uma semana antes do carnaval eu parei só retornando depois da Copa do Mundo e parando novamente pra viajar no fim de setembro.

Ano passado também experimentei outro tipo de exercícios físicos dos quais gostei e pretendo dar seguimento esse ano.Em abril eu entrei no Pilates e até o fim de agosto durante duas vezes por semana era cerca de uma hora puxando aquelas molas. São exercícios completamente diferentes mas que dão a sensação de bem estar e melhoram muitas coisas como a postura e o tônus muscular. Associado a isso estou sendo acompanhado por uma nutricionista há mais de ano. Confesso que não sou muito caxias quando ela passa a dieta que eu tenho que seguir. Ao entrar no tratamento com ela estava pesando 106 kg, cheguei a baixar pra 98 kg, mas com o pilates e a volta pra academia pode ser que eu esteja ganhando massa muscular e as duas últimas pesagens antes da viagem não foi alterado o peso fechando em 102 kg. Minha meta é baixar essa média para o peso que eu estava quando voltei de Londres, mas sem parecer doente. Por isso a preocupação com os exercícios físicos e a alimentação.

As caminhadas na praia são mantidas. Eu que nunca fui adepto do cooper já penso em dar uma corridinha. Até porque pelo que a minha instrutora de pilates me disse, como eu faço o mesmo percurso a anos, o metabolismo já não surte o mesmo efeito. Segundo ela eu teria que correr ou andar na areia. Prefiro dar a corridinha já que é somente na área plana, descartando assim, a princípio, as subidas e descidas do percurso. A princípio porque depois que o meu corpo se habituar terei que modificar novamente e aí sim começar a subir e descer correndo. Só não acho interessante ficar correndo em esteira.

Em frente a casa da minha tia, local que sempre passo por ser trajeto da minha caminhada, abriu uma academia recentemente. Tem três pavimentos e quem tá de fora vê as pessoas se exercitando lá dentro pelo fato de ser tudo envidraçado. Não consigo me conformar com as pessoas que caminham ou correm na esteira. Ficam parecendo ratinhos de laboratório que giram aquela roda e nunca saem do lugar. Tudo bem em freqüentar academia. Dada as devidas proporções eu freqüento a minha também. Mas fazer esteira e bicicleta num ambiente fechado, com um calçadão perto de casa eu não consigo entender. Se o tempo estiver chuvoso ou encare o tempo ou fique em casa.Tá bom. Vamos abrir exceções, mas somente nesses dias.


Não tem exercício mais barato, ou melhor, gratuito do que uma caminhada na orla da praia. Concordo que academia faz bem, que exercícios são saudáveis e e que acompanhado de uma dieta devo chegar ao peso e formato ideal, mas acho válido aproveitar o ar livre e o espaço urbano pra que esses exercícios sejam feitos.