domingo, 29 de novembro de 2015

O FUTURO JÁ COMEÇOU

O FUTURO JÁ COMEÇOU

Outro dia me dei conta de que o futuro já começou, pelo menos ele já chegou. Pra quem como eu gosta da saga, da trilogia “De volta pro Futuro” esse ano de 2015 tem um significado diferente. É justamente o ano em que Marty McFly para, vindo de 1985. Ele viaja 30 anos pro futuro e chega onde nós estamos.

Alguns elementos que aparecem no filme continuam sendo futuristas. Eu até hoje não vi nenhum DeLorean voador passando pela varanda do meu apartamento. Aliás nem DeLorean e nem carros mais populares. Esses não voam, pelo contrário, ficam parados nos intermináveis congestionamentos das cidades andando a 40 por hora. Também não inventaram aquela jaqueta que se ajusta automaticamente ao corpo e além disso a função secagem está embutida nela. Aqueles skates flutuantes parece que estão em testes em algum laboratório científico – tomara que não seja o do doutor Brown – e as rodas ainda estão presentes nas pequenas pranchas de madeira. A minipizza que se põe no micro-ondas e se transforma numa pizza gigante também está longe de ser criada. Já o garçon que aparece numa tela de TV e serve o refrigerante que surge do balcão é outro efeito de ficção.

E não adianta os luminosos painéis e letreiros da Times Square ou da Piccaddilly Circus se o anuncio do filme não se transforma em holograma e interage com a pessoa. A personagem do filme se borrou de medo quando o tubarão o atacou. A imagem parecia real pra ele que não estava acostumado com isso. Essa tecnologia do holograma agora que está sendo difundida com as aparições de Elvis e Michael Jackson mundo afora. Por enquanto os tubarões que assustam são os de verdade quando próximos a banhistas. Já a cena da vídeo conferencia onde há a discussão dele com o patrão e o fax notificando a demissão dele tem um contrassenso pra gente. Fax não existe mais. Talvez fosse tão novo em 1985 que eles imaginavam que em 2015 seria comum. Não chegou a ser comum e já é obsoleto, ultrapassado. Quanto a videoconferência o Skype está aí pra isso. É assim que eu ainda falo com Londres e com os EUA. Pelo menos uma coisa tem em comum.

A cidade de Hillvalley em 2015 é muito mais avançada tecnologicamente do que qualquer outra ao redor do mundo. Se chegamos no futuro, o futuro não chegou na gente. Pelo menos não como a gente imaginava. Avançamos muito em algumas áreas, em outras tartarugas correndo estão bem na frente de nós. Se por um lado o futuro já chegou, por outro o passado não sai daqui. Alguns setores avançaram 30 anos, outros nem 3. E assim caminha a humanidade. Chegamos a 2015 sem que 2015 chegasse na gente tendo como referencia o filme de 30 anos atrás – quase 30 já que estamos falando do segundo filme da série. E como será daqui a mais 30 anos, lá pro ano 2045? Em que teremos avançado e em que ainda estaremos estagnados? Será que dá pra fazer esse tipo de previsão?

É melhor nos concentrarmos nas previsões e prognósticos pro ano que vem que já está batendo a porta do que arriscar a falar sobre daqui a 30 anos. Se já é difícil prever alguma coisa pra amanhã, imagina pra 30 anos. Será que no meio dos cientista que habitam o planeta tem algum iluminado como o doutor Emmett Brown que por ter sofrido uma queda no banheiro e batido com a cabeça visionou o capacitador de fluxo e a partir daquela imagem calculou e desenvolveu a viagem no tempo?


Pra encerrar, outro ponto que a gente não conseguiu atingir foi fazer com que os carros sejam movidos a lixo. Aí estaríamos matando vários coelhos com uma cajadada só, ou seja, combatendo vários fatores que levaram nosso mundo a chegar nesse futuro que estamos vivendo. Se conseguíssemos chegar nesse estágio,  gerações futuras veriam como anedota o nosso petrolão.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ECONOMIA DE COTOVELO

ECONOMIA DE COTOVELO

Sabe aquela regra de etiqueta de apoiar o braço na mesa do jantar? Estou utilizando em outro setor também. Essa convenção diz que nunca se deve apoiar o cotovelo sobre a mesa; já o antebraço às vezes, mas o mais certo e o que sempre é valido é apoiar os pulsos. Daí vem a tríade nunca, às vezes e sempre pra posição do braço numa mesa de restaurante, por exemplo.

Resolvi adotar esse sistema pras minhas economias. Desde quando voltei de viagem em meados de novembro do ano passado eu tinha que economizar pra próxima que, no caso, torço pra que seja agora em novembro também. Mas pra quem ganha pouco e não tem uma regularidade, ou seja, é instável ganhando bem em uma época e nada em outra, esse foi o método que achei bastante aplicável. Chamo isso de economia de cotovelo.

Trata-se de dividir o seu dinheiro em três partes. A que você não vai mexer nunca, a que às vezes vai te socorrer e a que sempre vai estar a sua disposição. Claro que nunca mexer em dinheiro é uma meta praticamente inatingível. No meu caso esse nunca é pra ser quebrado uma vez por ano, justamente pra pagar o capricho de uma viagem à Europa. Esse dinheiro só vai servir pra isso, e por isso fica rendendo em algum fundo de investimento até a hora de começar a utilizá-lo pra pagar as despesas da viagem. Não se mexe nessas economias a não ser em caso de vida ou morte. Deixa ele lá quietinho, só acrescentando mais valores a ele, só fazendo crescer o montante, não só com o rendimento, mas também com o que se deposita lá.

A parte do às vezes, que é quando se apoia o antebraço à mesa, eu chamo de caixa 2. É o dinheiro que está no meu colchão e não levei pro banco. Esse também tem uma finalidade que é mais a curto prazo e não renderia tanto se botar em algum fundo de investimento. Então guardo ele comigo e tenho a consciência de que vou lançar mão dele em pouco tempo. Por exemplo, o primeiro caixa 2 desse ano foi uma viagem pra São Paulo. Aquele valor foi o meu orçamento e dentro dele montei a viagem. A partir daquela quantia vi se podia ir de avião pra lá, se podia pernoitar em hotel e coisas desse tipo. São pra caprichos como esses que eu tenho meu caixa 2.

E o pulso ainda pulsa, mesmo que esteja sobre a mesa. Esse dinheiro que sempre se usa pra pagar um show, um teatro, um jantar ou qualquer outro capricho que seja mais imediato fica lá na conta e sempre é mexido.

Confesso que é difícil dividir o pouco dinheiro que se ganha em 3. Mas com esforço e sacrifício assim tenho feito e conseguido e com isso meus caprichos são atendidos. É um bom exercício e quem sabe com uma grana mais regular e mais estável eu consiga diversificar e aplicar em mais caprichos como um carro ou um apartamento. Vai demorar um pouco, mas sonhar não custa nada, por enquanto. Enquanto o sonho não se transforma em realidade vamos continuar trabalhando com o que temos.

As cartas estão sobre a mesa, ou melhor, os braços e o dinheiro estão sobre a mesa. Cabe a mim ser extremamente educado, gentil e cuidadoso com os meus braços e o dinheiro que me compete. Como tudo, existe os dois lados da moeda e o sacrifício de agora tem suas compensações no futuro. Tendo foco, fé, força de vontade e perseverança tudo se resolve. Quem não testou ou não teve tempo de parar pra pensar nessa possibilidade de economizar, fica a dica. Pra mim, por enquanto, isso tem dado certo.

Nunca tinha testado minha capacidade de economizar com essa nova regra. Às vezes pensava sobre, mas aplicar que estava sendo difícil. Até que eu foquei e consegui. Sempre vai ter alguma coisa pra que eu destine meu dinheiro. Não importa quanto tempo vai levar pra que seja utilizado de forma consciente e satisfatória pra mim. 

domingo, 15 de novembro de 2015

GAFES

GAFES

Todos nós ao menos uma vez na vida cometemos gafes. Lembro que uma vez um amigo meu me chamou pra ir ao aniversário de uma amiga dele que eu não conhecia. Chegando lá dei os parabéns pra menina que abriu a porta pra gente. Claro que não era a aniversariante. Não sabia onde enfiar a cara, mas mantive a pose e continuei na festa mesmo depois de consertar o erro. Talvez essa tenha sido a pior, ou a mais marcante até a que eu vou contar agora.

No interregno entre o natal e o réveillon, ano passado, eu fui assistir ao musical do Chacrinha e lá ganhei dois ingressos pra ver o filme “Os caras de pau e o misterioso roubo do anel.” A promoter que me deu esse par de convites, depois que eu preenchi um cadastro lá que não serviu de nada, a não ser pra que eu ganhasse os ingressos, me atentou para quais cinemas não aceitavam o panfleto. Conferi se na relação estava incluído o cinema de Niterói e vi que não estava. No dia seguinte fui pra Saquarema, voltei, passei o réveillon com parte da família e quando foi no primeiro domingo do ano, resolvi gastar aqueles ingressos.

Entrei no site das salas de cinema, vi se ainda estavam em cartaz por aqui, gravei os horários que são exibidos e decidi ir na sessão das sete da noite. Cheguei lá, entrei na fila e vendo novamente a filipeta que percebi um outro aviso além daquele dos cinemas que não aceitavam os flyers. Dizia que era válido de segunda a quarta-feira em todos os cinemas onde o filme estiver sendo exibido e sujeito a lotação da sala.

Esse teria sido um outro problema se não tivesse essa cláusula escrita. Praquele domingo e praquela sessão já estava lotado. Teria que tentar pra sessão posterior que começava pouco depois das 9 da noite e eu não queria voltar muito tarde. Mesmo assim cogitei essa hipótese. Já que estava lá não iria perder a viagem. Foi justamente nessa hora que reparei no aviso limitando os dias pra utilizar aqueles ingressos. Não sabia onde enfiar a cara novamente. A viagem perdida foi o que mais me deixou fulo. Me preparei, me arrumei, perdi meu tempo indo até lá e por pouco a gafe não foi maior. Não foi preciso o atendente dizer na minha cara o que estava escrito ali. Teve esse atenuante de eu mesmo me tocar e sair da fila antes de acontecer o pior.

Não lembro se eu já tinha lido e não prestado atenção a ponto de eu não gravar esse detalhe, mas acho que não. Pelo menos eu teria me lembrado de alguma coisa e me atinado pra essse detalhe, pra esse aviso. Eu não teria ido pra porta do cinema se tivesse prestado atenção nisso. Por que isso aconteceu comigo? Sei que minha memória é seletiva e não guardo detalhes de coisas que eu não quero guardar justamente pra sobrar espaço praquilo que me interessa. E o filme me interessava desde a hora que eu ganhei os ingressos. Talvez se a promoter me dissesse também que havia limitações de dias eu teria gravado melhor na minha memória.

Isso é cometer uma gafe; ser traído pela memória e ao mesmo tempo não ter tempo hábil pra sair da saia justa, da sinuca de bico que nós mesmos nos metemos. Não é sempre que eu faço isso, pelo contrário, tem sido cada vez mais raro eu cometer gafes. Por isso que essas me marcaram tanto. Pode até ter mais gafes que eu tenha cometido, mas eu não me lembro ou não foram tão relevantes como essas.


Lembrei de outra. Eu era criança, devia ter uns 10 anos de idade e aquele era o meu primeiro ano estudando no turno da manhã. Não lembro de detalhes. Só sei que acordei às 5:30 e fui me adiantar pra ir pra escola. Estranhei a empregada estar lá aquela hora e quando ela me viu colocando a calça jeans perguntou onde eu ia. Estava quase na hora de eu ir pra escola. Até que ela me avisou que eram 5:30 da tarde. Bem que eu achei cedo demais pra ela estar lá. A primeira gafe a gente nunca esquece, a não ser quando se comete com frequência e já é quase orgânico. Não é o meu caso.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

SIGNOS

SIGNOS

Quando alguém me pergunta qual é o meu signo eu respondo que não sei. Todos tem signo. Bastou nascer que já se sabe qual dos cavaleiros do zodíaco é o seu regente. Mas existe a legião dos sem signos, ou melhor, signos não definidos, a qual eu faço parte. É claro que eu tenho um signo, só não sei qual é ele. Meu irmão e eu, que nascemos no mesmo dia, e outras pessoas mundo a fora viemos ao mundo no dia da mudança de signos. No nosso caso de áries para touro e pra saber qual dos dois nos regem tem que fazer mapa astral.

Uma vez uma amiga minha curiosa nesse assunto fez um pra mim e tentou sanar essa questão. O resultado deu touro com ascendente em áries. Eu sinceramente não sei o que quer dizer isso e somente uma pessoa estudiosa, especialista no assunto pode me mostrar o caminho. De modo que nunca me preocupou, nunca me tirou uma noite de sono e não sinto e nem vejo interferência disso na minha vida. As pessoas que conversam comigo me dizem que eu sou mais pra taurino do que pra ariano.

Eu nunca entendi esse lance de horóscopo e acredito que que aqueles tijolinhos que saem nos jornais nada mais são que um sorteio que eles fazem. Já deixam aquelas frases prontas e só distribuem entre os signos. Consta que o nosso jeito de encarar a vida, de agir é muito influenciado pelo signo. Eu vou além. Pode até ter alguma coisa a ver mas acho que o meio também influencia; a forma como você é criado. Será que eu falo alguma bobagem?

Pensando bem eu e o meu irmão fomos criados da mesma forma mas somos completamente diferentes nos nossos jeitos. Isso quer dizer que temos signos diferentes? Bem, se até agora isso não me afligiu eu vou continuar  a levar a minha vida sem interesse em desvendar isso. Não estou aqui denegrindo os profissionais da astrologia. Acredito que muita coisa pode ser resolvida ou ao menos entendida através dos mapas astrais. Só estou dizendo que pra mim já não faz mais diferença descobrir qual é o meu signo. Parafraseando a música, eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim. Se o meu jeito tem a ver com o signo que me rege, se áries ou touro, já não me interessa mais.

O zodíaco como a gente conhece é representado por alguns bichos como touro, peixes, capricórnio, escorpião e leão, ;por exemplo. E existe um outro tipo de horóscopo que é todo representado por animais. Rato, cabra, serpente, cavalo, coelho... é o horóscopo chinês. Se eu não sei o meu signo em português como vou saber qual é ele em chinês? Mas parece que há um atenuante, ou seja, não é pelo dia do nascimento, mas pelo ano. Acho esse bem mais fácil e se eu pesquisar, saberei qual é o bicho que me rege pelo horóscopo chinês e o que isso significa. Será que a leitura feita é a mesma ou são outras características? Será que são complementares ou não tem nada a ver um com o outro? Alguém tem respostas pra essas perguntas? 


Nós, da legião dos signo interrogativos, não vamos nos rebelar se não tivermos essas respostas. Pelo menos eu e o meu irmão não. Isso é um assunto que por eu não entender eu nem abordo, nem pergunto pros meus amigos, não entro no mérito da questão. Também não me vejo repelindo uma amizade promissora por causa do signo, se o da pessoa não combina com o meu. Como não vou fazer isso se nem eu sei qual é o meu signo? É impossível eu repelir alguma amizade, principalmente por causa disso. Que a astrologia continue seus trabalhos, seus estudos, sua ciência e que cada vez mais tenham pessoas interessadas em saber, em descobrir mais sobre os signos, o horóscopo, apesar de não me apetecer muito. Quem sabe depois de uma resposta mais concreta, mais objetiva, depois de realmente saber o que sou eu, o meu interesse também aumente e comece a procurar mais sobre o assunto. Deve estar escrito nas estrelas.

CABELOS AO VENTO

CABELOS AO VENTO

Conta a história que quando Dalila cortou os cabelos de Sansão ele perdeu a força. Eu sofro dessa síndrome. Toda vez que chega a hora de cortar o meu cabelo eu perco não a força, mas um pouquinho de ânimo. A minha auto estima baixa  um pouco e preciso de uns 10 dias pra tudo voltar ao normal. Não fico depressivo. A vida segue seu curso normalmente. Só tenho a sensação que está me faltando alguma coisa. E realmente está. Os cabelos.

Meu amigo Airton que mora em Londres sofre dessa mesma síndrome. Ele chega ao ponto dele mesmo de vez em quando cortar o próprio cabelo quando vê que ninguém deixou do jeito que ele pedia. Eu não me atrevo a fazer isso. Baixaria ainda mais a minha auto estima. Deixo um profissional fazer isso. O mesmo de anos.

Deve ter mais de 20 anos que frequento a mesma barbearia e mantenho o mesmo corte de cabelo. Ainda assim não gosto de estar com o cabelo cortado nos primeiros dias. O que me alivia é que cabelo cresce. Essa barbearia que eu frequento, o meu avô frequentava e meu pai chegou a frequentar por um tempo. Me lembro que eram três pessoas que atendiam lá. Seu Antônio, seu Euclides e o Rogério que ainda se mantém por lá e é quem corta o meu cabelo atualmente. Os outros dois ficaram lá até o fim das suas vidas.

E foi só em setembro do ano passado que eles mudaram de endereço apesar de permanecerem no mesmo complexo de lojinhas da esquina. Se mudaram pra vinte metros ao lado. O Rogério e um outro que não me recordo o nome no momento são quem cuidam da barbearia agora. Mesmo que eu chegue lá e o Rogério esteja atendando, eu faço questão de esperar, afinal ele já tem a mão certa de tantos anos de corte. Nesse tempo todo de corte, só me lembro de outras duas pessoas que cortaram o meu cabelo.

Uma foi lá dentro do projac. Quando eu figurava em novela de época, às vezes eles tinham que fazer a bainha, o pé do cabelo e volta e meia eu aproveitava para cortar mesmo. Não saia do padrão do corte e a Laide também tinha mão boa pro corte. Não foram tantas vezes, umas duas talvez. E é claro na temporada que eu passei em Londres tendo as abençoadas mãos do Paulo que eu brincava que era a única pessoa que me fazia perder os cabelos. Em Londres eu arrisquei, ousei e por conselho e consentimento do Paulo, confiei nele um corte mais radical, mais fora do meu padrão. Ele é outro que tem uma mão boa pra corte de cabelo. Apostei e gostei do resultado. Tanto que me senti órfão dele quando voltei. Queria tentar manter o mesmo estilo e fiquei meses tentando achar alguém que chegasse próximo ao que ele conseguia fazer, mas depois de três tentativas percebi que só o Paulo mesmo pra cortar daquele jeito, naquele estilo.

Ainda quero ousar, fazer outro tipo de corte que saia desse tradicional, mas só em imaginar que pode não sair do jeito que eu quero minha auto estima pode baixar ainda mais. Se o cabelo é considerado a moldura do rosto, prefiro uma mais clássica, mais tradicional e vou mantendo os cortes com o Rogério até ele se aposentar ou até eu criar coragem de mudar o meu estilo. As duas últimas vezes que fui pra Londres, numa eu queria que o Paulo cortasse o meu cabelo, mas não encontrei com ele na semana que passei lá e da última nos encontramos pra tomar um café. Dessa ao contrário da anterior, eu já tinha cortado o cabelo antes de viajar e não fui com esse intuito.


Tenho épocas certas pra cortar o meu cabelo. O intervalo é de três meses e sempre que muda de estação é a hora de ir pra barbearia. Dizem que a lua influencia. Dependendo da fase em que ela se encontra o cabelo cresce mais rápido, mais devagar, com mais volume ou não. Nesse caso eu sou mais solar. É a proximidade do sol com a terra que me faz cortar o cabelo quatro vezes por ano.