sexta-feira, 19 de maio de 2017

SERIA SE NÃO FOSSE

SERIA SE NÃO FOSSE

Uma vez um amigo meu contou duas histórias engraçadas que fazem parte das situações anedotárias pelas quais ele já passou. Sabe aquele tipo de história que ninguém acredita se não se passa por elas? Pois bem ele passou.

Eu também já passei por várias, e quem não passa, sem contar parentes e amigos que também se encontram em situações cômicas, ou seja, todo nós temos no nosso consciente um acontecimento engraçado o qual já passamos e indubitavelmente nos pegamos rindo de vários deles quando pensamos nelas. A primeira que ele me contou foi uma história acontecida no carnaval.

Época propícia pra histórias desse gênero. Ele estava na fila do banheiro, já que além de ser um rapaz educado, não queria pagar multa por fazer xixi na rua e quando estava na vez dele se alivar, chegou o fiscal expulsando todo mundo do banheiro já que o mesmo estava virando um local de pegação e ele implorou pro tal fiscal que ele não tinha nada a ver com aquela sodomia toda e tudo o que ele queria era apenas dar uma mijadinha. Disse isso quase chorando tamanha vontade que ele estava e precisava se aliviar. Imagina você pedir pelo amor de Deus pra poder desaguar no lugar próprio pra isso por conta de meia dúzia de três ou quatro salientes que resolvem fazer das casinhas do banheiro locais de “fast foda” literalmente.

A outra que ele me contou foi que por uns seis meses da vida dele trabalhou num sex shop, talvez o único da cidade na época, quando esse tipo de loja estava chegando ao Brasil. De modo que esse fornecia material para as moças de vida fácil que atendiam no bordel de alta classe da ciade e o combinado entre a loja e o prostíbulo era de que se poderia devolver o material desde que não usado e lacrado em suas caixas ou plásticos de embalagem. Agora você imagina um amoça ou rapaz de aparência distinta entrando numa loja que era novidade, ou seja, todos gostariam de entrar mas poucos tinham coragem por conta do pudor e devolvendo mercadoria por falta de uso. Algo como:
- Olha! Vim devolver esse consolo porque minha cliente achou isso um exagero e ficou com medo que eu a penetrasse com isso.

Faço idéia do que ele não tenha passado e/ou escutado por ser um atendente vde sex shop. Se em um dia você pode presenciar fatos pitorescos noma loja desse tipo, imagina em seis meses. Eu nem chamo isso de gafe, já que existia um acordo. São situações cômicas, engraçadas pelas quais passamos devido a algum fator que nos levou a ela. Um exemplo disso é ficar preso no elevador por meia hora, se foi realmente isso, e ficar com mais quatro amigos esperando por alguma solução como aconteceu comigo, com esse meu amigo  que passou por essas situações descritas acima e mais três amigos na chegadas à festinha de encerramento da temporada de um espetáculo que fizemos em julho do ano passado.

Eu mesmo já passei por várias situações cômicas como ser convidado a entrar de penetra em um aniversário e como se não bastasse aí sim cometer a gafe e dar os parabéns pra pessoa errada. Já contei essa história aqui em algum lugar do passado. Acho que os grandes gênios das situações cômicas já nos deixaram. Grande Otelo, Oscarito, Mazzaropi, Golias, Chico Anísio, Walter D’Ávila, Max Nunes... Em suma, os gênios do humor no país desde o tempo de ouro do rádio. Esses sabiam divertir todos que os ouviam/assistiam passando pelas situações mais engraçadas e/ou contando histórias tão ou mais engraçadas quanto as que eu citei acima.


A vida não seria boa se só vivêssemos e pensássemos nas tragédias. Esses tipos de situação pelas quais passamos fazem o equilíbrio com o que o mundo nos apresenta, com o que o mundo nos faz viver. Como canta o palhaço “pra viver é melhor sempre rir”. 

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