domingo, 27 de dezembro de 2015

BALANÇANDO EM 2015

BALANÇANDO EM 2015

Tô eu aqui na ressaca do Natal escrevendo sobre o ano novo. Na verdade não é sobre o ano novo, mas o ano velho. A gente sabe que 2015 não foi um bom ano em termos conjunturais. Temos uma presidente que tá balançando no cargo assim como o representante maior da câmara dos deputados, estamos vendo que cada vez mais pessoas estão envolvidas no escândalo de corrupção que nunca antes na história desse país veio à tona tanta maracutaia, tanta falcatrua, tanto cambalacho e uma inflação tão alta que há anos não ultrapassava dos dois dígitos. Por conta disso tudo e algo mais não podemos afirmar que esse ano foi um ano bom e pode piorar ainda mais no ano que vem. Sobre outro aspecto eu não tenho do que reclamar.

Trabalhei bem e trabalhei no que eu gosto. De janeiro a outubro desse ano me envolvi em várias produções teatrais esse ano e, ao contrario da atual conjuntura do país, pra mim pessoalmente os índices estão apontando um crescimento positivo para o próximo ano. Comecei com os ensaios de “Quem matou Laura Fausto?” em janeiro pra estrear em 11 de março no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea com meus amigos do grupo Objetores. No dia da estreia o produtor na época a frente do Teatro Popular Oscar Niemeyer me ligou nos chamando pra fazer uma curta temporada em Niterói e logo que acabamos a temporada da Gávea, em 15 de abril, ocupamos durante dois fins de semana (18,19,25 e 26) o teatro pra nos apresentar aqui em Niterói. Concomitantemente, se as quartas eu ia pro Teatro das Artes, às quintas ia pro Teatro da Uff fazer o “Um não sei o que que nasce não sei onde” durante quatro semanas.

Com duas produções em cartaz fui chamado pra fazer assistência em “Eu odeio Cassia Eller” às sextas e sábados de abril e maio no Solar do Jambeiro e durante toda a temporada as datas dos dois últimos sábados que coincidiram com o Laura Fausto eu não pude fazer. No último dia desse espetáculo, no fim de maio, o idealizador do “Capitães da Areia – o musical” foi nos assistir e chamou a mim e a uma atriz pra compor a equipe dele que havia feito uma última reestruturação e nos incluiu nessa última leva.

Foram três meses de ensaios, ralação e aprendizado até a estreia em 21 de agosto no Municipal de Niterói. Depois de duas semanas em cartaz, no inicio de setembro, surgiu o convite pra ajudar na produção local de um grande musical da Broadway que iria estrear em outubro no Rio, mas antes iria fazer um esquenta de duas semanas no mesmo Teatro Popular que apresentamos o Laura Fausto e que na semana anterior da entrada pra montagem deles o Cassia Eller também se apresentou lá por um fim de semana só. E nesses três dias de apresentação eu debutei no palco, ainda fazendo figuração como o dj/operador de som do espetáculo que atuava em cena. Esse musical grande da Broadway ainda faz uma temporada de verão entre terça e quinta até o carnaval no Terezão – Teatro Net Rio pros novatos – depois vão pro Imperator antes de desembarcarem pra temporada paulista.

Além disso teve a temporada de dois fins de semana do infantil “Mario, Mar e o Amor” do NEPAC no Municipal, no fim de semana anterior e no da estreia de Capitães. Tive a proeza de estar na produção de dois espetáculos no mesmo teatro e em agosto praticamente ocupei o Municipal de Niterói, fora as apresentações esporádicas de projeto escola.


Agora em janeiro a mesma equipe do Laura Fausto vai se juntar novamente pra um novo produto. E não é teatro. Nosso desafio agora vai ser rodar uma web série. Quer dizer, web se nenhuma emissora quiser abraçar e nos ajudar dando suporte técnico e exibir também. Se é pra sonhar, vamos sonhar alto. Não é crime almejar espaços maiores. Crime mesmo é usar de atos inescrupulosos pra alcançar esses objetivos.                                                                                                                                                               

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

JÁ É NATAL?

JÁ É NATAL?

Agora eu posso falar. De que? Adivinha? Qual é o noticiário que está em pauta no Brasil? A disputa na seara política fica entre a Dilma e o Cunha. No caso dela o processo já teve início, já foi aberto. No caso dele está quase se abrindo, mas olha que dia é hoje? Segunda feira dia 21 de dezembro de 2015. Quinta feira já é noite de Natal, ou seja, vai acontecer o recesso judiciário, parlamentar (caso deputados e senadores não sejam convocados pra trabalharem extraordinariamente nesse recesso que vai até o carnaval e receberem por isso) e nada vai ficar resolvido pelo menos até semana que vem quando muda o ano.

Isso é sinal de que o término de 2015 vai se dar lá pra fevereiro do ano que vem. Como o carnaval é bem no início do mês, teremos uma extensão de dois meses. Imagina se fosse no meio ou no final. Essa incerteza ainda vai rondar a gente por algum tempo. O Levy já caiu sexta passada e o novo ministro toma posse hoje. Não acho que nesse caso vai adiantar muita coisa. A nota do Brasil foi rebaixada mesmo. Se bobear pode cair mais. E o dólar continua nas alturas. Eu já tô cogitando minha viagem pra Europa no fim do ano que vem e não no primeiro semestre como eu tinha esperanças que acontecesse. Já mudei pra outubro e em último caso dezembro, pra passar o réveillon. Nem que seja dia 30 de dezembro, vou fazer de tudo pra viajar pra fora em 2016.

Quanto a minha opinião, sou mais pela saída do Cunha do que da Dilma. Acho que atualmente ele é mais nocivo a nação do que a Dilma. Não que ela seja uma santa e se realmente houver provas legais, que estejam de acordo com a constituinte que é a lei maior desse país – pelo menos deveria ser, já que lei por aqui se burla – ela deve sair sim. Na verdade acho que a chapa deveria ser destituída do cargo para o qual foram eleitos, ou seja, presidente e vice, mas essa manobra acho bem difícil e, sinceramente, temo o Temer no poder. Não confio nele. Não confio em nenhum presidente de nenhum dos três poderes. Não livro nem o judiciário que dos três creio que atualmente tem sido o mais sensato, mas ainda dá suas escorregadinhas.

Me desculpem o desabafo, mas essa é a única postagem do ano que realmente eu posso falar dos fatos e acontecimentos que marcaram a semana. Todas as outras são escritas em um determinado período do ano e que eu vou postando aqui semanalmente. Só a da semana que vem que tradicionalmente é um balanço do ano e que ainda vou escrever essa semana. Vamos deixar a cobertura do noticiário político pra mídia qualificada e vamos falar do Natal.

Quando se pensa em Natal, se pensa em família e quanto a isso esse ano vem mais gente por aí. A família tá aumentando e as bolsas de aposta estão crescendo pra saber quem será a próxima a ficar grávida. Duas crianças estão confirmadas até agora. Sei que tem tantas famílias que estão brigadas por algum motivo e que quando se encontram no Natal se aturam pelo menos na noite de Natal, as vezes nem isso e acabam por brigar. Eu nunca passei por isso. É um privilégio . Tanta gente queria ter uma família como a minha. Temos nossas rusgas de vez em quando e qual família que não tem, mas tudo se resolve e nada fica pra trás com mágoas e ressentimentos. Acho que esse espírito de Natal perdura pela minha família o ano inteiro.

           É isso que eu desejo no Natal. Que todas as famílias que por algum motivo estejam com as relações interrompidas se recomponham enquanto família e não só pro Natal, mas pra vida inteira. Sei que é clichê, mas família é a base de tudo e se a gente não solidificar essa base com os valores certos, as medidas justas, os ensinamentos corretos vamos nos tornar cada vez mais um país cujo comando vai estar nas mãos de Dilmas, Temers, Renans, Cunhas. Posso até estar exagerando, mas tem um fundo de verdade nisso tudo. Tenham vocês uma noite feliz e de muita paz e luz.

domingo, 13 de dezembro de 2015

TORNANDO DIFERENTE ESSA COISA SEMPRE IGUAL

TORNANDO DIFERENTE ESSA COISA SEMPRE IGUAL

Essa postagem vai ser diferente. Estou voltando aos velhos tempos em que escrevia direto, sem que eu rascunhasse alguma coisa no papel antes de passar pra essa tela. Pra falar a verdade ainda faço isso duas vezes por ano que, pelos meus cálculos serão as duas próximas postagens, referentes ao natal e ao ano novo. Não que tenha me acabado o papel, pelo contrário, ainda vou rascunhar muito e quando acabar a agenda onde rascunho virão outros blocos e agendas pra que eu continue fazendo o mesmo.

Essa postagem não passa de uma questão de estética. Pelo que está rascunhado na minha agenda, essa temporada de 2015 terminaria na primeira folha referente ao mês de setembro, mas, pra que não avançasse e não ficasse o mês de setembro só com uma folha das 5 escritas resolvi mudar hoje. Isso ia me incomodar. Quase um TOC. Então decidi que essa última postagem da temporada fosse escrita diretamente aqui. Fica na minha agenda um espaço pros 18 primeiros textos de 2016, o equivalente a 4 meses de agenda, de setembro a dezembro. Pras outras postagens depois dessas 18, tem a parte das anotações dessa mesma agenda que tem um número maior de páginas que o próprio calendário da agenda. Um outro desafio pelo qual eu irei passar já que é um outro tipo de configuração e terei algumas postagem as quais vou me adaptando no espaço do manuscrito, mas isso eu deixo para a próxima temporada.

Pra refrescar a memória, essa agenda é uma que ganhei do meu tio no fim de 2013 e é referente ao ano de 2014 que eu dei essa finalidade de ser o rascunho dos meus escritos pra esse blog só pra não virar comida de traça. Confesso que estou tendo uma certa dificuldade em preencher essa página. Perdi completamente a mão aqui. Nas postagens de fim de ano eu tenho sobre o que falar, afinal são as postagens que eu chamo de ao vivo, escrevo e logo em seguida posto. Essa não. Essa é um capricho meu. Por isso estou um pouco perdido. Sei que é fim de temporada, e outra revelação que deixo feita aqui é que mesmo que seja da temporada 2015, pra mim, que sempre escrevo de algum lugar do passado, o ano apenas está começando, nem completou a primeira quinzena ainda. Estou quase um ano adiantado, mas agora vou dar um tempo. Longo tempo suficiente pra tocar meus outros projetos até voltar a escrever aqui pra temporada do próximo ano.

Engraçado que conforme ia escrevendo as postagens, ia fazendo uma lista paralela sobre os temas que escrevia pra não ser repetitivo nos assuntos e esse ano não falei sobre a síndrome da página em branco. Não sofri desse mal. Não deu tempo, era muita coisa pra ser falada. E ainda tem muita coisa pra ser falada, mas vou deixar pro próximo ano. Talvez por estar condicionado a rascunhar antes de passar a limpo, exatamente nesse momento eu esteja sofrendo dessa síndrome, até por que também estou quase um ano luz na frente da publicação dessa postagem e não tenho muito sobre o que falar. Tive que chegar na última postagem da temporada pra dizer que não tenho nada o que dizer. Até tenho, mas, como diz Copélia, personagem de Arlete Sales no antigo humorístico “Toma lá dá cá”, prefiro não comentar.

Agora só me resta preencher esse espaço que falta até o fim da página e esperar estar recebendo no momento em que posto essa postagem os louros que esse ano reservou pra mim. Pelos prognósticos esse ano era pra ter sido bom em vários aspectos, em vários setores da minha vida. Se foi ou não, só se saberá nas próximas postagens, mas prometo que antes do fim do ano.


Com todas as postagens completas, agora sim dou por encerrada a temporada de 2015. Vou manter anotado os temas que foram aqui desenvolvidos durante esse ano. Dependendo da situação posso voltar a elas ou não, no entanto o ano não acabou e ainda restam as duas últimas postagens que, ao contrário dessa, tem muito o que dizer.  

domingo, 6 de dezembro de 2015

DISPONDO

DISPONDO

As vezes olho pra disposição do meu quarto e me dá vontade de mudar tudo. Não trocar os móveis, mas as posições em que eles se encontram. Não sei se adiantaria muita coisa visto que o espaço é relativamente pequeno.

Tenho um armário grande de 3 portas que esse não tem como mexer e encostado em outra parede acho que perderia mais espaço. Esse só vai sair do quarto depois que não tiver mais condições de se sustentar. Entre o armário e a parede da janela tem um vão onde eu fiz uma espécie de cantinho de mídia. Comprei 2 mesinhas de centro, coloquei uma sobre a outra e na de baixo ficou o rádio enquanto na de cima está a TV.

Na parede oposta eu coloquei a minha escrivaninha que nada mais é que uma mesa de mais ou menos 4 palmos meus com um gavetão pra guardar as coisas, inclusive esse caderno-agenda onde escrevo esses rascunhos. Quando escrevo aqui fico de costas pra TV e pro aparelho de som. E na mesma parede em que a escrivaninha está encostada, bem aqui na minha direita está a minha cama. É uma cama normal de casal que por ser box pode-se guardar coisas embaixo dela.

Essa disposição está assim desde quando eu me mudei pra cá, em agosto de 2011, ou seja, tem pouco mais de 4 anos. Não consigo visualizar outro tipo de arrumação, ou melhor, até consigo, mas acho que eu iria perder o pouco espaço livre que tenho. A configuração não ia ficar boa. Preciso de uma visão de especialista em decoração pra isso.

As paredes do meu quarto estão limpas, livres, lisas, brancas ainda – a não ser por conta das pequenas sujeirinhas que de vez em quando aparecem e ficam – sem nenhum penduricalho. Já pensei em imprimir e emoldurar algumas fotos que eu tirei pra pendurar nelas, mas eu tenho um pouco de trauma de parede esburacada. Talvez com aquela fita dupla face que cola o quadro na parede sem que fique nenhum buraco ao ser removido eu pense em retomar essa ideia.

Uma vez, numa das ideia escabrosas da minha mãe de querer pintar o apartamento e transformar os ambientes em uma palheta de cores – já começou botando de vermelho o hall de entrada e uma parede do quarto do meu irmão de verde, sem contar um pedaço da sala que está pintado de amarelo – ela me perguntou de que cor eu gostaria de pintar o meu quarto. Ela ficou murcha quando disse que eu queria o branco. Não vou colorir o meu quarto. Já tenho pouca coisa nele propositalmente. Estou a um bom tempo numa fase minimalista, de quanto menos coisas e informações melhor.

Pra guardar, só as gavetas do meu interior. Prefiro pendurar os fatos nas paredes da minha memória, dos meus sentimentos do que nas do meu quarto, por exemplo. Passei a guardar coisas nos meus espaços virtuais aliviando cada vez mais os físicos. Quando vejo que as gavetas estão começando a ficar abarrotadas de roupas, todo fim de ano pego aquelas que não estou mais a fim de usar e doo. Não só camisas, mas qualquer outro tipo de roupa. Basta eu estar enjoado delas pra saírem fora. Sem perdão. Tem muita gente por aí que está precisando delas mais do que eu.   

          É bom renovar, respirar, buscar novos caminhos, novas propostas sem perder o foco, sem deixar de sonhar. Mas isso tem que acontecer internamente, de dentro pra fora. Não é uma cor ou uma modificação na disposição do meu quarto que vai me fazer agir ou pensar diferente. São as minhas vivencias, as viagens que eu faço, os amigos que tenho, as histórias que acumulo. Isso é o mais importante. Com a cama onde está ou em outro lugar o sono continuará o mesmo e os sonhos vão continuar vindo. Mesmo que passe pela minha cabeça em modificar alguma coisa aqui no meu cantinho, só passa pela minha cabeça. Do mesmo jeito que vem, vai. Como uma onda no mar. Até chegar um tsunami e forçar a mudar tudo.