sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O ANO (FINALMENTE) TERMINA

O ANO (FINALMENTE) TERMINA

É. Agora sim acabou o ano. Praticamente. Ainda faltam algumas poucas horas e dizem que o jogo acaba quando o juiz apita. No caso o apito é o pipocar dos fogos anunciando a entrada de 2017 que eu sinceramente espero que seja bem melhor do que 2016. Tudo bem. Se for melhor eu já me contento. É exatamente por isso que eu desejo que seja bem melhor porque esse ano foi bem esquisito conforme eu disse na postagem anterior.

Mas já que o anos foi bastante negativo de um modo geral e pro mundo todo, eu vou aqui destacar os pontos positivos que amenizaram a carga negativa que esse ano teve, que tirou um pouco da nuvem negra que pairou sobre as nossas cabeças. Já no início do ano eu fiz projeto escola de um infantil e a partir daí trabalho não faltou. Alguns meses mais, outros menos, mas faltar mesmo não faltou. Fiz até uma temporada no Rio em Ipanema no mês de abril e nos meses de junho, julho e novembro com produções que ocuparam o Solar do Jambeiro e com algumas surpresas que acho que vocês vão ficar sabendo ao longo das postagens desse ano.

Claro que ainda não ganho milhões com esse trabalho financeiramente falando, mas o que me dá de prazer, alegria e felicidade em fazer parte de um projeto, dê ele certo ou não, não tem preço. Como também não tem preço o que se traz de viagens na sua bagagem cultural e nesse ano eu consegui viajar. Trabalho pra isso, pra poder acumular coisas imateriais e que ninguém tira de mim. Uns podem dizer que isso é egoísmo, mas acho que viagens são experiências que cada um tem pra si. Mesmo que alguém viajasse comigo  teria uma outra visão ou tiraria outro proveito da mesma viagem. Não vejo isso como egoísmo.

Em 2017 eu vou continuar no mesmo caminho, mas querendo enfrentar mais desafios. É isso o que me atrai. A novidade, o fato de não ter experimentado ainda e ver se eu tenho a capacidade de me multiplicar dentro dessa área que eu gosto. Fazer um pouco como as minhas ídolas fazem. As duas mulheres que eu admiro no meio artístico tem essa capacidade e eu esse ano quero tomá-las como exemplo mais ainda do que as tenho. Essa é a minha meta pra 2017. Diversificar. Entender um pouco do cocô à bomba atômica, mas com o mínimo de fundamento pra poder dissertar sobre. Explorar capacidades que podem estar inertres a minha pessoa e por algum motivo eu ainda não as coloquei em prática. Se vai dar certo ou não é outra coisa. E continuar correndo atrás da minha felicidade, da minha satisfação pessoal. Continuar fazendo o que eu gosto, tendo prazer no ato de fazer. Tanto o que eu já faço quanto o que eu vier a fazer esse ano, seja no campo das artes principalmente, mas se eu me der bem em outra área por que não agregar?

Do jeito que as coisas se encaminharam esse ano, acho que essa é a solução pra 2017. Jogar no máximo de posições possíveis, imagináveis e atrativas. Até por que se um goleiro fizer as vias de um atacante a probabilidade dele tomar gol é enorme. Não tem como jogar nas onze posições, fazendo uma analogia com o futebol, mas pode-se especializar na área da defesa, por exemplo. Ou seja, tem que rebolar de qualquar jeito.


Já estou reservado pra uns projetos ano que vem e outros com certeza virão. Aliás, a próxima postagem vem com uma surpresa que pode ou não agradar a vocês. Essa minha última postagem, como geralmente faço, é do balanço do ano. Coisas boas que aconteceram num ano esquisito e que talvez se não fossem por essas coisas boas, não sei como seria o meu ano. Por isso que acho que estou sendo empurrado pelo cosmos pra diversificar em 2017. O máximo que pode acontecer é eu chegar aqui ano que vem e dizer que não deu, mas que o que vai ficar é a experiência de ao menos ter tentado fazer. E assim me despeço de 2016. Vá e por favor não volte nunca mais.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ENTÃO É NATAL (AINDA BEM)

ENTÃO É NATAL (AINDA BEM)

Eu vou tentar me antecipar ao máximo. Começo a escrever isso na tarde do dia vinte e três de dezembro e assim que eu concluir vou formatar pra postar logo. Por que essa pressa toda? Pra que esse ano acabe logo.

Eu sei que ainda falta uma semana e portanto ainda tem a última postagem desse ano, mas isso eu vou deixar pra resolver essa a partir da segunda. E espero sinceramente que aconteça uma hecatombe na próxima semana e que a gente sobreviva a ela, por que porrada em dose homeopática é tortura e ninguém mais está aguentando. Esse ano de 2016 foi muito esquisito.

Começamos com uma presidente e terminamos com outro de modo que a que saiu estava envolvida num esquema de corrupção mas provas contundentes contra ela ainda não surgiram e o que está sentado atualmente na cadeira já teve o nome ao menos mencionado também em esquemas de corrupção. Não que eu seja a favor de um ou de outro. Acho que a gente tem que renovar todo o quadro político. O país está em crise. Estados não pagam seus servidores, empresas estão se segurando ao máximo. A sensação é de que o capitão dessa nau que é o nosso país não sabe navegar. Não vejo rumo, não vejo futuro. Sei que a luz no fim do túnel existe, mas nem o túnel estou vendo. Acho que não tem outra definição pra esse ano. Foi muito esquisito.

Mas o mais engraçado é que se você for nos shoppings e ruas de comércio elas estão cheias de gente. Se essas pessoas estão comprando é outra coisa até pelo fato de alguns preços estarem abusivos. Principalmente comparados com as mesmas mercadorias vendidas lá fora.

Eu viajei esse ano, aliás, pessoalmente, o ano não foi de todo ruim pra mim. Tive trabalho praticamente o ano todo, talvez só durante as olimpiadas que foi o período que eu menos trabalhei. Agora é trabalhar mais pra juntar e voltar a viajar daqui a dois anos que é o prazo que eu me dou. Na verdade esse foi um acordo que eu fiz com o Airton desde quando eu voltei de Londres. Um ano eu vou pra lá e no outro ele vem pra cá, só que os anos que é pra ele vir, ele não vem. Teve uma vez que conseguir encurtar esse período pra um ano e meio, mas foi uma excepcionalidade.

Agora eu nem sei se vai dar pra juntar dinheiro suficiente pra voltar pra lá em dois anos. Até lá muita água vai rolar e não só as de março, mas de abril, maio, junho... Essas medidas que o governo tá tomando em relação a crédito, aposentadoria, pra reformar a previdência e sem cortar na própria carne eu não sei. Assim nunca a gente vai chegar ao nível de um país dos quais eu gosto de visitar. Sabe o que é andar na rua sem se preocupar com nada? Tá, aí vem um maluco como teve essa semana em Berlim, na Alemanha pega um caminhão, atropela e mata algumas pessoas como aconteceu na França e tal. Mas não é como aqui que não se pode andar  com relógio, cordão, pulseiras e anéis na rua por que o risco de voltar sem é muito maior. E outra, por menos que as pequenas violências lá de fora sejam divulgadas não existe impunidade. Criminoso é condenado e regalia é um vocábulo que quase não existe lá fora.

Mas 2016 não foi esquisito só pro Brasil não. O mundo está num caminho esquisito. Vamos ver o que nos espera quando o Trump assumir a presidência dos Estados Unidos agora em janeiro. Essa onda conservadora e retrógrada que vai de encontro ao que John Lennon pregou quando compôs “Imagine” tá crescendo e a gente tem é que sair desse mar. Ano que vem que a gente deve saber se rema contra a maré ou se não tem jeito e ficaremos na crista da onda.


Desculpa o desabafo. Essa postagem tinha a finalidade de desejar um Feliz Natal pra quem perde tempo lendo essas as minhas bobagens, mas eu realmente estou querendo que esse ano acabe. Graças a Deus é Natal. E que seja feliz dentro do possível. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

MALA AMADA

MALA AMADA

Qual o objeto mais essencial quando se vai viajar? Pode pensar em qualquer um que na maioria das vezes é um engano. Ninguem viaja sem um objeto. Esse é comum em todas as viagens. Falo da mala. Sim, o objeto mala. Aquele lugar em que você põe tudo dentro, e mais alguma coisa fecha e despacha pro bagageiro. Seja a mala do carro ou o porão do avião. De vários tamanhos e formatos, até mesmo adaptações – sim porque dependendo da viagem uma simples mochila pode fazer vias de mala também – desse objeto ninguém esquece.

Aqui em casa mala é o que não falta, e não me refiro as pessoas que a habitam ou frequentam. Como muambeira que se tornou, minha mãe sempre que vai lá pra fora, pelo menos quando ia comigo, sempre comprava uma mala a mais pra trazer o que não cabia na que levava, mesmo levando uma mala dentro da outra. Chegou a um ponto que não tinha mais espaço pra guardar esse objeto aqui de tantas que tinha.
No quarto dela, logo em cima da porta ela mandou fazer um maleiro onde se guarda quase todas as malas aqui de casa. Quase todas, eu disse. Ainda tem umas que ficam do lado de fora. E guarda no esquema bonequinha russa, uma dentro da outra.

Geralmente as minhas malas, as que eu faço pra viajar até mesmo pelo fato de pegar o objeto em si emprestado do maleiro dela, não passam dos vinte quilos. E se passam não mais que cinco a mais que isso. Já a minha mãe não consegue se organizar pra isso. Se a companhia aérea disponibiliza a capacidade máxima de trinta e dois quilos por mala, por exemplo, é capaz dela ultrapassar e pagar excesso.

Eu já escrevi isso aqui em algum lugar do passado. Teve um episódio em que ela pra pra se livrar do excesso de peso nessas companhias de baixo custo e portanto de baixo peso da mala, quinze quilos no caso, vestiu oito blusas só pra poder despachar a mala no peso certo. Claro que depois ela teve que levar tudo na mão quando tirou depois que passou naquela coisa de segurança, raio-x e tal. Eu nunca tive problema com isso. Nessa mesma ocasião, eu pra esvaziar a minha joguei roupa fora, na lata do lixo mesmo.

Outra situação que envolve esse objeto e eu passo o tempo imaginando coisas é esteira de aeroporto. Ali se vê cada tipo de mala que dependendo até pode se descobrir a personalidade da pessoa. Tem cada uma que passa na minha frente que dependendo de quem pega eu até crio um historinha rápida sobre ela na minha cabeça. Também tem cada mala que fabricam e pior ainda, que compram, que as vezes eu me pego morrendo de rir sozinho enquanto eu espero a minha.

Não gosto de nenhum tipo de excentricidade nas malas que pego pra viajar. Se bem que das últimas vezes a mala que eu carreguei, no pegador de cima dela, tinha umas fitinhas do Senhor do Bomfim amarradas que formavam aquele pompom baiano colorido. Claro que não foi eu que botei. No início achava estranho, cafona até se identificar mala com essas fitas coloridas. Claro que essas são um exagero, Vejo com uma, duas, três no máximo, mas depois que vi certas coisas rodando nas esteiras dos aeroportos, fitas coloridas se tornam até discretas perto inclusive de certas malas.

           Mala é tipo terno. Preta e azul marinho a maioria tem. As vezes um marrom pra destoar um pouquinho. Tem até umas discretas de outra cor, tipo verde, mas um verde fechado, sóbrio. Em compensação tem aquelas de estampa de onça, zebra, toda rosa ou estampada com uma bandeira. E as pessoas que passam aquele film pra proteger? Minha mãe já fez isso. Eu nunca fiz. Nun precisei. Dizem que tem resultado, mas quando querem abrir não há film que resista. Tudo bem que depois pode dar dor de cabeça quando se descobre que foi aberta. Mas o pior de tudo é quando na espera, na esteira se descobre que sua mala não veio e ela está em Tonga, por exemplo.  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

ENTRANDO NO TUBO

ENTRANDO NO TUBO

O corpo humano é uma máquina perfeita e surpreendente. No final de novembro do ano passado eu senti uma íngua no lado esquerdo do meu queixo. De um dia pro outro uma bola de pingue pongue se alojou ali. Alguns dias depois desinchou.

Quando a bola surgiu do outro lado o alerta acendeu. Eu já tinha marcado uma consulta com o gastro pra saber se era coisa da minha boca, mas a outra apareceu uns dias antes da consulta e corri pro atendimento de emergência do hospital aqui perto de casa. Cheguei lá e quando fui atendido na triagem a enfermenira logo falou: “Suspeita de caxumba”. Me deu uma daquelas máscaras cirúrgicas e pediu pra que eu ficasse usando até a constatação dessa suspeita, dentro do hospital.

Como? Que eu saiba caxumba é doença de criança e chegou a ser erradicada. Não me lembro de ter estado com ninguém de queixo inchado com o papo do tamanho que o meu estava. Dava pra ver que estava bem inchado mesmo. Era aparente tanto do lado que sumiu logo quanto da segunda vez que apareceu e o intervalo de detecção de uma e depois da outra foram uns quinze dias. Mas caxumba não havia de ser, pois segundo opróprio jargão médico não tive clínica, ou seja, não tive nenhum sintoma que atestasse ser caxumba. Apenas esse inchaço sem febre, enjoo, dor, absolutamente nada.

Quando fui direcionado da triagem pra médica ela pensou se a mesma coisa, mas pela ausência de sintomas ela explicou que poderia ser paratireoidite, ou seja, uma inflamação da tireóide ou paratireoide e que não se caracterizava como caxumba, no entanto eu tinha que fazer uma tomografia pra ela tirar a prova.

Dali eu fui fazer o exame de sangue. Acho que isso é de praxe lá, mesmo que seu problema for uma unha encravada. Como eu sou canhoto ofereci meu braço direito pra que fosse furado. Dois tubinhos de sangue foram colhidos e lá eu fiquei até chegar a hora de fazer a tomografia.

Quando o enfermeiro veio me colocar o acesso, aquela agulha que fica enfiada na nossa veia com os tubinhos de borraha que geralmente sãqo cpra enjetar o soro ou outro medicamento intravenoso me trocaram de sala e de braço. Saí da ala de tira sangue pra ala de leitos da emergência. Fiquei deitado numa cama até ir pra sala da tomografia. Tirei o tênis e o enfermeiro jogou um lençol sobre mim. Demorou um pouco. Acho que menos ou o mesmo tempo que eu levei de uma ala pra outra. Parece que a espera foi pro plano de saúde autorizar a tomografia.

Quando me chamaram pra ir pra sala da tomografia botei o tênis e caminhei com aquele acesso no braço pra outraextremidade do corredor. Era a minha primeira vez naquele aparelho. Preenchi uma ficha, a técnica lá me explicou o que ia acontecer com o meu corpo ao injetarem o tal contraste iodado, me deitou, me cobriu e lá eu fiquei sozinho entrando e saindo do tubo várias vezes. Curioso que tinham duas carinhas que se acendiam e uma voz de locutor gravada que indicavam quando eu podia ou não engolir minha saliva. Depois de algumas idas e vindas o exame acabou.

Volto eu pro mesmo leito em que estava pra esperar o parecer da médica. Da primeira vez ela veio dizendo que era caxumba mesmo, mas depois ela voltou dizendo que reparando bem havia um cálculo na parótida que estava pressionando e por isso fazendo com que inchasse do lado direito do meu queixo. Me passou bioprofenid pra tomar cinco dias seguidos, pediu pra que eu procurasse um otorrino e levasse os exames pra ele. Como o dia em que ficou marcado pra pegar esse exame foi o mesmo marcado com o gastro, não custou nada levar o exame pra lá até mesmo pra saber, se for pertinente, a opinião de um segundo especialista.

            Eu já tinha ouvido falar em pedra nos rins, mas nas glândulas parótidas foi a primeira vez. 

FANTASMA CAMARADA

FANTASMA CAMARADA

Sabia que isso iria me acontecer mais cedo ou mais tarde. Ainda bem que esse ano foi bem mais tarde. Já agora bem no finalzinho. Hoje estou com a síndrome da página em branco. Não sei o que escrever, não sei sobre o que falar. Talvez pelo fato do meu cronograma ser tão apertado e minha produção textual ser tão intensa.

Chega uma hora que me falta assunto e o pior que eu não posso nem procurar nos jornais sobre as notícias que circulam por que escrevo de algum lugar do passado. Não tenho bola de cristal, não sou profético, não tehno como prever e nem adivinhar o que está acontecendo no momento em que esta postagem vai ao ar. Agora estou aqui quebrando a cabeça pra escrever sobre alguma coisa. Mas o que?

Bem, aqui na minha mesa tem uma nota de um real. Na verdade é um porta retrato da Imaginarium que é a reprodução da nota que nem existe maise no lugar da efige romana é uma foto minha. Eu não valho nada. Nem existo já que agora um real é só em moeda. Não me lembro qual bicho da fauna brasileira estampava o verso dessa nota. Eu espero que a casa da moeda siga o exemplo de outros países e também transforme em moeda a de dois reais e acabem com a nota.

Apesar de eu não gostar muito de moeda acho que facilitaria bem mais pros consumidores. É assim em Londres e na Europa de modo geral. Notas só de cinco, dez, vinte, cinquenta e cem. Dizem que tem de quinhentos também, mas essa eu nunca vi de perto. Essa de um real eu deixo aqui até mesmo pra lembrar como era a nota que não mais existe, talvez só nas mãos de algum colecionador ou um esquecido que acha papel e dinheiro nos bolsos e cantos escondidos em algum lugar da casa.

Bem. Já consegui desenvolver sobre um assunto, mas ainda tem muito espaço pra completar. Deixa eu olhar em volta pra ver se vem alguma coisa. Hum... Abri meu gavetão que fica aqui debaixo da minha mesa onde hoje apoio essa mesa de rascunho (quando não estou aqui escrevo deitado na cama mesmo) e no cantinho esquerdo tem uma pilha de cartão de visita.

Engraçado isso. Eu achava chique alguém ter cartão de visita e te passar com todos os contatos. Agora acho demodê. Com a tecnologia os contatos vão direto pra agenda do telefone e através do aparelho o contato pode ser feito de várias maneiras, inclusive por mail. Ligação é uma modalidade que está ficando ultrapassada. Não sei como as companhias telefônicas vão fazer pra lucrar com as faltas de ligações. Mas isso não compete a mim decidir. Como consumidor queremos qualidade preço baixo. A telefonia brasileira é uma das mais caras do mundo. No entanto ainda tem gente que confecciona cartão de visita e distribui.  Eu mesmo já fiz uns caseiros na época em que o telefone celular tinha apenas oito dígitos. O meu só tinha o celular e o mail que já é suficiente pra alguém querer entrar em contato comigo.

Pronto, mais uma linguiça enchida, mas ainda falta alguma coisa pra completar o espaço. Será que eu vou conseguir? Quando não se tem assunto, por mais que faltem poucas linhas, chegar no final parece uma eternidade. Sindrome da página em branco é pior do que começar alguma coisa e não terminar. Aqui não tem nem ponto de partida.


E o pior é que agora eu não estou tendo inspiração nem nas coisas que estou olhando ao redor. Se bem que já tem muito tempo que isso não acontece comigo , mas quem escreve sempre tem esse fantasma ao redor e que volta e meia assusta. É o que está acontecendo comigo agora. Estou assombrado por esse fantasma. Melhor seria se fosse aquele que se cobre com o lençol branco, com os dois buracos se fazendo de olhos e que flutua por aí. Acho que vou mandar me benzer pra que isso não ocorra tão cedo, ou então acender uns incensos pra espantar esse fantasma. Foi só eu falar em assombração que ela desaparece. Até por que acabou o espaço.