domingo, 14 de maio de 2017

QUAL É A MÚSICA

QUAL É A MÚSICA?

Tem uma música dos Mutantes que diz “Posso perder minha mulher, minha mãe desde que eu tenha o meu rock and roll.” Isso significa que nada é mais importante do que a música. No caso dos Mutantes, por eles fazerem o rock’n roll, esse era o tipo de música que eles não viviam sem. A música realmente dá vida ao ambiente.

Eu enquanto estou escrevendo essa postagem assim como noventa e cinco porcento das outras escuto uma música. Ligo na rádio de minha preferencia e deixo rolar a programação até eu terminar de escrever. Se não é rádio é um disco ou um canal daqueles de música da tv a cabo, mas sempre deixo as ondas sonoras penetrarem nos meus tímpanos. No banheiro tenho um rádio pendurado no cano do chuveiro pra toda vez que eu vou demorar um pouco lá, liga-lo. Quando entro no carro umas das primeiras coisas que eu faço é ligar o som.

Música é um meio de comunicação e assim como um livro, um filme ou uma peça de teatro ela pode te alegrar, te entristecer, provocar algum tipo de sensação, te reportar pra algum lugar ou apenas te divertir. Atualmente tá cada vez mais difícil rotular um gênero musical. Não existe uma definição nítida de que música representa esse ou aquele seguimento. Claro que uma vez rotulado, por questão de catalogamento nas lojas que ainda vendem disco, tal cantor vai ser sempre parte daquele seguimento, mesmo que a proposta não seja mais aquela.

O gênero MPB, por exemplo, abrange muita coisa. Tenho pra mim que esse rótulo foi criado lá pelos anos sessenta, na época dos grandes festivais quando os chamados populares ouviam canções de Chico, Gal, Caetano, Gil, Bethania, Elis dentre tantos outros que levantaram e criaram essa bandeira da música popular brasileira. Quem atualmente rotula isso? Dos anos sessenta pra cá tanta coisa mudou. Hoje cada um pode produzir o seu disco no computador de casa, gravar um clipe também caseiro, colocar no you tube e virar um sucesso sem mesmo que esteja amparado por nenhuma gravadora.

Aliás, ainda exite gravadora? Existe, mas o processo não é mais o mesmo. Contrato mesmo só com um ou outro, tipo Ivete , Caetano... A grande maioria abriu sua própria gravadora e se utiliza das grandes pra parceria na distribuição, caso as próprias não consigam por si só, pela sua real independência. Essa evolução acabou com programas tipo o do Chacrinha, cujos artistas iam lá pra cantar seus lançamentos e sucessos. Hoje tudo se encontra na internet. Assim como a música te faz viajar, eu acho que fiz o mesmo falando sobre isso tudo.

O fato é que a música nunca vai deixar de existir, mesmo que modifiquem seus métodos de produção, de divulgação e por que não dizer também de execução. E enquanto existir música vai existir avivamento de ambiente independente do astral da música. Não haveria som se não houvesse o silêncio como canta o Lulu Santos, e não há melhor tipo de som do que um harmonioso , melodioso e até hipinótico como a música. Por mais que eu não goste de alguns rótulos, por mais que eu não consuma certos seguimentos acho que há espaço pra tudo e pra todos. Aqueles que conseguirem se manter vão se eternizar.

             Garanto que tem muita gente que deu as caras nos anos sessenta que ninguém sabe quem é ou por onde anda. Quando a música é boa e o artista que o suporta também tem qualidade o tempo vai se encarregar de perpetuar e eternizar o seu trabalho na memória de todos . Assim como tem gente que está em voga hoje e que daqui a alguns anos ninguém vai saber quem foi. As vezes conseguem emplacar um sucesso, tentam um segundo mas não passa do terceiro. De qualquer modo se agarram na música, tentam com ela e nela ficam, mesmo que ninguém as ouça.

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