sábado, 19 de novembro de 2016

TURISTA NO PONTO

TURISTA NO PONTO

Dizem que se você for a Roma e não ver o Papa é sinal de que você não foi a Roma. Eu fiz isso duas vezes. Do mesmo modo que não estive na eEstátua da Liberdade quando eu fui pra Nova Iorque. Eu sempre escolhia uma atração ou outra pra ir quando fiz o meu mochilão pela Europa, portanto não conheço todos os pontos turísticos das cidades que visitei. Ainda tem muita coisa pra ver em Roma e em Nova Iorque também.

Diria até que principalmente em Nova Iorque onde apenas passei sete diase não visitei um museu ou fui a um espetáculo. Lá tenho vontade de ir só pra isso e não vejo a cidade como um parque de diversão pra consumistas de alto grau. Até é, mas não pra mim que consumo outro tipo de produto. Mas entre Nova Iorque e qualquer cidade da Europa eu fico com o velho continente sempre. América do Norte me atiça só pra três coisas: visitar Nova Iorque pra consumir cultura, revisitar a Disney já que tem mais de quinze anos que não vou lá e tem muita atração nova que eu não conheço e visitar minha prima que mora na Flórida. Tirando essas três não me enche mais os olhos. Meu negócio agora é a Europa desde que fui morar em Londres.

Falando em Londres, a imagem que vem a cabeça quando se fala de uma terra tão emblemática são várias. Uma delas é o Big Ben, o famoso relógio que até hoje é movido a corda. Não sei se dá pra visitar o Big Ben por dentro, mas ceio que não, ao contrário do parlamento que abre suas portas pra visitação em um certo período do ano. Também nunca fui, mas um amigo meu que também morou lá na mesma época que eu, fez essa visitação.

Será que existe isso em Brasília? Será que podemos visitar o Congresso Nacional em algum período do ano? Se bem que o parlamento inglês tem muito mais história que o nosso aqui. Uma vez eu visitei a Alerj, mas também não era em dia ou horário de sessão e o salão estava completamente vazio. Em Berlim tem um prédio bonito e histórico com uma cúpula de vidro que se não me engano é o senado alemão . Esse prédio tem uma história bastante peculiar por ter sido destruído e reerguidu umas três vezes. Também não entrei lá.

Berlim é uma cidade que se eu tiver oportunidade voltarei a visitar. Não é a primeira opção, mas quero voltar lá quando for possível. Seria o portão de Brandemburgo o cartão postal de Berlim? Qual é a imagem que se bem a cabeça quando se escuta sobre Berlim? Pra mim é o portão mesmo. Berlim é outra cidade que respira história. Quando se respira, por exemplo, em Amsterdam se sente uma maresia. Essa é a fama da cidade. Dependendo do lugar que se passa, se for em frente a um coffee shop pode até sentir essa tal maresia, mas isso não empregna toda a cidade.

Gente, sinceramente, minha idéia nessa postagem era de escrever sobre pontos turísticos e eu comecei a desandar na conversa. Olha que eu nem estou em Amsterdam e muito menos num coffee shop. Também não tem ninguém perto de mim fazendo uso desse tipo de cigarro. Depois desse desvio eu vou tentar voltar ao cerne da questão. É por que algumas cidades ao mencionar o nome logo se associa a uma ou duas imagens instantaneamente. Se eu falar Rio de Janeiro pisca aquela imagem do Cristo ou Pão de Açúcar, assim como o coliseu de Roma, a Estátua da Liberdade de Nova Iorque ou as ruinas de Machu Pichu no Peru.


Agora tem cidades, inclusive que eu já visitei, que eu não consigo fazer essa associação. Daí eu penso que é só pegar qualquer panfleto de viagem cujo destino é algumas desss cidades e as imagens representantes de cada uma vão aparecer. Barcelona pra mim é a catedral inacabada da Sagrada Família e o mirante do Parque Guel. Mas eu tenho tantas outras imagens bonitas e que eu mesmo fiz que não consigo decupar em apenas uma ou duas.

ATRÁS DO SONHO

ATRÁS DO SONHO

Quando a mega sena acumula milhares de pessoas fazem sua fezinha pra tentar a sorte de levar uma bolada. Meu pai é um desses, mas ele faz isso rigorosamente toda semana, esteja ou não o prêmio acumulado. Pra ganhar tem que apostar.

Nas reportagens que vemos principalmente pela tv vemos os jogadores nas filas das casas lotéricas revelando seus sonhos de consumo, dizendo o que eles pretendem fazer caso ganhem a aposta e grande parte das pessoas falam que vão ajudar a quem precisa. Um gesto de solidariedade que acho que mesmo os mais bárbaros e temíveis monstros da humanidade como Hittler e Stalin lá no fundo também tinham mesmo que escondessem ou disfarçassem bem. Todos querem ajudar e tem sempre alguém que está precisando ser ajudado. Uns pensam mais nos que estão perto, tipo um parente ou um amigo. Outros já querem fazer um bem maior, tem um gesto mais grandioso.
Até o começo desse ano o canal Viva exibiu a novela Cambalacho e na trama uma trambiqueira herdava uma fortuna de um milhonário e uma das primeira atitudes dela ao receber a herança foi comprar as casas da rua em que ela morava no subúrbio, inclusive a dela, pra transformá-las em abrigos para crianças de rua e menores carentes.

Eu não jogo. Não que eu tenha aversão ao jogo. Não jogo porque não tenho sorte mesmo. Sei de casos de pessoas que jogam, tem a mesma sorte que a minha e ainda insistem em jogar. Num desses cruzeiros que fiz uma senhora já estava a ponto de pedir dinheiro emprestado pra continuar a sustentar o vício dela. Aí já é demais. É não saber quando parar. E olha que já devia ter perdido quase todo o dinheiro.

A mega sena acumulada ou não, cada volante tem o valor de R$ 3,50 e com isso há uma possibilidade mesmo que remota de se ganhar o prêmio. Quando o azar encontra a sorte, ou seja, quando há mais de um vencedor o dinheiro é dividido em partes iguais. Mesmo assim a quantidade é bem razoável. Aqui na minha família rola uma história de que meu pai já ganhou na loteria esportiva. Tudo bem que consta que o prêmio foi dividido entre mais de setecentos apostadores, mas deu ao menos pra comprar o fogão pro enxoval do casamento. Isso já tem mais de 40 anos e ele ainda não desistiu de correr atrás de outra aposta certeira. Vai que ele ganhe novemente. Vai que a sorte resolva bater à porta novamente. Eu acho que com o que ele “investiu” na Caixa Econômica Federal já daria pra fazer muita coisa.

Eu se jogasse e por ventura ganhasse também já teria dado um destino a minha pequena fortuna. Em primeiro lugar compro um carro e um apartamento pra mim e pelo menos mais dois como investimento. Depois sentaria com cada membro da minha família e cada amigo meu e perguntaria o que eles estavam precisando como necessidade básica urgente, que englobaria qualquer coisa desde dentadura nova a viagens homéricas e com o que me restasse construiria o meu sonho que é abrir um centro cultural com duas salas de teatro, uma de cinema, café e/ou restaurante, uma sala de exposições, enfim, tudo o que se tem direito e pra todos os gostos. É uma opção e uma oportunidade de espetáculos sem apoio ou pratrocínio ficarem em cartaz por lá o tempo que acharem necessário. Assim também não deixaria de estar ajudando muitas pessoas que fazem da arte a sua bandeira, principalmente por querer abrigar a todo e qualquer tipo de arte. Não sei se vou realizar nem quando seria isso. De qualquer modo teria que jogar e acertar numa acumulada dessas que de vez em quando rolam.    

           Claro que dessa fortuna toda iria separar também o dinheiro pras minhas viagens. E continuaria a não ostentar gastando em hotéis luxusos, mas poderia jantar em mais restaurantes e mais chiques, ou mesmo pagar a conta alta nesses restaurantes sem me preocupar com a fatura do cartão de crédito no mês seguinte. Como dizia o samba da Mocidade em 92 se eu não me engano: “Sonhar não custa nada... ou quase nada.”

sábado, 12 de novembro de 2016

NA MARCA

NA MARCA

Na postagem passada comentei sobre a minha mania de comprar discos de trilha sonora de novelas. Uma outra mania que eu tenho e que adquiri aos quinze anos foi de usar um tipo só de tênis. Desde essa época, quando pela primeira vez andei com esse tipo de específico de pisante que não o troco por nada. A não ser que acabem com a marca. Também desde então o meu pé não cresceu mais e portanto o tamanho é o mesmo. Posso me considerar o homem do tênis branco. Pode ter um detalhe aqui ou ali de outra cor, mas predominantemente tem que ser branco e da marca reebok. Na época em que comecei a usar era até um um certo luxo e talvez uma questão de status utilizar um tênis dessa marca, mas hoje exitem tantas outras e até de maior nome que ninguém mais se lembra dessa marca.

Antigamente eu era menos flexível e esse tênis, não importa o estado em que estava era utilizado pra qualquer ocasião que não pedisse sapatos. Atualmente eu já me autorizo a volta e meia calçar um sapatênis dependendo do traje e/ou da ocasião. Aliás estou diversificando muito o meu estoque de calçados de um modo geral. Além dos pares de sapato, um marrom e um preto, conto com esse tênis reebok branco já tradicional, um sapatênis preferencialmente escuro que não seja preto ou marrom, dependendo, um par de sandálias pro dia-a-dia  - tem que ser das havaianas diga-se de passagem – outro par de sandálias pra uma ocasião mais especial tipo reunião de família e desde o início do ano estou acostumando a usar um par de alpargatas também das havaianas que pedi e ganhei no amigo oculto do Natal. Pra quem até alguns anos atrás só usava um par de sandálias em casa e um de tênis na rua, até que eu evoluí bastante. Também não cabe mais nada na sessão de calçados do meu armário.

Agora, tem coisas que eu não consigo mudar mesmo apesar de ter tentado. Desodorante por exemplo não consigo usar aquele do tipo aerosol e muito menos aquele que tem uma bolinha, também conhecido como roll-on. Não me sentia confortável com esses tipos de desodorante. Pra falar a verdade o que eu uso não me deixa confortável pelo fato de ser líquido e eu transpirar bastante debaixo do braço. Detesto aquela marca de de suor no suvaco da camisa, mas fazer o que? Não acho que seja caso pra operação por sudorese até por que é meu natural transpirar muito. Conheço pucos gordos que não são de transpirar muito. Principalmente no clima quente que predomina grande parte do ano. Raros são os dias que fico com camisa dentro de casa.

Tem gente que tem preconceito com o desodorante que eu uso. Diz que é coisa de pobre com as tecnologias influenciando inclusive na área dos cosméticos eu posso procurar outro. Até posso, mas não quero. Foi o primeiro desodorante que usei e meus pais também usavam na época. É outro que só vou trocar quando não fabricarem mais.

Por conta desse lance de parar de fabricar que eu troquei de perfume. Usava o ‘Blue Rush’ da Avon que parou de fabricar e trocou pelo ‘Blue Rush Intense’ que não combinou com minha pele. Na época que fui morar em Londres levei alguns vidros comigo e quando acabaram comecei a usar um pequeno 212 by Carolina Herrera.

No fim de todos os frascos fui numa loja em Londres pra comprar outro 212 e a vendedora me fez experimentar o 212sexy que gostei da química que ele fez com a minha pele e desde então só uso ele também.
            
           Como se vê sou fiel a algumas marcas. Extremamente tradicionalista em vários aspectos e pra vários produtos. No entanto pra outros eu até abro uma excessão de ao menos experimentar pra ver se cabe a troca ou não, mas esses também são raros. Tudo é uma questão de hábito. Não só de hábito. No caso dos cosméticos de química também. No entanto, eu ainda concordo com que diz o ditado popular: “Não se mexe em time que está ganhando.” 

sábado, 5 de novembro de 2016

NA TRILHA

NA TRILHA

Uma das manias que eu tinha quando criança/adolescente e que atualmente não tem a mesma frequência daquela época era o de comprar discos. Comprava bastante. Meu armário era repleto de discos de vinil. Quando o CD chegou e foi conquistando um espaço maior até aniquilar por completo os bolachões eu já diminuí as minhas aquisições musicais. Atualmente os discos de vinil estão voltando. A busca, a procura e até a aquisição de um modo geral aumentam numa progressão ainda aritimética . Agora é artigo de colecionador.

Os próprios cantores quando lançam seus trabalhos fazem uma edição limitada de vinil. Parece que aúnica fábrica de vinil do Rio, que se eu não me engano fica em Nova Iguaçu, na baixada fluminense e que estava prestes a encerrar sua atividade se reabilitou e hoje tem filas de encomendas. Lá fora o vinil nunca deixou de existir e compete com outros tipos de mídia.

Quando eu comprava discos de vinil a grande maioria eram de trilhas de novela. Sim, eu era noveleiro. Hoje ser noveleiro é uma coisa rara. Existem tantas opções de entretenimento que aquele que acompanha uma novela hoje em dia é considerado um herói ou um vagabundo que não tem nada o que fazer. Eu não sou nem um e nem outro, mas as novelas que eu tenho acompanhado ultimamente são as mais antigas, que passam no canal Viva, da década de 80 principalmente. Do tempo em que eu assistia novela. Não só assistia mas se eu gostava também comprava a trilha sonora. Na transição para os CD’s eu quebrei essa tradição e se comprei três CD’s de trilha de novela foi muito.

Já disse aqui em algum lugar do passado que meu tempo na frente do computador é o tempo da execução de um CD. Quando não, tenho feito outro caminho. Abro o you tube, escolho uma trilha de novela da quela época ou de antes mesmo e fico escutando. Dou preferencias as trilhas que não tinha e cuja idade ainda não me permitia ter discernimento pra comprar esses discos. Novelas que quando foram exibidas eu tinha dois, três anos, ou um pouco mais. Estou gostando de fazer isso.

A trilha de novela daquela época traçava um quadro do cenário musical no Brasil e se algum artista conseguia emplacar uma música em uma novela pelo menos durante o tempo de exibição da obra era sucesso na certa. Trilhas nacionais e internacionais. Todas são ouvidas. Cada uma entre quarenta minutos e uma hora. É tempo mais que suficiente pra eu ficar na frente do computador e checar meus mail e recados no facebook. É o básico do básico. Se eu faço outra coisa como ver um programaque eu tenha perdido aí utilizo a internet e o computador como televisão, mas isso acontece poucas vezes.

Não me lembro de todas as novelas que foram exibidas nos anos 80, mas boa parte das trilhas delas estão lá. Depois que eu explorar essas mais antigas, que eu ainda não acompanhava por ser muito pequeno ou nem ter nascido torno a escutar as trilhas que fizeram parte da minha discoteca. Uma ou outra eu cheguei a reaver em formato de CD, mas fazia questão de não ser o carro chefe como eram nos tempos do vini.


O que aconteceu com meus vinis? Não tenho a menor idéia. Acho que deixei com alguém, mas não lembro com quem. Estão por aí, circulando pelo universo. Nào vou correr atrás deles. Por mais que aqui em casa tenha a vitrola do meu pai que ao contrário de mikjm não se desfez dos discos de vinil dele mesmo quando não existia toca discos durante um bom tempo, eu jhá evolui tecnologicamente e tenho minhas mais de 5 mil músicas todas em mp3, num HD externo além de algumas dezenas de cd’s que ainda guardo ocupando o lugar dos antigos vinis e os mantenho pelo menos por enquanto.