domingo, 29 de março de 2015

COMEÇO DO FIM

COMEÇO DO FIM

Venho por meio desta postagem anunciar o fim de uma era. Não, não vou acabar com esse espaço, pelo menos por enquanto. O que está acabando é o bloco de papel dos rascunhos que escrevo antes de passar o texto a limpo. Ano passado a mudança foi do endereço do blog. Esse ano a mudança digamos que seja da “política interna da empresa” e que nada vai afetar o consumidor final. Apenas o processo de produção passará por alguns ajustes.

Esse bloco eu descobri no meio das coisas inúteis da minha mãe. Pra você ter uma idéia era um brinde com o logotipo da Cruiser Linhas Aéreas. Será que ainda existe? E no canto direito da folha quando na forma ‘paisagem’ de exposição, um calendário do ano de 2005. Dez anos e inúmeros rascunhos depois, finalmente esse bloco acaba. Tô aproveitando a última folha dele pra escrever essas palavras e depois passar a limpo. Digo dez anos depois da confecção do bloco,  já que não tem três que descobri e me apossei dele, portanto não levei esse tempo todo pra gastá-lo, mas essa foi a minha forma de dar uma utilidade pra ele. Claro que com o logo e o calendário eu utilizava o verso da folha e ia escrevendo até a metade da área do calendário, botando o papel agora na forma retrato de exposição. Eu ia escrevendo até a linha que na frente separa a área livre da do calendário. Quando chegava nesse ponto eu já sabia que tinha que encerrar o texto em breve.

Nesse exato momento eu estou chegando na metade do papel, ou seja, na metade do texto. Geralmente eu escrevo mais do que cabe no espaço formatado pra levar a público. Sai mais coisas no papel do que na tela do computador. Já aconteceu o contrário também, mas é bem mais raro. Só me preocupo com os parágrafos quando passo a limpo. Aqui no papel a chamada mancha gráfica é uma só e pela minha letra ser bem pequena, eu vou escrevendo sem ligar muito pro tamanho do texto que vai sair. Se tenho que cortar alguma coisa é o meu trabalho de edição que faz isso sem que se perca muito o fio da meada.

Assim como esse bloco de papel está saindo de cena, outro objeto que vai junto é a caneta com a qual eu escrevi por todo esse tempo. Ela suportou todos os rascunhos até agora. No entanto, de um tempo pra cá ela vem falhando e quem porventura ler o rascunho, percebe que ora a tinta está mais forte e ora quase imperceptível. Só eu mesmo que escrevi sei o que está escrito nas palavras em branco. Fiz questão de mesmo com essas falhas escrever com ela até essa última folha de rascunho e assim que eu passar a limpo a caneta já tem um destino certo, a lata do lixo.

Caneta é o que não falta e não será pelo fato dessa que seguro estar grafando suas últimas palavras que vou guardá-la com carinho. Tudo tem seu tempo. Tudo passa. Mas vão-se os dedos e ficam os anéis. E nada melhor do que começar uma plataforma de rascunho nova com caneta nova. Agora vai ser a fase de adaptação. De um bloco de papel pra uma agenda.

Vou pegar a agenda que ganhei ano passado e que cheguei a começar a utilizar como agenda de trabalho, mas, por não ter mesmo o hábito de escrever compromisso em agenda, ela ficou engavetada aqui até que eu decidi utilizá-la como plataforma de rascunho no lugar desse bloco.

            Cheguei no ponto crucial. A linha divisória. Sinal de que é o fim da última folha desse bloco. Agora não tem mais jeito. Acabou mesmo. Essas são as últimas palavras escritas num bloco que tomou lugar de folhas de caderno soltas que também me serviram de rascunho por um bom tempo. A partir da próxima postagem a novidade estará no ar. Nem tanto pra quem lê, mas pra mim que escrevo. É hora de escrever a fatídica palavra que todo escritor se sente aliviado em fazer. Fim

domingo, 22 de março de 2015

COMPRAS IRREAIS

COMPRAS IRREAIS

Uma vez ganhei um relógio. Preto, muito bonito e segundo quem comprou demorou pra chegar pois foi pedido via internet. Outro senão é o tamanho. Pela foto da internet quem me deu o relógio disse que aparentava ser maior. Botei no pulso e confesso que ficou meio delicado pra mim. Ele mesmo já tinha alertado pra isso quando a mercadoria chegou às mãos dele. Não recusei. Afinal não é de bem tom recusar presentes mesmo que você não goste, o que não foi o caso. Gostei e realmente e lindo. Só ficou pequeno.

Ao contrario de um outro presente que ganhei uma vez também com um gesto muito delicado de um amigo meu holandês que me deu uma camisa dele com um personagem de desenho animado desconhecido por aqui. Essa sim ficou apertada mesmo e claro que me desfiz dela logo que pude. O gesto foi nobre, mas eu não me senti nem um pouco confortável dentro daquela camisa e também não ia descartar na frente dele. Essa história do relógio me fez pensar no quanto a internet pode te ludibriar.

Não sou acostumado a comprar objetos via internet, a não ser discos, que eu sei o tamanho, e passagens de avião. Às vezes um ou outro livro, não pra mim. Isso eu já comprei mais. Hoje em dia nem tanto. Geralmente consulto a rede pra ver o objeto do meu desejo, anoto o modelo e o preço pra ter uma noção e vou na loja física comprar. Lá vejo, toco, experimento, testo e pode ser até que eu encontre um melhor, mais bonito, mais em conta e compre o outro ou até os dois. E se vem errado?

O trabalho que dá pra trocar a mercadoria, pelo menos aqui no Brasil, é irritante desgastante e desestimulante pra continuar a comprar por essa via. Acho interessante todo tipo de oferta virtual, mas alguns cuidados tem que ser tomados porque a internet é uma faca de dois gumes. Por isso que eu fico bastante ressabiado em efetuar qualquer compra via internet. Principalmente em sites que eu não estou habituado a comprar.

Falei nos discos, passagens de avião e eventuais livros. Outro objeto que compro via internet é presente de casamento. Esse é mais fácil ainda. Você só tem o trabalho de comprar e os noivos que se virem quanto ao presente. Apesar de alguns virem descritos no site, a gente nunca sabe se é aquilo mesmo que está estampado no site, mas nesse caso os presenteados podem substituir, trocar por outro sem causar ônus pra quem comprou.

Dizem também que comprar roupas em sites de lojas baseadas em outros países sai mais em conta. Eu prefiro ir no outro pais e comprar do que me arriscar e receber uma calça apertada ou uma camisa bem larga. Sei que equívocos como esses são cada vez mas evitados, mas ainda acontecem.

Do mesmo jeito que alguém pode te dar uma camisa de aniversário e ficar grande, pequena ou que não seja do seu agrado. Como diz o ditado, cavalo dado não se olha os dentes. É só repassar pra alguém que você acha que vai agradar. Não acho que isso seja desfeita, deselegante ou deseducado, mas por que se apegar ou manter um objeto que não tem nenhuma utilidade? Outras pessoas podem estar querendo ou precisando.


O relógio, por exemplo, tem utilidade inclusive pra mim. Mas sinceramente não combina no meu pulso. Até mesmo quem me presenteou deu essa sugestão de passar pra alguém mais delicado de braço. Ideia totalmente acatada. Isso tudo por causa de uma foto na internet. Por isso que não se deve confiar em tudo o que se vê ou lê pela internet. A não ser se a fonte for confiável. Abordo aí os sites de notícias e compras. E cuidado com os mails que vão te oferecendo as coisas. Eu me descadastro logo e quando não tem link de acesso pra que se faça isso eu começo logo a desconfiar. Não vejo a hora dessas fraudes acabarem. Não vejo mesmo. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

SETENTONA

SETENTONA

A tragédia que se abateu sobe o Palácio do Catete em 24 de agosto de 1954 mudou um pouco a configuração de um aniversário de dez anos que aconteceu naquele mesmo dia. Dona Maria Auxiliadora e seu Eurico, meus avós maternos, em Barbacena, Minas Gerais, assim como toda nação brasileira, ficaram estarrecidos com o suicídio de Getúlio Vargas. Exatamente vinte e nove dias antes de parir sua quinta criança, uma menina, quis o destino que a primogênita deles fosse marcada por uma data histórica. Minha mãe nesse dia tinha cerca de um ano e cinco meses, foi a quarta criança a nascer de uma leva de oito.

O tempo foi passando essas crianças cresceram, viraram nossos pais, mães, tios e tias que hoje já são avós e tios-avós. Já há uma terceira geração posterior a minha que em número está empatando com a nossa. Falta pouco. Atualmente, aquela que já foi uma garotinha, dona da festa baqueada pela tragédia é a mais velha da família, minha madrinha de batismo, mãe de dois primos e avó de três netos – o mais velho de 15, a do meio de 12 e o caçula de 8.

Não houve uma grande celebração. Apenas a reunião da família, já tradicional, juntamente com alguns poucos amigos que puderam comparecer à inauguração oficial do chamado cafofo. Ela foi morar com o filho mais velho já a algum tempo e esse resolveu aproveitar um espaço livre nos fundos da casa e construir uma suíte em separado para que ela tenha um relativo conforto sem disputar espaço ou se apertar no quarto dos netos. Um espaço só dela, incluindo um banheiro. Suíte, cantinho, cafofo, edícula, quartinho, morada e até garçonier são os apelidos que fomos dando praquela construção.

Não importa do que é chamado, mas foi o presente que ela ganhou além do cruzeiro atravessando o atlântico de volta da Europa em outubro passado. Inaugurado o espaço regado a bebidas e o já famoso tile, um feijão carregado de carnes, mas que não se caracteriza como uma feijoada por que as carnes não são de porco. Uma feijoada mais light. E na parte doce tinha mousse de maracujá, , bolo cuca de banana e rabanada. O parabéns foi cantado com aquelas velas tipo estrelinhas que apagam por si só espetadas tanto nos pedaços do bolo quanto nas rabanadas.

Família reunida é diversão garantida e setenta anos é uma idade que pra comemorar não precisa muito mais que isso, quando não há aquele festão. Ela optou pelo cruzeiro e eu faria o mesmo. Tem mais que aproveitar a vida, principalmente quando o fim dela se aproxima. Eu, por ser afilhado, sou suspeito pra falar e não vou ficar aqui tecendo os merecidos elogios à minha tia.

Nas rodas de viola, atribuímos uma música do Raul Seixas como se a personagem dessa canção fosse ela. “Eu nasci há dez mil anos atrás” por ser ela a mais velha e ter passado, presenciado, assistido e vivido  muita coisa durante a vida, não há melhor e mais engraçada definição musical pra ela do que essa. Eu tenho pouco mais da metade da idade da minha tia e espero que chegue lá com a mesma disposição e vitalidade. Não com os mesmos problemas de saúde. Desses vou tentar me esquivar apesar da própria idade traze-los inevitavelmente. Ter sessenta, setenta anos atualmente não é o mesmo que ter sessenta, setenta anos atrás quando era muito difícil inclusive chegar nessa idade.


Com a evolução do mundo, há uma qualidade de vida e um aumento da longevidade que, como disse uma outra parente nossa, minha tia é capaz de viver mais uns cinqüenta anos. Claro que era brincadeira, mas pelo menos vinte a mais ela pode alcançar. Não há prazo e nem condições políticas que a fará ceifar a vida tal como fez aquele presidente no dia em que minha tia completou dez anos.

segunda-feira, 9 de março de 2015

COLETIVO CONSCIENTE

COLETIVO CONSCIENTE

Poucas são as bandas que estão aí há algum tempo. Menos ainda são aquelas que mantém a formação original e em número menor as que os seus ex integrantes não se falam nem por um decreto. Manter um coletivo é complicado. Bastante difícil mesmo. São várias cabeças pensando diferentes coisas pra chegar a um consenso e diante das circunstâncias que se apresentam.

Não se pode passar por cima do grupo mesmo que sua opinião seja contrária do coletivo e mesmo que isso possa te prejudicar. Decisões são difíceis de serem tomadas quando se está sozinho, imagina em grupo. Quando se trabalha em coletivo as coisas se tornam mais difíceis ainda, mas por outro lado tem que gostar muito do que você faz e das pessoas que te cercam porque são elas que vão te ajudar a segurar a barra. Sei que é impossível ser feliz sozinho e essa felicidade, mesmo que tenha fim, é fundamental pra ser compartilhada no coletivo, assim como eu acho que as tristezas, angústias e preocupações também.

O interessante é isso, uma tribuna livre, uma democracia com todos os seus prós e contras, mas em número menor. Viva a diversidade. O problema é que os contras muitas vezes te deixam pra baixo. E se você não tiver discernimento, não for uma pessoa centrada, isso pode afetar sua relação com o outro e daí surgem as brigas, os desentendimentos.

O coletivo está acima de tudo, pelo menos por enquanto essa é a minha opinião. Como pessoas num bote de rafting, remando para uma mesma direção. As vezes a correnteza muda, fica mais forte ou mais fraca, dá pra mudar a direção do barco, uns querem se arriscar, outros são mais cautelosos e assim segue o barco. Sempre vai haver um disse me disse, um ruído de comunicação, um “entendi de outra forma”, isso tudo faz parte. Só que isso não pode se sobrepor ao coletivo pra que não haja falta de harmonia, mesmo que seja uma constante e chega uma hora que enche o saco, que dá vontade de jogar tudo pro alto.

Isso é praticamente um desabafo. Recentemente aconteceu isso comigo, foram uns dias tensos com noites mal dormidas, tentando resolver vários problemas frente ao coletivo ao qual pertenço, um dos, que não teve a solução que eu queria, e que por consequência isso causou problemas e transtornos para um amigo meu que representa o outro coletivo. Fazendo uma analogia, tomamos de 7 x 1 , mas ainda mantemos aquele espírito de seleção que quando toma um gol, grita “vamos lá, vamos virar”. Foi mais ou menos isso.

Somos uma seleção, ou melhor, nos fizemos ser uma solução que como qualquer outra quando entra no jogo quer ganhar e às vezes perde. As vezes perde feio. Nesse caso específico, o capitão dessa seleção era eu. Como não há um técnico que se troca quando o time vai mal, não há em quem botar a culpa, se é que houve alguma nesse caso, quem sofre com isso somos nós, os jogadores. No entanto eu como o capitão dessa partida sofri mais ainda por ter sentido uma responsabilidade maior com a pessoa que representa o outro coletivo e que eu prejudiquei de certa forma, assim eu vejo.

Acima de tudo são meus amigos e essa amizade eu vou preservar fazendo parte ou não do coletivo. Se por acaso ele se desmanchar, a amizade continuará, ao menos da minha parte. Pelo menos alguma lição a gente tira das derrotas e aprende a não repetí-las.


Lembrei de uma música que pode representar isso tudo que eu disse aqui. Trata-se da música ‘Todos Juntos’ do filme “Os saltimbancos trapalhões”. A letra diz: Todos juntos somos fortes/ Somos flecha e somos arco? Todos nós no mesmo barco/ Não há nada a temer/ Ao meu lado há um amigo que é preciso proteger.                                                 

segunda-feira, 2 de março de 2015

SONS E BARULHOS

SONS E BARULHOS

Outro dia eu estava voltando de Copacabana no ônibus e alguns pontos depois do que eu subi, entrou uma menina. Sentou no último banco - eu estava no penúltimo – do lado oposto do meu e começou a se achar a DJ do ônibus. Escutava uma música em um volume que pelo menos metade do ônibus também escutava .

Pobre. Não é preconceito. Eu chamo de pobre as pessoas que não são educadas. Não tem nada a ver com a posição financeira da pessoa. Tem muito rico que é pobre. Pobre de espírito. Essa menina é pobre no que diz respeito a noção que ela tem em desrespeitar os alheios. Ela é um exemplo do que acontece com boa parte das pessoas que andam em transportes coletivos.

Houve um tempo em que era mais gritante esses seres que impunham seus estilos musicais aos demais passageiros. Campanha de fones de ouvido foram feitas e aceita pela grande maioria, mas sempre tem aqueles pobres que insistem em escutar suas músicas altas. Acho um absurdo, uma falta de respeito. Mesmo se por acaso eu gostasse das músicas reproduzidas nos celulares alheios, o que é muito raro acontecer, jamais compartilharia dessa atitude. Não sou obrigado a ouvir aquilo. Mas devo dizer que esse fenômeno não é só local. Eu vi o mesmo acontecer várias vezes em ônibus londrinos também.

A linha que mais pego tem som ambiente. Parece que é consenso da empresa sintonizar numa única estação de rádio. Pelo menos na maioria que eu pego é essa mesma rádio que está sintonizada. Um ou outro, de vez em quando, sai desse padrão. Particularmente eu prefiro a rádio padronizada. Não sei se todos os passageiros concordam, no entanto isso inibe essa atitude e se alguém quiser escutar seu próprio som, que ponha o fone de ouvido.

Nesse mesmo ônibus, bem mais a frente, entrou outro sujeito. Talvez da minha faixa etária, ou um pouco mais velho aparentemente . Sentou atrás de mim e na outra ponta aquela menina continuava a escutar suas músicas. Pra competir com ela, ao invés de escutar música, esse usou o telefone na sua essência, ou seja, ligou pra alguém e começou a desfiar um rosário de histórias vividas por ele ao longo do dia. Outro que não tinha noção de volume e novamente os passageiros do ônibus sofreram com a conversa do sujeito – eu principalmente por estar na frente dele. Fiquei um pouco aliviado quando num determinado trecho da ponte onde as ligações celulares ficam prejudicadas por causa do aeroporto Santos Dumont a conversa obrigatoriamente foi encerrada . Mas assim que o ônibus saiu da área de bloqueio ele tornou a ligar e retomar conversa.  Um caos, uma verdadeira guerra sonora, um horror. Não me interessava em nada as histórias que o sujeito contava e muito menos a trilha sonora que a outra menina ouvia. As pessoas tem que se dar conta que a gente vive em sociedade e que ônibus, barcas e metrô são meios de transporte e não de comunicação.


Só se escuta música alta em festas, boates bares e shows. Cinema e teatro se fizer parte da trama. Só se fala alto ao telefone dentro de casa se o aparelho do receptor ou do emissor estiver ruim ou se a linha não estiver com som nítido, claro. Assim agem as pessoas de bom senso de um nível mais elevado de educação. Existem pessoas que não sabem que o telefone é pra recados rápidos. Conversas longas só com quem está longe. Longa de até cinco minutos. Conheço gente cuja conversa mais curta dura vinte minutos. Não se fala ao telefone no meio da rua a não ser em caso de extrema necessidade e/ou urgência. O meu celular fica grande parte do tempo no bolso, e com os recursos que esses aparelhinhos trazem, falar nele provavelmente é o que eu menos faço. Se a tecnologia evolui a ponto da comunicação estar no patamar em que se encontra, por que não fazem o mesmo com a educação?