terça-feira, 28 de julho de 2015

AQUISIÇÕES MUSICAIS

AQUISIÇÕES MUSICAIS

Não compro discos. Salvos os dos meus artistas preferidos que fazem parte da discografia deles, não me apetece ir em lojas pra comprar álbuns principalmente depois do advento do download. É isso que eu faço. Baixo as músicas. No entanto confesso que quando entro em determinadas lojas, ainda me distraio na parte destinada a venda de CD’s que está cada vez menor. São nessas horas, de vez em quando, naquelas gondolas de promoções, consigo salvar um ou outro. Um mais antigo ou uma coletânea que vale a pena ter até mesmo pelo preço que é vendido. Sabe aqueles que eles não podem se desfazer e põem a 10 reais cada? Ali acho coisas boas volta e meia.

Quando viajo pra fora o meu interesse pela aquisição de discos aumenta. Sou capaz de ficar horas na loja da Virgin, por exemplo, vendo os discos que estão sendo vendidos e lá fora, mesmo que eu não compre, gosto de saber sobre o que eles vendem sobre o Brasil. O que é, quem está representando a nossa música lá fora. Fiz isso na minha última viagem tanto na loja da Virgin, em Dubai quanto na HMV em Londres. Aliás, dessa última eu não consigo sair de mãos abanando. Sempre que vou lá acabo comprando alguma coisa.

Dessa vez foram 10 discos, cada um com 20 faixas. Coletânea. Sempre coletâneas. Uma é 100 hits 80’s Essentials. Quando botei pra ouvir depois que voltei de viagem descobri músicas que nunca tinha ouvido ou ao menos não lembrava de ter ouvido principalmente durante os anos 80. Fazendo um apanhado geral, digamos que das 100 músicas selecionadas pra essa coletânea, eu conhecia cerca de 35. As outras 65 devem ser essenciais pra quem bolou essa coletânea, por que eu sinceramente não me lembrava delas e pra mim soou como novidade. A outra coletânea com 5 discos e 100 faixas chama-se 100 hits american songbook. Essa é inversamente proporcional a anterior. Também não posso dizer que conhecia as 100, mas grande parte sim. Como amante de jazz posso dizer que o nível de conhecimento é de 75 a 80% da coletânea. Tem versões de músicas que eu conheço com vozes que nem sabia que tinham gravado aquela determinada canção.

A HMV me provoca ser consumista desse tipo de coletânea e aposto que quando eu voltar pra Londres certamente entrarei lá novamente atrás de outras coleções desse tipo que eu sei que tem lá. O american songbook era certo de eu comprar. O 80’s Essentials foi mais no ímpeto, até por que eu não conheço música pelo título. Tem que tocar pra eu descobrir se conheço ou não. Espero chegar ao refrão pra poder identificar . Não me arrependo. Só fiz aumentar meu acervo musical. Não foi desperdício de dinheiro. Essas 2 coletâneas saíram por 10 libras, cerca de 40 reais, quase o preço de um único disco aqui no Brasil. Vale muito a pena e já tenho em mente as próximas duas que comprarei. Pode ser que lá na hora veja um que não tenha passado pelas minhas mãos ainda.

Não parou por aí. O dia em que dei uma passada naquela loja de tudo por uma libra, vi que tinha uma estante com vários discos. Uma libra equivale a cerca de 4 reais. Onde se compra disco por esse preço aqui? Nem na loja que eu citei lá no início. Claro que grande parte era desconhecida da minha pessoa. Mas teve um que logo saltou aos meus olhos. Apesar de estar bem perto do dia das bruxas, aquele disco era de canções natalinas.


Aqui no Brasil poucos eram feitos até a Simone gravar um que até hoje toca nos alto falantes de lojas e shoppings nessa época. Lá fora essa tradição já vem de longa data e grande parte dos cantores de jazz fizeram o seu disco natalino. Esse que comprei também é uma coletânea com vários cantores de jazz cantando temas natalinos. Aqui em casa Simone perdeu o posto que nunca alcançou.

domingo, 19 de julho de 2015

VIRANDO A NOITE

VIRANDO A NOITE

Volta e meia viro a noite. Não durmo mesmo. Geralmente pra ficar fazendo alguma coisa ou quando eu saio pra algum lugar e fico até o dia raiar. Tenho o hábito de dormir tarde, mas virar a noite é raro, e tem sido cada vez mais. Há um bom tempo não perco mais uma noite a toa, como canta Zeca.

Me lembro que quando eu morava em Londres era mais frequente eu passar as noites em claro. Depois que voltei ficou mais difícil disso acontecer. Existem noites que foram feitas pra serem viradas. Reveillón, por exemplo, é uma delas. Natal geralmente acontece isso também. Às vezes um bom papo me mantem acordado. Não vejo a hora passar quando fico jogando conversa fora com os amigos. Pra mim isso não é perder mais uma noite a toa.

Eu frequentava uma festa legal, onde encontrava amigos e colegas interessantes, era como se fosse um ponto de encontro, mas depois que essa festa acabou não mais animo de sair pra noite, pra boates ou baladas como dizem os paulistas. A não ser que haja um motivo especial pra isso, como um aniversário, por exemplo. Mesmo assim procuro voltar pra casa antes do sol raiar.

Custo mais a pegar no sono com o dia já claro, durmo menos que o recomendado e além disso minha nutricionista diz que o corpo produz algumas enzimas que ajudam na regulação do organismo apenas a noite. Se eu dormisse no horário normal provavelmente eu seria mais magro. A falta de sono, ou melhor, a falta de uma regularidade mais rígida, de dormir mais cedo e acordar de manhã como deveria ser o normal, retarda ou inibe o emagrecimento.

Exercícios físicos, boa alimentação e um sono regrado são fatores que ajudam na redução de peso. Sono regrado eu tenho, apesar do horário ser diferente, exercícios físicos eu deveria fazer mais frequentemente. A força de vontade pra isso é bipolar, apesar de manter minhas caminhadas. Na alimentação eu sou acompanhado pela nutricionista. Não vou dizer que sou rigoroso com os conselhos e recomendações dela, mas procuro seguir mais ou menos durante a semana a linha que ela pede. Talvez emagreça mais rápido se dormir mais cedo. Como isso não é inerente a minha pessoa, talvez somente um personal trainer que fique o tempo todo no meu pé recompense essa falta de dormida, ou melhor, de horário mais “normal” pra se dormir.

As poucas vezes que viro a noite, pra voltar pro meu ritmo no dia seguinte é um pouco devagar. De manhã, ou melhor, quando eu acordo, já sou devagar por natureza. Preciso de no mínimo meia hora pra passar da marcha lenta pra normal. Tô escrevendo esse post porque virei uma noite trabalhando em novembro passado. E virar a noite fazendo algum tipo de trabalho é coisa rara, mas que não me incomoda apesar de me desregular. Acho que é por isso que não consigo emagrecer. A não ser com uma sequencia forte e séria de exercícios. As caminhadas eu sempre dou a noite também.

Já disse isso aqui em algum lugar do passado e torno a repetir. Sou notívago, sou boêmio, apesar de não beber. Uma coias meio vampiresca, já que ficar exposto ao sol também não é muito a minha praia. Gosto ou até as 10 da manhã ou depois das 4 da tarde. Esse pra mim é o melhor horário pra se pegar sol principalmente no verão.
           
           Rendo mais fazendo as coisas a noite do que pela manhã. Por isso não me incomodo em virar a noite trabalhando eventualmente. Também não é sempre que isso acontece. Pra que eu vire a noite depende muito do motivo e da companhia. E pra acordar cedo também tem que ter um motivo bem plausível, mas mesmo acordando cedo não consigo dormir cedo na noite anterior pra prolongar a noite de sono. Seguindo a linha cantada pelo Zeca Pagodinho, atualmente são poucos os fatores que me levam a ficar em claro a noite.

domingo, 12 de julho de 2015

CLÁSSICO NUM DIA DE DOMINGO

CLÁSSICO NUM DIA DE DOMINGO

Rascunho esse texto numa tarde de domingo sentado no sofá da sala logo depois do almoço como boa parte da população faz também. Como não tem nenhum programa bom na TV aberta e na fechada um ou outro se salva, geralmente filmes antigos e ou clássicos, nesse exato momento está passando um clássico, pelo menos pra mim. Um filme estrelado por Dustin Hoffman onde ele interpreta um ator desempregado que se transveste de mulher e arruma emprego como atriz de uma novela americana. Pra quem ainda não descobriu o nome desse filme é Tootsie.

Automaticamente me reportou a fase do vídeo cassete. Esse foi um dos primeiros filmes que gravamos assim que o vídeo cassete chegou lá em casa em meados dos anos 80. Gravávamos de tudo. De filmes a capítulos de novelas ou programas que depois desapareciam de nossos arquivos, programas temporários. Os únicos que permaneciam por um longo tempo eram os filmes. Atualmente não existe mais isso. Vídeo cassete já virou peça de museu. Fitas de vídeo ainda tem uma ou outra aqui, mais por afetividade que por necessidade mesmo.

Uma coisa que estou reparando é que a dublagem foi refeita. Eu que era acostumado a ouvir com a dublagem dos anos 80 agora ouço vozes diferentes das personagens. Pelo que percebi somente as vozes do casal protagonista permaneceu a mesma e as outras foram recolocadas.

Filmes como esses, dos anos 80 já são como eu balzaquianos e boa parte deles clássicos também. Alguns eu paro pra ver ou então deixo gravando no próprio aparelho da TV a cabo e depois que vejo apago. Como já disse em algum lugar do passado, ao contrário do VHS eu não acumulo DVD’s. Tenho um ou outro e mais recentemente um amigo meu copiou  um VHS de uma antiga viagem e um outro filme que na época do VHS era raro e só passou uma vez na TV que eu me lembre. Foi quando o gravei em VHS e tempos depois emprestei a fita para alguém que não me devolveu e acabei ficando sem. Pouco tempo depois que ele fez o DVD pra mim passou na TV a cabo. Agora não sei quando vai passar, mas esse posso ver a qualquer momento.

Claro que não lembro de todos os filmes que tivemos gravados em VHS, mas alguns como Tootsie me marcaram e se vejo que posso assistí-lo não penso duas vezes. São os meus clássicos. Mesmo já tendo visto, revisto e re revisto várias e várias vezes não acho que assistí-los quantas vezes eu quiser não é perda de tempo. Principalmente num domingo a tarde quando não se tem nada pra fazer, a não ser ver esse filme e escrever esse texto. Duas coisas muito raras que eu faço num domingo. Ver filmes e escrever. Essa última sobretudo. Filmes são mais fáceis de ver aos domingos que exercer a escrita. Essas histórias, esses filmes que eu gosto de ver e rever são como livros que volta e meia pego pra reler. Não acho que isso seja perda de tempo. Já disse isso. Estou sendo repetitivo ou enfático, dependendo do ponto de vista.

Tootsie, Goonies, Superman, De volta para o futuro, ET, Indiana Jones, O Poderoso Chefão, esses são alguns dos filmes que eu paro pra ver caso eu esteja zapeando e com tempo pra fazer isso, nem que seja um trecho, umas cenas  apenas.   


Agora os créditos do filme estão subindo e a música tema romântica tocando enquanto a imagem frisada do casal protagonista fica exibida. Esse acabou. Quando verei outros eu não sei, mas certamente se passarem num dia nublado de domingo é bem capaz de eu assistir caso não tenha coisas mais interessantes pra eu fazer. Vou aproveitar também pra subir os meus créditos e encerrar por aqui essa minha rara escrita dominical. Isso eu também não sei quando vai voltar a acontecer. Quem sabe durante a exibição de outro clássico considerado por mim em outra tarde de um domingo qualquer.

domingo, 5 de julho de 2015

COISAS PRA FAZER PRO FIM DO ANO

COISAS PRA FAZER PRO FIM DO ANO

Tá chegando a época do ano que me deixa apreensivo. Esse mês e meio ou dois que antecedem o Natal e não por causa disso. Eu tento seguir mais ou menos o mesmo calendário das escolas de samba no que diz respeito ao carnaval. No caso aqui de casa, pela família ter um bloco próprio e bem pequeno por enquanto até agora eu me policio pra apresentar o samba enredo do bloco no réveillon caso a gente se junte ou na primeira oportunidade do ano que a gente tem de se juntar.

As escolas de samba mal acabam um carnaval e já começam a se articular e fazer o troca troca pro carnaval seguinte. A gente não vive disso mesmo, é só um hobby, um lazer, então é principalmente essa época do ano que me aflige. Eu como integrante da ala dos compositores, talvez o principal deles já que até hoje ninguém pareou comigo em numero de sambas campeões do bloco, tenho que pensar no mote, na letra e melodia pro samba do ano que vem. É claro que em como toda família numerosa, depois de tudo pronto tem sempre uma meia dúzia que da seu pitaco e a letra original sempre acaba sendo modificada um pouco.

De todos os anos de existência do bloco, a exceção do primeiro que foi de última hora e de um ano que ficamos na casa do tio Rodolfo por conta de ser o aniversário dele, eu sou o único que me atrevo a encarar esse divertimento com um pouco mais de seriedade, e ainda assim as letras são bem divertidas dos sambas anteriores, afinal eu tenho que ter uma marca registrada, um slogan. E nada melhor que o bom humor pra ser essa marca, até pelo fato da família ser bem humorada e essa ser também a nossa marca registrada.

Quando essa brincadeira se tornar séria – sinceramente acho que ninguém torce por isso – eu paro de brincar de ser compositor. Enquanto isso eu exploro esse meu lado que só aflora uma vez por ano e especificamente pro nosso bloco. Eu até já fiz um samba coringa  caso me falte a inspiração ou o tempo pra algum ano eu ter o que apresentar. O que me deixa apreensivo e justamente o fato de eu ter que fazer letra e musica para que a minha família cante no carnaval. Queria eu ter a facilidade de compor como um Erasmo, Roberto, Chico, Caetano ou Arlindo Cruz, mas meu parto se dá uma vez por ano e meu limite, ou melhor, a apresentação da minha obra ao público se dá no réveillon.

O meu método de compor e bem simples. Eu anoto umas frases no bloquinho de papel e depois vou depurando, decantando e costurando com a melodia que também vai surgindo de supetão. A impressão que eu tenho e de que a frase formada já me apresenta uma linha melódica que vai sendo formada quando se junta com outra e outra e outra ate a música toda estar feita. Não sei como é o processo de composição dos outros, principalmente daqueles que também se utilizam de instrumentos pra que a melodia saia. Esse meu método tem dado certo até agora e vamos ver ate quando vai funcionar e se vai transpassar da barreira do bloco de carnaval. Nada tem sido indicado quanto a isso, mas não vamos fechar pra balanço. Quem sabe não me surge a inspiração e o Tom Jobim que mora dentro de mim não dê o ar de sua graça. Como dizia o samba da Mocidade: “ Sonhar não custa nada”


Por enquanto não me surgiu a ideia pro próximo samba enredo. Vou esperar chegar mais pro fim do ano pra ver se o mote chega e se junta com a minha inspiração. Isso sempre surge na hora certa, no momento certo. Tiveram sambas que em quinze minutos ficaram prontos e outros que demoraram um pouco mais. Isso não me preocupa. No final tudo dá certo e é aprovado, bem recebido e bem quisto por todos. Vamos ver o que está por vir por aí. Vamos ver quais serão os próximos sucessos e se futuramente haverá concorrência pra que a produtividade da família também aumente.