domingo, 28 de junho de 2015

DE VOLTA PARA O PRESENTE

DE VOLTA PARA O PRESENTE

Eu não sei quanto a você, mas eu sofro de DPV. Traduzindo: Depressão pós viagem. E duro voltar pra realidade e retomar a rotina por menos que seja monótona. Depois que se faz uma viagem longa, com um mês e meio de duração, visitando vários lugares diferentes, inéditos ate então, e revendo os amigos de sempre, a volta pra casa e um baque é preciso de alguns dias pra me situar mesmo sabendo que eu estou no meu canto.

Depois de passar alguns dias em Dubai, Luxemburgo, Londres e Malaga, esticando em Trier e Dusseldorf, na Alemanha, a volta foi bem demorada se a referência for uma viagem de avião. Dessa vez, ao contrario da anterior, voltei da Europa de navio. Singrando os mares e cruzando o oceano me senti um tripulante da esquadra de Colombo ou Cabral. Claro que mais de 500 anos depois a tecnologia ajudou muito e os transatlânticos com cerca de 3000 pessoas a bordo passa longe do design de Santa Maria, Pinta e Nina. A diferença entre a viagem de ida pra Europa feita em 2013 e a de volta feita ano passado basicamente é o valor que se cobra nas mercadorias vendidas dentro do navio. Daqui pra lá e em dólar e de lá pra cá é em euro. Como o euro e mais caro que o dólar a economia ou os gastos, dependendo do ponto de vista, tem que ser obrigatoriamente maior ou até que se mude a taxa de câmbio, o que é quase impossível. No entanto a vantagem de voltar de navio é a não preocupação com o jet leg. Por estar voltando, o fuso horário também regride e por algumas noites rejuvenescemos algumas horas. Quando a gente aporta em casa desse mal a gente não sofre. O trajeto foi diferente. As cidades que eu repeti foram Tenerife e Salvador. Essa última eu sai do navio por apenas meia hora.

O navio foi diferente. O MSC Lirica e menor que o MSC Orquestra. A equipe é diferente. Fiz novos amigos. Por coincidência reencontrei um casal que também tinha feito a travessia de ida no mesmo MSC Orquestra que fiz em 2013. O clima do navio era diferente. Não passou nem perto do primeiro cruzeiro que fiz. Esse sim teve uma magia que não só eu, mas quem estava naquele navio também percebeu. Meu grupo também era diferente. Ao contrario dos cerca de 30 moradores ou criados em São Sebastião do Paraíso, interior de Minas, do cruzeiro feito em 2013 no MSC Orquestra, em 2014 no MSC Lirica só foi gente conhecida. Meus familiares, amigos e conhecidos da família formamos um grupo coeso. Eu só me uni a eles em Málaga, na Espanha. O navio saiu de Marselhe, na França, já com alguns brasileiros, em Gênova pegou outros, entre eles esse meu grupo, e depois ainda passou em Cartagena até chegar em Malaga.

Foram 30 dias viajando ate embarcar nesse navio. O mês de outubro de 2014 começou em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Assim como Las Vegas e Brasília foi uma cidade construída do nada. Há 20 anos Dubai era só  um deserto e como deserto continua quente. Depois fui pra Luxemburgo. Me encantei pela cidade. Passei por Trier e Dusseldorf e então fui pra Londres onde fiquei mais tempo que nas outras cidades. Tenho meus motivos e meus amigos lá que sempre merecem uma visita minha. Não passeei muito, fiquei mais concentrado na área do centro, ali pela Oxford, Piccadilly , Lecester e Trafalgar Square. No Hyde Park mesmo pisei uma vez só pra fazer um pic-nic improvisado pra matar o tempo. Procurava ficar mais tempo com meus amigos e só ia pra rua quando nenhum deles podia me acompanhar por conta dos seus compromissos particulares.
           
           Málaga eu me encantei. É a terceira cidade da Espanha que eu digo que moraria fácil, atrás de Barcelona e Cadiz. Cheguei numa terça a noite, rodei a cidade na quarta e quando o navio chegou na quinta que o povo desceu pra conhecer foi a hora que eu subi e entrei de gaiato no navio.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

SESSENTONA

SESSENTONA

Algumas postagens atrás eu falei da setentona da minha tia. Hoje tá na hora de dar vez e voz pra sessentona de outra tia. Sim, as duas têm exatos dez anos e vinte e nove dias de diferença. E minha avó não parou por aí. Ainda deu a luz a mais dois homens. A caçula das meninas agora se tornou sexy. Sexysagenária. Mãe de três dos meus primos e avó de quatro componentes da terceira geração, dois deles no dia da festa com apenas um ano de idade (na verdade uma iria fazer dali a cinco dias) ela sempre foi a agregadora e agitadora cultural da família. Nos eventos ela sempre faz parte das pessoas que querem que aconteça de algum jeito, que sempre haja motivo pra juntar e comemorar o que quer que seja.

Os últimos réveillons foram feitos na casa dela. Aliás, a casa dela tem sido o quartel general da família quando se junta por algum motivo ou pelo simples fato prazer de estarmos juntos. No entanto, pelos salões da sua casa não comportar a quantidade de gente que ela chamou pra comemorar os sessenta com ela, a filha do meio cedeu o salão do condomínio em que mora para assim ela fazer a festa nos moldes que imaginou. O mais simples e descontraído possível. A família em peso já ocupava um terço do salão, os outros dois com amigos e no dia vinte de setembro entre nove da noite e duas da manhã foi feita a celebração. Salgadinhos, comidas e bebidas ficaram a cargo da sempre nossa Norminha. O som mecânico ficou sob responsabilidade do meu primo, filho mais velho dela até o tecladista conhecido como Paulo Paceoli começar a tocar um repertório voltado pras pessoas tirarem seus pares e começar a rodopiar pelo salão. Como no dia da festa era também o dia do aniversário da nora dela e o filho havia feito uma semana antes – o dela mesmo foi três dias depois e a neta tinha sua festinha de um ano marcada pra dali a uma semana – aproveitou-se o ensejo para cantar os parabéns pros três. Apesar das seis horas de festa o clima estava tão bom que eu achei que passou muito rápido. A festa acabou as duas, mas até arrumar o salão foi mais uma hora.

Horas antes, foi jogada uma proposta e confirmada durante a festa que na manhã seguinte haveria um café da manhã pros membros da família a partir das 10 da manhã. Pra quem saiu do salão as três, voltar dali a sete horas ficava um pouco complicado, mas aos trancos e barrancos essa idéia de última hora ate que deu certo. Claro que teve gente que não tinha a menor condição de acordar cedo pra tomar café, como teve gente que por ter que pegar a estrada pra voltar pra casa não pode se alongar muito. Eu só cheguei pra tomar café ao meio dia e fiquei por lá até as duas da tarde. Parecia café da manhã de hotel. Tudo de primeira linha. Tudo só pros fortes. Os fracos não tiveram coragem de interromper o sono pra dar continuidade a celebração dos sessenta anos da minha tia. Eu voltei pra casa depois pra dar continuidade ao meu, mas aproveitei ambas as partes da festa.

          Alegria. Talvez essa seja a palavra que defina minha tia. Aposentada desde janeiro do ano passado, como todo recém aposentado não tem mais tempo pra fazer nada a não ser pra curtir o ócio até arrumar o que fazer, apesar de já estar ocupando seu tempo com várias atividades “extra curriculares”. Claro que ela tem seus prós e contras, seus altos e baixos. Quem não tem? Mas se botar na balança os contras e os baixos somem, perdem sua vez diante da alegria que ela irradia quando tá coma gente e com as pessoas que reuniu pra comemorar os sessenta anos . Espero que ela continue esbanjando saúde e alegria e que se mantenha assim por no mínimo mais trinta anos, irradiando e contagiando com seu jeito de ser. Só mesmo uma pessoa tão especial pra ser “doida demais” como diz a letra da música, mas nesse caso o doida é da categoria maluco beleza, é a doideira que todos devemos ter na medida certa para que essa alegria predominasse em todos nós como predomina nela. 

domingo, 14 de junho de 2015

QUERO E NÃO QUERO

QUERO E NÃO QUERO

Volta e meia nos embates que eu tenho com a minha mãe quando ela vem com a ladainha sobre meu futuro, ela sempre pergunta sobre o que eu quero fazer na vida e eu sempre respondo que eu não sei. Não sei mesmo. O que eu sei  é o que eu não quero de jeito e maneira, agora,  o que eu quero eu até hoje não sei. Já tentei tanta coisa, já mudei tanto minha cabeça que isso nem me incomoda. A ela sim. Coisa de mãe preocupada. Acho pertinente.

Eu tenho um limite que varia de três a cinco anos dependendo da função, da atividade. Passando esse tempo, quando vejo que não há uma evolução ou mesmo uma luz no fim do túnel eu largo e parto pra outra. Que outra? Só depois que eu vejo o que é. De uma coisa eu tenho certeza. Parar de escrever eu não vou. Tenho saudade e vontade de voltar aos meus romances, criar minhas histórias. Me falta um mote, uma ideia consistente e que me agrade, que me leve a desenvolver uma trama. No entanto eu vou continuar a me cobrar em fazer uma outra história. Parece que meu estoque de empenho e dedicação se encerrou, mas não é isso.

Essa é uma das coisas que sei que quero. Continuar a escrever. Mas isso não dá dinheiro, não dá estabilidade, não te garante uma sobrevivência, diz minha mãe nesses embates. Respondo que é o que eu gosto, que me dá prazer. Claro que não a convenço. Tem uma frase numa música da Rita Lee que diz que “meu único defeito é não ter medo de fazer o que gosto.”É a mais pura verdade, me cai como uma luva. Só que pra minha mãe eu não tenho que fazer só o que gosto. Segundo ela, temos que fazer também o que não gostamos, principalmente quando isso dá dinheiro até mesmo pra gente depois fazer o que gosta.

Eu não vejo desse modo. Acho que dá pra conciliar o fato de ganhar dinheiro com o fato de fazer o que gosto. Eu não tenho medo de arriscar, de tentar novamente, de aprender, de conhecer o que é novo pra mim contanto que seja numa área que eu goste. Não consigo me imaginar em qualquer tipo de serviço, trabalho que eu não goste, não sinta prazer em fazer por mais alto que o salário seja e por mais estabilidade que ele posa me dar. Acho que isso não é qualidade de vida.

Há algum tempo eu venho trabalhando com teatro, prestando sempre uma assistência de produção pra duas companhias de teatro. Uma daqui de Niterói, o NEPAC (Núcleo de Estudos e Pesquisas de Artes Cênicas) e outra do Rio, os Objetores, o qual eu faço parte como sócio caso fosse uma sociedade, um clube ou uma empresa. Aprendo bastante, apesar de por enquanto apenas uma dessas companhias me remunerar pelo trabalho o que não é muito, mas já estou começando a ficar mais saidinho com os pagamentos. Está longe de ser o ideal, mas eu não tenho aquela tensão diária, aquele estresse em cumprir metas e tal. tenho minhas tarefas, as vezes pode surgir um contratempo, mas nada fora da normalidade e nem arranco meus cabelos por causa disso.
            
           Não tiro a razão da minha mãe de pensar como ela pensa, mas queria que ela entendesse que eu também não estou errado. Se é que existe um certo e errado nessa questão. São dois prismas diferentes. Aceito que o meu ponto de vista é o mais difícil de se concretizar, mas não é o impossível. Sou movido a paixão e não adianta querer me forçar a fazer qualquer coisa que eu não goste, que não sinta prazer em fazer. A paixão é volátil, ela pode minguar e acabar. No entanto ela também renasce sem que se tenha uma previsão. Não acho que o desejo da minha mãe de eu trabalhar em uma atividade mais rentável, mais estável é errado. Isso é o desejo de toda mãe. Só acho que eu também tenho o direito de tentar lutar pelo que eu quero, pelo que me faz bem, pelo que me deixa feliz. Isso é o que eu quero. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

QUEM TV, VIU

QUEM TV, VIU

Quando eu era criança chamavam a televisão de babá eletrônica. A única que poderia ser capaz de distrair e acalmar uma criança quando colocada na sua frente. E de certa forma tinham razão ao falarem isso. Antigamente a qualidade dos programas eram bem mais elevadas até pelo fato de não ter plataformas concorrentes como a TV a cabo, a internet e o smartfone. Sabiam fazer programas bons pra todas as faixas etárias, inclusive pra crianças.

Quantas vezes eu acordava pela manhã e ligava a TV pra assistir ao palhaço Bozo e as atrações do programa dele como uma corrida de três cavalos, um branco, um preto e um malhado que era para o qual eu sempre torcia, além dos desenhos que eram exibidos durante o programa. Cresci vendo Tom e Jerry, A pantera cor de rosa, Pica Pau, Os Jetsons entre tantos outros. Além disso, haviam programas especiais voltados para o público infantil. A minha geração assistiu a programas como Verde que te quero verde, Pirlimpimpim, Plunct Plact Zum, Arca de Noé, ou seja, éramos muito bem nutridos inclusive no que dizia respeito a programação televisiva.

Creio que isso também aguçou muito o meu gosto musical já que nesses especiais elencavam cantores como Elis Regina, Raul Seixas, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Moraes Moreira, Clara Nunes entre tantos outros cujas músicas guardo até hoje comigo e as vezes, quando faço a trilha sonora pro aniversário do meu sobrinho salpico uma ou outra no disco que gravo pra ele todo ano. Talvez por isso que a televisão me encantava tanto a ponto de querer saber mais sobre aquele veículo e me interessar sobre como se faz, sobre os bastidores.

Muito tempo depois esse desejo foi transformado em oportunidade. Entrei na televisão pela porta dos fundos. Durante três anos atuei como figurante em algumas novelas e vi de perto como funciona os bastidores da TV. Não o tão glamouroso, que aparece no Vídeo Show, mas o de quem realmente rala, chega cedo, monta todo o equipamento, resolve todos os pepinos e abacaxis pra que seja gravado, montado e exibido o que você assiste pela TV. É ralação pura, coisa de acordar de madrugada e só voltar pra casa à noite. O dia em que acordei e reclamei disso, que eu não estava mais feliz e nem satisfeito em fazer esse tipo de trabalho, resolvi mudar e abandonar aquilo tudo. Claro que terminei de fazer o que me cabia por mas alguns dias. Foi justamente na época em que meu sobrinho nasceu.

Mas antes um pouco, bem no início dos anos 2000 e mais recentemente, dois anos atrás também participei de outra atração em TV. Essa me deu muito mais prazer, apesar da pouca visibilidade. Nessa eu trabalhava a minha essência e não a minha imagem. O programa da Marília Gabriela na TV aberta tanto no inicio da Rede TV quinze anos atrás quanto em algumas temporadas no SBT, a última por enquanto há dois anos, eu pude exercer o meu lado curioso e enviar perguntas que foram lidas para os seus entrevistados. Obviamente que não todas e curiosamente as que ela não lia, ela peguntava de uma outra forma, com outras palavras mas mantendo o mesmo sentido da pergunta que eu fazia, ou seja, praticamente nenhuma deixou de ser respondida.


Atualmente além dos programas dela tanto na TV aberta quando no canal a cabo, programas de entrevista, debates e de telejornais eu não assisto mais nada, eu não vejo TV.  Não    me apetece. Se não vejo os programas supracitados, o canal a cabo que mais assisto, quando ligo, é aquele que justamente reprisa novelas e programas da minha época de infância e adolescência, quando a única distração pra qualquer hora do dia ou da noite pra quem ficava em casa era a televisão. E até uma certa época da minha vida me enquadrava nessa faixa de pessoas. Como dizem os Titãs, a televisão tem deixado a gente burro, muito burro demais. 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

LINGUAGEM DA LÍNGUA

LINGUAGEM DA LÍNGUA

“A língua é minha pátria e eu não tenho pátria, tenho mátria e quero frátria”. Esse trecho é de uma música composta por Caetano Veloso chamada “Língua”. É interessante observar os vários sotaque que compõem nossa língua portuguesa falada no Brasil. Suas variações, seus sons, sua musicalidade diverge de um canto a outro do país, mas no fundo a gente sempre acaba se entendendo, assim como entendemos o português de Portugal.

Creio que isso fez também com que fortificasse a unidade do estado brasileiro. Ao contrário dos nossos vizinhos que falam o espanhol e são desmembrados em vários países, a gente permaneceu único, firme e forte. Tiveram no passado algumas tentativas de desmembrar o país, mas acho que foi uma questão mais política como a revolução de 32 em São Paulo ou o movimento separatista dos estados do sul.

Quando o muro de Berlim caiu, foi o símbolo da queda do socialismo que desencadeou em criações de novos países antes componentes da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Ali eu descobri áreas como a Letônia, Estônia, Lituânia e recentemente e constantemente faladas nos noticiários a Criméia e a Ucrânia que o Putin quer de qualquer jeito tentar anexar à Russia novamente. Aos nossos ouvidos aquela língua é complicada. Eu conheci uma vez uma pessoa que falava russo e que não tinha nenhuma ascendência, nenhum parentesco com ninguém que por ventura tivesse vivido ou morado lá. Ele simplesmente aprendeu russo. Estudou a língua in loco.

Essa expressão, por exemplo, é em latim. A nossa língua tem disso. Ela é agregadora e totalmente dinâmica. Os estrangeirismos são sempre bem vindos se não forem exagerados. Fazemos isso com várias línguas. Tem sempre uma palavre não nativa que é acoplada ao nosso linguajar. Tem é que saber aplicar. Quando eu deixo um recado pra alguém no facebook, por exemplo, abreviações são utilizadas, mas jamais faria um texto com essas mesmas abreviações aqui. Cada caso é um caso e não se pode misturar as linguagens. Existem formas de se expressar e ambientes que definem essas formas.

Assim como a escrita tem a sua variável, a oralidade também tem. Cassetinho, baguete, bengala e bisnaga são tipos de pão. Aliás, se não me engano é um tipo só de pão, mas nas suas formas e regiões diferentes. E os sotaques, os jeitos de falar com o s mais puxado pro x, ciosa de carioca ou o leite quente dá dor de dente do interior do Paraná. Eu adoro essa variação e minha família por ser grande e espalhada por esse Brasil, me trás essas diferentes melodias quando a gente se reúne.

Tenho um amigo que me dizia que antigamente quando as cantoras do rádio como Isaura Garcia, Dalva de Oliveira, Ângela Maria e Linda Batista, por exemplo, iam gravar suas músicas eram obrigadas a cantar de jeito apaulistanado, pronunciando de forma clara, direta e objetiva todos os “R”e “S”. Outra história nesse sentido é que Ademilde Fonseca, paraense, pra cantar um jingle  do sabonete benzoin, a palavra sabonete soava com a letra U e a finalização do “te” também revelava que ela não era natural do eixo Rio – SP. Peculiaridades e particularidades de nossa língua.

           Quem viaja e/ ou convive com pessoas de outras áreas e regiões sabe e conhece bem sobre o que eu estou falando. Acho que essa diversidade deveria servir de exemplo para que as outras também convivessem em harmonia. Nunca ouvi falar de alguém que tenha matado o outro porque falou com um sotaque diferente do seu. Não cabe aqui morte de nordestinos por neo-nazistas. Essa é uma outra história que tem origem na Alemanha, um país um pouco distante do Brasil que ainda tenta cultivar e preservar um dos tesouros que uma nação tem que manter, a última Flor do Lácio tão culta e bela, a nossa escrita e oralidade na norma culta e coloquial da língua portuguesa