domingo, 26 de abril de 2015

NÚMEROS NO CINEMA

NÚMEROS NO CINEMA

Há muito tempo atrás, quando eu era criança e ia ao cinema, antes do filme começar aparecia na tela uma contagem regressiva se não me falhe a memória do número oito pra baixo. Depois a TV adotou e fez isso até hoje quando um programa vai ao ar em rede nacional. Era o chamado top de oito segundos. No cinema essa contagem regressiva não existe mais e atualmente além dos trailers de filmes que ainda serão lançados, algumas propagandas que passam na TV também são exibidas na telonas. Quanto à contagem regressiva na TV acho que só quando tem jogo da seleção ou vai ao ar o Jornal Nacional. E já diminuiu pra cinco segundos.

Números sempre foram ligados ao cinema. Filme de sucesso é aquele que leva o maior número de espectadores à sala escura e se paga apenas com a bilheteria. Atualmente isso é muito raro e noticiado quando acontece. Antigamente se arrecadava mais, mas não tinha tanta concorrência de outras plataformas. Hoje em dia, caso não vá ao cinema ele vem até você e eu acho isso mais comodo e confortável. Antes eu pensava justamente ao contrário, mas a tecnologia me venceu e espero ser exibido na TV a cabo para assistir.

Sei que a magia do cinema não é só o filme, mas tudo que envolve a sua exibição como a sala escura e a pipoca acompanhando. Em termos econômicos e financeiros acho muito mais válido se gastar um pouco mais para assistir a um espetáculo teatral do que assistir a um filme que dali a seis meses vai passar na TV a cabo. Talvez, o dia em que eu não tiver mais acesso a TV a cabo eu volte a freqüentar mais as salas de cinema. Se bem que atualmente só o Woddy Allan me atrai pro cinema.
Frequentava pelo menos uma vez a cada quinze dias. Acompanhava as entregas do Oscar e sabia quase todos os indicados e vitoriosos nas suas respectivas categorias. Era quase um Rubens Ewald Filho. Depois fui desencantando principalmente quando a TV a cabo foi instalada.

Voltando aos números, outros sucessos do cinema principalmente na década de oitenta tiveram suas continuações. Outo dia, zapeando na TV a cabo, revi um trecho de “Indiana Jones e o Templo da Perdição”, o segundo da série. O quarto foi feito recentemente, já depois da virada do milênio, mas os três primeiros foram feitos lá atrás e esse e o terceiro foram os que eu mais vi. Lembro que na época do VHS eu tinha uma fita com os três filmes gravados, de modo que a ordem não seguia a cronologia dos lançamentos e o último na fita era o primeiro lançado. Detalhe: todos de exibição na TV. Nessa mesma época era a trilogia que predominava. Além do Indiana Jones tinha o Superman, que depois de anos também fizeram o quarto, O Poderoso Chefão, De volta pro futuro que eu adoro e a estranha Guerra nas Estrelas. Estranha pelo fato de que a primeira trilogia a ser exibida nas telas é a segunda da história. Depois fizeram a primeira trilogia e agora está sendo feita a terceira.

Agora, com o avanço da tecnologia e consequentemente dos efeitos de computação gráfica o que antigamente eram efeitos especiais hoje são os modos mais corriqueiros de se fazer um filme e principalmente se for direcionado pra ser um blockbuster. Os filmes de heróis pipocam nos seus mais variados tipos e histórias. Não existe só uma sequência de Batman ou Homem Aranha.


Não sei qual será o futuro do cinema. Tem muita gente que é o que eu já fui. Só acho que atualmente as salas tem maior rotatividade de filmes exibidos. Os que fazem maior sucesso não ficam mais de quatro semanas em cartaz. Eu me lembro que o último cinema Icarai, quando exibiu o filme Titanic, ao invés de afundar, o navio encalhou naquela sala que pra sair dali só não demorou mais que o resgate do Costa Concordia, na Itália. Só ali eu devo ter assistido umas duas ou três vezes.   

domingo, 19 de abril de 2015

COPACABANA NÃO ME ENGANA

COPACABANA NÃO ME ENGANA

Existem duas estátuas próximas ao posto seis, em Copacabana, que representam dois moradores ilustres do bairro. Um é o poeta Carlos Drummond de Andrade que trocou a cidade de Itabira, em Minas, pelo bairro de Copacabana. O mesmo fez o baiano Dorival Caymmi que cantou tão bem o local que ele escolheu para viver, além de ter feito outras pérolas do cancioneiro popular brasileiro. Os dois moravam e frequentavam muito aquela área, por isso das estátuas serem perto uma da outra.

Concordo em gênero, número e grau quando ele diz que um bom lugar pra passear é Copacabana. Adoro fazer isso também. Tenho amigos que moram por lá e gosto de frequentar o bairro. Não sei se teria coragem de morar por lá. Pra mim perderia esse encanto, esse glamour. Talvez num daqueles apartamentos da avenida atlântica. Mas aí também quem não gostaria de assistir todo ano num camarote vip à espetacular queima de fogos do réveillon. Um dos maiores espetáculos da terra. Já assisti ao de Londres. Não tem o mesmo clima. Lá é frio e as pessoas logo querem se proteger do tempo. Gostaria muito de assistir a um em Sydnei, na Austrália. Provavelmente esse seja o que melhor compete com a queima de fogos em Copacabana.

O único defeito da queima de fogos em Copacabana é a enorme quantidade de fumaça que se vê durante o estouro dos rojões. Teve um ano que foi uma cortina de fumaça impedindo a visão de quem estava na orla querendo ver o espetáculo. A praia fica tão cheia que na parte onde o número de pessoas aglomeradas fica em maior quantidade, pra se atravessar do calçadão até a água do mar, levei uma hora tanto pra ir quanto pra voltar. Já passei dessa fase de réveillon em Copacabana. Atualmente nessa época do ano quero distância de lá. E só faço esse sacrifício se por acaso estiver recebendo em minha casa um amigo que nunca foi ou que faz questão de ir. Apenas e somente nesses casos.

No entanto, em outras épocas do ano continuo frequentando Copacabana. Alguns ensaios de espetáculos, o qual faço parte da produção, são feitos lá, visito amigos, vou a teatro por lá também. Só não frequento muito a noite. Mas isso nem lá e nem em nenhum lugar a não ser, é claro, se for uma ocasião especial – lê-se aniversários. De qualquer maneira não consigo me desencantar com o bairro mais eclético do Rio de Janeiro. Não há melhor denominação que Planeta Copacabana. Encontra-se todo tipo de pessoas e de vários sotaques brasileiros e estrangeiros, de várias procedências, com várias atividades legais ou não, escusas ou não, enfim, isso que mais me atrai em Copacabana. Essa versatilidade, essa oferta a qualquer hora do dia ou da noite, os vários universos que existem por ali é isso que eu acho muito legal.

A princesinha do mar já não é tão princesa, ou melhor, é tão princesa quanto o herdeiro  do trono britânico que é príncipe há uns setenta anos quase. Suas areias já são frequentadas por pombos e acho isso um péssimo sinal. A balneabilidade da água é boa, apesar de sempre ter, principalmente no verão, algumas áreas restritas pra banho. Acho que nunca mergulhei nas águas de Copacabana. Não que eu me lembre.

Mas independente de amigos e compromissos, é sempre bom de vez em quando tirar um dia pra flanar em Copacabana. Andar pelo bairro sem horário marcado, ou com pressa de alguma coisa. Simplesmente sair andando pelo bairro. Gosto de fazer isso. Sair andando sem preocupações com nada e nem ninguém. As vezes faço isso em Ipanema também. Está cada vez mais raro arrumar tempo pra fazer isso.


Porém, toda vez que faço me sinto revigorado, como se eu tivesse carregado a reserva da minha bateria. No início de setembro passado fiz isso novamente, mas dessa vez acompanhado de um amigo ex morador e saudosista do bairro. Ele chegou por volta do meio dia na rodoviária, pegamos um táxi até lá e flanamos o dia inteiro. 

domingo, 12 de abril de 2015

O FANTASMA DA MENTIRA

O FANTASMA DA MENTIRA

Na postagem passada havia dito que iria manter o texto no tamanho original que imaginara. Na verdade não foi bem assim. Ainda estou experimentando o mesmo formato de rascunho e com a experiência do texto passado sei exatamente onde parar. Tive que cortar duas linhas do que eu tinha escrito no rascunho para que coubesse no formato final, na tela do computador. Dessa vez sei exatamente onde parar, mas só dessa vez. Da próxima será outra experiência, outra adaptação pelo fato de que vai modificar o espaço que tenho pra escrever os meus rascunhos. Não será mais nessas duas folhas divididas em três colunas cada e onde eu tenho que ocupar todas, sendo a última quase na sua totalidade.

Pra você que está de fora, estou na quarta linha da segunda coluna. Ainda tem um bom espaço pela frente. Vou aproveitar pra pedir desculpas pelo trato que não cumpri. Poderia nem ter tocado no assunto, mas não acho justo com quem me lê. Quando digo que vou fazer uma coisa qualquer cumpro com minha palavra. É normal e na minha opinião não passível de julgamento e muito menos de condenação aquilo que agente chama de mentira branca.

Aquela pequena história que a gente conta dando uma desculpa ou dizendo que vai fazer uma coisa e faz outra mas que não prejudica a ninguém. Esse artifício também não é pra ser utilizado sempre. Uma vez ou outra. Não pode ficar viciado nas mentiras brancas. Aí entrar-se-á na patologia. Não pode deixar isso se tornar doença. Uma mentira branca não prejudica ninguém, a não ser quem conta a própria mentira. Não creio que isso seja inescrupuloso. Concordo que é feio mentir e sou daqueles que prega a verdade o tempo todo. Uma mentirinha branca também não faz mal a ninguém. Acho até que as vezes se faz necessário. Essa, por exemplo, não prejudicou a ninguém. O resultado final está lá, no texto acima desse. O fato de ter cortado duas frases é uma pratica comum que faço e eu avisei que tenho esse hábito a duas postagens atrás. E vou continuar tendo principalmente nessa fase de adaptação. E já que só passou duas linhas da formatação básica e ideal dos meus textos, por que não continuar a fazer isso.

Mesmo eu tendo disto que iria manter o texto no formato original pensado, quando vi que só tinha duas frases de excesso, ao invés de mantê-las decidi por cortá-las. Afinal é uma fase de adaptação e os cortes sempre existirão. Voltei atrás sem avisar, mas que mal isso afetou ao mundo? Será que eu perdi minha credibilidade revelando que eu faço o que todos também fazem? Que isso não prejudicou ninguém, que não condeno essa prática quando não entra no estágio patológico. E olha que estou avisando o que fiz, o que acho que me torna o mais honesto dos mentirosos brancos. Precisava testar de alguma forma esse novo tipo de formatação pro meu rascunho que pra atingir o meu grau de perfeição foram cortadas apenas duas frases. O sentido do texto foi mantido.


Já esse que estou rascunhando aqui não vai sofrer qualquer tipo de alteração. Já conheço esse espaço, já sei como ele funciona e já sei também que os próximos textos poderão enfrentar os mesmos problemas do texto passado, visto que não terei essa mesma formatação de rascunho. Isso tudo também serve, não sei se vocês perceberam, além de fazer um teste, uma adaptação, uma experiência, pra espantar o fantasma que ronda todos os escritores que é o da página em branco. Confesso que esse meu estado apreensivo até descobrir uma nova fórmula definitiva de rascunho está me deixando com a síndrome da página em branco, ou seja, sem assunto pra debater aqui. Talvez no próximo texto eu já tenha espantado esse fantasma e volte a escrever sobre alguma coisa mais concreta e não essas bobagenzinhas pra matar o tempo e o espaço. Espaço esse que está acabando e dessa vez sem cortes ou adaptações. 

domingo, 5 de abril de 2015

O FIM DO COMEÇO

O FIM DO COMEÇO

O novo sempre é misterioso e atraente, mesmo que seja pro mal, como os insetos que são atraídos pela luz violeta e fritam na eletricidade. Imagino o quanto de novidade devem ter visto os bandeirantes que desbravaram as terras nos primórdios do Brasil, o quanto não sobreviveu pra contar histórias e o quanto que conseguiram estampar suas sensações nos livros de história. Eu fiz isso também. Registrei quase tudo que eu achei de novo, interessante e peculiar num livro que conta a minha aventura como mochileiro pela Europa cerca de seis anos atrás. Gosto do novo, gosto de saber das novidades mesmo que elas não me apeteçam muito. É sempre bom ficar por dentro das coisas.

Assim que fui morar em Londres, terra desconhecida e com a qual ainda não tinha muita intimidade, me perdia pela cidade. Fazia questão disso e conheci um amigo que também gostava desse tipo de aventura. Mas mesmo antes de conhecê-lo, fazia minhas incursões sozinho. Me lembro que dois dias depois de ter chegado, saí de onde estava e fui até o local do meu curso de inglês até mesmo pra saber quanto tempo eu levaria, qual era o trajeto mais rápido e tal. No dia seguinte eu peguei o metrô novamente e dessa vez sem rumo e sem hora saí na estação de Bank crente que iria dar de cara com uma agencia do Banco do Brasil. Me indicaram que era por ali. Onde exatamente, ninguém sabia.

Só algum tempo depois eu descobri onde ficava. Fui uma vez só e não voltarei mais. Não era vantagem sacar dinheiro na agência já que eu podia fazer isso nos caixas automáticos espalhados pela cidade. Me perdi. Havia três dias que estava na cidade e ainda me adaptando ao ritmo, ao clima, às pessoas. Eu estava muito cru ali. Muito atraído por aquela novidade, por aquele mistério que eu ainda tinha que desvendar. Naquele momento Londres era a minha luz violeta. Não fritei naquela cidade, mas a temporada ali me fez perceber muita coisa. Exerceu sobre mim uma mudança radical, principalmente com a visão de mundo.

Contei essa historinha porque como vocês sabem - se não sabem leiam na última postagem – estou partindo pra mais uma novidade. Depois de folhas de caderno que serviram de rascunho e de um bloco perdido nas coisas da minha mãe, o qual me apossei também para expor minhas letras antes de passar a limpo pro computador, inauguro agora uma nova plataforma de rascunho. Parece não ser nada pra quem lê o resultado final, mas pra mim vale muito essa nova plataforma de pré-produção dos meus textos. Essa é a segunda agenda que entra na minha gaveta. A primeira eu fiz como se fosse um caderno de anotações e só utilizei pouco mais de um mês do calendário.

Já essa que se tornou o meu rascunho oficial, tentei tornar a agenda oficial do trabalho que por força do hábito de não usar agendas acabou por estar sem as anotações de compromissos desde o mês de abril . E por serem em dias esporádicos há muita lacuna e espaços para serem preenchidos com meus textos. Esse primeiro texto da nova etapa está ocupando duas folhas, cada uma com três colunas que representam o primeiro semestre do ano. Quando eu comecei a escrever achei que seria pouco, perto do que eu poderia passar a limpo. Agora eu tô achando que exagerei e já tem texto aqui pra duas postagens.


A título de experiência, vou mantê-lo do tamanho que imaginei originalmente e não importa o quanto vai ser o resultado dessa novidade. Se quando eu passar a limpo vai ser uma ou duas folhas. Eu vou pagar pra ver. Sem mais a dizer agora, só vou escrever a fim de acabar com o espaço reservado pra esse teste do primeiro texto na nova área de rascunho. Se bem que até chegar a parte que não tem nada anotado mesmo, está aberta a temporada de adaptação.