sábado, 8 de julho de 2017

FORA DE SÉRIE

FORA DE SÉRIE

Não sou chegado a seriados. Sei que é uma heresia dizer isso principalmente pra uma pessoa que trabalha na produção de um. Mas não acompanho nenhum deles. Não sei também até quando vou ser assim. Pode ser que eu me interesse por um ou outro como já aconteceu e assista em forma de maratona. Isso que me incomoda um pouco em acompanhar um seriado e esperar uma semana pra ver o capítulo seguinte. Por isso se eu não colocá-lo pra gravar continuamente tenho que ir na locadora e pegar a temporada pra assistir.

O primeiro seriado que acompanhei foi logo assim que a TV a cabo chegou em casa que foi o “The Nanny”. Depois passei a ver “Friends” que estava no auge da sua quarta temporada. Não sei se vi todas as temporadas, mas a sétima foi estilo maratona no dia de natal que eu passei em Londres quando a gente não tinha nada pra fazer, mas nessa altura eu já tinha parado de ver “Friends” também. . Um outro que me interessou e que vi via internet e depois via maratona foi o “Downtown Abby” que se passa no início do século passado em Londres e eu só vi até a terceira temporada faltando duas pra encerrar.

Com a lei que estipula uma percentagem para seriados nacionais na TV a cabo – creio que são trinta porcento – alguns canais investiram nas histórias tupiniquins. Um seriado nacional que eu acompanhei foi o “Magnífica 70”, exibido em treze episódios pela HBO na sua primeira temporada. E agora meu grupo de amigos está fazendo um cuja idéia nos foi apresentada em meados de 2015 e até maturar a idéia , criar os cinco primeiros episódios, adiquirir os equipamentos todos, começar a reunir as pessoas pra começar a realmente a gravar foi quase um ano. Isso porque estamos sem apoio, sem verba, sem patrocínio e andando com as nossas próprias pernas, aprendendo a cada dia de filmagem. Não temos estrutura grande como um estúdio ou uma cenografia a nossa disposição e dependemos de locações que a gente mesmo arruma. É tudo como se fosse um ação entre amigos, uma cooperativa onde todos no fim do processo ganham o que é cabido.  

Vai ser longo até tudo ficar pronto sim, vai ser demorado sim, mas vai ficar lindo e não vai deixar a desejar pra nenhuma dessas produções principalmente de nível nacional que a gente vê sendo exibida nesses canis a cabo. Vamos atingir desse patamar pra cima. É claro que a nossa intensão com a nossa série, o “Esquina 22” é também a exibição num canal desses ou até mesmo na própria Netflix. Aquele que quiser comprar por um preço que a gente achar justo e exibir na íntegra o conteúdo que estamos preparando será bem vindo. No entanto, em último caso temos um aliado em potencial que é o you tube. De qualquer forma, em algum dia, em alguma plataforma será exibido.

Os autores do “Esquina 22” que foram os mesmos da peça “Quem matou Laura Fausto?”, meus amigos, beberam muito na fonte de outro seriado chamado “Breaking Bad” e utilizaram como referência pra fazer alguns takes. Não somente, mas principalmente esse. Eu confesso que até o momento em que escrevo esse rascunho nunca vi sequer um capítulo desse seriado. Não me enchem os olhos os seriados de um modo geral. Os exibidos.


O “Esquina 22” é um causa, uma bandeira levantada, um projeto abraçado por mim também e um dos meus projetos de vida até ficar pronto, finalizado, editado e ser exibido. Depois não sabemos o que faremos se é que vamos fazer outra coisa nesse sentido. Não nos falta vontade e nem equipamento, mas vamos por etapas. Uma coisa de cada vez. Não adianta atropelar um projeto começando outro. Cada qual ao seu tempo.  

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