sexta-feira, 2 de junho de 2017

ALERGIA, ALERGIA

ALERGIA, ALERGIA

Dizem que quanto mais a gente vai ficando velho, mais surpresa temos em relação ao que o nosso organismo mostra pra gente, ou seja mais doenças aparecem. Eu, por exemplo, descobri que tenho intolerancia a algum tipo de alimento que até agora eu não sei o que é.

Tudo começou no final da temporada de “7contra 1” em julho do ano passado. Foi só a temporada acabar pra começar a surgir pontinhos avermelhados pelo meu corpo. Os percebi na segunda, na terça assisti uma leitura dramatizada e na quarta baixei no hospital pra tentar identificar alguma coisa, inclusive se era zika. A médica perguntou até se eu tinha trocado recentemente de xampu.
No exame não acusou nada e ela me receitou um anti alérgico pra tomar por sete dias. Saí do hospital e passei logo na farmácia pra comprar e já começar a tomar. Ela também receitou outro pra caso começasse a coçar. Até coçava, mas não era aquela coceira fora do normal, desesperadora, tanto que esse nem comprei e nem tomei. Quando eu percebi que não estava amais pontilhado eu parei de tomar o remédio. Não cumpri o que a médica pediu. Tomei o remédio por  seis dias e não por sete, o que fez sobrarem quatro comprimidos na cartela e que eu guardei pra sorte minha.

Poucas semanas depois tornei a ficar com pontinhos avermelhados em algumas partes do corpo, principalmente pernas e tronco. Dessa vez não fui a lugar nenhum. Tomei os quatro comprimidos restantes do antialérgico, o suficiente pra que a tal alergia não evoluísse mais e começasse a regredir num ritmo mais lento. Talvez se eu tivesse tomado mais dois ou três comprimidos a involução teria sido mais rápida. Agora o que foi que provocou isso eu não tenho a menor idéia.

Eu me lembro bem quando foi a primeira vez que isso aconteceu comigo e não precisou nem de ir a médico pra diagnosticar. Foi uns quinze anos atrás e era véspera do batizado da Diana, filha da minha prima Livia. Fui comendo salaminho e quando vi a peça do embutido estava quase no fim. Na hora nada aconteceu, mas no dia seguinte acordei todo pipocado e coçando muito mais que dessas vezes. Eu só não me lembro o que eu fiz para sumir com os pontinhos avermelhados. Nunca mais tive problemas com salaminho e como sem pensar nisso. Esse foi o mais parecido caso que vivenciei frente a essa surpreendente alergia de alguma coisa que eu comi e não sei exatamente o que.

Toda vez que eu vou a algum médico, quando perguntado se tenho alergia a alguma coisa eu respondo penicilina. Segundo o que minha mãe conta, eu devia ter uns dois ou três anos e tive que tomar uma injeção de penicilina não sei pra que que me causou uma reação alérgica. Ela acha que se eu tomar hoje em dia é capaz de eu não ter reação nenhuma, já que se passaram quase quarenta anos, mas eu prefiro não me arriscar.

Outra coisa que eu evito é camarão. Não que eu seja realmente alérgico, mas parei de comer porque sempre que eu comia me dava a mesma sensação quando a casquinha do milho de pipoca agarra na goela. Não sei se isso é um tipo de alergia, mas que é uma sensação horrível isso é.


No final do ano passado eu comentei sobre a pedra na parótida, agora sobre essa alergia misteriosa. Qual será a próxima? Ou será que isso é a reação do organismo a como ele foi tratado durante minha vida toda e agora ele está querendo me dizer pra parar com alguma coisa, mudar alguns hábitos. Mas especificamente nesse caso o que foi que eu comi que me deixou assim? Será que eu tô ficando alérgico a alguma coisa que eu não era? Isso pode acontecer? Agora que passou tudo ainda devo consultar um alergista? Nossa, quantas dúvidas, quantas perguntas. Pelo menos nesse ponto eu não tenho alergia nenhuma e gosto de procurar saber.

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