sexta-feira, 21 de julho de 2017

TAXIANDO

TAXIANDO

Como um bom viajante frequento aeroportos pelo mundo, inclusive dormindo em alguns deles. Mas o que mais frequento por conta tanto da proximidade quanto pelas inúmeras viagens que minha mãe faz é o do Galeão. Ali eu me sinto num playground. Sou do tempo em que era apenas um terminal de passageiros com os acessos divididos por cores azul, vermelho e verde. Lembro de uma vez que meu tio Rodolfo, ainda na ativa da aeronáutica, nos levou eu e aos meus primos pra torre de controle do aeroporto pra gente conhecer e assistir não lembro se o pouso ou a decolagem do Concorde, o avião que já foi o mais rápido da rota Rio – Paris.

De lá pra cá muita coisa mudou. Principalmente o fluxo de passageiros  e com isso tiveram que construir um segundo terminal de passageiros. Na verdade, de acordo com o projeto inicial era pra ter quatro terminais. Como o primeiro foi construído lá pelos anos 70 e o segundo mais ou menos vinte anos depois, dava pra ver claramente a diferença de estilos entre um terminal e outro. As novelas mais antigas mostram muito o aeroporto quando era um terminal só. Hoje está tudo mais padronizado. O segundo terminal fez com que o primeiro mudasse um pouco de cara, mas ainda há resquícios dos primórdios do aeroporto do galeão.

Acho que antigamente só o Santos Dumont que servia a cidade do Rio. Me lembro, por exemplo, de Vargas frequentando o Santos Dumont. Já vi essa imagem em algum documentário. Assim como os aeroportos, os aviões também evoluíram e creio também que foi por isso a necessidade de se criar no Rio um aeroporto para atender a demanda maior de voos e principalmente os que venham de fora do país. Daí um aeroporto internacional no que dizia ser o seu padrão na época em que foi construído.
Uma coisa que me incomoda depois de frequentar vários aeroportos no mundo é o fato de os modais não se comunicarem. O que isso quer dizer? Qual o único meio de se sair do aeroporto sem ser de carro particular? Taxi, ou se você tiver paciência, ônibus. Grande parte dos aeroportos lá de fora te indicam não só esses meios de transporte, mas trem e metro também, ou seja, você pode sair como você desejar e a grande maioria opta por pegar um trem ou metrô.

Aqui tentaram com o tal BRT pro aeroporto internacional e o VLT pro Santos Dumont. A questão do BRT é só pra gente que tem o destino certo e que fica no itinerário do ônibus ou faz uma baldeação pra chegar ao local final. Já o VLT faz a ligação da rodoviáriado Rio com o aeroporto Santos Dumont. Acho interessante e esse caminho foi todo montado, formado, recuperado pros jogos olímpicos do ano passado. Vale a pena fazer esse trajeto pra conhecer o caminho. Mas ainda assim falta.

Por exemplo, uma pessoa que pegar o modal pra ir pra Copacabana teria que pegar o VLT no Santos Dumont, descer na Cinelândia ou Carioca e pegar o metrô até o bairro. Já quem chega pelo Galeão não tem essa opção. O BRT não vai até Copacabana. Só pagando o preço acachopante cobrados nos guichês que oferecem taxi pros passageiros do aeroporto. Me dá pena principalmente dos turistas que contratam esse tipo de serviço e nem sequer podem ter a opção de pegar um uber pra ter uma opção mais em conta e ficar refém mesmo da máfia dos taxistas que se amontinam no aeroporto atrás das suas presas fáceis.
          
          Tivemos uma evolução, não vou negar. Pelo menos uma opção a mais foi oferecida, mas ainda é pouco pra se chegar a um progresso mais digno e eficiente. Parece que ficou uma coisa mais cômoda, mais convencional mais um paliativo e vai se deixar assim por um bom tempo até que a cabeça de quem comanda esse tipo de transformação urbana, seja de que esfera for, não for iluminada pra facilitar o acesso a um bem público.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

BRINCANDO NAS ONDAS SONORAS

BRINCANDO NAS ONDAS SONORAS

Hoje estou a fim de fazer uma brincadeira que eu já vi sendo feita em chá de panela – ou seria de fralda – enfim, nesses encontros que a famíia faz quando uma mudança está por vir – ou um casamento ou uma criança, agora não me recordo bem.

A brincadeira consiste em pegar frases soltas no ar, ditas pelas pessoas sendo que uma tem o trabalho de anotar pra depois no final juntar todas elas e criar o que antigamente se dizia ser o samba do crioulo doido. No meu caso aqui e agora vai ser diferente. Não estou em nenhuma reunião nesse sentido, mas, como sempre tem uma música rolando enquanto escrevo, vou juntar trechos de várias delas pra ver que bicho que vai dar. Aliás, não são só as músicas, mas o que a locutora falar também. Acho uma brincadeira interessante, principalmente pra quem não sabe sobre o que escrever hoje, pra quem está com a síndrome da página em branco e não sabe sobre o que dissertar.

Vou começar. E os remédios pegam mal quando esquece do prazer. Agora tá tocando o refrão da música que eu vou pular até mesmo pra dificultar a identificação da música e não dá margem a futuros e possíveis processos caso os autores leiam isso e se irritem com essa proposta. Vamos a outra música.

Para realinhar as órbitas dos planetas. Derrubando com assombro exemplar. Essa a maioria conhece. Antes que eu visse você disse e eu não pude acreditar. Eu só queria te contar. Voltou pro início. Não vou repertir, mas descobriram de quem se trata? Seu telefone irá tocar. Eu só queria te contar. E a vida que ardia sem explicação. Não tem explicação. Essa foi fácil. Agora uma mais antiga.

Às vezes parece até que a gente deu nó. Você não vai me acertar a queima roupa. Hoje eu quero sair só. Não demora eu tô de volta. A lua me chama eu tenho que ir pra rua. Essa me faz lembrar exatamente onde eu tava da primeira vez que eu a escutei. No avião indo pra Miami e tocou num canal de musicas se não me engano chamado de new world. Década de noventa do século passado. Foi aí que eu conheci esse artista e comecei a descobrir mais composições dele. Agora a locutora tá falando.

Sorteio Silvana de Oliveira Leite ganhou ingresso pra gravação do Palco MPB com Fernanda Abreu. Agora vem o intervalo da programação. Continuo a brincadeira? Faço o mesmo com os anúncios? Por que não? Já que comecei vou até o fim. Vamos lá.

Venha curtir grandes shows da nova cena musical. Todo mundo ama Maria Gadu. Classicos MPB. As músicas que marcaram a sua vida  - programa novo estreiando agora. O ser humano tá na maior fissura. Down down down o high socity. A crise tá virando zona. Tem muito rei aí pedindo alforria. Alô, alô marciano. A coisa dá ficando russa. Alah. Música de Rita Lee na voz de Elis Regina. Pra variar estamos em guerra. E pensar que essa música continua atual.

Não adianta nem me abandonar. Já mudou de música. Que eu que dois que dez que dez milhões todos iguais. Mistério sempre há de pintar por aí. Que não sabe nada que morre afogada por mim. Voz, letra e música de Gilberto Gil. Até que nem tanto exotérico assim. Se eu sou algo incompreensível meu Deus é mais. Essa frase diz tudo.

Não sei como botar assovios no papel. Mais uma pra encerrar. Dessa eu não me lembro. Nossos bailes no clube da esquina quanta saudade. Será que algum dia ... cantar as canções que a gente quer ouvir. Sem querer fui me lembrar de uma flor e seus ramalhetes. Não sei de quem é letra, música e voz.


Também chega de brincar. Não foi exatamente igual até porque homem não liga muito pra esses tipos de brincadeiras, mas pelo menos tentei manter a chama do gracejo aceso, o espírito da brincadeira de um modo diferente, peculiar, inventado de última hora, mas mantendo, ou ao menos tentando o que se faz normalmente.

sábado, 8 de julho de 2017

FORA DE SÉRIE

FORA DE SÉRIE

Não sou chegado a seriados. Sei que é uma heresia dizer isso principalmente pra uma pessoa que trabalha na produção de um. Mas não acompanho nenhum deles. Não sei também até quando vou ser assim. Pode ser que eu me interesse por um ou outro como já aconteceu e assista em forma de maratona. Isso que me incomoda um pouco em acompanhar um seriado e esperar uma semana pra ver o capítulo seguinte. Por isso se eu não colocá-lo pra gravar continuamente tenho que ir na locadora e pegar a temporada pra assistir.

O primeiro seriado que acompanhei foi logo assim que a TV a cabo chegou em casa que foi o “The Nanny”. Depois passei a ver “Friends” que estava no auge da sua quarta temporada. Não sei se vi todas as temporadas, mas a sétima foi estilo maratona no dia de natal que eu passei em Londres quando a gente não tinha nada pra fazer, mas nessa altura eu já tinha parado de ver “Friends” também. . Um outro que me interessou e que vi via internet e depois via maratona foi o “Downtown Abby” que se passa no início do século passado em Londres e eu só vi até a terceira temporada faltando duas pra encerrar.

Com a lei que estipula uma percentagem para seriados nacionais na TV a cabo – creio que são trinta porcento – alguns canais investiram nas histórias tupiniquins. Um seriado nacional que eu acompanhei foi o “Magnífica 70”, exibido em treze episódios pela HBO na sua primeira temporada. E agora meu grupo de amigos está fazendo um cuja idéia nos foi apresentada em meados de 2015 e até maturar a idéia , criar os cinco primeiros episódios, adiquirir os equipamentos todos, começar a reunir as pessoas pra começar a realmente a gravar foi quase um ano. Isso porque estamos sem apoio, sem verba, sem patrocínio e andando com as nossas próprias pernas, aprendendo a cada dia de filmagem. Não temos estrutura grande como um estúdio ou uma cenografia a nossa disposição e dependemos de locações que a gente mesmo arruma. É tudo como se fosse um ação entre amigos, uma cooperativa onde todos no fim do processo ganham o que é cabido.  

Vai ser longo até tudo ficar pronto sim, vai ser demorado sim, mas vai ficar lindo e não vai deixar a desejar pra nenhuma dessas produções principalmente de nível nacional que a gente vê sendo exibida nesses canis a cabo. Vamos atingir desse patamar pra cima. É claro que a nossa intensão com a nossa série, o “Esquina 22” é também a exibição num canal desses ou até mesmo na própria Netflix. Aquele que quiser comprar por um preço que a gente achar justo e exibir na íntegra o conteúdo que estamos preparando será bem vindo. No entanto, em último caso temos um aliado em potencial que é o you tube. De qualquer forma, em algum dia, em alguma plataforma será exibido.

Os autores do “Esquina 22” que foram os mesmos da peça “Quem matou Laura Fausto?”, meus amigos, beberam muito na fonte de outro seriado chamado “Breaking Bad” e utilizaram como referência pra fazer alguns takes. Não somente, mas principalmente esse. Eu confesso que até o momento em que escrevo esse rascunho nunca vi sequer um capítulo desse seriado. Não me enchem os olhos os seriados de um modo geral. Os exibidos.


O “Esquina 22” é um causa, uma bandeira levantada, um projeto abraçado por mim também e um dos meus projetos de vida até ficar pronto, finalizado, editado e ser exibido. Depois não sabemos o que faremos se é que vamos fazer outra coisa nesse sentido. Não nos falta vontade e nem equipamento, mas vamos por etapas. Uma coisa de cada vez. Não adianta atropelar um projeto começando outro. Cada qual ao seu tempo.