sexta-feira, 14 de abril de 2017

TEM QUE SUAR?

TEM QUE SUAR?

Não sei se quando essa postagem for ao ar eu ainda estarei fazendo o que eu faço enquanto a escrevo. Não sei se renovo o meu contrato com a academia que venceu agora em março.

Depois de um bom incentivo e torcida eu voltei pra academia. Não é uma atividade que eu goste de fazer, mas atualmente acho um mal necessário. Não a academia em si, mas uma atividade física além da aeróbica que eu fazia caminhando na praia. Por conta de um empurrão que eu tava querendo e precisando e de uma combinação que não deu muito certo com uma amiga que nos primeiros dias eu chamava , mas a preguiça a vencia, comecei a ir com a cara e a coragem.

Ambiente de academia não é uma coisa que me agrada muito. Sabe-se que mal ou bem você fica permanentemente sob os olharesjulgadores principalmente dos outros frequentadores. Eu por exemplo no meu íntimo aprovo e dou força pros gordinhos como eu que aparecem lá com um foco, com um objetivo que é emagrecer. As pessoas acham que eu não estou gordo, que eu estou bem. Até a minha nutricionista não quer que eu atinja meu objetivo de chegar aos noventa quilos. Ela acha que noventa e cinco é o ideal. Mas se eu chegar aos noventa com uma cara, um corpo mais saudável, mais definido eu vou ficar além de gostoso, irresistível.

Brincadeiras a parte, quanto mais o tempo passa mais me parece que eu fico longe do corpo que eu desejo pra mim. Na verdade o corpo é esse mesmo, só que um poico mais duro, mais rígido e por mais que eu fosse quase todo dia pra academia, incluindo fins de semana, e passasse em torno de duas horas lá dentro, sendo uma pra musculação e uma pra ergometria, exceto fins de semana que o tempo era reduzido pela metade, meu corpo não chegou ao meu ideal.

Vou citar a frase que eu sempre digo pro instrutor quando entro pra uma academia e/ou volto a malhar. Quero endurecer sem perder a ternura. Esse é o meu objetivo nunca alcançado e é o que me desanima, me faz parar de frequentar a academia. Aqui no meu prédio tem uma sala de ginástica que posso frequentar a hora que eu quiser, mas não faço porque o espaço é mínimo. Quatro pessoas já lota. Além disso a variedade dos aparelhos e consequentemente dos exercícios é bem limitado.

O primeiro mês foi de adaptação e condicionamento do meu corp à atividade física. Tinha marcado com minha amiga de irmos às seis da manhã. Acordei, liguei pra ela e ela transferiu pras oito da noite. Depois ela desmarcou e eu fui sozinho. Chegando lá fiz a matrícula e comecei a ser instruído a fazer os exercícios. No dia seguinte e durante essa primeira semana eu ia bem cedo, mas como minha amiga sempre declinava da parceria pra dormir mais um pouco eu procurei um outro horário pra ir, já que entre seis e nove da manhã fica bem cheio.

Adotei o horário das onze da manhã que quando tá cheio vai esvaziando rapidamente. Por volta do meio dia que era quando ia fazer a parte ergométrica  já tinha menos gente que quando chegava lá. Claro que havia exceções e volta e meia tinha que ir mais cedo e só fazia a parte da musculação por conta de algum compromisso que eu tivesse num determinado dia. E também adotei uma pessoa só pra me acompanhar com a série de exercícios. Não foi a que me passou da primeira vez que eu apareci lá. As pessoas do turno da noite são outras e dificilmente eles estão como instrutores pela manhã, a não ser quando fazem personal ou quando dão uma de cliente e malham também. Nos fins de semana a gente pode ver essa troca de horários, mas aí dependia da escala de plantão.


Eu ainda não sei se vou continuar a frequentar a academia, mas sempre vale uma temporada lá, mesmo que seja depois de algum tempo.

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