domingo, 27 de setembro de 2015

YOU MUST REMEMBER THIS

YOU MUST REMEMBER THIS

 Quando toca a música “As time goes by” automaticamente os cinéfilos e quem conhece sabe que essa música é do filme “Casablanca” com  Humphrey Bogart e  Ingrid Bergman, um clássico dos anos 40. Essa música só tem a representar o filme mesmo porque a cidade em si não merece uma música tão bonita quanto essa.

A umas postagens atrás eu disse que o Marrocos merecia um relato a parte. Ano passado, no cruzeiro que eu fiz, uma das paradas do navio foi Casablanca, no Marrocos, famosa até então pelo filme citado acima. E garanto que a Casablanca da ficção é bem melhor que a realidade mesmo que a ficção seja dos anos 40. Casablanca foi o porto que o navio ficou mais tempo parado, só saindo pra dar continuidade a navegação às 10 da noite. Isso porque algumas excursões do navio foram pra Marrakesh e outras fizeram as “Luzes de Casablanca” onde se podia ver a cidade a noite. Nós, como na maioria dos portos, combinamos o preço com um taxista pra que esse ficasse algumas horas a disposição da gente nos levando pra alguns pontos turísticos específicos.

Pra começar a negociação foi com um sujeito que era tipo um atravessador. Parecia que era o chefe de alguns motoristas e fechamos dois táxis com ele para um total de 14 pessoas. Sete em cada carro. Os carros eram duas Mercedes velhas. Bem velhas e má conservadas. Se andar de Mercedes é questão de status, em Casablanca foi pura falta de opção. Não havia outro tipo de carro que comportava sete pessoas. Poderia até desmembrar em outros carros, mas esses também não eram tão bem conservados. Nenhum carro lá é bem conservado e tem uma boa explicação pra isso. O trânsito é um caos.

Se aqui a gente reclama dos engarrafamentos, lá o trânsito não tem regras. A exceção do sinal vermelho que eles as vezes respeitam, nada mais é seguido ou cumprido em termos de normas e convenções. É gente andando no meio da rua, atravessando fora da faixa, carros que param fora de local apropriado, ou seja, é um lugar que parece que os condutores não fazem aula de auto escola e qualquer um pode pegar o carro e sair dirigindo por lá. É raro ver um carro que não esteja com algum arranhão ou amassado. Daí os carros que pegamos – sim, as Mercedes – caindo aos pedaços. Era vidro que não descia, maçaneta que não funcionava, banco que não reclinava... era um caos tanto dentro quanto fora do carro, no trânsito. As Mercedes acho que de Mercedes só deveriam ter o símbolo na lataria do carro.

Motivo de piada pro nosso grupo de 14 pessoas, pegamos os carros e encaramos o tour. Eu que fui na frente, ao lado do motorista, fiquei espremido. Se eu fosse sentado nos bancos de trás onde eram 3 pessoas em cada banco inteiriço e as pernas ficavam misturadas, as minhas não iriam caber no espaço destinado a elas. Do porto passamos primeiro pela fachada do suposto piano bar mencionado no filme. Não saímos do carro e não tiramos fotos. Achei tão xinfrin que nem me apeteceu em registrar aquele momento.

De lá partimos pra mesquita. Pra mim foi a única parada que fizemos que prestou. A mesquita é linda e enorme, considerada a segunda maior do mundo só perdendo pra Meca. Se por fora é monumental, por dentro a gente não conseguiu ver. Fomos barrados na porta. Deve ser linda também. Passamos por uma praia, paramos na outra ponta pra ver a mesquita de frente, seguimos por outra orla, paramos pra ir ao banheiro e comprar uma água. Depois fomos numa espécie de farmácia de especiarias e pra finalizar no mercadão popular. O camelódromo da Uruguaiana dá de cem a zero no mercado deles.


Foi bom pra conhecer, mas não volto pra lá por livre e espontânea vontade. Ao contrário do fim do filme, eu correria pra entrar naquele avião e fugir logo dali. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

CONDUTOR

CONDUTOR

Não tenho carro. Já tive um que vendi e com o dinheiro fui morar em Londres. Voltei de lá encantado com a prontidão da cidade para o funcionamento do transporte público de qualidade e de como os métodos alternativos também . Tá, de qualidade é um pouco duvidosa já que como em qualquer cidade do mundo ele também fica lotado em horários de pico e os ônibus a mesma coisa, mas certamente são mais eficientes que os nossos.

Não compro carro. O trânsito está cada vez mais insuportável, as ruas estão cada vez mais cheias de carros e os trajetos que levavam 15 minutos no passado, hoje levam no mínimo 30. Não quero comprar carro pra ficar preso no transito gastando gasolina e desgastando o motor a toa. Por mais que não seja tão eficiente e cheio de problemas eu sou adepto do transporte público e não penso tão cedo em comprar um carro pra mim. Até o momento em que rascunho esse texto essa ideia não passa pela minha cabeça.

Não tenho carro, mas de vez em quando dirijo. Levar o meu sobrinho na escola, levar elenco e cenário pra fazer projeto escola em Caxias, por exemplo, ou seja, quebrar um galho como motorista eu faço. Sempre com o carro de terceiros. Eu particularmente gosto de fazer tudo a pé, aqui por perto mesmo, sem precisar de carro pra nada. Não tem essa necessidade. Carro dá muita despesa. Se eu tivesse um, trocaria de cinco em cinco anos, assim como o prazo da habilitação.

No final do ano passado eu quebrei um galho como motorista pra um tio meu. Ele estava com um carro em Paraty e pediu pra que eu o buscasse lá. Por ele estar sem carteira e ter que enfrentar a estrada lá fui eu trazer ele e o carro. Saí daqui de Niterói num ônibus que partia às 3:20 da tarde e segundo constava no site, levaria 5 horas até chegar em Paraty. Cinco horas depois ainda estávamos chegando em Angra, e o trecho entre Angra e Paraty foi percorrido em cerca de uma hora e meia. Eu não tinha ideia de que levaria o mesmo tempo que uma viagem pra São Paulo. E Paraty nem fica em outro estado. Cheguei lá e por alguns minutos revi a cidade que eu não pisava há mais ou menos uns 20 anos. Não me lembro de muita coisa da última visita, mas a cidade antiga, o centro histórico não mudou nada. Os inquilinos dos casarões com certeza não eram tão sofisticados como atualmente, mas como estrutura, como cenário, acho que não muda desde a época do Brasil Colônia. Aquelas ruas de pedras irregulares continuam lá. Sorte que os carros são proibidos de passar por elas. A não ser duas que estão liberadas. E eu passei por elas com o carro do meu tio. É um excelente teste de suspensão.

Logo depois de ele falar com um conhecido numa rua dessas, pegamos a estrada. Meu tio havia recém adquirido o carro que era hidramático e ele ainda não havia se adaptado ao carro. Eu já havia dirigido um de outro tio meu, mas dirigir um por tanto tempo foi a primeira vez. Não sei se ele não gostou do meu jeito de dirigir, mas pouco antes da gente entrar no arco metropolitano ele pegou a direção. Não existe o pedal da embreagem nesse tipo de carro e ele querendo dar trabalho pra perna esquerda, deixava o pé no freio pensando que era a embreagem e por conta disso o carro dava os solavancos até ele se dar conta de que não era um carro normal. Eu achei o carro macio, talvez por ser novo, e muito bom pra se guiar. E outra; em relação ao ônibus o tempo de viagem diminuiu em pouco mais de 3 horas. Saimos as 11 da manhã e chegamos por volta de 3 e pouca da tarde em Niterói.


Gostei de ter dirigido um carro hidramático. Se por acaso um dia eu mudar de ideia e quiser comprar um carro, se a diferença do valor total, incluindo seguros e impostos não for tão grande, eu acho que vou comprar um hidramático pra mim. Apesar de tudo eu gosto de dirigir, principalmente em estradas. Na cidade tenho menos paciência. Só que pra ter fon fon terei que trabalhar, trabalhar.

domingo, 13 de setembro de 2015

COMIDINHAS

COMIDINHAS

Sempre que viajo e conto minhas aventuras pras pessoas algumas me perguntam sobre a comida. Eu não tenho nada a dizer sobre. Os lugares que visito são tão globalizados que tudo que tem lá tem aqui. Não sou daqueles que sai do trivial só porque estou em lugar diferente. Geralmente compro comida no mercado e faço onde fico quando dá pra fazer . Não sou daqueles que vai a restaurante duas vezes por dia, uma no almoço e outra no jantar, por exemplo. É claro que um dia ou outro até almoço ou janto num restaurante, mas não é sempre. Talvez a excentricidade aí se encontra nos restaurantes nada a ver, ou seja, aqueles que representam outros países diferente daquele que estou visitando no momento.

Nessa última viagem, uma vez em Dubai almoçamos numa réplica de pub irlandês. Não sei qual é e nem se tem comida típica em Dubai, mas eu garanto que não comi. Em Luxemburgo teve um dia em que almoçamos num restaurante português onde descobri uma sobremesa chamada baba de camelo que nada mais é que mousse de doce de leite. Falando em camelo dizem que em certas partes de Dubai servem como iguaria a carne desse animal. Ainda bem que passei longe desse local. Partindo desse princípio o dia em que eu for pra Austrália também não terei que provar da carne de um canguru.

Em Málaga fiz uma estripulia que é bem raro pra eu fazer. Havia acabado de chegar no hotel, estava com fome e pela hora se houvesse um mercado por perto já deveria estar fechado . Então entrei num Mc Donald’s pra comer. Isso tem em toda parte do mundo assim como o Burger King e o Subway, que era o que eu procurava e só fui encontrar no dia seguinte. Aquela noite foi a última vez no ano passado que pisei num Mc Donald’s. E o almoço do dia seguinte foi num restaurante italiano comendo um espaguete em plena terra da paeja.

No Marrocos não tive coragem de comer em lugar nenhum. O Marrocos necessita de um relato a parte não pela comida especificamente, mas pelo conjunto da obra. Em Tenerife foi um misto quente, em Fortaleza um caldo de cana com pastel. Em Ilhéus foi um estrogonofe na praia e um sorvete de Cupuaçu e outro de Tapioca e em Búzios acho que foi um pastel também. Em qualquer parte do mundo, nas grandes cidades, se come comida de qualquer outra região do mundo, ou quase todas.
Agora, o outro lado da moeda. Existem coisas, principalmente na área de guloseimas que não tem ou é muito difícil de se encontrar.  Na segunda e última noite que passei em Málaga, comprei pra comer no hotel além do sanduíche do Subway, cinco unidades de três doces diferentes dos que conhecemos por aqui. Não me pergunte o nome que eu não sei. Foi a minha sobremesa daquela noite e tão cedo não vou comer aqueles doces específicos, assim como ainda não vi por aqui certas coisas  que só compro e como quando vou pra Londres.

Uma delas é o Jaffa Cake que já tem várias versões, mas a minha preferida é a original com a geléia de laranja entre a base que lembra um pão de mel e a cobertura de chocolate. A outra eu já achei três fabricantes – e aprovei os três – que é o Polar, o Aero ou o Club, dependendo do mercado que se compra. É um abiscoitado com cobertura de chocolate e por dentro um quê de menta. Dessa vez experimentei a versão bubble de um desses três, se não me engano o Aero que eu não gostei. É melhor ficar no tradicional mesmo. Lembrei de outra agora. A torta trufada de morango.


Veja que em Londres as comidas que mais me atrai são os doces. Doces que não tem ou estão chegando agora por aqui. Não há dieta que resista a isso. É uma vez por ano, quando tanto e alguns dias, mesmo que não todos os da temporada, mas em algumas ocasiões eu ingiro esses doces e satisfaço minha vontade de comer algo diferente.

domingo, 6 de setembro de 2015

QUENTE E FRIO

QUENTE E FRIO

Quem conhece sabe que o verão brasileiro é quente. Em se tratando de um país tropical a temperatura fica mais elevada que o normal durante a estação mais esperada e cultuada do ano. Eu não gosto do verão. Não gosto do calor que faz no verão. O clima entre as pessoas que essa estação promove me agrada, mas o calor, a temperatura nem um pouco. Por isso procuro sair de casa depois que o sol baixa. É um contraste eu que nasci a beira mar não gostar muito de sol. Prefiro mil vezes o rigoroso inverno de Londres que o alto verão do Rio.

Por outro lado, sinto falta do mar, do cheiro do mar, das caminhadas que faço na orla de vez em quando. Em Londres o máximo que pode atingir nesse sentido é uma caminhada beirando o tamisa. Quem não conhece, Dubai é bem mais quente que o Rio no alto verão. Lá sim fica mais insuportável até de fazer caminhadas na orla mesmo a noite. E um bafo que impera dia e noite. Também lá um dia, não faz muito tempo, era deserto. De qualquer forma é quente, inclusive o mar que banha a cidade. Esse foi um dos fatores que não me agradou quando fui pra lá.

Não sei se isso é fato ou só uma teoria inventada por mim, mas cada vez que vou pra Londres sinto menos frio, uso menos roupa pra andar nas ruas. Quando cheguei lá era luva, gorro e cachecol além do casaco grosso e pelo nenos duas camisas sendo uma de manga comprida por baixo, fazendo o meu momento cebola. Agora não é mais assim. Na época fui me acostumando e fui tirando o gorro primeiro, o cachecol depois e por último as luvas. Atualmente sempre que vou visitar Londres, por mais que na mala até possa ter camisas de manga comprida, é raro de eu usá-las. Geralmente eu saio às ruas só com um casaco não tão grosso quanto o que usei logo que cheguei lá e uma camisa normal por baixo. Me adapto melhor a lugares frios, mesmo sendo criado a beira mar e ter passado minhas férias quando criança em Saquarema, região dos lagos do estado do Rio. Pelo fato de eu ter uma pele bastante alva e bem propícia pra câncer de pele, outro fator que me afasta do sol e do calor, e também ser uma pessoa notívaga, creio que daí pode vir minha preferência pelo frio.

Não gosto de sentir calor, de sentar num lugar ou mesmo de andar e sentir aquela gota de suor escorrendo pelas costas. Já o frio é mais controlável. Conforme você se aquece vai monitorando sua temperatura . No calor não dá pra fazer isso. Mesmo nu não dá pra amenizar o calor. O ventilador até ajuda e o ar condicionado te deixa confinado em um ambiente fechado. Assim o calor pode ser controlado se estiver dentro de uma sala fechada com uma temperatura agradável. Mas vai sair da sala pra ver o que acontece. O derretimento dos poros do seu corpo.

Quando a gente é criança de vez em quando brincamos de quente e frio. Quando queremos achar algum objeto que não sabemos onde está ou esconderam da gente e ficamos quente ao nos aproximarmos do tal lugar onde se encontra o objeto e frio quando nos afastamos dele. Eu fico nessa brincadeira quando vou viajar. Escolho os lugares mais frios que o Brasil. Volta e meia passo num ou noutro que regula com a gente, mas sempre vou preferir ficar num mais frio que o nosso. Que eu me lembre, de países que visitei e me incomodei com o calor foram Dubai e a Itália, mais especificamente Roma, em julho.


Outra coisa que essa história de quente e frio me reporta é a música da Marina que diz vem chegando o verão. Quando ela fez essa música provavelmente a temperatura recorde do verão devia de ser no máximo de 35 graus. Eu até me animava porque era sinônimo de férias escolares. Hoje em dia ao tocar na rádio eu já me desanimo pelo fato que os 35 graus já se elevaram pra mais de 40 e com a sensação térmica mais acima ainda. Como eu adoro uma neve.  

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

PRIMA DONA DA MUAMBA

PRIMA DONA DA MUAMBA

Se a gente pudesse classificar uma das atividades que minha mãe exerce seria muambeira light. Muambeira pelo fato de ser uma consumista inveterada que fica no limiar da insanidade de tanta coisa que ela compra enquanto viaja e principalmente se essas compras não tem uma utilidade funcional pra ela a não ser o próprio prazer de comprar. Light pelo fato de dar utilidade a essas coisas inúteis que abarrotam as malas dela. Ela não encara isso como uma profissão, mas como um hobbie. Ela não precisa fazer isso pra viver, mas é uma maneira de se ocupar, já que é aposentada.

Sabemos que aqui no Brasil boa parte do valor de um produto corresponde a impostos e taxas e esse mesmo produto fora do país custa bem mais barato mesmo se o dólar e o euro estiverem em alta. Ela apenas revende o produto, seja ele perfume, roupas, maquiagens ou acessórios pelo preço que ela compra lá fora, que é bem mais barato do que qualquer loja importadora que além de taxas e tributos também visam o lucro.

Isso é crime. Se formos ver ao pé da letra pode ser, mas crime maior é o governo arrecadar o absurdo de impostos, não devolver nada de descente pra sociedade e todo momento abrir o jornal e ver notícias de corrupção e impunidade. Ela não lucra muito com isso porque mesmo que ela ponha mais vinte por cento do valor liquido ainda assim é barato e vale a pena pra quem quiser adquirir esses produtos importados. Por mais que a velocidade de saída dessas mercadorias seja mais lenta que a de entrada, a exceção dos perfumes que são os primeiros a acabar, sempre pode sobrar uma coisa ou outra pra dar de presente a alguém. E além disso outras ideias surgem para que ela se desfaça dessas mercadorias mais rápido.

Provavelmente, seguindo os dois últimos anos, em dezembro, próximo ao Natal ela deve fazer um bazar e expor as mercadorias que ainda restarem no estoque, por mais que esse aumente a cada viagem, pra serem vendidas. No ano passado não foi tão sucesso assim como foi no primeiro. Foram apenas seis pessoas fora da família das quais apenas uma não tinha viajado no navio conosco. Por mais que as mercadorias estivessem a venda, rolou um churrasco que juntou a família – afinal qualquer coisa é motivo de evento nessa família – e os interessados em comprar algo foram duas pessoas que foram com a gente e a que não foi. Essas compraram alguma coisa.

Minha tia Tania também aproveitou para expor os artesanatos dela, dividindo a mesa da exposição das mercadorias com as muambas da minha mãe. Eu também não fiquei de fora. Peguei um exemplar do meu livro e deixei ali num cantinho da mesa quase que embaixo de tudo. Havia levado apenas quatro exemplares e nessa época ainda tinha uns dez pra serem vendidos. Levei porque no ano anterior havia levado e conseguido vender apenas dois. Dessa vez levei o dobro.

Como apesar de bem divulgado no facebook somente essa meia dúzia de pessoas foram e mais pra rememorar os bons momentos que passamos no navio. Dos quatro exemplares apenas um foi vendido. Como não havia uma pretensão de vendê-los, já que o foco do bazar era outro, fiquei no lucro. Não sei se em indo outras pessoas, mais pessoas eu poderia ter vendido os quatro exemplares que levei.

           O ano está passando rápido e não demora muito daqui a pouco dezembro chega e é bem provável que se realize outro bazar com as mercadorias que estão abarrotando os armários e gavetas da minha mãe. Hora de recuperar o dinheiro investido e reverter novamente em passagem aéreas e consequentemente mais compras de mercadorias pra alimentar esse ciclo de circulação e o distúrbio de compulsão que minha mãe tem em adquirir essas quinquilharias, mesmo que ela consiga se desfazer seja vendendo aleatoriamente ou num bazar de Natal.