sexta-feira, 31 de março de 2017

ACORDA

ACORDA

Mais uma vez eu vou entrar nessa discussão aqui e por esse ser o último ano desse espaço é bem provável que eu não volte mais a tocar nesse assunto. Ano passado construí uma rotina pra mim que eu conseguia conciliar as atividades físicas com as laboriais sem que uma atrapalhasse a outra. Claro que um dia ou outro elas coincidiam e a atividade física ficava pra trás, ou então, o que era mais difícil, mas também acontecia, batia uma preguiça e deixava de lado normalmenteas atividades físicas. Lê-se academia quando escrevo atividade física.

Influenciado por um amigo e incentivado por outro, em março do ano passado me matriculei na academia e faltava pouco. Como a atividade laborial dava pra fazer geralmente depois do almoço eu acordava geralmente às dez da manhã, ia as onze pra academia e voltava aproximadamente duas horas depois  - a excessão eram os fins de semana que eu reduzia pra uma hora – pra tomar banho e descansar um pouco até a hora que eu ia almoçar. Mesmo botando o despertador pra tocar as dez da manhã, pra mim foi um grande avanço e tem sido toda vez que acordo antes do meio dia sem o despertador.

Só como exemplo, a primeira vez que fui na nutricionista eu disse a ela que acordava ao meio dia e ia dormir as quatro da manhã e nesse interim quais os alimentos e o melhor horário para ingerí-los que me fizesse bem. Fomos nos acertando e desde o carnaval do ano passado que eu acordo antes do meio dia. Ainda sim parece tarde acordar as dez. Pra quem se envolve com atividade laborial noturna – leia-se teatro – é uma boa hora pra se levantar. É da minha natureza dormir e acordar tarde e não vejo nada de errado nisso desde que eu durma bem. Mas tem gente que segue a fio o dito popular “Deus ajuda a quem cedo madruga”, ou seja, tem que acordar cedo pra fazer dinheiro.

O que me motivou a escrever isso tudo foi uma mensagem de um amigo meu, o que mais me influenciou a entrar na academia, me enviou dizendo que se eu não mudasse essa minha rotina eu não vou ganhar dinheiro, que eu poderia já estar comprando um carro ou dando entrada num apartamento. Cheguei ao ponto onde queria chegar. Eu não tenho esse tipo de ambição tão aflorada de bens materiais.

Claro que eu quero ter um carro e um apartamento só pra mim, mas por enquanto eu não me esforço, não tenho esse foco e muita gente vê isso com defeito. Não que eu discorde de quem se preocupa comigo, mas eu penso um pouco diferente. Minha ambição não é material. Eu me preocupo mais com os outros que comigo mesmo. Não sou ambicioso, não sou consumista. O meu cantinho me basta. Querer ser feliz não pode ser considerado uma ambição? Me contento com pouco e só almejo ser feliz .
Não que eu vá manter essa rotina pelo resto da minha vida. De acordo com as ofertas que aparecerem pra mim, como já fiz, acordo com prazer de madrugada. Acho que a palavra certa é essa: prazer. Minha motivação é o prazer. Se eu não sinto prazer na atividade laborial eu não tenho porque trabalhar com pessoas que me desmotivem, que não me querem bem, que não querem que eu seja feliz. Será que essa visão de mundo , de vida é tão horrível assim?


Às vezes acho que pensar assim é crime. Me sinto marginalizado por não ser ambicioso, por querer ser feliz do meu jeito, por tentar sobreviver do que eu gosto, do que me dá prazer em fazer. Se essa é uma visão deturpada da vida , se pensar assim é pensar de forma totalmente equivocada que você me perdoe, mas assim como eu tem muita gente que pensa assim e que consegue viver assim, Sou da teoria de que se você faz aquilo que gosta como profissão você nunca mais vai trabalhar na vida. Eu quero trabalhar sem trabalhar. 

sexta-feira, 24 de março de 2017

SEU NOME É GAL (publicado em 2 ago 2004)

SEU NOME É GAL (publicado em 2 ago 2004)

Gostaria de situar o caro leitor de que escrevo essas linhas hora e meia depois de ter chegado em casa da mais famosa casa de espetáculos do Rio de Janeiro, o Canecão. Ela foi a terceira artista, com exceção de Rita Lee, a me fazer deslocar de Niterói para Botafogo e se deliciar com o repertório escolhido para ser apresentado por ela. O show ‘Todas as coisas eu’, título também do seu mais recente trabalho, foi um dos espetáculos mais lindos em termos e concepção e mais comoventes em termos de emoção que eu me lembre de ter visto pelo menos nos últimos três anos. A saber, os outros dois artistas foram Ney Matogrosso quando acompanhei minha mãe e minha tia no show que fez do disco ‘Um Brasileiro’ sobre a obra de Chico Buarque e Marisa Monte na temporada da última apresentação que lá fez, exibindo seu trabalho chamado ‘Barulhinho Bom’. Confesso que foi depois desse show que comecei a acompanhar melhor o trabalho dela. Quanto a Rita Lee, bem, essa é uma outra história.

A minha relação com o trabalho da Gal data de quase dez anos. Ela estava dando uma entrevista para o Jô Soares a respeito do disco ‘O sorriso do gato de Alice’ e cantou uma composição do Djavan chamada ‘Nuvem Negra’, presente no disco, pela qual fiquei encantado. Dias depois adquiri o disco. Sobre esse mesmo trabalho, ela causou polêmica durante o show no extinto ‘Imperator’, uma casa de shows que havia no bairro do Méier, por mostrar os seios. (Não me recordo se na hora da execução da música ‘Vaca Profana’ do Caetano ou ‘Brasil’ do Cazuza, mas pela polêmica guardo essa foto até hoje no encarte do CD.)

Lá se vai algum tempo. A partir de então era ela lançar um disco e eu correr nas lojas para comprar. O gato de Alice, além do sorriso, me abriu os ouvidos para uma voz maravilhosa e inconfundível que me agrada e cativa a cada tom, bemol ou sustenido. Sempre falo isso e vou repetir. Se o Brasil tem as quatro damas da música, em termos de voz, são Gal, Bethânia, Elis e Marisa Monte.

Com um repertório fabuloso de canções que eu não conhecia, talvez pelos meus vinte e sete anos, ou por não terem sido resgatadas por ninguém até então, e outras mais conhecidas, principalmente pelas gerações anteriores a minha, é surpreendente e cativante. Os quatro músicos que a acompanham são espetaculares, os arranjos sensacionais, por mais minimalista que pareça, no palco, se torna grandioso, magistral.

O fato de ela ter posições pessoais no que diz respeito a tal senador baiano e que não agrada a alguns formadores de opinião, simplesmente desaparece diante do talento dessa mulher e da potência que carrega na sua garganta. O dia em que a voz for vista como um instrumento musical, a Gal será o mais valioso instrumento do mundo.

Sempre quis ir a um show de Gal Costa por ser um consumidor assíduo dos trabalhos dela, mas sempre me faltou oportunidade. Salvo uma vez, na praia de Copacabana, quando ela se apresentou ao lado de Bethânia, Caetano e Gil, numa reedição dos ‘Doces Bárbaros’. (Assistir ao vivo ela desfilando pela Mangueira em 94 conta? Acho que não.) A partir de agora, depois desse show que reportou minha memória a meu avô, responsável por eu saber grande parte das letras das canções apresentadas por ela, sempre que ela vier soltar a voz, estarei lá, todo ouvidos.

Temo em ser repetitivo quando, na verdade, quero ser enfático. O show é sensacional, os músicos são espetaculares, a concepção do espetáculo é um primor, a escolha do repertório é comovente e a Gal é a Gal. Não tem adjetivo que a qualifique. Ela já é superior, divina, diva.


Agora, tenho mais um motivo para que minha ida de Niterói para Botafogo compense o valor do ingresso, qualquer se seja ele. Mais uma cantora na certeira lista de shows. Além de Rita Lee, o Canecão terá o prazer de me receber nos shows de Gal.

sexta-feira, 17 de março de 2017

O TELEFONE TOCOU NOVAMENTE

O TELEFONE TOCOU NOVAMENTE

Finalmente consegui atingir um objetivo que almejava há algum tempo. Pra ser mais específico desde quando fiz meu primeiro cruzeiro em 2013. Comprei um telefone celular da marca Samsung. Fiz isso porque o meu LG, esse que ficou comigo desde esse cruzeiro até o final de maio do ano passado, começou a dar problema no fim do ano retrasado.

Eu não conseguia ouvir no modo normal do telefone, apenas no modo viva voz. Mas do mesmo jeito que o problema chegou ele foi embora. Do nada parou de funcionar e do nada voltou a funcionar. Ainda fiquei mais alguns meses com ele até que o mesmo problema aconteceu novamente. Além disso eu já sentia que estava ficando complicado de trabalhar com ele. Os aplicativos custavam a abrir e às vezes não funcionavam direito, travavam e tal. Mas enquanto ele funcionou novamente eu continuei com ele.

Da segunda vez que o mesmo problema voltou a atacar o aparelho e não se recuperou no prazo que ele se deu da primeira vez de uma semana eu comecei a pesquisar pos outros tipos de aparelhos para substituir o LG e fique em dúvida entre três: Sony, Motorola e Samsung.

O modelo da Sony era o Aqua, não por ser esse modelo específico, mas mais pela configuração que eu selecionei dessas três marcas que era mais ou menos a mesma. Eu já tive vários modelos de Sony. No meu ranking tem dois Nokia, três Sony e agora além de um LG, um Samsung. No caso com o Sony eu voltaria praticamente às origens. É uma marca que sempre gostei de usar. Já o Motorola foi conselho do meu primo Pedro que comprou um última geração pra ele e recomendou, mas por outro lado tive amigos que não aconselharam a pegar o Motorola porque tiveram peroblemas com ele. Telefone novo custa a dar problema, mas quando dá dor de cabeça a reclamação é muito maior que o problema. Como eu nunca tive um Motorola deixei como última opção dos três. Já o Samsung era um sonho de consumo há um bom tempo. Um amigo meu que recém comprara um modelo Samsung J7 falou maravilhas do aparelho e a Samsung além de especialista e eletrônicos é a concorrente direta da Apple. Há tempos estava querendo algum Samsung pra mim. No início era o Galaxy Note que eu queria adiquirir, mas quando fui na lojaem Tenerife o vendedor empurrou aquele LG pra mim. Depois foi o tablete também em Tenerife e eu e minha tia decidimos pelo tal do Fujicell. Conclusão: o dela pifou e eu não me acostumei com aquilo e vendi o meu pra ela.

Dessa vez não perdi a oportunidade até pelo fato de ser a única pessoa da família a não ter um Samsung. Meus pais, meu irmão e até meu sobrinho tinham um na época que eu comprei o meu. Foi etrerna emquanto durou a minha relação com o LG. A princípio queria vender, mas nenhuma loja compra aparelho antigo . No entanto ele mesmo ruim serviu pra alguma coisa.

Ainda da primeira vez que ele pifou o meu sobrinho perguntou se eu podia daro aparelho pra ele quando comprasse outro. Eu disse que sim, mas como ele voltou a funcionar normalmente, não foi dessa vez que ficou com ele. Só quando comprei o Samsung e coloquei tudo o que eu queria no aparelho foi que eu dei o meu LG pro meu sobrinho. Isso pra que ele não pegasse mais o da minha mãe ou o do meu irmão pra ficar jogando. O que interessa pra um menino na idade de quase nove anos são os jogos que os aparelhos celulares disponibilizam pra essas crianças. Aliás eles disponibilizam todos os tipos de aplicativos e jogos pras pessoas de todas as idades.

          Eu não tenho nenhum jogo no meu celular e meu sobrinho tem a consciência de não pegá-lo. E pensar que meu primeiro celular foi um Nokia azulzinho, tinha um joguinho que eu jogava dado os poucos recursos perante a tecnologia atual. Aquela serpente comeu muita maçã.

sexta-feira, 10 de março de 2017

MALES PRO BEM

MALES PRO BEM

No início do ano passado plantaram uma nota no jornal dizendo que o Serguei estrava passando fome e com dificuldades financeiras. Conheço o Serguei e sei que ele não faria isso nunca. Orgulhoso como ele só jamais iria fazer isso de vontade própria. Quem fez isso foi um oportunista que queria promover um projeto até bacana que tem para o Serguei, mas ele usa o Serguei conforme lhe convém e até que conseguiu fazer uma propaganda do próprio projeto. Como ele conseguiu? Simplesmente atraindo a rede Record de televisão que através do programa do Gugu foi na casa do Serguei em Saquarema, o entrevistou e mostrou a situação dele claro que com todo o sensacionalismo peculiar do programa.

Se o tal oportunista, que de certa forma conseguiu promover seu projeto, ganhou algum dinheiro exibindo as imagens do projeto em canal aberto, em rede nacional como direito de imagem eu não sei, mas que o Serguei foi ajudado pelo Gugu isso não posso negar. As três promessas que ele fez ao Serguei foram cumpridas. A primeira foi quitar uma divida no banco que foi criada não com um golpe de uma pessoa que ajudava o Serguei quando ele baixou o hospital com anemia profunda cerca de quatro anos atrás como foi espalhado. A realidade é que essa dívida foi contraída por terem ativado no cartão do banco dele a função crédito e não saberem como lidar com isso e dívida de cartão é um absurdo nesse país. Eu fui no banco e negociei o pagamento dessa dívida em parcelas que iriam terminar em janeiro do ano que vem ceifando do pagamento delecerca de duzentos reaismensais. Essa dívida foi quitada e ele recebe o pagamento integral, a não ser pelos cortes do governo, mas aí é outra história.

A segunda promessa foi a questão do abastecimento de água e aí o tal oportunista até ajudou, mesmo que pra se mostrar dizendo que ajuda sempre, tirando as infiltrações da parede dele. A responsabilidade do programa foi com a interrupção desse vazamento, dessa infiltração e o conserto do chuveiro pra que a água quente funcionasse quando ele quisesse. A emissora contratou um bombeiro hudráulico da região mesmo que foi lá e fez o serviçoe volta e meia vai lá dar uma olhada se tá tudo bem, se eventualmente precisa de um reparo ou não duranto um determinado tempo, o tempo do contrato que acho que foi de oito meses. Missão cumprida.

A terceira promessa foi a mais demorada pra ser cumprida por questão de tramites burocráticos. Um cartão contendo dez mil reais que teoricamente seria pra ele comprar os remédios e algumas compras básicas pra casa como café, sabão em pó, essas coisas. Pergunta se ele conseguiu se conter. Que nada. Serguei não pensa no dia de amanhã. Se tem alguma coisa que o incomoda, que tá faltando na casa, por exemplo, e ele tem dinheiro na mão pra comprar  ele não pensa duas vezes vai lá e compra e que se dane o resto.

No início eu e a Jô, vizinha dele, tentamos controla-lo com esse dinheiro. Com a mania de falar que tudo que ele esquece ou perde foi roubado, o cartão nem chegou a ficar com ele até porque isso é muito moderno pro serguei. Outra mania dele é andar com dinheiro vivo no bolso. Afinal ele representa a era hippie da década de setenta e parou por lá.


A Jô era a detentora, ou melhor, a guardiã do cartão, e o que poderia ser perfeitamente programável pra durar no mínimo um ano, se chegou a três meses foi com muito jogo de cintura e paciência coim ele que reclamava horrores por não ter acesso ao dinheiro dele, por ele querer gastar com o que desse na telha e não apenas comprando remédios e compras básicas, que dinheiro é feito pra gastar e não pra ficar guardando e que ele não tem mais idade pra poupar. Talvez pensasse o mesmo no lugar dele. Mas eu sou diferente.

segunda-feira, 6 de março de 2017

UM PÉ LÁ OUTRO CÁ

UM PÉ LÁ OUTRO CÁ

Às vezes eu penso em sair do país novamente. Não na mesma situação que fui quando me mudei pra Londres, como estudante e passando os mesmos perrengues. Ou se for nessas condições, um outro pais que não seja a Inglaterra. De qualquer forma os perrengues serão os mesmos.

Será que eu ainda conseguiria fazer isso? Será que eu encontraria um outro Airton em quem me apoiei enquanto morei lá? Como seria a receptividade? Quase nove anos depois ainda teria coragem de largar tudo e ir pra lá? Acho que sim. Dependendo do que se apresentasse pra mim por que não? Por outro lado eu teria que largar tudo e todos aqui e é isso que eu mais vou pesar nessa minha decisão. Me privar do que gosto de fazer, de onde gosto de trabalhar, dos meus amigos. Isso vai doer como doeu da primeira vez.

Me lembro que fui em direção a sala de embarque chorando por estar me afastando de forma voluntária e temporáriada minha família e dos meus amigos. Da mesma forma na volta entrando no avião chorando por estar deixando principalmente o Airton lá em Londres e estávamos nos falando naquele momento por telefone ele chorando de um lado e eu de outro. Talvez a tristeza fosse por não estar mais junto fisicamente.

Se eu tive um aprendizado enorme em Londres devo isso não só a minha força de vontade e coragem de largar tudo e ir pra lá, mas também ao apoio que tive do Airtone vice versa. Ele ficou sem chão durante as primeiras semanas da minha ausência. Depois ele recuperou. Eu também ficaria desse jeito se a situação fosse inversa. Mas e agora, como seria? Eu teria que ter muito mais coragem pra voltar a fazer isso. Ou uma proposta muito interessante que me motivasse a largar mais uma vez o Brasil, seja de trabalho ou de casamento mesmo, por que não oras? Mas é claro que não quero ficar dependendo de ninguém ao voltar a morar no exterior.

Fico tentado a fazer isso pelo caos que é morar nesse país, mas ao mesmo tempo minha vida basicamente é aqui. Família, amigos, trabalho e eu teria que abrir mão disso tudo pra morar fora. Não sei se é pelo fato da gente estar amadurecendo, pra não dizer envelhecendo, que colocamos isso tudo na balança e consequentemente pisamos no freio ao perceber esses impulsos repentinos. O que tenho feito de vez em quando que atende duas as necessidades é ir pra lá passear. Geralmente vou no mínimo pra dois lugares. Um que não conheço e o outro sempre será Londres pelo menos enquanto o Airton ainda estiver morando por lá.

Não sei se vou ou se fico, não sei se fico ou se vou . Tudo tem que ser muito bem pensado e  pesado. Que me dá vontade de voltar a morar lá fora dá. Que me dá vontade de continuar aqui fazendo o que eu gosto e rodeado de amigos que gostam de mim e me querem bem, também dá. Mas eu não quero me precipitar. Vou dar tempo ao tempo e esperar pra ver o que a vida me reserva seja aqui ou lá fora.


Quando digo lá fora falo basicamente da europa. Não que eu vá perder uma oportunidade ao saber que ela seja nos Estados unidos, mas a minha preferência sempre será a europa. Ir ou não ir, eis a questão. Não agora, mas se pintar oportunidade. Gosto das coisas de lá, gosto das pessoas aqui. Se eu casasse o trabalho que eu faço com a companhia dos meus amigos, se eu fosse um Noé e pusesse alguns numa arca e embarcasse com eles a trabalho – meu enquanto eles se divertissem e até trabalhasse também – seria o ideal, o sonho, a realização da vida. No entanto por enquanto a gente tem que trabalhar com o que tem a nossa volta, com a nossa realidade, com o que temos às nossas mãos e assim viver a vida até quem sabe pintar uma surpresa que balance essa minha vontade de me aventurar novamente e com uma certeza maior.