sábado, 25 de junho de 2016

CHEGO LÁ?

CHEGO LÁ?

Existem nas livrarias umas seleções de 1001 discos pra se ouvir durante a vida, 1001 filmes pra assistir e tal... Esse tipo de seleção eu até posso passar os olhos pra ver se alguns gostos entre mim e o selecionador daquela lista batem. Eu estou com uma idéia de fazer a seleção dos 1001 lugares pra se visitar. É uma ideia ousada até por que eu não devo ter ido a 100 ainda, mas dentre os que já passei e os que eu quero ir, juntando tudo pode chegar a 1001. Acho que só se eu vivesse pra isso conseguiria atingir esse número. Eu adoro viajar, mas mesmo viajando uma vez por ano eu não chegaria a 500. Sem contar os lugares que eu fui e fiquei confinado, ou seja, não conheci a cidade e nenhum ponto turístico dela. Passa Quatro, em Minas, na Semana Santa do ano passado foi assim. Posso dizer que fui em Passa Quatro, mas não que conheço a cidade.

Alguns lugares não me enchem os olhos, mas se eu tiver oportunidade é lógico que eu vou. Japão é um desses. India e Egito também. Não são as primeiras opções. Aliás as primeiras opções serão sempre as cidades da Europa. Depois que eu conhecer e explorar muito da Europa aí sim penso em ir a outros lugares. Dia desses pensei em dois. Um na Europa e outro fora dela . Suíça e Canadá. Tenho vontade de ir nos dois. Como a Europa é do tamanho do Canadá, Suiça e arredores estão no topo da lista . Acho mais fácil conhecer tudo da europa primeiro por conta da proximidade pra depois expandir pro resto do mundo, assim como fizeram espanhóis e portugueses há mais de 500 anos. Acho que nem eles que saíram conquistando e desbravando fecharam 1001 lugares.

Eu me considero bem rodado, com uma quilometragem bem avançada e com ideia e tendência em avançar muito mais. Tive e tenho oportunidade de viajar periodicamente a cada dois anos no máximo e sempre vou procurar visitar e conhecer cidades novas. Claro que Londres é minha parada obrigatória, meu ponto de apoio e meu trampolim pra outras cidades e/ou de outras cidades como em 2014 quando ficou entre Luxemburgo e Málaga.

Suíça, Dinamarca, Finlandia Noruega, Suécia, Austria... tanto lugar pra ir... Budapeste, Praga... tanto pra se conhecer e tem gente que sempre vai pro mesmo lugar todas as férias. Eu já fui assim. Me deslumbrei com minha primeira viagem internacional e fiquei cego, fissurado em voltar pra lá. Tanto que fiz essa proeza mais três vezes em cinco anos. Sim, minha primeira viagem internacioanl foi pra Disney em 92 e depois voltei pra lá em 95,97 e 99. Depois fui pra outros pontos dos Estados Unidos até decidir morar em Londres. Agora sou deslumbrado, cego e fissurado em voltar pra europa sempre que tiver oportunidade, principalmente pra conhecer novos destinos.

Mencionei acima o Canadá que não fica na Europa e também está na minha lista. Tenho vontade de conhecer, mas acho que deve ser a mesma sensação que tive ao conhecer a Irlanda, ou melhor Dublin mais especificamente. Achei muito parecido com Londres. O Canadá deve ser muito parecido com os Estaos Unidos principalmente no “way of life”. Não sei se nessa minha lista de 1001 lugares eu iria colocar as cidades brasileiras. Conheço pouco do Brasil. Nordeste só Salvador, Recife e Fortaleza. Belo Horizonte, São Paulo, Vitória, Porto Alegre e Curitiba. Goiania eu fui há mais de 30 anos, já deve ter mudado muito. Campo Grande e Cuiabá também já passei por elas. Algumas cidades do interior não só do Rio como de outros estados também conheço.


É. Talvez se juntar tudo ao longo da vida, os lugares pelos quais já passei e que ainda vou passar certamente pode ser que eu chegue aos 1001 lugares não pra se visitar, mas que eu já visitei. Pelo menos 18 delas eu já relatei num livro que publiquei.

sábado, 18 de junho de 2016

COLETIVO URBANO

COLETIVO URBANO

A tríade que eu destaco em Londres são acessibilidade, segurança e transporte. Desse último não há o que se queixar. Dos outros dois também, mas vou focar no transporte. Claro que falta muito pra cidade do Rio chegar perto da eficiência de Londres. Faltam linhas de metrô, faltam ônibus em boas condições e motoristas mais bem treinados, falta a renovação das linhas de trem que há mais de 60 anos saem da Central do Brasil e nesse caso não adianta renovar a frota sem modificar a parte elétrica, enfim, falta investimentos de um modo geral.

Aqui em Niterói não existe nem trem e nem metrô. Transporte público é só ônibus mesmo, mas de uns anos pra cá a frota tem sido renovada com veículos novos, padronizados pintados de verde ou vermelho dependendo do consórcio ao qual a empresa participa, quase todos com ar refrigerado, letreiros luminosos, mais conforto, apesar dos horários de pico ainda estarem apinhados de gente como em qualquer grande cidade e em setembro do ano passado eu me deparei com um ônibus que se aproximava muito dos de Londres. Sempre achei que todas as cidades deveriam seguir o exemplo da capital inglesa onde todos os pontos tem um nome, uma indicação, um ponto de referência. Fica bem mais fácil pra quem é nativo e principalmente pra quem é turista.

Não sei se isso vai se expandir pra toda a frota de Niterói, eu espero que sim, mas que eu me senti quase que em Londres quando escutei gravações dizendo qual ponto ele estava parando, isso foi fato. Claro que o mobiliário urbano como os pontos de ônibus deveriam ser mais padronizados, todos com placas indicativas de quais linhas param ali e se possível cobertos pra darem sombra em dias de sol e proteção da chuva, com banquinho pra sentar como os que tem em algumas áreas do Rio e/ou aqui mesmo na praia de Icaraí. Esse ônibus que peguei era da linha 40 Maceió-Centro.

Fiquei realmente admirado com a possibilidade de chegarmos ao patamar de Londres em termos de transporte urbano aqui na minha cidade. Tomara que essas implementações rendam bons frutos e em breve possamos nos orgulhar disso. Isso é sinal de que alguém – não sei se o dono da empresa de ônibus ou o secretário municipal de transporte – está pensando na população de um modo geral, o que é raro. É o primeiro passo da evolução para o nível de excelência que eu sempre quis que os transportes daqui tivessem. Temos sim que pegar os exemplos que deram certo em outros lugares, outros países e trazer pra perto da gente. Podemos desfrutar e usufruir do mesmo método também. E por que não?

Eu comecei a andar de ônibus sozinho pela cidade quando eu tinha de 8 pra 9 anos, lá se vão 30 anos. Ia pro trabalho da minha mãe pra escola. Era um ônibus da CTC (Companhia de Transporte Coletivo) daqueles que o ônibus ficava em cima do letreiro. Chamávamos também de Trovão Azul que era o nome do helicóptero de um seriado de tv americano e por conta do barulho que a lataria fazia ganhou esse apelido. Há 30 anos a cidade não tinha tanta gente quanto tinha tem hoje. Não tinha tanto prédio, e cada vez sobe mais, nem tantas linhas de ônibus como as que atualmente circulam. Essa linha 40 por exemplo, faz o mesmo itinerário da linha 11 que eu pegava quando criança e que não existe mais. Na verdade ele vai um pouco mais além já que o ponto final dele não é no mesmo local que o da linha 11 e sim no bairro de Maceió como escrito no próprio letreiro.


Existe outra linha de ônibus que já oferece wi-fi e USB para os passageiros. É a modernidade, a evolução chegando dentro das frotas de Niterói. Torço pra que chegue fora também, nos pontos dos ônibus e depois façam metrô também. Mas façam com tudo o que há de mais moderno e confortável pros seus usuários para que não precisamos mais passar pelos apertos como os que passam ao pegar coletivos urbanos. 

domingo, 12 de junho de 2016

É SHOW

É SHOW

Na postagem passada falei do Rock in Rio, um festival que completou 30 anos no ano passado com 6 edições já feitas aqui no Rio em 85, 91, 2001, 2011, 2013 e 2015 e outras fora do Rio, em Lisboa, Madri e Las Vegas, por exemplo.

Lembrei de uma oportunidade que eu perdi. Não foi nenhum Rock in Rio, nenhum tipo de festival, mas foi um simples show. Também não posso dizer que eu perdi oportunidade visto que ela não bateu à minha porta e eu teria que correr atrás numa fase que eu não podia gastar dinheiro. Já devo ter contado isso aqui em algum lugar do passado. Eu estava morando em Londres quando descobri que a Tina Turner iria fazer um show lá no Arena O2. Até hoje me arrependo amargamente em não ter ido assistir a esse espetáculo. Mesmo que eu me endividasse, pedisse dinheiro emprestado pra pagar depois eu tinha que ter ido tanto por ser o show da Tina Turner que é a artista internacional que eu mais admiro – claro que existem outros, mas ela pra mim é top, É a maior, é a minha Marlene ou Emilinha internacional - quanto por ter sido a última turnê que ela fez. Logo depois ela se retirou do cenário do show bizz e vou viver sem ter ido a um show dela. Um conhecido meu muito tempo atrás comentou comigo que no caso dele foi com o Legião Urbana.

Alguns shows eu não me arrependo de ter ido, principalmente dos artistas que eu gosto. Sempre que tenho dinheiro e que o valor do ingresso não afetar abusivamente o meu orçamento eu faço isso. Na época da faculdade eu fui surpreendido por um show que também ficou na minha memória. Fui com meus amigos ao show de uma banda que eu não conhecia e passei a gostar. Quer dizer, não sou consumidor dessa banda, mas que eu gostei do show deles isso é fato. Não lembro qual o país de origem deles, mas Belle e Sebastian é uma banda que eu recomendo.

Eu já vi tanto show pela vida. Alguns várias vezes, outros uma vez só, mas todos me proporcionaram momentos únicos na vida. Shows gratuitos na praia eu nem computo aqui. Mas a maior recordista da minha presença na plateia foi sem dúvida a Rita Lee. Perdi a conta de quantos shows dela eu fui. A acompanho assiduamente desde 1997 quando ela lançou o álbum Santa Rita de Sampa. Gosto de acompanhar os shows da Gal Costa, Erasmo Carlos, Marisa Monte, Ney Matogrosso. Acho interessante eles no palco. O Serguei sempre diz que o artista se conhece no palco. Que é lá e não no disco que se vê se a pessoa é realmente boa ou não. Eu concordo em parte com ele. Tem artistas que eu compro o disco e já me dou por satisfeito só em escutar o trabalho, sem ter que me obrigar a ir ao show dele. O contrário também ocorre. Já fui a shows em que me dei por satisfeito e não corri na loja pra adquirir o disco. Com a Marisa Monte foi quase assim. Assisti no extinto Canecão ao show Barulhinho Bom e quinze dias depois estava com a coleção de discos lançados por ela.

Quem assistiu diz que não tem show internacional do que o do Michael Jackson. Ele era completo e perfeito em tudo. Eu morava em Londres quando ele foi lá anunciar a turnê que teria sido o último show dele antes de ser encontrado morto em sua casa dias depois. Madonna não fica muito atrás no que concerne a qualidade do espetáculo como um todo. Eu não vi o show da Katy Perry no Rock in Rio ano passado, mas quando ela se apresentou em 2011 gostei muito da estética, da beleza plástica que o show dela imprimiu com os elementos cenográficos. O pouco do que eu vi do ano passado achei que ela usou pouco desses recursos, desses elementos que me agradam no show dela.


Depois que eu passei a trabalhar com produção de teatro meu tempo pra assistir shows ficou mais escasso e a prioridade também passou a ser o teatro, a ver os colegas em cena, mas sempre que me sobrar tempo e dinheiro, sempre que as agendas coincidirem eu estarei aplaudindo algum show. 

sábado, 4 de junho de 2016

UMA SÓ VOZ, UMA CANÇÃO

UMA SÓ VOZ, UMA CANÇÃO

Estamos em ano par. Ano que não tem o Rock in Rio. Ano passado teve e ano que vem terá. Minha experiência nesse festival se restringe ao terceiro festival que aconteceu em 2001, dez anos depois do segundo e dezesseis anos depois do primeiro que completou 30 anos ano passado. O dia em que eu fui foi o dia que mais encheu com 250 mil pessoas pra assistir ao show do Red Hot Chilli Peppers entre outros.

Atualmente eles limitaram a quantidade de público para 85 mil pessoas. Menos da metade da época em que fui. As atrações que vieram anos passado me agradaram um pouco. Se fosse pra escolher um dia seria o do Rod Stewart e Elton John. Estiveram também Faith no More e A-ha que vieram também em 91, Rihana e Katy Perry que se apresentaram no festival de 2011 sem contar os encontros do palco sunset como o reencontro de Baby e Pepeu, Erasmo e Ultraje que tocaram como atração principal no primeiro Rock in Rio, até Al Jearreu apareceu pra tocar.

Do tempo em que eu fui pros dias de hoje muita coisa mudou. Ficou bem mais atrativo, bem mais estruturado com cara de um grande festival de rock que se faz em qualquer parte do mundo. Acho até que aqui é melhor por causa dessa estrutura. Nunca fui a um festival de rock lá fora. Já assisti a alguns shows, mas festival lá fora eu não fui ainda. Não sei se os festivais lá fora têm um parque de diversão a disposição dos frequentadores além de 2 palcos, um setor com DJ’s de música eletrônica e um outro palco pequeno com diversas apresentações menores.

Ano passado, aconteceu o mesmo no festival de 2011, eu estava envolvido em trabalho e realmente não iria ter como me deslocar pra assistir ao vivo aos shows. Também acho que não tenho mais paciência em encarar uma ida até Jacarepaguá e ficar o dia inteiro sob sol e/ou chuva só pra reaver uma experiência que já tive. Na época que eu fui não me lembro se era transmitido ao vivo pelo multishow. Pra mim isso já pesa muito. Só em estar no conforto de casa vendo os shows sem estar entre as 85 mil pessoas me agrada muito. Não tem o perrengue de ir ao banheiro, de enfrentar fila pra comprar comida e o preço alto dos ingressos me faz pensar muito em arriscar a ir nesse festival. Talvez até iria pra sentir essa diferença de estrutura e pra curtir os brinquedos do parque de diversão. Os shows mesmo não iriam me interessar tanto, dependendo dos shows. Queria mesmo ir pra aproveitar os brinquedos do parque. Meu primo disse que a tirolesa já estava toda agendada desde as três da tarde e olha que os portões abrem as duas da tarde, se não me engano e até as duas da manhã rola show. Tem é que ter pique e dinheiro pra se gastar lá dentro.

Li uma reportagem que tinha loja vendendo lembranças do festival, inclusive a lama do do primeiro festival em 1985. E o pior é que teve gente que comprou uma lajota dessas. Se a lama era realmente de 85 eu não posso garantir, mas vale a representatividade.

Outra coisa que me desanima a frequentar um festival dessa grandeza é a questão da aquisição de ingressos. Por ser pela internet tem dois problemas. O primeiro é o congestionamento do site, ou seja, não se consegue obter o ingresso de imediato. O segundo é que esgota tudo muito rápido. Em menos de uma hora acaba aquele lote que eles disponibilizam pra venda. Isso sem contar que as atrações não estão todas fechadas. É um tiro no escuro. Compra-se o ingresso com uma ou outra banda já definida. Pelo menos já se tem a noção de que tipo de atração será exibida naquele dia.
Se tivesse a listagem pronta o meu animo pra encarar isso tudo, desde a fila no site até a fila do ônibus e pra entrar no festival seria outro. Mas também não sei se encararia. É um caso a ser estudado. Não vai ser mais prioridade, mas se por algum acaso eu tiver oportunidade é quase certo de que irei.